quinta-feira, 17 de julho de 2014

FAMÍLIA NA BÍBLIA - LIÇÃO 02 – MANDAMENTOS, LEIS E INSTRUÇÕES PARA A FAMÍLIA.


FAMÍLIA NA BÍBLIA - LIÇÃO 02 – MANDAMENTOS, LEIS E INSTRUÇÕES PARA A FAMÍLIA.

 

“O primeiro dever para com os filhos é fazê-los felizes. Nenhum outro bem que eles venham a obter pode compensar aquele” (Charles Buxton)

I – PROBLEMAS FAMILIARES E SOBERANIA DE DEUS.

Gênesis 37 relata a venda de José, pelos próprios irmãos, aos ismaelitas – “Ao passarem os negociantes midianitas, tiraram José, alçando-o da cova, e venderam-no por vinte siclos de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o Egito.” (Gn 37,28). Aos nossos olhos, foi uma atitude abominável. E foi mesmo. Podemos dizer também que aos olhos de Deus foi uma atitude reprovável – “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133.1). Mas Deus na sua soberania, utilizou-se daquela problemática familiar para dirigir o seu povo. O final da história todos conhece. José é levado para o Egito, depois de várias aprovações – (Gn 39-41) e guindo a um importante cargo diante da nação (Gn 41,37-57). Há o encontro com seus irmãos, onde reina o espírito de perdão (Gn 42-45), seu pai Jacó e toda a sua família descem ao Egito (Gn 46; Ex 1,1) e, assim, toda a família é poupada da grande seca e da fome

A mensagem que fica é a de que Deus, na sua imensa sabedoria, pode apropriar-se de uma dificuldade ou de um problema familiar para dirigir a nossa vida e da nossa própria família. Certamente, Ele não aprova muito dos acontecimentos familiares, mas pode apropriar-se de um fato, até mesmo doloroso, para guiar-nos em nossa peregrinação pessoal e familiar neste mundo.

II – UMA FAMÍLIA, UM PLANO, UM LÍDER.

Com a morte de José (Gn 50,22-26), o povo de Israel começa a experimentar período de crescimento – “Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram muito, multiplicaram-se e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a terra se encheu deles.” (Ex 1,7), e, com o passar do tempo, Faraó se esqueceu da história de José e começou a perseguir severamente os  descendentes de Jacó – “Entrementes se levantou sobre o Egito um novo rei, que não conhecera a José.” (Ex 1,8). Nesse quadro mais uma vez vemos Deus utilizando-se de uma família para dirigir a história. Essa família era descendente da tribo de Levi. Trata-se da família de Anrão, casado com Joquebede – “Ora, Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia; e ela lhe deu Arão e Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.” (Ex 6,20). A história relata como Deus concedeu a Joquebede sabedoria para livrar seu bebê, Moisés, dos sanguinários servos de Faraó (Ex 2,1-10) e posteriormente Deus permite que a própria mãe cuide de seu filho, preparando-o ara uma importante missão.

Diante das dificuldades que enfrentamos hoje para educar e livrar nossos filhos de tantos perigos, a exemplo de Joquebede, devemos pedir sabedoria a Deus em todos os momentos e em todas as circunstancias. Com certeza, o mesmo Deus que orientou Joquebede está disposto e interessado em orientar todos os pais na educação de seus filhos para sejam homens ou mulheres honrados e usados poderosamente por Deus, a Exemplo de Moisés.

III – UMA FESTA PARA A FAMÍLIA.

Depois de 400 anos vivendo no Egito período de bonança e servidão. Deus preparou Moisés para livrar Israel do jugo de Faraó. Êxodo 12 e Deuteronômio 16,1-8 narram a instituição da Páscoa. Enquanto Êxodo da uma conotação mais familiar, Deuteronômio enfatiza mais uma cerimônia. De acordo com Êxodo 12, a Páscoa era uma festa muito centrada na família – “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família.” (Ex 12,3) que servia para lembrar às próprias famílias, e por conseguinte ao povo, o livramento de Deus e servir também como um testemunho a ser passado de geração a geração (Ex 12,24-27).

Deus  ao desejar assim a celebração da Páscoa, estava delegando, em primeiro lugar, á família a responsabilidade de manter a tradição religiosa e a transmissão da fé às gerações futuras.

IV – MANDAMENTOS PARA  A FAMÍLIA.

Para preservar a integridade espiritual e moral do povo, Deus sabia que deveria dar mandamentos e leis. Em Êxodo 20,1-17 estão registrados os dez mandamentos. Todos eles podem ser aplicados à família, mas dois especificamente são voltados diretamente para o contexto familiar. Enquanto o quinto mandamento está destinado aos filhos – “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Ex 20,12), o sétimo – “Não adulterarás.” (Ex 20,14), visa a proteger a família.

“Honra pai e mãe” foi chamado por Dennis Rainey no seu livro Meditações Diárias para casais, como sendo o “mandamento esquecido”. Honrar significa – “dar valor, estimar, respeitar, tornar digno”. Esse mandamento é para todos os filhos independentemente da idade ou do estado civil. Outra nota importante: esse mandamento de vê ser aplicado a todos os pais, a despeito dos seus erros, comportamentos e experiência religiosa. Importante também destacar que se trata do único mandamento com promessa. Deus ao dar este mandamento, desejou valorizar as relações familiares e mostrar aos jovens que devem, durante toda vida, valorizar as pessoas mais idosas.

O sétimo mandamento “não adulteras” (Ex 20,14; Dt 5,18) foi instituído para preservar o casamento, manter a paz no lar e, acima de tudo, a santidade do sexo no matrimonio. Acertadamente, Alan Cole, no seu comentário de Êxodo, afirma: “O fato do homem ter relações sexuais com a esposa de outro homem era considerado um pecado hediondo tanto contra Deus como contra homem” – “O homem que adulterar com a mulher de outro, sim, aquele que adulterar com a mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o adúltero, como a adúltera.” (Lv 20,10); “Se um homem for encontrado deitado com mulher que tenha marido, morrerão ambos, o homem que se tiver deitado com a mulher, e a mulher. Assim exterminarás o mal de Israel.” (Dt 22,22). Quebrar o sétimo mandamento é tal abominável aos olhos de Deus, que Jesus permitiu, até mesmo, divorcio – “Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; [e o que casar com a repudiada também comete adultério.]” (Mt 19,9). Dois mandamentos que, se forem lembrados na família, teremos lares mais felizes e casamentos duradouros.

V – LEIS DE PROTEÇÃO AO CASAMENTO E À SEXUALIDADE.

