terça-feira, 26 de junho de 2018

A VINDA DE CRISTO

O Senhor Jesus prometeu: Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." (Jo. 14,2-3). 

Ele também disse: "Certamente cedo venho." (Apoc. 22,20). 

A esperança própria ao Cristão é aguardar o Senhor para qualquer momento. Há muitas indicações que nos levam a concluir que a vinda do Senhor está prestes a acontecer; o Senhor Jesus poderá vir ainda hoje! (Hb. 10:37). É da maior importância notarmos a diferença que existe nas Escrituras entre o arrebatamento e a vinda de Cristo. O arrebatamento não deveria ser confundido com a vinda de Cristo pois, embora o Senhor venha dos céus em ambas ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são eventos completamente diferentes.

O arrebatamento ocorrerá quando o Senhor vier para os Seus santos (Jo. 14,2-3); na Sua vinda, Cristo virá com os Seus santos, os quais foram levados para a glória no arrebatamento (Judas 14; Zac. 14,5).

O arrebatamento pode acontecer a qualquer momento, enquanto que a vinda de Cristo não acontecerá até cerca de 7 anos depois do arrebatamento. No arrebatamento o Senhor virá secretamente, em um piscar de olhos (I Cor. 15,52); na Sua vinda Ele virá publicamente e todo olho O verá (Ap. 1,7).

No arrebatamento Ele virá para livrar a igreja (I Tess. 1,10); na Sua vinda Ele virá para livrar Israel (Sl. 6,1-4).

No arrebatamento Ele virá encontrar a Sua igreja nos ares, pois trata-se do Seu povo celestial (I Tess. 4,15-18); na Sua vinda Ele voltará para a terra (o Monte das Oliveiras), para Israel, pois é o Seu povo terrenal (Zac. 14,4-5).

No arrebatamento, é o próprio Senhor Quem reunirá os Seus santos (I Tess. 4,15-18; II Tess. 2,1); na Sua vinda os ímpios serão tirados do mundo, pelos anjos, para julgamento e os que crêem (aqueles que se converteram por meio do evangelho do Reino, que será pregado durante a tribulação) serão deixados para desfrutar de bênçãos sobre a terra (Mt. 13,41-43; 25,41).

No arrebatamento Ele virá para livrar Seus santos (a igreja) da ira vindoura (I Tess. 1,10); na Sua vinda Ele virá para derramar a ira (Ap. 19,15).

No arrebatamento Ele virá como Noivo, para receber Sua noiva, a igreja (Mt. 25,6-10); na Sua vinda Ele virá como o Filho do Homem em juízo sobre os que O rejeitaram (Mt. 24,27-28).

No arrebatamento Ele virá como a "Estrela da Manhã" que aparece logo antes do dia raiar (Ap. 22,16); na Sua vinda Ele virá como o "Sol de Justiça", que é o próprio amanhecer (Mal. 4,2).

No arrebatamento Ele virá sem quaisquer sinais, pois o Cristão anda por fé e não por vista (II Cor. 5,7); a Sua vinda, será acompanhada de sinais, pois os Judeus buscam sinais (Lc. 21,11.25-27; I Cor. 1,22).

As Escrituras nunca dizem que, no arrebatamento, o Senhor virá "como ladrão, à noite." Na vinda do Senhor, isto sim, Ele virá como um ladrão à noite (I Tess. 5,2; II Pd. 3,10; Mt. 24,43; Ap. 16,15; 3,3).

Em um certo sentido, existem três vindas; Sua vinda para o que era Seu (quando veio ao mundo, Jo. 1,10-11: Hb 10,7), Sua vinda para os que são Seus (no arrebatamento, Jo. 14,2-3; I Tess. 4,15-18), e Sua vinda com os que são Seus (na vinda de Cristo, Jud. 14). 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Por que Satanás usou uma serpente para falar com Eva?



