sábado, 16 de abril de 2016

INSUBORDINAÇÃO DE ARÃO E MIRIÃ


INSUBORDINAÇÃO DE ARÃO E MIRIà


Números capítulo 12

Ob.: LEMBRANDO A VOCÊS COMO BIBLISTA ESSA É A MINHA VISÃO. NÃO QUERO ABRIR POLEMICA NENHUM AQUI. CERTO!






Pouco sabemos sobre a vida doméstica de Moisés, pois ele foi muito discreto a esse respeito. Quando fugiu do Egito aos 40 anos era, ao que parece, solteiro, e depois casou-se com a midianita Zípora (Êxodo 2,21). É improvável que ela fosse cuxita (preta; Etíope), e a maioria dos comentaristas pensa que agora se tratava de uma segunda mulher, etíope, com quem ele teria se casado, talvez depois de se enviuvar. Cuxe era um dos filhos de Cam (Gênesis 10,8).

Miriã, mais velha que seus irmãos Moisés e Arão, era profetisa (Êxodo 15,20), esperta, talentosa e ambiciosa. Arão havia acompanhado Moisés em seu ministério, e fora designado por Deus para o alto cargo de titular do sacerdócio entre o seu povo, cargo esse que deveria continuar a ser desempenhado exclusivamente pelos seus descendentes.

O casamento com a cuxita (seu nome não é dado) rebaixou Moisés aos olhos de Miriã e Arão, de quem Moisés era o irmão mais novo. Parecia ser um problema familiar, mas trouxe à tona os ciúmes que sentiam pela posição e influência de Moisés sobre o povo e eles próprios.

Eles então procuraram pôr-se em pé de igualdade com Moisés, declarando que o SENHOR não havia falado só por Moisés, mas também por eles. No hebraico o verbo falaram (versículo 1) está no feminino singular, indicando que Miriã foi quem tomou a iniciativa. Antes de criticarmos os outros, pensemos bastante em nossos motivos: muitas vezes o que justificamos como "crítica construtiva" não passa de ciúmes destrutivos, pois a maneira mais fácil de nos elevar é baixar a reputação alheia.

O SENHOR, porém, sabia o que se passava.
"Moisés era um homem muito manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra". Se foi ele mesmo que escreveu isso, ele expressa um sentimento que nós também sentimos muitas vezes quando suportamos ofensas dos outros! Mas sabemos que o Espírito Santo inspirava Moisés quando escrevia a Sua Palavra, portanto é a expressão da verdade.
Mansidão não é fraqueza, ao contrário, ela consiste em uma índole calma, pacífica, que não se deixa provocar facilmente (Tiago 3,13). Existem promessas especiais para os mansos (Mateus 5:5, Isaías 66:2), e essa qualidade deve ser cultivada em nós (Colossenses 3,12, 1 Timóteo 6,11, Sofonias 2,3), exemplificada em Cristo (Mateus 11,29). Ser manso é, afinal de contas, ser obediente a Deus e fazer a Sua vontade.

O SENHOR mandou que os três saíssem à tenda da congregação (era um assunto de família). Quando os três chegaram lá, Ele também desceu na coluna da nuvem e se pôs à porta, chamando Arão e Miriã até a Sua frente. Ele então mostrou que havia uma enorme diferença entre seu relacionamento com Moisés e o que tinha com seus irmãos: Ele se fazia conhecer e falava aos profetas (como Arão e Miriã se consideravam) em visão e em sonhos, mas a Moisés falava frente a frente, claramente, e não por enigmas, porque ele era fiel em toda a casa de Deus. Como ousavam eles falar contra o Seu servo, Moisés?

Nenhum outro profeta no Velho Testamento teve este relacionamento com o SENHOR. Moisés foi um tipo de Cristo em seu serviço e em seu ofício de profeta, e ele profetizou de Cristo quando disse que Deus suscitaria ao povo um profeta semelhante a ele (Deuteronômio 18,15.18).

