domingo, 15 de outubro de 2017

O que significa amar a Deus sobre todas as coisas?


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Amar a Deus sobre todas as coisas significa colocar Deus em primeiro lugar em todas as áreas da vida. O amor por Deus afeta a forma como vivemos e nos relacionamos com outras pessoas. Amar a Deus é mais que um sentimento; é uma escolha.

Jesus disse que o mandamento mais importante é amar a Deus com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças (Marcos 12:29-30). Isso significa amar a Deus com tudo que somos e temos e está ligado ao primeiro dos Dez Mandamentos, que é não ter outros deuses, outras coisas que amamos mais que a Deus.

Amar a Deus sobre todas as coisas significa:

Com todo o coração

O coração representa os sentimentos e desejos. Como podemos amar a Deus com nossos sentimentos? Lidando com eles de maneira que agrada a Deus.

Quando estamos felizes, podemos agradecer a Deus; quando estamos tristes podemos procurar consolo em Deus, quando sentimos ansiedade, podemos confiar em Deus... Quem ama a Deus sobre todas as coisas também põe a vontade de Deus acima de seus desejos e aprende a desejar o que Deus deseja (Salmos 40,8).

Com toda a alma

A alma é nossa personalidade, nossa identidade. Quando amamos a Deus sobre todas as coisas, encontramos nossa identidade em Deus. Preocupamo-nos em ser alguém que agrada a Deus. A opinião de Deus sobre nós é mais importante que a opinião de qualquer outra pessoa!

Podemos ser criativos ao mostrar nosso amor por Deus. Cada pessoa é única e pode mostrar seu amor de maneira única! Amar a Deus sobre todas as coisas é usar nossos talentos de maneira que agrada a Deus.

Com todo o entendimento

O entendimento é todo o nosso conhecimento e sabedoria. O amor por Deus nos leva a querer conhecer mais sobre Deus e a estudar a Bíblia. Amar a Deus sobre todas as coisas afeta a forma como usamos nosso conhecimento. Quando amamos a Deus pensamos em como podemos fazer a vontade de Deus com aquilo que sabemos (1 Coríntios 13,2).

Com todas as forças

Até nosso corpo pode ser dedicado a Deus! - 1 Coríntios 6,19 Quando amamos a Deus sobre todas as coisas usamos nossas forças para fazer Sua vontade. Nosso amor por Deus se expressa na forma como gastamos nossa força – não em pecados e coisas ruins mas em coisas boas que agradam a Deus (1 João 3,16-18).

Somente podemos amar a Deus assim com a ajuda de Jesus. Quando nos arrependemos, o Espírito Santo nos ensina esse amor. Amar a Deus sobre todas as coisas é nos dedicar totalmente a Ele.

sábado, 14 de outubro de 2017

O que é o terceiro céu? Quantos céus existem na Bíblia?



A Bíblia usa a palavra “céu” para falar de três lugares diferentes: a atmosfera, o espaço e o Céu espiritual. A Bíblia não fala se o Céu espiritual está dividido em partes, isso é só especulação.

A Bíblia fala no terceiro céu?

Sim. O terceiro céu é o paraíso, o Céu espiritual. A expressão “terceiro céu” só aparece em 2 Coríntios 12:2, quando Paulo fala sobre uma visão que teve. O Céu espiritual é o lugar onde Deus mora, com os anjos. Os salvos, quando morrem, vão morar nesse Céu, junto de Deus por toda a eternidade. É um lugar espiritual, perfeito, que não pode ser destruído.

Quais são os outros dois céus?

Dá para entender das referências ao céu que os outros dois são a atmosfera e o espaço maior do Universo em geral. A atmosfera, ou firmamento, é descrita como o lugar onde as nuvens ficam e os pássaros voam. Cobre a terra toda e é muito importante porque fornece chuva (Gênesis 1:6-8). O céu (Universo) é o lugar do sol, da lua e das estrelas. Fica acima da atmosfera e é muito maior (Salmos 8:3).

Os astrônomos dos tempos bíblicos tinham conhecimentos bastante avançados, por isso é natural que eles conseguissem fazer uma distinção entre a atmosfera e o espaço. Provavelmente pensavam no Céu espiritual como um lugar acima ou além do Universo, em uma dimensão diferente, que não podemos ver.