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A Bíblia descreve as táticas de Satanás como “maquinações”, ou “artimanhas”, e esse incidente ajuda a comprovar isso. (“Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo.Efésios 6,11) O que houve no Éden não é nenhuma fábula sobre um animal que falava; é um exemplo amedrontador de uma estratégia inteligente elaborada para afastar as pessoas de Deus. Como assim?

Satanás escolheu seu alvo com cuidado. Eva era a mais nova das criaturas inteligentes do Universo. Assim, ele se aproveitou de sua inexperiência e armou um plano para enganá-la. Escondendo-se atrás de uma serpente, que é uma criatura muito cautelosa, Satanás astutamente ocultou seus objetivos ousados e ambiciosos. (“A cobra era o animal mais esperto que o Senhor Deus havia feito. Ela perguntou à mulher:Gênesis 3,1)

Veja também o que ele conseguiu ao fazer com que a serpente parecesse falar, assim como um ventríloquo faz com um boneco.

Primeiro Satanás atraiu e prendeu a atenção de Eva. Ela sabia que serpentes não falam; seu marido tinha dado nome a todos os animais, incluindo esse, provavelmente depois de uma análise cuidadosa. (“Depois que o Senhor Deus formou da terra todos os animais selvagens e todas as aves, ele os levou ao homem para que pusesse nome neles. E eles ficaram com o nome que o homem lhes deu.Gênesis 2,19) Sem dúvida, Eva também tinha observado esse animal cauteloso. Assim, a trama de Satanás despertou sua curiosidade; fez com que ela se concentrasse na única coisa que lhe era proibida em todo o jardim.

Segundo, se a serpente estava escondida nos galhos da árvore proibida, a que conclusão Eva pode ter chegado? Será que ela concluiu que essa criatura inferior, que não falava, havia comido o fruto e depois conseguiu falar? Se o fruto podia fazer tanto por uma serpente, o que poderia fazer por ela? Não sabemos com certeza o que Eva pensou nem se a serpente mordeu a fruta. Mas sabemos que, quando a serpente disse a Eva que o fruto a faria ser “como Deus”, Eva estava pronta para acreditar naquela mentira.

As palavras que Satanás escolheu também revelam muito. Ele semeou dúvidas na mente de Eva, dando a entender que Deus estava retendo dela algo de bom e restringindo desnecessariamente a sua liberdade. A trama de Satanás só daria certa se o egoísmo dela fosse maior do que seu amor pelo Deus que lhe tinha dado tudo o que possuía. (“Mas a cobra afirmou: — Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal. Gênesis 3,4-5)

Tragicamente, a estratégia de Satanás funcionou; nem Eva nem Adão haviam cultivado a espécie de amor e apreço por Deus que eles deveriam ter. Não é verdade que hoje em dia Satanás promove o mesmo tipo de egoísmo e modo de pensar?

Mas quais eram as motivações de Satanás? O que ele queria? No Éden, ele tentou esconder tanto sua identidade como sua motivação. Mas com o tempo ele mostrou quem realmente era. Quando tentou Jesus, ele com certeza sabia que não adiantaria nada usar algum disfarce. Por isso ele disse a Jesus de forma direta: ‘Prostre-se e me faça um ato de adoração. ’ (“e disse: — Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e me adorar”. Mateus 4,9).

Pelo visto, Satanás sempre teve ciúmes da adoração prestada a Jeová Deus. Ele fará de tudo para impedir que as pessoas adorem a Deus ou para corromper sua adoração. Ele tem prazer em destruir a integridade de quem serve a Deus.

De forma clara, a Bíblia revela que Satanás é um implacável estrategista no que se refere a atingir seus objetivos. Felizmente, não precisamos ser enganados como Eva, “pois não desconhecemos os seus desígnios”. — 2 Coríntios 2,11.

Por - Marco Antônio Lana (Teólogo Bíblico).

terça-feira, 19 de junho de 2018

A CRUZ DE CRISTO - SUA IMPORTÂNCIA


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Por que Jesus morreu na cruz do Calvário?

