terça-feira, 18 de junho de 2013

FAMÍLIA X BÍBLIA - LIÇÃO 07 – O DIVÓRCIO À LUZ DA BÍBLIA



“eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério.” (Mt 19,9).

“3. Os fariseus vieram perguntar-lhe para pô-lo à prova: É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer? 4. Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: 5. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? 6. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. 7. Disseram-lhe eles: Por que, então, Moisés ordenou dar um documento de divórcio à mulher, ao rejeitá-la? 8. Jesus respondeu-lhes: É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim. 9. Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério. 10. Seus discípulos disseram-lhe: Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar! 11. Respondeu ele: Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. 12. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda.” (Mt 19,3-12).

      I.        INTRODUÇÃO.

Por ser algo traumático, o divórcio é sempre um assunto difícil ser tratado. Existem pessoas que não o aceitam em nenhuma condição. Há pessoas que, sob determinadas circunstancias são favoráveis, e há até os que buscam base na Sagrada Escrituras para admiti-lo em qualquer situação. Qual a posição da Bíblia? É o que estudaremos nesta lição.

    II.        O DIVÓRCIO NO ANTIGO TESTAMENTO.

1.    A lei de Moisés e o divorcio.

O capítulo 24 do livro de Deuteronômio trata a respeito do divorcio. Como a pratica havia se tornado comum em Israel, o propósito da lei era regulamentar tal situação a fim de evitar os abusos e preservar a família. Nenhuma lei do Antigo Testamento incentiva alguém a divorciar-se, mas servia como base legal para a proibição de outros casamentos com a mulher divorciada. O o divorcio era e é um ato extremo – “Quando alguém, por aversão, repudia (a mulher) - diz o Senhor, Deus de Israel -, cobre de injustiça as suas vestes - diz o Senhor dos exércitos. Tende, pois, cuidado de vós mesmos e não sejais infiéis!” (Ml 2,16). Infelizmente, muitos que conhecem a Palavra do Senhor se divorciam por qualquer motivo.

O casamento é uma aliança de amor, inclusive com Deus, um pacto que não pode ser quebrado, sobretudo por motivos fúteis e más.

2.    A carta do divorcio.

Uma vez que recebia a carta do divorcio, tanto o homem quanto a mulher estavam livres para se casarem novamente. Todavia, segundo a lei, a mulher que fora repudiada, depois de viver com outro marido, não poderia retornar para o primeiro, pois tal atitude era considerada abominação ao Senhor – “não poderá o primeiro marido, que a repudiou, tomá-la de novo por mulher depois de ela se contaminar, porque isso é uma abominação aos olhos do Senhor e não deve comprometer com esse pecado a terra que te dá em herança o Senhor, teu Deus.” (Dt 24,4). Divorciar-se não era fácil, pois havia varias formalidades, e somente o homem podia pedir o divorcio. A mulher não tinha tal direito. A Leis de Moisés, apesar de não incentivar o divorcio, dispunha de vários mecanismos par torná-lo mais humano (Dt 24).

   III.        O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DO DIVÓRCIO.

1.    A pergunta dos fariseus.

Procurando incriminar Jesus, e imbuídos de idéia difundida pela escola do rabino Hilel (que defendia o direito de o homem dar carta de divórcio a mulher “por qualquer motivo”), os fariseus questionaram: “É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer?” (Mt 19,3b). Respondendo aos acusadores, Jesus relembrou o “princípio” divino para o casamento, quando Deus fez o ser humano, “macho e fêmea”, “ambos uma só carne” (cf. Gn 2,24). Assim, o Mestre concluiu: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.” (Mt 19,6b). Essa é a doutrina originária a respeito da união entre um homem e uma mulher; ela reflete o plano de Deus para o casamento, considerando-o uma união indissolúvel.

2.    O ensino de Jesus.

Os fariseus insistiram: “Por que, então, Moisés ordenou dar um documento de divórcio à mulher, ao rejeitá-la?” (Mt 19,7). Respondendo à insistente pergunta, Jesus explicou que Moisés permitiu da carta de repudio às mulheres: “É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres” (Mt 19,8). Uma mulher abandonada pelo marido ficaria exposta à miséria ou à prostituição para sobreviver. Com a carta de divorcio ela poderia casar-se novamente. Deus não é radical no trato com os problemas decorrente do pecado e com o ser humano. Ele se importava com as mulheres e sabia o quanto elas iriam sofrer com a dureza do coração do homem, e tornou o trato desse assunto mais digno para elas.

Segundo ensinou o Senhor Jesus, o divórcio é permitido somente no caso de infidelidade conjugal.

Ao invés de satisfazer o desejo dos fariseus, que admitiam o divorcio “por qualquer motivo”, o Mestre disse: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; [e o que casar com a repudiada também comete adultério.]” (Mt 19,9). Essa foi a única condição que Jesus entendeu ser suficiente para o divorcio.

