domingo, 1 de setembro de 2024

Quais são as 5 características de Rute que a tornou ancestral de Jesus?

O que podemos aprender com a história de rute? É sobre isso que vamos conversar neste artigo. Aqui, mostraremos quais são as cinco características de Rute, uma estrangeira que se tornou ancestral de Jesus.

 

Entender qual era o perfil de Rute é uma maneira de nos ajudar a desenvolver características que nos aproximem da vontade de Deus.

 

Aliás, a Bíblia está repleta de personagens que nos servem de inspiração  tanto para nos livrar do mal quanto para nos fortalecer. Uma dessas figuras é Rute, uma mulher moabita que se tornou ancestral de Jesus Cristo. 

 

Embora Rute tenha vivido há séculos, suas características notáveis e seu perfil único nos inspiram até hoje. Por isso, hoje, conheceremos as cinco características de Rute que a distinguem como uma mulher de fé e coragem, além de examinar o que podemos aprender com sua história.

 

1. Capacidade de romper com o passado em busca do futuro

No primeiro capítulo versículo 16, encontramos: “Não me instes para que te abandone e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus”

 

Nessa fala, Rute demonstrou que estava disposta a deixar suas raízes, cultura e povo e seguir para um lugar desconhecido e hostil para ela.  No contexto bíblico, ela demonstrou profunda lealdade à sua sogra, mas também, capacidade de romper com o passado.

 

2. Decisão, perseverança e humildade

Apesar da insistência de Noemi para que Rute voltasse para sua terra, ela permaneceu firme na sua decisão. Demonstrou, além disso, perseverança e humildade quando foi trabalhar nos campos de cevada pertencentes a Boaz, parente próximo de Noemi. 

 

Aqui, ela aceitou humildemente sua condição de estrangeira e dedicou-se ao trabalho árduo. Daí com sua atitude de submissão e prontidão para aprender e servir, Deus a recompensou.

 

3. Respeito a orientação dos mais velhos

Rute demonstrou não só coragem ao seguir o conselho de sua sogra, ela também mostrou que respeitava a orientação de pessoas mais velhas Assim, ao agir conforme a tradição cultural para garantir a redenção, ela se aproximou de Boaz durante a colheita para descobrir se ele estaria disposto a se tornar seu redentor. (Rute 3: 1-18)

 

Essa ação, no entanto, revelou uma das características de Rute que precisamos praticar: coragem e determinação para buscar conhecer a vontade de Deus.

 

4. Não permitir que seu passado definisse seu futuro

Devemos lembrar que os moabitas eram parentes distantes dos israelitas, pois eram descendentes de Ló, sobrinho de Abraão. Apesar disso, eles não serviam ao Senhor, portanto cultuavam a outros deuses.

 

Quando Rute decidiu acompanhar Noemi, ela precisou abandonar seu povo e seus costumes, podemos conferir isso no capítulo 1: 16 quando ela diz: “o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus”. 

 

Assim, entendemos que ela estava disposta a esquecer o seu passado, não permitiu com isso, que ele definisse seu futuro. Na verdade, houve uma conversão no coração e costumes de Rute a ponto de Boaz a tomar por esposa.

 

5. Coragem é uma das maiores características de Rute

Essa mulher conseguiu abraçar seu propósito mesmo que ninguém a apoiasse. Fazendo uma leitura superficial, parece que a vida de Rute foi fácil, mas essa não é a realidade quando se analisa um pouco mais.

 

Não sabemos, por exemplo, quanto tempo sua sogra demorou para aceitar a decisão de sua nora. Daí, foi necessária muita coragem para não se desencorajar de seu propósito.

 

Além disso, era preciso muita coragem para ir para o campo, sendo uma mulher jovem e estrangeira. Se deitar nos pés de um homem, o dono dos campos de trigo, sem ser vista, foi uma atitude bastante corajosa.

 

Pelo desfecho da história, podemos conferir que foram essas características de Rute que a fez vitoriosa e a colocou na ancestralidade de Jesus.

 

Que a história de Rute seja um lembrete constante de que, independentemente de nossas origens ou desafios, podemos encontrar significado e sucesso quando buscamos a Deus com sinceridade e vivemos de acordo com Seus princípios.

História do livro de Rute: 5 Lições que aprendemos com Noemi e Rute

O livro de Rute é considerado um apêndice do livro de Juízes e uma introdução aos dois livros de Samuel. O seu título se deve à personagem principal da história nele narrada, que conta sobre o amor altuísta de Rute, uma jovem viúva moabita pela sua sogra israelita, Noemi. Detalhando como essa jovem, por ela influenciada, aceitou a religião e o Deus de Israel. Sendo mais tarde, recompensada ao se casar com Boaz, um nobre e rico judeu. Tornando-se por seu intermédio, ancestral de Davi, o mais famoso rei de Israel e, consequentemente, ancestral do próprio Senhor Jesus.

 

Os fatos relatados neste livro aconteceram, possivelmente, no início da conquista de Canaã pelos israelitas (aproximadamente 1400 a.C.). E isso pode ser deduzido do casamento de Rute com Boaz, que era filho de Raabe, a meretriz de Jericó (Mateus 1:5, Josué 2 e 6).

 

História de Rute e Noemi na bíblia

 

Noemi, Rute e Orfa, são três mulheres unidas entre si pelos laços de família. Elas estão envolvidas numa linda e surpreendente história, da qual podemos tirar importantes lições para nossa vida. Tanto no que diz respeito às nossas relações familiares, quanto naquilo que tem a ver com a nossa fé e relacionamento com Deus.

 

Noemi era esposa de Elimeleque e tinha dois filhos: Malom e Quiliom. Essa família israelita foi morar nas terras moabitas, fugindo de uma prolongada estiagem e da consequente fome que assolava as terras de Israel. Causadas pela retenção das bênçãos de Deus sobre seu povo, devido à sua apostasia e sua indiferença para com Aquele que os livrara da escravidão do Egito. Dando-lhes as terras prometidas ao seu ancestral Abraão, quinhentos anos antes (Gênesis 12:7).

 

Os moabitas eram descendentes da incestuosa relação de Ló com sua filha mais velha (Gênesis 19:30-38). E, tal qual sua progenitora, eram depravados e destituídos de valores morais e espirituais.

 

Eram idólatras, adoradores do deus quemós (Nm 21:29), a quem acalmavam com sacrifícios humanos. Seus cultos a esse Deus pagão eram marcados por festivais onde a orgia, a embriaguez e a prostituição, além de serem praticadas, eram até mesmo incentivadas. 


Nos dias de Moisés, as mulheres moabitas atraíram os homens de Israel para esse tipo de culto pagão, levando-os à imoralidade, idolatria e prostituição, causando a indignação de Deus e, consequentemente, a sua punição, com a morte de vinte e quatro mil pessoas em Israel (Nm 25).

A fim de poupar seu povo das nefandas influências de povos pagãos como este, Deus lhes havia dado ordens explícitas para que não se juntassem e nem casassem com tais vizinhos (Dt 7:1-3, 23-3).

 

É impressionante que Elimeleque, mesmo sabendo de tudo isto, tenha ido morar entre eles. Ao ignorar as orientações de Deus, ele demonstrava que estava mais preocupado com suas necessidades físicas e materiais do quem as espirituais. Como era de se esperar, seus filhos acabaram se casando com mulheres moabitas, Quiliom casou-se com Orfa e e Malom com Rute, a personagem central da história do livro.