Jesus morreu na cruz do Calvário para pagar o castigo por nossos pecados. Na cruz, ele levou o castigo em nosso lugar, para que quem crê nele receba o perdão de Deus e tenha a vida eterna. A morte de Jesus na cruz foi o sacrifício perfeito por nossos pecados.

Jesus veio com um propósito: nos salvar de nossos pecados. Todos pecamos e merecemos castigo, mas Deus nos ama! Ele não fica feliz em nos castigar (Ezequiel 18,32). Por isso, Ele enviou Jesus para pagar o preço em nosso lugar. Assim, qualquer pessoa que se arrepende e crê em Jesus fica perdoado!

O significado da cruz

A cruz representa a maldição do pecado. Deuteronômio 21,22-23 diz que quem fosse pendurado em um madeiro estava debaixo de maldição. Somente os piores criminosos eram pendurados em uma cruz, ou um madeiro.

Jesus foi crucificado em um lugar chamado Calvário, ou Gólgota, que significa lugar da caveira. Esse era um lugar de morte, de destruição. A morte é o destino que todos nós merecemos, por causa do pecado (Romanos 3:23; Romanos 6:23). A cruz representa o castigo que aguarda nossos pecados.

Jesus morreu na cruz para levar a maldição do pecado. Ele levou o castigo que nós merecemos, para nós podermos ter uma segunda chance. Jesus tomou nosso lugar na cruz.

A cruz – maldição tornada em bênção

Mas a história não acabou com Jesus morrendo na cruz... No terceiro dia, ele ressuscitou! A morte foi derrotada!

A ressurreição de Jesus mostrou que seu sacrifício na cruz foi mais que suficiente para pagar por nossos pecados. Ao pagar tudo, Jesus anulou o poder da morte (1 Coríntios 15:55-57). Agora, se você crê nele, você também pode ressuscitar para a vida eterna!

Antes de Jesus, a cruz era símbolo de maldição, de tortura, de destruição. Mas Jesus transformou a maldição em bênção (1 Pedro 2:24). Em vez de ser símbolo de nosso castigo iminente, a cruz se tornou símbolo do perdão de Deus, nossa esperança para a vida eterna.

Por que Deus abandonou Jesus na cruz?

Deus abandonou Jesus na cruz porque nesse momento Jesus tomou sobre si todos os pecados do mundo (1 Pedro 2:24). O pecado separa de Deus. Jesus estava se identificando com cada pecador quando disse que Deus o tinha abandonado.

Quando Jesus disse “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”, ele tomou o lugar de cada um de nós. Por causa do pecado, todos nós ficamos separados de Deus. Mas agora, por causa do sacrifício de Jesus na cruz, podemos voltar a estar unidos com Deus!

Jesus duvidou de Deus na cruz?

Não, Jesus não duvidou de Deus na cruz. Ele estava expressando a dor da separação que o pecado causa. Muita gente pergunta porquê quando está sofrendo. Jesus sabia que iria ressuscitar mas naquele momento a dor era terrível (Marcos 15:33-34). Na cruz Jesus mostrou que ele entendia toda nossa dor. O grito de Jesus era um grito de socorro.

Salmo 22

O grito de Jesus - “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” - é como começa Salmos 22. Além de expressar sua dor, Jesus estava citando esse salmo.

O Salmo 22 é um salmo profético, escrito pelo rei Davi centenas de anos antes, sobre o sofrimento e a vitória de Jesus. Quando Jesus citou esse salmo, ele estava dizendo que a profecia estava se cumprindo. O Salmo 22 profetizou que:

  • Jesus iria ser zombado – Salmos 22:7-8; Mateus 27:41-42
  • As mãos e os pés de Jesus iriam ser furados – Salmos 22:16; João 20:25-27
  • Pessoas iriam lançar sortes para ficar com sua roupa – Salmos 22:18; João 19:23-24
  • No fim muitas pessoas iriam louvar a Deus – Salmos 22:26-28; Filipenses 2:9-11

Como foi a morte de Jesus na cruz?