3.    Permissão para novo casamento.

Pelo texto bíblico, está claro que Jesus permite o divorcio, com a possibilidade de haver novo casamento, somente por parte do cônjuge fiel, vitima de prostituição, ou infidelidade conjugal. Deus admite a separação do casal, não como regra, mas como exceção, em virtude de práticas insuportáveis relacionadas à sexualidade, que desfazem o pacto conjugal. Do contrário, um servo ou uma serva de Deus seria lesado duas vezes: pelo Diabo, que destrói casamento e, outra, pela comunidade local, que condenaria uma vitima a passar o resto da vida em companhia de um ímpio, ou viver sob o jugo do celibato, que não faz parte do plano original de Deus – “O Senhor Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada. ’”. (Gn 2,18). Todavia, em Jesus o cristão tem forças para perdoar e fazer o possível para restaurar seu casamento. 

  IV.        ENSINOS DE PAULO A RESPEITO DO DIVÓRCIO.

1.    Aos casais cristãos.

Paulo diz: “10. Aos casados mando (não eu, mas o Senhor) que a mulher não se separe do marido. 11. E, se ela estiver separada, que fique sem se casar, ou que se reconcilie com seu marido. Igualmente, o marido não repudie sua mulher. (1Cor 7,10-11). Esta passagem refere-se aos “casais cristãos”, os quais não devem divorciar-se, sem que haja algum dos motivos prescritos na Palavra de Deus – “Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; [e o que casar com a repudiada também comete adultério.]” (Mt 19,9); “Mas, se o pagão quer separar-se, que se separe; em tal caso, nem o irmão nem a irmã estão ligados. Deus vos chamou a viver em paz.” (1Cor 7,15). Se há desentendimentos o caminho não é o divorcio, mas a reconciliação acompanhada do perdão sincero ou o celibato por opção e não por imposição eclesiástica.

2.    Quando um dos cônjuges não é cristão.

Paulo ensina que, se o cônjuge não cristão concorda em viver (dignamente) com o cristão, que este não o deixe – “12. Aos outros, digo eu, não o Senhor: se um irmão desposou uma mulher pagã (sem a fé) e esta consente em morar com ele, não a repudie. 13. Se uma mulher desposou um marido pagão e este consente em coabitar com ela, não repudie o marido. 14. Porque o marido que não tem a fé é santificado por sua mulher; assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé. Do contrário, os vossos filhos seriam impuros quando, na realidade, são santos.” (1Cor 7,12-14). O cristão agindo com sabedoria poderá inclusive ganhar o descrente para Jesus – “Vós, também, ó mulheres, sede submissas aos vossos maridos. Se alguns não obedecem à palavra, serão conquistados, mesmo sem a palavra da pregação, pelo simples procedimento de suas mulheres,” (1Pd 3,1).

3.    O cônjuge fiel não está sujeito à servidão.

O apóstolo porem, ressalva: “Mas, se o pagão quer separar-se, que se separe; em tal caso, nem o irmão nem a irmã estão ligados. Deus vos chamou a viver em paz. Aliás, como sabes tu, ó mulher, se salvarás o teu marido? Ou como sabes tu, ó marido, se salvarás a tua mulher? (1Cor 7,15-16). Ou seja, o cristão fiel, esposo ou esposa, não é obrigado a viver até a morte sob a servidão de um ímpio. Nesse caso, ele ou ela, pode reconstruir a sua vida de acordo com a vontade de Deus – “27. Estás casado? Não procures desligar-te. Não estás casado? Não procures mulher. 28. Mas, se queres casar-te, não pecas; assim como a jovem que se casa não peca. Todavia, padecerão a tribulação da carne; e eu quisera poupar-vos. A mulher está ligada ao marido enquanto ele viver. Mas, se morrer o marido, ela fica livre e poderá casar-se com quem quiser, contanto que seja no Senhor.” (1Cor 7,27-28.39). entretanto, aguarde o tempo de Deus na sua vida.

    V.        CONCLUSÃO.


O divórcio causa sérios inconvenientes à igreja local, às famílias e à sociedade. No projeto original de Deus. Não havia espaço para o divórcio. Precisamos tratar cada caso de modo pessoal sempre em conformidade com a Palavra de Deus. Não podemos fugir do que recomenda e prescreve a Bíblia Sagrada. E não podemos nos esquecer de que a Igreja é também uma “comunidade terapêutica”.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

FAMÍLIA X BÍBLIA - LIÇÃO 06 – A INFIDELIDADE CONJUGAL.



“Quem comete adultério carece de senso, é por sua própria culpa que um homem assim procede.” (Pr 6,32).

“1. Meu filho, atende à minha sabedoria, presta atenção à minha razão, 2. a fim de conservares o sentido das coisas e guardares a ciência em teus lábios. 3. Porque os lábios da mulher alheia destilam o mel; seu paladar é mais oleoso que o azeite. 4. No fim, porém, é amarga como o absinto, aguda como a espada de dois gumes. 5. Seus pés se encaminham para a morte, seus passos atingem a região dos mortos.” (Pr 5,1-5).
“27. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. 28. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.” (Mt 5,27-28).

        I.            INTRODUÇÃO.
Vivemos num mundo carente de valores éticos e princípios cristãos. Para as pessoas que não seguem os desígnios divinos, a infidelidade conjugal é vista como prática socialmente aceitável. Porem, os mandamentos divinos são eternos. De acordo com a Bíblia, o adultério é e continuará a ser uma ofensa ao próprio Deus. Lamentavelmente, muitos cristãos estão se deixando levar pelas atuais ciladas do Diabo, fazendo da infidelidade conjugal um habito. Nesta lição, refletiremos a respeito desse terrível mal que vem infelicitando as famílias.

