quarta-feira, 31 de julho de 2019

A RENÚNCIA POR AMOR A CRISTO


Resultado de imagem para renuncia ao amor de cristo


Texto Bíblico: Mateus 16.24-26 

24- E Jesus disse aos discípulos: — Se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. 25-Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. 26- O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta essa vida. 

Introdução: 

O que é renuncia?

  • Renúncia é deixar voluntariamente algo que custe um alto sacrifício, um alto preço
  • Deixar a posse de; 
  • Abjurar; 
  • Fazer recusa;
  • Privar de posse ou gozo de alguma coisa.


1- A Renúncia Para Seguir á Cristo:

– “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser (livre arbítrio) vir após mim…
·         … renuncie a si mesmo… (Renúncia Pessoal),
·         … tome sobre si a sua cruz… (Sacrifício Próprio),
·         … e siga-me.” (Fidelidade).


Exemplos de Renúncias: 


·         Abraão. 

– A renúncia de sua terra de sua parentela e da casa de seu pai. 

“1 - 
Certo dia o Senhor Deus disse a Abrão: — Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. 2- Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. 3- Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo." Gn 12,1-3

"
Foi pela fé que Abraão, ao ser chamado por Deus, obedeceu e saiu para uma terra que Deus lhe prometeu dar. Ele deixou o seu próprio país, sem saber para onde ia." Hb 11,8). 

 A renúncia de seu único filho Isaque. 

"Gn 22.1-14 -  1- Algum tempo depois Deus pôs Abraão à prova. Deus o chamou pelo nome, e ele respondeu: — Estou aqui. 2 - Então Deus disse: — Pegue agora Isaque, o seu filho, o seu único filho, a quem você tanto ama, e vá até a terra de Moriá. Ali, na montanha que eu lhe mostrar, queime o seu filho como sacrifício. 3- No dia seguinte Abraão se levantou de madrugada, arreou o seu jumento, cortou lenha para o sacrifício e saiu para o lugar que Deus havia indicado. Isaque e dois empregados foram junto com ele. 4- No terceiro dia, Abraão viu o lugar, de longe. 5- Então disse aos empregados: — Fiquem aqui com o jumento. Eu e o menino vamos ali adiante para adorar a Deus. Daqui a pouco nós voltamos. 6- Abraão pegou a lenha para o sacrifício e pôs nos ombros de Isaque. Pegou uma faca e fogo, e os dois foram andando juntos. 7- Daí a pouco o menino disse: — Pai! Abraão respondeu: — Que foi, meu filho? Isaque perguntou: — Nós temos a lenha e o fogo, mas onde está o carneirinho para o sacrifício? 8 - Abraão respondeu: — Deus dará o que for preciso; ele vai arranjar um carneirinho para o sacrifício, meu filho. E continuaram a caminhar juntos. 9- Quando chegaram ao lugar que Deus havia indicado, Abraão fez um altar e arrumou a lenha em cima dele. Depois amarrou Isaque e o colocou sobre o altar, em cima da lenha. 10- Em seguida pegou a faca para matá-lo. 11- Mas nesse instante, lá do céu, o Anjo do Senhor o chamou, dizendo: — Abraão! Abraão! — Estou aqui — respondeu ele. 12 - O Anjo disse: — Não machuque o menino e não lhe faça nenhum mal. Agora sei que você teme a Deus, pois não me negou o seu filho, o seu único filho. 13- Abraão olhou em volta e viu um carneiro preso pelos chifres, no meio de uma moita. Abraão foi, pegou o carneiro e o ofereceu como sacrifício em lugar do seu filho. 14- Abraão pôs naquele lugar o nome de “O Senhor Deus dará o que for preciso.” É por isso que até hoje o povo diz: “Na sua montanha o Senhor Deus dá o que é preciso.”