 

Possivelmente, Elimeleque planejasse habitar pouco tempo entre os moabitas, talvez até que a estiagem terminasse. Porém, ele acabou ficando ali para sempre porque, tanto ele, como seus dois filhos, acabaram morrendo na terra estrangeira, sendo sepultados ali (Rute 1:3e 5).

 

Restam três viúvas: pobres, solitárias, sem filhos e sem nenhuma perspectiva de vida, principalmente naquelas terras pagãs, onde as mulheres, em especial as viúvas, eram muito pouco, ou quase nada valorizadas. Analise esta história, e veja quais lições de fidelidade, amizade e fé você pode tirar deste estudo bíblico sobre Noemi e Rute, para sua vida:

 
 

1. Nossas decisões de hoje, decidem o amanhã

Diante daquela situação de desamparo e completa privação, Noemi criou coragem e tomou a decisão de voltar para sua terra e sua gente, que agora se encontrava numa situação muito mais favorável do que há dez anos, quando de lá saíra.

 

Esta decisão influenciou suas duas noras, que decidiram acompanhá-la, pois a amavam muito e, sentiam-se na obrigação de cuidar dela, que já era uma senhora de meia idade.

 

É possível que tenha havido uma conversa aberta sobre a decisão de Noemi, na qual ela expôs seus motivos, sua esperança e sua fé no acolhimento que seu povo lhe daria, caso voltasse para eles, e isto, causou nas suas noras o desejo de compartilhar da mesma sorte.

 

Noemi, no entanto, estava preocupada com o futuro de suas noras e não conseguia ver como elas poderiam ser aceitas no meio do seu povo, sendo que os moabitas eram inimigos dos israelitas (Dt 23:3-6, Nm 22-25 e Jz 3:12-14), por isso, tentou dissuadi-las de acompanhá-la e insistiu com elas para que ficassem com sua gente, onde, a seu ver, teriam mais chances de recomeçar a vida.

 

Depois de insistir com elas, por três vezes, para que voltassem para seu povo, Orfa, embora triste, acabou concordando com seus argumentos e voltou para casa de seus pais, ao passo que Rute, permaneceu firme ao lado de sua querida sogra, não se deixando convencer.

 

Orfa não era decidida como Rute. Ela até começou a viagem com Noemi, desejando ir morar com seu povo, mas diante dos argumentos de sua sogra, desistiu.

 

Ela amava Noemi, chorou ao ter que deixá-la e beijou carinhosamente, mas não ficou com ela. Por algum tempo caminhou rumo ao reino de Deus e não estava longe dele, no entanto, desistiu e voltou. Voltou para seu povo, para os seus costumes e para seus deus quemós, saindo tristemente de cena.

 

Noemi, inconscientemente, serviu de pedra de tropeço para que Orfa alcançasse uma vida consagrada ao Deus do céu. Deste fato, temos que aprender que não podemos estar desatentas quanto à possibilidade de sermos um empecilho para que alguém seja um seguidor de Jesus. Como aconteceu com Noemi e Orfa, e também estar atentas para que ninguém nos afaste de Deus e de Seus caminhos.

 

A lição que podemos aprender aqui com Noemi e Rute é que não devemos permitir que nada e nem ninguém neste mundo, faça com que você desista do caminho para o reino do céu. Como Rute, decida-se a entregar a sua vida nas mãos de Deus e, com certeza, você terá como ela, um futuro promissor e feliz.

 

2. O exemplo é o maior testemunho

Noemi acreditava que estava agindo corretamente em dissuadir suas noras de segui-la, por isso, quando Orfa acatou os seus conselhos, ela voltou a insistir com Rute para que também voltasse para sua gente.

 

Alguns críticos culpam Noemi pelo retorno de Orfa ao mundo pagão, contudo, se esquecem de que ela teve a mesma luz, o mesmo testemunho e a mesma liberdade para decidir o seu futuro como Rute. Embora Noemi insistisse com Rute para que voltasse, não podia obrigá-la a desistir. Como também satanás não pode nos obrigar a desistir do propósito de servimos a Cristo.

 

Rute, diferentemente de sua cunhada, teve uma postura decidida para o bem. De maneira educada e amorosa, porém firme e convicta, expôs à sua amada sogra sua inquestionável decisão.

 

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.”

Rute 1:16-17

 

A vida transformada da família de Noemi exerceu forte influência para a decisão acertada de Rute, que teve seu coração alcançado pelo testemunho daquelas vidas consagradas a Deus.

 

Nossa vida, transformada pelo poder de Deus, nos torna um exemplo a ser seguido por aqueles que convivem conosco. Se tornando no maior e mais eficaz argumento em favor do cristianismo.

 

O caráter de Noemi, de seu esposo e filhos, em muito diferia do caráter dos familiares de Rute e de sua gente. Por isso, aquela jovem moabita, inteligentemente, tomou a decisão de que mudaria não apenas de lugar, mas mudaria também a sua maneira de viver, para toda a eternidade.

 

Se Noemi não tivesse dado um bom exemplo, será que teria ganhado a sua nora? Toda sogra cristã deveria se espelhar no exemplo de Noemi e conquistar suas noras para si e para Deus, a quem professam servir.

 

Em nossa vida, ao nos separarmos do mundo, ou de qualquer ambiente ou situação imprópria, para trilhar o caminho rumo a canaã Celestial, nunca devemos partir sozinhas. Mas pelo nosso testemunho e exemplo, levar alguém conosco que, como Rute, também possa nos dizer:

 

“O teu povo é meu povo e o teu Deus é o meu Deus”.

Rute 1:16b

3. Deus age e recompensa conforme às nossas decisões

Quando Noemi chegou de volta à sua terra, estava bastante mudada e envelhecida. Não somente pelos dez anos que permanecera longe de seus parentes e amigos. Mas também pelas marcas da dor e do sofrimento causado pela perda de seu marido e de seus dois filhos. Ela saíra “cheia” e voltava “vazia”, saíra “meu prazer” e voltava “amarga”.

 

A amargura e a tristeza de Noemi, só eram amenizadas pela companhia da jovem carinhosa, otimista e determinada de sua querida Rute (ra’ah=amizade).

 

A decisão de Noemi de voltar para sua terra e para seu povo, foi acertada e decisiva, para que ela voltasse a experimentar outra vez as bênçãos de Deus em sua vida.

 

O que aprendemos com essas duas mulheres chamadas Noemi e Rute é que muitas vezes pode ser difícil tomar uma decisão, porém, Noemi se lembrou da onde nunca deveria ter saído e retornando. Nos ensinando que vale a pena estar debaixo da orientação e da bênção de Deus. Por mais difícil que seja, se tiver que retorne, porque Deus age e recompensa conforme às nossas decisões.

 

4. Entrelaçadas pelo amor

Logo que chegaram, Rute, determinada como era, e instruída sobre a lei que permitia aos pobres e viúvas rebuscar os campos de colheita (Lv 19:9-10, Dt 24:19-22), saiu sozinha para buscar o sustento da casa. Uma vez que Noemi, talvez pelo cansaço da viagem, ou pelas impossibilidades trazidas pela idade, não podia participar com ela dessa tarefa.