O Céu espiritual está dividido em partes?

A Bíblia não fala se há divisões dentro do Céu. Parece que há recompensas especiais para algumas pessoas mas é tudo muito vago. As teorias sobre diferentes níveis dentro do Céu para pessoas mais ou menos abençoadas são só mitos sem fundamento.

O mais importante na Bíblia é o fato que o Céu existe e podemos morar lá. Basta aceitar Jesus como seu senhor e salvador. A terra é apenas uma sombra da glória do Céu, que vai além daquilo que nós podemos imaginar (1 Coríntios 13:12).


O que são os evangelhos? Por que existem quatro?




Os evangelhos são relatos da vida de Jesus, escritos pelos apóstolos ou pessoas próximas dos apóstolos. Existem quatro evangelhos na Bíblia, cada um contando a história de Jesus de uma perspetiva um pouco diferente. Os evangelhos nos mostram quem Jesus é e por que ele é importante.

Durante seu tempo na terra, Jesus não escreveu nada sobre sua vida nem sobre seus ensinamentos. Mas depois que ele subiu ao Céu, os discípulos de Jesus começaram a registrar o que tinham visto e ouvido por escrito. Foi assim que surgiram os quatro evangelhos.

Evangelho significa “boa notícia”. O propósito dos quatro evangelhos e contar a boa notícia sobre Jesus, o Salvador do mundo (Marcos 1:1). Como cada um foi escrito por uma pessoa diferente, cada evangelho apresenta Jesus de uma perspetiva diferente, mas sem contradizer uns aos outros. Todos os evangelhos relatam a morte e ressurreição de Jesus.

Os quatro evangelhos são:

Mateus

Mateus foi um dos 12 apóstolos, que acompanhou o ministério de Jesus de perto. Em seu evangelho, Mateus mostrou como Jesus cumpriu as profecias do Antigo Testamento sobre o Messias, o Salvador prometido. Ele também registrou vários dos ensinamentos morais de Jesus, incluindo o famoso sermão do monte.

Marcos

Marcos foi um companheiro dos apóstolos Pedro e Paulo. Ele provavelmente escreveu seu evangelho a partir de tudo que ouviu de Pedro. O evangelho de Marcos foca principalmente nas ações de Jesus e seu poder para realizar milagres.

Lucas

Lucas era um médico, amigo de Paulo. Ele escreveu seu evangelho para um senhor chamado Teófilo. O objetivo de Lucas era escrever um relato digno de confiança. Por isso, ele pesquisou tudo com cuidado e rigor, procurando fontes seguras (Lucas 1,3-4). O evangelho de Lucas contém vários detalhes sobre a família e as origens de Jesus.

João

João foi outro apóstolo e um dos amigos mais próximos de Jesus. Seu evangelho é bastante diferente dos outros três porque procura contar outras partes da vida de Jesus, talvez menos conhecidas. João escreveu seu evangelho com o objetivo de ajudar as pessoas a crerem em Jesus (João 20:31).

Somente foram escritos quatro evangelhos?

Não, vários evangelhos foram escritos ao longo do tempo. No entanto, somente os quatro que estão na Bíblia são dignos de confiança. Os outros relatos da vida de Jesus são conhecidos como os evangelhos apócrifos.

Os quatro evangelhos na Bíblia foram escritos por pessoas que eram muito próximos de Jesus e/ou que tiveram acesso direto a pessoas próximas de Jesus. Os outros evangelhos, que surgiram mais tarde, foram escritos por pessoas que não conheceram Jesus nem os apóstolos. Esses evangelhos apenas relatam lendas e rumores, não testemunhos oculares.

Os evangelhos apócrifos também são diferentes porque são muito mais fantasiosos, foram escritos até alguns séculos mais tarde e incluem muitos erros e contradições. Por outro lado, es quatro evangelhos na Bíblia não contradizem uns aos outros e não têm grandes erros históricos. Já na igreja primitiva somente esses quatro evangelhos eram considerados autênticos e possíveis de comprovar.

O QUE É A IGREJA APOSTÓLICA TRIBO DE JUDÁ




A Igreja Apostólica Tribo de Judá é uma igreja virtual. Seus ensinamentos são baseados na Bíblia (a Bíblia explica a própria Bíblia) e na tradição principalmente a judaica – pois Jesus era judeu - quando a Bíblia não consegue explicar. 

