terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desígnios de Deus


Desígnios de Deus

Claros são os desígnios de Deus
Para cada um de nós
em nosso tempo, em nossos dias.
E quando o começo da noite chegar
não se entristeça 
pois, o sol está aqui 
e do outro lado também.

Nossa existência física é efêmera
Porém, a alma é eterna.
E envolvidas em luzes 
estão sempre a nos proteger
como anjos a nos guiar.

Deus nos dá tarefas
e, se as cumprimos corretamente
nossas mágoas parecem menores
Não questionemos a Deus
e não perguntemos jamais: por que?
Ele sabe, sempre, 
o que é melhor para nós
ou para aqueles a quem amamos. 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CREDO


                                   CREDO
                      Creio em Deus Pai todo-poderoso,
                      criador do céu e da terra.
                      E em Jesus Cristo,
                      seu único Filho, Nosso Senhor,
                      que foi concebido
                      pelo poder do Espírito Santo,
                      nasceu da Virgem Maria,
                      padeceu sob Pôncio Pilatos,
                      foi crucificado, morto e sepultado,
                     desceu à mansão dos mortos,
                     ressuscitou ao terceiro dia;
                     subiu aos Céus, está sentado
                     à direita de Deus Pai todo-poderoso,
                     de onde há de vir a julgar
                     os vivos e os mortos.
                     Creio no Espírito Santo.
                     Na Santa Igreja Católica,
                     na comunhão dos santos,
                     na remissão dos pecados,
                     na ressurreição da carne,
                     na vida eterna.
                     Amém

sábado, 28 de dezembro de 2013

A HISTÓRIA DO POVO DE DEUS - LIÇÃO 10 – RUTE: uma gentia na genealogia de Jesus.



A HISTÓRIA DO POVO DE DEUS - LIÇÃO 10 – RUTE: uma gentia na genealogia de Jesus.

O livro de Rute, um dos menores do Antigo Testamento, apresenta através dos altos e baixos de uma família que viveu em tempos de apostasia, violência, fome i imoralidade, a grandiosidade da providencia divina, por ação direta ou indireta, rege o destino de Israel, bem como daqueles que se dispõem a obedecer a Deus.

Também em Rute percebemos o cuidado e o propósito de Deus em preparar a linhagem da qual nasceria o messias, bem como uma visão pré-figurada da Redenção Prometida.

  1. A HISTORIA DE UMA FAMILIA – “RETRATO DE UMA NAÇÃO”.

Passaram-se quase cem anos desde a tomada de Canaã. Uma nova geração, liderada por juizes, começava a dar sinais de apostasia. A disciplina de Deus  era iminente (terror, estiagem, fome, mortandade). O desvio do povo precisava ser corrigido. Observando de perto o drama de uma dentre muitas famílias, compreenderemos melhor este triste momento na historia de Israel.

a)      Deixando a Terra Prometida.

Muitos começaram a deixar a Terra Prometida,dentre os quais Elimeleque (“meu Deus é rei), sua esposa Noemi (“ agradável, alegre”) e seus filhos: Malom (“fraqueza”) e Quilom (“raquítico”). Partiram de Belém (“terra do pão”) rum a Moabe, terra dos descendentes de Ló, inimigos de Israel.

A intenção da família era ficar ali por pouco tempo, até que as coisas melhorassem. Mas pouco tempo após a chegada. Noemi ficou viúva e seus filhos resolveram se estabelecer, contraindo núpcias com duas moabitas, Orfa e Rute (Rt 1,4).

A mesma tristeza sente Deus hoje, quando vê seus filhos abandonando a igreja ao menor sinal de dificuldade. Não demora, porem o surgimento de dificuldades ainda maiores no casamento, nos filhos que se desviam, nos negócios e na vida pessoal. “Longe de Deus não há paz”.

b)      Decidido voltar a Israel.

Dez anos depois, viu-se  Noemi completamente desamparada, com a morte dos filhos. Decidiu voltar para Israel, pois confiava que, apesar de empobrecida, envelhecida e abatida,seria bem recebida pelo seu povo.

Orfa e Rute amavam a sogra e estavam decididas a seguir viagem com ela, mas a amargura de Noemi era tamanha que nem podia orienta-las de forma adequada:

“Eis que tua cunhada voltou para o seu povo e para os seus deuses, disse-lhe Noemi; vai com ela”. (Rt 1,15).

Israel falhou em sua missão de testemunhar a gloria de Deus entre as nações pagãs. Todo aquele que se afasta da vontade de Deus enfraquece o seu testemunho e acaba prejudicando outras pessoas.
c)      Viajando com a sogra.


Ficar em Moabe não era boa opção para as duas viúvas, sem filhos. Mesmo assim,seria preferivelmente a se aventurar com a sogra para  meio de um povo estranho, de costumes e religião diferentes. O amor porem, falou mais alto; assim foi que decidiram seguir Noemi (1,6).

Noemi usou de todos os argumentos possíveis ara faze-las desistirem:

Þ     Orfa aceitou o conselho – era um bom conselho?
Þ     Rute persistiu, abrindo seu coração (1,16-17) – do que ela teria  de abrir a mão?

A decisão de Rute surpreendeu Noemi, e a nós fica a lição que ninguém devemos subestimar,deixando de testemunhar, principalmente se for um parente. Convide-o para ma nova vida  em Cristo Jesus.

  1. O EXEMPLO DE UMA MULHER – “MODELO PARA UM CRISTÃO”.

a)      Companheirismo (1,14) – com muita lealdade, rute partilhava das mesmas lutas, alegrias e dissabores de sua sogra.

Þ     A lealdade e o companheirismo só se evidenciam nas horas de crise.

b)      Amizade. (1,16-17) – este é um dos mais lindos exemplos de amizade registrado na Bíblia. Era capaz de compartilhar a vida, a fé, e até a morte.

Þ     A verdadeira amizade cristã é aquela que resiste ao tempo, distancia e circunstancia.

c)      Testemunho. (2,11-12) – seus atos falavam mais alto do que muitas palavras; e em toda parte era notória a sua fé no Senhor.