 

Pela “casualidade” que Deus costuma usar, Rute, sem saber, foi trabalhar no campo de Boaz, um judeu rico e nobre, parente próximo de seu falecido sogro.

 

Ali ela recebeu acolhimento, sendo recebida por Boaz com gentileza e com generosidade, logo que ele descobriu ser ela a nora viúva de Noemi.

 

Ao voltar para casa e contar à sua sogra onde havia trabalhado e como havia sido tratada, Noemi louvou ao Senhor. E contou para Rute que Boaz, por ser parente de seu esposo, era um dos homens que tinham o direito de resgatar os bens de Elimeleque. Possivelmente penhorados no passado, a fim de saldar dívidas (Lv 25:24).

 

Noemi pensou em resgatar as propriedades da família através de Boaz, mas Rute não entendia esta lei social de Israel, a qual estabelecia o resgate. Rute contou ainda, que Boaz a convidara para continuar trabalhando em seu campo até o final da colheita, o que recebeu total incentivo da entusiasmada Noemi.

 

Noemi percebeu que em Boaz havia esperança e salvação para si e para sua amada Rute. Então orientou-a a que se deitasse aos pés de Boaz. Tal atitude, na cultura oriental, significava que a mulher estava se dispondo a submeter-se àquele homem, aceitando-o como seu marido.

 

Boaz ficou surpreso com a iniciativa de Rute, pois julgava que, por ser um homem bem mais velho do que ela, já estava fora do páreo. Ele até expressou admiração por ela não ter procurado outro homem mais jovem (Rute 3:10). E lhe prometeu o casamento, no entanto, havia um empecilho que podia alterar a situação. A lei do levirato determinava que esse direito coubesse primeiramente ao parente mais próximo e, nesse caso, havia outro antes de Boaz. Ele somente poderia tomá-la como esposa, caso este outro parente desistisse de seus direitos.

 

Foi o que aconteceu, o parente mais próximo não quis, renunciando seus direitos e deveres. Então, Boaz cumpriu o prometido, casando-se com Rute e resgatando as propriedades de Elimeleque, que ficaram pertencendo ao filho nascido desse casamento.

 

Noemi e Rute entrelaçadas pelo amor, tomaram a decisão certa e se mobilizaram no sentido de fazer a sua parte para que Deus as abençoasse e Deus recompensou sua determinação e esforço.

 

É importante aplicar a figura do resgatador à pessoa de Jesus Cristo que, ao encarnar, tornou-se nosso parente chegado. Pagando o preço do resgate de nossa alma na cruz do calvário, concedendo-nos assim, ter de novo, o direito à vida e ao Éden perdidos.

 

O que aprendemos aqui com a história de Rute é que ao aceitarmos a Jesus como nosso salvador, passamos a fazer parte de Sua igreja. A qual Ele considera como sua noiva e, dessa maneira, podemos considerar que nosso resgate, já pago por Ele na cruz.

 

Se nos colocarmos aos Seus pés, Ele, como nosso parente mais próximo, de maneira nenhuma nos recusará o resgate (João 3:37). N’Ele podemos encontrar alívio para nossas lutas e descanso para nossas almas (Rute 3:1).


5. Deus não faz acepção de pessoas

A aceitação de Rute, uma jovem moabita, para fazer parte de seu povo na terra, mostra a disposição de Deus em receber toda e qualquer pessoa que esteja disposta a se entregar a Ele. Os moabitas eram pessoas perdidas na idolatria e no pecado, contudo isso não fez nenhuma diferença para Deus.

 

Rute decidiu que o Deus de Israel seria seu Deus. Sendo recebida de braços abertos por Ele e por Seu povo. Conduzida a um casamento nobre, teve um filho que lhe trouxe alegria e orgulho. Através desse filho, participou da genealogia do rei Davi e de Jesus Cristo. Quanta honra e quanta benção, para uma pobre viuvinha moabita, simplesmente, porque ela escolheu fazer parte do povo de Deus na terra!

 

Para Deus não importa a raça, a cor da pele, a posição social ou cultural de uma pessoa. Ele valoriza o analfabeto tanto quanto o doutor, o pobre tanto quanto o rico, e o “zé ninguém” tanto quanto o poderoso. Desde que creiam n’Ele e se entreguem.

 

A história de Rute traz para nós uma lição importante: se, como Noemi, nos decidirmos a mostrar simpatia e amor aos nossos semelhantes, com certeza, alguém também dirá para nós o que Rute disse à sua sogra:

 

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;”

Rute 1:16

Você apreciaria ouvir isso? Que esta bênção se cumpra em sua vida!

Diná, na Bíblia: 3 Lições da triste história da filha de Jacó e Lia

Sabe aquela curiosidade que as adolescentes têm de saber como é o mundo lá fora, como funcionam as baladas, as festinhas mundanas? Pois é, essa curiosidade também invadiu o coração de Diná. Quando ela tinha por volta de 15 anos de idade, saiu para fazer amizades com garotas pagãs.

 

Essa história não acaba nada bem, pelo contrário; ela termina de uma forma terrível e trágica, com consequências irreversíveis para toda a família de Jacó.

 

Diná foi a única filha de Jacó mencionada na Bíblia Sagrada, certamente pelo triste fato que ocorreu em sua vida, trazendo muita angústia e vergonha aos seus pais, bem como a toda a sua família.

 

Você ficou curioso para saber mais sobre essa história? Então, vamos lá, descobrir o que aconteceu com essa garota e as lições valiosas que podemos aprender com a triste história de Diná, filha de Jacó.

 

História de Diná

 

A história de Diná é narrada no livro de Gênesis, capítulo 34, versículos 1 a 31. Diná era filha de Jacó e Lia, e a narrativa descreve um incidente trágico envolvendo Diná e Siquém, um príncipe local.

 

A história começa quando Diná sai para visitar as mulheres da terra. Siquém, filho de Hamor, o heveu, vendo-a, apaixona-se por ela e a desonra, violentando-a. No entanto, Siquém demonstra interesse em casar-se com Diná e pede a seu pai Hamor que intervenha para conseguir a permissão de Jacó e dos filhos para que ele possa casar-se com ela.

 

Quando os filhos de Jacó, especialmente Simeão e Levi, souberam do ocorrido, ficaram indignados e tramaram uma vingança. Eles concordaram com a proposta de Siquém e Hamor, mas sob a condição de que todos os homens da cidade se circuncidassem, como um sinal de aliança.

 

Os homens da cidade concordaram com a circuncisão, mas, enquanto eles ainda estavam se recuperando da operação, Simeão e Levi atacaram a cidade, mataram todos os homens, inclusive Siquém e Hamor, e resgataram Diná. Eles justificaram seu ato pela desonra causada à sua irmã e pelo desrespeito demonstrado por Siquém.

 

Quando Jacó soube do que aconteceu, ficou preocupado com as possíveis consequências para sua família. Ele repreendeu seus filhos por agirem impulsivamente e colocarem em risco a segurança deles naquela terra. Simeão e Levi justificaram suas ações, alegando que não permitiriam que sua irmã fosse tratada como uma prostituta.

