A Palavra de Deus não muda, mas tem o poder de transformar. “A erva seca e a flor fenece, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente. (Is 40,8)”
O que podemos aprender com a história de rute? É sobre isso que vamos
conversar neste artigo. Aqui, mostraremos quais são as cinco
características de Rute, uma estrangeira que se tornou ancestral de
Jesus.
Entender qual era o perfil de
Rute é uma maneira de nos ajudar a desenvolver características que nos
aproximem da vontade de Deus.
Aliás, a Bíblia está repleta de personagens que nos servem de inspiração tanto para nos livrar do mal quanto para nos fortalecer. Uma dessas
figuras é Rute, uma mulher moabita que se tornou ancestral de Jesus
Cristo.
Embora Rute tenha vivido há
séculos, suas características notáveis e seu perfil único nos inspiram
até hoje. Por isso, hoje, conheceremos as cinco características de Rute
que a distinguem como uma mulher de fé e coragem, além de examinar o que
podemos aprender com sua história.
1. Capacidade de romper com o passado em busca do futuro
No
primeiro capítulo versículo 16, encontramos: “Não me instes para que te
abandone e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores, irei eu
e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o
teu Deus será o meu Deus”
Nessa fala,
Rute demonstrou que estava disposta a deixar suas raízes, cultura e
povo e seguir para um lugar desconhecido e hostil para ela. No contexto
bíblico, ela demonstrou profunda lealdade à sua sogra, mas também,
capacidade de romper com o passado.
2. Decisão, perseverança e humildade
Apesar
da insistência de Noemi para que Rute voltasse para sua terra, ela
permaneceu firme na sua decisão. Demonstrou, além disso, perseverança e
humildade quando foi trabalhar nos campos de cevada pertencentes a Boaz,
parente próximo de Noemi.
Aqui, ela
aceitou humildemente sua condição de estrangeira e dedicou-se ao
trabalho árduo. Daí com sua atitude de submissão e prontidão para
aprender e servir, Deus a recompensou.
3. Respeito a orientação dos mais velhos
Rute
demonstrou não só coragem ao seguir o conselho de sua sogra, ela também
mostrou que respeitava a orientação de pessoas mais velhas Assim, ao
agir conforme a tradição cultural para garantir a redenção, ela se
aproximou de Boaz durante a colheita para descobrir se ele estaria
disposto a se tornar seu redentor. (Rute 3: 1-18)
Essa
ação, no entanto, revelou uma das características de Rute que
precisamos praticar: coragem e determinação para buscar conhecer a
vontade de Deus.
4. Não permitir que seu passado definisse seu futuro
Devemos lembrar que os moabitas eram parentes distantes dos israelitas, pois eram descendentes de Ló, sobrinho de Abraão. Apesar disso, eles não serviam ao Senhor, portanto cultuavam a outros deuses.
Quando
Rute decidiu acompanhar Noemi, ela precisou abandonar seu povo e seus
costumes, podemos conferir isso no capítulo 1: 16 quando ela diz: “o teu
povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus”.
Assim,
entendemos que ela estava disposta a esquecer o seu passado, não
permitiu com isso, que ele definisse seu futuro. Na verdade, houve uma
conversão no coração e costumes de Rute a ponto de Boaz a tomar por
esposa.
5. Coragem é uma das maiores características de Rute
Essa
mulher conseguiu abraçar seu propósito mesmo que ninguém a apoiasse.
Fazendo uma leitura superficial, parece que a vida de Rute foi fácil,
mas essa não é a realidade quando se analisa um pouco mais.
Não
sabemos, por exemplo, quanto tempo sua sogra demorou para aceitar a
decisão de sua nora. Daí, foi necessária muita coragem para não se
desencorajar de seu propósito.
Além disso, era preciso muita coragem para ir para o campo, sendo uma mulher jovem e estrangeira. Se deitar
nos pés de um homem, o dono dos campos de trigo, sem ser vista, foi uma
atitude bastante corajosa.
Pelo
desfecho da história, podemos conferir que foram essas características
de Rute que a fez vitoriosa e a colocou na ancestralidade de Jesus.
Que
a história de Rute seja um lembrete constante de que, independentemente
de nossas origens ou desafios, podemos encontrar significado e sucesso
quando buscamos a Deus com sinceridade e vivemos de acordo com Seus
princípios.
O livro de Rute é considerado um apêndice do livro de Juízes e uma
introdução aos dois livros de Samuel. O seu título se deve à personagem
principal da história nele narrada, que conta sobre o amor altuísta de
Rute, uma jovem viúva moabita pela sua sogra israelita, Noemi.
Detalhando como essa jovem, por ela influenciada, aceitou a religião e o
Deus de Israel. Sendo mais tarde, recompensada ao se casar com Boaz, um
nobre e rico judeu. Tornando-se por seu intermédio, ancestral de Davi, o
mais famoso rei de Israel e, consequentemente, ancestral do próprio
Senhor Jesus.
Os fatos relatados neste
livro aconteceram, possivelmente, no início da conquista de Canaã pelos
israelitas (aproximadamente 1400 a.C.). E isso pode ser deduzido do
casamento de Rute com Boaz, que era filho de Raabe, a meretriz de Jericó (Mateus 1:5, Josué 2 e 6).
História de Rute e Noemi na bíblia
Noemi,
Rute e Orfa, são três mulheres unidas entre si pelos laços de família.
Elas estão envolvidas numa linda e surpreendente história, da qual
podemos tirar importantes lições para nossa vida. Tanto no que diz
respeito às nossas relações familiares, quanto naquilo que tem a ver com
a nossa fé e relacionamento com Deus.
Noemi
era esposa de Elimeleque e tinha dois filhos: Malom e Quiliom. Essa
família israelita foi morar nas terras moabitas, fugindo de uma
prolongada estiagem e da consequente fome que assolava as terras de
Israel. Causadas pela retenção das bênçãos de Deus sobre seu povo,
devido à sua apostasia e sua indiferença para com Aquele que os livrara
da escravidão do Egito. Dando-lhes as terras prometidas ao seu ancestral
Abraão, quinhentos anos antes (Gênesis 12:7).
Os
moabitas eram descendentes da incestuosa relação de Ló com sua filha
mais velha (Gênesis 19:30-38). E, tal qual sua progenitora, eram
depravados e destituídos de valores morais e espirituais.
Eram
idólatras, adoradores do deus quemós (Nm 21:29), a quem acalmavam com
sacrifícios humanos. Seus cultos a esse Deus pagão eram marcados por
festivais onde a orgia, a embriaguez e a prostituição, além de serem
praticadas, eram até mesmo incentivadas.
Nos
dias de Moisés, as mulheres moabitas atraíram os homens de Israel para
esse tipo de culto pagão, levando-os à imoralidade, idolatria e
prostituição, causando a indignação de Deus e, consequentemente, a sua
punição, com a morte de vinte e quatro mil pessoas em Israel (Nm 25).
A
fim de poupar seu povo das nefandas influências de povos pagãos como
este, Deus lhes havia dado ordens explícitas para que não se juntassem e
nem casassem com tais vizinhos (Dt 7:1-3, 23-3).
É
impressionante que Elimeleque, mesmo sabendo de tudo isto, tenha ido
morar entre eles. Ao ignorar as orientações de Deus, ele demonstrava que
estava mais preocupado com suas necessidades físicas e materiais do
quem as espirituais. Como era de se esperar, seus filhos acabaram se
casando com mulheres moabitas, Quiliom casou-se com Orfa e e Malom com
Rute, a personagem central da história do livro.