A Igreja Apostólica Tribo de Judá é administrada por mim – Marco Antônio Lana (Teólogo com especialização em escatologia).
Por que a igreja se chama Apostólica Tribo de Judá?
O nome completo é Igreja Virtual Apostólica Tribo de Judá porque diz ser:
  • Virtual - Do latim virtus (“força” ou “virtude”), virtual é um adjetivo que, no seu sentido original, faz referência àquilo que tem a virtude de produzir um efeito apesar de não o produzir verdadeiramente. No entanto, o conceito está atualmente associado àquilo que tem existência aparente e não propriamente real nem física. O termo é bastante corrente no âmbito da informática e da tecnologia para fazer referência à realidade construída através de sistemas ou formatos digitais.
  • Fundada nos apóstolos – segue os ensinamentos dos apóstolos.
  • Tribo de Judá - Jesus é chamado o leão da tribo de Judá porque ele é o rei e sua família era da tribo de Judá. Deus tinha prometido que o salvador viria de Judá. O leão representa a força e o poder.

Em Apocalipse 5,5, Jesus é descrito como o leão da tribo de Judá. Essa é uma referência a uma profecia de Jacó sobre a descendência de seu filho Judá. Cada um dos filhos de Jacó deu seu nome a uma tribo de Israel. No seu leito de morte, Jacó profetizou que Judá seria como um leão, que reina e tem poder (Gênesis 49,9-10).
O leão é o rei dos animais. Por causa de sua força, o leão domina sobre seu território e todos os animais o temem. Por isso, o leão se tornou símbolo da realeza. Jacó profetizou que de Judá sairia um reinado eterno.
Pelos seus pais terrenos, Jesus era descendente do rei Davi, que era da tribo de Judá. O reino de Davi terminou mas o reino de Jesus é para sempre! Ele é o verdadeiro leão de Judá, porque todo poder e toda a força pertencem a ele (Filipenses 2,9-11).
Jesus venceu todos os inimigos, até mesmo a morte! Ele é o rei sobre todas as coisas

Seu Ministério é - IDE E PREGAI O EVANGELHO

“Então Ele (Jesus) disse: — Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas”. (Mc 16,15)

Em que a Igreja Apostólica Tribo de Judá acredita?

  • A Bíblia é a Palavra de Deus, infalível, escrita por inspiração do Espírito Santo – 2 Timóteo 3,16-17
  • Existe somente um Deus, criador de tudo, que é uma Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo.
  • Todos pecaram e precisam ser salvos – Romanos 3,23-24
  • Jesus é o Filho de Deus na segunda pessoa da Santíssima Trindade, que nasceu da virgem Maria, morreu para nos salvar, ressuscitou no terceiro dia e subiu ao Céu.
  • A salvação vem pela fé, e pelos frutos da fé, que são as obras.
  • Um dia Jesus voltará para julgar a todos e levar os santos para o Céu – 1 Tessalonicenses 4,16-17.
  •  Os ímpios irão para o inferno, mas os santos terão a vida eterna.

Como a Igreja vive
Ela vive de doações. Aceitamos qualquer valor. Caso você foi tocado pelo Espírito Santo de Deus e queira contribuir entre em contato comigo pelo Face

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

JESUS - JESUS EXISTIU MESMO?

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Quem foi o Jesus histórico?
O “Jesus histórico” é um perfil de Jesus como homem dentro do contexto de sua época. O Jesus histórico é o mesmo que o Jesus da Bíblia mas foca mais em seu lado humano. É interessante conhecer um pouco sobre a vida e o tempo de Jesus para entender melhor sua mensagem.

Jesus existiu mesmo?

Sim, Jesus existiu de verdade e há evidência histórica de sua existência. Jesus não foi uma lenda inventada para enganar o povo (2 Pedro 1,16). Ele foi uma pessoa real.