A morte de Jesus na cruz foi cruel e dolorosa. A crucificação era a pior forma de morrer que existia no tempo de Jesus, por ser lenta, dolorosa e humilhante. Mas mesmo sofrendo de forma terrível, Jesus se manteve fiel até ao fim e não pecou.

A morte de Jesus a cruz

Antes da crucificação, Jesus foi espancado várias vezes e açoitado brutalmente. Uma coroa de espinhos foi enfiada em sua cabeça e ele foi obrigado a carregar sua cruz pela cidade. Jesus já estava muito fraco quando foi crucificado.

Os soldados pregaram as mãos (ou possivelmente os pulsos) e os pés de Jesus à cruz, deixando-o pendurado em uma posição muito desconfortável que causa muita dor. Jesus ficou cerca de seis horas na cruz, das nove da manhã até às três da tarde. Várias pessoas ficaram para ver o espetáculo, alguns porque o amavam e queriam estar com ele até o fim, outros para zombar dele.

Para confirmar se Jesus estava morto, um soltado espetou uma lança no seu lado e saiu sangue e água. Depois, o corpo de Jesus foi retirado da cruz e sepultado no túmulo de José de Arimatéia. O túmulo foi selado com um selo oficial e um destacamento de soldados ficou de guarda.

As últimas palavras de Jesus

Os evangelhos relatam algumas coisas que Jesus disse enquanto morria na cruz:


  • Jesus pediu a Deus para perdoar as pessoas que o tinham crucificado – Lucas 23:34
  • Jesus prometeu a um dos ladrões crucificados que ele iria estar com ele no paraíso – Lucas 23:42-43
  • Jesus encarregou João (o “discípulo a quem amava”) de tomar conta de Maria, sua mãe – João 19:26-27
  • Logo antes de morrer, Jesus gritou “Meu Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?”, que é o início do Salmo 22 – Marcos 15:34
  • Jesus disse que tinha sede, depois disse “está consumado” – João 19:28-30
  • Quando morreu, Jesus deu um brado e disse “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” - Lucas 23:46

Na sua morte, Jesus mostrou seu caráter exemplar. Ele não amaldiçoou as pessoas que o tinham traído e torturado, mas perdoou. Mesmo sofrendo uma agonia terrível na cruz, Jesus não ficou pensando só em si; ele tomou conta de sua mãe e do ladrão ao lado dele. Até quando gritou para Deus, ele estava citando um salmo de esperança. Jesus confiou em Deus até o fim

O que Jesus conquistou na cruz?

Na cruz, Jesus conquistou a salvação para todos que crêem nele. A conquista não foi fácil e Jesus sofreu muito mas, no fim, ele venceu! Por causa da vitória de Jesus, podemos nos aproximar de Deus e encontrar verdadeiro sentido para a vida.

Por seu sacrifício na cruz, Jesus conquistou:

Vitória sobre o pecado

Jesus na cruz conquistou o pecado! Durante sua vida, Jesus enfrentou muitas tentações mas nunca pecou, nem mesmo na hora da morte. Ele foi o homem perfeito, que venceu toda tentação.

Mas Jesus não era apenas homem. Ele também é Deus e veio para pagar por nossos pecados. Todos pecamos e o preço do pecado é a morte e a separação de Deus. Somente Jesus poderia pagar esse preço em nosso lugar porque ele não tinha de pagar pelo seu próprio pecado. Jesus, sendo inocente, morreu para pagar por nossos pecados!

Agora, todo o que crê em Jesus e o aceita como salvador fica salvo da condenação do pecado (Romanos 6:5-7). Já não precisamos viver mais como escravos do pecado, sem conseguir vencer a tentação. Jesus ajuda quem o segue a vencer o pecado, um passo de cada vez. E, um dia no Céu, seremos completamente livres do pecado.

Vitória sobre a inimizade

Na cruz, Jesus destruiu a barreira entre nós e Deus (Efésios 2:12-13). Agora todos podem ter acesso a Deus! Basta crer em Jesus.