O que eles fizeram foi uma loucura, como Arão reconheceu ao pedir perdão de Moisés, chamando-o Senhor meu. Mas Miriã foi castigada com a temida doença da lepra. Lepra é uma figura externa e visível da corrupção do ser interior: assim como ela começa com um ponto minúsculo na pele e espalha gradualmente, desfigurando sua vítima e finalmente destruindo o seu corpo, o pecado aos poucos corrompe e degrada moralmente o ser humano, obrigando-o a ficar longe da presença de Deus, que é puro e santo.

No caso de Miriã, ela ficou toda leprosa instantaneamente: prova que era de origem sobrenatural, um julgamento da parte de Deus. Arão não foi feito leproso, provavelmente por causa do seu cargo de sumo - sacerdote: o povo precisava dele no tabernáculo. Além disso, Miriã foi quem havia iniciado a insubordinação. Arão era de caráter fraco e facilmente se deixava convencer pelos outros. Assustado, ele pediu perdão a Moisés, e pediu misericórdia para que sua irmã fosse curada.
É fácil olhar para trás, ver nossos erros, e reconhecer como fomos tolos. É bem mais difícil perceber com antecedência a tolice de algo que pretendemos fazer simplesmente porque nos agrada. Devemos eliminar pensamentos e motivos errados a fim de evitar ideias tolas que se convertem em ações tolas. Miriã e Arão tiveram que sofrer porque não o fizeram.

Moisés novamente deu prova da sua mansidão, clamando imediatamente ao SENHOR e rogando que a curasse. As intercessões de Moisés nos lembram as que Cristo, nosso advogado perante Deus, faz por nós (1 João 2,1).

O SENHOR respondeu a Moisés, lembrando-o que, no caso da ofensa de uma filha contra seu pai, em que ele a repreendesse cuspindo-lhe no rosto, seguir-se-ia um período de sete dias de vergonha (Deuteronômio 25:9, Isaías 50:6). Quanto mais envergonhada deveria ser Miriã, por ter ofendido não somente Moisés, mas também a Deus que o havia honrado com a sua posição!

Embora curada, ela foi obrigada a passar sete dias em reclusão fora do arraial (a primeira menção de prisão como castigo entre os israelitas). O povo teve que ficar acampado ali durante toda essa semana, detido por causa dela. Deus foi misericordioso, mas manteve a disciplina. Como a sua insubordinação foi pública, todos foram envolvidos na humilhação e castigo que ela sofreu.

Em seguida, o povo seguiu viagem pelo deserto em direção ao norte até Cades-Barnéia, no deserto de Parã, onde acampou outra vez.

domingo, 3 de janeiro de 2016

A Síndrome de Caim

A Síndrome de Caim



Gênesis 4,1-16


1      Introdução

 

a. Porque duas pessoas criadas de maneira igual, com o mesmo amor, o mesmo cuidado e o mesmo ensino religioso, se transformam mais tarde em pessoas completamente diferentes?

b. Vejamos o exemplo de Caim e Abel, que nasceram como fruto do amor de seus pais. O nascimento de Caim foi motivo de alegria para sua mãe, que assim falou: “com o auxilio do Senhor tive um homem” (Gn 4,1). O nascimento de Abel também foi recebido com alegria.

c. Certamente Adão criou aos dois filhos com o mesmo carinho e amor. Fico imaginando que Adão tenha contado aos dois filhos as histórias de suas vidas no Éden, sobre os encontros pessoais que eles tinham com Deus.  Eram filhos amados que tiveram as mesmas oportunidades.

c.1. Imagino que Caim recebera a mesma formação familiar que Abel, eles aprenderam sobre a justiça de Deus, sobre o seu amor, haviam escutado de seus pais sobre a misericórdia e a graça experimentada por eles pelos seus próprios pais.

c.2. Max Lucado, faz um retrato muito interessante sobre a maneira que esses filhos eram tratados por seus pais: “…pareciam iguais. Compatíveis. Criados na mesma cultura, brincando nas mesmas colinas. Brincando com os mesmos animais, falavam com o mesmo sotaque. Adoravam o mesmo Deus”.

