terça-feira, 19 de abril de 2022

SALMO 91: descubra o seu verdadeiro poder

 

 

1 Aquele que habita no abrigo do Altíssimo
e descansa à sombra do Todo-poderoso

2 pode dizer ao Senhor:
"Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza,
o meu Deus, em quem confio".

3 Ele o livrará do laço do caçador
e do veneno mortal.

4 Ele o cobrirá com as suas penas,
e sob as suas asas você encontrará refúgio;
a fidelidade dele será o seu escudo protetor.

5 Você não temerá o pavor da noite
nem a flecha que voa de dia,

6 nem a peste que se move sorrateira
nas trevas,
nem a praga que devasta ao meio-dia.

7 Mil poderão cair ao seu lado;
dez mil, à sua direita,
mas nada o atingirá.

8 Você simplesmente olhará,
e verá o castigo dos ímpios.

9 Se você fizer do Altíssimo o seu abrigo,
do Senhor o seu refúgio,

10 nenhum mal o atingirá,
desgraça alguma chegará à sua tenda.

11 Porque a seus anjos ele dará ordens
a seu respeito,
para que o protejam em todos
os seus caminhos;

12 com as mãos eles o segurarão,
para que você não tropece em alguma pedra.

13 Você pisará o leão e a cobra;
pisoteará o leão forte e a serpente.

14 "Porque ele me ama, eu o resgatarei;
eu o protegerei, pois conhece o meu nome.

15 Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta,
e na adversidade estarei com ele;
vou livrá-lo e cobri-lo de honra.

16 Vida longa eu lhe darei,
e lhe mostrarei a minha salvação."

 

Bíblias abertas no Salmo 91, quadros com o Salmo 91, pessoas que recitam o Salmo 91 antes de dormir... O Salmo 91 é muito popular! Mas porquê? Por que sua mensagem é muito poderosa. Muitas pessoas conhecem o Salmo 91 mas poucos conhecem seu verdadeiro poder...

 

A verdade poderosa do Salmo 91

Atenção! Deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 ou recitar o Salmo 91 não tem poder nenhum. Isso é superstição. Deus não gosta de magia nem simpatia! Usar a Bíblia da maneira errada é muito perigoso. Até o diabo usou o Salmo 91 (fora de contexto) para tentar Jesus!

O verdadeiro poder do Salmo 91 está em sua mensagem. Quando você aceita essa mensagem e deixa que toque em seu coração, aí você verá seu verdadeiro poder. O poder da Bíblia vem do Espírito Santo de Deus agindo em seu coração.

 

O significado do Salmo 91 - a fidelidade de Deus

 

A grande verdade do Salmo 91 é que Deus nunca abandona seus fieis. Você pode confiar totalmente em Deus, porque Ele nunca falha! Mesmo nas circunstâncias mais assustadoras, Deus está presente e tem poder para salvar.

 

Os perigos não vão desaparecer mas quem é fiel a Deus não precisa ter medo deles. Deus protege:

 

  • Das armadilhas do diabo
  • Dos ataques do inimigo
  • Da destruição

 

Sim, o crente ainda pode morrer de uma doença ou em uma batalha. Mas os ataques e os perigos no Salmo 91 são espirituais. Seu corpo físico pode ser machucado mas você não será destruído. Deus protege, traz segurança e conforto e dá a força que você precisa para vencer até inimigos muito grandes!

 

'Se você fizer do Altíssimo o seu abrigo, do Senhor o seu refúgio, nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda.'  Salmo 91:9-10

 

Como receber as bênçãos do Salmo 91

 

Há uma condição para receber as bênçãos do Salmo 91: fazer de Deus seu refúgio. Para fazer isso, você precisa se arrepender de de seus pecados e crer em Jesus como seu salvador. Sua vida será então dedicada a servir a Deus como seu filho. Deus é fiel com todos que são seus filhos e confiam nele.

 

Fazer de Deus seu refúgio significa confiar completamente em Deus, depender dele, colocar toda sua vida nas mãos dele. Isso requer fé. Em vez de ficar cheio de medo com os perigos e problemas, você precisa confiar que Deus está no controle e buscar sua ajuda.