Possivelmente,
Elimeleque planejasse habitar pouco tempo entre os moabitas, talvez até
que a estiagem terminasse. Porém, ele acabou ficando ali para sempre
porque, tanto ele, como seus dois filhos, acabaram morrendo na terra
estrangeira, sendo sepultados ali (Rute 1:3e 5).
Restam
três viúvas: pobres, solitárias, sem filhos e sem nenhuma perspectiva
de vida, principalmente naquelas terras pagãs, onde as mulheres, em
especial as viúvas, eram muito pouco, ou quase nada valorizadas. Analise
esta história, e veja quais lições de fidelidade, amizade e fé você
pode tirar deste estudo bíblico sobre Noemi e Rute, para sua vida:
1. Nossas decisões de hoje, decidem o amanhã
Diante
daquela situação de desamparo e completa privação, Noemi criou coragem e
tomou a decisão de voltar para sua terra e sua gente, que agora se
encontrava numa situação muito mais favorável do que há dez anos, quando
de lá saíra.
Esta
decisão influenciou suas duas noras, que decidiram acompanhá-la, pois a
amavam muito e, sentiam-se na obrigação de cuidar dela, que já era uma
senhora de meia idade.
É possível que
tenha havido uma conversa aberta sobre a decisão de Noemi, na qual ela
expôs seus motivos, sua esperança e sua fé no acolhimento que seu povo
lhe daria, caso voltasse para eles, e isto, causou nas suas noras o
desejo de compartilhar da mesma sorte.
Noemi,
no entanto, estava preocupada com o futuro de suas noras e não
conseguia ver como elas poderiam ser aceitas no meio do seu povo, sendo
que os moabitas eram inimigos dos israelitas (Dt 23:3-6, Nm 22-25 e Jz
3:12-14), por isso, tentou dissuadi-las de acompanhá-la e insistiu com
elas para que ficassem com sua gente, onde, a seu ver, teriam mais
chances de recomeçar a vida.
Depois de
insistir com elas, por três vezes, para que voltassem para seu povo,
Orfa, embora triste, acabou concordando com seus argumentos e voltou
para casa de seus pais, ao passo que Rute, permaneceu firme ao lado de
sua querida sogra, não se deixando convencer.
Orfa
não era decidida como Rute. Ela até começou a viagem com Noemi,
desejando ir morar com seu povo, mas diante dos argumentos de sua sogra,
desistiu.
Ela amava Noemi, chorou ao
ter que deixá-la e beijou carinhosamente, mas não ficou com ela. Por
algum tempo caminhou rumo ao reino de Deus e não estava longe dele, no
entanto, desistiu e voltou. Voltou para seu povo, para os seus costumes e
para seus deus quemós, saindo tristemente de cena.
Noemi,
inconscientemente, serviu de pedra de tropeço para que Orfa alcançasse
uma vida consagrada ao Deus do céu. Deste fato, temos que aprender que
não podemos estar desatentas quanto à possibilidade de sermos um
empecilho para que alguém seja um seguidor de Jesus. Como aconteceu com
Noemi e Orfa, e também estar atentas para que ninguém nos afaste de Deus
e de Seus caminhos.
A lição que
podemos aprender aqui com Noemi e Rute é que não devemos permitir que
nada e nem ninguém neste mundo, faça com que você desista do caminho
para o reino do céu. Como Rute, decida-se a entregar a sua vida nas mãos
de Deus e, com certeza, você terá como ela, um futuro promissor e
feliz.
2. O exemplo é o maior testemunho
Noemi
acreditava que estava agindo corretamente em dissuadir suas noras de
segui-la, por isso, quando Orfa acatou os seus conselhos, ela voltou a
insistir com Rute para que também voltasse para sua gente.
Alguns
críticos culpam Noemi pelo retorno de Orfa ao mundo pagão, contudo, se
esquecem de que ela teve a mesma luz, o mesmo testemunho e a mesma
liberdade para decidir o seu futuro como Rute. Embora Noemi insistisse
com Rute para que voltasse, não podia obrigá-la a desistir. Como também
satanás não pode nos obrigar a desistir do propósito de servimos a
Cristo.
Rute, diferentemente de sua
cunhada, teve uma postura decidida para o bem. De maneira educada e
amorosa, porém firme e convicta, expôs à sua amada sogra sua
inquestionável decisão.
“Disse,
porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te;
porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali
pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; Onde quer
que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o
SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de
ti.”
Rute 1:16-17
A vida transformada da família
de Noemi exerceu forte influência para a decisão acertada de Rute, que
teve seu coração alcançado pelo testemunho daquelas vidas consagradas a
Deus.
Nossa vida, transformada pelo
poder de Deus, nos torna um exemplo a ser seguido por aqueles que
convivem conosco. Se tornando no maior e mais eficaz argumento em favor
do cristianismo.
O caráter de Noemi,
de seu esposo e filhos, em muito diferia do caráter dos familiares de
Rute e de sua gente. Por isso, aquela jovem moabita, inteligentemente,
tomou a decisão de que mudaria não apenas de lugar, mas mudaria também a
sua maneira de viver, para toda a eternidade.
Se
Noemi não tivesse dado um bom exemplo, será que teria ganhado a sua
nora? Toda sogra cristã deveria se espelhar no exemplo de Noemi e
conquistar suas noras para si e para Deus, a quem professam servir.
Em
nossa vida, ao nos separarmos do mundo, ou de qualquer ambiente ou
situação imprópria, para trilhar o caminho rumo a canaã Celestial, nunca
devemos partir sozinhas. Mas pelo nosso testemunho e exemplo, levar
alguém conosco que, como Rute, também possa nos dizer:
“O teu povo é meu povo e o teu Deus é o meu Deus”.
Rute 1:16b
3. Deus age e recompensa conforme às nossas decisões
Quando
Noemi chegou de volta à sua terra, estava bastante mudada e
envelhecida. Não somente pelos dez anos que permanecera longe de seus
parentes e amigos. Mas também pelas marcas da dor e do sofrimento
causado pela perda de seu marido e de seus dois filhos. Ela saíra
“cheia” e voltava “vazia”, saíra “meu prazer” e voltava “amarga”.
A
amargura e a tristeza de Noemi, só eram amenizadas pela companhia da
jovem carinhosa, otimista e determinada de sua querida Rute
(ra’ah=amizade).
A decisão de Noemi de
voltar para sua terra e para seu povo, foi acertada e decisiva, para
que ela voltasse a experimentar outra vez as bênçãos de Deus em sua
vida.
O que aprendemos com essas duas
mulheres chamadas Noemi e Rute é que muitas vezes pode ser difícil tomar
uma decisão, porém, Noemi se lembrou da onde nunca deveria ter saído e
retornando. Nos ensinando que vale a pena estar debaixo da orientação e
da bênção de Deus. Por mais difícil que seja, se tiver que retorne,
porque Deus age e recompensa conforme às nossas decisões.
4. Entrelaçadas pelo amor
Logo
que chegaram, Rute, determinada como era, e instruída sobre a lei que
permitia aos pobres e viúvas rebuscar os campos de colheita (Lv 19:9-10,
Dt 24:19-22), saiu sozinha para buscar o sustento da casa. Uma vez que
Noemi, talvez pelo cansaço da viagem, ou pelas impossibilidades trazidas
pela idade, não podia participar com ela dessa tarefa.
