segunda-feira, 1 de maio de 2023

O Que Significa “No Princípio Era o Verbo”?

O versículo que diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” fala sobre a identidade de Cristo. Esse versículo revela a divindade de Cristo, o Verbo de Deus.

 

A Bíblia nos apresenta Cristo em diferentes estados. Isso significa que, conforme o testemunho bíblico, encontramos Cristo agindo em diferentes papéis em diferentes tempos. E quando a Bíblia diz que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”, ela está se referindo ao estado de Cristo antes da encarnação.

 

A história de Cristo não começou com seu nascimento em Belém. Na verdade, à luz desse versículo entendemos que Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade, jamais teve um começo. Ele mesmo é o Verbo que já era “no princípio”.

 

No princípio era o Verbo

 

Ao escrever: “No princípio era o verbo”, o apóstolo João se refere à pré-existência da Segunda Pessoa da Trindade. A expressão “no princípio” é paralela ao primeiro versículo da Bíblia: “No principio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). Essa expressão então se refere ao princípio do espaço-tempo material do universo, ou seja, quando os céus e a terra foram criados.

 

O versículo bíblico ainda diz que no princípio “era o Verbo”. Ao aplicar o verbo “ser” João aponta diretamente para o fato de que antes de o mundo existir o Verbo já “era”. Ele não teve um começo, mas Ele sempre foi (cf. João 8:58).

 

Aqui é importante entender que a palavra “verbo” traduz o termo grego logos, que significa “palavra”. É verdade que o grego logos possui um significado muito amplo. Inclusive, o termo logos era usado na filosofia grega para indicar o princípio racional que ordenava todo o universo. Já no neoplatonismo e nas heresias gnósticas dos primeiros séculos, o Logos era um tipo de poder intermediário entre a divindade e o mundo.

 

Mas obviamente não é com esse sentido que João emprega o grego logos para falar de Cristo. Ao falar do Logos, ou seja, do Verbo de Deus, João tinha em mente a teologia do Antigo Testamento que já representava a Palavra de forma personificada (cf. Salmo 33:6; Provérbios 8:27-30).

 

Através das palavras nós nos comunicamos; tornamos conhecida a nossa vontade. Isso quer dizer que as palavras revelam o que se passa em nossa mente e coração. É nesse sentido que João fala de Cristo como o Verbo de Deus, ou seja, Aquele que expressa a mente de Deus e O revela aos homens (João 14:9). A Bíblia diz que Cristo é a Palavra final de Deus para a humanidade; Ele é a expressão exata do ser de Deus (Hebreus 1:1-3).

 

E o Verbo estava com Deus

 

Após escrever: “No princípio era o Verbo”, indicando assim a pré-existência de Cristo, João acrescenta: “E o Verbo estava com Deus”. Essa declaração expressa a distinção que há dentro da unidade da divindade. No texto grego essa frase transmite o sentido de que o Verbo estava face a face com Deus, indicando uma relação pessoal de estreita intimidade e comunhão.

 

Então nesse ponto o objetivo do texto bíblico é indicar que o Verbo, isto é, Deus, o Filho, coexistia e usufruía de todo esplendor e glória com Deus, o Pai, por toda a eternidade passada (João 17:15). Portanto, ao escrever que o Verbo estava com Deus, João tratou de enfatizar que o Pai e o Filho não são manifestações sucessivas da mesma Pessoa divina, mas que são Pessoas distintas igualmente eternas e divinas.

 

E o Verbo era Deus

 

Mas antes que alguém pudesse tirar alguma conclusão equivocada do significado da declaração de que o Verbo estava com Deus, João acrescentou: “E o Verbo era Deus”. Sim, João estava falando da existência de Pessoas divinas distintas, mas ele não estava ensinando que há diferentes Deuses; ou então que o Filho era menos divino que o Pai.

 

A expressão: “E o Verbo era Deus” traduz uma frase grega que é construída de forma a enfatizar que o Verbo era da mesma essência da divindade e possuía todos os atributos divinos. Algumas pessoas observam que o grego theos, “Deus”, não é precedido do artigo definido. Então essas pessoas afirmam que o sentido da frase é que o Verbo era “um deus”. Mas é claro que esse tipo de entendimento esta incorreto. Isso porque além de implicar numa ideia de politeísmo jamais aprovada na Bíblia, essa interpretação também não faz uma leitura correta do texto grego.

 

O substantivo “Deus” não poderia estar precedido do artigo definido porque na sentença grega João colocou o predicado antes do sujeito. O objetivo de João era justamente enfatizar o predicado “Deus”, e assim dar destaque à doutrina da plena divindade de Cristo, o Verbo. Além do mais, frequentemente o grego theos é aplicado no Novo Testamento sem o artigo definido.

 

Então quem contesta a plena divindade de Cristo com base no fato de que na sentença: “E o Verbo era Deus” o artigo definido é omitido, se apoia numa interpretação incorreta e tendenciosa do texto bíblico; para não dizer numa interpretação desonesta.

 

No princípio era o Verbo, Ele estava com Deus e Ele era Deus

 

Portanto, quando João escreve: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”, basicamente ele esta afirmando que Cristo, o Verbo de Deus, já era antes de o mundo existir, e assim foi de eternidade em eternidade desfrutando da mais intima comunhão divina, pois Ele mesmo é da mesma essência da divindade.

 

A prova disso é que nos versículos seguintes o apóstolo enfatiza ainda mais a divindade de Cristo destacando sua atuação na obra da criação ­– “todas as coisas foram feitas por intermédio dele” – e a plenitude da essência de Deus que sempre esteve no n’Ele – “a vida estava nele” – que obviamente é a fonte de toda vida que existe na criação, tanto física quanto espiritual (João 1:3,4; cf. Gênesis 1; Salmo 148:5; João 5:26; Atos 17:28-30; Colossenses 1:16,17).