Hb 11.17-18 - "
17- Foi pela fé que Abraão, quando Deus o quis pôr à prova, ofereceu o seu filho Isaque em sacrifício. Deus tinha prometido muitos descendentes a Abraão, mas mesmo assim ele estava pronto para oferecer o seu único filho em sacrifício. 18- Deus lhe tinha dito: “Por meio de Isaque é que você terá descendentes.” 

·         Moisés. 

– A renúncia de ser chamado filho da filha de Faraó.
– A renúncia do Egito – trono. 

24 - 
Foi pela fé que Moisés, quando já era adulto, não quis ser chamado de filho da filha e de Faraó. 25- Ele preferiu sofrer com o povo de Deus em vez de gozar, por pouco tempo, os prazeres do pecado. 26- Ele achou que era muito melhor sofrer o desprezo  por causa do Messias do que possuir todos os tesouros do Egito. É que ele tinha os  flhos fixos na recompensa futura.-  Hb 11,24-27

·         Daniel. 

– A renúncia da porção do manjar do rei. 

"
Daniel resolveu que não iria ficar impuro por comer a comida e beber o vinho que o rei  dava; por isso, foi pedir a Aspenaz que o ajudasse a cumprir o que havia resolvido". Dn 1,8. 

·         Jesus. 

– A renúncia de sua posição – Deus.

"
6 - Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. 7 - Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, 8 - ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte — morte de cruz. Fl 2,6-8

·         Os discípulos. 

– A renúncia de tudo para seguir a Cristo.

"
Aí Pedro disse: — Veja! Nós deixamos a nossa família e seguimos o senhor". -  Lc 18,28. 

·         Apóstolo Paulo. 

– A renúncia de sua vida. 

"
Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim." -  Gl 2,20; 

"
Pois para eu viver é Cristo, e morrer é lucro; No passado, todas essas coisas valiam muito para mim; mas agora, por causa de Cristo, considero que não têm nenhum valor. -  Fl 1,21; 3,7. 


2- O Que Devemos Renunciar Por Amor à Cristo: 

  • A nossa vida. (“Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.” - Mt 16,25).
  • O pecado. (“Assim nós temos essa grande multidão de testemunhas ao nosso redor. Portanto, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra firmemente em nós e continuemos a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós. 2 Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus”. - Hb 12.1-2).
  • As obras da carne. (“As pessoas que vivem de acordo com a sua natureza humana não podem agradar a Deus.” - Rm 8,8; “16 Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana. 17 Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem. 18 Porém, se é o Espírito de Deus que guia vocês, então vocês não estão debaixo da lei. 19As coisas que a natureza humana produz são bem-conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, 20a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, 21as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus”. - Gl 5,16-21).
  • As coisas deste mundo. (“Assim nós temos essa grande multidão de testemunhas ao nosso redor. Portanto, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra firmemente em nós e continuemos a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós. Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus.Hb 12,1-2). 


3- Porque Devemos Renunciar Por Amor à Cristo: 

  • Para segui-lo. (“E Jesus disse aos discípulos: — Se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe.  - Mt 16,24).
  • Para agradar a Deus. (“8-As pessoas que vivem de acordo com a sua natureza humana não podem agradar a Deus. - Rm 8,8; “Que a sua felicidade esteja no Senhor! Ele lhe dará o que o seu coração deseja. - Sl 37,4).
  • Para ter o direito as mansões celestiais. (“Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. 3E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também.Jo 14,2-3).




quarta-feira, 17 de julho de 2019

O QUE É LIVRE - ARBÍTRIO?


Resultado de imagem para livre arbitrio


O livre-arbítrio é o poder que temos de tomar uma decisão, sem sermos obrigados a escolher uma determinada opção. O livre-arbítrio é nosso poder de escolha. Por causa do livre-arbítrio, cada pessoa é responsável por suas ações. Deus nos deu o livre-arbítrio.

O livre-arbítrio existe?

