sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 08 – VIVENDO NA FAMÍLIA DE DEUS



VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 08 – VIVENDO NA FAMÍLIA DE DEUS

“O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.” (Rm 8,16).

      I.        INTRODUÇÃO.

Somos privilegiados, pelo amor e misericordia do Senhor, “a ponto de ser chamados filhos de Deus”. Esta palavra inspira convicção, mas, também, estabelece responsabilidade quanto ao estilo de vida que devemos ter: “1. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. 2. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor”. (Ef 5,1-2).

Como vive nossa grande família, num relacionamento digno de filhos e da vocação que temos, num elevado propósito de harmonia com Deus e com os outros irmãos? Essa lição vai mostrar verdades Bíblicas, com prerrogativas e deveres de uma vida filial e fraterna dentro de um padrão que produz honra e glória para Deus.

    II.        VIVENDO UM RELACIONAMENTO DE AMOR COM O PAI.

“1. Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.” (1Jo 3,1).

1.    A iniciativa de amar foi de Deus e não do homem.
“Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados”. (!Jo 4,10).
2.    O alcance do amor de Deus.
O amor de Deus nos alcançou na nossa indgnidade, na sua prova maior, a dádiva de Seu Filho na cruz –  “Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. (Rm 5,8); “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3,16).
3.    Testemunho de Paulo.
Paulo testifica esse amor na sua própria vida, na entrega voluntária de Jesus por ele “...no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gl 2,20).

4.    Vivência  do amor de Deus.
É na vivência de amor com Deus que recebemos a capacidade de amar uns aos outros. “Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado...” (Jo 13,34). O perfeito amor da Divindade entre si, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, é o modelo e a inspiração para nós amarmos: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.” (Jo 15,9). Nos dois versículos seguintes, Jesus desafia os discípulos a permanecerem no Seu amor como Ele permanece no amor de Paí.

   III.        VIVENDO COM RESPONSABILIDADE.

“2. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. 3. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro.” (1Jo 3,2-3)

O nosso padrão de santidade é o Senhor e não o homem, ainda que este tenha alcançado o píncaro da perfeição e da glória humanas. Olhem os escritos sagrados sobre esse assunto: “14. À maneira de filhos obedientes, já não vos amoldeis aos desejos que tínheis antes, no tempo da vossa ignorância. 15. A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: 16. Sede santos, porque eu sou santo (Lv 11,44 – Bíblia Ave Maria).” (1Pd 1,14-16).
Duas verdades se destacam em 1Jo 3,2-3, as quais se relacionam com a santidade do cristão.

1.    A restauração absoluta da imagem moral e espiritual de Deus.
A imagem moral e espiritual perdida no Éden com o pecado de Adão se revelará na volta de Cristo: ...seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele.” (1Jo 3,2 cf. Rm 8,18-25).

2.    A esperança presente que tem o poder de aperfeiçoar e purificar.
À semelhança da santidade do Senhor, ocorre um processo contínuo de aperfeiçoamento cristão: “ E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro.” (v3). Ver tambem Fl 2,12-14.

  IV.        VIVENDO CONFORME O PADRÃO DIVINO.

“4. Todo aquele que peca transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei. 5. Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado. 6. Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu.” (1Jo 3,4-6).
Este estilo não permite o hábito, o costume, a cultura e a prática do pecado. A Bíblia nos faz refletir sobre vários aspéctos dessa questão.

1.    O que pratica o pecado é um transgressor da lei, porque o pecado é a transgressão da lei.
“Todo aquele que peca transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei.” (v 4).
Hb 10,26-31 diz que o homem que vive deliberamente no pecado está sujeito a um castigo severo, pois, com isso “...quem calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança, em que foi santificado, e ultrajar o Espírito Santo, autor da graça!” (v 29). A vingança do Senhor cairá sobre o tal, e ele saberá que, “É horrendo cair nas mãos de Deus vivo”. (v 31).

2.    O impecável Filho de Deus veio para tirar os pecados e destruir as obras do diabo.
“5. Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado. 8. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio.” (1Jo 3,5.8)
Devemos tomar posse dessa verdade e viver uma vida coerente, resisitindo até ao sangue os assédios do pecado e suas insinuações satânicas – “4. Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado. 5. Estais esquecidos da palavra de animação que vos é dirigida como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele;” (Hb 12,4-5);  “11. Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus. 12. Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites. 13. Nem ofereçais os vossos membros ao pecado, como instrumentos do mal. Oferecei-vos a Deus, como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros sejam instrumentos do bem ao seu serviço. 14. O pecado já não vos dominará, porque agora não estais mais sob a lei, e sim sob a graça”. (Rm 6,11-14).

3.    A comunhão com Cristo opõe-se ao pecado.
“6. Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu.” (1Jo 3,6).
Não podemos dizer que andamos com Cristo se vivermos em pecado. São dois caminhos totalmente contrários, assim como o camiho da luz e trevas não se unem. Servir a Deus nos leva para longe do pecado, assim como servir ao inimigo nos leva para bem longe de Deus – “Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio.” 1Jo 3,8).

    V.        VIVENDO COM DISCERNIMENTO.

“7. Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como também (Jesus) é justo. 8. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio. 9. Todo o que é nascido de Deus não peca, porque o germe divino reside nele; e não pode pecar, porque nasceu de Deus. 10. É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão. (1Jo 3,7-10).