c.3. Mas, porque um filho que tem as mesmas oportunidades e recebe o mesmo amor que outro, mata transformando-se num assassino? Quem poderia imaginar que o filho mais velho assassinaria o filho mais novo?

d. Caim e Abel tornam-se diferentes, mesmo sendo criados nas mesmas circunstâncias. Em um deles vemos a humildade em outro soberba. Em um, amor incondicional, no outro vingança gratuita. Um torna-se filho obediente, devoto a Deus, que honra seus pais, enquanto o outro simplesmente escolhe ser a ovelha negra. Um transforma-se no orgulho do pai, o outro no motivo de insônia da mãe. Um torna-se cristão dedicado, o outro um descompromissado com Deus. A bondade era a definição de um, o egoísmo a marca do outro.

e. Filhos criados da mesma maneira podem se tornam totalmente diferentes. É possível numa mesma casa um filho ser bom e outro matar seus pais de forma cruel, ou ainda roubar as economias da família. Foi assim com Caim e Abel. Mesma família, mesma devoção, mesma educação no lar, mesmo carinho, as mesmas oportunidades. Todavia, duas pessoas diferentes.

f. Observamos que no dia a dia, diante dos mesmos problemas e circunstâncias há pessoas que tiram de letra todas as crises que a vida lhes apresenta, vencendo mágoas, enquanto outros que enfrentam as mesmas coisas, deixam-se levar pela derrota, tornando-se pessoas fracassadas e ressentidas. Vemos casais que mantem a qualidade do casamento, e outros, que apesar de terem o mesmo amor, simplesmente se rendem a intrigas, ofensas, agressões e vivem apenas suportando um ao outro. Enquanto alguns aproveitam ao máximo o casamento, outros mal conseguem permanecer juntos.

f.1. O que é que justifica situações como estas? Falta de amor, falta de sorte? São pessoas que possuem boa experiência, boa formação, mas reagem de formas diferentes em situações idênticas pelas quais outros passam com dignidade e retidão. Há indivíduos que embora provados em tudo, mantêm uma vida de devoção e agrado a Deus, e outros expostos as mesmas provações e dificuldades entregam-se a vícios e a tantos outros pecados, e finalmente a derrota.

g. Como podemos perseverar na Tonica da vitória, com o nosso maior inimigo batendo a porta?

g.1.  uma resposta para esta pergunta. Vejamos Gênesis 4,7.: “Se  você fizer o bem, não será aceito? Mas, se não fizer, saiba que o pecado ameaça a sua porta, ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo”. Caim não procedeu de forma adequada permitindo que o pecado o dominasse. É isto que chamamos de “Síndrome de Caim”. Ele não teve a atitude certa de dominar o pecado, deixando-se conduzir pelo erro

2 - A origem da Síndrome de Caim

 

a. Quando temos um problema, uma situação difícil em nossas vidas ou um momento indesejável, se tivéssemos o poder de mudar tais situações, com certeza absoluta o faríamos. Se nós pudéssemos acabar instantaneamente com todos os nossos problemas, se pudéssemos mudar uma situação que nos causa desagrado, acho que sem hesitar, assim nós faríamos.

a.1. Rick Warren diz: “…A chave para uma amizade com Deus não é mudar o que fazemos, mas mudar a atitude em relação ao que fazemos…”.

a.2. De fato, mudar a nossa atitude em relação a uma situação é muito importante. A vida é feita de escolhas, toda situação sempre oferece escolha. Você escolhe como reagir a ela. Pertence a mim e a você, a escolha de como iremos reagir aos problemas e circunstâncias da vida.  As nossas reações e escolhas diante dos diversos momentos desta vida, determinam nosso sucesso ou fracasso.

a.3. Quando um jovem tem um problema em seu emprego, ele pode ver neste problema, um obstáculo ou uma oportunidade para seu crescimento. Tudo depende da escolha de fazemos nestas horas. Diante das maiores contrariedades da vida, somos responsáveis por aquilo que nos tornamos.