Sim, o livre-arbítrio existe. Todas as pessoas são influenciadas por muitos fatores, mas esses fatores não tiram nosso poder de escolha. Nós também influenciamos eventos. A Bíblia ensina que cada pessoa pode tomar decisões e é responsável por essas decisões.

Deus nos ama e nos deu livre-arbítrio para podermos O amar também. Só uma pessoa com livre-arbítrio consegue amar. Nós não somos “bonecos” que Deus usa para brincar. Ele nos concedeu livre-arbítrio porque somos especiais para Ele.

Mas o livre-arbítrio implica responsabilidade. Nossas ações têm conseqüências e somos responsáveis por elas. Livre - arbítrio não significa que podemos fazer coisas erradas sem pagar o preço. Nossa liberdade é limitada pelas regras de Deus (Romanos 2,6-8).

Deus sabe o que vou escolher?

Sim, Deus sabe todas as coisas. Ele dá poder de escolha, mas também consegue ver a decisão que você vai tomar. Isso não significa que você não tem livre-arbítrio. Deus sabe suas escolhas, mas é você quem as toma. Deus trabalha com as decisões que tomamos para cumprir Seus planos (Romanos 8,28). É um pouco como um jogador profissional de xadrez que consegue prever as jogadas do oponente e usa essa vantagem para organizar sua estratégia. Ao mesmo tempo somos livres para escolher e Deus está no controle.

O que Deus diz sobre livre-arbítrio?

A expressão livre-arbítrio não aparece na Bíblia, mas Deus dá ao homem capacidade de escolher e responsabiliza os seres humanos por cada um dos seus atos, mesmo nunca tendo falado especificamente sobre livre-arbítrio.

Se entendermos a expressão livre arbítrio como a capacidade que todos os seres humanos têm de escolher e tomar decisões que produzem um efeito real e alteram situações, sim, Deus fala sobre isso e podemos ler na Bíblia sobre esse tema.

Logo no segundo capítulo da Bíblia, no livro de Gênesis, Deus fala com Adão, dizendo que ele tinha uma escolha, a de não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Comendo, ele morreria (Gênesis 2,16-17).
Isso significa que segundo a Bíblia, seres humanos não são robôs mas sim seres capazes de tomar decisões reais que afetam suas vidas e as vidas de outros ao seu redor.

O livre-arbítrio e a soberania de Deus

A Bíblia nos ensina que Deus é soberano, que nada acontece que não tenha sido determinado por sua vontade (Isaías 55,11). E vemos até que o próprio Deus endureceu o coração do faraó para não deixar o povo de Deus sair do Egito. Isso parece entrar em conflito com o nosso livre-arbítrio, mas não é o caso.

A nossa capacidade de escolher e a soberania de Deus são apresentadas na Bíblia como duas verdades que, embora possam parecer contraditórias a nós, caminham, na realidade, lado a lado.

Então, será que somos verdadeiramente livres nas escolhas que fazemos, se Deus é soberano sobre todas as coisas? Não será isso injusto? Se Deus manda em tudo, como é que Ele pode nos responsabilizar pelas escolhas que fazemos? A resposta do apóstolo Paulo para esse tipo de pergunta está em Romanos 9,19-20:

Mas algum de vocês me dirá: "Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois quem resiste à sua vontade?" Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? "Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: 'Por que me fizeste assim? '"

Deus é justo e temos que confiar na justiça dele. Pode ser difícil de entender, mas estas três coisas são verdade:

Nós somos livres de escolher;
Somos responsáveis pelo que escolhemos;
Deus é soberano sobre tudo.

O livre arbítrio e a natureza pecadora

A partir do momento em que desobedeceu a Deus, o homem não só pecou como tornou-se incapaz de não pecar. O pecado passou a fazer parte da sua natureza.

Livre - arbítrio, por isso, não significa que podemos escolher fazer ou não fazer tudo o que queremos. Nós não podemos escolher não pecar. É isso que significa ser "escravo do pecado" (Romanos 6,6).