Havia dinossauros na arca de Noé?

Esta pergunta pressupõe uma Terra jovem na qual os dinossauros e a humanidade coexistiram e na qual também houve um dilúvio global no tempo de Noé. Nem todos os cristãos defendem ambos, ou sequer um, desses pontos de vista. Portanto, esta não é uma questão relevante para todos os cristãos. No entanto, acreditamos que, se a Bíblia for interpretada literalmente, isso leva ao criacionismo da Terra jovem e à crença de que o dilúvio no tempo de Noé foi realmente global. Então, com isso em mente, sim, acreditamos que havia dinossauros na arca. Eles não teriam sido chamados de "dinossauros" porque esse termo não existiu até cerca de 1841. Aqui estão algumas razões pelas quais pensamos que os dinossauros estavam na arca de Noé:


Sabemos que “em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há” (Êxodo 20:11). Tomando esses dias como períodos literais de vinte e quatro horas, os dinossauros teriam sido criados no sexto dia com o resto dos animais terrestres (Gênesis 1:24-25). O homem foi criado no mesmo dia (versículos 26–27). Não há nada na Bíblia que sugira uma separação de milhões de anos entre o tempo dos dinossauros e a existência da humanidade. As descrições do gigante e do leviatã em Jó 40-41 dão credibilidade à ideia de que homens e dinossauros caminharam juntos pela Terra.
 

Também defendendo a possibilidade de que os dinossauros e o homem viveram lado a lado - e, portanto, estavam na arca de Noé - são representações antigas de animais semelhantes a dinossauros em desenhos rupestres. Várias civilizações antigas na Europa, América do Sul e América do Norte deixaram para trás petróglifos do que parecem ser dinossauros. Também vemos criaturas semelhantes a dinossauros retratadas na arquitetura em castelos na Europa e pirâmides na América do Sul. Lemos relatos de interação humana com “dragões”, com histórias vindas da Europa, China e Oriente Médio. Seria estranho que todas essas civilizações diferentes retratassem coisas que ninguém jamais viu, especialmente porque as representações se assemelham muito aos restos fósseis que encontramos agora.
 

O relato de Noé e da arca é encontrado em Gênesis 6-7. Deus diz a Noé que ele deve levar representantes de todas as criaturas vivas a bordo: “E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservar vivos contigo; macho e fêmea serão. Das aves conforme a sua espécie, e dos animais conforme a sua espécie, de todo o réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservar em vida” (Gênesis 6:19-20). Se os dinossauros estavam na terra naquela época, então Noé os levou na arca.
 

Uma objeção comum à ideia de que havia dinossauros na arca – além da visão de que humanos e dinossauros nunca existiram ao mesmo tempo – é que os dinossauros eram grandes demais para a arca. A noção de que todos os dinossauros tinham três andares de altura, de temperamento feroz e inclinados a comer tudo à vista persiste na mente de muitos. O fato é que o tamanho médio dos dinossauros adultos era comparável ao de um cavalo. 
 

Entretanto, a maioria dos dinossauros na arca de Noé teria sido ainda menor que um cavalo. Para iniciar uma nova população de animais, Noé não teria começado com animais velhos que já haviam passado do seu apogeu. Ele teria começado com os animais mais jovens (e, portanto, menores) de cada espécie. Aquele enorme esqueleto de apatossauro que vemos no museu pode ter sido de um animal com várias centenas de anos. Um dinossauro de tal tamanho e idade não seria um candidato adequado a reprodutor na arca de Noé. Noé naturalmente teria levado apatossauros juvenis a bordo da arca. Mesmo que os dinossauros que Noé levou a bordo tivessem um ano de idade, a maioria seria menor do que um porco adulto. Isso significaria que havia muito espaço para eles (e para sua comida) na arca. 


‘E Deus disse: “Comam de todas as plantas que produzem sementes e de todas as árvores que têm fruto com sementes. As plantas e os frutos são para vocês comerem. E aos animais da terra, e às aves do céu e a todas as criaturas que rastejam pelo chão, a tudo o que tem vida, também dou as plantas para comerem”. E assim foi.’ – Gn 1,29-30

 

Como a Bíblia não declara claramente que o que chamamos de dinossauros estavam na arca, deixamos aberta a possibilidade de que não estivessem. Entretanto, dada uma interpretação da Terra jovem dos primeiros capítulos de Gênesis, não temos motivos para rejeitar a ideia de que Noé trouxe dinossauros para a arca.

Onde fica o jardim do Éden (localização bíblica)

Depois que Deus expulsou Adão e Eva do jardim do Éden, nenhum homem voltou a entrar lá. O jardim do Éden provavelmente foi destruído.

 

Gênesis 2:10-14 é a única passagem da Bíblia que dá alguma indicação da localização do Éden. Havia um rio no Éden que irrigava o jardim. Esse rio se dividia em quatro: o Pisom, o Giom, o Tigre e o Eufrates. Os rios ficavam nas terras de Havilá, Cuxe e Assíria. Hoje em dia, muitos desses lugares têm nomes diferentes.

 

Gênesis 2:10-14


10. No Éden nascia um rio que irrigava o jardim, e depois se dividia em quatro.
11. O nome do primeiro é Pisom. Ele percorre toda a terra de Havilá, onde existe ouro.
12. O ouro daquela terra é excelente; lá também existem o bdélio e a pedra de ônix.
13. O segundo, que percorre toda a terra de Cuxe, é o Giom.
14. O terceiro, que corre pelo lado leste da Assíria, é o Tigre. E o quar­to rio é o Eufrates

 

Os rios Tigre e Eufrates ficam na Mesopotâmia, o lugar onde se acredita que a civilização começou. Hoje em dia, o Tigre e o Eufrates atravessam o Iraque, a Síria e a Turquia. Não se conhece a localização dos rios Pisom e Giom.