Pela
“casualidade” que Deus costuma usar, Rute, sem saber, foi trabalhar no
campo de Boaz, um judeu rico e nobre, parente próximo de seu falecido
sogro.
Ali ela recebeu acolhimento,
sendo recebida por Boaz com gentileza e com generosidade, logo que ele
descobriu ser ela a nora viúva de Noemi.
Ao
voltar para casa e contar à sua sogra onde havia trabalhado e como
havia sido tratada, Noemi louvou ao Senhor. E contou para Rute que Boaz,
por ser parente de seu esposo, era um dos homens que tinham o direito
de resgatar os bens de Elimeleque. Possivelmente penhorados no passado, a
fim de saldar dívidas (Lv 25:24).
Noemi
pensou em resgatar as propriedades da família através de Boaz, mas Rute
não entendia esta lei social de Israel, a qual estabelecia o resgate.
Rute contou ainda, que Boaz a convidara para continuar trabalhando em
seu campo até o final da colheita, o que recebeu total incentivo da
entusiasmada Noemi.
Noemi percebeu que
em Boaz havia esperança e salvação para si e para sua amada Rute. Então
orientou-a a que se deitasse aos pés de Boaz. Tal atitude, na cultura
oriental, significava que a mulher estava se dispondo a submeter-se
àquele homem, aceitando-o como seu marido.
Boaz
ficou surpreso com a iniciativa de Rute, pois julgava que, por ser um
homem bem mais velho do que ela, já estava fora do páreo. Ele até
expressou admiração por ela não ter procurado outro homem mais jovem
(Rute 3:10). E lhe prometeu o casamento, no entanto, havia um empecilho
que podia alterar a situação. A lei do levirato determinava que esse
direito coubesse primeiramente ao parente mais próximo e, nesse caso,
havia outro antes de Boaz. Ele somente poderia tomá-la como esposa, caso
este outro parente desistisse de seus direitos.
Foi
o que aconteceu, o parente mais próximo não quis, renunciando seus
direitos e deveres. Então, Boaz cumpriu o prometido, casando-se com Rute
e resgatando as propriedades de Elimeleque, que ficaram pertencendo ao
filho nascido desse casamento.
Noemi e
Rute entrelaçadas pelo amor, tomaram a decisão certa e se mobilizaram
no sentido de fazer a sua parte para que Deus as abençoasse e Deus
recompensou sua determinação e esforço.
É
importante aplicar a figura do resgatador à pessoa de Jesus Cristo que,
ao encarnar, tornou-se nosso parente chegado. Pagando o preço do
resgate de nossa alma na cruz do calvário, concedendo-nos assim, ter de
novo, o direito à vida e ao Éden perdidos.
O
que aprendemos aqui com a história de Rute é que ao aceitarmos a Jesus
como nosso salvador, passamos a fazer parte de Sua igreja. A qual Ele
considera como sua noiva e, dessa maneira, podemos considerar que nosso
resgate, já pago por Ele na cruz.
Se
nos colocarmos aos Seus pés, Ele, como nosso parente mais próximo, de
maneira nenhuma nos recusará o resgate (João 3:37). N’Ele podemos
encontrar alívio para nossas lutas e descanso para nossas almas (Rute
3:1).
5. Deus não faz acepção de pessoas
A
aceitação de Rute, uma jovem moabita, para fazer parte de seu povo na
terra, mostra a disposição de Deus em receber toda e qualquer pessoa que
esteja disposta a se entregar a Ele. Os moabitas eram pessoas perdidas
na idolatria e no pecado, contudo isso não fez nenhuma diferença para
Deus.
Rute decidiu que o Deus de
Israel seria seu Deus. Sendo recebida de braços abertos por Ele e por
Seu povo. Conduzida a um casamento nobre, teve um filho que lhe trouxe
alegria e orgulho. Através desse filho, participou da genealogia do rei Davi
e de Jesus Cristo. Quanta honra e quanta benção, para uma pobre
viuvinha moabita, simplesmente, porque ela escolheu fazer parte do povo
de Deus na terra!
Para Deus não
importa a raça, a cor da pele, a posição social ou cultural de uma
pessoa. Ele valoriza o analfabeto tanto quanto o doutor, o pobre tanto
quanto o rico, e o “zé ninguém” tanto quanto o poderoso. Desde que
creiam n’Ele e se entreguem.
A
história de Rute traz para nós uma lição importante: se, como Noemi, nos
decidirmos a mostrar simpatia e amor aos nossos semelhantes, com
certeza, alguém também dirá para nós o que Rute disse à sua sogra:
“Disse,
porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te;
porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali
pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;”
Rute 1:16
Você apreciaria ouvir isso? Que esta bênção se cumpra em sua vida!
Sabe aquela curiosidade que as adolescentes têm de saber como é o
mundo lá fora, como funcionam as baladas, as festinhas mundanas? Pois é,
essa curiosidade também invadiu o coração de Diná. Quando ela tinha por
volta de 15 anos de idade, saiu para fazer amizades com garotas pagãs.
Essa
história não acaba nada bem, pelo contrário; ela termina de uma forma
terrível e trágica, com consequências irreversíveis para toda a família
de Jacó.
Diná foi a única filha de
Jacó mencionada na Bíblia Sagrada, certamente pelo triste fato que
ocorreu em sua vida, trazendo muita angústia e vergonha aos seus pais,
bem como a toda a sua família.
Você
ficou curioso para saber mais sobre essa história? Então, vamos lá,
descobrir o que aconteceu com essa garota e as lições valiosas que
podemos aprender com a triste história de Diná, filha de Jacó.
História de Diná
A
história de Diná é narrada no livro de Gênesis, capítulo 34, versículos
1 a 31. Diná era filha de Jacó e Lia, e a narrativa descreve um
incidente trágico envolvendo Diná e Siquém, um príncipe local.
A
história começa quando Diná sai para visitar as mulheres da terra.
Siquém, filho de Hamor, o heveu, vendo-a, apaixona-se por ela e a
desonra, violentando-a. No entanto, Siquém demonstra interesse em
casar-se com Diná e pede a seu pai Hamor que intervenha para conseguir a
permissão de Jacó e dos filhos para que ele possa casar-se com ela.
Quando
os filhos de Jacó, especialmente Simeão e Levi, souberam do ocorrido,
ficaram indignados e tramaram uma vingança. Eles concordaram com a
proposta de Siquém e Hamor, mas sob a condição de que todos os homens da
cidade se circuncidassem, como um sinal de aliança.
Os
homens da cidade concordaram com a circuncisão, mas, enquanto eles
ainda estavam se recuperando da operação, Simeão e Levi atacaram a
cidade, mataram todos os homens, inclusive Siquém e Hamor, e resgataram
Diná. Eles justificaram seu ato pela desonra causada à sua irmã e pelo
desrespeito demonstrado por Siquém.
Quando
Jacó soube do que aconteceu, ficou preocupado com as possíveis
consequências para sua família. Ele repreendeu seus filhos por agirem
impulsivamente e colocarem em risco a segurança deles naquela terra.
Simeão e Levi justificaram suas ações, alegando que não permitiriam que
sua irmã fosse tratada como uma prostituta.
Significado do nome Diná
Diná,
cujo nome em hebraico é (דִDina), significando “Julgada” ou
“Vindicada”, é apresentada na Bíblia hebraica como a filha de Jacó, o
patriarca do povo de Israel, e Lia, sua primeira esposa.