b. É nossa escolha desistir ou prosseguir, amar ou odiar, optar pelo animo ou desânimo, esperar ou desesperar-se, viver contente em toda e qualquer situação ou escolher a murmuração, suportar tudo e acomodar-se ou reagir em busca de melhora e mudanças positivas. As nossas escolhas determinam o sucesso ou fracasso. Tanto a derrota como a vitória de um cristão começam com o tipo de escolha que este faz.

b.1. Veja o que diz Jeremias 7:24.: “Mas, eles não me deram ouvidos nem deram atenção. Antes, seguiram o raciocínio rebelde dos seus corações maus. Andaram para trás e não para frente.” O povo de Israel serve de exemplo. As escolhas erradas do povo os fizeram regredir e andar para trás. Por causa de escolhas erradas, estabeleceu-se a derrota e não a vitória, castigo em vez de alivio, maldição em lugar de benção.

b.2. As nossas escolhas determinam resultados bons ou ruins. Se nossas escolhas forem coerentes com os propósitos de Deus, elas podem transformar maldição em benção, tristezas em alegrias, noites em dias, vale de trevas e morte em céu, problemas em soluções, capacitando-nos a celebrar a vida, mesmo vestida de dor.

c. Deus nos deixa livre para escolhermos. Porém, uma vez que a nossa é efetuada, não temos mais como controlar as consequências, porque acionamos a lei das consequências não planejadas. Se continuarmos a fazer o que sempre fizemos vamos continuar recebendo o que sempre recebemos. Em outras palavras, se queremos evitar os mesmos resultados de sempre, precisamos mudar os mesmos comportamentos de sempre.

c.1. Assim, por exemplo, se uma pessoa peca contra Deus, adulterando. A partir desse momento, ela não controla mais as consequências desta escolha. Escolha tem consequência. Portanto, antes de tomar alguma decisão importante, é bom pensarmos nas consequências.

c.2. Apesar do pecado ter perdão. Lembre-se que temos que enfrentar as consequências do pecado. David adulterou com Batseba, e desse adultério nasceu um filho. Mas, o profeta Natã repreende David, e o filho nascido de uma união adultera mais tarde morre.  Pecado tem consequência.

d. Há algumas coisas que nós não podemos controlar:

d.1. Não controlamos o passado, mas podemos impedir que as lembranças do passado nos atrapalhem no presente. Há muita gente vivendo do passado, sendo perturbada por ele, e por isso precisa de libertação.

2      - O problema de Caim:

 

Escolha influenciada pelo mal

a. É a falta de boas escolhas que tem destruído a vida de muitas pessoas.

Os insucessos na vida espiritual, emocional ou física, começam com a realização de más escolhas. Uma escolha divorciada da vontade de Deus pode levar uma pessoa a ruína. Esse foi o problema de Caim. Por isso, sua oferta não foi aceita, uma vez que suas atitudes a estragaram.
b. Mas, quanto a Abel, Deus aceita sua oferta. A aceitação de Abel não estava relacionada com sua simpatia pelo que ele era fisicamente. Deus tampouco tinha preferências por Abel e rejeição por Caim. A razão da aceitação de um e rejeição de outro começa no coração.

b.1. Veja o que diz  Genesis 4,4-5.: “….o Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta“.

b.2. Neste versículo, Deus atenta para duas coisas: para a vida e a oferta. Primeiro Deus olha para a vida de Abel – para o seu coração – e o aceita, para depois aprovar a sua oferta.  O mesmo acontece com Caim – Deus olha para a atitude em seu coração – rejeita-o e, consequentemente a sua oferta também.

b.3. Vejamos um pouco da atitude de Abel nas analises de Ann Splangler:

“Quando um animal dos rebanhos de Abel dava cria pela primeira vez, o recém nascido era marcado. “Este pertence ao Senhor”. Era o que pensava Abel. “É o mais perfeito, merece ser premiado”.