 

O Pisom atravessava a região de Havilá, que provavelmente ficava entre o Iraque e o Egito. Ismael, filho de Abraão, morou em Havilá (Gênesis 25:17-18). Seus descendentes se instalaram na península arábica, onde agora ficam a Arábia Saudita e alguns outros países mais pequenos.

 

O rio Giom atravessava a terra de Cuxe. A região conhecida como Cuxe na Bíblia provavelmente corresponde ao atual Sudão (e o Sudão do Sul). Poderá também ter alguma ligação com a Etiópia.

 

Assim, a localização desses quatro rios pode englobar toda a área da Mesopotâmia, da península arábica e parte do Nordeste da África. Essa região é exatamente onde os cientistas acreditam que a humanidade nasceu!


Onde fica o Jardim do Éden hoje em dia

 

Não é possível encontrar o jardim do Éden atualmente. O jardim do Éden ficou perdido quando Deus expulsou Adão e Eva. A Bíblia não diz o que aconteceu com o Éden depois que Deus proibiu o acesso ao jardim. Se o Éden ainda existia no tempo de Noé, provavelmente foi destruído no dilúvio.

 

A localização dos quatro rios é complicada. Atualmente, o Tigre e o Eufrates não estão ligados a dois outros grandes rios por um rio principal, atravessando todos os territórios mencionados na Bíblia. Mas o aspeto da terra e o curso dos rios mudam com o tempo. Acontecimentos como o dilúvio podem ter alterado drasticamente a paisagem. Por isso, é muito difícil encontrar a localização exata do jardim do Éden.


A Bíblia nos promete um novo Éden, na presença de Deus. No Céu tudo será restaurado e voltaremos a desfrutar de um mundo perfeito, cheio de paz e alegria. Poderemos nunca encontrar a localização do antigo jardim do Éden, mas Deus tem algo muito melhor preparado para nós na eternidade.

Foi Satanás a serpente em Gênesis capítulo 3?

Sim, a serpente em Gênesis capítulo 3 era Satanás. Satanás ou estava aparecendo como uma serpente, ou possuindo o corpo da serpente, ou enganando Adão e Eva ao levá-los a acreditar que era a serpente que estava falando com eles. Serpentes/cobras não possuem a capacidade de falar. Apocalipse 12:9 e 20:2 ambos descrevem Satanás como uma serpente. "Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos" (Apocalipse 20:2). "E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos" (Apocalipse 12:9).
 

Embora a Bíblia não seja clara sobre se a serpente podia se levantar e caminhar antes da maldição, parece provável que, como outros répteis, provavelmente caminhava sobre quatro pernas. Essa parece ser a melhor explicação de Gênesis 3:14: "Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida." O fato de que a serpente foi amaldiçoada a rastejar sobre sua barriga e a comer o pó da terra para sempre é também uma maneira de indicar que a serpente seria sempre desprezada e enxergada como uma criatura vil e desprezível e um objeto de menosprezo e desdém.
 

Por que Deus amaldiçoou a serpente quando sabia que era realmente Satanás quem levara Adão e Eva ao pecado? O destino da serpente é uma ilustração. A maldição da serpente será um dia o destino do próprio Satanás (Apocalipse 20:10, Ezequiel 28:18-19).

Isaias 6 / Quem foi Isaías na Bíblia? / O Chamado do Profeta Isaías

Antes de falar sobre o profeta Isaías e a sua visão em Isaías 6, gostaria de parabenizá-lo por querer aprender mais da Palavra da Deus. 

Prepare-se então para mergulhar em uma das histórias mais lindas de toda a Bíblia Sagrada.

Você vai conhecer um pouco sobre esse incrível personagem bíblico como também o quão marcante foi seu encontro com o Deus santo e todo poderoso.

 

O Profeta Isaías

Seu nome significa “o Senhor é Salvação“. O profeta Isaias é autor do maior livro profético do Antigo Testamento. Ele profetizou no reino do sul, chamado Judá, mais especificamente, em Jerusalém, onde nasceu e foi educado.

Seu ministério teve início logo após a morte do rei Uzias. Então podemos datar o período de atuação do profeta Isaías entre os anos de 740 a 686 a.C.

Historicamente, o profeta Isaías foi do tempo de Amós e Oséias, que ministraram à nação do norte, Israel. Miqueias foi contemporâneo de Isaías também, ambos atuaram no Reino do sul, Judá.

Ele nasceu em relativa riqueza e posição social. Era um membro da corte real, conselheiro e confidente do rei Uzias, o qual governou por mais de 52 anos.

É possível que o profeta Isaias fosse parente do rei Uzias, devido seu livre acesso à corte. Contudo não há registros seguros para afirmarmos tal coisa. isaias 6

É chamado de profeta messiânico devido o volume de profecias messiânicas e a riqueza de detalhes proféticos sobre o Messias.

 

Seu Chamado - Isaias 6 1-8

Ilustração

Como você se comportaria caso encontrasse uma pessoa famosa que admira muito?

Ao encontrar um ídolo, as pessoas têm reações muito diferentes umas das outras. Algumas gritam, choram de emoção e ficam paralisadas. Outras, perdem a respiração, tentam tirar uma foto, abraçar e beijar.

Se ao encontrarmos uma celebridade ficamos extremamente emocionados, então, por que não reagimos assim na presença de Deus? Isaias 6

 

Incerteza em Israel

Israel estava experimentando um dos reinados mais longos de prosperidade em sua história. Mas, agora, aqui em Isaías 6, o rei Uzias está morto.

Com a morte de um dos grandes líderes de Israel que levou a nação de volta para comunhão com Deus e consequente prosperidade, surgem muitas incertezas.

O que aconteceria a Israel? Haveria uma guerra civil? Depressão econômica? Quem iria ascender ao trono? Será que o próximo rei irá honrar a Deus e procurar ser um verdadeiro líder espiritual do povo?