3 Lições que aprendemos com a história de Diná
A
vida desta jovem chamada Diná, nos ensina lições valiosas, tanto para
os adolescentes e jovens, quanto para os pais. Era para ser só um
passeio, descontrair um pouco, fazer algumas amizades diferentes,
contudo, se tornou uma história de dor e muitas lágrimas. Sendo assim,
vamos conhecer as principais lições da história de Diná na bíblia.
1. Estamos no mundo, mas não somos mais deste mundo
A
primeira lição que aprendemos com a trágica história de Diná é que
corremos grandes riscos quando nos associamos com pessoas que não são da
nossa “próle”. Devemos entender, que embora estamos neste mundo, o
mundo não deve estar em nós.
Jesus quando estava orando por Seus discípulos, orou assim:
“Não
rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são
do mundo, assim como eu não sou do mundo.” (João 17:15-16)
Claro,
que não devemos pensar que o cristão deve excluir-se do mundo, no
sentido de não se associar com outras pessoas, mas sim excluir de sua
vida os seus usos e costumes, suas práticas perniciosas e influências
negativas.
Muitas vezes, quando
pessoas cristãs se associam com pessoas do mundo, temem ser por elas
rejeitadas. Pelo simples fato de serem “diferentes”. Já que suas
práticas e palavras não combinam com as delas, então, para serem aceitas
e com a desculpa de não “escandalizá-las”, mudam sua maneira de ser e
viver.
Contudo,
ao agirem dessa forma, elas se arriscam a serem influenciadas e
seduzidas pelos pecados dessas pessoas e acabarem completamente
desviadas dos caminhos de Jesus.
2. Cuidado com as más influências
“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1 Coríntios 15:33)
A
segunda lição que a história de Diná, filha de Jacó nos ensina é que
ninguém está imune às más influências, como também, ninguém muda sua
maneira de pensar e de viver da noite para o dia. Isto acontece
paulatinamente e de maneira sutil.
É
uma concessão ali, outra ali, e, aos poucos, nossos valores éticos,
morais e espirituais vão desaparecendo. Cedendo então, lugar as práticas
e paixões que antes aborrecíamos.
Ao
Diná, se associar com as jovens siquemitas, ela não percebeu os riscos
que corria. Sempre que pisamos no terreno “encantado de satanás”,
corremos um grande risco de sermos atingidos pelo inimigo.
3. Pais estejam atentos as amizades de seus filhos
Queridos
leitores, nós como pais devemos estar de olho com quem nossos filhos
estão andando. Vivemos em mundo terrivelmente contaminado por satanás,
são tantos laços armados para ferir a honra e a dignidade de nossos
filhos.
A história de Diná trás uma
grande lição de advertência aos pais, para estar atentos as amizades de
seus filhos. Jacó e Lia, falharam ao permitir que Diná saísse para fazer
amizade com as jovens siquemitas, menosprezando os riscos de tal
amizade, e por isso, colheram resultados desastrosos.
Devemos
sempre orar, pelas amizades de nossos filhos. Buscando sempre pela
palavra do Senhor, sabedoria para educá-los nos valores morais e
espirituais que farão deles, não apenas bons cidadãos neste mundo, mas,
principalmente, futuros cidadãos do reino Celestial.
Conclusão
Ao
refletir sobre a história de Diná, somos desafiados a cultivar
discernimento nas nossas relações, a fim de preservar nossa fé e
valores, mesmo em meio às influências divergentes que o mundo pode
oferecer. A tragédia de Diná serve como um alerta para a importância da
sabedoria e discernimento na busca por relacionamentos saudáveis e
edificantes.
A história encontrada em 2 Reis 4:1-7, sobre uma viúva de nome
desconhecido, para a qual o profeta Eliseu realizou o milagre da
multiplicação do azeite, nos ensina grandes lições de fé, sabedoria e
obediência. Mesmo diante de uma nação apóstata, essa mulher depositou a
sua fé no Deus verdadeiro, obedecendo à risca às instruções do profeta e
então desfrutou da providência divina em meio ao caos.
Veja
então as 6 lições que podemos aprender com a história da viúva do
azeite e do primeiro milagre realizado através do profeta Eliseu.
1. A viúva do azeite clamou por ajuda na pessoa certa
“E UMA mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu…” (2 reis 4:1a)
A primeira lição que aprendemos com a viúva do azeite é que ela clamou,
buscou ajuda, no momento da sua maior necessidade. O que eu acho
interessante é que a viúva, não saiu se lamentando para qualquer pessoa,
ou para os seus vizinhos, se fosse hoje, talvez não iríamos ver como
muitos fazem, se lamentando nas redes sociais. Mas ela em uma
demonstração de fé procurou o profeta Eliseu e clamou por ajuda, para a
pessoa certa, a quem estava representando Deus na terra.
Será que você tem clamado para a pessoa certa? Para quem você tem desabafado? Em quem você tem confiado?
Deus
é o nosso maior interessado em nos ajudar. Ele é o nosso melhor amigo,
em quem podemos confiar. Portanto, hoje eu te convido a você abrir seu
coração ao Senhor, contar todos os seus medos e temores, com certeza,
Deus tem uma solução para o seu problema.
2. A viúva do azeite deu testemunho de seu marido
“Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR;…” (2 Reis 4:1b)
Deus
havia levantado profetas itinerantes como Eliseu, que ensinava aos
jovens os preceitos da lei antiga e defendia sua nação. Seus alunos eram
chamados de “servos ou discípulos dos profetas” e neste caso, o marido
dessa viúva era um deles.
A
viúva do azeite, então reconhece o legado deixado por seu marido, como
um servo fiel e obediente. Dando testemunho da conduta do seu esposo.
Que exemplo você tem deixado para sua família? Qual o legado que você está construindo?
O
que essa lição nos ensina é que não devemos viver de qualquer maneira,
mas sim, vivermos uma vida digna de santos e santas do Senhor. Viver
como embaixadores de Cristo, fazendo a diferença por onde passamos e
principalmente no seio de nossa família, dentro da nossa casa.
Quem nos dera, que ao partirmos dessa vida, nossa família, filhos e amigos, deem um bom testemunho de nós também!
3. A viúva do azeite não abriu mão dos seus filhos
“…veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem seus escravos.” (2 Reis 4:1c)
Vemos
aqui o desespero desta mãe viúva, que além de perder o seu marido para a
morte, agora sendo ameaçada em perder seus dois filhos para a
escravidão. Era lei israelita, ela era obrigada a pagar aquela dívida,
se não fosse de um jeito, seria de outro.
Contudo,
a viúva do azeite não abriu mão dos seus filhos, nos ensinando uma
grande lição de amor. Da mesma forma, nós devemos agir em prol dos
nossos filhos, nesse mundo de ofertas sedutoras, vícios e tantos laços
que satanás arma para fazer de nossos filhos, um escravo.
Portanto,
não abra mão da sua família, mas lute pela sua família, pelos seus
filhos. Talvez sozinha você não encontre força ou uma solução, então
faça como essa viúva, peça ajuda para Deus. Com toda certeza, Ele lhe
dará estratégias para você lutar.
4. A viúva só tinha uma botija de azeite
“E
Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em
casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.” (2 Reis 4:2)
Que
Deus maravilhoso é esse nosso, bastou a viúva dizer que tinha apenas
uma botija de azeite para que o milagre começasse a acontecer.