Evidência na Bíblia

A Bíblia é um documento histórico, que fala sobre pessoas reais. Além de falar de Jesus, a Bíblia fala de outras figuras conhecidas da altura, que outros documentos históricos provam que existiram. Algumas dessas pessoas são:
  • O rei Herodes – que mandou matar as crianças de Belém (Mateus 2:16)
  • Arquelau – filho e sucessor do rei Herodes (Mateus 2:22)
  • Tibério César – imperador romano do tempo de Jesus (Lucas 3:1-2)
  • Pôncio Pilatos – que condenou Jesus à morte (Lucas 23:1-2)
  • Caifás – o sumo sacerdote quando Jesus morreu (João 18:12-13)
Todas essas pessoas eram figuras políticas importantes do tempo de Jesus. A história de Jesus pertence a uma época histórica muito precisa, que não está rodeada de mistério.

Além disso, a Bíblia cita muitas pessoas que viram Jesus, antes e depois de sua ressurreição. Muitas dessas pessoas ainda estavam vivas quando o Novo Testamento foi escrito e muitos morreram defendendo que Jesus tinha existido e era o Filho de Deus (Atos dos Apóstolos 1,3; 1 Coríntios 15,3-7).

Evidência de outros documentos históricos

Jesus e os primeiros cristãos são mencionados muito cedo, quando o cristianismo ainda era uma religião pouco conhecida. Alguns documentos de judeus e romanos provam sua existência. Os documentos mais conhecidos são:
  • Antiguidades (93 d.C) – de Flávio Josefo, um judeu que era historiador para os romanos. Em um trecho ele fala de “Tiago, irmão de Jesus, chamado Cristo”. Outro trecho diz que Jesus fez milagres e ensinava o povo, foi executado por Pilatos e ressuscitou. Algumas pessoas sugerem que esse trecho foi acrescentado muito tempo depois mas o primeiro trecho não é disputado.
  • Talmude Babilônico – um texto rabínico judeu, com um trecho que registra que Jesus foi acusado de feitiçaria e promover apostasia e foi executado na véspera da Páscoa (João 18,28; Marcos 15,42-45). Anais (cerca de 115 d.C) – do historiador romano Tácito, que escreveu que Nero culpou injustamente os cristãos por um incêndio em Roma. Tácito não acreditava no Cristianismo mas escreveu que Cristo foi executado por Pilatos durante o reinado de Tibério César.
Esses são os documentos mais conhecidos de autores não cristãos. Existem também muitos outros documentos antigos escritos por cristãos e heréticos que falam sobre Jesus e seus seguidores.

Jesus não foi uma invenção de um grupo político. Seus ensinamentos eram radicalmente diferentes de tudo da altura. Tanto os judeus como os romanos se sentiram ameaçados pelo Cristianismo quando começou. Jesus foi uma pessoa real, que desafiou (e ainda desafia) a cultura da época.

Jesus era um homem de classe baixa, sem influência política, que atuou numa região pobre do império romano e seus seguidores eram quase todos camponeses. A influência de seu ministério só começou a ser realmente notável depois de sua morte, quando a igreja ficou maior. A região da Galiléia, onde Jesus pregou e foi mais conhecido, foi devastada em 70 d.C pelos romanos, quando destruíram Jerusalém. Considerando todos esses fatos, é incrível a quantidade de evidência que ainda restou de sua existência!ar pelo “pão nosso de cada dia” significa orar para que Deus nos dê aquilo que precisamos para viver (Mateus 6:11).

Além de procurar evidência para os eventos principais da vida de Jesus, o estudo histórico sobre Jesus procura saber mais sobre:

O que podemos aprender com o “Jesus histórico”?

Conhecer um pouco do contexto em que Jesus vivia ajuda a entender o significado universal da mensagem de Jesus. Por exemplo, se soubermos que o pão era o alimento básico, essencial para sobreviver no tempo de Jesus, a oração do Pai Nosso faz mais sentido. Orar pelo “pão nosso de cada dia” significa orar para que Deus nos dê aquilo que precisamos para viver (Mt 6,11).

O contexto político

No tempo de Jesus, os judeus viviam debaixo da opressão do império romano. Existia muita tensão e violência entre os judeus e os romanos. Alguns partidos políticos e religiosos judeus queriam lutar pela independência mas o exército romano era mais forte. Muitos judeus esperavam que o Messias, o salvador prometido, iria libertar Israel do domínio romano. Jesus não cumpriu essas expectativas.