A boa notícia é que pelo poder do Espírito Santo, que habita naqueles que já nasceram de novo, é possível escolher não pecar (Romanos 8,7-9):

"a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo".

O que a Bíblia fala sobre liberdade?

A Bíblia diz que a liberdade é a capacidade para escolher não pecar. Quem aceita Jesus como seu salvador fica liberto do domínio do pecado. A liberdade em Jesus não é uma licença para fazer tudo que queremos, sem conseqüências.

A Bíblia explica que quando pecamos nos tornamos escravos do pecado (João 8,34). Sabemos o que é certo e bom mas fazemos o que é errado, porque nossa vontade é controlada pelo pecado. Mas quando aceitamos Jesus como salvador ele nos liberta da escravidão ao pecado. Com a ajuda de Jesus podemos dizer “não!” ao pecado.

Quem ama a Deus quer fazer o que é certo, para O agradar. Estamos livres do poder do pecado mas agora nos sujeitamos à vontade de Deus. Essa sujeição ainda é liberdade, porque obedecemos por amor, não por falta de escolha (Romanos 8,14-15).

A sujeição ao pecado nos prende e destrói mas a sujeição a Deus nos dá uma vida melhor e mais completa. A escravidão do pecado apenas traz problemas e sofrimento. A liberdade da Bíblia é a promessa da vida eterna abundante, sem sofrimento (Romanos 6,20-23).

Liberdade para pecar?

Jesus nos liberta do poder do pecado, mas a Bíblia nos avisa a não cair novamente na escravidão (Gálatas 5,1). Quem continua pecando está se sujeitando ao pecado novamente. O crente que peca se expõe a sofrimento desnecessário. O pecado dificulta o crescimento espiritual.

Para ser salva, uma pessoa precisa se arrepender. Arrependimento é decidir mudar, não apenas sentir culpa. Deus ajuda quem quer mudar de vida. Quem é salvo quer fazer o que é certo. Isso implica parar de pecar.

A Bíblia também avisa sobre outra forma de escravidão: muitas regras e restrições. Jesus nos liberta para podermos desfrutar do que é bom no mundo sem pecar. O objetivo não é nos escravizar com um monte de regras sobre o que não podemos fazer. Muitas regras não nos ajudam a viver de forma santa (Colossenses 2,20-23).

A Bíblia nos dá conselhos sobre o que devemos evitar, para não cair novamente na escravidão do pecado (1 Coríntios 6,12). Estudando a Bíblia, na igreja e com a ajuda do Espírito Santo, o crente vai aprendendo o que é bom e mau e como escolher o bem. Isso lhe dá mais liberdade, não o escraviza.


Por - Marco  Antonio Lana (Teólogo Bíblico)

domingo, 7 de julho de 2019

SER MORDOMO DE DEUS. O QUE É?



Imagem relacionada
Referência: 1 Coríntios 4,1-2
INTRODUÇÃO
1. “Se você quer saber por que você está aqui neste planeta, você tem que começar com Deus. Você nasceu por seu propósito e para seu propósito” (Rick Warren). João Calvino começa as suas Institutas mostrando que o conhecimento do homem, sua origem e propósito só pó ser compreendido quando conhecemos primeiro a Deus.
2. Você não descobre o significado da vida, como muitos livros de auto-ajuda dizem, olhando para dentro, mas olhando para o alto. Ilustração: Um homem perdido na floresta. Você não sairá daqui olhando para onde você está você se dirigir olhando para o outro lado da montanha.
3. O propósito da vida não está na especulação dos milhares de filósofos, mas na revelação divina. Você não é um acidente. Seu nascimento não foi um engano. Seus pais podem não ter planejado você, mas Deus planejou. Deus não ficou surpreso por nascimento, antes o esperou. Antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. 
a) Deus planejou cada detalhe do seu corpo (Salmo 139).
b) Deus determinou os talentos naturais que você possuiria e também sua personalidade única.
c) Deus determinou o tempo da sua vida sobre a terra.
d) Deus determinou onde você nasceria: sua nacionalidade, filiação, temperamento, cultura. Sua nacionalidade não é arbitrária. 
e) Deus determinou como você iria nascer. Enquanto há pais ilegítimos, não há filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados por seus pais, mas foram planejados por Deus. 
f) Deus pensou em você antes de criar o mundo.
g) Deus planejou você para um propósito específico: ser seu mordomo!
I. O QUE É SER UM MORDOMO DE DEUS?
1. Definição:
MORDOMO: aquele que é incumbido da direção da casa, o administrador. Ele não é dono, mas o dono da casa lhe confia tudo o que tem para ser cuidado e desenvolvido: terras, dinheiro, jóias, esposa, filhos, alimentação da família e administração de suas    riquezas.  Quando o mordomo se sente dono dos bens do seu senhor, ele trai o seu senhor. Quando o mordomo deixa de cuidar com zelo e fidelidade dos bens do seu senhor, ele torna-se infiel.
3 PRINCÍPIOS PARA SER UM MORDOMO FIEL E ABENÇOADO.