Azeite
na bíblia representa presença de Deus, símbolo do Espírito Santo, unção
na vida do crente. Aquela mulher nos ensina a grande lição da
importância de termos uma botija de azeite.
Será que na sua casa tem uma botija de azeite?
Deus
deseja renovar as suas forças, multiplicar a unção na sua vida, trazer
abundância tanto material quanto espiritual. Mas para isso, é necessário
você declarar o que é que tens em casa.
5. A viúva nos ensina o poder do secreto
“Então
entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite
em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.” (2 reis
4:4)
O que aprendemos de
valioso com essa viúva é que é no secreto que vivemos nossas maiores
experiências com Deus. Dificilmente, as maiores revelações foram
mostradas no meio das multidões, mas sim nos momentos a sós com Deus.
Essa viúva dos filhos dos profetas, viveu seu maior milagre da
multiplicação do azeite, dentro de casa com sua porta fechada, somente
ela e seus filhos, contemplaram o milagre da multiplicação do azeite.
Quer viver também essa experiência?
Deus
nos convida para o secreto, entra no quarto, fecha a porta e fale com
Deus. Convide seus filhos, para fazerem um culto em seu lar, até mesmo
para um período de oração e louvor. Tenho certeza que deus se revelará a
você e a sua casa.
6. A viúva do azeite obedeceu
“Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.” (2 Reis 4: 5)
Outra
lição preciosa que aprendemos com a viúva da botija de azeite é o valor
da obediência. Tudo quanto o profeta Eliseu instruiu que ela fizesse,
ela fez.
Em nossos dias, corremos
tanto atrás de milagre, de bênçãos, de tantas coisas, porém, quando Deus
nos pede para fazer algo é tão difícil obedecer.
Que
hoje através dessas lições que aprendemos com a viúva da botija do
azeite, possamos colocar em prática e obedecer a voz de Deus, para que
possamos desfrutar das mais ricas bênçãos do céu.
Você já ouviu falar de Asafe? Embora um tanto esquecido, Asafe foi um
dos principais compositores dos salmos e é creditado como autor de doze
salmos na Bíblia, incluindo o Salmo 50 e os Salmos 73 a 83. Seu amor
pela música e devoção a Deus o tornou um dos adoradores mais
proeminentes de sua época.
Asafe era
um levita descendente de Gérson, filho de Levi, pai de quatro filhos
sendo eles: Zacur, José, Netanias, Asarela. Seus filhos eram líderes e
supervisores dos grupos de músicos levitas, cada um liderando um
contingente específico de músicos e cantores para o louvor e a adoração
no Templo.
Ao ler os salmos escritos
por Asafe, podemos sentir sua paixão, entusiasmo sincero e busca por
justiça. Além de suas habilidades musicais, Asafe também era um
profeta. Ele teve visões e revelações que o ajudaram a discernir a
vontade de Deus e a transmitir sua mensagem ao povo.
Suas palavras proféticas são uma fonte de encorajamento e sabedoria até os dias de hoje.
Embora,
Asafe tenha enfrentado muitos desafios e lutas, como a depressão
narrada no Salmo 73, sua história nos convida a refletir sobre nossas
próprias experiências de fé e a buscar um relacionamento mais profundo
com Deus.
Sendo assim, neste artigo,
vamos explorar as sete lições valiosas que podemos aprender com Asafe na
bíblia e seu exemplo de sabedoria.
1. A importância da honestidade e autenticidade na adoração
Um
dos aspectos mais marcantes da música de Asafe é sua honestidade e
autenticidade ao se dirigir a Deus. Ele não teme expressar suas emoções
mais profundas, mesmo que elas sejam de dúvida, tristeza ou raiva. No
Salmo 73, por exemplo, Asafe questiona a bondade de Deus ao comparar sua
própria vida com a dos ímpios. No entanto, ele não fica preso em suas
dúvidas, mas encontra clareza e renovação ao entrar no santuário de
Deus.
Essa lição nos desafia a sermos
verdadeiros e sinceros em nossa adoração, reconhecendo que Deus não
espera que sejamos perfeitos, mas sim que sejamos honestos diante Dele.
Ao trazer nossas emoções mais profundas e sinceras a Deus, podemos
experimentar um relacionamento mais autêntico e uma adoração excelente.
2. Como lidar com dúvidas e questionamentos em nossa fé
Assim
como Asafe, todos nós podemos passar por períodos de dúvida e
questionamento em nossa fé. No Salmo 77, Asafe expressa sua angústia e
suas dúvidas, questionando se Deus o abandonou e se Ele já não é mais
misericordioso. No entanto, ao longo do Salmo, vemos uma mudança gradual
em seu coração. Asafe escolhe se lembrar das obras poderosas de Deus no
passado e, assim, suas dúvidas são substituídas pela confiança
renovada.
Sabemos que é normal ter
dúvidas e questionamentos em nossa fé, contudo, essa lição nos desafia a
não ficarmos estagnados nesses momentos. Podemos aprender com Asafe a
buscar respostas em Deus, lembrando-nos de Suas promessas e obras
passadas. É nesse processo de busca e confiança que encontramos a
verdadeira fé que se mantém de pé mesmo diante das incertezas.
3. Encontrar força e conforto nos momentos difíceis
A
vida de Asafe não foi isenta de dificuldades. No Salmo 73, ele descreve
sua angústia ao ver os ímpios prosperarem enquanto os justos sofrem. No
entanto, Asafe encontra consolo e renovação ao entrar no santuário de
Deus e se lembrar da eternidade. Ele percebe que a verdadeira
prosperidade não está nas riquezas terrenas, mas na presença e no
cuidado de Deus.
Assim em nossas
vidas, a lição nos encoraja a encontrar força e conforto em Deus, mesmo
quando enfrentamos desafios e adversidades. Ao nos lembrarmos da
eternidade e da soberania de Deus, somos capacitados a enfrentar as
dificuldades com esperança e coragem. Aprendendo com o exemplo de Asafe a
buscar a presença de Deus em momentos de angústia, sabendo que Ele é
nosso refúgio e fortaleza.
4. O poder de lembrar a fidelidade de Deus
Asafe
constantemente nos lembra da fidelidade de Deus em suas músicas e
poesias. No Salmo 77, ele faz uma retrospectiva das obras poderosas de
Deus no passado, lembrando-se do Seu braço forte que libertou o povo de
Israel do Egito. Essa lembrança da fidelidade de Deus renova a confiança
de Asafe e o capacita a enfrentar suas dúvidas e questionamentos.
Ao
olharmos para trás e nos lembrarmos das vezes em que Deus nos sustentou
e nos guiou, somos encorajados a confiar Nele nas dificuldades
presentes e futuras. Lembrar da fidelidade de Deus nos dá a segurança de
que Ele continuará a ser fiel e nos guiará em todos os momentos.
5. Superando a inveja e a comparação em nossa caminhada com Deus
No
Salmo 73, Asafe expressa sua luta contra a inveja e a comparação com os
ímpios. Ele se sente tentado a desviar-se do caminho de Deus ao ver os
ímpios prosperarem e não sofrerem as mesmas dificuldades que ele. No
entanto, Asafe encontra clareza e paz ao entrar no santuário de Deus,
onde compreende a verdadeira prosperidade e a justiça divina.