Em todo Pentateuco, podemos encontrar textos fazendo menção a algum aspecto da vida familiar e conjugal, mas levítico 18 é, sem duvida, o texto bíblico que fala claramente o que Deus não deseja, no campo da sexualidade, que sejam praticados no meio do seu povo. R. K. Harrison, no seu comentário de Levítico afira: “O casamento como instituição social é considerado em todas as partes da escritura como pedra fundamental de todas as demais estruturas, e, portanto, sua pureza e integridade devem ser protegidas a todo o tempo”. Lembramos que o casamento era tão importante para Deus que um homem recém – casado estava dispensado da guerra e do serviço público a fim de assegurar a felicidade e começar uma nova família – “Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá cargo [público]; por um ano inteiro ficará livre na sua casa, para se regozijar com a sua mulher, que tomou.” (Dt 24,5)

Deus, ao desejar proteger o casamento e à sexualidade do casal e da família, proibiu algumas práticas que eram comuns em outros povos.

“Não ao incesto” (Lv 18,6-18). Deus, ao proibir as relações sexuais com parentes, estava protegendo a saúde comunitária e dos próprios descendentes.

“Não ao adultério” (Lv 18,20). O adultério como já vimos, rompe a unidade do casal e quebra o pacto de uma só carne.

“Não ao homossexualismo” (Lv 18,22). Em nenhum lugar da Bíblia, tanto o Velho como no Novo Testamento, encontramos qualquer menção de aprovação do homossexualismo – “semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.” (Rm 1,27); ver também ( 1Cor 6,9; 1Tm 1,10).

“Não a bestialidade” (Lv 18,23). A relação sexual com animais é uma aberração que inferioriza o homem a distorcer profundamente o plano de Deus para a sexualidade humana.

VI – O GRANDE SEGREDO.

Uma das lições notáveis que encontramos no Pentateuco, especialmente no livro de Deuteronômio, é a importância do ensino que é dada a família – (Dt 4,9; 6,20-25; 11,19). Esses textos ensinam-nos, claramente, que a tarefa de ensinar a educação da fé é, em primeiro lugar, da família. Esse ensino deve ser informal, nas dentro do lar, no caminhar diário nas idas e vindas, de forma constante, isto é: de noite e de dia usando recursos visuais para fixação do aprendizado – “e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Dt 67-9). Se pais e mães atentarem para o que diz esse precioso texto,teremos filhos tementes a Deus e dignos aos olhos dos homens.

VII – A QUESTAO DO DIVORCIO.

Em Dt 24,1-4 – “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa. Se ela, pois, saindo da casa dele, for e se casar com outro homem, e este também a desprezar e, fazendo-lhe carta de divórcio, lha der na mão, e a despedir de sua casa; ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer; então seu primeiro marido que a despedira, não poderá tornar a tomá-la por mulher, depois que foi contaminada; pois isso é abominação perante o Senhor. Não farás pecar a terra que o Senhor teu Deus te dá por herança.”, encontramos a questão controvertida do divorcio. Embora o texto seja sobre o divorcio, o seu teor se preocupa em dar parâmetros para um novo casamento. O termo “coisa vergonhosa” que parece em alguma tradição ou “algo que ele reprova” ou ainda, “coisa feia” é impreciso. Talvez a idéia seja de uma conduta indecorosa ou desapropriada para uma mulher. Neste caso, havia uma possibilidade de o marido dar a “carta de divorcio”. Cremos que a condição “coisa vergonhosa”  tenha sido colocada para evitar divórcios precipitados. Mais adiante, iremos voltar a falar sobre o divorcio e aprofundar a opinião bíblica sobre esse assunto que tanto mal faz para a família.

CONCLUINDO


Muitos outros temas poderiam ser tratados, mas a mensagem que fica é de que, nos primórdios da revelação bíblica, Deus procurou deixar claro o quanto Ele ama, usa, protege, e fortalece a família.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

FAMÍLIA NA BÍBLIA - LIÇÃO 01 – OS PRIMÓRDIOS DA FAMÍLIA.



FAMÍLIA NA BÍBLIA - LIÇÃO 01 – OS PRIMÓRDIOS DA FAMÍLIA.

“Desde o princípio do projeto humano, a família é a que aparece na base” (Edésio Sanches Cetina).


Se desejarmos entender a família do ponto de vista cristão, precisamos analisar toda a sua trajetória ao longo dos relatos bíblicos.

Em cada parte das narrativas bíblicas podemos verificar dando orientações, instituindo leis e permitindo que homens inspirados pelo Espírito Santo registrassem nas paginas sagradas as faltas e os pecados de pessoas que afetaram profundamente sua família.

I – NASCE A FAMÍLIA.

Antes da queda humana, Deus havia instituído apenas a família, o trabalho e a guarda do sábado (Gn 1,26-28; 2,2-3). A família, à luz dos textos citados, tem origem no próprio Deus. O casamento e a família não estão vinculados na história (o Estado e a lei) ou à redenção, mas a criação. De acordo com Gênesis, antes da queda, tanto o homem quanto à mulher tinham privilégios e responsabilidades iguais. Ambos foram criados por Deus, “à sua imagem e semelhança” (Gn 1,26). Com isto o homem, homem e mulher participavam dos atributos divinos, ou seja: sabedoria, retidão e santidade. Ambos receberam a ordem de cuidar, dominar a terra, homem e mulher ocupavam um lugar de honra no jardim do Éden. Antes da queda, o primeiro casal vivia no em perfeita harmonia. O mesmo não acontece após a desobediência (Gn 3).
Após o ato de desobediência, marido e mulher começaram ter uma nova visão, distorcida é claro, da sexualidade – “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.” (Gn 3,7) – se afastaram da comunhão divina – “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.” (Gn 3,8); o primeiro conflito, a troca de acusações, foi instaurado na relação conjugal – “Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi.” (Gn 3,12). O homem deixa de ser o companheiro que a escolheu e recebeu, conforme projeto de Deus e transforma-se num ser acusador, incapaz de assumir responsabilidade e manejar sua autonomia.  É importante  perceber que até a queda, isto é, quando viviam num estado de pureza espiritual, os relatos bíblicos se referem a “homem e mulher”, e nunca a Adão e Eva. A mulher era chamada pelo termo “Ishah” que quer dizer “companheira, varoa, auxiliadora”. Só após a queda, já com o coração com a marca do pecado, é que o homem dá o nome de Eva à sua mulher. Antes conhecida como “Ishah” (auxiliadora, varoa, companheira) agora é chamada de “Eva” (mãe de todos os viventes) – “Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes.” (Gn 3,20). A utilidade suplanta a idoneidade. A mulher passa a ser um meio para atingir um fim. A sexualidade é reduzida ao sexo. O sujeito passa a ser objeto, e, isto, permeia toda a história. Podemos encontrar aqui as raízes profundas e históricas do machismo. A queda afetou as bases do casamento e da família.
O que se segue, após a queda, é o pecado contaminando a relação conjugal e à própria família. Sua influencia é ampla e nociva, conforme os relatos bíblicos. O livro de Gênesis cataloga o fratricídio (assassino de irmão ou irmã) – “Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou.” (Gn 4,8); poligamia – “Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila.” (Gn 4,19); pensamentos e palavras sexuais perversas – “E Cão, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e o contou a seus dois irmãos que estavam fora.” (Gn 9,22); adultério – “Assim Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar a egípcia, sua serva, e a deu por mulher a Abrão seu marido, depois de Abrão ter habitado dez anos na terra de Canaã. E ele conheceu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.” (Gn 16,3-4); homossexualismo – “Mas antes que se deitassem, cercaram a casa os homens da cidade, isto é, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; e, chamando a Ló, perguntaram-lhe: Onde estão os homens que entraram”. esta noite em tua casa? Traze-os cá fora a nós, para que os conheçamos. Então Ló saiu-lhes à porta, fechando-a atrás de si, e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não procedais tão perversamente.” (Gn 16,4-7); formicação e estupro – “Diná, filha de Léia, que esta tivera de Jacó, saiu para ver as filhas da terra. Viu-a Siquém, filho de Hamor o heveu, príncipe da terra; e, tomando-a, deitou-se com ela e humilhou-a.” (Gn 34,1-2); prostituição – “Passados quase três meses, disseram a Judá: Tamar, tua nora, se prostituiu e eis que está grávida da sua prostituição. Então disse Judá: Tirai-a para fora, e seja ela queimada.”  (Gn 38,24); sedução (Gn 39,7-12) e incesto (Gn 38,13-18). Cada um destes pecados apresenta ataques diretos contra a santidade e a harmonia do matrimonio e das família.