 

Significado do nome Diná

Diná, cujo nome em hebraico é (דִDina), significando “Julgada” ou “Vindicada”, é apresentada na Bíblia hebraica como a filha de Jacó, o patriarca do povo de Israel, e Lia, sua primeira esposa.

 

3 Lições que aprendemos com a história de Diná

 

A vida desta jovem chamada Diná, nos ensina lições valiosas, tanto para os adolescentes e jovens, quanto para os pais. Era para ser só um passeio, descontrair um pouco, fazer algumas amizades diferentes, contudo, se tornou uma história de dor e muitas lágrimas. Sendo assim, vamos conhecer as principais lições da história de Diná na bíblia.

 

1. Estamos no mundo, mas não somos mais deste mundo

A primeira lição que aprendemos com a trágica história de Diná é que corremos grandes riscos quando nos associamos com pessoas que não são da nossa “próle”. Devemos entender, que embora estamos neste mundo, o mundo não deve estar em nós.

 

Jesus quando estava orando por Seus discípulos, orou assim:

 

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.” (João 17:15-16)

 

Claro, que não devemos pensar que o cristão deve excluir-se do mundo, no sentido de não se associar com outras pessoas, mas sim excluir de sua vida os seus usos e costumes, suas práticas perniciosas e influências negativas.

 

Muitas vezes, quando pessoas cristãs se associam com pessoas do mundo, temem ser por elas rejeitadas. Pelo simples fato de serem “diferentes”. Já que suas práticas e palavras não combinam com as delas, então, para serem aceitas e com a desculpa de não “escandalizá-las”, mudam sua maneira de ser e viver.

 

Contudo, ao agirem dessa forma, elas se arriscam a serem influenciadas e seduzidas pelos pecados dessas pessoas e acabarem completamente desviadas dos caminhos de Jesus.

 

2. Cuidado com as más influências

“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1 Coríntios 15:33)

 

A segunda lição que a história de Diná, filha de Jacó nos ensina é que ninguém está imune às más influências, como também, ninguém muda sua maneira de pensar e de viver da noite para o dia. Isto acontece paulatinamente e de maneira sutil.

 

É uma concessão ali, outra ali, e, aos poucos, nossos valores éticos, morais e espirituais vão desaparecendo. Cedendo então, lugar as práticas e paixões que antes aborrecíamos.

 

Ao Diná, se associar com as jovens siquemitas, ela não percebeu os riscos que corria. Sempre que pisamos no terreno “encantado de satanás”, corremos um grande risco de sermos atingidos pelo inimigo.

 

3. Pais estejam atentos as amizades de seus filhos

Queridos leitores, nós como pais devemos estar de olho com quem nossos filhos estão andando. Vivemos em mundo terrivelmente contaminado por satanás, são tantos laços armados para ferir a honra e a dignidade de nossos filhos.

 

A história de Diná trás uma grande lição de advertência aos pais, para estar atentos as amizades de seus filhos. Jacó e Lia, falharam ao permitir que Diná saísse para fazer amizade com as jovens siquemitas, menosprezando os riscos de tal amizade, e por isso, colheram resultados desastrosos.

 

Devemos sempre orar, pelas amizades de nossos filhos. Buscando sempre pela palavra do Senhor, sabedoria para educá-los nos valores morais e espirituais que farão deles, não apenas bons cidadãos neste mundo, mas, principalmente, futuros cidadãos do reino Celestial.

 

Conclusão


Ao refletir sobre a história de Diná, somos desafiados a cultivar discernimento nas nossas relações, a fim de preservar nossa fé e valores, mesmo em meio às influências divergentes que o mundo pode oferecer. A tragédia de Diná serve como um alerta para a importância da sabedoria e discernimento na busca por relacionamentos saudáveis e edificantes.

6 Lições da viúva do Azeite

A história encontrada em 2 Reis 4:1-7, sobre uma viúva de nome desconhecido, para a qual o profeta Eliseu realizou o milagre da multiplicação do azeite, nos ensina grandes lições de fé, sabedoria e obediência. Mesmo diante de uma nação apóstata, essa mulher depositou a sua fé no Deus verdadeiro, obedecendo à risca às instruções do profeta e então desfrutou da providência divina em meio ao caos.

 

Veja então as 6 lições que podemos aprender com a história da viúva do azeite e do primeiro milagre realizado através do profeta Eliseu.

 

1. A viúva do azeite clamou por ajuda na pessoa certa

“E UMA mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu…” (2 reis 4:1a)

 

A primeira lição que aprendemos com a viúva do azeite é que ela clamou, buscou ajuda, no momento da sua maior necessidade. O que eu acho interessante é que a viúva, não saiu se lamentando para qualquer pessoa, ou para os seus vizinhos, se fosse hoje, talvez não iríamos ver como muitos fazem, se lamentando nas redes sociais. Mas ela em uma demonstração de fé procurou o profeta Eliseu e clamou por ajuda, para a pessoa certa, a quem estava representando Deus na terra.

 

Será que você tem clamado para a pessoa certa? Para quem você tem desabafado? Em quem você tem confiado?

 

Deus é o nosso maior interessado em nos ajudar. Ele é o nosso melhor amigo, em quem podemos confiar. Portanto, hoje eu te convido a você abrir seu coração ao Senhor, contar todos os seus medos e temores, com certeza, Deus tem uma solução para o seu problema.

 

2. A viúva do azeite deu testemunho de seu marido

“Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR;…” (2 Reis 4:1b)

 

Deus havia levantado profetas itinerantes como Eliseu, que ensinava aos jovens os preceitos da lei antiga e defendia sua nação. Seus alunos eram chamados de “servos ou discípulos dos profetas” e neste caso, o marido dessa viúva era um deles.

 

A viúva do azeite, então reconhece o legado deixado por seu marido, como um servo fiel e obediente. Dando testemunho da conduta do seu esposo.

 

Que exemplo você tem deixado para sua família? Qual o legado que você está construindo?

 

O que essa lição nos ensina é que não devemos viver de qualquer maneira, mas sim, vivermos uma vida digna de santos e santas do Senhor. Viver como embaixadores de Cristo, fazendo a diferença por onde passamos e principalmente no seio de nossa família, dentro da nossa casa.

 

Quem nos dera, que ao partirmos dessa vida, nossa família, filhos e amigos, deem um bom testemunho de nós também!

 

3. A viúva do azeite não abriu mão dos seus filhos

“…veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem seus escravos.” (2 Reis 4:1c)

 

Vemos aqui o desespero desta mãe viúva, que além de perder o seu marido para a morte, agora sendo ameaçada em perder seus dois filhos para a escravidão. Era lei israelita, ela era obrigada a pagar aquela dívida, se não fosse de um jeito, seria de outro.

 

Contudo, a viúva do azeite não abriu mão dos seus filhos, nos ensinando uma grande lição de amor. Da mesma forma, nós devemos agir em prol dos nossos filhos, nesse mundo de ofertas sedutoras, vícios e tantos laços que satanás arma para fazer de nossos filhos, um escravo.

 

Portanto, não abra mão da sua família, mas lute pela sua família, pelos seus filhos. Talvez sozinha você não encontre força ou uma solução, então faça como essa viúva, peça ajuda para Deus. Com toda certeza, Ele lhe dará estratégias para você lutar.