      II.            ADULTÉRIO, UM GRAVE PECADO.

1.       Conceito e origem da palavra.
A palavra adultério vem do latim adulterium, que significa “dormir em cama alheia”. Segundo o Dicionário Bíblico, é a relação sexual entre uma pessoa casada com outra que não é o seu cônjuge. Tal ato é um pecado gravíssimo perante Deus, sendo condenado tanto no Antigo quanto no novo Testamento:
“Não cometerás adultério.” (Ex 20,14; Dt 5,18);
“Pois os preceitos: Não cometerás adultério,...” (Rm 13,9);
“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem.” (Gl 5,19).
É um ato tão grave que no tempo da Lei Mosaica, a pena para o adultério era apedrejamento:
“Se um homem cometer adultério com uma mulher casada, com a mulher de seu próximo, o homem e a mulher adúltera serão punidos de morte.” (Lv 20,10);
“Se se encontrar um homem dormindo com uma mulher casada, todos os dois deverão morrer...” (Dt 22,22).

2.       É preciso vigiar.
A infidelidade conjugal é um processo maligno que tem inicio na mente. No começo, são apenas alguns pensamentos que surgem de “mansinho”. Se estes, porem, não forem combatidos, acabam por nos impregnar a alma e o coração, redundando em atos vergonhosos,. Tomemos muito cuidado com o que vemos e pensamos – “Não porei coisa más diante dos meus olhos...” (Sl 101,3); “Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos.” (Fl 4,8). Enfim, vigiemos e oremos constantemente para não cairemos nas astutas ciladas do Diabo – “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio.” (Ef 6,11). Jesus exortou-nos a respeito da vigilância e da oração – “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26,41). Davi, mesmo sendo um homem segundo o coração de Deus – “Agora o teu reino não subsistirá. O Senhor escolheu para si um homem segundo o seu coração e o fará chefe de seu povo, porque não observaste as suas ordens.” (1Sm 13,14), não vigiou. Ele cometeu um adultério que o arrastou a hum homicídio (2Sm 11). Por isso, vigie.

3.       Buscar a presença de Deus e não desprezar o cônjuge.
Sem a presença de Deus, o casal torna-se vulnerável às investidas do Maligno. Todavia, a comunhão diária com Cristo, por intermédio da oração, da leitura da Bíblia e do jejum, além de fortalecer-nos, ajuda-nos a ter um bom relacionamento com o cônjuge. A presença divina auxilia-nos a suportar as crises.
Muitos, por falta de orientação, acabam dedicando-se excessivamente ao ministério eclesiástico em detrimento da família. O resultado é que a esposa e os filhos deixam de receber atenção e carinho. É bom dedicar-se à obra de Deus. A família, porem, não pode ser esquecida, pois ela é o primeiro rebanho do pastor – (1Tm 3,1-7.5,8; 1Cor 7,32-34).

    III.            AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE.

1.       Afastamento de Deus.
A Palavra de Deus diz que “Porque os lábios da mulher alheia destilam o mel; seu paladar é mais oleoso que o azeite.” (Pr 5,3). O pecado, a principio, pode ser até “prazeroso”, mas o preço a ser pago é muito alto; não vale a pena; traz sofrimento e muita dor.
A imoralidade sexual e a infidelidade destroem a família. Todos no lar são afetados de alguma forma. Alguns minutos de prazer ilícitos podem levar um homem, ou uma mulher, para o inferno, para a perdição eterna – “nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.” (1Cor 6,10). Deus é santo e não aceita o pecado. O adultério divide a família, afasta o cônjuge da presença de Deus e impede as bênçãos divinas – “1. Não, não é a mão do Senhor que é incapaz de salvar, nem seu ouvido demasiado surdo para ouvir, 2. são vossos pecados que colocaram uma barreira entre vós e vosso Deus. Vossas faltas são o motivo pelo qual a Face se oculta para não vos ouvir,” (Is 59,1-2).

2.       Morte espiritual.
O adultério leva à morte espiritual, às vezes até a morte física. Quando nos afastarmos de Deus morremos espiritualmente. A infidelidade conjugal fere as pessoas e destrói a alma – “O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói-se a si mesmo, quem assim procede.” (Pr 6,32). Davi arrependeu-se, mas pagou um alto preço pelo seu erro. Se o Senhor não ouve as orações daqueles que tratam mal nos cônjuges – “Do mesmo modo vós, ó maridos, comportai-vos sabiamente no vosso convívio com as vossas mulheres, pois são de um sexo mais fraco. Porquanto elas são herdeiras, com o mesmo direito que vós outros, da graça que dá a vida. Tratai-as com todo respeito para que nada se oponha às vossas orações.” (1Pd 3,7), imagine como Ele reage à infidelidade conjugal – “Quando alguém, por aversão, repudia (a mulher) - diz o Senhor, Deus de Israel -, cobre de injustiça as suas vestes - diz o Senhor dos exércitos. Tende, pois, cuidado de vós mesmos e não sejais infiéis!” (Ml 2,16).