II – MISERICÓRDIA PARA COM A FAMÍLIA.

Após a queda espiritual da humanidade, a partir da desobediência do primeiro casal, o que se vê é a propagação da violência – “A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência.” (Gn 6,11). Ao anunciar a destruição do mundo, através do dilúvio, Deus orienta Noé na construção de uma arca – “Farás na arca uma janela e lhe darás um côvado de altura; e a porta da arca porá no seu lado; fá-la-ás com andares, baixo, segundo e terceiro.” (Gn 6,16) e demonstra o seu amor e o seu cuidado para com a família – “Mas contigo estabelecerei o meu pacto; entrarás na arca, tu e contigo teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.” (Gn 6,18). Deus poderia perfeitamente permitir que somente Noé e sua mulher entrassem na arca e após o dilúvio gerar outros filhos. Mas o que vemos é o cuidado de Deus para com a família ampliada de Noé. Seus filhos e suas noras também foram protegidos por Deus da destruição – “Depois disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração.” (Gn 7,1).

Antes de nos aprofundarmos um pouco sobre as características das famílias patriarcais, podemos afirmar que o mesmo cuidado que Deus demonstrou com a família ampliada de Noé também demonstrou para com a família de Ló. Ao receber a visita de dois anjos e estes anunciaram a destruição de Sodoma e Gomorra, recomendaram que não só ele, Ló, deixasse aquele lugar, mas também sua família e os futuros genros (Gn 19,12-16).

III – AS FAMÍLIAS DOS PATRIARCAS.

No Pentateuco, após o dilúvio encontramos os descendentes de Noé se multiplicando. Após as narrativas bíblicas de várias genealogias, vemos Deus uma outra família, a fim de cumprir os seus propósitos – a família de Abrão, o primeiro patriarca.

A partir de Gênesis 12, encontramos o relato da história das famílias patriarcais, isto é: as famílias de Abraão, Isaque e Jacó.

Resumidamente, podemos afirmar que em todas essas famílias existam pontos em comum, que se destacam:

  • Amplitude:

Nelas estão inseridos não apenas o casal: quando o patriarca não era polígamo (neste caso só não há registro de poligamia na vida de Isaque); e filhos mas também os servos, escravos e parentes colaterais. As famílias estavam unidas a outras famílias, formando assim, um clã, que, por sua vez, formava as tribos, podemos perceber esta verdade, em face do grande número de pessoas ligadas a Abrão e Ló, causando, assim, dificuldades no cultivo da terra – “E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas. Ora, a terra não podia sustentá-los, para eles habitarem juntos; porque os seus bens eram muitos; de modo que não podiam habitar juntos. Pelo que houve contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do gado de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus habitavam na terra.” (Gn 13,5-7) e também no relato onde Deus orientou Abraão a circuncidar todos que faziam parte do seu grupo familiar – “À idade de oito dias, todo varão dentre vós será circuncidado, por todas as vossas gerações, tanto o nascido em casa como o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua linhagem. Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; assim estará o meu pacto na vossa carne como pacto perpétuo. Mas o incircunciso, que não se circuncidar na carne do prepúcio, essa alma será extirpada do seu povo; violou o meu pacto.” (Gn 17,12-14).

  • Patriarcado:

As famílias adotavam o sistema de patriarcado, isto é: o pai tinha autoridade sobre os filhos, mesmo depois do casamento, e suas noras – “Ora, Abraão era já velho e de idade avançada; e em tudo o Senhor o havia abençoado. E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito; mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque.” (Gn 24,1-4). No regime patriarcal, o governo da tribo era vontade individual do patriarca, que residia, a principio, no progenitor da tribo, passando dele para o primogênito ou para o mais velho da linha genealógica. O termo clássico para exemplificar a importância e a soberania do pai está na expressão bíblica “casa paterna”.

  • Unidade de trabalho:

A família, conforme percebe-se nos patriarcas, tem uma conotação de unidade de trabalho. Os filhos e os parentes cuidavam dos bens da família, reservando o patriarca a função administrativa. As famílias dos patriarcas, alem de serem numerosas, possuíam muitos bens como resultado do trabalho familiar e da provisão de Deus – “Isaque semeou naquela terra, e no mesmo ano colheu o cêntuplo; e o Senhor o abençoou. E engrandeceu-se o homem; e foi-se enriquecendo até que se tornou mui poderoso; e tinha possessões de rebanhos e de gado, e muita gente de serviço; de modo que os filisteus o invejavam.” (Gn 26,12-14).

  • Devoção religiosa:

Nos relatos que descrevem a vida dos patriarcas, é forte a presença da religiosidade. Com a chamada de Abraão, podemos encontrar a presença do monoteísmo religioso nas famílias dos patriarcas. Esta característica esta presente nas famílias de Abraão, Isaque e Jacó. Varias vezes percebe-se os patriarcas construindo através de adoração (Gn 12,8; 13,18; 22,1-16; 28,18-19). Através das construções dos altares, encontramos a função sacerdotal perante a família, função esta que cabia ao patriarca.