A ingenuidade espiritual tem levado muitos cristãos à decepção e ao desencanto no caminho de seus relacionamentos. Ouvi falar de um casal que chegou em nossa cidade demonstrando vida supostamente piedosa, como prática de muito fervor e aparência espiritual. Procuraram alguns irmãos e logo iniciaram um forte movimento de oração, libertação e cura. Alguns dias depois o homem arranjou uma viagem para outro estado e, para isso, levou um carro emprestado de um dos irmãos e um filho deste como motorista. Na vagem foram bebendo juntos. Dias mais tarde, a amente que o suposto missionário havia conquistado na viagem telefonou para a mae do rapaz, dizendo a cidade onde estavam e pedidndo que ela fosse buscar seu filho urgentimente, pois o obreiro fraudulento maquinava matá-lo para ficar com o carro. O final da história é qeu o filho foi achado e o homem foi preso. Qaunto ingenuidade!
Em 1Jo 3,7-11, há uma orientação bem distinta que nos ajuda a saber a diferença entre os filhos de Deus e os filhos do Malígno, principalmente no meio cristão.

1.    A prática que faz a diferença.

“7. Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como também (Jesus) é justo. 8. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio”. (1Jo 3,7-8).

a)    “7. Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como também (Jesus) é justo.” (v 7). Uma das maneiras de saber se o homem é de Deus é a justiça por ele vivida e praticada.
b)    “8. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio.” (v 8). Assim como Deus é a fonte do bem e a justiça Satanás é a fonte de todo o mal.

2.    A experiencia que faz a diferença.
“Todo o que é nascido de Deus não peca, porque o germe divino reside nele; e não pode pecar, porque nasceu de Deus.” (1Jo 3,9).
Nascer é a experiencia de quem está vivo e de quem já morreu, pois não teria morrido se não tivesse vivo. O cristão nasce de Deus, e isto é a coisa mais importante na vida de um homem, pois as bênçãos de um novo relacionamento dão a ele todas as riquezas e todos os tesouros em Crsito, inclusive a vitória sobre o pecado e seu poder: “Todo o que é nascido de Deus não peca” (v 9). O que permanece nele é a palavra do Senhor, a divina semente – “Pois fostes regenerados não duma semente corruptível, mas pela palavra de Deus, semente incorruptível, viva e eterna.” (1Pd 1,23). O salmista disse: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Sl 119,11).

3.    A revelação que faz a direfença.
“É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão.” (1Jo 3,10).
Quando a pessoa se revela como filha de Deus, a luz dessa revelação é a prática da justiça, do amor e da generosidade. Do outro lado, os filhos de Satanás se revelam quando praticam a injustiça, o ódio, a inveja e a avareza. “É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio” (v 10).

  VI.        CONCLUSÃO.


Tudo o que praticamos deve nos identificar como filhos de Senhor: “1. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados.” (Ef 5,1). Devemos lutar diariamente contra o pecado; nossa residência não deve ser minada por atitudes ou atos que venham desabonar nossa filiação ao Pai e fazê-lo desacreditado no mundo – “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17,21).

sábado, 25 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DO POVO DE DEUS - LIÇÃO 14 – A QUEDA DE SAUL



A HISTÓRIA DO POVO DE DEUS - LIÇÃO 14 – A QUEDA DE SAUL

As atitudes de um homem diante das oportunidades que tem podem determinar o seu futuro? O que faz a pessoa desviar-se do caminho da vitória? Como um homem pode começar bem e terminar mal?
Saul foi chamado e ungido pelo Senhor como rei de Israel (1Sm 9,15-17). Tinha todas as possibilidades de sucesso e vitória, mas algumas atitudes e decisões erradas mudaram aquela perspectiva de futuro glorioso em funesta derrota – “Samuel replicou-lhe: Procedeste insensatamente, não observando o mandamento que te deu o Senhor, teu Deus, que estava pronto a confirmar para sempre o teu trono sobre Israel”. (1Sm 13,13).

1)    A IMPACIENCIA DE SAUL (1Sm 13).

a)    Provocada pelas circunstancias.

Þ     “Juntaram-se os filisteus para combater contra Israel, com três mil carros, seis mil cavaleiros e uma multidão tão numerosa como a areia na praia do mar. Partiram e acamparam em Macmas, ao oriente de Bet-Aven. Que fizeste?, disse Samuel. Vendo que o povo se dispersava e que tu não chegavas no tempo fixado, e que os filisteus se tinham juntado em Macmas.” – vs. 5.11.
Þ     “Os israelitas, vendo o aperto em que se achavam, porque estavam cercados de perto, ocultaram-se nas cavernas, nos matos, nos rochedos, nos fortins e nas cisternas.” – v.  6.
Þ     “Vários deles atravessaram o Jordão e foram para a terra de Gad e de Galaad. Saul, entretanto, estava ainda em Gálgala, com todo o seu povo, que tremia de medo.” – v. 7.
Þ     “Descerás antes de mim a Gálgala; irei ter contigo ali, para oferecer holocaustos e sacrifícios pacíficos. Esperarás sete dias até que eu chegue; então instruir-te-ei sobre o que deverás fazer. Esperou sete dias, prazo fixado por Samuel, mas este não chegava, e o povo começou a afastar-se.” – 1Sm 10,8;13,8.
Þ     “e o povo começou a afastar-se.” – v. 8.