 

4. A viúva só tinha uma botija de azeite

“E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.” (2 Reis 4:2)

 

Que Deus maravilhoso é esse nosso, bastou a viúva dizer que tinha apenas uma botija de azeite para que o milagre começasse a acontecer.

 

Azeite na bíblia representa presença de Deus, símbolo do Espírito Santo, unção na vida do crente. Aquela mulher nos ensina a grande lição da importância de termos uma botija de azeite.

 

Será que na sua casa tem uma botija de azeite?

 

Deus deseja renovar as suas forças, multiplicar a unção na sua vida, trazer abundância tanto material quanto espiritual. Mas para isso, é necessário você declarar o que é que tens em casa.

 

5. A viúva nos ensina o poder do secreto

“Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.” (2 reis 4:4)

 

O que aprendemos de valioso com essa viúva é que é no secreto que vivemos nossas maiores experiências com Deus. Dificilmente, as maiores revelações foram mostradas no meio das multidões, mas sim nos momentos a sós com Deus. Essa viúva dos filhos dos profetas, viveu seu maior milagre da multiplicação do azeite, dentro de casa com sua porta fechada, somente ela e seus filhos, contemplaram o milagre da multiplicação do azeite.

 

Quer viver também essa experiência?

 

Deus nos convida para o secreto, entra no quarto, fecha a porta e fale com Deus. Convide seus filhos, para fazerem um culto em seu lar, até mesmo para um período de oração e louvor. Tenho certeza que deus se revelará a você e a sua casa.

 

6. A viúva do azeite obedeceu

“Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.” (2 Reis 4: 5)

 

Outra lição preciosa que aprendemos com a viúva da botija de azeite é o valor da obediência. Tudo quanto o profeta Eliseu instruiu que ela fizesse, ela fez.

 

Em nossos dias, corremos tanto atrás de milagre, de bênçãos, de tantas coisas, porém, quando Deus nos pede para fazer algo é tão difícil obedecer.

 

Que hoje através dessas lições que aprendemos com a viúva da botija do azeite, possamos colocar em prática e obedecer a voz de Deus, para que possamos desfrutar das mais ricas bênçãos do céu.

7 Lições da história de Asafe na Bíblia

Você já ouviu falar de Asafe? Embora um tanto esquecido, Asafe foi um dos principais compositores dos salmos e é creditado como autor de doze salmos na Bíblia, incluindo o Salmo 50 e os Salmos 73 a 83. Seu amor pela música e devoção a Deus o tornou um dos adoradores mais proeminentes de sua época. 

 

Asafe era um levita descendente de Gérson, filho de Levi, pai de quatro filhos sendo eles: Zacur, José, Netanias, Asarela. Seus filhos eram líderes e supervisores dos grupos de músicos levitas, cada um liderando um contingente específico de músicos e cantores para o louvor e a adoração no Templo.

 

Ao ler os salmos escritos por Asafe, podemos sentir sua paixão, entusiasmo sincero e busca por justiça. Além de suas habilidades musicais, Asafe também era um profeta. Ele teve visões e revelações que o ajudaram a discernir a vontade de Deus e a transmitir sua mensagem ao povo. 

 

Suas palavras proféticas são uma fonte de encorajamento e sabedoria até os dias de hoje.

 

Embora, Asafe tenha enfrentado muitos desafios e lutas, como a depressão narrada no Salmo 73, sua história nos convida a refletir sobre nossas próprias experiências de fé e a buscar um relacionamento mais profundo com Deus.

 

Sendo assim, neste artigo, vamos explorar as sete lições valiosas que podemos aprender com Asafe na bíblia e seu exemplo de sabedoria.


1. A importância da honestidade e autenticidade na adoração

Um dos aspectos mais marcantes da música de Asafe é sua honestidade e autenticidade ao se dirigir a Deus. Ele não teme expressar suas emoções mais profundas, mesmo que elas sejam de dúvida, tristeza ou raiva. No Salmo 73, por exemplo, Asafe questiona a bondade de Deus ao comparar sua própria vida com a dos ímpios. No entanto, ele não fica preso em suas dúvidas, mas encontra clareza e renovação ao entrar no santuário de Deus.

 

Essa lição nos desafia a sermos verdadeiros e sinceros em nossa adoração, reconhecendo que Deus não espera que sejamos perfeitos, mas sim que sejamos honestos diante Dele. Ao trazer nossas emoções mais profundas e sinceras a Deus, podemos experimentar um relacionamento mais autêntico e uma adoração excelente.

 

2. Como lidar com dúvidas e questionamentos em nossa fé

Assim como Asafe, todos nós podemos passar por períodos de dúvida e questionamento em nossa fé. No Salmo 77, Asafe expressa sua angústia e suas dúvidas, questionando se Deus o abandonou e se Ele já não é mais misericordioso. No entanto, ao longo do Salmo, vemos uma mudança gradual em seu coração. Asafe escolhe se lembrar das obras poderosas de Deus no passado e, assim, suas dúvidas são substituídas pela confiança renovada.

 

Sabemos que é normal ter dúvidas e questionamentos em nossa fé, contudo, essa lição nos desafia a não ficarmos estagnados nesses momentos. Podemos aprender com Asafe a buscar respostas em Deus, lembrando-nos de Suas promessas e obras passadas. É nesse processo de busca e confiança que encontramos a verdadeira fé que se mantém de pé mesmo diante das incertezas.

 

3. Encontrar força e conforto nos momentos difíceis

A vida de Asafe não foi isenta de dificuldades. No Salmo 73, ele descreve sua angústia ao ver os ímpios prosperarem enquanto os justos sofrem. No entanto, Asafe encontra consolo e renovação ao entrar no santuário de Deus e se lembrar da eternidade. Ele percebe que a verdadeira prosperidade não está nas riquezas terrenas, mas na presença e no cuidado de Deus.

 

Assim em nossas vidas, a lição nos encoraja a encontrar força e conforto em Deus, mesmo quando enfrentamos desafios e adversidades. Ao nos lembrarmos da eternidade e da soberania de Deus, somos capacitados a enfrentar as dificuldades com esperança e coragem. Aprendendo com o exemplo de Asafe a buscar a presença de Deus em momentos de angústia, sabendo que Ele é nosso refúgio e fortaleza.

 

4. O poder de lembrar a fidelidade de Deus

Asafe constantemente nos lembra da fidelidade de Deus em suas músicas e poesias. No Salmo 77, ele faz uma retrospectiva das obras poderosas de Deus no passado, lembrando-se do Seu braço forte que libertou o povo de Israel do Egito. Essa lembrança da fidelidade de Deus renova a confiança de Asafe e o capacita a enfrentar suas dúvidas e questionamentos.

 

Ao olharmos para trás e nos lembrarmos das vezes em que Deus nos sustentou e nos guiou, somos encorajados a confiar Nele nas dificuldades presentes e futuras. Lembrar da fidelidade de Deus nos dá a segurança de que Ele continuará a ser fiel e nos guiará em todos os momentos.

 

5. Superando a inveja e a comparação em nossa caminhada com Deus

No Salmo 73, Asafe expressa sua luta contra a inveja e a comparação com os ímpios. Ele se sente tentado a desviar-se do caminho de Deus ao ver os ímpios prosperarem e não sofrerem as mesmas dificuldades que ele. No entanto, Asafe encontra clareza e paz ao entrar no santuário de Deus, onde compreende a verdadeira prosperidade e a justiça divina.