CONCLUINDO.


Com a morte do ultimo patriarca, Jacó, a família nos relatos bíblicos continuou tendo toda a importância aos olhos de Deus. Na Ida para o Egito e posterior escravidão , as tribos foram repartidas.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

FAMÍLIA, IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 13 - MEUS FILHOS, MEUS DISCÍPULOS.




FAMÍLIA, IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 13 - MEUS FILHOS, MEUS DISCÍPULOS.


Uma das características mais interessantes da águia é o seu cuidado com os filhotes. Cremos que precisamos aprender com a águia muitas coisas que estão sendo esquecidas nesta geração. Existem alguns princípios básicos na criação dos filhos que os pais não podem esquecer. Estes princípios são balizas seguras na caminhada, marcos que não podem ser removidos, sinais que não podem ser destruídos nem apagados. Hoje, mais do que qualquer outra geração há uma orquestração do inferno para destruir a família. Há uma conspiração contra esta primeira instituição divina. O encardido e seus perversos agentes tem derramado sobre a família toda a sua fúria. A sociedade moderna não aceita mais os absolutos éticos. Ela vive sem freios, com as rédeas soltas, sem linhas divisórias entre o certo e o errado. O que predomina não é a verdade, mas a satisfação imediata dos desejos pervertidos. Essa sociedade hedonista, amante do prazer, a cada dia está-se desfibrando moralmente. A fidelidade conjugal, para muitas pessoas, é um costume arcaico sem nenhuma procedência nesta era chamada pós-moderna e pós-cristã. A virgindade e a castidade da juventude parecem coisas vergonhosas. A rebeldia dos filhos contra os pais e a forma irrefletida e até irresponsável como muitos pais vivem são  uma realidade desastrosa e lamentável em nossos dias.
Certamente devemos olhar para a águia e aprender com ela como devemos cuidar da família.

1. A ÁGUIA NÃO PÕE O NINHO DOS SEUS FILHOS PERTO DOS PREDADORES.

“Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho? Mora nas penhas e ali tem a sua pousada, no cume das penhas, no lugar seguro” (Jó 39.27-28).

A águia não coloca o ninho dos seus filhos na beira do caminho. A águia não expõe seus filhos às bestas-feras e aos predadores. Ela não os deixa em lugares vulneráveis. Pelo contrário, ela só faz o seu ninho no alto dos rochedos, no cume dos penhascos. Ela é zelosa em colocar o ninho de seus filhos nas alturas, em total segurança.
O que lição tremenda para nós! Na sociedade competitiva em que vivemos hoje, procuramos preparar-nos para muita coisa. Fazemos cursos e mais cursos. Passamos por diversos treinamentos, freqüentamos seminários, temos livros e ouvimos muitas palestras. Todavia, são poucos os que se preparam convenientemente para o casamento. São poucos os que se preparam para terem filhos. A maioria dos país está desqualificada para educá-los adequadamente.
Se vivermos em lugares baixos, no meio dos predadores, como vamos construir o ninho dos nossos filhos em lugares altos?! Se nós, pais, não sabemos o que são as alturas da intimidade com Deus, como podemos conduzir nossos filhos para lá?! Se vivermos com os nossos pés sujos de lama, como vamos construir o ninho dos nossos filhos no alto dos rochedos?!
É triste constatar que muitos pais vivem misturados com predadores e constróem o ninho de seus filhos em lugares de perigo. Quantas crianças hoje são bombardeadas diariamente pela “mídia” por idéias pervertidas que minam os valores mais elementares da sã doutrina e desbarrancam os princípios básicos da conduta ilibada! Quantos jovens são arrastados pelas correntezas do vício e feitos escravos dos predadores, tombando nas valas fértidas de uma vida desregrada e subumana! Quantos adolescentes capitulam ao apelo do sexo e se entregam ã volúpia, oferecendo seu corpo no altar da promiscuidade, sofrendo depois derrotas fragorosas, colhendo os frutos amargos de uma consciência culpada e de uma vida destruída, porque seus pais construíram ninhos perto dos predadores.
 Estamos assistindo, horrorizados, à sodomização da sociedade moderna. Os valores de Deus são pisados. Os princípios bíblicos de uma vida pura são tripudiados. Aqueles que tentam resistir a esta avalanche são escarnecidos. Dirijo-me a você, pai ou mãe: - Onde está o ninho do seu filho? Onde estão os seus filhos? Por onde eles andam? O que eles estão fazendo? Com quem eles andam? A que horas eles chegam em casa? Quem são os amigos de seus filhos?  Quem são os conselheiros de seus filhos?

2. A ÁGUIA VOEJA SOBRE OS FILHOS.

“Como a águia desperta o seu ninho, adeja sobre os seus filhos e, estendendo as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas” (Dt 32.11).

Quando os filhotes da águia já estão grandes, na hora de sair do ninho, a águia, então, começa a voejar sobre o ninho, mostrando-lhes dias coisa:

2.1. Hora de sair.
Está na hora de sair do ninho. A águia não exerce um papel super protetor em relação aos filhos. Ela não mantém os filhos para sempre debaixo das suas asas. Ela não cria nos filhos uma super dependência. Chega um momento em que os filhos precisam Ter as suas próprias experiências e precisam sair do ninho para exercitarem e ganharem maturidade. Não deve ser diferente nossa atitude como pais. Causa um grave prejuízo para os filhos a atitude de alguns pais que os vivem cercando de todo o cuidado, como se eles fossem eternas crianças indefesas, despreparadas e imaturas. Estes pais demonstram aos seus filhos um amor doentio, possessivo, controlador, mantendo-os sempre no ninho, debaixo de suas asas. Os pais devem criar os filhos preparando-os para a vida, e não fazendo deles eternos dependentes, pois assim estes filhos se tornarão pessoas inseguras e incapazes de assumir responsabilidades na vida.

2.2. Como voar.
Ensina aos filhos como voar. A águia não apenas diz aos filhos que está na hora de sair do ninho, mas mostra-lhes como devem sair. Ela fica voando em círculo sobre o ninho, mostrando-lhes como se voa. Ela, com este gesto dá exemplo para seus filhotes.
Isto também precisamos aprender com a águia. Muitos pais ensinam seus filhos, dizem-lhes até coisas bonitas, mas não lhes dão exemplo. Ensinam uma coisa e fazem outra. Ensinam os filhos a ir à igreja, mas não vão. Ensinam os filhos a falar a verdade, mas os filhos os flagram falando mentiras. Ensinam os filhos a ser honestos, mas vivem enrolados no meio das falcatruas. Os pais precisam compreender que não há ensino verdadeiro sem exemplo. O mundo precisa de pais que estejam dispostos a ser modelos positivos, porque modelos nós sempre somos. Nós sempre vamos esculpir nos filhos as  marcas da nossa vida. Os olhos deles estão cravados em nós. Eles nos observam. O que eles estão vendo em nós?