Mesmo quando achamos que Deus está atrasado, não podemos agir por conta própria. A hora de deus nem sempre é a nossa hora – v.8.

b)    Manifestada por uma atitude imprudente (vs. 9-13).

Samuel disse a Saul: “Samuel replicou-lhe: Procedeste insensatamente, não observando o mandamento que te deu o Senhor, teu Deus, que estava pronto a confirmar para sempre o teu trono sobre Israel”. (1Sm 13,13).
Saul ofereceu sacrifícios que só Samuel podia oferecer – “”Descerás antes de mim a Gálgala; irei ter contigo ali, para oferecer holocaustos e sacrifícios pacíficos. Esperarás sete dias até que eu chegue; então instruir-te-ei sobre o que deverás fazer”. (1Sm 10,8). Mesmo quando não sabemos o que fazer e ainda não temos a  resposta do Senhor, o melhor é esperar  no Senhor – “Eis que assim como os olhos dos servos atentam para a mão do seu senhor, e os olhos da serva para a mão de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o Senhor nosso Deus, até que ele se compadeça de nós.” (Sl 123,2).
Será que Deus aceitou a justificativa de Saul – “pensei comigo: Agora eles vão cair sobre mim em Gálgala, sem que eu tenha aplacado o Senhor. Por isso ofereci eu mesmo o holocausto”. (1Sm 13,12)?
A pressão das circunstancias não pode deixar impaciente o crente que confia inteiramente no Deus Todo – poderoso!

2)    A INSENSARTEZ DE SAL (1Sm 14).

a)    Fez um voto tolo.

“Os israelitas estavam extenuados naquele dia, porque Saul conjurara o povo, dizendo: Maldito seja o homem que tomar alimento antes do anoitecer, antes que eu me tenha vingado de meus inimigos. Por isso ninguém tinha comido”. (1Sm 14,24).

1.º ERRO:  Um jejum na hora errada. Os saldados precisavam de muita energia física para aquela hora. E havia muito alimento. – “o povo entrou, pois, na floresta e viu o mel que corria, mas ninguém levou a mão à boca, por respeito ao juramento. Ah! Se o povo tivesse hoje comido da presa tomada ao inimigo, não teria sido muito maior a derrota dos filisteus?” (vs. 26.30).

2.º ERRO: Uma ordem que nem todos ouviram – “Mas Jônatas, ignorando o juramento que o seu pai obrigara o povo a fazer, estendeu a ponta da vara que tinha na mão, mergulhou-a num favo de mel e o levou à boca. Então seus olhos (fatigados) brilharam.” (v. 27). Para uma ordem tão radical, era necessário que todos ouvissem para poderem cumprir.

Conseqüências:

Þ     O próprio filho não cumpriu a ordem. – (v. 27).
Þ     Os saldados ficaram extremamente fracos. – (vs 38.31).
Þ     Não foi tão grande a derrota do inimigo – (v,. 30).
Þ     Devido a fome, cometeram pecado comendo carne com sangue (vs. 32-33)

b)    Tomou uma decisão tola.

“Saul disse: Trate-me Deus com todo o rigor, se não morreres, Jônatas!” (1Sm 14,44).

Þ     A teimosia de Saul – Saul não conseguia aceitar o fato da tolice daquele voto. Queria ir ate o fim, mesmo vendo como Deus abençoara Jônatas – v. 44.
Þ     A posição de Jônatas:
·         Ele não tinha ouvido o voto, antes de provar o alimento – v. 27.
·         Ele percebeu a insensatez do voto de seu pai – vs. 29-30.
·         Ele se submeteu, humildemente, à condenação de morte – v. 43.

Þ     A posição do povo – v. 45.
·         Viu Jônatas como vitorioso naquela batalha;
·         Testemunhou que ele estava com Deus.
·         Impediu a sua execução.

Em Jz 11,29-40, temos o exemplo de Jefté. Que também fez um voto tolo e teve de sacrificar sua própria filha.

3)    A DESOBEDIENCIA DE SAUL (1Sm 15).

Uma ordem clara – “Vai, pois, fere Amalec e vota ao interdito tudo o que lhe pertence, sem nada poupar: matarás homens e mulheres, crianças e meninos de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos”. (1Sm 15,3).
Uma desobediência disfarçada – “É a presa tomada aos amalecitas, respondeu Saul. O povo poupou o melhor das ovelhas e dos bois para os sacrificar ao Senhor, teu Deus; o resto, votamo-lo ao interdito”. (1Sm 15,15).

a)    A desobediência de Saul mostrou sua insensibilidade à Palavra de Deus.

Þ     Não reconheceu a desobediência – “Samuel foi ter com ele; Saul disse-lhe: Deus te abençoe! Cumpri, a ordem do Senhor.” (v. 13).
Þ     Insistiu no embuste – “Mas eu obedeci à voz do Senhor, replicou Saul; fui pelo caminho que ele me traçou, trouxe Agag, rei de Amalec, e votei ao interdito os amalecitas.” (v. 20).
Þ     Reconheceu que deu ouvidos à palavra do povo, mas só depois de ter sido confrontado duramente – “Saul disse: Pequei! Transgredi a ordem do Senhor e as tuas instruções, pois tive medo do povo e ouvi a sua voz.” (v.24).

b)    A desobediência de Saul entristeceu o coração de Deus.