1 – SEJA UM BOM ADMINISTRADOR.

José – Gn. 39,4.6: “logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha… Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava”. José foi um mordomo Fiel e um Bom Administrador na casa de Potifar e Deus abençoou.
2 – TUDO QUE TEMOS E TUDO QUE SOMOS PERTENCE A DEUS.  Salmos 24,1

Vamos prestar conta da nossa mordomia. Como usamos nossa vida, família, bens, recursos, talentos, oportunidades, tempo, dinheiro. Tudo que temos pertence a Deus, ele tem confiado a nós: casa, carro, trabalho, empresas para sermos bons administradores. Por isto, não sejamos maus mordomos, fechando o nosso coração para ajudar a obra de Deus. Ame o Reino de Deus, participe dos pequenos grupos, oferte e dizime; pois o Dono de Tudo (Deus) abençoará todas as áreas da sua vida.
3 – PRATIQUE A FIDELIDADE:

Sempre que, administramos e gastamos os recursos que Deus tem nos confiado como se eles fossem nossos, não observando que pertencem a Deus, tornamo-nos Mordomos Infiéis. Administre bem e seja Fiel em tudo que Deus confiar em tuas mãos: família, casa, trabalho, negócios, amizades, discipulado, seu pequeno grupo e etc. Seja fiel a uma ordenança de Jesus: participar da SANTA CEIA DO SENHOR. Todo 2º domingo de cada mês temos este compromisso com Deus, com o pastor, com o líder e com toda a congregação de estar em comunhão com o corpo e o sangue de Jesus.
2. Exemplos bíblicos de mordomia
a) Eliezer – Gn 24,2 “Disse Abraão ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuía…”. Eliezer não apenas cuidava dos bens de Abraão, mas também da família de Abraão. É incumbido de procurar uma esposa para Isaque. Eliezer obedece prontamente e fielmente. Ele depende de Deus para obedecer ao seu Senhor e ora, pedindo a direção de Deus (Gn 24,12-14).
b) José – Gn 39,4.6: “logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha… Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava”. 
c) Paulo – Ele compreendeu que sua vida tinha um propósito definido (At 20,24). Alertou para o fato de que devemos manter sempre viva a verdade de que somos mordomos dos mistérios de Deus (1 Cor 4,1-2).
d) Jesus – Jesus veio ao mundo cumprir o propósito do Pai. Tudo o que o Pai lhe confiou ele executou fielmente. A agenda do Pai era a sua agenda. A vontade do Pai era a sua vontade. Mesmo sofrendo por sua fidelidade ao propósito do Pai, permaneceu firme, deixando-nos o exemplo. “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1 Pe 2:21).
II. POR QUE DEVEMOS SER MORDOMOS DE DEUS?
1. Porque Deus como o dono e sustentador do universo nos delegou essa função
a) A função do homem é de mordomo e não de proprietário 
  • Gn 2,15-17: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor lhe deu esta ordem: De toda esta ordem: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. O homem tinha ordens de coisas que permitidas, ordenadas e proibidas.
  • Gn 1,28: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”. Ao homem cabe não apenas encher a terra, mas também sujeitá-la. O crescimento populacional precisa ser responsável. O homem é mordomo!
  • Salmo 8,3-9: “… deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste: ovelhas e bois, tudos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares”
  • Como mordomo da criação o homem tem cometido dois erros: VENERAÇÃO E DEPREDAÇÃO.