 

Nesta quinta lição de Asafe reconhecemos o quanto é fácil cair na armadilha de olhar para os outros e desejar o que eles têm. No entanto, ao nos concentrarmos em nosso relacionamento pessoal com Deus e em Sua vontade para nossas vidas, encontramos contentamento e paz. O que Asafe nos ensina aqui é a confiar na justiça e na sabedoria de Deus, sabendo que Ele tem um plano perfeito e individualizado para cada um de nós.

 

6. Buscar a sabedoria e orientação de Deus ao tomar decisões

Asafe nos ensina a importância de buscar a sabedoria e a orientação de Deus ao tomar decisões. No Salmo 73, ele reconhece sua própria falta de entendimento ao se comparar com os ímpios. No entanto, ao entrar no santuário de Deus, ele encontra clareza e discernimento ao compreender o destino final dos ímpios.

 

Essa lição nos incentiva a buscar a sabedoria de Deus em todas as áreas de nossas vidas. Ao tomarmos decisões, podemos orar e pedir a Deus que nos guie e nos revele Sua vontade. Confiar em Sua sabedoria, mesmo quando não entendemos completamente, nos leva a tomar decisões que estão alinhadas com Seus planos e propósitos para nós.

 

7. A importância da gratidão e louvor em nossa vida diária

A última lição que aprendemos com Asafe e não claro que não menos importante que as outras lições é a importância da gratidão e do louvor em nossa vida diária. Em suas músicas e poesias, Asafe exalta o nome de Deus e O louva pela Sua grandeza e bondade. No Salmo 50, ele destaca a importância de oferecer sacrifícios de gratidão a Deus e reconhecer Sua fidelidade.

 

Mesmo nos momentos mais difíceis, podemos encontrar motivos para sermos gratos a Deus. Ao reconhecermos Sua bondade e fidelidade em nossas vidas, somos levados a louvá-Lo e adorá-Lo de todo o coração.

 

Aplicando a sabedoria de Asafe em nossas vidas hoje


As lições que aprendemos com Asafe não são apenas teorias, mas verdades práticas que podemos aplicar em nossas vidas diariamente. Ao nos inspirarmos em sua música e poesia, somos desafiados a sermos mais autênticos em nossa adoração. Buscando de forma sólida a sabedoria e orientação de Deus e a encontrar força e conforto Nele em todos os momentos. Superando a inveja e a comparação, lembrando-nos da fidelidade de Deus e cultivando uma atitude de gratidão e louvor em nossa vida diária.

 

Conclusão

Para concluirmos, Asafe é lembrado como um exemplo de um adorador sincero e de um líder espiritual dedicado. Seu legado continua vivo nos Salmos que ele escreveu, os quais continuam a inspirar e fortalecer o povo de Deus até os dias de hoje.

 

Enfim, que possamos aprender com Asafe e aplicar suas lições em nossas próprias vidas, sabendo que a adoração e a comunhão com Deus são fontes de força e esperança. Que possamos louvar e buscar a Deus, assim como Asafe fez, e encontrar alegria e paz em Sua presença.

5 Lições que aprendemos com a história do profeta Jonas

No coração das escrituras bíblicas está a história de Jonas e a “baleia”, uma narrativa poderosa que ensina valiosas lições de redenção e obediência. Nesta emocionante história de um profeta foragido, encontramos insights profundos que podem nos guiar em nossas próprias jornadas pessoais.

 

A fuga de Jonas da tarefa que Deus lhe deu e sua subsequente detenção em um grande peixe, são eventos icônicos que capturam a imaginação. No entanto, além da grandiosidade do episódio, há uma série de ensinamentos valiosos que podemos extrair dessa história antiga.

 

Neste artigo, exploraremos 5 lições significativas que podemos aprender com a história de Jonas e a sua fuga. Descobriremos como a importância da obediência, a necessidade do arrependimento e da misericórdia divina, podem impactar nossas vidas hoje.

 

Se você está em busca de uma perspectiva inspiradora e uma salutar reflexão sobre a nossa própria jornada espiritual, não procure mais. A história do profeta fujão tem muito a nos ensinar e certamente você não ficará indiferente diante dessas poderosas lições.

 

1. As consequências de fugir do chamado de Deus

 

Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR. Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.” (Jonas 1:3-4)

 

Jonas, conhecido por muitos como o profeta fujão, enfrentou as consequências de fugir do chamado de Deus ao embarcar em um navio em direção oposta à vontade divina. A tempestade violenta que se seguiu não apenas colocou em perigo a sua própria vida, mas também a dos marinheiros ao seu redor, demonstrando como a desobediência às ordens de Deus pode causar danos a outros.

 

Entretanto, mesmo em meio à adversidade, a misericórdia divina prevaleceu, e Jonas foi resgatado da barriga do grande peixe. Sua jornada reflete a lição profunda de que, embora possamos tentar evitar ou adiar o chamado de Deus, no final, somos confrontados com as consequências de nossas escolhas. A história de Jonas nos lembra da importância de aceitar o chamado de Deus e confiar em Sua vontade, pois Ele é soberano sobre todas as coisas.

 

2. O poder da oração e do arrependimento

 

“E OROU Jonas ao SENHOR, seu Deus, das entranhas do peixe.” (Jonas 2:1)

 

O profeta Jonas, após resistir ao chamado de Deus, é engolido por um grande peixe e, em seu desespero, clama a Deus em oração. Sua sincera súplica é ouvida, e ele é libertado. Esse evento ressalta a importância da humildade e da confiança na oração como meio de comunicação com Deus, além de demonstrar que o arrependimento genuíno pode conduzir à redenção e à reconciliação.

 

Além disso, a história de Jonas também destaca o poder do arrependimento como um catalisador para mudanças positivas. Após sua libertação, Jonas segue para Nínive, onde proclama uma mensagem de arrependimento para o povo.

 

Surpreendentemente, os ninivitas, desde os grandes até os pequenos, se voltam para Deus em arrependimento, o que resulta em sua salvação e na mudança de destino da cidade. Isso ilustra como a disposição para reconhecer e corrigir erros passados pode desencadear uma transformação profunda, não apenas a nível pessoal, mas também em níveis coletivos, demonstrando assim o poder redentor da oração e do arrependimento.

 

3. A busca incessante de Deus por Seu propósito

“E VEIO a palavra do SENHOR segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a mensagem que eu te digo.” (Jonas 3:1-2)

 

Quando olhamos para essa lição no livro de Jonas, vemos o quanto Deus é misericordioso e amoroso. Mesmo diante da maldade e desobediência dos ninivitas, Deus queria lhes avisar sobre a destruição que estava por vir. E então pela segunda vez, Ele diz para Jonas ir e entregar a mensagem. Dessa vez, Jonas prontamente foi e entregou tudo o que o Senhor estava mandando.

 

Devemos aprender aqui com Jonas, é melhor obedecer do que pagar o preço da consequência e depois de qualquer forma ter que ir. Portanto, você que está lendo estas lições sobre Jonas, não relute ao chamado de Deus, mas vai e faça o que o senhor está lhe ordenando.