Nesta
quinta lição de Asafe reconhecemos o quanto é fácil cair na armadilha
de olhar para os outros e desejar o que eles têm. No entanto, ao nos
concentrarmos em nosso relacionamento pessoal com Deus e em Sua vontade
para nossas vidas, encontramos contentamento e paz. O que Asafe nos
ensina aqui é a confiar na justiça e na sabedoria de Deus, sabendo que
Ele tem um plano perfeito e individualizado para cada um de nós.
6. Buscar a sabedoria e orientação de Deus ao tomar decisões
Asafe
nos ensina a importância de buscar a sabedoria e a orientação de Deus
ao tomar decisões. No Salmo 73, ele reconhece sua própria falta de
entendimento ao se comparar com os ímpios. No entanto, ao entrar no
santuário de Deus, ele encontra clareza e discernimento ao compreender o
destino final dos ímpios.
Essa lição
nos incentiva a buscar a sabedoria de Deus em todas as áreas de nossas
vidas. Ao tomarmos decisões, podemos orar e pedir a Deus que nos guie e
nos revele Sua vontade. Confiar em Sua sabedoria, mesmo quando não
entendemos completamente, nos leva a tomar decisões que estão alinhadas
com Seus planos e propósitos para nós.
7. A importância da gratidão e louvor em nossa vida diária
A
última lição que aprendemos com Asafe e não claro que não menos
importante que as outras lições é a importância da gratidão e do louvor
em nossa vida diária. Em suas músicas e poesias, Asafe exalta o nome de
Deus e O louva pela Sua grandeza e bondade. No Salmo 50, ele destaca a
importância de oferecer sacrifícios de gratidão a Deus e reconhecer Sua
fidelidade.
Mesmo nos momentos mais
difíceis, podemos encontrar motivos para sermos gratos a Deus. Ao
reconhecermos Sua bondade e fidelidade em nossas vidas, somos levados a
louvá-Lo e adorá-Lo de todo o coração.
Aplicando a sabedoria de Asafe em nossas vidas hoje
As
lições que aprendemos com Asafe não são apenas teorias, mas verdades
práticas que podemos aplicar em nossas vidas diariamente. Ao nos
inspirarmos em sua música e poesia, somos desafiados a sermos mais
autênticos em nossa adoração. Buscando de forma sólida a sabedoria e
orientação de Deus e a encontrar força e conforto Nele em todos os
momentos. Superando a inveja e a comparação, lembrando-nos da fidelidade
de Deus e cultivando uma atitude de gratidão e louvor em nossa vida
diária.
Conclusão
Para
concluirmos, Asafe é lembrado como um exemplo de um adorador sincero e
de um líder espiritual dedicado. Seu legado continua vivo nos Salmos que
ele escreveu, os quais continuam a inspirar e fortalecer o povo de Deus
até os dias de hoje.
Enfim, que
possamos aprender com Asafe e aplicar suas lições em nossas próprias
vidas, sabendo que a adoração e a comunhão com Deus são fontes de força e
esperança. Que possamos louvar e buscar a Deus, assim como Asafe fez, e
encontrar alegria e paz em Sua presença.
No coração das escrituras bíblicas está a história de Jonas e a
“baleia”, uma narrativa poderosa que ensina valiosas lições de redenção e
obediência. Nesta emocionante história de um profeta foragido,
encontramos insights profundos que podem nos guiar em nossas próprias
jornadas pessoais.
A fuga de Jonas da
tarefa que Deus lhe deu e sua subsequente detenção em um grande peixe,
são eventos icônicos que capturam a imaginação. No entanto, além da
grandiosidade do episódio, há uma série de ensinamentos valiosos que
podemos extrair dessa história antiga.
Neste
artigo, exploraremos 5 lições significativas que podemos aprender com a
história de Jonas e a sua fuga. Descobriremos como a importância da
obediência, a necessidade do arrependimento e da misericórdia divina,
podem impactar nossas vidas hoje.
Se
você está em busca de uma perspectiva inspiradora e uma salutar reflexão
sobre a nossa própria jornada espiritual, não procure mais. A história
do profeta fujão tem muito a nos ensinar e certamente você não ficará
indiferente diante dessas poderosas lições.
1. As consequências de fugir do chamado de Deus
“Porém,
Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E
descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua
passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para
longe da presença do SENHOR. Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento,
e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de
quebrar-se.” (Jonas 1:3-4)
Jonas,
conhecido por muitos como o profeta fujão, enfrentou as consequências
de fugir do chamado de Deus ao embarcar em um navio em direção oposta à
vontade divina. A tempestade violenta que se seguiu não apenas colocou
em perigo a sua própria vida, mas também a dos marinheiros ao seu redor,
demonstrando como a desobediência às ordens de Deus pode causar danos a
outros.
Entretanto, mesmo em meio à
adversidade, a misericórdia divina prevaleceu, e Jonas foi resgatado da
barriga do grande peixe. Sua jornada reflete a lição profunda de que,
embora possamos tentar evitar ou adiar o chamado de Deus, no final,
somos confrontados com as consequências de nossas escolhas. A história
de Jonas nos lembra da importância de aceitar o chamado de Deus e
confiar em Sua vontade, pois Ele é soberano sobre todas as coisas.
2. O poder da oração e do arrependimento
“E OROU Jonas ao SENHOR, seu Deus, das entranhas do peixe.” (Jonas 2:1)
O
profeta Jonas, após resistir ao chamado de Deus, é engolido por um
grande peixe e, em seu desespero, clama a Deus em oração. Sua sincera
súplica é ouvida, e ele é libertado. Esse evento ressalta a importância
da humildade e da confiança na oração como meio de comunicação com Deus,
além de demonstrar que o arrependimento genuíno pode conduzir à
redenção e à reconciliação.
Além
disso, a história de Jonas também destaca o poder do arrependimento como
um catalisador para mudanças positivas. Após sua libertação, Jonas
segue para Nínive, onde proclama uma mensagem de arrependimento para o
povo.
Surpreendentemente, os
ninivitas, desde os grandes até os pequenos, se voltam para Deus em
arrependimento, o que resulta em sua salvação e na mudança de destino da
cidade. Isso ilustra como a disposição para reconhecer e corrigir erros
passados pode desencadear uma transformação profunda, não apenas a
nível pessoal, mas também em níveis coletivos, demonstrando assim o
poder redentor da oração e do arrependimento.
3. A busca incessante de Deus por Seu propósito
“E
VEIO a palavra do SENHOR segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta-te, e
vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a mensagem que eu te
digo.” (Jonas 3:1-2)
Quando
olhamos para essa lição no livro de Jonas, vemos o quanto Deus é
misericordioso e amoroso. Mesmo diante da maldade e desobediência dos
ninivitas, Deus queria lhes avisar sobre a destruição que estava por
vir. E então pela segunda vez, Ele diz para Jonas ir e entregar a
mensagem. Dessa vez, Jonas prontamente foi e entregou tudo o que o
Senhor estava mandando.
Devemos
aprender aqui com Jonas, é melhor obedecer do que pagar o preço da
consequência e depois de qualquer forma ter que ir. Portanto, você que
está lendo estas lições sobre Jonas, não relute ao chamado de Deus, mas
vai e faça o que o senhor está lhe ordenando.
4. Jonas se humilha e agradece
“Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do SENHOR vem a salvação.” (Jonas 2:9)
Jonas
reconhece nesta oração feita dentro do ventre do grande peixe, o quão
frágil ele era. Ao expressar sua gratidão a Deus, Jonas reconhece que a
salvação vem do Senhor e que ele está disposto a cumprir seus votos e
sacrifícios em agradecimento por essa salvação.