Em meio a toda essa confusão e incerteza, Isaías foi ao templo para adorar, e lá, encontrou-se face a face com Deus.

Um encontro extraordinário, apesar do momento de tragédia pessoal e perda, pois o homem que morreu não era apenas o rei, mas também amigo particular do profeta.

Muitas vezes passamos por incertezas e angústias como as de Isaías.

Em tempos de más notícias e experiências dolorosas, como seria bom se pudéssemos experimentar Deus, face a face, como Isaías fez.

É claro que nunca veremos Deus com os nossos olhos físicos ou ouvi-lo com os ouvidos terrenos, mas podemos encontrá-lo ao buscarmos a sua presença.

 

A Realeza de Deus

O profeta Isaías não era um estranho à presença da realeza, mas nada que tinha visto na corte de Uzias era parecido com o vislumbre da corte celestial.

Esta visão de Isaías 6 revela um Deus cujos símbolos de realeza (seu trono, seu manto…) são tão grandes que enchem o templo inteiro.

Deus é tão alto, santo e todo-poderoso que mesmo os seres celestiais não se atrevem olhar para Ele, mas cobrem seus rostos com as suas asas e também cobrem seus pés em um gesto de humildade e reverência.

E o som de louvores que emanaram da boca dessas criaturas foi tão grande que resultou em um terremoto, pois o chão tremeu e o templo se encheu de fumaça.

 

Consciência dos Seus Pecados

Ao lermos Isaías 6:5, vemos que ele foi envolvido pela consciência dos seus pecados. Isaías não disse a Deus: “… pois é… em comparação com a maioria das pessoas por aqui, eu sou um santo.”

O profeta Isaías não ficou se comparando as pessoas do seu tempo, mas examinou a sua vida em relação a santidade e pureza de Deus.

Sua reação à santa presença de Deus era de consciência da sujeira profana que vinham de seus lábios e de palavras impuras que vinham da sua alma, que refletiam um coração sujo.

 

A Graça de Deus

Quando Isaías encontrou-se face a face com Deus, foi envolvido por Sua santidade, sobrecarregado com seus pecados, mas consolado pela Graça de Deus.

No momento de sua confissão de culpa, Deus respondeu não com a espada de fogo do julgamento, mas com perdão. Em um ato simbólico perfeito, o serafim tocou seus lábios com uma brasa viva e sua boca foi totalmente purificada.

O que Precisamos Fazer em Tempos Como os de Isaías

 

I – PRECISAMOS VER O QUE ISAÍAS VIU (v. 1-4)

 

Viu a Posição de Deus

Isaías viu Deus em sua soberania. O rei terreno poderia ter morrido, mas o Rei dos reis ainda reinava. Ele estava em sua posição de governo.

O trono do Rei estava vazio, mas o trono do céu estava ocupado.

Veja o que diz o verso primeiro: “Eu vi o Senhor assentado”.

Enquanto ele estava no templo, Isaías recebeu essa visão de Deus. E no ano que o rei de Judá morreu, Isaías viu o rei do céu.

O governante deste mundo estava morto, mas o rei de todas as noções estava vivo e assentado no seu trono. O verdadeiro e soberano governante estava reinando sobre Israel.

Isaías então registra: Eu vi o Senhor assentado sobre um trono alto e elevado, reinando sobre a história, governando e reinando em completo controle de tudo o que acontece sobre a terra.

Isaías viu o trono ocupado nos céus e Deus governando e reinando sobre todas as coisas.

Sabemos que Deus está em uma posição de governo. Ele é elevado acima de todas as circunstâncias terrenas.

Ele é o mais alto Deus… Ninguém é igual a Ele… Deus está soberanamente reinando nos céus e buscando permissão de ninguém para fazer o que faz. E com as suas vestes enchendo o templo.

A grandeza de um Rei era medida pelo tamanho de suas vestes. Quanto maior um Rei, maior era o tamanho das suas vestes.

Os reis antigos competiam uns com os outros para ver quem teria a veste maior. Isaías viu o grande Rei, pois quando teve aquela visão da sala do trono do céu, ele vê as abas das vestes de Deus enchendo todo o templo.

Ele é o único soberano, O Rei dos reis, o Senhor dos Senhores e estabeleceu no céu o seu trono. Ele faz o que quer, como quer, quando quer, onde quer, com quem quiser, e todos os seus julgamentos são perfeitos e retos.

Então o que nos cabe é crer nesse Deus que reina, governa e está no controle de todas as coisas.

 

Viu a Personalidade de Deus

Os seres angelicais no templo revelam um pouco da personalidade de quem está no trono, pois eles proclamaram a natureza santa de Deus três vezes (v. 2,3).

Mesmo aquelas criaturas sem pecado tiveram o cuidado de honrar a santidade e pureza do alto e santo Deus.

Isaías começa a descrever os serafins e diz que cada um tinha seis asas.

Com duas cobriam a face. Todos os serafins cobrem a face com duas asas, pois eles não podem olhar diretamente para a intensa santidade de Deus.

Com duas asas cobriam os pés. Isso é o reconhecimento da sua falta de real valor para estarem na presença de Deus. Eles estão reconhecendo a sua pequenez e humildade diante de um Deus que é supremo.

Com duas asas voavam. Então, com duas cobriam os olhos, duas cobriam os pés e com duas voavam. Isso nos diz que eles estavam em um estado de prontidão para fazer a obra de Deus. Eles estão prontos para serem enviados a terra ou a expansão do universo para fazerem a obra de Deus.

Deus é infinitamente santo e repetido dessa forma (três vezes), significa colocar a santidade de Deus em um grau muito superior. Se eles apenas tivessem dito Deus é santo, significaria apenas: “Deus é santo”.