3. A ÁGUIA TIRA A MACIEZ DO NINHO E SÓ DEIXA OS ESPINHOS.

Quando a águia percebe que é hora de seus filhotes voarem e ainda assim eles continuam acomodados no ninho, a despeito de seu exemplo, ela decide remover do ninho toda a cobertura macia e deixa apenas os espinhos e os gravetos pontiagudos. Ela gera um desconforto para os filhos. Ela não deixa de amá-los por isso, mas prefere vê-los incomodados a ficarem acomodados no ninho. O conforto do ninho agora significa estagnação, imaturidade, inoperancia e atrofiamento. A águia não hesita em aplicar esta lição aos filhos, ainda que seja uma lição dolorosa. Ela só não admite ver os filhos deitados em “berço esplendido”, quando o mundo lá fora os espera para uma ação dinâmica e urgente.
  Muitos pais cercam seus filhos com tanto cuidado que não se preparam para enfrentar a vida. Acham que seus filhos não devem trabalhar nem assumir responsabilidades porque são ainda muito tenros. Dão tudo de “mão beijada” para os filhos. Muitos pais estragam os filhos com esta atitude, em nome do amor. A Bíblia fala de grandes homens como Isaque, Eli, Davi, Josafá, que falharam dolorosamente na criação de seus filhos, porque não tiveram pulso para discipliná-los nem os prepararam para enfrentar as lutas da vida; antes os cercaram com uma redoma hiperprotetora e os mantiveram quentinhos na estufa do ninho, quando deveriam Ter removido a peruagem macia e deixado que os espinhos bradassem aos ouvidos de seus filhos que era hora de sair do comodismo.
Vejo nesta lição uma aplicação muito séria também para a Igreja. Alias, se existe um povo que gosta de ficar no ninho é o povo cristão. Realmente o ninho é gostoso, quentinho, seguro. Ficamos todos juntinhos. É maravilhoso! Mas chega um momento em que é preciso sair!
Prestem atenção à Igreja hoje: 90% de suas atividades são dentro do ninho. Os metros quadrados mais evangelizados do mundo são as Igrejas. Vivemos a fobia de sair das quatro paredes. Quase toda nossa dinâmica é intramuros. Muitos cristãos já foram a Igreja mais de mil vezes, mas nunca atravessaram a rua para falar de Jesus ao vizinho. Muitos de nós gastamos o assento dos bancos, enquanto as testemunhas de Jeová desgastam a sola de seus sapatos. Noventa e cinco por centos dos cristãos não sabem o que é levar uma alma a Jesus. São igrejeiros. São amantes do ninho.

4. A ÁGUIA TIRA OS FILHOS DO NINHO.

É estonteante constatar que, mesmo afligidos com espinhos e alfinetados por farpas pontiagudas, os filhotes da águia ainda teimam em continuar no ninho.
O que a águia faz com o filho que resiste aos seus métodos mais suaves? Ela simplesmente pega o filho com suas garras possantes, suspende-os no ar r das alturas o solta sem pára-quedas. O filhote noviço ainda não sabe bater suas asas articuladamente e, por  isso, cai desamparado numa sensação de que vai-se esborrachar não chão. Quando o filhote cheio de medo chega ao fim de suas esperanças, a águia dá um vôo rasante, estende suas asas debaixo do filhote e leva-o novamente para as alturas. E outra vez o solta no espaço aberto. Novamente, ele cai batendo as  asas atabalhoadamente sem conseguir aprumar-se. A águia estende suas asas e o toma em segurança; leva-o de volta às alturas e laça-os no espaço outra vez. Isto ela repete muitas vezes até o filhote aprender a voar sozinho. Este gesto ensina-nos algumas lições práticas:

4.1. Não Desistir.

Não podemos desistir dos nossos filhos. Muitos pais já estão cansados e desanimados com seus filhos.

4.2. Sem Amargura.

Não podemos ser amargos com os nossos filhos. Talvez os espinhos que você colocou no ninho de seus filhos tenham sangrado não a eles, mas ao seu coração. Você está machucado, ferido e magoado. Suas forças se esvaíram. Seus recursos se esgotaram. Só lhe restam decepção e amargura. Cuidado, não sejam amargos com seus filhos.

4.3. Manter o Perdão.

Não podemos reter o perdão aos nossos filhos. Há pais que sofreram tanto com seus filhos que são derrotados pelo rancor. Há pais que já desistiram de amar seus filhos e buscá-los com os braços abertos da reconciliação e com o beijo do perdão.
Devemos olhar para a parábola do filho pródigo e imitar o exemplo daquele pai que perdoa e restaura seu filho a dignidade que ele tinha antes.
Absalão, quando estava em Jerusalém sem poder ver a face do seu pai, disse: “Para que vim de Gesur? Melhor me fora estar ainda lá. Agora, pois, veja eu a face do rei; e, se há em mim alguma culpa, que me mate” (2 Sm. 14.32).  
Perdoe seus filhos, ouça-os, ame-os, restaure-os.

4.4. Filhos Disciplinados

Precisamos disciplinares os nossos filhos. A águia não ensina seus filhos teoricamente. Ela investe tempo e trabalho nos filhos. Ela os treina. Ela os discípula.

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22.6).

sexta-feira, 27 de junho de 2014

FAMÍLIA, IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 12 – FILHOS BIBLICAMENTE EDUCADOS.



FAMÍLIA, IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 12 – FILHOS BIBLICAMENTE EDUCADOS.

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.” (Ef 6,1-4).

A sociedade em que vivemos é influenciada pela mídia, falida moral e espiritualmente, viciada, impulsiva e sem  esperança, ou seja, um ambiente complicado para criar os filhos. Então, o que fazer para que os nossos filhos não sejam, tragados por esse mundo? Vamos olhar para a palavra de Deus, porque nela encontramos princípios eternos que vão nos direcionar como pai e mãe.

I – O PROPÓSITO DE DEUS.

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.” (Ef 6,1-3). Aqui temos algumas palavras aos filhos, e no versículo 4 do mesmo capitulo temos algumas palavras aos pais – “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.” Vamos ver alguns conceitos que vão dar direção aos filhos: “Filhos obedeceis”. A primeira coisa aqui é obediência. Os filhos precisam entender que Deus quer que eles aprendam a viver debaixo da liderança e autoridade dos seus pais. O segundo conceito aqui é “honrar a teu pai e tua mãe – que é o primeiro mandamento com promessa.” Honrar é uma palavra que encontramos muitas e muitas vezes no Velho ou no Novo Testamento e a palavra significa “dar valor”. Dar valor aos  pais garante aos filhos uma recompensa: viver bem e por longos anos.