O contexto religioso

A religião era muito importante para os judeus. Ela influenciava muito a vida diária colocava os judeus em oposição aos romanos, que exigiam adoração ao imperador. Como não tinham liberdade política, os grandes debates entre os judeus eram entre partidos religiosos, com interpretações diferentes da Lei de Moisés.

O contexto cultural

A sociedade em que Jesus viveu era principalmente agrícola. A maioria da população era pobre e as pessoas começavam a trabalhar cedo na vida, mas os judeus tinham uma educação básica das Escrituras. Os judeus teriam contato com a cultura romana, grega, egípcia e de vários outros povos ao redor mas se mantinham separados, não querendo se “contaminar”.

Os problemas com o “Jesus histórico”

Muitas vezes, as pessoas estudam o contexto histórico para provar que a Bíblia está errada. Alguns usam a falta de evidência fora da Bíblia, escrita por não-cristãos para provar que a Bíblia não diz a verdade. O grande erro dessa posição é que assumem que todos os diferentes escritores cristãos estavam mentindo. Não há evidência que estavam mentindo (2 Pedro 1,16).

É muito importante lembrar que a informação que temos sobre a antiguidade é muito incompleta. Só porque ainda não foi encontrado evidência histórica que alguma coisa na Bíblia aconteceu, não significa que é invenção. Pelo contrário, a evidência histórica tem provado cada vez mais a veracidade da Bíblia!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

JESUS - JESUS É DEUS?





Jesus é Deus?

Sim, Jesus é Deus. A Bíblia deixa isso bem claro. Deus é um só mas é uma Trindade, três em um. Isso pode parecer estranho, mas Deus é muito mais complexo que um ser humano. Nós somos corpo, alma e espírito, Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus é a parte de Deus que é o Filho. Ao vir para a terra, Ele se transformou num homem, identificando-se conosco.

O evangelho de João abre dizendo que Deus é a Palavra e Ele se tornou num homem (João 1:1-14). Jesus era Deus e estava com Deus. Por outras palavras, Jesus é uma parte da Trindade de Deus. Muita gente toma as passagens que falam de Jesus estar junto a Deus como evidência que Ele não é Deus, mas outras passagens são muito claras ao afirmar que Jesus é Deus (Tito 2:13). Lendo João 1, entendemos que não é uma diferença de opinião sobre a divindade de Cristo mas que todos estão falando de Jesus como Deus.

Quem Jesus afirmou ser?

Jesus disse que era Filho de Deus e Filho do homem, o Cristo/Messias (ambos significam ungido). Não lemos nos evangelhos que Ele disse “eu sou Deus” mas Ele também nunca disse “eu sou homem”. Mas pelas coisas que disse e fez, fica claro que Ele se considerava Deus:
  • Jesus deixou que as pessoas O adorassem (Mateus 28:9) – Jesus era judeu e os judeus acreditavam que só deviam adorar a Deus, nunca a homens.
  • Jesus perdoava pecados (Marcos 2:5-6) – Ele não estava perdoando pecados feitos contra Ele próprio mas todos os pecados das pessoas! Os teólogos judeus da altura ficaram chocados porque só Deus pode perdoar pecados assim, visto que todo o pecado é uma ofensa contra Deus.
  • Jesus disse que já existia antes de Abraão e era “Eu Sou” (João 8:28; João 8:58-59) – quando Moisés perguntou a Deus qual era seu nome, Deus respondeu que era “Eu Sou”, que em hebraico é um jogo de palavras com Senhor. Assim, Deus ficou conhecido como Eu Sou. Jesus disse que era Eu Sou quando os judeus perguntaram quem Ele era, depois quiseram matá-lo porque ficou claro que Ele dizia ser Deus.
  • Jesus disse que Ele e o Pai eram a mesma pessoa (João 10:30-33) – isso é o mesmo que dizer “eu sou Deus”; os judeus entenderam isso e tentaram apedrejá-lo.
  • Jesus ensinou que Ele é o Caminho e a Vida (João 14:6) – nenhum grande líder espiritual disse que a salvação era por ele mesmo. Isso seria absurdo porque quando morresse já não haveria salvação. Jesus não disse só para obedecer à sua palavra, Ele disse que entrará na vida de quem O aceitar como salvador, tal como Deus faz (João 14:23).
Muitas destas afirmações foram registradas por João, um dos apóstolos de Jesus que ouviu essas coisas em primeira mão, não são rumores escritos muitos séculos mais tarde. Os judeus teriam aceitado um Messias, profeta ou líder espiritual sem problema porque eles já estavam à espera que Ele viesse há muito tempo. A razão porque muitos se recusaram a aceitá-lo e porque O mataram foi precisamente porque Ele dizia ser Deus.