Santo, Santo, Santo significa que Deus é mais Santo que os outros. Então três vezes santo é um grau muito superior. Significa que Deus é o Ser mais santo em todo o universo. E que todos os seus atributos são santos. A sua justiça é uma justiça santo. O seu amor é santo. A sua vingança é uma vingança santa. Tudo a respeito de Deus é santo. Seu nome é santo, seu filho e santo. Seu espírito é o Espírito Santo.

Isso nos lembra que Moisés teve que tirar as sandálias diante da sarça ardente.

Precisamos lembrar que a característica primordial de Deus é a Sua santidade. O nosso dever diante dEle é honrar Sua natureza santa, vivendo uma vida santificada para honrar e bendizer seu eterno nome. Isaias 6

 

Viu a Presença de Deus

O texto diz que “os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e a casa se ​​encheu de fumaça ” (v. 4).

De certa forma, é algo terrível e assustador estar na presença desse Deus. Os fundamentos da estrutura se moveram e chacoalhava a voz daquele que clamava.

O chão da sala do trono no céu balança pela santidade de Deus. Como que se houvesse ali um terremoto. Os umbrais das portas se moviam também. Tudo se balança no céu, na presença do Deus santo.

O templo se enchia de fumaça. Foi uma manifestação da grandeza e da superioridade de Deus. A glória e a santidade de Deus enchia a sala do trono. Esse foi o encontro direto que Isaías teve com Deus.

O nosso Deus continua sendo o mesmo. Ele é o mesmo Deus que apareceu para Isaías. Superior, alto e sublime de eternidade em eternidade.

Ninguém que esteja na presença de Deus consegue adorá-lo de maneira que não seja reverente, pois na sua presença encontramos temor maravilhado diante da sua grandeza.

Às vezes vou a alguns cultos e me pergunto se aquelas pessoas já viram a santidade de Deus. Eles agem como se Deus fosse o seu amigão. Que Deus está no seu nível. Chamam Deus de “você”, como se fosse um colega.

Deus é alto e sublime. Somente Ele é Deus. A nossa própria alma deveria ter essa reverência santa por Ele. Deus nos levará a alegria e ao regozijo na sua presença, mas deve haver esse saudável temor por Ele.

 

II – PRECISAMOS SENTIR O QUE ISAÍAS SENTIU (v. 5-7)

Sentiu a sua Própria Condição

Quando Isaías viu o Senhor, imediatamente reconheceu que havia problemas no seu coração (v. 5). Ele provavelmente pensava que estava tudo bem em sua vida até contemplar a santidade de Deus e ter ciência de suas próprias deficiências.

Aqui, pela primeira vez na sua vida, Isaías viu o verdadeiro Isaías. Somente quando Isaías viu a Deus em sua santidade que ele pode enxergar melhor a si mesmo, pois a luz da santidade de Deus expôs tudo aquilo que não era santo em Isaías.

Não somente os fundamentos do templo foram abalados, mas também o próprio Isaías. Isso gerou nele uma grande convicção de pecado.

Lemos no verso 5, “Então disse eu: ai de mim! Porque vou perecendo”. A palavra “ai de nim” significa estou condenado, julgado, sentenciado a morte e digno de ser condenado.

Ele vê a si mesmo como aquele que merece o julgamento divino. Essa é uma declaração de auto condenação, de alguém que diz: eu sou digno de ser punido por Deus.

À medida que Isaias compara a si mesmo com outros em Judá, ele parecia ser alguém que estava em uma boa posição diante de Deus.

Mas agora que ele vê a si mesmo na luz da santidade de Deus, ele se sente destruído em pedaços e diz que está arruinado e perdido, literalmente desfeito, devastado e destruído.

Os fundamentos de Isaías agora estão quebrados e ele é reduzido a nada por Deus.

Isaías agora tem plena ciência que tem palavras impuras. Seus lábios são impuros, porque o seu coração também é impuro.

Jesus disse que a boca fala daquilo que o coração está cheio. Então seus olhos são impuros, seus ouvidos são impuros e tudo em Isaías é impuro.

Hoje nós diríamos a Isaías: “opa, você precisa de mais auto-estima, não é tão ruim assim. Você está sendo muito duro consigo mesmo, muito exigente, não se julgue assim. Pare de se colocar para baixo”.

Então Isaías responderia: “você diz isso porque não viu o Rei dos Céus. Os meus olhos contemplaram o Santo de Israel. Por isso estou completamente humilhado e quebrantado por sua santidade.”

Nenhum de nós é limpo diante de Deus. Mas essa consciência somente se manifesta quando podemos dizer como Isaías: “os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.” (V. 5)

Diante da santidade de Deus a máscara cai, nossos pecados secretos são revelados, nossas atitudes errôneas são expostas, nossas prioridades erradas são manifestas e a nossa mormonismo é conhecida de nós mesmos.

Isaías agora vê a Isaías da maneira como Deus vê. Não há mais auto engano. Ele vê diante da luz clara da santidade de Deus.

Quanto mais perto você estiver de Deus, mais o seu próprio pecado será exposto. Quanto mais perto de Deus, mais entendemos quem Ele é e o quão pecadores somos e necessitados de restauração.

 

Sentiu a sua própria purificação

O texto diz que o anjo do Senhor tocou nos lábios do profeta Isaías com uma brasa viva tirada do altar e purificou-o (v. 6,7).

Após confessar o seu pecado a Deus, Isaías encontrou misericórdia e graça da parte Dele.

Observe a primeira palavra do verso 6: “então um dos serafins voou para mim”. Significa que imediatamente um dos serafins voou na direção de Isaías e o purificou. Isso nos mostra o quão rápido é Deus para perdoar e restaurar.

Quando o profeta Isaías viu o anjo com uma brasa incandescente na mão, deve ter acreditado que aquilo era para matá-lo.