II – CADA UM FAZENDO A SUA PARTE.

Agora no versículo 4  – “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.” Nós encontramos algumas exortações para os pais. Aqui temos três ordens: a primeira ordem é negativa. “Pais, não provoqueis vossos filhos a ira.” E como os pais costumam provocar a ira dos seus filhos? Fazendo mal uso da autoridade, dando ordens sem propósito e sem amor, descarregando nos filhos toda a raiva. Não ouvindo, não dialogando, sendo incoerente. Nunca admitindo estar errado, fazendo promessas  que não podem ser cumpridas e não respeitando o modo de ser do filho.

Em segundo lugar “criai-os na disciplina do Senhor.” A principal passagem da Bíblia sobre a questão da disciplina está em Hb 12,5.11 – “...e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.” A palavra é muito clara sobre a disciplina. Às vezes é com a vara, mas da forma certa, na hora certa e com o espírito certo. E a Palavra de Deus diz que o pai vai mostrar seu amor através da disciplina. Mesmo que isso parece difícil – “Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.” (v 11) qual é o fruto? É ajudar a criança a receber direção do Senhor. A criança que aprende a submeter a sua vontade à vontade dos pais terá disposição e facilidade em um dia entregar sua vida para Cristo, livrando sua alma do inferno. E a admoestação? “Cria-los na admoestação do Senhor.” (v 5). Admoestação pode ser entendida por amar a Deus, ter temor e a obedecer aos seus estatutos. E como base nisso que os filhos precisam ser criados.

CONCLUINDO

Seu filho precisa de você. Ele precisa ouvir da sua boca como Deus tem sido bom, e como Ele tem abençoado a sua vida e a vida de sua família. Então, não negligencie as suas responsabilidades. Ensine seu filho a ter o temor, a obedecer a Palavra do Senhor e amá-lo de todo o seu coração, de toda sua alma e com toda sua força. E não esqueça de comunicar constantemente os conceitos de Deus. Pais, vocês estão no palco da vida e seus filhos estão na platéia. Diante de pequenos olhos diariamente vocês estão fazendo um show. E este show é a maneira que vocês se relacionam entre si e a maneira que vocês se relacionam com o seu Deus. O filho irá absorver e refletir na suas atitudes.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

FAMÍLIA, IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 11 – A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO.




FAMÍLIA, IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 11 – A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO.

“Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.” (Mt 5,23-24).

Deus tem algumas prioridades na vida dos seus filhos e nestes versículos nós encontramos uma delas. Observe o texto que Deus está mais preocupado com nossos relacionamentos do que com nossas ofertas. Eu acredito que qualquer exercício do nosso dom espiritual, qualquer serviço, qualquer trabalho, qualquer esforço feito em nome de Jesus Cristo, para o engrandecimento do Seu reino, é uma oferta. Deus quer a oferta, Deus quer o serviço, mas, em primeiro lugar, Ele quer um bom relacionamento com o irmão, e inclua-se aqui a esposa, o marido e os filhos.

I – O QUE A PALAVRA DE DEUS FALA

Pedro perguntou a Jesus – “Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até [quantas vezes] pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?” (Mt 18,21). E Jesus respondeu, conhecendo o coração de Pedro – “Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.” (Mt 18,22). Jesus mencionou essa multiplicação, mas o que ele esta ensinando aqui é que nós que fomos lavados pelo sangue de Jesus Cristo e recebemos o perdão de Deus  temos a qualificação necessária para oferecer perdão a um irmão que nos ofende. Cada vez que nós deixamos de perdoar, cada vez que nós resistimos em oferecer a graça de Deus a uma outra pessoa que nos feriu, criamos uma barreira, e nessa história quem não perdoa perde tanto quanto quem não é perdoado. A Bíblia fala em Mt 18,21-35 na parábola do servo impiedoso que quando não perdoamos somos entregues ais verdugos ou atormentadores.

Acontece que, as vezes, é difícil perdoar alguém que nos magoa profundamente. Mas quando Deus nos dá a ordem de perdoar alguém. Ele mesmo nos dá poder, capacidade, disposição e sabedoria para , de coração, perdoar aquela pessoa.

Refleti nessa palavra: “Se você tem algo contra alguém e vem semanalmente trazer sua oferta diante de Deus quero dizer que Ele não esta recebendo sua oferta. Deus não está preocupando com o seu serviço, porque o que Ele requer de você é um relacionamento concertado, um relacionamento restaurado com seu marido, esposa ou filhos. E você que esta servindo obcecadamente ao Senhor procurando de alguma forma receber o sorriso de Deus, saiba que a maneira correta de receber o carinho da benção na sua vida é através de um relacionamento concertado com aquela pessoa com quem você tem uma barreira”. (Jaime Kemp).

“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” (Hb 12,15). Agora eu gostaria de mudar esta palavra “graça” para a palavra “graxa”. Sabe o que é graxa? Graxa é aquele óleo grosso que o mecânico coloca no cambio do seu carro para que as marchas possam engrenar e funcionar livremente sem qualquer problema. Esta graxa lubrifica as engrenagens do motor do cambio e a graxa de Deus que é a graça de Deus, lubrificam os relacionamentos conjugais, os relacionamentos familiares. Então, como resolver os conflitos familiares? Dispensando a graça para os membros da família. Paulo nos diz, varias vezes, que somos despenseiro da graça de Deus. A graça e o perdão que nós recebemos quando entregamos a nossa vida a Deus, é que servirão como “graxa” para lubrificar os relacionamentos.

Agora eu faço uma pergunta: Você esta leve, desimpedido, espontâneo, para poder servir o Senhor de todo o coração? Sem qualquer amargura, sem qualquer ressentimento, sem qualquer coisa que possa criar alguma barreira entre você e outra pessoa? Será que você tem esta liberdade? Será que você não precisa um pouquinho da “graxa” de Deus, neste momento em algum relacionamento?

CONCLUINDO


Veja a passagem de Mt 18,35 – “Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.” Isto é a aplicação da historia que Jesus contou para Pedro. Porque Pedro teve um problema com seu irmão e pensou em perdoa-lo somente sete vezes. Jesus diz que o homem ou a mulher que não perdoa será entregue aos verdugos. Quem não perdoa sente a mão pesada de Deus, está debaixo de atormentadores, e aos poucos vai destruindo a sua vida. A minha oração é que você deixe a graça de Deus permear sua vida, seu relacionamento e para que você possa andar diante do Senhor, e diante do seu semelhante com relacionamentos concertados.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

FAMÍLIA, IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 10 – COMUNICAÇÃO FAMILIAR.