Þ     Seu testemunho deve começar  dentro de casa, mas deve ser visível por todos, fora de casa.

d)      Simpatia. (2,14-23) – havia algo em sua vida interior e em sua personalidade que extravasava em seus atos, a todos atraindo.

Þ     Não há necessidade de fingirmos ou usarmos de subterfúgios para cativar pessoas; a comunhão com Cristo produz estas simpatias em nós.

e)      Submissão. (3,1-18) – Rute foi uma mulher equilibrada. Sabia ao tomar decisões próprias e persistir nos seus objetivos, mas sabia também a hora de abrir mão, obedecer, submeter-se.

Þ     É da submissão a Deus, e da submissão a quem Deus ordenar, que tiramos nossa força, ser submisso é ser forte.

f)        Nova vida. (4,1-22) – uma viúva, estrangeira e desamparada passa agora a viver uma nova experiência de vida. Um Remidor, um esposo, um filho, um nome, um lar, ma herança, um único Deus... todas essas coisas estavam além da sua imaginação.

Þ     O encontro com o altíssimo traz mudanças radicais ao nosso estilo de vida. A SUA VIDA JÁ MUDOU?

  1. O SURGIMENTO DE UM REMIDOR – “ANUNCIADA A REDENÇÃO”.

É surpreendente notar como Deus concretiza seus desígnios a despeito das circunstancias desfavoráveis criadas pelo homem. Ele tem em suas mãos o poder e o querer de transformar em bênçãos até mesmo os descaminhos daqueles que buscam com amor – “Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios”. (Rm 8,28).

Rute, sem estar ciente, foi trabalhar na lavoura de Boas.

a)      Quem era Boas? 

Era filho (talvez neto) de Salmom e Raabe, parente bem próximo de Elimeleque. Ele era homem rico e temente a Deus.

b)      O que é um Remidor?

Acontece que em Israel as terras eram herança perpetua da família (lei do levirato – Lv 23,25-28), mas Elimeleque abandonou a terra e agora Noemi (e Rute) só poderiam recupera-la se alguém qualificado a remisse, comprando-a para si. Boas era esse parente remidor (resgatador) (Dt 25,5-10).

Þ     Cristo se encarnou, semelhante a Adão para, em lugar de Adão (que falhou), nos resgatar para Deus.

Boas, se apaixonou por Rute e tudo fez, segundo a lei para torna-la como noiva. Também, segundo essa mesma lei (do levirato), dedicou o primogênito à memória e linhagem de Malom, para que a mesma não fosse interrompida. Da união nasceu-lhes Obede, o qual gerou Jessé, pai de Davi.


Þ     Jesus Cristo, o nosso Redentor, é o único qualificado para restaurar a comunhão entre o homem e Deus.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 03 – TRATAMENTO RADICAL CONTRA O PECADO



VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 03 – TRATAMENTO RADICAL CONTRA O PECADO

“Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade.” (1Jo 1,9)

        I.            INTRODUÇÃO.

O texto que estudamos na lição passada fala de comunhão e, especialmente, comunhão com Deus, mas a mensagem clara dos versículos do texto básico desta lição é que não é possivel ter comunhão com Deus e com o pecado ao mesmo tempo. Deus deixou isso claro desde do Éden: havendo o homem cometido o pecado, fazia-se necessário seu afastamento da presença de Deus (Gn 3). Todo o Pentateuco e os livros históricos deixaram clara a posição assumida por Deus, por meio de Suas exigências de santidade para o Seu povo. Os profetas anunciaram essa verdade – “...são vossos pecados que colocaram uma barreira entre vós e vosso Deus.” (Is 59,2). Todo o Novo Testamento faz sentido a partir dessa crença fundamental de que: “... o salário do pecado é a morte (separação de Deus), enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6,23). Embora esses textos sejam bastante usados no trabalho da evangelização, precisamos conscientizar de que seu ensino se aplica também a todos nós: “Deus é luz e nele não há treva alguma” (1Jo 1,5).

      II.            O CONTEUDO DA MENSAGEM.

“A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma.” (1Jo 1,5).

Não é incomum ouvir um irmão ou irmã se lamentando do padrão de exigencia cobrado do crente. Parece que “todo mundo faz isso, e ninguem disse nada, mas basta o crente fazer qualquer coisa errada, e todo mundo começa a comentar e cobrar”. Embora isso pareça um tanto injusto, é natural que saja assim. Quem está nas trevas vive e pratíca aquilo que lhe é próprio sem nada lhe ser cobrado, pois as manchas não são vistas nas trevas, mas quem se chega para a luz tem sua vida exposta diante da luz do evangelho de Cristo. Essa idéia é ainda mais desenvolvida em Jo 3,16-21 (por favor, leia esse texto). Quando as obras são mais, é natural que se prefiram as trevas “a fim de não serem arguidas as suas obras”, mas, “quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus”.

O perigo de tornar a benção da comunhão verdadeira em um simples ajuntamento é muito grande. Nossos atos religiosos serão absolutamente inúteis sem a presença abençoadora de Deus, nosso Senhor. E o conteúdo da mensagem é claro: havendo pecado (trevas), não há presença de Deus! As pessoas podem ir à igreja como alguém que apenas pisa nos átrios de Deus – “quando vindes apresentar-vos diante de mim, quem vos reclamou isto: atropelar os meus átrios?” (Is 1,12), podem orar como quem faz “vãs repetições”, como alguem que apenas diz “Senhor, Senhor”“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mt 7,21), mas nao entra no Reino de Deus. Há a possibilidade de se chegar à palavra de Deus, simbolizada na Bíblia por um espelho, e voltar para ser como era antes, sem nenhuma mudança (como quem olha no espelho no escuro e nada vê!). Os cristãos não podem ser enganados.

    III.            TRÊS AFIRMAÇÕES PERIGOSAS.

“6. Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade. 7. Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 8. Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. 10. Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós. (1Jo 6-8.10).