Isso porque Deus havia dito a Adão que no dia que do fruto comesse certamente morreria. Deus também disse para o profeta Ezequiel: “tão certo como eu vivo, a alma que pecar esta morrerá”. Paulo disse que o salário do pecado é a morte.

Sabemos que um pecado apenas é suficiente para nos condenar ao inferno.

Então Deus é esse três vezes santo e nós somos os pecadores.

Isaías vira um homem nu, refém e indefeso diante de um Deus tremendo e santo.

Observe o que o serafim faz no verso 7, tocou-lhe com uma brasa viva, purificando-o do seu pecado. Ao invés de tirar a vida de Isaías, Deus deu vida a Isaías. Deus deu a ele perdão e misericórdia.

Então os pecados de Isaías são perdoados. A sujeira da boca do profeta foi queimada. Essa brasa viva simboliza o perdão de Deus que definitivamente veio por meio da cruz de Jesus Cristo.

O sangue de Jesus é como essa brasa viva, poderosa para limpar e purificar.

A Bíblia diz que o Sangue de Cristo nos limpa e nos purifica de todo o pecado e a também diz que Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Isso deve acontecer em nossas vidas continuamente. Todos devemos nos arrepender e confessar os nossos pecados, pois Deus é fiel e justo para nos perdoar (1 Jo 1.9).

Mas também devemos lembrar que a Bíblia diz que se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós.

Alguns preferem esconder seus pecados sob o tapete. Mas, onde não há arrependimento, não há manifestação da misericórdia. Sabemos que quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia. (Pv 28:13).

Apenas um instrumento purificado que Deus vai usar. Um instrumento que foi limpo e purificado pela graça de Deus. Então agora Isaías está pronto para ser usado.

Portanto, somente as torrentes do Espírito podem trazer-nos essa necessária purificação.

Por isso, quando o Espírito é derramado, há sede de santidade, abandono do pecado e uma atração irresistível para um novo viver.

 

III – PRECISAMOS DIZER O QUE ISAÍAS DISSE (v. 8)

Observe o verso 8, Deus disse: “A quem enviarei?”, significando “a quem enviarei para o meu serviço?”, “quem é que será comissionado por mim?” e “quem é que irá por nós?” 

Deus não perguntou a Isaías para obter alguma informação porque Ele sabe de todas as coisas. Essa pergunta tem o objetivo de colocar Isaías no estado de prontidão.

Deus estava querendo dizer: “Isaías você está pronto para ser usado por mim?”; “Você está pronto para ser usado em qualquer lugar que te enviar e pagar qualquer preço?”.

Observe a resposta de Isaias, pois essa deve ser a nossa resposta tembém.

“Então disse eu”: esta palavra significa que Isaías respondeu imediatamente. Ele está totalmente em humildade diante de Deus e não coloca nenhuma condição. Ele diz: “Senhor, estou pronto”.

 

Estou Disponível

 

“Eis-me aqui” – Há uma diferença entre dizer aqui estou eu e eis-me aqui! Se ele dissese aqui estou eu, isso indicaria meramente a sua localização, ou seja, estou aqui nesse lugar.

Mas quando ele diz “eis-me aqui” indica a sua disposição, quer diser que ele está disponível para Deus. Para dar de si mesmo, sem reservas, ao serviço divino.

Isaías está dizendo, “Senhor, me manda para o teu trabalho”. “Senhor, não precisa mais procurar, eu sou essa pessoa”. “Senhor, eu estou disponível”.

Deus tem prazer em pegar pessoas destruidas, cheias de pecados e envia-los como seus servos. Deus pegou a esse homem de lábios impuros e deu a ele uma chamada extraordinária.

Quando o nosso coração é limpo pelo Senhor, as escamas caem de nossos olhos e entendemos a real necessidade de se entregar no altar de Deus em sacrifício vivo e santo (Rm 12: 1-2). Isaias 6

 

Envia-me

Ele disse: “envia-me” (eu quero ir) – Isaías não só disse que estava disponível, mas também expressou a sua intensa vontade de ser enviado por Deus.

Quando a vontade de Deus passa a ser a nossa vontade também, Ele nos abençoa e nos usa poderosamente.

 

CONCLUSÃO

Você quer que Deus te use nesses dias? Você quer que a sua vida tenha valor na eternidade? Então todos temos que passar por essa experiência pela qual Isaías passou.

Deus se opõe ao orgulhoso, ao soberbo, mas dá graça ao humilde. Temos que nos humilhar debaixo da poderosa mão de Deus para que sejamos purificados e aptos para fazer a sua obra, mesmo que estejamos em tempos de crise, como aconteceu com o profeta Isaías. 

domingo, 30 de abril de 2023

Jesus Revelado em Gênesis

Sim, Jesus é revelado em Gênesis. Em Gênesis 3:14-15, Deus, em resposta ao pecado do homem e da mulher, fala sobre Jesus e aquilo que Ele viria a fazer no futuro.

 

O Senhor Deus está falando com a serpente, Satanás, e revela pela primeira vez como ele acabará um dia com todo o mal, de uma vez por todas.

 

Muitos estudiosos chamam esta passagem de proto-evangelho, um primeiro esboço do evangelho. Quer ver como?

 

Deus fala da "descendência da mulher", e não da descendência do homem. Seria mais normal talvez, ter falado na semente ou descendência do homem, mas não. A inimizade é entre a descendência da mulher e a serpente.

 

Deus está prometendo que um dia, um descendente da mulher iria ferir a cabeça da serpente. A serpente, por seu lado, apenas conseguiria ferir o calcanhar.

 

Assim aconteceu com Jesus, que nasceu de uma virgem e não é descendente físico de um homem, que foi ferido, sim, mas que ressuscitou, e que venceu o diabo, a serpente, quando morreu pelos nossos pecados na cruz.

 

A vitória final pertence a Jesus. O inimigo até pode ferir o calcanhar, mas Jesus fere a cabeça.