Por outro lado, como um homem que procura uns trocados no bolso para atirar na bandeja de oferta, Caim apresentou apenas uma porção “do fruto da terra”. “Isso será suficiente”, raciocinou Caim. Sua intenção era guardar para si mesmo o melhor da sua colheita.

b.4. A diferença entre Abel e Caim era clara. Abel escolhia sempre fazer e dar o melhor para Deus. Caim escolhia não dar e fazer o melhor por Deus. As escolhas fizeram com que um fosse aprovado e outro rejeitado. As intenções nos corações de um e outro geraram aprovação e rejeição da parte de Deus.

c. A atitude interior de Caim estragou a oferta, pois ela tornou-se a expressão da maldade que havia dentro de um coração divorciado de Deus. Acerca disso a palavra do Senhor diz: “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala. Não sejamos como Caim, que pertencia ao maligno e matou o seu irmão. E porque matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas.”

c.1. O âmago do problema de Caim estava na má atitude do seu coração. Ele resistia em proceder de forma aparentemente justa, mas Deus viu que suas obras eram más, e sua oferta portanto, não tinha o mesmo valor que a de Abel.

d. Pense em seus pensamentos como sementes. Alguns tornam-se flores. Outros ervas daninhas espinhosas. Plante sementes da esperança e desfrute o otimismo. Plante sementes de dúvida e espere insegurança.  Lembre-se do que diz a palavra: “tudo aquilo que o homem semear, isto também colherá”

d.1. Deveríamos escolher melhor os pensamentos que entram em nossas mentes. Deveríamos colocar uma sentinela, para que não entrem em nossos corações as sementes ruins.  Lembremos do que diz a palavra: “…sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.”

4 - Um exemplo de vitória nas escolhas – Daniel

 

a. A história de Daniel merece atenção. Daniel não pode evitar ser preso e levado cativo para a Babilônia (leia nisso: as circunstâncias contrárias). Na condição de prisioneiro, recebeu a determinação de morar no palácio (Veja nisso as limitações de Daniel), a fim de ser instruído em toda a sabedoria dos caldeus, com o propósito de servir ao rei (Leia nisso: outras pessoas contra o desejo de servir a Deus). Seu nome foi mudado, seus alimentos determinados e até sua bebida foi escolhida (Veja nisso uma formação pagã).

a.1. Mas, a atitude de Daniel fez diferença nesta situação para ele, para Deus, para seus opressores e também para aqueles que viveriam a seu lado. Daniel não alimentou o ódio, sentimentos de fracasso, não se acomodou com aquela situação. Daniel escolheu nutrir a atitude correta em seu coração. Ele plantou a semente de boa qualidade, a fim de produzir frutos bons.

b. Daniel optou pela atitude de não pecar contra Deus; por isso, propôs, em seu coração, não se contaminar com a comida do rei, nem com o vinho que ele bebia. A vitória de Daniel começou com a escolha que ele fez em seu coração. Antecipadamente, decidiu qual seria seu comportamento, qual seria sua ação: “Daniel propôs no seu coração não se contaminar”.

b.1. Foi neste ponto que Daniel venceu, e exatamente neste aspecto que Caim se destruiu. Daniel venceu por causa das atitudes existentes em seu coração para com Deus.  Somos o produto das atitudes que estabelecemos no coração. Manter uma boa atitude é o que nos diferencia como pessoas neste mundo, pois “nossas escolhas não apenas direcionam o nosso futuro como também afetam o que nós somos hoje”.

c. Ao falarmos de atitudes e escolhas, lembremos de que Paulo nos ensina a ter a atitude vitoriosa  de Cristo Jesus. Vejamos Filipenses2: 5.: “Tendes em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo”.  Jesus, quando neste mundo em forma humana, viveu movido pela atitude de glorificar a Deus, alcançando o homem perdido em seus pecados. Foi essa escolha que levou Jesus, mesmo sendo em forma de Deus, a esvaziar-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. Foi essa escolha que gerou a sua vitória, foi essa escolha que o fez ser exaltado.

c.1. A atitude de glorificar o pai fez toda a diferença quando Jesus enfrentou a agonia, a angústia no Getsêmani e a humilhação da cruz. Foi essa escolha que o fez dizer: “Que não seja a minha vontade e sim a tua. Por estar com um coração rendido ao pai Jesus, fez a escolha certa, e mais tarde foi exaltado, passando a ter um nome que está acima de todo nome.