1.       Negação do poder do pecado – (1Jo 1,6-7).
O primeiro grande perigo apontado no texto é o de acreditarmos que pecado não é o de acreditarmos que pecado não é coisa séria. Sendo o temor do Senhor o princípio da queda. É como alguém que nao consegue entender o poder do fogo e se queima; não percebe o perigo da serpente venenosa e se deixa picar por ela. Nao entende quanto o pecado é extraordinariamente perigoso.
A Bíblia nao deixa dúvida quanto a ação do pecado. Desde os dias do princípio da raça humana, o Senhor alertou Caim a cerca do perigo do pecado – “Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo.” (Gn 4,7), da mesma maneira como o Senhor Jesus alertou Pedro da ação do Inimigo – “31. Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7). 32. Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galiléia. 33. Pedro interveio: Mesmo que sejas para todos uma ocasião de queda, para mim jamais o serás. 34. Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo: nesta noite mesma, antes que o galo cante, três vezes me negarás. 35. Respondeu-lhe Pedro: Mesmo que seja necessário morrer contigo, jamais te negarei! E todos os outros discípulos diziam-lhe o mesmo. 36. Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. (Mt 26,31-36). Somos ensinados a orar pedidndo ao Senhor que não nos deixe cair em tentação, e aprendemos que “o salário do pecado e a morte” (Rm 6,23). Ainda assim, podemos cometer o erro primário de nao entender a seriedade da situação e achar que o pecado nao tem toda essa força, e “brincarmos com Deus”, da mesma maneira como o povo de Israel fez no deserto – e perdeu-se toda aquela geração (1Cor 10,1-13 – por favor leia principalmente o v 9).

2.       Negação da natureza pecaminosa –  (1Jo 1,8).
Outro perigo muito sério que ataca especialmente os cristãos  é o de acharmos que “não temos pecado”. Chegamos a acreditar tolamente que pecado é cometido apenas pelos descrentes, ou que só pode considerar como pecado certos tipos grosseiros de desvios morais ou vicios perigosos. Chegamos a ponto de acreditar que “não temos pecado nenhum”, tornando-nos verdadeiros mentirosos.

Jamais podemos perder de vista que o que nos diferencia do mundano não é a ausencia do pecado – “com efeito, todos pecaram” (Rm 3,23), mas o fato de termos aceitado o plano salvador de Deus em Cristo Jesus. Não há pecadores e não-pecadores, mas unicamente pecadores que encontram ou não o caminho para o arrependimento. Esse  fato deve nos ensinar uma vida humilde diante de Deus sempre vigilante diante da inúmeras tentações, pedindo ao Senhor que nos livre do mal – “e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.” (Mt 6,13). Veja ainda o tetumunho dp apóstolo Paulo, em Rm 7,15-25.
“15. Não entendo, absolutamente, o que faço, pois não faço o que quero; faço o que aborreço. 16. E, se faço o que não quero, reconheço que a lei é boa. 17. Mas, então, não sou eu que o faço, mas o pecado que em mim habita. 18. Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. 19. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. 20. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. 21. Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal. 22. Deleito-me na lei de Deus, no íntimo do meu ser. 23. Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. 24. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?...25. Graças sejam dadas a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 7,15-25).

3.       Negação das ações pecaminosas – (1Jo 1,10).
“Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade.” (1Jo 1.10).

A terceira afirmação perigosa é ainda mais sutil – “eu entendo que somos pecadores (é claro que sei disso), apenas estou dizendo que não faço essas coisas”. Ainda que pareça incoerente, esta é a nossa prática tantas vezes: reafirmamos nossa condiçãode pecadores e até alimentamos  uma postura humilde diante da santidade de Deus, mas nao estamos dispostos nos humilhar perante a mão de Deus. Um exemplo clássico desse fato está registrado na história de Davi quando confrontado pelo profeta Natã (2Sm 12,1-5 e Sl 51): ele se mostra ético o sério quando se falava sobre a maldade cometida por alguém, mas não percebia que ele mesmo ea o sujeito da ação – o pecador. Por isso, ele começa a sua mudança de vida dizendo que Deus está certo no falar e puro no julgar – Davi admite o seu pecado – “Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos;...” (Sl 51,4).

Um de nossos grandes desafios diários está em pedir ao Senhor que nos sonde e veja se há em nós algum caminho mau, da mesma maneira como fez o salmista – “23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; 24 vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno. (Sl 139,23-24).

    IV.            A SOLUÇÃO – CONFISSÃO.

“Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade.” (1Jo 1,9).

Um dos nomes usados na Bíblia para descrever Satanás é “acusador” : ele é o grande acusador dos homens, porque na fraqueza e na vergonha dos homens está a porta para desonrar o Deus verdadeiro. Além disso, Deus colocou dentro de nós um elemento que chamamos de consciencia que nos serve de alerta para a existencia que nos serve de alerta para a existencia do pecado – “Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça.” (Rm 5,20). Do outro lado, também o Espirito Santo de Deus trabalha paa nós – “E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.” (Jo 16,8). Isto é, de todas as maneiras somos alertados para o fato do pecado – “Não há nenhum justo, não há sequer um.” (Rm 3,10). O fator que diferencia a ação de Deus em nós para aquele operada pelo grande inimigo de nossa alma está no objetivo da ação o Espirito Santo mostra o nosso pecado para mostrar o caminho do arrependimento e nos levar de volta para Deus.

Enquanto negamos o pecado ou lhe damos outro nome que amenize sau ação malévola, somos facilmente  levados ao engano de um convivio continuado com os seus efeitos mortais, sem esperança de mudança – caminhamos da morte para a morte da mesma maneira como “um abismo chama outro abismo” (Sl 42,7). Desse modo, corrremos o risco de viver condenando os que estão no mundo, mas vivendo da mesma maneira como eles vivem – “Tu, ó homem, que julgas os que praticam tais coisas, mas as cometes também, pensas que escaparás ao juízo de Deus?” (Rm 2,3), na prática do pecado: “29. São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. 30. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais. 31. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia.” (Rm 1,29-31). Que fazer com essa situação?