 

Assim Deus revelou Jesus em Gênesis, prometendo a vitória final para a descendência da mulher.

 

Cristofanias

 

Em teologia dá-se nome de Cristofanias às aparições de Jesus no Velho Testamento, antes do seu próprio nascimento.

 

Quando em Gênesis lemos sobre O Anjo do Senhor, em vez de simplesmente "um anjo", é muito provável que fosse o próprio Filho, o segundo membro da Trindade, se revelando e interagindo com pessoas como Abraão, por exemplo.

 

Melquisedeque

 

Melquisedeque (um rei sacerdote que aparece em Gênesis 14:18-20) aparece a Abraão e dele recebe o dízimo de tudo), é provavelmente mais uma manifestação do Filho. Tal como Jesus, Melquisedeque é rei e, ao mesmo tempo, sacerdote. Além disso, ele recebeu o dízimo, algo reservado apenas a Deus.

 

Em Hebreus 7:17 vemos que Jesus é sumo-sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.

 

O Homem que lutou com Jacó

 

Em Gênesis 32, Jacó lutou com um homem que acabou tornando-o manco e lhe mudou o nome. Alguns estudiosos acreditam que tenha também esta tenha sido uma manifestação de Cristo pré-encarnado.

 

Versículos de Jesus Revelado em Gênesis

 

Então o Senhor Deus declarou à ser­pente: "Uma vez que você fez isso, maldita é você entre todos os rebanhos domésticos e entre todos os animais selvagens! Sobre o seu ventre você rastejará, e pó comerá todos os dias da sua vida. Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este ferirá a sua cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar".  - Gênesis 3:14-15

 

Então o Senhor disse a Abrão: "Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mos­trarei. "Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão aben­çoados".  - Gênesis 12:1-3

 

Então Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho e abençoou Abrão, dizendo: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou seus inimigos em suas mãos". E Abrão lhe deu o dízimo de tudo. - Gênesis 14:18-20

 

Naquela noite, Jacó levantou-se, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus on­ze filhos para atravessar o lugar de passagem do Jaboque. De­pois de havê-los feito atravessar o ribeiro, fez passar também tudo o que possuía. E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhe­cer. Quan­do o homem viu que não poderia dominar Jacó, tocou-lhe na articulação da coxa, de forma que a deslocou enquanto luta­vam. Então o homem disse: "Deixe-me ir, pois o dia já despon­ta". Mas Jacó lhe respondeu: "Não te deixarei ir, a não ser que me aben­çoes". O homem lhe perguntou: "Qual é o seu nome?" "Jacó", respondeu ele. Então disse o homem: "Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu". Prosseguiu Jacó: "Peço-te que digas o teu nome". Mas ele respondeu: "Por que pergunta o meu nome?" E o abençoou ali. Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: "Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada".  - Gênesis 32:22-30

 

Judá é um leão novo. Você vem subindo, filho meu, depois de matar a presa. Como um leão, ele se assenta; e deita-se como uma leoa; quem tem coragem de acordá-lo? O cetro não se apartará de Judá, nem o bastão de comando de seus descendentes, até que venha aquele a quem ele pertence, e a ele as nações obedecerão.  - Gênesis 49:9-10

 

Por que Jesus escolheu Judas Iscariotes?

Jesus escolheu Judas porque sabia que fazia parte do plano de Deus. Ninguém obrigou Judas a trair Jesus, mas quando ele fez essa escolha ele cumpriu as profecias.

 

Jesus não cometeu um erro. Antes de escolher os 12 apóstolos, ele orou durante uma noite inteira! (Lucas 6:12-13) Jesus escolheu cada apóstolo pessoalmente, para fazer parte de um grupo íntimo de futuros líderes da igreja. Judas recebeu uma grande oportunidade para fazer a diferença no mundo.

 

Jesus sabia que um amigo o iria trair. Isso já tinha sido profetizado (João 6:70-71; João 13:18). Ele sabia o que se passava no coração de cada pessoa. Mas Jesus também sabia que precisava morrer e ressuscitar por nossos pecados. Essa era sua missão. Ele sabia que o diabo ia usar Judas para tentar destruir seu ministério, mas que Deus iria inverter a situação. A traição de Judas já estava contemplada no plano.

 

Judas teve escolha?

 

Sim, Judas teve escolha.

 

Jesus viu a maldade crescer no coração de Judas mas ele lhe deu todas as oportunidades para mudar seu destino. Antes de decidir trair Jesus, Judas aprendeu com ele sobre o amor e o perdão de Deus, viu grandes milagres e até pregou o evangelho, junto com os outros apóstolos! (Mateus 10:5-7)

 

Jesus tratou Judas como amigo e lhe mostrou o caminho da verdade. Ele até avisou Judas do perigo de sua traição (Mateus 26:23-24). Judas sabia que podia resistir ao diabo, tal como Jesus tinha feito no deserto. Mas quando satanás tentou Judas, ele escolheu ceder à tentação. Por amor ao dinheiro e influência do diabo, Judas traiu Jesus.

 

Ninguém forçou Judas nem lhe tirou a capacidade de entender. O nome do traidor não estava escrito nas profecias. Jesus só disse abertamente que Judas era o traidor na última ceia, quando ele já tinha decidido trair Jesus. A decisão foi de Judas mas Deus já tinha visto que isso iria acontecer e mudou a situação, usando a morte e ressurreição de Jesus para salvar o mundo.

Quem foi Judas Tadeu?

Judas Tadeu foi um dos doze apóstolos de Jesus. Também conhecido como "o Labeu" ou Tadeu, era o irmão do apóstolo Tiago. Nos evangelhos, ora é chamado de Judas (filho/irmão de Tiago), ora como Tadeu, a fim de ser distinguido do outro Judas, que também pertencia ao grupo dos doze discípulos mais chegados de Jesus.