3.       Um lar despedaçado.
O adultério aflige toda a família. Os filhos, independentemente de sua idade, são sempre os maiores prejudicados. Em geral, ficam decepcionados com os pais e tendem a desconfiar sempre de todos. Alguns filhos acabam, alem de carregarem mágoas de seus pais, levando ressentimentos e dor para suas futuras famílias. Seus relacionamentos são afetados. Por isso Deus abomina a infidelidade, a deslealdade – “Porventura não fez ele um só ser com carne e sopro de vida? E para que pende este ser único, senão para uma posteridade concedida por Deus? Tende, pois, cuidado de vós mesmos, e que ninguém seja infiel à esposa de sua juventude.” (Ml 2,15). O marido deve amar a esposa, assim como a esposa precisa amar o marido (Ef 5,22-33). A falta de amor prejudica o casamento e abre brechas à deslealdade. O amor entre os cônjuges deve ser incondicional, assim como o de Cristo pela Igreja. Tal amor é um antídoto contra a deslealdade.

    IV.            CONSELHOS CONTRA A INFIDELIDADE.

1.       Fuja das tentações.
É preciso ser prudente e evitar o mal. Jesus ensinou os discípulos a terem uma atitude de prudência e sensatez diante das tentações – “Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 10,16b;26,41ª). Ante o perigo, façamos como José. Ele preferiu fugir a pecar contra Deus. Temendo ao Senhor, rejeitou o pecado. E embora viesse a pagar um alto preço por sua fidelidade, foi honrado por Deus no devido tempo (Gn 39-41). Diante do pecado, fuja – “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza.” (1Ts 4,3).

2.       Honre o seu cônjuge.
Há maridos que se envergonham de suas esposas. O profeta Malaquias advertiu o povo de Deus, para que ninguém fosse “desleal para com a mulher da sua mocidade” (Ml 2,15). Envelhecer junto à mulher amada é um privilegio. Também há mulheres que, com o passar do tempo, deixam de se interessar e honrar seus maridos. A Bíblia, porem, recomenda a esposa a reverenciar o marido – “... a mulher respeite o seu marido” (Ef 5,33). Os muitos a fazeres levam algumas mulheres a se esquecerem de seu papel junto ao esposo. Honre seu cônjuge, dando-lhe o apreço e o respeito necessário.

3.       Aprecie seu cônjuge.
Você aprecie seu cônjuge? Ter apreço significa vê-lo como algo valioso. A palavra de Deus nos diz que “Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” (Lc 12,34). Se o seu cônjuge é o seu tesouro, ou seja, uma jóia que você protege e zela com carinho e respeito, o adultério não terá vez em sua vida. Há esposas e maridos que cuidam bem da casa, do carro, da conta bancaria, da igreja, mas não tem cuidado nem interesse pelo seu cônjuge. Valorize-o  e alegrem-se juntos no Senhor. Não busque jamais bebe água de outra cisterna (Pr 5,1-23).

      V.            CONCLUSÃO.

Muitas famílias têm sido destruídas por causa da infidelidade conjugal. Para  que tenhamos uma vida conjugal bem sucedida precisamos investir diariamente em nosso relacionamento. É necessário orar, vigiar e demonstrar afeto, apreço, investir no dialogo franco e não abrir Mao do respeito. Temos de conscientizar-nos de que família e o relacionamento conjugal são prioridades, uma família bem constituída é uma bênção para a obra de Deus.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

FAMÍLIA X BÍBLIA - LIÇÃO 05 – CONFLITOS NA FAMÍLIA.



“Eu, porém, volto meus olhos para o Senhor, ponho minha esperança no Deus de minha salvação; meu Deus me ouvirá.” (Mq 7,7).

“22. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, 23. pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. 24. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. 25. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, 26. para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, 27. para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. 28. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. 29. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja - 30. porque somos membros de seu corpo.” (Ef 5,22-30).

      I.        INTRODUÇÃO.

Os conflitos familiares vêm de tempos imemoriais.. No Éden, antes da queda, havia um ambiente perfeito: harmônico e amoroso. Mas o casal, ouvindo o tentador, perdeu a doce comunhão com Deus, e a conseqüência não podia ser outra: o inicio de sérios conflitos familiares. A boa nova para os nossos dias é saber da possibilidade, em Cristo, de equacionarmos os problemas que, às vezes, afetam a família cristã.