A obstinação de Saul levou Deus a arrepender-se de te-lo feito rei sobre Israel. Há situações onde as promessas e bênçãos de Deus são condicionais; dependem do homem cumprir a sua parte. (vs. 11.35).

c)    A desobediência de Saul levou Samuel a colocar em ação seu ministério sacerdotal – profético.
Þ     Como sacerdote, Samuel clamou a noite inteira, intercedendo por Saul perante o Senhor – v. 11.
Þ     Como profeta, Samuel falou da parte de Deus a Saul, condenando o seu pecado – vs. 16-19.22-23.
Diante desta triste experiência, concluímos que não devemos ns guiar pela circunstancias da vida, nem pelas pressões do momento. Guiar-nos pela Palavra de Deus é o meio mais seguro de começarmos bem e terminarmos melhor ainda.

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Sl 119,105).
15 – A REJEIÇÃO DE SAUL PELO SENHOR.

Pode Deus rejeitar alguém? Deus rejeita, quando o homem rejeita sua palavra. Não podemos servir a Deus com o coração dividido, indefinido. Se algumas vezes aparentamos fazer o que Deus quer e outras vezes fazemos o que nos parece convir melhor, isto aborrece e desagrada definitivamente ao Senhor. Foi o caso da igreja em Laodicéia (“Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te”. Ap 3,16). É o ensino de Jesus na montanha (“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza”. (Mt 6,24)). E a ênfase de Tiago (“pois é um homem irresoluto, inconstante em todo o seu proceder”. (Tg 1,8); “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tg 4,4)).
Esta posição de Saul não é desculpável, pois ele conhecia com clareza os mandamentos e as ordens do Senhor. Mesmo assim desobedeceu.
Vejamos como se deu a rejeição.

1)    DECLARADA PELO PROFETA DE DEUS (1Sm 13,13-14; 15,22-31).

O Senhor não queria como rei de Israel um homem desobediente. Por isso declarou o seu parecer a Saul, através de Samuel, seu profeta:

a)    “Agora o teu reino não subsistirá” – 1Sm 13,14a.

A atitude de Saul sob pressão era o teste de sobrevivência do seu reinado. O profeta deixou claro que se a atitude de Saul tivesse sido de obediência ao mandamento do Senhor, o seu reino estaria confirmado para sempre (v. 13). Ceder as circunstancias, quando sob pressão, desagrada ao Senhor (v.14; Rm 12,2).

b)    “Senhor te rejeita, e não quer mais que sejas rei de Israel.” – 1Sm 15,26b.

Saul estava confirmando o seu descaso com a Palavra do Senhor – “...rejeitaste a palavra do Senhor...” (v.23). Qual o melhor presente que alguém pode dar ao Senhor? São cultos bem elaborados, musicas bem trabalhadas, longos jejuns e orações e ir às missas? Estas coisas são necessárias, mas a verdade é que, não havendo obediência e fidelidade à Palavra do Senhor no dia a dia, todas elas, por melhores que sejam, serão  desprezadas pelo Senhor (v. 22). Saul teve que ouvir novamente – “Samuel disse-lhe: Assim o Senhor arranca hoje de ti a realeza sobre Israel, a fim de dá-la a outro melhor do que tu”. (1Sm 15,28).

2)    EVIDENCIADA PELA FALTA DE RESPOSTA DE DEUS (1Sm 16,14; 28,1-25).

“quando multiplicais vossas preces, não as ouço.” – (Is 1,15




a)    “O Espírito do Senhor retirou-se de Saul...” (1Sm 16,14).

Toda capacidade de ouvir Deus pela ajuda do Espírito Santo foi tirada de Saul, e ele era agora atormentado por um espírito maligno.

b)    O senhor já não respondia pelos meios legítimos de revelação (1Sm 28,6).

Þ     Nem por sonhos – revelação pessoal comum naqueles dias do Antigo Testamento;
Þ     Nem por Urim – revelação através do sacerdote, que usava o Urim e o Tumim, como uma forma de lançamento de sorte, para revelar a vontade de Deus (“E consultou o Senhor, o qual não lhe respondeu nem por sonhos, nem pelo urim, nem pelos profetas”. (1Sm 28,6); “Ele se apresentará ao sacerdote Eleazar, que consultará por ele o oráculo de Urim diante do Senhor; é segundo essa ordem que se conduzirão, ele e toda a assembléia dos israelitas.” (Nm 27,21)).
Þ     Nem por profetas – revelação inspirada por Deus. Quando o profeta falava, Deus estava falando (“Samuel disse-lhe: Basta! Vou cientificar-te do que o Senhor me disse esta noite. Fala, disse Saul”. (1Sm 15,16)).

Estes eram os meios legítimos de revelação, usados e aprovados por Deus.

c)    O senhor não respondeu e jamais responderia por necromancia.

Se Deus não respondeu por meios legítimos, muito menos por meios ilegítimos e condenados na escrituras (1Sm 28). Mais uma vez forçado pelas circunstancias (falta de resposta de Deus), Saul já desesperado, buscou a revelação de Deus em uma sessão de mediunidade. Isso é incrível, porque, no passado, ele próprio havia eliminado da terra de Israel os médiuns e adivinhos (“Respondeu-lhe a mulher: Tu bem sabes o que fez Saul, como expulsou da terra os necromantes e os adivinhos. Por que me armas ciladas para matar-me?” (1Sm 28,9)).