FAMÍLIA, IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 10 – COMUNICAÇÃO FAMILIAR.

“O homem alegra-se em dar uma resposta adequada; e a palavra há seu tempo quão boa é!” (Pr 15,23).

Eu acredito que muitos problemas de falta de intimidade conjugais são porque não existe uma comunicação adequada. Muitos acabam levantando verdadeiras muralhas ao redor de si para não permitir que o outro conheça ou mesmo afete o mais intimo do seu coração. Quando na realidade essa não é a melhor maneira de se proteger do sofrimento. Todo relacionamento passa por momentos difíceis e a melhor forma de sair deles é através de uma boa comunicação. Vou falar sobre níveis de comunicação. Gostaria que você, esposa ou marido, avaliasse o seu relacionamento conjugal, o seu relacionamento com os seus filhos, e identificasse em que nível de comunicação você está. Posso seguir, pelo menos,  níveis de comunicação.

I – NIVEIS DE COMUNICAÇAÕ:

·         Nível superficial – neste nível nós usamos: “Como vai” ou “Será que hoje vai chover?”.
·         Nível de transmissão de informações – “O dia está chuvoso”. “Não esquece o guarda-chuva”, “Você ouviu a última sobre o Presidente?”.
·         Nível de verbalização de idéias e de julgamentos – neste nível já ocorre uma comunicação real. A pessoa já está disposta a correr o risco da comunicação. Há idéias e soluções próprias. Mas eu gostaria que você notasse que este nível é o nível intelectual.
·         Nível de verbalização e emoções – neste nível nós compartilhamos o que sentimos sobre os fatos, sobre as idéias, sobre os julgamentos. Sentimentos neste nível são relevados: “Fiquei realmente magoada com o que você disse”, nós já estamos abrindo o coração para o cônjuge.
·         Nível de revelação das necessidades pessoais e emocionais – é o nível mais profundo da comunicação de um casal, onde expressões como: “Preciso que você me abrace por alguns minutos” são confessadas.

Para ir até ao quinto nível de comunicação e intimidade verbal é preciso que nos sintamos seguros no relacionamento. E, nem todo casal se sente seguro. A Palavra de Deus diz que “No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo.” (1Jo 4,18). Porque o medo é o inimigo da comunicação. Nós temos medo de ser rejeitados, de ser mal interpretados. E então, nós deixamos de abrir o nosso coração e compartilhar numa maneira intima.

II – COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL

Estudos de comunicação provaram que as palavras são responsáveis por apenas sete por cento da comunicação total. Trinta e oito por cento da comunicação é feita pelo tom da voz e cinqüenta e cinco por cento mediante expressão faciais e movimentos do corpo. Agora,  vamos dizer que eu quero comunicar meu amor por minha esposa e então eu vou falar assim: “Querida, eu te amo!” (com o rosto franzido e com a voz brava?”). É claro que você não viu a minha expressão, mas a minha cara era uma cara feia, irritada e certamente ela não ficará convencida do meu amor por ela. Quando nós falamos alguma coisa para o cônjuge, mas o tom de voz, os gestos, a expressão são contrários àquilo que se fala cria-se uma confusão na comunicação. Por isso nós precisamos compreender que a comunicação não é apenas verbal, mas também não-verbal.


III – A COMUNICAÇÃO QUE DEUS QUER.

·         “Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar.” (Tg 1,19). Pronto para ouvir! Quantas vezes nós somos prontos para ouvir! Quantas vezes somos prontos para falar, expressar nossa opinião? Prontos a expressar nossa raiva, nossa irritação? Mas aqui Tiago está dizendo que um princípio bonito de comunicação é saber ouvir. E ainda, não apenas ouça com os ouvidos, mas com o coração.

·         “O coração do justo medita no que há de responder; mas a boca dos ímpios derrama coisas más.” (Pr 15,28). É preciso meditar, pensar bem antes de responder, uma vez que soltamos a palavra, não é possível voltar atrás.

·         “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Ef 4,15), Paulo nos diz para falar a verdade, mas em amor. É bom falarmos o que sentimos, mas não temos o direito de manipular a outra pessoa para que ela faça o que queremos. Existem muitas manipulações utilizadas dentro da família, observe alguns exemplos:
Þ     Chantagem emocional: “Se você não fizer que eu estou pedindo  eu me mato”.
Þ     Armadilha da culpa: “Como você pode fazer isto comigo depois de tudo  que fiz por você?”.
Þ     Revelação divina: “Deus me disse que você deve fazer o que eu estou lhe dizendo”.
Þ     Barganha: “Se você não fizer o que estou pedindo, não pagarei as contas”.
Þ     Suborno: “Faça o que estou dizendo e você não se arrependerá”.
Þ     Por força e por poder: “Cala a boca”.
Þ     Humilhação: “Se você não fizer o que estou mandando, vou falar alto para todos ouvirem”.
Þ     Doença: “Por favor, não me aborrece com isto, não percebe que estou doente”?
Þ     Ajuda do alem: “Tenho certeza, que sua mãe, que Deus a tenha, concordaria comigo”.
Þ     Ameaça de infidelidade: “Se você não fizer isto que eu estou mandando eu arranjo outra que o faz”.

É triste, mas tudo isso é mais comum do que parece. Fale sempre a verdade, mas fale com amor. Seja honesto consigo e com seu cônjuge.

·         “Honroso é para o homem o desviar-se de questões; mas todo insensato se entremete nelas.” (Pr 20,3). Muitos casais que não se contentam em apenas discutir, mas chegam a se agredir. Isto é inaceitável dentro do relacionamento conjugal. A palavra de Deus nos diz que quem tem sabedoria, desvia-se de contendas. Não responda com raiva! O grande sábio em Provérbios 15,1 nos diz – “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pr 15,1). Use palavras brandas e respostas bondosas. E não use o silencio para frustrar seu parceiro. Principalmente as mulheres ficam furiosas quando o marido simplesmente não fala nada. Se você ficar quieto para fugir de uma contenda, explique isso a ela. Alem disso, é importante na comunicação saber escolher a hora para dialogar. Bem na hora do futebol, não é um bom momento para discutir a relação como seu marido. As vezes são duas horas da manha quando a esposa já está dormindo e o marido que falar. Essa não é a hora de conversar. Seja sábio, saiba a hora de falar e a hora de ficar calado.