O que fazer com essa situação? O caminho bíblico é claro e objetivo: não há outro caminho além do arependimento! Temos que confessar nossos pecados para podermos ser beneficiados pela ação amorosa do Senhor. “fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade.” (1Jo 1,9).

      V.            CONCLUSÃO

Não é possivel crer no evangelho sem crer no fato do pecado, pois o evangelho é exatamente as boas –  novas de salvação para o  pecador – “...Deus é luz e nele não há treva alguma.” (1Jo 1,5). Diante do fato de qeu não há trevas em Deus, estariamos irremediavelmente distanciados Dele, pois somos afetados pelo pecado em todas as suas dimensões – “Desde a planta dos pés até o alto da cabeça, não há nele coisa sã. Tudo é uma ferida, uma contusão, uma chaga viva, que não foi nem curada, nem ligada, nem suavizada com óleo.” (Is 1,6). “24. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?... 25. Graças sejam dadas a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 7,24-25). Quanta bondade em nosso Deus e Senhor que, conhecendo nossa natureza e nossa impossibilidade para agradá-Lo, nos enviou Seu Filho par aque Nele encontremos paz com Deus!

Profundo sentimento de humildade, alegria e amor deve tomar conta de todo o nosso ser diante da obra extraordinária de Cristo na cruz. Da mesma maneira, devemos tomar um profundo compromisso no sentido de viver de modo digno do Senhor, para o Seu inteiro agrado, de modo qjue o Seu nome seja honado em nossa vida e em todo o nosso procedimento – “De modo algum. Nós, que já morremos ao pecado, como poderíamos ainda viver nele?” (Rm 6,2).

sábado, 21 de dezembro de 2013

VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 02 – A COMUNHÃO QUE NASCE NO VERBO DA VIDA.



VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 02 – A COMUNHÃO QUE NASCE NO VERBO DA VIDA.

“O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo”. (1Jo 1,3).

      I.        INTRODUÇÃO.

Há características humanas que aparecem em todos os grupos, independentemente de sua experiencia com Deus. A disposição de estar juntos é uma delas – na igreja, geralmente chamamos a isso de comunhão. Pode-se observar com facilidade que também os descrentes têm certo prazer em estar juntos, em ter comunhão. As pessoas se reúnem num bar (especialmente em volta de uma rodada de cerveja), num campinho de futebol, numa reunião de venda de vasilhas ou produtos de beleza, numa igreja, e assim por diante. O fato é que da mesma forma como o sol nasce “sobre maus e bons”, até aqueles que são maus “sabem dar boas coisas aos seus filhos”. Temos todos a marca da vida social, queremos estar juntos, formar famílias e participar de grupos sociais.

Do outro lado, se comunhão não é marca única daqueles que estão no evangelho, mas de todas as pessoas, há, porém, algo que faz diferença entre os ajuntamentos naturais e a comunhão verdadeira. Que diferença há entre uma reunião de pessoas fora da igreja e aquela que acontece em nome do evangelho em uma igreja?

Em 1Jo 1,1-4 nos ensina que a verdadeira comunhão é resultado de um encontro pessoal com Jesus, o Verbo da vida. Encontramos nele os fundamentos de uma comunhão verdadeira, e aprendemos aquilo que pode nos dar alegria completa, resultado da transformação que o evangelho opera em nossa vida.

    II.        RAÍZES DA VERDADEIRA COMUNHÃO (1Jo 1-3).

1.    Experiencia real e pessoal com Jesus.
Apenas aqueles que tiveram uma experiencia real e pessoal com Jesus podem promover a comunhão verdadeira – “o que vimos e ouvimos” (vs 1.3), “o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado” (v 1). Da mesma forma como no direito secular procura-se uma testemunha – chave, que tenha verdadeiramente presenciado o fato e o conte como ocorreu, também se espera que o evangelho seja contado por aqueles que de fato viram o Senhor. Ainda que seja importante a fé de nossos pais, ou dos missionários do passado, ou mesmo do padre ou pastor da igreja, o evangelho é comunicação de vida pessoal que o cristão tem para transmitir aos outros. A igreja é a comunhão dos salvos – o corpo vivo de Cristo. Enquanto nao temos uma experiencia pessoal e profunda com Deus, não há o que dizer ao mundo, e não há comunhão verdadeira para ser compartilhada.
A pergunta para você que estuda a Bíblia é se de fato você já teve um encontro pessoal e profundo com Deus o Verbo da vida.

2.    Testemunho Pessoal.
Apenas por meio pessoal se promove comunhão verdadeira – “porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou” (v2). Duas expressões são aqui usadas para nos informar a maneira como a comunhão verdadeira é comunicada: “damos testemunho” e “vos anunciamos”. Todos sabemos que “a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Rm 10,17), que os cristãos devem ir pregar o evangelho – “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” (Mc 16,15), e que devemos ser testemunhas de Deus em todos os lugares – “mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.” (At 1,8). Somente por meio de testemunho dos cristãos uma pessoa pode chegar ao conhecimento da verdade que há em Cristo, nascer de novo e ser introduzida no Corpo de Cristo -  e é desse modo que acontece a comunhão dos salvos.

   III.        A COMUNHÃO VERDADEIRA REFLETE A VIDA DE DEUS EM NÓS – (1Jo1,1-2).

1.    A comunhão verdadeira e ajuntamento natural.
A distancia entre a comunhão verdadeira e o ajuntamento natural é proporcional à distancia entre a vida e a morte – “1. O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida. 2. porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou” (v 1-2).

O ajuntamento de pessoas sem a vida que há em Cristo é semelhante a uma comunhão que aconteceria em um cemitério – pessoas colocadas juntas, mas sem poder de compartilhar vida. O filho pródigo experimentou bem esse fato quando desejava fartar-se das comidas dos porcos, “mas ninguém lhe dava nada” (Lc 15,16), Ainda que seja bonito ver pessoas juntas em sociedades (até mesmo na sociedade familiar), espiritualmente falando, seus participantes nada têm a oferecer, a não ser que conheçam a Jesus como o Senhor e Salvador.