 

Apenas Deus deve ser seu refúgio. Nada nem ninguém nesse mundo pode lhe proteger como Deus! Fazer de Deus seu refúgio é saber que toda a bênção e toda a ajuda vem de Deus.

  

O que a Bíblia fala sobre a proteção de Deus?

 

A Bíblia diz que Deus protege aqueles que se refugiam nele. Quem ama a Deus não precisa ter medo porque está do seu lado. A proteção de Deus nos dá segurança completa.

 

Podemos confiar completamente na proteção de Deus porque Ele nos ama. Deus se preocupa com cada detalhe de nossas vidas (Mateus 10:29-31). Quando nos entregamos a Deus, colocamos nossas vidas debaixo de sua orientação e proteção. Deus tem todo poder, Ele pode nos proteger de tudo!

 

Precisamos confiar na proteção divina. Quando nos esquecemos de Deus e buscamos refúgio em outras coisas, essas coisas vão nos falhar. Somente Deus pode nos dar verdadeira proteção (Salmos 20:7-8). Por isso, é importante pedir Sua ajuda nos momentos de dificuldade.

 

Deus nos dá proteção para as várias áreas da vida:

 

Proteção espiritual

 

Essa é a grande área que precisa de mais proteção em nossas vidas. Deus protege aqueles que O amam dos ataques do inimigo, dando segurança na salvação. Nossa grande luta é contra as tentações e os ataques do diabo, que tenta destruir nossa relação com Deus (Efésios 6:11-12).

 

Para nos proteger, Deus nos fornece “armadura espiritual”, um conjunto de coisas, como a fé, a justiça e a verdade, que nos ajudam a defender-nos do inimigo. Nosso trabalho é usar a armadura de Deus e confiar em Deus para nos proteger espiritualmente. 

 

O que é a armadura de Deus?

 

A armadura de Deus é tudo que precisamos para resistir aos ataques do diabo e manter-nos firmes com Deus. Quem veste a armadura de Deus não será abalado (Efésios 6:13).

 

Todo o crente está dentro de uma batalha espiritual e precisa de armadura espiritual para vencer. O diabo e suas forças estão organizados e equipados, por isso nós também precisamos nos preparar (Efésios 6:11-12). A armadura de Deus nos protege e nos ajuda a alcançar a vitória.

 

Como vestir a armadura de Deus?

 

Cinto da Verdade

O cinto é importante porque une a armadura. Conhecer a verdade é essencial para firmar a fé e garantir a vitória. Jesus é a Verdade. - João 8:32

Para vestir o cinto da verdade é importante estudar a Bíblia e aceitar a verdade de Jesus Cristo para sua vida. Também é importante ser honesto, rejeitando a mentira (Efésios 4:25). Todo o cristão deve falar a verdade em amor.


Couraça da Justiça

A couraça serve para proteger o coração. Em Jesus fomos justificados; agora estamos do lado da justiça. Um coração protegido pela couraça da justiça também não se deixará corromper pelo pecado (Tiago 1:27).

Para vestir a couraça da justiça é preciso lembrar que Jesus nos justificou. Devemos tentar sempre fazer o que é justo e certo, rejeitando a corrupção e o egoísmo, e quando pecamos devemos pedir perdão.


Pés calçados na prontidão do Evangelho da Paz

Nossos sapatos protegem os pés, que nos levam para onde queremos ir. O evangelho da paz nos leva na direção certa para a vitória. Só a paz e o amor podem vencer o ódio e a violência (Romanos 12:18-19).

Para calçar a prontidão do evangelho da paz o crente precisa rejeitar a ira e a violência. Jesus veio para trazer reconciliação, unindo crentes em amor. Perdoar é muito importante para promover a paz.


Escudo da fé

O escudo serve para se defender contra setas e outros ataques. O escudo protege de forma ativa, defendendo de vários ângulos. A fé em Jesus também é ativa, que nos protege em várias situações.