CONCLUINDO


Para encerrar quero dizer que conflitos são naturais. A questão é saber resolver estes conflitos. E a maneira de resolver é através de uma comunicação aberta, humilde, com disposição para ouvir e resolver de acordo com os princípios da Palavra de Deus. Todos nós temos coerência, todos nós temos momentos de solidão. E, infelizmente, muitas vezes as pessoas mais solitárias não são as pessoas solteiras, são as pessoas casadas. E realmente isto não é plano de Deus para o casamento. Invista no seu casamento. É o seu relacionamento mais precioso aqui na terra.
 
 
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

FAMÍLIA. IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 09 – SUBMISSÃO – UMA BENÇÃO DE DEUS.


FAMÍLIA. IDEIA DE DEUS - LIÇÃO 09 – SUBMISSÃO – UMA BENÇÃO DE DEUS.

”Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos; para que também, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra pelo procedimento de suas mulheres, considerando a vossa vida casta, em temor. O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que és, para que permaneçam as coisas. Porque assim se adornavam antigamente também as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam submissas a seus maridos; como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, se fazeis o bem e não temeis nenhum espanto.” (1Pe 3,1-6).

Para começar vale lembrar as mulheres que não se preocupem com as responsabilidades do marido dentro do lar, porque o versículo 7 deste capítulo adverte-os para tratarem suas esposas com consideração e dignidade para que as orações deles  sejam ouvidas por Deus – “Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.” (1Pe 3,7). Deus é quem cobra seus direitos. Por isso nesse momento atente para o que Deus requer de você esposa. Eu vou usar uma personagem muito conhecida para ilustrar o papel da mulher na família, o nome dela é Sara, isso mesmo a esposa de Abraão.

I – O EXEMPLO DE SARA

Sara seguiu a liderança do seu marido, no começo de Gênesis 12, que Deus chegou para Abraão e falou que iria abençoa-lo, fazer dele uma benção. E que através dele todas as nações da terra seriam abençoadas. Depois falou para Abraão deixar sua terra, ir para uma outra que Deus iria mostrar. E Deus iria fazer dele uma grande nação. Então eu fico imaginando Abraão chegando em casa para dizer a Sara: 
“Querida, nós vamos mudar.”
“Ah!, é Abraão? E para onde a gente vai?”.
“Eu não sei.”
“E quanto tempo nós vamos ficar lá?”
“Hum, Sara, eu acho que não vamos voltar mais para a nossa terra.”
“E minha mãe? Minha irmã? E os outros membros de nossa família já concordaram com esta mudança”?
“Sara, eu não sei como lhe dizer isto, mas a sua mãe não vai conosco nem sua irmã. Deus falou que teríamos de ir só nós dois.”
Agora, se você ler Gn 12 não vai encontrar esta conversa, que eu estou imaginando. O que você vai ver é que quando Abraão saiu de sua terra ele levou consigo a sua mulher. Ela seguiu seu marido. Parte da benção do Senhor era o filho prometido e, é claro Sara era parte indispensável no plano de Deus, ela tinha que acompanhar o marido. E se ela estivesse batido o pé e dito:
- “Eu não vou!”,
realmente teria criado problemas muito sérios para Abraão. Mas ela seguiu a liderança dele.

II – A QUESTAO DA SUBMISSÃO.

Se Sara não tivesse seguido a liderança do seu marido, ela não participaria da benção que Deus havia prometido. Em Gênesis 21,1-3, a Bíblia nos diz – “O Senhor visitou a Sara, como tinha dito, e lhe fez como havia prometido. Sara concebeu, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, de que Deus lhe falara; e, Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque.” No versículo um de 1Pe 3, nós temos – “Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos.” Não pense em submissão com a idéia de um marido com chicote na mão e a esposa tendo que limpar suas botas e fazendo tudo que ele mandar, e sofre em silencio e não ter opinião própria. Não é nada disso. A palavra submissão vem de duas palavras. A palavra sub que quer dizer debaixo  e a palavra missão. A família tem uma missão dada por Deus, o homem tem uma missão e a mulher submissa é a que está debaixo da missão  que Deus tem par o seu lar. Lembra de que quando Deus criou Eva? Ele tinha dado a missão a Adão de nomear todos os animais e cuidar do jardim, , mas Adão ficou muito triste quando percebeu que cada animal tinha sua parceira menos ele. Foi quando Deus criou a ajudadora. Deus viu que ele precisava de alguém capaz, alguém idônea –  “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.” (Gn 2,18). E Deus criou alguém capaz, Deus criou a mulher.

II – QUANDO O JULGO E DESIGUAL

E se o marido não for cristão? A palavra diz que a mulher não deve pregar para seu marido: “Sem palavra alguma” (1Pe 3,1). A mulher pode ganhar seu marido que ainda não obedece a Palavra por meio do seu procedimento. Olhando para 1Pe observamos que é preciso atender as necessidades do marido. Às vezes, nós achamos que ministério é o que nós fazemos na igreja. Mas uma mulher que tem um marido desobediente à Palavra é uma  mulher que tem um ministério dentro do seu lar. O seu primeiro ministério é ganhar este marido. Porque até o marido conhecer a Jesus como seu Salvador ele nunca vai amar a sua mulher como devia. Ele nunca vai colocar em prática os princípios da Palavra de Deus. Nós temos a promessa de Deus de que o marido será ganho através do procedimento da sua esposa “ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor” (1Pe 3,2). Não é para a mulher colocar uma mascara de espiritual e fingir que não tem problemas. É muito importante nós sermos transparentes diante de um mundo que precisa de Jesus. Mostrar que precisamos dEle justamente porque Ele morreu na cruz pelos nossos pecados.

CONCLUINDO

Note a fala – “Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos.” (1Pe 3,1). Na Bíblia nós reconhecemos que todas as palavras são importantes, então porque esta palavra “semelhante?” E para ver isto nós vamos a 1Pe 2,13 – “Sujeitai-vos a toda autoridade humana por amor do Senhor, quer ao rei, como soberano.” – onde ele esta falando de submissão. Primeiramente ele esta falando da submissão às autoridades da terra, depois ele fala da submissão de Cristo. Interessante isto, ele fala que Cristo foi submisso ao plano do pai. Ele veio a esse mundo e morreu na cruz pelos nossos pecados. Ele foi obediente ao plano de Deus. Então a gente vê pelo exemplo de Cristo que submissão não significa inferioridade. Não tem uma diferença de valor entre o homem e a mulher aos olhos de Deus. De fato a Bíblia afirma que em Cristo não existe mais diferença. Que nEle nós somos iguais, homem e mulher. Todos nós somos um em Cristo – “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois [um em Cristo] Jesus.” (Gl 3,28). Deus tem um alvo muito importante para os nossos lares e este alvo é a unidade. Porque o mundo vai crer que Deus mandou Jesus quando a unidade existir entre os irmãos. E o mundo precisa ver lares unidos. É o maior testemunho que nós podemos dar para o mundo que precisa de Jesus.