Jesus provou ser Deus quando ressuscitou. Todos os outros casos de ressurreição na Bíblia foram graças às orações de homens de Deus mas Jesus ressuscitou sem ninguém interceder por Ele (Atos dos Apóstolos 2:24). A morte não podia retê-lo porque era perfeito e era Deus.


O que é a Trindade?

Trindade é a palavra que usamos para descrever Deus que, sendo um só, tem três “pessoas”: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A palavra Trindade, que significa mais ou menos “três em um” ou “um que é três”, não aparece na Bíblia mas é usado para explicar o conceito bíblico que Deus é um mas é três. Essa ideia é difícil de entender mas está bem presente na Bíblia (Mateus 28:19).

Deus é um só? Ou há vários deuses?

A Bíblia deixa claro: só há um Deus. Não existem vários deuses, apenas um, o Deus da Bíblia, que é supremo (Isaías 44:6; Romanos 3:30). A Bíblia não fala de três deuses, fala de só uma pessoa que é Deus. É por isso que chamamos o Cristianismo de uma religião monoteísta, porque acredita que só existe um Deus e não vários (panteísmo). A Trindade não é um conjunto de três deuses.
Então, Deus é um ou é três?
Deus é três em um. Sendo um, Ele tem três “pessoas” ou “identidades”. É um pouco como um ovo, que tem a clara, a gema e a casca. Juntos são o ovo mas são três partes diferentes do mesmo ovo. Como o ovo, as três “pessoas” de Deus juntas são um só Deus. Mas, diferente das partes do ovo, cada “pessoa” (Pai, Filho, Espírito Santo) é em si Deus, não apenas uma parte. Por isso é normal chamar de “pessoas”, porque cada um é distinto, com uma função diferente. É um pouco como uma mente coletiva, três indivíduos com a mesma mente. Mas as três “pessoas” de Deus estão muito mais interligadas.

Jesus disse “quem me vê, vê o Pai” (João 14:9). Quando o Espírito Santo age na nossa vida, é a totalidade de Deus agindo em nós, através do Espírito Santo. A Bíblia constantemente mistura os três, já que quando falamos de um, falamos também de Deus no seu todo.

Sabemos pela Bíblia que cada um dos elementos da Trindade tem algumas funções diferentes mas é difícil distinguir exatamente o Pai do Filho e do Espírito Santo, porque no final são todos a mesma pessoa (João 10:30); as suas ações nunca são completamente independentes. As três pessoas da Trindade são interdependentes.

Provavelmente não é possível compreender totalmente o conceito de Trindade, porque somos seres limitados e não há nada igual a Deus para comparar (Isaías 40:18). É importante lembrar que Deus não é limitado como nós. Tal como Ele não está preso às regras do tempo e do espaço, também não é limitado pelas regras da matemática, que diz que uma pessoa não pode ser um e três ao mesmo tempo. Deus é infinitamente mais complexo que nós.

O que a Bíblia ensina sobre a Trindade?

A Bíblia ensina que Deus, sendo um só, é Pai, Filho e Espírito Santo. Não existem três deuses; somente existe um, com três manifestações, ou “pessoas”. A Bíblia ensina que o Pai é Deus, Jesus é Deus e o Espírito Santo é Deus.

A Bíblia fala sobre a Trindade?

A palavra “Trindade” não aparece na Bíblia mas é usado para dar nome ao conceito bíblico que o Pai, Filho e o Espírito Santo são a mesma pessoa. A Bíblia ensina claramente que há só um Deus (Isaías 44:6). Não há outros deuses. Mas a Bíblia também ensina que Deus tem três “pessoas” distintas:

O Pai

Deus Pai é a origem de todas as coisas. Toda a vontade e todos os planos de Deus estão expressos em Deus Pai (João 5:19). Ele é soberano sobre todas as coisas e é o Juiz de todo o mundo.