b) Deus é o dono de tudo e não nos passou escritura do que lhe pertence
  • Gn 14,22 – Abraão disse para o rei de Sodoma que o “Deus altíssimo possui o céus e a terra”.
  • Dt 10,14 – “Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor, teu Deus, a terra e tudo o que nela há”.
  •  Salmo 24:1 – “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”. Os animais são de Deus (Sl 50:10-12), a terra é de Deus (Lv 25:23), a prata e o ouro são de Deus (Ag 2:8), o que a terra produz é de Deus (Os 2:8); até mesmo os bens que administramos e empregamos na obra de Deus é de Deus (1 Cr 29:13-16).
  • Sempre que granjeamos, administramos e gastamos os recursos como se eles fossem nossos, não observando que pertencem a Deus, tornamo-nos mordomos infiéis.

2. Porque nós mesmos não nos pertencemos, mas somos propriedade exclusiva de Deus
a) Por direito de criação (Gn 1:27; 2:7; Is 42:5; 43:1-7)
  • O homem não é produto do acaso, de evolução. Deus nos criou, nos formou, nos entreteceu. Ilustração: Marshall Nirenberg – 60 trilhões de célutas com 1,70 cm de fita DNA e a perseguição do período da revolução Francesa.

b) Por direito de preservação (At 14:15-17; 17:22-28) 
  • A doutrina da providência é maravilhosa. Ela alcança ímpios e remidos. Deus dá a chuva e o sol ao pai de santo e ao pastor. Ele dá saúde ao salvo e incrédulo. As bênçãos da graça comum, ele as distribui a todos.
  • Nos dá vida, respiração, saúde, proteção, alimento, paladar, livramento. Ilustração: A diferença entre DEISMO E TEISMO.

c) Por direito de redenção (1 Co 6:19-20; 1 Pe 2:9; Ap 5:9)
  • Deus nos criou para a sua glória (Is 43:7). O pecado nos afastou de Deus (Is 59:2). Então, Deus nos comprou pelo preço do sangue do seu Filho (At 20:28; 1 Co 6:20). 
  • Somos de Deus porque ele nos criou, porque ele nos preserva e porque ele nos remiu.
  • Ilustração: O menino que fez um barquinho e ao brincar com ele, este escapou de suas mãos, levado pela correnteza. Viu dias depois o seu barquinho na vitrine de uma loja. Insistiu que o barquinho lhe pertencia. Mas o dono disse-lhe que ele precisava comprar. O pai lhe deu o dinheiro e ele foi e comprou o seu próprio barquinho. Com alegria, disse: “Agora você é meu duas vezes. Primeiro, porque o fiz; e segundo, porque eu o comprei.”

III. QUAIS AS IMPLICAÇÕES DE SERMOS MORDOMOS DE DEUS?
1. Passamos a ter um profundo senso do sagrado. 
  • Acaba-se a distinção entre sagrado e profano, ou atividades seculares e religiosas. Tudo passa ser sagrado e litúrgico. Exemplo: Isaque levanta um altar e cava um poço no mesmo lugar.
  • O trabalho é sagrado. Você é um mordomo no comércio e no templo.
  • O lar, a escola, o trabalho, a igreja participa da mesma esfera sagrada, porque Deus se importa com tudo o que é dele. 