Þ     A Bíblia não diz que foi Samuel que apareceu, mas que Saul “entendeu” que era Samuel. Saul entendeu errado (“Qual é o seu aspecto? É um ancião, envolto num manto. Saul compreendeu que era Samuel, e prostrou-se com o rosto por terra”. (1Sm 28,14));
Þ     1 Cr 10,13-14 (“Saul morreu por causa da infidelidade, pela qual se tornara culpado contra o Senhor, não observando a palavra do Senhor e por ter consultado necromantes. Não consultou o Senhor e o Senhor o fez morrer, transferindo assim a realeza para Davi, filho de Isaí.”) condena a atitude de Saul consultar uma necromante;
Þ     Se realmente Samuel morto tivesse voltado ara aconselhar a Saul, haveria uma grave contradição com todos os ensinamentos bíblicos, de capa a capa, quando proíbe “consultar os mortos” (Lv 20,6.27; Dt 18,10-12; Ap 21,8).


3)    CONSUMADA PELA SUA MORTE (1Sm 31; 1Cr 10,13-14).

A mão de Deus pesou sobre Saul, a medida da transgressão completara-se pelo que Deus permitiu sua sorte. Os filisteus pelejaram contra Israel, que foi derrotado e apertaram contra Saul e seus filhos (1Sm 31,1-2).

a)    “Não consultou o Senhor e o Senhor o fez morrer, transferindo assim a realeza para Davi, filho de Jessé.” – morte  determinada por Deus.

b)    Morte caudada pela (1 Cr 10,13):

Þ     Transgressão.
Þ     Desobediência à  Palavra;
Þ     Consulta a uma necromante.

c)    Morte executada pelo próprio Saul (1Sm 3,14).   

Saul voltou a agir forçado pelas circunstâncias. Quando os filisteus “apareceram co Saul”, ale lançou-se sobre sua espada, tirando a própria VDA.





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 07 – ENFRENTANDO O INIMIGO



VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 07 – ENFRENTANDO O INIMIGO

“O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas.” (1Tm 4,1).

        I.            INTRODUÇÃO.

Iniciamos dizendo da nossa saudade e da nossa lamentação pelos companheiros e companheiras de ministério, nossos irmãos e irmãs que já não estão conosco no caminho da sã doutrina, aqueles que foram levados pelos espíritos mentirosos, pelos ensinos falsos de enganadores e pela ingenuidade de aventuras que os desviaram pelas sendas tortuosas do desencanto, da decepção, da vergonha e da frustração. Essa realidade acontecida com eles mostra a ação dos espiritos do anticristo hoje, como no passado, a qual foi prevista e ao mesmo tempo confrontada na visão de Jesus, nos ensinos apostólicos e na revelação do Espirito Santo pela palavra de Deus.

Abrimos nosso coração para todos eles para dizer que os amamos e oramos por sua volta aos braços de Crsito e à tradição doutrinária dos apóstolos, ensinada por nosssa igreja.

A atuação do erro está presente, nesta geração, não somente pelo frutificar das falsas doutrinas, mas também pelo espírito exacerbado de revolta, de divisão e de interesses humanos, o qual  tem corroido a paz e a harmonia da igreja, corpo de Cristo. A imaturidade espiritual de muitos cristãos os faz agitar-se como um mar revolto e inquieto, o qual espuma a sua própria sujuidade. Veja Efesios 4,14-16 e Judas 10-13 – “14. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. 15. Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo. 16. É por ele que todo o corpo - coordenado e unido por conexões que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria - efetua esse crescimento, visando a sua plena edificação na caridade.” (Ef 4,14-16); “10. Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. 11. Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré. 12. Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! 13. Ondas furiosas do mar, que arrojam as espumas da sua torpeza! Estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas para toda a eternidade!” (Jd 1,10-13). Os falsos mestres e suas doutrinas são escoadouros nos rios cristalinos da fé e da sã doutrina.

Vamos estudar esta lição equilibrando o amor cristão com o zelo doutrinário.

      II.            COMO RECONHECER O ANTICRISTO.

“18. Filhinhos, esta é a última hora. Vós ouvistes dizer que o Anticristo vem. Eis que já há muitos anticristos, por isto conhecemos que é a última hora. 19. Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco. Mas isto se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos. 22. Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. 23. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai. (1Jo 2,18-19,22-23).

A Bíblia nos revela, em muitas de suas passagens, que nosso inimigo está vivo e ativo no meio do povo de Deus, desde tempos antigos. “7. Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. 8. Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor da sua vinda. (2Ts 2,7-8). O inimigo se faz reconhecer por suas ações (“pelos seus frutos os conhecereis) e pela suas doutrinas.

No tempo do apóstolo João, a igreja era bombardeada pelo gnosticismo, doutrina falsa repudiada por ele e pelos demais apóstolos, como Paulo, Judas e Pedro. Os pregadores dessa heresia não criam que Jesus veio em carne por acharem que a “matéria imunda não se une ao espírito”. Ensinavam que houve uma emanação de um dos “aeons” (anjos) e que o homem Jesus recebeu um “aeon” no Seu batismo, sendo que a Sua morte este O abandonou. Ensinavam também que a salvação era só para o espírito  e com isso permitiam a licenciosidade entre seus seguidores (2Pd 2,1-14).