c.2. Quando rendemos nosso coração a Deus, recebemos também o coração dEle em nós, e quanto mais próximo estamos do seu coração e  do conhecimento de sua vontade, mais fácil se torna obedecer-lhe. É isso que nos mantêm no caminho da vitória. É isso o essencial para a vida!

c.2.1. Mas, para nos rendermos a vontade de Deus precisamos praticar as palavras de Jesus conforme estão Lucas 9:23-25.: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.   Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.   Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?”

c.2.2. Eugene peterson interpretou estas palavras de Jesus da seguinte maneira:  “Qualquer um que deseja estar comigo tem que me deixar liderar: Você não está no lugar do motorista – eu estou.”

c.2.3. Mas, qual tem sido a sua escolha? Você tem agido como o motorista da sua vida, de suas decisões, de suas atitudes? Então, você está num carro completamente desgovernado, que a qualquer momento pode sair da pista e bater contra uma árvore. Mas, se sua escolha é colocar Jesus como este motorista, então, pode ter plena certeza de que este carro vai chegar ao seu destino!

5 - As atitudes da Síndrome de Caim

a. Pegue um pote de barro e pinte com uma tinta qualquer. Aquela fina camada de tinta será capaz de esconder o barro. Talvez ninguém perceba que o pote seja de barro, por causa de uma fina camada de tinta. Mas, se o pote quebrar todos verão que ele é feito de barro.

a.1. Veja o que diz Provérbios 28,14.: “como uma camada de esmalte sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um coração mau”.

a.2. Alguém já disse que as aparências enganam. Ao examinarmos a vida de Caim constatamos essa realidade. Ele tinha a aparência de alguém correto, interessado ofertar a Deus, mas a aparência de Caim escondia suas reais intenções e atitudes.

b. Existem atitudes na vida de um homem, que podem até parecer boas e corretas, porém podem impedir este de avançar, fazendo-o cair em ruína.

5.1. Incapacidade de assumir responsabilidades

a. A oferta de Caim não era adequada. Deveria conter sangue. Afinal, todo sacrifício animal continha sangue. Mas, Caim apresenta a Deus um produto próprio de suas mãos, desconsiderando as regras estabelecidas para a realização de um sacrifício, e dessa forma, ignorando, os princípios da expiação vicária, que mais tarde teria cumprimento total na crucificação.

b. Na oferta oferecida a Deus, Caim revela sua indisposição para assumir responsabilidades. Sua responsabilidade era oferecer uma oferta segundo os princípios estabelecidos, mas não o faz. Ele erra ao agir assim, mas erra mais ainda ao não reconhecer que errou. Deveria ter agido com responsabilidade, reconhecendo que sua oferta estava aquém das expectativas divinas, e portanto, ter corrigido seu erro. Mas, em vez de agir, reage!

b.1. Veja sua reação: “Mas (Deus) não aceitou Caim nem a sua oferta. Por isso, Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou.” Eis aqui, uma reação de caráter negativo.

b.2. Caim deveria ter reagido de outro modo, admitindo que agira de forma incorreta e então voltar a apresentar novamente a sua oferta do jeito certo. Mas, sua atitude de não admitir erros e não assumir responsabilidades por seus atos, o lança-o no rumo da sua própria destruição.

c. A incapacidade de assumir responsabilidades é um problema presente em nossos dias. Quantos resistem a idéia de que precisam admitir sua culpa, reconhecer seus erros e responsabilidades pelos infortúnios e fracassos pessoais. Alguns não poupam sequer seus antepassados. Dominados pela síndrome de Caim, culpamos pais, avós,  etc… Outros, estão prontos para culpar igreja, amigos, pastor, pelos seus fracassos e crises pessoais. Como é difícil para muitos admitirem: “Eu sou o culpado e responsável por essa ou tal situação.”

d. A síndrome de Caim transforma-nos em pessoas muito mais inclinadas para reagir do que agir. Pessoas que estão concentradas em reações, podem ser tentadas a se deixar levar pelas piores e mais negativas atitudes.