2. Passamos a ter um profundo senso de responsabilidade. 
  • Vamos prestar conta da nossa mordomia (Lc 16:1). Como usamos nossa vida, família, bens, recursos, talentos, oportunidades, tempo, dinheiro
  • O que se requer dos mordomos é que eles sejam encontrados fiéis (1 Co 4:1-2).
3.    Passamos a ter um profundo senso de dependência
  • 1 Pedro 4:10 “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. 
  • 2 Timóteo 2:21 “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra”.
  • Nenhum mordomo poderá desempenhar o seu sublime papel sem total dependência de Deus, sem o poder do Espírito Santo.


Por - Marco Antônio Lana (Teólogo Bíblico)



domingo, 30 de junho de 2019

O PAI NOSSO EXPLICADO


O Pai Nosso nos ensina como devemos orar para Deus. Não é uma fórmula mágica, que precisamos repetir palavra por palavra para funcionar, mas é um guia para aprender a orar.

A oração dominical, depois de invocar Deus como Pai, nos abre para sete pedidos: os três primeiros nos fazem adentrar a glória de Deus e quatro seguintes nos revelam o caminho para lá chegar. Vejamos o que diz cada uma destas sete petições.

Podemos usar os temas da oração do Pai Nosso para fazer nossas próprias orações:
1. Orar para Deus



Jesus nos ensinou a falar diretamente com Deus. Não precisamos de intermediários, como Maria ou os santos. Deus ouve nossas orações. Mas devemos orar com respeito, pedindo que Deus seja glorificado até em nossas orações.

Santificado seja o vosso Nome

O primeiro pedido é um louvor e uma ação de graças, pois santificar o nome de Deus é reconhecer com gratidão toda a obra de revelação, de salvação e de santificação que Ele fez em nosso favor. Durante toda a história da salvação, Ele vai se revelando a Si mesmo, dando a conhecer quem Ele é: Seu nome. O homem, introduzido neste mistério, maravilha-se diante dele e só pode exclamar sua admiração e gratidão. O louvor a Deus, a vida eucarística, é a razão pela qual o homem foi criado. São Paulo reflete bem esta petição do Pai Nosso quando diz aos tessalonicenses: “Em tudo dai graças, pois é esta a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (cf. 1Ts 5,18). Todos os outros seis pedidos decorrem de quem Deus é, e de como Ele age na história e na vida dos homens.

2. Deus em primeiro lugar


 Quantas vezes a oração cai em chantagem e exigência! Deus, eu quero isto, senão eu deixo de amar você - isso não é oração. A vontade de Deus é mais importante que nossa vontade. Quando oramos, devemos começar por submeter nossa vontade à vontade de Deus.

Venha a nós o vosso Reino

O Reino de Deus existe antes de nós, aproximou-se de nós no Verbo encarnado, instaurou-se na morte e ressurreição de Cristo e se perpetua no nosso meio na Eucaristia, encaminhando-nos para sua plenitude no final dos tempos. A Igreja e cada cristão, unidos ao Espírito (cf. Ap 22,17), nesta segunda petição desejam a vinda plena do reino e, ao mesmo tempo, se comprometem por viver de acordo com a sua realidade no hoje, na expectativa final onde Deus será tudo em todos (cf. 1Cor 15,28). Longe de colocar os cristãos fora deste mundo, esta prece os coloca como evangelizadores, anunciando a necessidade do acolhimento da misericórdia e da conversão para adentrar no reino.

Seja feita a vossa Vontade

A vontade do Pai nos foi revelada por Cristo como realidade salvífica universal (cf. 1Tm 2.3-4) e como mandamento de amor (cf. Jo 13,34). Jesus é a máxima expressão do cumprimento da vontade do Pai e, na unção do Espírito, a Igreja prolonga esta vida de obediência. Os cristãos, por esta petição, pedem para entrar no mistério da vontade de Deus, e para terem a força necessária de colocá-la em prática por meio de palavras e atos.