 

A intenção dos autores ao designar Judas como "o irmão de Tiago" ou como "o Tadeu", era marcar a diferença entre este e Judas Iscariotes, que traiu Jesus.


De forma geral, a Bíblia fala muito pouco acerca da vida e obra do apóstolo Judas Tadeu, referenciando apenas:

 

O seu chamado como um dos doze apóstolos de Jesus Cristo: 


'Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze deles, a quem também designou apóstolos: Simão, a quem deu o nome de Pedro; seu irmão André; Tiago; João; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado zelote; Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor'. - Lucas 6: 13-16

 

Também nas listas em: Mateus 10:2-4 e Marcos 3:16-19. Nesta referência no evangelho de Lucas, Judas é mencionado como "Judas, filho de Tiago". No original grego, essa expressão pode também ser traduzida como "Judas de Tiago" ou "Judas irmão de Tiago". Remete à ideia de parentesco e proximidade entre Judas e Tiago.

 

A pergunta que Judas Tadeu fez ao Senhor Jesus:

 

'Disse então Judas (não o Iscariotes): "Senhor, mas por que te revelarás a nós e não ao mundo?"' - João 14:22

 

Na última Ceia, quando Jesus confortava os discípulos no seu discurso de despedida. Judas Tadeu fez essa pergunta ao Senhor talvez porque ainda não havia compreendido que Jesus se manifestaria, através da presença do Espírito Santo, àqueles que O amam e guardam a sua Palavra. Foi a única referência mais específica referente a este apóstolo, transcrita nos Evangelhos.

 

Judas Tadeu permaneceu junto com os demais apóstolos após a ascensão de Jesus: 


'Quando chegaram, subiram ao aposento onde estavam hospedados. Achavam-se presentes Pedro, João, Tiago e André; Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos eles se reuniam sempre em oração, com as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos dele. - Atos 1:13-14

 

Nesta passagem vemos que todo o grupo dos apóstolos permaneceu unido a fim de orarem e receberem a promessa que Jesus lhes tinha feito. Nesta ocasião, encontraram-se para decidir quem ocuparia o lugar de Judas Iscariotes no ministério dos doze.

 

Judas Tadeu nas tradições religiosas 


"São Judas Tadeu", bastante querido entre os católicos, espíritas e umbandistas (sincretismo com Xangô), é popularmente conhecido como "o patrono das causas impossíveis". Essa atribuição se deu através da recomendação de Brígida da Suécia, na qual os fiéis católicos deveriam pedir pela intercessão de Judas Tadeu para alcançar seus favores. 


A tradição católica considera também que este apóstolo era filho de Alfeu, irmão de Tiago e primo do Senhor Jesus Cristo. Também lhe atribuem a autoria do livro bíblico de Judas e que teve uma morte atroz por decapitação e mutilação. Muitas dessas crenças se baseiam no livro apócrifo "Atos de Simão e Judas" no qual é mencionada a suposta história das missões e do martírio de Judas e Simão. Contudo, não há comprovações históricas de que essas especulações tenham, de fato, acontecido. 


A tradição evangélica, por sua vez, não acredita na intercessão de São Judas Tadeu (1 Timóteo 2:5). Também não considera que Judas Tadeu seja o mesmo Judas, irmão de Jesus (Marcos 6:3). Considera que a Carta de Judas foi escrita pelo irmão do Senhor Jesus e não por Judas Tadeu. O autor da Carta de Judas se identifica como "irmão de Tiago" (Judas 1:1). Daí a consideração mais generalizada de que esse Tiago era o irmão de Jesus, o mesmo quem escreveu a Carta de Tiago e era líder da igreja em Jerusalém (não o apóstolo Tiago filho de Alfeu). Essa interpretação parece se harmonizar muito mais com a tradução (mais provável) do original grego, que diz que Judas Tadeu era 'filho de Tiago' e não 'irmão'. 


Essa controvérsia acontece, em grande medida, porque os católicos não aceitam que Jesus tenha tido irmãos. Daí, nesse arranjo interpretativo, os irmãos serem considerados "primos" de Jesus. No entanto, vemos nos Evangelhos que essa interpretação não faz sentido, uma vez que os evangelistas usam repetidas vezes o termo específico para "irmãos" no grego e não "primos". Vemos também que os irmãos de Jesus não criam nele no princípio de seu ministério (João 7:5). Somente depois da ressurreição é que se converteram em seguidores de Cristo (Atos dos Apóstolos 1:14). Talvez, por não ter crido desde o início, Judas tenha se sentido indigno de assinar a carta como irmão de Jesus. 


Outros Judas

 

O nome Judas significa "louvor a Deus" e era bastante comum naquele tempo. Por isso, a distinção feita entre os diferentes Judas era importante, para não haver confusão na compreensão dos textos. No Novo Testamento, além de Tadeu, são citados outros homens chamados Judas:

  • Um dos irmãos do Senhor Jesus - (Mateus 13:55; Marcos 6:3) - provável autor da carta canônica de Judas.
  • Judas Iscariotes - (João 6:70-71; Marcos 14:43-44) - Apóstolo que traiu Jesus.
  • Judas galileu - (Atos dos Apóstolos 5:37) - Líder de uma rebelião que havia sido morto e seus seguidores dispersados.
  • Judas, um outro discípulo - (Atos dos Apóstolos 9:11) - Um discípulo que hospedou a Saulo depois do seu encontro com o Senhor na estrada para Damasco.
  • Judas Barsabás - (Atos dos Apóstolos 15:22) - Um dos líderes da igreja enviado juntamente com Silas para acompanhar Paulo e Barnabé à Antioquia.


Para além das referências mencionadas, existe apenas o pressuposto que Judas Tadeu, assim como os demais apóstolos, permaneceu fiel à obra confiada a ele pelo Senhor de pregar a Palavra, batizar e fazer discípulos de Jesus Cristo.