5.2. Viver como se a vida fosse uma competição

a. Ao invés de ficar alegre com as conquistas de Abel, Caim se amargura, fica desgostoso. Caim vê a vida como uma competição. Ao ver assim, não se alegra com o crescimento, conquistas pessoais dos outros. Caim era o tipo de pessoa que precisava empatar com os outros que viviam ao seu lado. Caim ansiava pela igualdade. Ele não admitira que sua oferta fosse recusada enquanto a do outro fosse aceita.

b. Em quantas famílias as pessoas são destruídas por essa atitude errada. Patrões, empregados, cônjuges, pais, filhos, amigos que se arrebentam por enxergar a vida dessa forma – uma verdadeira e continua competição! Um lugar onde se deve sempre ter um  vencedor e um derrotado. Não consideram a possibilidade de que poderiam se alegrar com o sucesso daqueles que convivem a seu lado, apenas adorando a Deus de todo coração. São dominados pela Síndrome de Caim!

5.3. Valorização exagerada de si mesmo

a. O orgulho impediu Caim de tentar ofertar novamente, de modo a procurar ser aceito por Deus. A soberba é a maior parceira das desgraças na vida de um homem. Tentar de novo? Reconhecer o erro? Isso é uma vergonha! É assim com Caim. Ele permite que o orgulho domine seu coração por inteiro.

b. O orgulho de Caim o faz pensar que sua vontade era mais importante que a vontade de Deus. O jeito de Caim de ser, era a seu ver, a única maneira de viver a vida.

b.1. Veja o que faz Caim em Gênesis 4:16-17: “Então Caim afastou-se da presença do Senhor e foi viver na terra de Node, a leste do Éden. Caim teve relações com uma mulher, e ela engravidou e deu a luz Enoque. Depois Caim fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Enoque.”

b.2. Preste atenção as palavras do texto acima: …foi viver… teve relações… fundou uma cidade… Qual foi o nome da cidade? Enoque, o nome de seu filho! Caim no controle de tudo, vivendo a vida do seu jeito, conforme sua vontade, auto suficiente, determinado em fazer as coisas a seu modo, baseado em sua própria força, rejeita a direção e soberania de Deus sobre sua vida.


c. Caim age a seu jeito, à sua maneira, como um orgulhoso convicto.  A filosofia de Caim era: “Já que Deus não me aceitou, vou fazer do meu jeito. Nada de clamar pela bondade e misericórdia de Deus. Nada de buscar direção e harmonia com Deus.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A Luta de Jacó com o Anjo





Gênesis 32,24-30
"Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu.E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares.E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. "

 Ao lermos ou falarmos sobre este trecho bíblico pensamos em fazer o mesmo que Jacó e segurar o anjo, achamos que isto significa insistir em nossas petições, o que realmente importa é recebermos a benção. Porém para entendermos melhor o que foi realmente esta luta de Jacó, é necessário entendermos melhor o que houve ali no vau de Joboque e pra isso precisamos entender o momento que Jacó vivia. 

Jacó era um enganador, ele enganou o irmão e o pai para receber as bençãos e a herança do pai, e com isto fez com que o irmão o odiasse, e ele teve de fugir e se esconder.  Sabemos que existem leis espirituais e uma delas é alei da semeadura ou seja, o que você planta, você colhe e Jacó não ficaria imune a isso. 

Jacó conheceu a Raquel filha de seu tio e se apaixonou por ela, e combinou com o tio que trabalharia para se casar com ela, ele cumpriu o combinado porem na noite de núpcias o tio o enganou e entregou a outra filha a Léia, e devido aos costumes e vestes nupciais e Jaco ter bebido um pouco, ele não percebeu a troca e consumiu o casamento, tento de trabalhar mais 7 anos para se casar com aquela a quem realmente desejava , nisto Jacó colheu o que havia plantado, o engano. 