O sacrifício de Jesus na cruz nos torna filhos de Deus, não do diabo. Quando cremos em Jesus e decidimos mudar de vida, deixamos de ser inimigos de Deus. Mesmo quem não consegue cumprir todas as regras de Deus pode encontrar perdão por causa de Jesus.

A amizade com Deus muda nossas vidas. Ele nos dá esperança e força para enfrentar as dificuldades e fugir das tentações. Tudo isso foi conquistado por Jesus na cruz.

Vitória sobre a morte

A grande conquista de Jesus na cruz foi sobre a morte (1 Coríntios 15,55-57).

A Bíblia diz que a morte é o último inimigo a ser derrotado. E Jesus já venceu! Jesus morreu na cruz, mas não permaneceu morto. Ele ressuscitou. E ele não vai morrer outra vez.

Por causa da morte de Jesus na cruz, quem o segue um dia também ressuscitará como Jesus ressuscitou. E, quando ressuscitarmos, será para a vida eterna, junto de Deus. A morte perdeu seu poder!

A vitória mais importante

Jesus conquistou todas essas coisas por sua morte na cruz por um único motivo: para conquistar vidas. Ele lhe ama e quer fazer parte de sua vida. Jesus quer lhe transformar e dar vitória sobre tudo que ele conquistou por você. Mas, para isso, você precisa reconhecer que não pode conquistar o pecado, a separação de Deus e a morte sozinho. Você precisa que Jesus lhe salve.


Você já deixou Jesus conquistar seu coração?

AUTÓPSIA DE JESUS CRISTO

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Dr. Barbet, médico francês, cirurgião, Por treze anos viveu em companhia de cadáveres e durante a sua carreira estudou anatomia a fundo. Escreveu o seguinte a respeito da autópsia do corpo de Jesus Cristo.

Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.

Um relato sobre a morte de Cristo: O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou “hematidrose”, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo). Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinquenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, frequentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira.

Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor. Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltoides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.

Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!

Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”.

Jesus grita: “Tudo está consumado!”. Em seguida num grande brado diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E morre. Em meu lugar e no seu.

Por - Marco Antônio Lana (Teólogo)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

O LIVRO DE GÊNESIS


Gênesis - o livro das origens  1º livro do Antigo Testamento  Nº de capítulos: 50  Tipo de livro: Pentateuco, histórico  Autor: desconhecido (possivelmente Moisés)

Introduzindo

Gênesis é o primeiro livro da Bíblia, que conta sobre as origens do mundo, da humanidade, do pecado e do grande plano de Deus para nos salvar. Nesse livro também descobrimos de onde veio o povo de Israel e como Deus estabeleceu Sua aliança com eles.

Gênesis significa “origem”.Gênesis - o livro das origens 1º livro do Antigo Testamento Nº de capítulos: 50 Tipo de livro: Pentateuco, histórico Autor: desconhecido (possivelmente Moisés)

Por que ler Gênesis?

Gênesis faz parte de um grupo de cinco livros chamados de Pentateuco, ou Torá. Esses primeiros cinco livros da Bíblia lançam os fundamentos de todo o resto do Antigo Testamento. Para entendermos melhor a situação do nosso mundo, e compreendermos o resto da Bíblia, precisamos ler o livro de Gênesis.

Quem escreveu o livro de Gênesis?


Não se sabe com certeza quem escreveu o livro de Gênesis. A tradição diz que Moisés foi o autor de Gênesis mas outras pessoas acreditam que foi escrito por várias pessoas diferentes. Independentemente de quem tenha escrito, o verdadeiro autor do livro de Gênesis é Deus.

A Bíblia não diz claramente quem escreveu o livro de Gênesis. O autor não se identificou no livro. No entanto, os primeiros cinco livros da Bíblia (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) são conhecidos como a Lei de Moisés. O próprio Jesus chamou esses livros de “a Lei de Moisés” (Lucas 24,44). Foi Moisés que escreveu grande parte do texto dos outros quatro livros, por isso, acredita-se que ele também escreveu Gênesis.