    II.        DESENTENDIMENTO ENTRE OS CÔNJUGES.

1.    Temperamentos diferentes.
Dentre os vários motivos existentes para justificar os desentendimentos entre os cônjuges, o que mais se destaca é o temperamento. Segundo os psicólogos, temperamento “é a combinação de características inatas que herdamos dos nossos pais que, de forma inconsciente, afetam o nosso comportamento”. De acordo com o conceito popular, podemos dizer que o temperamento é a maneira própria pela qual reagimos aos diversos estímulos e situações que se nos apresentam cotidianamente – “Os meninos cresceram. Esaú tornou-se um hábil caçador, um homem do campo, enquanto Jacó era um homem pacífico, que morava na tenda.” (Gn 25,27). Mas, pelo amor, podemos (e devemos) vencer todas as nossas diferenças, a fim de que tenhamos um casamento feliz – “tendo antes de tudo ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados.” (1Pd 4,8).
2.    Fatores que trazem conflitos.
Diversos são os fatores que desencadeiam conflitos no lar. Eis alguns deles:

a)    Falta de confiança.
O casamento só tem sentido quando é estabelecido na plena confiança do amor verdadeiro, pois o amor folga com a verdade – “Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.” (1Cor 13,6). Quando há amor entre o casal não há motivos para desconfianças ou ciúmes – “não se irrita” (1Cor 13,5b). Há quem pense que o ciúme desenfreado é prova de amor. Ledo engano! É loucura que pode, inclusive, colocar em risco a estabilidade conjugal.

b)    Tratamento grosseiro.
Onde o Espírito Santo se faz presente há perfeito amor, paz alegria e longanimidade, que é a paciência para se suportar as falhas alheias – “Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade,” (Gl 5,22). Uma das formas de demonstrarmos o fruto do Espírito Santo é vista na maneira como usamos nossas palavras, pois a palavra branda joga para longe o furor. Mas os conflitos entre os cônjuges suscitam ira, ódio e destruição – “Uma resposta branda aplaca o furor, uma palavra dura excita a cólera.” (Pr 15,1). E a forma com que tratamos uns aos outros é vista por Deus como uma referencia para designar quem é sábio ou não, pois a sabedoria é manifesta em obras de mansidão – “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder as suas obras repassadas de doçura e de sabedoria.” (Tg 3,13).

c)    Dividas.
As dívidas ocasionam muitos conflitos familiares, chegando até mesmo a terminar um relacionamento conjugal. Quando uma pessoa se endivida não pensa em mais nada a não ser nas dividas. Algumas pessoas até adoecem. Assim, precisamos ouvir a Palavra de Deus e nada dever a ninguém – “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei.” (Rm 13,8). Através de um planejamento eficiente, bom senso e autocontrole podemos fugir das dividas. Faça isso para o bem estar da sua família – “Quem fica por fiador de um estranho cairá na desventura; o que evita os laços viverá tranqüilo.” (Pr 11,15); “7. O rico domina os pobres: o que toma emprestado torna-se escravo daquele que lhe emprestou. 26. Não sejas daqueles que se obrigam, apertando a mão, e se fazem fiadores de dívidas.” (Pr 22,7.26)!

d)    Infidelidade.
Quando o cônjuge encobre a sua conduta pecaminosa o pecado vem ao público inesperadamente – “Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido.” (Lc 12,2). O casamento sofre um duro golpe, os filhos ficam sem direção e a família transtorna-se. É imperativo que os cônjuges evitem. E todo o custo, o envolvimento  extraconjugal. Alem de ser um grave pecado contra Deus, é uma ofensa contra o cônjuge, filhos e filhas – “3. Porque os lábios da mulher alheia destilam o mel; seu paladar é mais oleoso que o azeite. 4. No fim, porém, é amarga como o absinto, aguda como a espada de dois gumes. 5. Seus pés se encaminham para a morte, seus passos atingem a região dos mortos. 6. Longe de andarem pela vereda da vida, seus passos se extraviam, sem saber para onde.” (Pr 5,3-6). A infidelidade contra o cônjuge é infidelidade contra Deus.

   III.        ATIVIDADES PROFISSIONAIS DOS PAIS.

1.    A mulher no mercado de trabalho.
Devido as modernas demandas sociais, a mulher deixou de se dedicar exclusivamente às funções domesticas, e passou também a exercer funções em empresas e organizações diversas, ocupando a maior parte do seu tempo em atividades profissionais. Mas essa mudança tem trazido serias conseqüências. Há mais de uma década, para cada dez homens que morria de infarto, apenas uma mulher sofria desse mal. Hoje, o numero de mulheres que morre desse mal subiu para quatro.

2.    A ausência dos pais prejudica a criação dos filhos.
Sem a presença dos pais, as crianças ficam desorientadas. Muitas vezes elas convivem com pessoas que não tem a menor capacitação para educá-las. Por outro lado, algumas crianças ficam o dia todo em frente da “babá  eletrônica”, a internet. Ali, são “educadas” pelos heróis artificiais. As figuras do pai e da mãe presentes estão cada vez mais escassas. Tal ausência é sentida quando os nossos filhos entram na adolescência, uma fase de novidades e mudanças bruscas.

  IV.        MÁ EDUCAÇÃO DOS FILHOS.

1.    Educação prejudicada.
A melhor escola ainda é o lar. Precisamos ensinar a Palavra de Deus aos nossos filhos na admoestação do Senhor – “Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.” (Ef 6,4); “Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar.” (Pr 22,6). Infelizmente, o excesso de ocupação dos pais relegou a educação dos filhos às instruções educacionais. Esperando que tais entidades construam o caráter dos seus filhos, os pais ignoram a família como instituição espiritual e moral da criança. Muitos não acompanham a rotina escolar dos filhos e sequer a filosofia pedagógica adotada pela instituição.