Jacó precisava se converter de verdade, se tornar um novo homem, assim como Jesus nos ensina que devemos nascer de novo. E Jacó passou por mudanças que começaram antes mesmo deste encontro dele com "Deus" no vau de Joboque, pois no inicio do capitulo lemos que Jacó começa a ter atitudes bastante prudentes, tais como: 

Com o seu povo. Gn. 32,7 “Então Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos, em dois bandos.”

Com seu irmão Esaú. Gn. 32,13 “E passou ali aquela noite; e tomou do que lhe veio à sua mão, um presente para seu irmão Esaú”

Na oração a Deus. Gn. 32,10-11 “Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos. Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú; porque eu o temo; porventura não venha, e me fira, e a mãe com os filhos.”

Percebemos que Jacó já estava mudando, mas era necessário anular uma maldição a qual ele tinha.  "Jacó" significa "enganador" e era necessário passar por uma verdadeira batalha espiritual, e alguns pontos são importantes destacarmos, por exemplo o fato de Jacó reconhecer que ele precisava ter um momento a sós com Deus. Nos versículos 22 a 24 do capítulo 32 de Gênesis lemos que Jacó passou toda sua família e tudo o que possuía para o outro lado do ribeiro e então ele ficou só ali na beira do ribeiro.

Nós temos que nos desprender de tudo, esquecermos por algum momento nossos problemas, preocupações, ansiedades, filhos, cônjuge,  parentes, bens e tudo quanto temos e nos apresentarmos a Deus. estar na beira do ribeiro significa duas coisas, primeiro ele estava em meio a uma travessia, depois que atravessasse ali ele iniciaria uma nova fase, e água sempre simboliza a palavra de Deus, este é o melhor lugar para nos encontrarmos com o Senhor, com os pés limpos na palavra e preparados para um novo começo. 

Então surgiu o anjo do Senhor, e Jacó lutou com ele, esta batalha na verdade era Jacó tentando segurar o anjo para obriga-lo a abençoa-lo. Ele queria ser abençoado, ele queria ter a quebra da maldição, a mudança de vida interna. 

Esta luta é totalmente simbólica para nosso tempo atual, o anjo representa o Espirito de Deus e Jacó a nossa carne, nossa antiga natureza, pecaminosa e enganadora. Esta é a batalha que todos nós temos de ter. A carne deve perder para o Espirito assim verdadeiramente seremos uma nova criatura, agora a espiritual e antiga natureza carnal e falha , deve morrer e foi exatamente isto que aconteceu com Jacó, ele morreu ali naquele dia para que um novo ser , "Israel" pudesse surgir, era esta a benção que ele tanto desejava, a transformação interior afinal seu exterior já era bem prospero e feliz. 

Gn. 32:28 “Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.”. A partir daquele momento Jacó não seria mais o mesmo, pois o varão mudaria o seu nome de Jacó (enganador, trapaceiro) para Israel (aquele que luta com Deus e prevalece).

E você já passou ou está passando por esta batalha espiritual? precisa se libertar de alguma maldição? precisa receber a benção dentro de seu ser? Seu nome, ou seja sua principal característica foi transformada? de maluco, ou bem loco para careta, de catador para santinho ou algo assim? ou mudou apenas alguns hábitos acrescentando o hábito de ir a igreja? Como você é conhecido? 

O nome naquela época refletia muitas vezes o caráter, a personalidade da pessoa ou uma realidade da sua vida ou da história do povo de Deus.

Vemos que a partir do Vau de Jaboque a mudança, a transformação de Jacó foi plena e ele nunca mais foi o mesmo.Nós também precisamos passar por esta luta e vencermos para que então sejamos transformados, maldiçoes sejam quebradas e a benção do Senhor esteja sobre nós. 

Gênesis 32:30 "E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva." Somente apos vencer sua carne é que poderá conhecer a Deus face a face, assim foi com Jó e com Jacó, assim deve ser com você. 

Deus já enviou o anjo e ele está do seu lado só esperando que o segure e receba a transformação. 


#MarcoAntonioLana - Teólogo