2.    Presença de Deus e a comunhão verdadeira.
A presença de Deus faz enorme diferença tanto na forma como no conteúdo da comunhão verdadeira – “2. porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou” (v 2). Quando Jesus está presente em um ajuntamento, as coisas são diferentes. Os discípulos no caminho de Emaús tiveram essa experiencia – Lc 24,13-35). Quando Jesus faz parte do processo, há predomínio da palavra de Deus, Seu santo caráter é comunicado aos participantes do grupo, há santidade de propósito, temor do Senhor, manifestações claras de seu amor nas conversas, nos planos e nas realizações comuns. O Senhor Jesus fez diferença quando os discípulos enfrentaram tempestade, quando uma mãe saiu de Naim para sepultar o seu único filho, ou quando o grupo se reuniu em grande multidão e não havia pão para todos comerem. Da mesma forma, nossa vida em comum é muito diferente quando o Senhor Jesus é presente, dominando os relacionamentos e usando a vida daqueles que se unem para o louvor da Sua glória.

  IV.        A COMUNHÃO VERDADEIRA PRODUZ ALEGRIA COMPLETA (1Jo 1,3-4).

“3. o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. 4. Escrevemo-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa.”

1.    Pode ser compartilhada pelo Pai e com Seu Filho Jesus Cristo 1Jo 1,3).
Muitos pensam que ser cristão é ter uma vida triste – ou que se mede a espiritualidade de alguém pela maneira séria, sem manifestação de alegria – sem o sorriso aberto, a boa gargalhada, o gostoso sentimento do bem – estar. A Bíblia não ensina assim! O que se deve observar é que há grande diferença entre a alegria do cristão e a que é resultante do pecado. Finalmente se percebe quando a alegria é pecaminosa, que inclui deboche, malícia, maldade, egoismo de toda sorte. Do outro lado, a alegria que “ninguém poderá tirar” é tão livre das marcas do pecado que se pode gozá-la livremente sem culpas ou temores. A alegria segundo Deus é diferente!

2.    Deve ser compartilhada pelos cristãos em Cristo Jesus (1Jo 1,4).
Alegria é experiencia que se comunica, que não se contém fechada e individual. Por isso o texto faz imediata relação entre alegria e comunhão. Todo aquele que goza comunhão verdadeira com Deus e Sua igreja é naturalmente tomado pelo desejo de trazer outros a essa comunhão. Trata-se de algo tão especial que o Senhor Jesus deu "vós alheios a Deus e inimigos pelos vossos pensamentos e obras más, eis que agora ele vos reconciliou pela morte de seu corpo humano, para que vos possais apresentar santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do Pai”. (Cl 1,21-22). A alegria verdadeira vivida pela igreja primitiva foi naturalmente manifestada no partir do pão, na comunhão, no ajuntamento diário daqueles que iam sendo salvos (At 2,44-47). Quanto mais plena (abundante) a vida cristã, mais ela se “determinará” para beneficio de outros.

    V.        CONCLUSÃO.

Comunhão é uma palavra especificamente cristã e indica  a participação comum na graça de Deus, a salvação de Cristo e a presença do Espirito no ser interior que é o direito de nascimento espiritual de todos os cristãos.


O Verbo da vida que se manifestou desde o princípio – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.” (Jo 1,1) – teve como objetivo da a todos os que crerem o poder de serem feitos filhos de Deus – “Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, (Jo 1,12). O mesmo Verbo da vida que testemunhamos diariamente é aquele que concede ao homem a benção da comunhão com o Pai e com Seu Filho, Jesus Cristo – (1Jo 1,3).

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A HISTÓRIA DO POVO DE DEUS - LIÇÃO 09 – A ERA DOS JUÍZES EM ISRAEL.




LIÇÃO 09 – A ERA DOS JUÍZES EM ISRAEL.

Você já percebeu como o nosso mundo atual tem aversão a leis? Parece que todos aqueles que representam qualquer tipo de ordem são rejeitados. Por isso há crises em todas as instituições sociais a família, a escola, o estado e a Igreja, pois elas procuram manter a boa ordem na sociedade.

Quando abrimos a Bíblia no livro de Juízes, percebemos que a tendência de nossa sociedade atual é repetir a experiência de Israel naquela fase da sua historia, pois “Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia melhor”. (Jz 17,6). Se a Igreja adotasse essa filosofia de vida, com certeza seria aplaudida pelo mundo e até por muitos cristãos que estão tentando a todo custo alargar o “caminho do Senhor”.

  1. A EXPLICAÇÃO DO PERÍODO DOS JUÍZES (Jz 1,1-3,6).

Os primeiros capítulos do livro de Juízes explicam como surgiram as condições lamentáveis desde período sombrio da historia de Israel.

a)    Guerras independentes (Jz 1,1-3,6).  

Encontramos aqui muitas descrições de guerras independentes das tribos para defenderem  suas propriedades contra inimigos particulares.

Parece que aquela unidade nacional acabou. E o que vemos agora são vários grupos de israelitas lutando pelo seu próprio espaço.

No salmo 133 aprendemos que a condição necessária para que Deus abençoe o seu povo é a unidade. Se quebrarmos este principio, já não podemos contar com o favor divino. E diga-se de passagem, há muitas igrejas que já perderam a benção!

b)    Tolerância para com os inimigos (Jz 1,21-36). 

Como se não bastasse o quadro de desagregação nacional causados pelas “guerrilhas particulares”, remos agora o agravamento da situação pelo fato de não expulsarem “certos inimigos” que despertam neles “certos interesses”.

Os inimigos da fé são sempre inimigos e devem ser tratados sem misericórdia. Se fizermos algum tipo de acordo com eles, “Deixa a ira, e abandona o furor; não te enfades, pois isso só leva à prática do mal.” (Sl 37,8).

A carne do mundo e o do diabo são eternos inimigos da fé cristã. Mas há muito cristãos que os toleram, e para sua própria ruína lhes abrem concessões. Devemos fugir das paixões d carne – “ela segurou-o pelo manto, dizendo: “Dorme comigo!” Mas José, largando-lhe o manto nas mãos, fugiu”. (Gn 39,12), odiar tudo que é mundano “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tg 4,4); e “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai”. (1Jo 2,15) e em sujeição a Deus resistir ao diabo – “Sede submissos a Deus. Resisti ao demônio, e ele fugirá para longe de vós”. (Tg 4,7). Este é o caminho da vitória que não podemos esquecer!

c)    Deus usa os inimigos para disciplina.