2.    Quem são os professores?
Infelizmente, são graves os prejuízos à nação na área educacional. Os “mestres” das crianças, hoje, são os artistas e as empresas de telecomunicação. É comum ver as nossas crianças e adolescentes prostrados diante da TV, consumindo todo tipo de má educação. Mas é raro vê-los na igreja.

3.    Falta de estrutura espiritual e moral.
A ausência de Deus é o inimigo numero do lar. É essencial que aqueles que constituem família convidem Jesus, o maior educador de todos os tempos, a estar presente em seu lar. É indispensável que os pais, com a essência da igreja, optem por servirem a Deus, contrariando as propostas do mundo – “Porém se vos desagrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem serviram os vossos pais além do rio, se aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor.” (Js 24,15). Realizemos o culto doméstico  e, juntamente com os nossos filho, estudemos a Bíblia. Não nos esquecemos: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” (Sl 127,1).

    V.        CONCLUSAO.

Sempre haverá conflitos nas relações familiares, mas a família cristã precisa saber como contornar tais conflitos à luz da Palavra de Deus. Com amor verdadeiro no coração, poderemos não somente vencer, mas igualmente evitar os conflitos. Basta ter a Jesus como hóspede em nosso lar. 

sábado, 1 de junho de 2013

LITURGIA DA PALAVRA - DOMINGO - 02/06/2013



Oração do dia
Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos suplicamos humildemente: afastai de nós o que é nocivo e concedei-nos tudo o que for útil. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (1 Reis 8,41-43)
Leitura do primeiro livro dos Reis.

Naqueles dias, Salomão rezou no templo, dizendo: 8 41 Quanto ao estrangeiro, que não pertence ao vosso povo de Israel, quando vier de uma terra longínqua por causa de vosso nome, 42 porque se ouvirá falar da grandeza de vosso nome, da força de vossa mão e do poder de vosso braço, - quando vier orar neste templo,
43 ouvi-o do alto dos céus, do alto de vossa morada, ouvi-o e fazei tudo o que esse estrangeiro vos pedir. Então todos os povos da terra conhecerão o vosso nome, vos temerão como o vosso povo de Israel, e saberão que o vosso nome é invocado sobre esta casa que edifiquei”.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 117
Ide, vós, por este mundo afora

E proclamai o evangelho a todos!

Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes,
povos todos, festejai-o!

Pois comprovado é seu amor para conosco,
para sempre ele é fiel.

Leitura (Gálatas 1,1-2.6-10)
Início da carta de são Paulo aos Gálatas.

1 1 Paulo apóstolo - não da parte de homens, nem por meio de algum homem, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai que o ressuscitou dos mortos 2 e todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia. 6Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente.
7 De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.
9 Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!
10 É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.
Palavra do Senhor.
Evangelho (Lucas 7,1-10)
Aleluia, aleluia, aleluia.

Deus o mundo tanto amou, que seu Filho entregou! Quem no Filho crê e confia, nele encontra eterna vida! (Jo 3,16)

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
7 1 Tendo Jesus concluído todos os seus discursos ao povo que o escutava, entrou em Cafarnaum.
2 Havia lá um centurião que tinha um servo a quem muito estimava e que estava à morte.
3 Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, rogando-lhe que o viesse curar.
4 Aproximando-se eles de Jesus, rogavam-lhe encarecidamente: “Ele bem merece que lhe faças este favor,
5 pois é amigo da nossa nação e foi ele mesmo quem nos edificou uma sinagoga”.
6 Jesus então foi com eles. E já não estava longe da casa, quando o centurião lhe mandou dizer por amigos seus: “Senhor, não te incomodes tanto assim, porque não sou digno de que entres em minha casa;
7 por isso nem me achei digno de chegar-me a ti, mas dize somente uma palavra e o meu servo será curado.
8 Pois também eu, simples subalterno, tenho soldados às minhas ordens; e digo a um: ‘Vai ali!’ E ele vai; e a outro: ‘Vem cá!’ E ele vem; e ao meu servo: ‘Faze isto!’ E ele o faz.
9 Ouvindo estas palavras, Jesus ficou admirado. E, voltando-se para o povo que o ia seguindo, disse: “Em verdade vos digo: nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”.
10 Voltando para a casa do centurião os que haviam sido enviados, encontraram o servo curado.
Palavra da salvação.
Comentário ao Evangelho
UNIVERSALIDADE DA MISSÃO


Ao atender o pedido do oficial romano, Jesus ensinou aos seus discípulos a estarem prontos para realizar uma missão universal, para além dos limites do povo de Israel. Esta advertência justifica-se, se considerarmos a mentalidade segregacionista de seus contemporâneos, para os quais o contato com os pagãos deveria ser ciosamente evitado.

O pedido do oficial romano, que chegou até Jesus pela mediação de alguns judeus, foi aceito de imediato. O Mestre dispôs-se a ir até onde se encontrava o homem enfermo, a fim de curá-lo, sem se importar com o perigo de contrair impureza. Então o oficial, agiu com extrema delicadeza. Ao pensar que seria constrangedor para o judeu Jesus ter de entrar na casa de um pagão, sugeriu-lhe fazer o milagre à distância, sem o incômodo de infringir as rigorosas leis religiosas de seu povo. O segundo pedido do oficial foi uma inequívoca confissão de fé. Ele merecia ser atendido sem demora.