Se Moisés escreveu Gênesis, ele provavelmente se baseou em relatos escritos ou orais mais antigos, de seus antepassados. Outra possibilidade é que algumas partes de Gênesis (como a criação do mundo) foram transmitidas por revelação divina. De qualquer forma, o resultado foi uma história coerente, inspirada por Deus.

Outras sugestões

Durante muito tempo, a autoria de Moisés foi aceito por todos. No entanto, atualmente algumas pessoas sugerem que o livro de Gênesis foi escrito por outra pessoa, mais tarde.

As opiniões variam muito sobre quando Gênesis foi escrito. Algumas pessoas sugerem que apenas foi escrito depois do exílio mas vários livros mais antigos da Bíblia mostram que a “Lei de Moisés” já era conhecida muito tempo antes disso (Josué 8:34; Salmos 103:7). Algumas outras sugestões são:

• Alguém no tempo do rei Josias – sugerem que o livro da Lei não foi encontrado, foi inventado nesse tempo – 2 Reis 22,8-10
• Alguém no tempo do profeta Samuel – para unir o povo de Israel e começar uma monarquia
• Alguém no tempo de Josué – juntando e editando o trabalho de Moisés e outras fontes de informação mais antigas
• Várias pessoas ao longo de vários séculos – depois alguém juntou todas as histórias

Não há evidência sólida para nenhuma dessas teorias. O autor/editor do livro de Gênesis mais provável continua a ser Moisés.


Temas centrais em Gênesis:
  •  O estado original do mundo
  • As consequências do pecado
  • A soberania de Deus
  • Deus cumpre Suas promessas
  • As bênçãos de uma vida de fé em Deus


A organização do livro de Gênesis:

A criação do mundo e do homem - capítulos 1-2

No princípio, Deus criou todas as coisas, formando o mundo com Suas palavras. Ele criou tudo para ser bom e criou o homem e a mulher para dominar o mundo (Gênesis 1:27-28). O mundo ficou completo em seis dias e, no sétimo, Deus descansou e declarou que tudo era bom.

Deus colocou o primeiro casal, Adão e Eva, no jardim do Éden, para cuidar dela. Os dois viviam felizes no jardim, em harmonia com Deus. Havia muitas árvores com frutos bons e eles podiam comer de qualquer uma, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus avisou que, se comessem o fruto dessa árvore, eles morreriam.

A queda e o pecado - capítulos 3-5

Um dia, a serpente convenceu Eva a comer do fruto da árvore proibida, dizendo que iria torná-la igual a Deus. Adão também comeu do fruto e o pecado entrou no mundo. Deus confrontou Adão e Eva e castigou-os com o exílio. Nunca mais iriam poder viver no jardim do Éden e sua vida iria ser difícil (Gênesis 3,16-19). A serpente também foi amaldiçoada por sua maldade.

Depois dessas coisas, Adão e Eva tiveram dois filhos chamados Caim e Abel. Caim ficou com ciúmes de Abel e matou-o, tornando-se o primeiro assassino. Caim foi banido e Deus deu outro filho a Eva, no lugar de Abel, chamado Sete. Adão e Eva também tiveram vários outros filhos e filhas, que começaram a povoar a terra. Mas o pecado continuava a crescer no mundo…

A história de Noé - capítulos 6-11

Deus viu que a humanidade se tinha corrompido completamente, se dedicando inteiramente ao pecado. Por isso, Ele ficou muito triste e decidiu destruir o mundo com um dilúvio. Mas havia um homem chamado Noé (descendente de Sete), que andava com Deus. Então Deus decidiu salvar a humanidade através da família de Noé.

Deus mandou Noé construir uma arca e, quando ficou pronta, encheu o navio com animais de toda a espécie. Noé, sua esposa, seus três filhos e as esposas deles entraram na arca e foram salvos do dilúvio que matou o resto da humanidade. Quando o dilúvio acabou, Deus fez uma aliança com Noé e prometeu nunca mais destruir o mundo com um dilúvio. Para lembrar dessa aliança, Ele criou o arco-íris (Gênesis 9:11-13).