Deus é soberano e têm na sua mão todos os reinos do universo. Por isso mesmo, pode dispor de qualquer deles para alcançar seus fins. Por isso “É horrendo cair nas mãos de Deus vivo”. (Hb 10,31).

Israel foi tolerante para com seus inimigos que Deus mandara desistir. Então o próprio Deus usou aqueles povos para uscalina-los.

d)    A morte de Josué e de sua geração (Jz 2,6-23).

A boa influencia de Josué e de sua geração passou quando eles morreram. Eles morreram, sim, mas a historia da fé vitoriosa ficou. Que fez a nova geração daquela historia? Infelismente esqueceu! Israel agora tinha tantos novos contatos que estava pouco ligando para que Deus fizera no passado. Havia tanta gente interessante, tantos costumes novos, que o que aprendera no deserto, já não interessa mais.

“A que caiu entre os espinhos, estes são os que ouvem a palavra, mas prosseguindo o caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e prazeres da vida, e assim os seus frutos não amadurecem”. (Lc 8,14).


  1. A SUCESSÃO DOS JUÍZES (Jz 3,7-16,31).

Com relação à parte principal do livro que agora estamos considerando, esta bem clara a sua disposição. Treze juízes são citados sucessivamente – Otniel, Eúde, Sangar, Débora, Baraque, Gedeão, Tola, Jair, Jefté, Ibsã, Elom, Ebdom e Sansão. Seis deles se distinguiram dos demais, pois toda a historia concentra-se em seis apostasias e períodos de cativeiro de Israel e nos seis libertadores ou juízes que Deus levantou para livra-los. São eles: Otnel, Eúde, Débora, Gedeão, Jefté e Sansão, nos quais destaco dois:

a)    omete (Jz 6,11-8,35)

“Os filhos de Israel fizeram o que era mau perante o Senhor...por isso  Senhor os entregou nas mãos dos midianitas por sete anos....então os filhos de Israel clamaram o Senhor”.

O escritor Guilherme W. Orr chega a afirmar em seu livro “39 chaves para o Velho Testamento” que o maior dos juízes foi Gedeão. Ele foi vocacionado em uma época de emergência nacional. O seu exercito de trinta e dois mil homens foi reduzido até tornar-se um grupo desprezível de trezentos; então, não lhes foi dada arma alguma. Contudo, nunca em toda a história, aconteceu vitória maior.

As proezas são citadas em:

“Faze-lhes como fizeste a busca como a Sísera, como a Jabim junto ao rio Quisom, os quais foram destruídos em Daí-Dor; tornaram-se esterco para a terra. (Sl 83,9-10).

“Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã”. (Is 9,3).

“Que mais direi? Faltar-me-á o tempo, se falar de Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e dos profetas”. (Hb 11,32).

O caráter amoroso e justo de Deus é singular. Alias, ele é o único ser capaz de harmonizar perfeitamente em si mesmo a bondade e a severidade (Rm 11,22). Ele castiga e repreende o seu povo em pecado, mas ouve-lhe a suplica de libertação (Sl 66,19-20) e opera maravilhas, nunca é tarde para voltar-se ara Deus!


b)    Sansão (Jz 13,2-16,31)

“Tendo os filhos de Israel tornado a fazer  o que era mau perante o Senhor...este os entregou nas mãos dos filisteus por quarenta anos”.

Aqui não há registro de súplica, evidentemente porque como ultimo recurso eles haviam dito a Deus na crise anterior: “Os israelitas disseram ao Senhor: Pecamos; tratai-nos como melhor vos parecer. Somente, livrai-nos hoje”. (Jz 10,15). Nesta fase aparece Sansão que começou a livrar a Israel do poder dos filisteus.

As vitórias de Sansão foram todas pessoais. Sozinho ele impôs terror aos filisteus, e coragem a Israel. Contudo, faltou-lhe a qualidade de estadista de Samuel e a percepção espiritual de Davi. Seu grande problema foi vencer a si próprio, seus apetites e paixões. Todavia ele tinha fé em Deus e foi imortalizado em “Que mais direi? Faltar-me-á o tempo, se falar de Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e dos profetas”. (Hb 11,32).

Olhando para a experiência de Sansão e de outros juizes de Israel, percebemos que embora fossem vocacionados por Deus para um trabalho de libertação tinham pouco domínio de si. Faltava-lhes aquele fruto do Espírito chamado “domínio próprio” (Gl 5,23), muito raro também em nossos dias! “Mais vale a paciência que o heroísmo, mais vale quem domina o coração do que aquele que conquista uma cidade”. (Pr 16,32).

  1. AS CONDIÇÕES MORAIS DA ERA DOS JUIZES (Jz 17-21;RUTE).

Como já vimos, a filosofia dominante em Israel era: “Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia melhor”. (Jz 17,6). Este modo de pensar trouxe muitos prejuízos morais e espirituais ara a nação.

a)    Apostasia (Jz 17,1-18,31).

O completo afastamento de Deus e de sua palavra e a idolatria de um certo israelita, chamado Mica, representam bem a própria condição de toda a nação naquela época. Um povo que se afasta completamente de Deus e vive a vida ao seu modo como Israel estava vivendo, desce aos mais baixos níveis de existência e produz personagens como Mica.

A historia registra muitos fatos grosseiros e perversos ocorridos dentro da Igreja, às vezes com a sanção dela. É preciso que nos cuidemos para que isto não suceda conosco.

“Estai alerta para que ninguém deixe passar a graça de Deus, e para que não desponte nenhuma planta amarga, capaz de estragar e contaminar a massa inteira. Que não haja entre vós ninguém sensual nem profanador como Esaú, que, por um prato de comida, vendeu o seu direito de primogenitura.” (Hb 12,15-16).

b)    Vingança (Jz 19,1-21,25). 