 

4. Jonas se humilha e agradece

 

“Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do SENHOR vem a salvação.” (Jonas 2:9)

 

Jonas reconhece nesta oração feita dentro do ventre do grande peixe, o quão frágil ele era. Ao expressar sua gratidão a Deus, Jonas reconhece que a salvação vem do Senhor e que ele está disposto a cumprir seus votos e sacrifícios em agradecimento por essa salvação.

 

Quão maravilhoso é essa lição, a gratidão move o coração de Deus e a humildade precede a honra (Povérbios 15:33). Essa lição nos lembra que, mesmo em momentos de desespero, podemos encontrar esperança e conforto na presença de Deus e devemos expressar nossa gratidão por sua graça e misericórdia.

 

5. A soberania e o controle de Deus sobre todas as coisas

 

“E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez.” (Jonas 3:10)

 

Por fim, a história de Jonas destaca a soberania e o controle de Deus sobre todas as coisas. Apesar dos obstáculos e desafios que Jonas enfrentou, Deus estava no controle de cada situação e usou até mesmo os momentos de desobediência de Jonas para cumprir seu propósito soberano.

 

Pois bem, a lição que aprendemos aqui com o profeta Jonas é que Deus é soberano e Sua vontade é perfeita e agradável. Pois, se Deus fizer Ele é Deus, se não fizer Ele continua sendo Deus! Cabe a nós obedecer e cumprir seu chamado.

O que o Espírito Santo faz? 12 Obras do Espírito de Deus

1. O Espírito Santo revela a verdade de Jesus aos escolhidos de Deus, abrindo-lhes os corações.

“Ele nos salvou, não por causa de obras feitas por nós em justiça, mas segundo a sua própria misericórdia, pela lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo” (Tito 3: 5).

 

2. O Espírito Santo convence o mundo do pecado.

“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16: 8).

 

3. O Espírito Santo sela todos os crentes.

“Você não sabe que é templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em você?” (1 Coríntios 3:16)

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, pelo qual fostes selados para o dia da redenção” (Efésios 4:30).

 

 4. O Espírito Santo faz a adoção dos eleitos de Deus no povo de Deus.

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vocês não receberam o espírito de escravidão para cair no medo, mas vocês receberam o Espírito de adoção como filhos, pelos quais clamamos: ‘Aba! Pai!”(Romanos 8: 14-15)

 

5. O Espírito Santo ajuda o povo de Deus.

“E eu pedirei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para estar com vocês para sempre” (João 14:16).

“Mas o Ajudador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito” (João 14:26).

 

6. O Espírito Santo santifica os crentes.

“E assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, vocês foram santificados, vocês foram justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus ” (1 Coríntios 6:11).

 

7. O Espírito Santo dá dons espirituais ao povo de Deus para edificar a igreja.

“Todos estes são capacitados por um só e mesmo Espírito, que distribui a cada um individualmente como ele quer” (1 Coríntios 12:11).

 

8. O Espírito Santo guia o povo de Deus.

“Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: ‘Separa para mim Barnabé e Saulo para a obra para a qual os chamei” (Atos 13: 2).

“Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mateus 4: 1).

 

9. O Espírito Santo capacita o povo de Deus para o ministério.

“Mas recebereis força quando o Espírito Santo descer sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos 1: 8).

 

10. O Espírito Santo intercede pelo povo de Deus.

“Da mesma forma, o Espírito nos ajuda em nossas fraquezas. Pois não sabemos o que orar como devemos, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos profundos demais para serem palavras. E quem sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos segundo a vontade de Deus ” (Romanos 8: 26-27).

 

11. O Espírito Santo ensina.

“Mas o Ajudador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito” (João 14:26).

Sem falar que o Espírito Santo lhe dará palavras para dizer se você for perseguido por Jesus: “porque o Espírito Santo te ensinará na mesma hora o que deves dizer” (Lucas 12:12).

 

12. O Espírito Santo separa homens qualificados para a obra do ministério.

“Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: Separa para mim Barnabé e Saulo para a obra para a qual os chamei” (Atos 13: 2).

E ainda: “Prestem atenção a vocês mesmos e a todo o rebanho, do qual o Espírito Santo os constituiu supervisores, para cuidar da igreja de Deus, que ele obteve com o seu próprio sangue” (Atos 20:28).


O que Jesus falou sobre o Espírito Santo?

Na verdade, Jesus falou várias vezes sobre o Espírito Santo durante seu ministério terreno. Mas, aqui estão algumas das principais passagens em que Jesus menciona o Espírito Santo:

Promessa do Espírito Santo: Em João 14:16-17, Jesus promete aos seus discípulos que o Pai enviará outro Consolador, o Espírito da Verdade, para estar com eles para sempre. Ele descreve o Espírito Santo como o “Espírito da verdade” que o mundo não pode receber, mas que permanecerá com os discípulos e neles.

 

Batismo com o Espírito Santo: Em Atos 1:4-5, Jesus instrui seus discípulos a esperarem pelo cumprimento da promessa do Pai, o batismo com o Espírito Santo, que aconteceria em breve. Essa promessa foi cumprida no Dia de Pentecostes, conforme descrito em Atos 2.

 

Poder para testemunhar: Em Atos 1:8, Jesus diz aos discípulos que, após receberem o Espírito Santo, eles receberão poder para serem suas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.

 

O Espírito como Guia: Em João 16:13-14, Jesus fala sobre o papel do Espírito Santo como guia da verdade. Ele ensina que o Espírito Santo guiará seus discípulos em toda a verdade, revelando o que ainda está por vir e glorificando Jesus através do que Ele revela.

 

Pecado imperdoável: Em Mateus 12:31-32 e Marcos 3:28-29, Jesus adverte que blasfemar contra o Espírito Santo é um pecado imperdoável, que não será perdoado nem nesta era nem na futura.

domingo, 18 de agosto de 2024

Obediência a Deus: Qual o Significado de Obediência na Bíblia?

A obediência a Deus é um dos sinais fundamentais da vida cristã. As Escrituras reiteradamente enfatizam que a vida de um crente deve ser caracterizada por uma atitude de submissão à vontade divina, não como um ato meramente ritualístico, mas como uma expressão genuína de fé e amor por Deus. Desde o Antigo até o Novo Testamento, a obediência na Bíblia é retratada como uma resposta necessária à revelação divina.

 A obediência bíblica envolve tanto um comportamento externa de submissão quanto uma disposição interna de fé. Ser obediente à luz dos princípios bíblicos não se trata do simples cumprimento de ordens, mas da concretização da fé em ação que une ouvir e seguir, crer e o agir.

 

O conceito de obediência na Bíblia

No texto bíblico, a palavra hebraica shama’ e as formas cognatas do grego akouo, são os termos frequentemente traduzidos como “obedecer” no Antigo e Novo Testamentos. Contudo, essas palavras têm um significado profundo que vai além da simples ação de seguir ordens, implicando na ideia de “ouvir reverentemente” ou “escutar de forma submissa”. Assim, é correto dizer que a verdadeira obediência requerida dos crentes começa com uma escuta atenta e respeitosa à voz de Deus que se desdobra numa resposta de fé, compromisso e submissão.

Na perspectiva bíblica, o verdadeiro “ouvir” é inseparável da obediência. Quando a Bíblia menciona que alguém “ouve” a Deus, isso não se refere apenas à recepção física das palavras, mas à sua aceitação com fé, seguida por uma ação correspondente. A obediência, assim, é mais do que um ato isolado; é uma expressão de confiança e reverência.