Os descendentes de Noé se multiplicaram e povoaram a terra. Em Babel, eles tentaram construir uma torre para chegar ao céu mas Deus confundiu as línguas e não conseguiram terminar a construção. Foi assim que surgiram várias línguas diferentes.

A história de Abraão - capítulos 12-23

Noé teve um descendente chamada Abrão, que Deus um dia chamou para sair de sua terra (Gênesis 12:1-3). Deus prometeu abençoar todos os povos da terra através de Abrão! Por isso, Abrão deixou seu povo e se tornou nômada, à procura da terra que Deus tinha prometido aos seus descendentes.

Abrão teve várias aventuras pelos lugares onde passou e, quando chegou à região de Canaã, Deus lhe disse que seus descendentes iriam herdar essa terra. Só havia um problema: Abrão não tinha filhos. Sua esposa, Sarai, era estéril. Então Deus prometeu dar-lhe um filho.

Deus fez mais uma aliança com Abrão, mudando seu nome para Abraão, e Sarai para Sara. O sinal dessa nova aliança era a circuncisão. Todo homem descendente de Abraão deveria ser circuncidado, como sinal que fazia parte do povo de Deus. É por isso que os judeus praticam a circuncisão. Depois, disso, Sara engravidou e teve um filho chamado Isaque…

A história de Isaque - capítulos 24-26

Isaque cresceu e se casou com sua prima Rebeca. Ele também andou com Deus, como seu pai, e creu na promessa. Rebeca era estéril mas Isaque orou e ela ficou grávida de gêmeos: Esaú e Jacó. Deus prometeu que o mais novo, Jacó, iria ser maior que o mais velho (Gênesis 25:23).

A história de Jacó - capítulos 27-36

Jacó era traiçoeiro e o favorito de Rebeca. Com a ajuda de sua mãe, Jacó enganou seu pai idoso e recebeu a bênção do filho mais velho. Esaú ficou muito zangado, por isso Jacó fugiu para outra terra. Pelo caminho, Deus falou com ele num sonho, prometendo cuidar dele (Gênesis 28:13-15). Na outra terra, Jacó se casou com duas irmãs que eram parentes suas: Lia e Raquel. Elas e suas duas servas deram a Jacó doze filhos homens. Esses se tornaram as doze tribos de Israel.

Jacó se desentendeu com seu sogro (que também era seu patrão) e fugiu de volta para casa, com sua família. Pelo caminho, ele lutou com um anjo, que o abençoou e mudou seu nome para Israel. Jacó nunca mais foi o mesmo.

A história de José - capítulos 37-50

Jacó tinha um filho favorito: José. Ele tinha sonhos de Deus e o dom de interpretar. Os outros filhos ficaram com inveja de José e um dia apanharam-no e venderam-no como escravo. José foi levado para o Egito e, depois de algum tempo trabalhando como escravo, foi lançado injustamente na prisão.

Na prisão, José foi chamado para interpretar os sonhos do faraó, porque ninguém mais conseguia. Deus revelou a José o significado: estava chegando uma época de fome muito grave. Vendo a sabedoria de José, o faraó o colocou como seu primeiro-ministro, preparando mantimento para os anos de fome. Graças ao trabalho de José, o Egito foi poupado da devastação.

A fome também chegou a Canaã e Jacó enviou seus outros filhos para comprar comida no Egito. De início, eles não reconheceram seu irmão José mas, na segunda visita, ele se revelou a eles e os perdoou (Gênesis 50:19-20). Deus tinha permitido essa maldade para salvar a família toda! Jacó se mudou para o Egito com sua família, onde José tomou conta deles. E foi assim que o povo de Israel se estabeleceu no Egito, durante 400 anos.

Por Marco Antônio Lana (Teólogo Biblista)