Quando se perde a percepção de que existe um Deus justo no céu que age na terra e que retribui a cada um conforme as suas obras, fica-se pronto para tomar a justiça nas próprias mãos. Foi o que aconteceu nesse período negro da historia de Israel. Havia aquela atitude de vingança generalizada, tanto entre as tribos como em relação a outros povos.

Nós também somos muito inclinados á retaliação. O sistema do mundo afirma e a nossa velha natureza endossa que não devemos aceitar nenhuma perda. Talvez seja por isso que muitos cristãos  passam a vida inteira correndo atrás do prejuízo que outros lhe causaram e nunca conseguem perdoar. Essa atitude é bem contraria ao espírito do evangelho de –  Mt 5,38-48 –  e resulta em muitos danos para os que gratificam – Mt 18,32-35.

c)    Piedade (O Livro de Rute). 

O livro de Rute parece uma nota suave no meio de uma musica tão turbulenta. Ele descreve a orientação providencial de Deus na vida e aventuras de uma família israelita. Por causa da morte do pai e seus dois filhos, em uma terra estrangeira, o nome e a herança da família ficam em perigo. Da situação extrema do homem, entretanto, é a oportunidade de Deus. Vemos este conceito em: “Vossa intenção era de fazer-me mal, mas Deus tirou daí um bem; era para fazer, como acontece hoje, com que se conservasse a vida a um grande povo”. (Gn 50,20).

Tanto a fidelidade de Rute como a benignidade de Boaz revelam que é possível “andar com Deus” no meio de contemporâneos que andam distantes dele – “Esta é a história de Noé. Noé era um homem justo e perfeito no meio dos homens de sua geração. Ele andava com Deus”. (Gn 6,9).


Quando o individuo, a igreja ou a nação vira as costas para Deus, tudo perde o seu real significado. Mas graças ao próprio Deus, a volta é sempre possível pois “É graças ao Senhor que não fomos aniquilados, porque não se esgotou sua piedade. Cada manhã ele se manifesta e grande é sua fidelidade.” (Gn 3,22-23).

domingo, 15 de dezembro de 2013

VIVENDO NO AMOR DE DEUS - LIÇÃO 01 – JOÃO, O DISCÍPULO AMADO


LIÇÃO 01 – JOÃO, O DISCÍPULO AMADO

“Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito.” (1Jo 2,5).

      I.        INTRODUÇÃO.
João se destacou tanto entre os apóstolos que passo a integrar o grupo mais intimo de Jesus. Ele ficou conhecido como o Apóstolo do amor. Nas será que ele foi sempre assim? É bom, antes de estudar as tres cartas escritas por ele, descobrir algo da sua vida e atransformação através da sua vivencia com Cristo.

    II.        SUA VIDA FAMILIAR.

1)    Seus Pais.
João era filho de Zebedeu, provavelmente o mais novo. Fora dos escritos de Lucas, ele é mencionado depois do seu irmão Tiago. Parece que o nome da sua mãe era Salomé, quando comparamos Mc 16,1 com Mt 27,56 – porque a terceira mulher que acompanha as duas Marias ao túmulo é chamada de Salomé por Marcos, e “a mulher de Zebedeu” Por Mateus. Também por inferência, Salomé parece ser irmã de mãe de Jesus (em João 19,25 – quatro mulheres são mencionadas: as duas Marias já citadas por Marcos e Mateus, a mãe de Jesus e “a irmã dela”). Se for correto esse entendimento, então João, o apóstolo, era primo de Jesus, por parte da mãe. Por isso, foi muito natural que o Salvador entregasse Sua mãe aos cuidados de João, quando estava na cruz (Jo 19,25-27).

2)    Seu lar.
Parece que o lar de João era de classe média alta. Seu pai, um pescador, tinha empregados – “Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram.” (Mc 1,20), e Salomé era uma das mulheres que prestavam assistência com seus bens a Jesus – “Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Susana e muitas outras, que o assistiram com as suas posses.” (Lc 8,3); “Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé”. (Mc 15,40)

   III.        SEU ENCONTRO COM JESUS.

1)    Discípulo de João Batista.
Antes de ser apóstolo de Jesus, João foi discípulo de João Batista. Em Jo 1,35-37, é mencionado que dois discípulos de João Batista passaram a seguir Jesus. Um deles era André  - “André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido.” (Jo 1,40); o outro, acredita-se que fosse João. Era próprio de João não mencionar seu nome; ele nem se identificou como o discípulo amado – “Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus.” (Jo 13,23). Vale lembrar que os doze apóstolos foram homens que andaram com Jesus “começando no batismo de João (At 1,21-22). Portanto, era um homem temente a Deus e alimentava forte expectativa da vinda do Messais.

2)    “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1,35-40).
Um dia, passava perto de João e André um homem que João Batista descreveu como “o Cordeiro de Deus”. E assim, João (e André) encontrou o esperado Messias, o Cristo de Deus. Foi o seu primeiro encontro com Jesus.

3)    Um dos doze apóstolo de Jesus.
Algum tempo depois, quando Jesus estava caminhando junto ao mar da Galiléia, viu João com o pai e seu irmão, no barco, concertando as redes e chamou os dois irmãos para segui-Lo – “Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo. Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram.” (Mc 1,19-20). João (com Tiago) imediatamente deixou seu trabalho de pescador e se tornou discípulo de Jesus. Mais tarde, João foi convocado para ser apóstolo – “Depois, subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a ele....Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão. Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador. (Mt 3,13-18), fazendo parte dos “Doze”.

  IV.        SEU TEMPERAMENTO DIFÍCIL.

É tão fácil esquecer que João, o discípulo do amor, possuía um temperamento difícil e tinha algumas arestas que precisavam ser plantadas pelo Senhor. A história dele mostra o poder do evangelho para mudar vidas.

1)    Seu temperamento explosivo (Mc 3,17).
Não foi por acaso que Jesus deu a João e a seu irmão o apelido de boanerges – “filhos do trovão”, por causa do temperamento exaltado e indisciplinado.