Quão
maravilhoso é essa lição, a gratidão move o coração de Deus e a
humildade precede a honra (Povérbios 15:33). Essa lição nos lembra que,
mesmo em momentos de desespero, podemos encontrar esperança e conforto
na presença de Deus e devemos expressar nossa gratidão por sua graça e
misericórdia.
5. A soberania e o controle de Deus sobre todas as coisas
“E
Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus
se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez.”
(Jonas 3:10)
Por fim, a
história de Jonas destaca a soberania e o controle de Deus sobre todas
as coisas. Apesar dos obstáculos e desafios que Jonas enfrentou, Deus
estava no controle de cada situação e usou até mesmo os momentos de
desobediência de Jonas para cumprir seu propósito soberano.
Pois
bem, a lição que aprendemos aqui com o profeta Jonas é que Deus é
soberano e Sua vontade é perfeita e agradável. Pois, se Deus fizer Ele é
Deus, se não fizer Ele continua sendo Deus! Cabe a nós obedecer e
cumprir seu chamado.
1. O Espírito Santo revela a verdade de Jesus aos escolhidos de Deus, abrindo-lhes os corações.
“Ele
nos salvou, não por causa de obras feitas por nós em justiça, mas
segundo a sua própria misericórdia, pela lavagem da regeneração e
renovação do Espírito Santo” (Tito 3: 5).
2. O Espírito Santo convence o mundo do pecado.
“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16: 8).
3. O Espírito Santo sela todos os crentes.
“Você não sabe que é templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em você?” (1 Coríntios 3:16)
“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, pelo qual fostes selados para o dia da redenção” (Efésios 4:30).
4. O Espírito Santo faz a adoção dos eleitos de Deus no povo de Deus.
“Pois
todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois
vocês não receberam o espírito de escravidão para cair no medo, mas
vocês receberam o Espírito de adoção como filhos, pelos quais clamamos:
‘Aba! Pai!”(Romanos 8: 14-15)
5. O Espírito Santo ajuda o povo de Deus.
“E eu pedirei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para estar com vocês para sempre” (João 14:16).
“Mas
o Ajudador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos
ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito”
(João 14:26).
6. O Espírito Santo santifica os crentes.
“E
assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, vocês foram
santificados, vocês foram justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e
pelo Espírito do nosso Deus ” (1 Coríntios 6:11).
7. O Espírito Santo dá dons espirituais ao povo de Deus para edificar a igreja.
“Todos
estes são capacitados por um só e mesmo Espírito, que distribui a cada
um individualmente como ele quer” (1 Coríntios 12:11).
8. O Espírito Santo guia o povo de Deus.
“Enquanto
adoravam ao Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: ‘Separa para mim
Barnabé e Saulo para a obra para a qual os chamei” (Atos 13: 2).
“Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mateus 4: 1).
9. O Espírito Santo capacita o povo de Deus para o ministério.
“Mas
recebereis força quando o Espírito Santo descer sobre vós e sereis
minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os
confins da terra” (Atos 1: 8).
10. O Espírito Santo intercede pelo povo de Deus.
“Da
mesma forma, o Espírito nos ajuda em nossas fraquezas. Pois não sabemos
o que orar como devemos, mas o próprio Espírito intercede por nós com
gemidos profundos demais para serem palavras. E quem sonda os corações
sabe qual é a mente do Espírito, porque o Espírito intercede pelos
santos segundo a vontade de Deus ” (Romanos 8: 26-27).
11. O Espírito Santo ensina.
“Mas
o Ajudador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos
ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito”
(João 14:26).
Sem falar que o Espírito Santo lhe dará palavras para dizer se você for perseguido por Jesus: “porque o Espírito Santo te ensinará na mesma hora o que deves dizer” (Lucas 12:12).
12. O Espírito Santo separa homens qualificados para a obra do ministério.
“Enquanto
adoravam ao Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: Separa para mim
Barnabé e Saulo para a obra para a qual os chamei” (Atos 13: 2).
E ainda: “Prestem
atenção a vocês mesmos e a todo o rebanho, do qual o Espírito Santo os
constituiu supervisores, para cuidar da igreja de Deus, que ele obteve
com o seu próprio sangue” (Atos 20:28).
O que Jesus falou sobre o Espírito Santo?
Na
verdade, Jesus falou várias vezes sobre o Espírito Santo durante seu
ministério terreno. Mas, aqui estão algumas das principais passagens em
que Jesus menciona o Espírito Santo:
Promessa do Espírito Santo: Em
João 14:16-17, Jesus promete aos seus discípulos que o Pai enviará
outro Consolador, o Espírito da Verdade, para estar com eles para
sempre. Ele descreve o Espírito Santo como o “Espírito da verdade” que o
mundo não pode receber, mas que permanecerá com os discípulos e neles.
Batismo com o Espírito Santo: Em
Atos 1:4-5, Jesus instrui seus discípulos a esperarem pelo cumprimento
da promessa do Pai, o batismo com o Espírito Santo, que aconteceria em
breve. Essa promessa foi cumprida no Dia de Pentecostes, conforme
descrito em Atos 2.
Poder para testemunhar: Em
Atos 1:8, Jesus diz aos discípulos que, após receberem o Espírito
Santo, eles receberão poder para serem suas testemunhas em Jerusalém, em
toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.
O Espírito como Guia: Em
João 16:13-14, Jesus fala sobre o papel do Espírito Santo como guia da
verdade. Ele ensina que o Espírito Santo guiará seus discípulos em toda a
verdade, revelando o que ainda está por vir e glorificando Jesus
através do que Ele revela.
Pecado imperdoável: Em
Mateus 12:31-32 e Marcos 3:28-29, Jesus adverte que blasfemar contra o
Espírito Santo é um pecado imperdoável, que não será perdoado nem nesta
era nem na futura.
A obediência a Deus é um dos sinais fundamentais da vida cristã.
As Escrituras reiteradamente enfatizam que a vida de um crente deve ser
caracterizada por uma atitude de submissão à vontade divina, não como um
ato meramente ritualístico, mas como uma expressão genuína de fé e amor
por Deus. Desde o Antigo até o Novo Testamento, a obediência na Bíblia é
retratada como uma resposta necessária à revelação divina.
A obediência bíblica envolve tanto um comportamento externa de
submissão quanto uma disposição interna de fé. Ser obediente à luz dos
princípios bíblicos não se trata do simples cumprimento de ordens, mas
da concretização da fé em ação que une ouvir e seguir, crer e o agir.
O conceito de obediência na Bíblia
No texto bíblico, a palavra hebraica shama’ e as formas cognatas do grego akouo,
são os termos frequentemente traduzidos como “obedecer” no Antigo e
Novo Testamentos. Contudo, essas palavras têm um significado profundo
que vai além da simples ação de seguir ordens, implicando na ideia de
“ouvir reverentemente” ou “escutar de forma submissa”. Assim, é correto
dizer que a verdadeira obediência requerida dos crentes começa com uma
escuta atenta e respeitosa à voz de Deus que se desdobra numa resposta
de fé, compromisso e submissão.
Na perspectiva bíblica, o verdadeiro “ouvir” é inseparável da
obediência. Quando a Bíblia menciona que alguém “ouve” a Deus, isso não
se refere apenas à recepção física das palavras, mas à sua aceitação com
fé, seguida por uma ação correspondente. A obediência, assim, é mais do
que um ato isolado; é uma expressão de confiança e reverência.