3. Sustento 



Revoluções já foram iniciadas por falta de pão! Pão é um alimento básico, importante para sobreviver. Nossa vida, nosso sustento depende de Deus. Quando reconhecemos isso e oramos confiando em Deus, Ele nos dá o sustento que precisamos, mesmo quando parece impossível.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje

Quando pedimos a Deus o pão, confessamos que Ele é o Deus bondoso que cuida de nós, seus filhos amados, e que nos dará aquilo que nos é necessário para vivermos. Esta prece nos liberta da escravidão pelos bens, pois coloca nossa segurança em Deus (cf. Mt 6,25-34). Todavia, não podemos cair numa falsa concepção da providência. Deus age através de nosso trabalho e de nossas lutas. O pão se torna símbolo de tudo de que precisamos: necessidades materiais e espirituais. Ele é, ao mesmo tempo, o pão material (alimento) e o pão espiritual (a palavra e a Eucaristia).
4. Perdão



Uma parte importante da oração é pedir e oferecer perdão. Devemos ser humildes para reconhecer nossos erros e pedir perdão a Deus. Mas também devemos perdoar quem pecou contra nós. Quando entendemos que Deus nos perdoa quando não merecemos, devemos fazer o mesmo com outras pessoas que não merecem.

Perdoai-nos as nossas ofensas

Este pedido confessa, ao mesmo tempo, a nossa condição de homens fracos e pecadores e a condição misericordiosa de Deus. Temos a certeza de que Ele está sempre disposto a nos perdoar. Contudo, Ele nos coloca diante de uma condição: “como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Devemos entrar na mesma dinâmica, na qual oferecemos aos irmãos aquilo que queremos de Deus: o perdão. De fato, a vida de Jesus foi radical neste ponto: “Senhor, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). E, ainda, pediu aos seus discípulos que amassem os seus inimigos e rezassem pelos que os perseguiam (cf. Mt 5,43-44). “O perdão se torna condição fundamental da reconciliação dos filhos de Deus como seu Pai, e dos homens entre si” (CIC, nº 2844).

5. Proteção



Deus não nos livra de todas as dificuldades mas ele nos ajuda a ficar firmes na luta contra o pecado. Quando estamos lutando contra tentações, podemos pedir a força de Deus para fazer o que é certo. Deus é mais forte que o pecado. Quando vencemos o pecado, mostramos a glória do Reino de Deus.

Não nos deixeis cair em tentação

Este pedido quer evitar que caiamos, à semelhança de nossos pais (cf. Gn 3), no pecado. A tentação é aquela insinuação que é feita a nós, para que consintamos em escolher como bem aquilo que não corresponde à vontade divina. Jesus, nesta oração, nos ajuda a reconhece a necessidade do dom da fortaleza, da perseverança e do discernimento para não nos afastarmos da vontade de Deus. A vida de oração é o caminho para vencermos as insinuações do tentador, pois purifica o nosso coração e o torna mais vigilante diante das situações que se nos apresentam.

Mas livrai-nos do mal

Este último pedido se refere ao diabo, aquele que se atira no meio do plano de Deus e da obra de salvação realizada em Cristo (cf. CIC, nº 2852). Com esse pedido, Cristo entrega à Igreja uma oração na qual se pede para que os homens sejam libertados de todos os males, presentes, passados e futuros, trazendo a miséria do mundo e apresentando-a a Deus. Só o Pai, por meio de Cristo, pode transfigurar a situação de pecado, de dor e de morte inaugurada pelo maligno na história. O Pai oferece aos homens, pela entrega de Cristo e a força do Espírito, a santidade, a paz e a vida, renovando o mundo a partir de dentro, até chegarmos ao dia no qual toda obra de santidade estará consumada (cf. 1Cor 15,26-28).

Com a ajuda do Pai Nosso, dedique algum tempo hoje a orar para Deus!