A constatação da "fé" deste pagão, maior que a de qualquer israelita, era um alerta para os discípulos: deveriam estar atentos à boa-vontade dos pagãos, em acolher o Reino. Se, fora de Israel, o Reino produzia seus efeitos nos corações das pessoas, por que limitar seu anúncio aos israelitas? O Reino não era propriedade particular de ninguém. Quem o acolhesse na fé, estaria em condições de ser agraciado por ele.

Oração

Espírito de universalidade, sensibiliza meu coração para acolher os apelos que me vêm da humanidade sofredora, para a qual devo ser testemunha do Reino.

terça-feira, 28 de maio de 2013

FAMÍLIA X BÍBLIA - LIÇÃO 04 – A FAMÍLIA SOB ATAQUE.



“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio.” (Ef 6,11).

“1. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. 2. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor. 3. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. 4. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. 5. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras! - terá herança no Reino de Cristo e de Deus. 6. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes”. (Ef 5,1-6).

      I.        INTRODUÇÃO.
Sabemos que Satanás tem mobilizado os sistemas deste mundo para desestruturar a vida familiar. No entanto, a Igreja de Cristo, como “sal” e “luz” da terra, deve confrontar, por intermédio da Palavra de Deus, os ataques do Maligno. Não podemos nos esquecer que estamos lutando contra principados e potestades – “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.” (Ef 6,12). Se desejarmos uma vida familiar vitoriosa, precisamos viver em total dependência do Senhor. Carecemos da armadura de Deus para que possamos enfrentar as lutas e desafios do nosso tempo.

    II.        OS ATAQUES DO INIMIGO.

1.    Ataque ás crianças.
Atualmente, em muitas escolas, tanto da rede publica como privada, o ensino materialista está sendo valorizado e repassado de modo continuo às crianças. A educação que nossos filhos recebem totalmente influenciada pelo materialismo e o ateísmo. Os currículos, que reúnem os conteúdos programáticos, a serem transmitidos nas salas de aula, são fundamentados na filosofia evolucionista. Tudo começa com a explicação sobre a origem da matéria, da vida, do homem, e de tudo que existe no universo. Os pais não podem negligenciar a educação de seus filhos, e devem levá-los aos pés do Senhor. A Igreja também deve ajudar os pais nesta nobre missão, oferecendo uma educação religiosa de qualidade às crianças.
2.    Ataque à disciplina no lar.
Em nossos dias existem questionamentos relacionados à aplicação da disciplina aos filhos. Mas, segundo a Palavra de Deus, aplicada com a sabedoria, a disciplina livra a criança da morte – “13. Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá, castigando-o com a vara, salvarás sua vida da morada dos mortos.” (Pr 23,13-14). Disciplina é toda ação instrutiva e discipuladora, pois a palavra disciplina tem a mesma raiz da palavra discipular. De fato, uma pessoa bem disciplinada é uma pessoa bem educada, bem discipulada. Que os pais eduquem seus filhos no temor e na admoestação do Senhor e que os filhos honrem e obedeça aos pais conforme ordena a Palavra de Deus. Devemos nos lembrar também de que devemos ser prudentes na aplicação da disciplina aos nossos filhos, para mostrar-lhes, acima de tudo, a forma correta de proceder em toda a sua existência.

3.    Falsos ensinos.
Há, em nossos dias, diversas novas teologias que agridem diretamente a mensagem bíblica. De modo aberto, e às vezes sutil, “as portas do inferno” valem-se da teologia para atacar a Igreja e conseqüentemente às famílias. Satanás tem investido e disseminado muitos ensino deturpados, que utilizam-se até de partes das Escrituras, utilizadas sem a devida e correta interpretação, para confundir e afastar do Senhor as famílias, que tem sede de salvação, do caminho, da verdade, e da vida, que é o próprio Jesus Cristo – “Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14,6). Inspirados por teologias liberais, há famílias que não mais vêem a Bíblia como inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Todavia, a Bíblia é e continuará sendo a única regra de fé e prática  do cristão. Alguns chegam a ensinar que a Bíblia limita-se a conter a Palavra de Deus. Leia com atenção – “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça.” (2Tm 3,16). É indispensável, que as famílias cristãs estudem e obedeçam fielmente as Sagradas Escrituras. Nossas famílias precisam estar preparadas para enfrentarem as muitas teologias antibíblicas que tem se levantado no nosso tempo, pois não podemos deixar brecha alguma ao adversário. Quer na Igreja , quer em casa, vigiemos e oremos.

   III.        ATITUDES MUNDANAS PARA DESTRUIR A FAMILIA.

1.    O abandono aos filhos.
Não é incomum vermos em nossa sociedade pais que abandonam seus filhos, não raro, esses ainda bebês. Essa é uma forma monstruosa de desrespeito para com a vida. Como pais, precisamos entender que os filhos são heranças do Senhor para que nós possamos cuidar, educar e conduzir ao Senhor. Como pais, somos responsáveis por vestir nossos filhos alimentá-los, proporcionar-lhes uma educação de qualidade, inclusive para que estejam prontos para o mercado de trabalho cada vez mais exigente, mas acima de tudo, é igualmente nossa obrigação transmitir a fé que uma vez nos foi dada, para que as próximas gerações tenham sua própria experiência com Deus. Portanto, sejamos exemplo para este mundo, zelando por nossos filhos e conduzindo-os a Cristo.