Os agentes do mal não somente se entregavam à impureza, mas se davam às práticas sexuais  promiscuas.  Os agentes do mal com o próprio mal se misturam e devemos conhecê-los. O anticristo tem seus “mestres”, os quais têm surgidos no meio do povo de Deus e na história humana (1Jo 2,18; Ap 2,20-24). Abraçam a fé, ficam nas comunidades cristãs e, por não se converterem, vão embora, como o Simão, o mágico (1Jo 2,19; At 8,9-21).

    III.            COMO ENFRENTAR O ANTICRISTO.
“20. Vós, porém, tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas. 21. Não vos escrevi como se ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. 22. Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. 23. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai.” (1Jo 2,20-23).

Quando o inimigo se apresenta como inimigo, facilmente o enfrentamos; mas quando se manifesta com pele de ovelha, surge a dificuldade. Somos, muitas vezes, levados por suas astúcias e artimanhas.

Em 2Cor 11,13-15 lemos: “13. Esses tais são falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo, 14. o que não é de espantar. Pois, se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, 15. parece bem normal que seus ministros se disfarcem em ministros de justiça, cujo fim, no entanto, será segundo as suas obras.”. Nesses versículos, o apóstolo Paulo adverete os irmãos da igreja de Corinto contra os falsos mestres, que têm a capacidade satánica. Se o inimigo é tão astuto, como enfrentá-lo?

1.       Com a unção e o poder do Espírito Santo.
“Vós, porém, tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas.”
Se o inimigo é um ser espiritual, só podemos vencê-lo com armas espirituais. O Espirito Santo é Quem nos dá discernimento e conhecimento para não sermos enganados pelas heresias dos falsos profetas – “1. Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo. 2. Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus; 3. todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo. 4. Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vencestes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo.” (1Jo 4,1-4).

2.       Com o conhecimento da verdade.
“20. Vós, porém, tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas. 21. Não vos escrevi como se ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. 22. Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. 23. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai”.

Hoje há uma preocuçação muito grande entre nós, pela falta de conhecimento de muitos crentes; isso acontece pelo descaso à palavra de Deus. Embora muitos já tenham a verdade encarnada, Jesus, poucos são os que têm o conhecimento da verdade inspirada, a Bíblia.
Devemos confrontar a mentira das falsas doutrinas com a verdade da palavra de Deus: mentira alguma jamais procede da verdade. Confrontemos a mentira com a confirmação da nossa fé na Pessoa do Filho de Deus, Jesus Crsito (1Jo 2,22-23).

Os gnósticos, entre os quais Cerinto, o que mais hostilizava e atacava a doutrina apostólica, diziam ter “profundo conhecimento” das cousas ocultas – “A vós, porém, e aos demais de Tiatira que não seguis esta doutrina e não conheceis (como dizem) as profundezas de Satanás, não imporei outro fardo.” (Ap 2,24); seu misticismo os fazia ridicularizar a simplicidade dos ensinamento dos evangelhos, principalmente os que se referem à pessoa de Jesus. Eles negavam que Jesus é o Cristo do Deus vivo. Diante dessa heresia, João afirma: “Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho.” (1Jo 2,22). No versículo 23, observamos: “Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai.”.

A base maior da fé cristã é a pessoa de Jesus Cristo, o Messias sofrredor, triunfante e glorioso, O qual veio em carne, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia, e hoje “está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus.” (Hb 1,3). A confirmação dessa verdade em nosso viver é uma das armas paa enfrenta o inimigo.

    IV.            COMO SE MANTER NO CAMINHO CERTO.
“24. Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio, permanecereis também vós no Filho e no Pai. 25. Eis a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26. Era isto o que eu vos tinha a escrever a respeito dos que vos seduzem. 27. Quanto a vós, a unção que dele recebestes permanece em vós. E não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, assim é ela verdadeira e não mentira. Permanecei nele, como ela vos ensinou. 28. E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando aparecer, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele, na sua vinda. 29. Se sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. (1Jo 2,24-29).

A falta da fibra e coragem para preservar a caminhar na doutrina que ouviram é a razão maior do desvio de muitos; outros foram levados  pelo fascínio do misticismo, das chamadas experiência visionárias, muitas delas enganosas e fraudulentas; ainda outros seguiram as veredas das aventuras humanas, motivados pelo seu próprio egoismo e interesses materiais (2Ts 2,9-12).

Vejamos algmas verdades que nos podem manter na senda correta da vida cristã.

1.       Deixemos que a verdade divina permaneça em nós – vs 24-25.
Medidto em expressão “o que ouvistes desde o princípio” e vêm à minha mente dois significados:
a)      Para os cristãos contenporâneos de João, era a doutrina que eles ouviram e receberam desde os primeiros dias de sua fé em Cristo Jesus.
b)      Para nós, é a doutrina apostólica ensinada pelos pioneiros do evangelho no Brasil; pçor ela nossos país se converteram pela qual também nos convertemos a Jesus.