Em Mateus 11:15, por exemplo, na conhecida declaração de Jesus: "quem tem ouvidos para ouvir, ouça",
o chamado não é apenas para escutar as palavras, mas para respondê-las
com obediência. Isso quer dizer que ouvir a Palavra de Deus implica em
obedecer a essa Palavra.
A obediência como mandamento e gratidão
Na Bíblia, a obediência a Deus não é apresentada como uma opção, mas
como um mandamento explícito. Desde os primeiros capítulos das
Escrituras, vemos a importância da obediência no relacionamento entre
Deus e a humanidade. Adão e Eva foram instruídos a obedecer a uma única
ordem específica no Jardim do Éden, e sua desobediência resultou na
queda da humanidade (Gênesis 2:16-17; 3:6).
A Bíblia reconhece que a obediência pode ser motivada por diferentes
fatores, incluindo a expectativa de bênçãos ou o temor de punições, como
visto em Deuteronômio 28. No entanto, essa motivação não deve ser
entendida de forma simplista. Os escritores bíblicos frequentemente
apresentavam razões práticas para a obediência, mas sempre subentendendo
que a verdadeira obediência é movida pelo amor e pela reverência a
Deus.
Portanto, a obediência na Bíblia vai além de um mero cumprimento de
regras. Ela é profundamente conectada ao amor e à confiança em Deus.
Jesus, ao ensinar seus discípulos, afirmou: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos”
(João 14:15). Esse versículo deixa claro que a verdadeira obediência é
motivada, antes de tudo, por amor e gratidão num desejo de agradar a
Deus, e não por medo ou obrigação.
A obediência como expressão de fé
A obediência é, de fato, uma evidência de fé genuína, uma expressão prática da confiança em Deus. O
escritor de Hebreus destaca a obediência de Abraão como um exemplo de fé ativa (Hebreus
11:8). Abraão não apenas acreditou em Deus, mas demonstrou sua fé
através da obediência, mesmo quando as promessas de Deus pareciam
humanamente impossíveis. A disposição de
Abraão em obedecer, mesmo quando chamado a sacrificar seu filho, Isaque,
revelava uma confiança inabalável no caráter e nas promessas do Senhor
(Gênesis 22:2-3).
Neste contexto, a obediência cristã pode ser entendida como a
manifestação visível de uma fé que crê que Deus é soberano, justo e bom
em todas as Suas ordens. É através da obediência que o crente prova a
autenticidade de sua fé, demonstrando que sua confiança em Deus é maior
do que suas circunstâncias ou entendimento humano.
O apóstolo Paulo também destacou essa relação em sua expressão “obediência da fé”
(Romanos 1:5). Ele ensinou que a verdadeira fé inevitavelmente conduz à
obediência, e essa obediência é o que confirma a autenticidade da fé.
Não há dicotomia entre ouvir a Palavra de Deus e obedecê-la; pelo
contrário, a obediência é a concretização desse “ouvir” com fé. No Novo
Testamento, a fé e a obediência estão tão intimamente ligadas que muitas
vezes são tratadas quase que como sinônimos. Jesus frequentemente
enfatizou que ouvir Suas palavras e colocá-las em prática era a marca do
verdadeiro discípulo (Mateus 7:24). Além disso, a obediência é
apresentada como a resposta natural à
Palavra de Deus por parte do redimido, sendo tanto uma decisão pessoal quanto uma
expressão de compromisso com Cristo mediante a obra regeneradora e
santificadora do Espírito Santo em sua vida (Romanos 10:17; Atos 6:7).
A obediência externa e interna
A obediência a Deus possui tanto um aspecto externo quanto interno.
Externamente, a obediência é vista nas ações e no comportamento que se
alinham com os mandamentos divinos. No Antigo Testamento, as bênçãos e
maldições associadas à obediência ou desobediência refletiam a
importância de seguir as ordenanças de Deus (Deuteronômio 28). No
entanto, a obediência verdadeira vai além da conformidade externa; ela
deve surgir de uma disposição interna sincera.
O profeta Samuel destacou isso ao afirmar que "obedecer é melhor do que sacrificar" (1 Samuel 15:22). Jesus também criticou os fariseus por sua obediência
superficial à lei, que carecia de sinceridade e integridade (Mateus
23:23-25). A verdadeira obediência, portanto, envolve não apenas a ação,
mas também o coração, uma submissão interna que se manifesta
externamente.
As bênçãos da obediência a Deus
A obediência a Deus não é somente um dever, mas também uma fonte de
bênçãos. Deuteronômio 28 ilustra claramente as bênçãos que acompanham a
obediência e as maldições que resultam da desobediência. Embora essa
passagem tenha sido dirigida ao povo de Israel sob a Antiga Aliança, o
princípio permanece aplicável: a obediência a Deus resulta em uma vida
abençoada, enquanto a desobediência traz consequências adversas.
Além disso, o
Sl 01 descreve o homem obediente como alguém que prospera em tudo o que faz.
Aquele que se deleita na lei do Senhor é comparado a uma árvore plantada
junto a ribeiros de águas, que dá o seu fruto na estação certa e cujas
folhas não secam (Salmo 1:2,3). Isso indica que a obediência não só
honra a Deus, mas também coloca o crente em uma posição onde ele pode
experimentar a plenitude das bênçãos divinas.
A obediência a Deus ainda está intimamente ligada ao processo de santificação, que é a conformidade progressiva do crente à imagem de Cristo. Paulo, em sua Carta aos Romanos, exorta os crentes a apresentarem seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, o que ele chama de "culto racional" (Romanos 12:1). Esse ato de consagração envolve uma obediência
contínua, onde o crente busca viver de acordo com a vontade de Deus em
todas as áreas da vida.
A obediência de Cristo como modelo
A obediência de Cristo é o exemplo supremo para os crentes. Jesus
demonstrou obediência tanto em Sua vida quanto em Sua morte, cumprindo o
plano divino em todos os aspectos. Mesmo sendo Deus, Ele se humilhou,
assumiu a forma de servo e foi obediente até a morte, e morte de cruz
(Filipenses 2:8).
Essa obediência foi tanto ativa, ao viver uma vida sem pecado em
conformidade com a lei de Deus, quanto passiva, ao aceitar a morte na
cruz em submissão à vontade do Pai; e Ele fez isso em nosso lugar, como
nosso representante. A obra redentora de Cristo é, portanto, descrita em
termos de obediência, que trouxe reconciliação entre Deus e a
humanidade (Romanos 5:19).
Os cristãos são chamados a seguir o exemplo de Cristo, não apenas
obedecendo externamente, mas também internamente, com um coração
alinhado com a vontade de Deus. A fé salvífica, que leva “cativo todo pensamento à obediência de Cristo”, é fundamental para uma vida de obediência genuína (2 Coríntios 10:5).
Para o crente, a obediência a Deus não se trata de um fardo, mas de
um privilégio que demonstra nosso amor por Ele, nossa gratidão por Suas
bênçãos, nossa fé em Suas promessas e nosso desejo de viver para Sua
glória. Quando o crente ouve a Palavra de Deus e responde com
obediência, ele não apenas cumpre um mandamento, mas honra a Deus e se
alinha com a vontade divina, sendo moldado à imagem de Cristo. Através
da obediência, o crente experimenta as bênçãos que acompanham uma vida
submissa à vontade do Senhor.