Em Mateus 11:15, por exemplo, na conhecida declaração de Jesus: "quem tem ouvidos para ouvir, ouça", o chamado não é apenas para escutar as palavras, mas para respondê-las com obediência. Isso quer dizer que ouvir a Palavra de Deus implica em obedecer a essa Palavra.

 

A obediência como mandamento e gratidão

Na Bíblia, a obediência a Deus não é apresentada como uma opção, mas como um mandamento explícito. Desde os primeiros capítulos das Escrituras, vemos a importância da obediência no relacionamento entre Deus e a humanidade. Adão e Eva foram instruídos a obedecer a uma única ordem específica no Jardim do Éden, e sua desobediência resultou na queda da humanidade (Gênesis 2:16-17; 3:6).

A Bíblia reconhece que a obediência pode ser motivada por diferentes fatores, incluindo a expectativa de bênçãos ou o temor de punições, como visto em Deuteronômio 28. No entanto, essa motivação não deve ser entendida de forma simplista. Os escritores bíblicos frequentemente apresentavam razões práticas para a obediência, mas sempre subentendendo que a verdadeira obediência é movida pelo amor e pela reverência a Deus.

Portanto, a obediência na Bíblia vai além de um mero cumprimento de regras. Ela é profundamente conectada ao amor e à confiança em Deus. Jesus, ao ensinar seus discípulos, afirmou: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos” (João 14:15). Esse versículo deixa claro que a verdadeira obediência é motivada, antes de tudo, por amor e gratidão num desejo de agradar a Deus, e não por medo ou obrigação.

 

A obediência como expressão de fé

A obediência é, de fato, uma evidência de fé genuína, uma expressão prática da confiança em Deus. O escritor de Hebreus destaca a obediência de Abraão como um exemplo de fé ativa (Hebreus 11:8). Abraão não apenas acreditou em Deus, mas demonstrou sua fé através da obediência, mesmo quando as promessas de Deus pareciam humanamente impossíveis. A disposição de Abraão em obedecer, mesmo quando chamado a sacrificar seu filho, Isaque, revelava uma confiança inabalável no caráter e nas promessas do Senhor (Gênesis 22:2-3).

Neste contexto, a obediência cristã pode ser entendida como a manifestação visível de uma fé que crê que Deus é soberano, justo e bom em todas as Suas ordens. É através da obediência que o crente prova a autenticidade de sua fé, demonstrando que sua confiança em Deus é maior do que suas circunstâncias ou entendimento humano.

O apóstolo Paulo também destacou essa relação em sua expressão “obediência da fé” (Romanos 1:5). Ele ensinou que a verdadeira fé inevitavelmente conduz à obediência, e essa obediência é o que confirma a autenticidade da fé.

Não há dicotomia entre ouvir a Palavra de Deus e obedecê-la; pelo contrário, a obediência é a concretização desse “ouvir” com fé. No Novo Testamento, a fé e a obediência estão tão intimamente ligadas que muitas vezes são tratadas quase que como sinônimos. Jesus frequentemente enfatizou que ouvir Suas palavras e colocá-las em prática era a marca do verdadeiro discípulo (Mateus 7:24). Além disso, a obediência é apresentada como a resposta natural à Palavra de Deus por parte do redimido, sendo tanto uma decisão pessoal quanto uma expressão de compromisso com Cristo mediante a obra regeneradora e santificadora do Espírito Santo em sua vida (Romanos 10:17; Atos 6:7).

 

A obediência externa e interna

A obediência a Deus possui tanto um aspecto externo quanto interno. Externamente, a obediência é vista nas ações e no comportamento que se alinham com os mandamentos divinos. No Antigo Testamento, as bênçãos e maldições associadas à obediência ou desobediência refletiam a importância de seguir as ordenanças de Deus (Deuteronômio 28). No entanto, a obediência verdadeira vai além da conformidade externa; ela deve surgir de uma disposição interna sincera.

O profeta Samuel destacou isso ao afirmar que "obedecer é melhor do que sacrificar" (1 Samuel 15:22). Jesus também criticou os fariseus por sua obediência superficial à lei, que carecia de sinceridade e integridade (Mateus 23:23-25). A verdadeira obediência, portanto, envolve não apenas a ação, mas também o coração, uma submissão interna que se manifesta externamente.

 

As bênçãos da obediência a Deus

A obediência a Deus não é somente um dever, mas também uma fonte de bênçãos. Deuteronômio 28 ilustra claramente as bênçãos que acompanham a obediência e as maldições que resultam da desobediência. Embora essa passagem tenha sido dirigida ao povo de Israel sob a Antiga Aliança, o princípio permanece aplicável: a obediência a Deus resulta em uma vida abençoada, enquanto a desobediência traz consequências adversas.

Além disso, o Sl 01 descreve o homem obediente como alguém que prospera em tudo o que faz. Aquele que se deleita na lei do Senhor é comparado a uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, que dá o seu fruto na estação certa e cujas folhas não secam (Salmo 1:2,3). Isso indica que a obediência não só honra a Deus, mas também coloca o crente em uma posição onde ele pode experimentar a plenitude das bênçãos divinas.

A obediência a Deus ainda está intimamente ligada ao processo de santificação, que é a conformidade progressiva do crente à imagem de Cristo. Paulo, em sua Carta aos Romanos, exorta os crentes a apresentarem seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, o que ele chama de "culto racional" (Romanos 12:1). Esse ato de consagração envolve uma obediência contínua, onde o crente busca viver de acordo com a vontade de Deus em todas as áreas da vida.


A obediência de Cristo como modelo

A obediência de Cristo é o exemplo supremo para os crentes. Jesus demonstrou obediência tanto em Sua vida quanto em Sua morte, cumprindo o plano divino em todos os aspectos. Mesmo sendo Deus, Ele se humilhou, assumiu a forma de servo e foi obediente até a morte, e morte de cruz (Filipenses 2:8).

Essa obediência foi tanto ativa, ao viver uma vida sem pecado em conformidade com a lei de Deus, quanto passiva, ao aceitar a morte na cruz em submissão à vontade do Pai; e Ele fez isso em nosso lugar, como nosso representante. A obra redentora de Cristo é, portanto, descrita em termos de obediência, que trouxe reconciliação entre Deus e a humanidade (Romanos 5:19).

Os cristãos são chamados a seguir o exemplo de Cristo, não apenas obedecendo externamente, mas também internamente, com um coração alinhado com a vontade de Deus. A fé salvífica, que leva “cativo todo pensamento à obediência de Cristo”, é fundamental para uma vida de obediência genuína (2 Coríntios 10:5).

Para o crente, a obediência a Deus não se trata de um fardo, mas de um privilégio que demonstra nosso amor por Ele, nossa gratidão por Suas bênçãos, nossa fé em Suas promessas e nosso desejo de viver para Sua glória. Quando o crente ouve a Palavra de Deus e responde com obediência, ele não apenas cumpre um mandamento, mas honra a Deus e se alinha com a vontade divina, sendo moldado à imagem de Cristo. Através da obediência, o crente experimenta as bênçãos que acompanham uma vida submissa à vontade do Senhor.