2.       Deixemos que a unção divina nos ensine – (vs 26-27).
Todos nós sabemos que o termo “unção” se refere à pessoa do Espírito Santo, ele está em nós e é o selo de Deus em nossa vida desde a conversão: “Nele também vós, depois de terdes ouvido a palavra da verdade, o Evangelho de vossa salvação no qual tendes crido, fostes selados com o Espírito Santo que fora prometido.” (Ef 1,13). O Espírito Santo nos ensina quando estamos submissos a Ele no estudo e na obediencia da Bíblia. A pedagogia do Espírito Santo é a palavra de Deus. Temos o Espirito Santo, portanto, devemos deixar espaço para que Ele nos ensine toda a verdade – “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.” (Jo 14,26)

3.       Deixemos que nossa vida seja enraizada em Cristo – ( vs 28-29).
Quero fazer uma comparação: a vida cristã é como uma árvore frondosa e frútifera com raizes bem profundas que lhe dão sustentação contra os ventos procelosos e adversos. Quando essas raizes estão fincadas em Cristo, nossa vida toma o rumo da firmeza e da segurança.

a)      Enraizar nossa vida em Cristo significa permanecer Nele e ter a confiança de que na Sua vinda seremos aprovados (v. 28).
b)      Enraizar nossa vida em Cristo é reconhecer a Sua justiça e vivê-la como evidência de que somos nascidos Dele (v.29).

      V.            CONCLUSÃO.

Esta lição nos incentva a um posicionamento radical contra o sistema doutrinário montado pelo inimigo desde o tempo dos apóstolos, o qual, como câncer, corroi nossa fé, divide nossas igrejas e mata nossa vida espiritual. Todavia, devemos amar aqueles que têm sido levados pelas ondas dos movimentos provocadores das falsas doutrinas e orar por sua volta à simplicidade de Cristo. Quanto aos seus mestres, usemos a sabedoria da Palavra, da oposição e da resistencia a eles – “...ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (2Tm3,5); “3. Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. 4. Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor.” (Jd 3-4).

domingo, 19 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA DO POVO DE DEUS - LIÇÃO 13 – A ELEIÇÃO DE SAUL AO TRONO.



A HISTÓRIA DO POVO DE DEUS - LIÇÃO 13 – A ELEIÇÃO DE SAUL AO TRONO.

Envelhecido, Samuel constituiu seus dois filhos, Joel e Abias, juizes sobre Israel. Porém eles não andam pelos caminhos do pai, antes se inclinaram para avareza e corrupção, o que os levou ao descrédito popular. Em conseqüência, estourou um movimento político entre o povo, liderado pelos anciões, que se dirigiram a Samuel e lhe fizeram um ambicioso pedido em prol da nação (1Sm 8,1-5).

  1. O POVO PEDE UM REI (1Sm 8,1-5).

Até então, Israel tivera governo teocrático, governo dirigido por Deus. E isto desde a outorga da lei Mosaica no Sinai, quando Deus mesmo tornou-se o Senhor soberano da nação. Através de Moises, dos sacerdotes, dos sacerdotes, dos profetas e dos juizes, Israel era conduzido no dia a dia sob a orientação da lei acima mencionada – Ex 19,20-20-26.
Por que quiseram um Rei? “E disseram-lhe: Estás velho e teus filhos não seguem as tuas pisadas. Dá-nos um rei que nos governe, como o têm todas as nações”. (1Sm 8,5).

a)      Os filhos de Samuel não estavam andando nos caminhos do pai.

De fato, eles já não correspondiam à confiança e aos anseios do povo, eram corruptos, e em conseqüência o povo estava sofrendo (vs. 1-5). Em postos de responsabilidade, as vezes tão poucos fazem tantos sofrerem tanto! Em virtude da desobediência não foram bem aproveitados a fé e os bons conselhos de um experiente profeta.

b)      Samuel já estava velho.

O Japão, pais de cultura milenar, tem como principio respeitar, honrar e prestigiar os seus anciões. Eles são valorizados pela sabedoria calcada na experiência dos longos dias de vida. Já a cultura ocidental tem mostrado menos consideração aos idosos, às vezes até carentes de tratamento condigno. Os judeus, embora do oriente, pensaram em Samuel, com sua idade, à moda ocidental – “e disseram-lhe: Estás velho”  (v 5a).
Foi este velho Samuel que serviu a nação ainda por longos anos. Regendo, ensinando e acudindo o povo nos momentos difíceis, ainda ungiu dois reis antes de encerrar o seu abençoado ministério.

“Na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes.” (Sl 92,14).

c)      “Queremos ser como todas as nações que tem um rei” (v.5).

As outras nações não tiveram o privilegio que Israel sozinho teve,, o de ser governado diretamente por Deus, que sempre levantou lideres valentes, que souberam defender a nação com honra, dignidade e muita bravura.
As nações tinham reis desumanos e terríveis. Quando caiam sobre os inimigos, mutilavam seus homens,vazavam-lhes seus olhos e os escravizavam sem misericórdia – “Naas, o amonita, pôs-se em campanha e combateu contra Jabes, em Galaad. Os habitantes de Jabes disseram-lhe: Façamos aliança, e nós te serviremos. Mas Naas, o amonita, respondeu-lhes: Só farei aliança convosco com a condição de vos furar a todos o olho direito, para impor assim um opróbrio a todo o Israel.” (1Sm 11,1-2). Onde estava mesmo a gloria desses povos, que levava Israel a desprezar seu experimentado Samuel e o governo gracioso de Jeová,  para querer se parecer com aqueles incircuncisos?