O Filho

O Filho é a manifestação visível de Deus: Jesus. Jesus é Deus em forma humana, que conseguimos ver e compreender (João 1:14). Através de Jesus, Deus trouxe a salvação ao mundo. Jesus nos dá acesso ao Pai e cobre nossos pecados.

O Espírito Santo

O Espirito Santo é Deus agindo em nós. Deus mora em nossos corações através do Espirito Santo (1 Coríntios 2:11-12). O Espírito Santo nos capacita a crer e a entender as coisas de Deus. Ele também nos ajuda a orar e a ter um relacionamento íntimo com Deus.

A grande manifestação da Trindade aconteceu no batismo de Jesus. O Filho, Jesus, estava lá em forma humana, o Espírito Santo desceu como uma pomba e o Pai falou dos céus (Lucas 3:21-22). Jesus também ordenou que os discípulos fossem batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28:19).

Confuso com a ideia de Deus ser três em um? Veja aqui o que é a Trindade e como funciona.

Embora a Bíblia não entre em detalhes sobre a Trindade, ela confirma sua existência.

O que é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é a terceira “pessoa” da Trindade, ou seja, Ele é Deus. O Espírito Santo é a parte de Deus que age diretamente no mundo e na vida do crente. É Ele que permite o contato direto com Deus.

O Espírito Santo é uma pessoa?

Sim, o Espírito Santo é uma pessoa, não apenas uma força ou um poder. Jesus disse que Ele é uma pessoa quando O chamou de nosso Conselheiro, algo que só uma pessoa pode ser (João 14:16-17). A Bíblia fala que Ele tem todas as caraterísticas de uma pessoa:

  • Ele fala – a Bíblia conta que o próprio Espírito Santo falou com os discípulos como uma pessoa, não como uma força usada por alguém (Atos dos Apóstolos 13:2).
  • Ele pensa – o Espírito Santo sonda e compreende as coisas de Deus, tem capacidade intelectual (1 Coríntios 2:10-11).
  • Ele sente – se nós podemos entristecer o Espírito Santo, isso significa que Ele tem capacidade para sentir emoções (Efésios 4:30).
  • Ele tem vontade – o Espírito Santo toma decisões, dando a conhecer a Sua vontade (Atos dos Apóstolos 16:7).
A Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. Ele é igual a Deus e é parte de Deus. Ele é enviado tanto da parte de Deus Pai e de Jesus, o Filho, e é uma parte integral da Trindade.

O que o Espírito Santo faz?

  • Ele fala de Jesus – o Espírito Santo glorifica a Jesus e O torna conhecido a nós. É só por Ele que podemos conhecer Jesus (João 16:13-15).
  • Ele convence o pecador – quando alguém é convencido do seu pecado e da justiça de Deus, isso é por ação do Espírito Santo, também conhecido como Espírito da Verdade (João 16:7-8).
  • Ele transforma o crente – quando uma pessoa aceita Jesus como seu salvador, recebe o Espírito Santo, que atua na sua vida para a salvação. Por isso, o Espírito Santo é chamado Espírito de Vida (Romanos 8:2).
  • Ele guia – o Espírito Santo nos ensina como viver como Deus quer. Ele mora dentro do crente e ajuda-o a encontrar o caminho que deve seguir. É Ele que nos ajuda a interpretar a Bíblia corretamente e a aplicá-la nas nossas vidas (Gálatas 5:16).
  • Ele capacita – através da ação do Espírito Santo, podemos vencer o pecado e viver de maneira digna. As novas atitudes do cristão são conhecidas como “frutos do Espírito”, porque são o resultado de Seu trabalho (Gálatas 5:22-24). É também o Espírito que nos dá capacidade para testemunhar de Cristo, ensinar e fazer boas obras. Até no Antigo Testamento, quem dava o ministério era o Espírito Santo de Deus.
Quem pode receber o Espírito Santo?

Se você aceitou Jesus como seu senhor e salvador, então o Espírito Santo já mora dentro de você. É Ele quem dá a vontade de ser mais como Jesus e de ficar mais próximo de Deus; é Ele quem tira a culpa do pecado. O Espírito Santo não habita em quem não acredita mas Ele atua no coração de quem O deixa, para convencer e dar o dom da fé. Se você precisa de fé, basta pedir a Deus; o Espírito Santo virá e te ajudará.