2)    Seu temperamento ambicioso (Mc 10,35-40).
Isso se vê no pedido que ele e seu irmão fizeram a Jesus (encorajados pela mãe) para que lhe fosse permitido se assentarem em lugares de privilegio especial quando Jesus entrasse no Seu reino – “Concede-nos que nos sentemos na tua glória, um à tua direita e outro à tua esquerda.” (Mc 10,37). O que mostra uma falta de discernimento a respeito da verdadeira natureza da soberania de Cristo.

3)    Seu temperamento intolerante (Mc 9,38-41).
Um dia, João viu um homem expelindo demônios em nome de Cristo e proibiu-o, porque o homem não era discípulo de Jesus. João foi repreendido pelo Mestre por causa da sua intolerância.

4)    Seu temperamento vingativo (Lc 9,51-56)
Esse espirito de vingança é visto pela sua indignação depois que uma vila de samaritanos desprezou seu Mestre, recusando-se a deixá-Lo entrar nela – “Vendo isto, Tiago e João disseram: Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma?” (Lc 9,54). Jesus lhe ensinou a natureza longânima da sua missão salvadora.
“...porque eu sou manso e humilde de coração...” (Mt 11,29). Como João aprendeu preciosas lições do seu Mestre e a vida desse rude pescador foi transformada! A transformação na vida de João mostra que ninguém tem temperamento tão difícil que não possa ser mudado por Jesus. “Sei que tenho um gênio difícil, sou assim mesmo, é o meu jeito – não vou mudar!”. Você não vai mudar sua vida, mas Cristo pode!
    V.      
  SUA VIVENCIA COM JESUS.
Durante três anos, João viveu na companhia de Jesus. Em três ocasiões importantes no ministério de Jesus. João é mencionado em companhia do seu irmão Tiago e de Simão Pedro, à exclusão dos outros apóstolos – era o grupo mais intimo na ressurreição da filha de Jairo – “E não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.” (Mc 5,37), na transfiguração – “Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte.” (Mc 9,2) e no jardim do Getsêmani – “Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a ter pavor e a angustiar-se.” (Mc 14,33). E João, junto com Pedro, que foi enviado por Jesus para faze os preparativos para a refeição da ultima Pascoa.
João não é mencionado por nome no quarto evangelho, mas é quase certo que o discípulo chamado “aquele que ele amava” e que se reclinou próximo ao peito de Jesus na ultima ceia era o apóstolo João. Ele foi o encarregado de cuidar de Maria, mãe de Jesus – “26. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (Jo 19,26-27). Foi ele quem correu juntamente com Pedro para o túmulo e foi o primeiro a ver o significado dos lençóis desarrumados e sem corpo dentro – “2. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram! Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.” (Jo 20,2.8). Finalmente estava presente quando o Cristo ressurreto Se revelou perto do mar de Tiberíades – “1. Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo: 2. Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galileia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.” (Jo 21,2). Esse foi o apóstolo que escreveu o quarto evangelho – “24. Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho.” (Jo 21,24).

  VI.        SEU MINISTÉRIO APOSTÓLICO

Após a ressurreição e ascensão de Jesus, João, juntamente com Pedro, com quem permaneceu intimamente ligado, demonstrou muita coragem na atividade de proclamar o evangelho no tempo e no Sinédrio, enfrentando toda a fúria das autoridades judaicas, as quais os reputavam como “homens iletrados e incultos”“Vendo eles a coragem de Pedro e de João, e considerando que eram homens sem estudo e sem instrução, admiravam-se. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus.” (At 4,13); “33. Ao ouvirem essas palavras, enfureceram-se e resolveram matá-los. Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram.” (At 5,33-40). Durante varios anos, João foi um dos lideres da igreja em Jerusalém – “Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo:” (Gl 2,9) e participou da imposição de mãos sobre os samaritanos que haviam se convertido através do ministério de Filipe – “Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João.” (At 8,14). Não sabemos quando deixou Jerusalém, mas parece que trabalhou na igreja de Efésios e de lá foi exilado para a ilha de Patmos – “Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na paciência em união com Jesus, estava na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.” (Ap 1,9), por causa da sua fé.
 VII.        SEUS ESCRITOS INSPIRADOS.
João foi um dos mais prolificos escritores do Novo Testamento (depois de Paulo), escrevendo o evangelho de João, três cartas e o Apocalipse.

1.    O evangelho.
Quando João escreveu seu evangelho, ele tinha um propósito bem claro – “30. Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. 31. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.” (Jo 20,30-31). João fez uma seleção dentre um número maior de sinais disponível, com o propósito, ao narrar esses fatos, de levar seus leitores a crer que “Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome”

2.    As três cartas.
João escreveu sua primeira carta como um tratado para combater as atividades de falsos mestres que haviam rompido com a igreja e tentavam seduzir os fieis. A segunda e a terceira carta de João foram escritas para igrejas locais.

3.    O Apocalipse
Este último livro co cânon é de mesmo caráter profético que distingue os livros de Daniel e Ezequiel, e teve o objetivo de animar e estimular os crentes em tempo de perseguição e dificuldades. Ele mostra que Deus é soberano, e no fim intervirá de maneira catastrófica para cumprir Sua boa e perfeita vontade. João conclui Apocalipse com a visão dos novos céus e de nova terra, onde os cretes reinarão com Cristo eternamente.

VIII.        CONCLUSÃO.

João foi um homem de profundo conhecimento espiritual e dotado de disposições efetivas, que o levaram a ser o discípulo que Jesus particularmente amava -  “Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus.” (Jo 13,23); “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.” (Jo 19,20); “Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!” (Jo 20,2). Esse amor tanto o caracterizou que, somente na sua primeira carta, ele emprega nada menos de 50 vezes a expressão amar. Há uma tradição que João permaneceu em Éfeso até uma idade extremamente avançada, e São Jerônimo relata que, quando João tinha de ser carregado para as reuniões cristãs, ele costumava repetir por muitas vezes: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”. E esta é a mensagem que João quer transmitir para nós, enquanto estudamos suas três epístola.