  1. O SENHOR DA UM REI.

O pedido de um rei tinha cheiro de rebeldia e Samuel não gostou. Era uma ofensa ao próprio Deus – “Estas palavras: Dá-nos um rei que nos governe, desagradaram a Samuel, que se pôs em oração diante do Senhor. O Senhor disse-lhe: Ouve a voz do povo em tudo o que te disseram. Não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, pois já não querem que eu reine sobre eles.” – (1Sm 8,6-7).

a)      O rei ungido em Rama (1 Sm 9,1-25).

Atendendo à vontade permissiva de Deus e à obstinação do povo, o profeta dispõe-se a ungir o futuro rei. Em circunstâncias estranhas, Deus  pode usar seus  servos ara cumprimento de missão especifica.
Com a fuga das jumentas de Quis,Saul e  seu moço persistiam em procura-las, escalando montanhas,planícies e vales, indo pelos lados de Efraim até a cidade do profeta.  Numa reunião preestabelecida, avisado por Deus, Samuel fala ao coração de Saul o recado de Deus.

b)      Escolhido em Masfa. (1Sm 10,17-24).

Saul foi ungido em Ramá, mas foi em Masfa que o povo se manifestou a respeito. Com a presença representativa das doze tribos, fez Samuel a apresentação do rei – “Samuel disse ao povo: Vedes aquele que o Senhor escolheu? Não há em todo o povo quem lhe seja semelhante. E todos o aclamaram, dizendo: Viva o rei!” (1Sm 10,24).
c)      Proclamado em Gálgala (1Sm 11,1-15).

Faltava agora apenas uma oportunidade para  que se concretizasse o reino de Saul. E logo apareceu. Naás, rei Amonita, sitiou Jabes-Galaad e com ameaças selvagens exigiu a rendição incondicional dos galaaditas (v.11). Apertados, os galaaditas testaram a capacidade do esperado rei. Pediram-lhe urgente socorro.
Numa sabia campanha relâmpago, Saul despertou toda a nação, formando rapidamente um exercito uno, pronto para a batalha (vs. 3-11). Dividiu o exercito em três companhias e de madrugada caiu sobre o inimigo e o desbaratou. Houve grande euforia nacional.
Guiados por Samuel, rumaram para Gálgala, e perante o Senhor proclamaram-no rei definitivamente (vs 12-15).

  1. A DESPEDIDA DE SAMUEL.
O tempo correu, e Samuel correu com o tempo. Chegou o fim do seu profícuo ministério. O homem de Deus sente-se tranqüilo, convicto e honrado. É gostoso o sentimento de dever cumprido.
Ao transferir a Saul as responsabilidades submeteu todos os seus atos ao longo do ministério de profeta e juiz ao julgamento do povo perante o Senhor. E o povo testemunhou das mãos limpas e coração puro do profeta de Deus. “Samuel disse ao povo: É, pois, testemunha o Senhor que estabeleceu Moisés e Aarão, e tirou os vossos pais do Egito”. (1Sm 12,6). Nesse momento os caluniadores se calaram – (1Sm 10,26-27;11,12-13).
Aproveitando, Samuel recordou à nação os seus grosseiros erros até mesmo o de pedir um rei. E Deus confirmou publicamente as palavras do seu profeta, fazendo chover e trovejar. O povo sentiu e temeu (1Sm 12,8-18).
Samuel, “o velho”, continuava sendo ainda a segurança espiritual do povo, pois diziam: “E disseram todos a Samuel: Roga pelos teus servos ao Senhor, teu Deus, para que não morramos, porque a todos nossos pecados ajuntamos o mal de pedirmos um rei”. (1Sm 12,19). Ele encerra a sua brilhante despedida aconselhando a nação a ser obediente a Deus, para que viva em paz. Samuel promete ainda dedicar-lhes, doravante, um ministério de intercessão e ajuda espiritual junto a Deus –  (1Sm 12,19-25).
O desejo de Israel de ter um rei não era novidade, já estava no coração de Deus muito antes da nação existir – “Tornar-te-ei extremamente fecundo, farei nascer de ti nações e terás reis por descendentes”. (Gn 17,6). Sabe-se também que ao longo dos tempos, já fazia parte também do pensamento e do coração do povo hebreu – “Ó Senhor, sejam esmagados os vossos adversários! Dos céus troveje o Altíssimo contra eles, o Senhor julgue os últimos confins da terra! Dará força ao seu rei, e engrandecerá o poder do seu ungido”. (1Sm 2,10). Mas nos planos de Deus Israel não teria  um monarca à moda das nações vizinhas,  sim nos padrões divinos (Dt 17,14-20) – um rei segundo  coração de Deus, como se vê claramente em (1Sm 16,12-14;13,14). Seria não apenas escolhido por Deus, mas um rei que lhe fosse temente, e governaria o povo tendo a Lei do Senhor como a sua constituição.

Embora ungido, escolhido e proclamado, Saul foi fruto de pedido precipitado e pressionado. Não deu certo, e Deus o rejeitou, trazendo difíceis conseqüências para Israel , que foram realmente terríveis.