2.    Desrespeito aos pais.
O ato de honrar os pais sempre foi apreciado por Deus. Quando Ele deu sua Lei aos filhos de Israel, antes de entrarem na Terra Prometida, dentre os mandamentos constava a ordem de honrar o pai e mãe, para que os filhos pudessem entrar em nova terra sabendo que entre suas responsabilidades para com Deus estava o respeito para com aqueles que, por meio de um ato de amor, lhe trouxeram a vida. Séculos depois, Jesus reafirmou esse mandamento – “honra teu pai e tua mãe.” (Mt 19,19ª); “honrarás pai e mãe.” (Lc 18,20e), e Paulo acrescentou que honrar pai e mãe foi o primeiro mandamento com promessa – “O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe,” (Ef 6,2). Infelizmente, não são raros os casos de filhos que não apenas desonram seus pais desobedecendo-lhes, mas também se esquecem deles na sua velhice, época em que mais precisam de ajuda. Que esse pensamento mundano jamais prospera entre servos de Deus.
3.    O secularismo.
Segundo o Dicionário Teológico o secularismo é a “doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos. Para o secularista, o homem, e somente o homem, é a medida de todas as coisas”.  Quando a família se seculariza os valores espirituais, bíblicos são desprezados e os valores humanos e materiais são exaltados. Como cristãos não podemos nos conformar com o pecado, a iniqüidade e a corrupção que destrói a vida familiar. Precisamos ser santos em toda a nossa maneira de viver – “15. A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: 16. Sede santos, porque eu sou santo ( ver Lv 11,44)” (1Pd 1,15-16). Muitas famílias estão sendo influenciadas, pela mídia, a viverem um estilo de vida materialista e hedonista. Não podemos jamais nos esquecer que precisamos ser “sal da terra” e “luz do mundo”“13. Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. 14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha. (Mt 5,13-14). Como sal, precisamos ter uma vida familiar de tal forma, que os que nos vêem, ou nos ouvem, sintam a nossa família fazer diferença marcante no ambiente em que nos situamos. Como luz, precisamos, com nosso testemunho, contribuir para dissipar as trevas do pecado em nossa volta.

  IV.        O CUIDADO CONTRA A FILOSOFIA MUDANA E A PORNOGRAFIA.
Para a filosofia de vida mundana, não há limites para o homem desfrutar do prazer carnal. A internet, que tem sido usada como um grande meio de comunicação, facilitou também a propaganda e o estilo de vida miserável e sujo, com a pornografia. Como reagir a esse desafio?
1.    Observar a palavra de Deus.
A Bíblia diz que o jovem só pode ter pureza em seu caminho quando observar a Palavra de Deus – “9 Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a tua palavra. 10 De todo o meu coração tenho te buscado; não me deixes desviar dos teus mandamentos. 11 Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti. (Sl 119,9-11). Como não há idade para o pecado, este principio aplica-se a qualquer cristão independente de sua faixa etária. É indissolúvel que o adolescente, o jovem, ou o adulto, conheçam profundamente a Palavra de Deus. Assim, estaremos preparados para enfrentar os ardis de Satanás – “10. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. 11. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. 13. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15. e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. 16. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. 18. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. 19. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20. do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever! (Ef 6,10-20).
2.    Templo do Espírito Santo.
Não é incomum sofrermos tentações em todas as esferas da vida, principalmente na sexual por causa da pornografia, tão comum em nossos dias. Porém, devemos nos lembrar de que nosso corpo é o templo do Espírito Santo e o objeto de glorificação ao Altíssimo – “18. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. 19. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? 20. Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1Cor 6,18-20). E devemos buscar a santificação para vencer desafios como a oferta de sexo imoral e sem compromisso, que desfigura a santidade e desagrada a Deus – “Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor.” (Hb 12,14); “A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito:” (1Pd 1,15).

3.    “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101,3).
“Coisa má” é tudo aquilo que, aos olhos de Deus, é reprovável. A pornografia é uma atitude pecaminosa contra a santidade do corpo e contra o próprio Deus. Portanto, os pais devem ser tutores dos seus filhos, orientando-os quanto ao que pode ser visto, ouvindo e assistido. Não podemos descuidar da educação dos nossos filhos. Zele por sua descendência.

    V.        CONCLUSÃO.
Alguns dos mais terríveis golpes contra a família são manipulados pelas autoridades publicas, ou seja, justamente por aqueles que deveriam zelar pelo fortalecimento da constituição da família tradicional -  “Porque ela é instrumento de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, porque não é sem razão que leva a espada: é ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal.” (Rm 13,4). Há uma onda do materialismo e do liberalismo social, ambos a serviço do Diabo, predominando nas políticas públicas. Todavia, a Igreja do Senhor Jesus Cristo, “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15), cerrará as fileiras de guardiã dos princípios éticos fundamentais da família. Assim não perecermos sob os ataques contra a família, mas glorificaremos a Deus.