Para usar o escudo da fé, é preciso decidir acreditar na verdade da Bíblia e agir de acordo com essa crença. A fé é firmada quando entramos em ação, obedecendo a Deus (Romanos 1:17).


Capacete da Salvação

O capacete guarda a cabeça. A confiança na salvação também guarda nossa mente e nossos pensamentos.

Para colocar o capacete da salvação, o crente deve lembrar que Jesus o salvou e nada nem ninguém o pode separar dele (Romanos 8:38-39). Sabendo que Jesus o salvou, o crente pode rejeitar o pecado com confiança, porque sabe que está liberto.


Espada do Espírito

A espada é uma arma de defesa e de ataque. Com a espada do Espírito podemos derrotar o diabo e nos defender de seus ataques. A espada do Espírito é a palavra de Deus (Hebreus 4:12).

Para usar a espada do Espírito, é necessário estar sempre meditando na palavra de Deus. Estudar a Bíblia, aplicá-la a sua vida, memorizar versículos, conversar sobre a Bíblia e ouvir pregações são algumas das formas que temos para aprender a usar essa espada.


Uma forma de usar a espada do Espírito que a Bíblia destaca é orar. Devemos orar no Espírito em todas as situações. A oração tem poder e é essencial para alcançar a vitória (Efésios 6:18).


Proteção da mente

Nossos pensamentos e nossas emoções são muito vulneráveis e podem sofrer com as experiências da vida. Deus não tira todo sofrimento de nossas vidas mas Ele nos consola e ajuda a superar as dificuldades. Quando confiamos nele, Deus protege nossas mentes de muitas coisas destrutivas.

Deus protege nossas mentes através de Sua Palavra: a Bíblia. Nela, encontramos proteção contra muitas mentiras e muitos pensamentos destrutivos. Precisamos ler a Bíblia e pensar nela para recebermos a proteção de Deus (Filipenses 4:7-8). Os pensamentos de Deus guardam nossas mentes.


Proteção física

Quando pomos o Reino de Deus em primeiro lugar, Deus promete nos dar aquilo que precisamos para sobreviver. Ele nos ajuda a encontrar as coisas básicas da vida, por isso não precisamos ter medo do amanhã (Mateus 6:31-33).

Deus nem sempre garante proteção de todos os perigos. Muitos cristãos sofrem e até são mortos por causa de sua fé em Jesus! No entanto, Deus cuida de cada um e dá coragem para enfrentar tudo e alcançar a glória maior do Céu. Por vezes, Deus também faz grandes milagres e salva das mãos dos inimigos.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Por que Jesus é chamado o Cordeiro de Deus?

Jesus é chamado o Cordeiro de Deus porque ele se ofereceu como sacrifício pelos nossos pecados. No Antigo Testamento, um cordeiro era oferecido por quem se arrependia de seus pecados. O cordeiro tomava o lugar dessa pessoa. Quando morreu na cruz, Jesus tomou nosso lugar, como o cordeiro sacrificado.

 

O cordeiro no Antigo Testamento

 

A consequência do pecado é a morte e a separação de Deus (Romanos 3:23; Romanos 6:23). Essa é a punição justa. Todos pecamos mas Deus nos ama e quer nos dar outra chance de ficar com Ele. Sendo justo, Ele ainda tinha de exigir pagamento. Por isso, Ele permitiu que quem se arrependesse usasse um cordeiro sem defeito como seu substituto. O cordeiro morria em seu lugar para que voltasse a ter comunhão com Deus.


Essa substituição está presente na primeira Páscoa, no Egito. O anjo da morte ia passar pelo Egito e matar o primeiro filho de cada família, por causa dos pecados desse povo. Mas Deus mandou o povo de Israel sacrificar um cordeiro por cada família, em substituição do primeiro filho. Os israelitas passaram o sangue dos cordeiros nos umbrais das portas de suas casas. Assim, quando o anjo da morte passou por suas casas, viu que já tinha havido morte lá e não tocou neles (Êxodo 12:21-23).

 

Mas a morte de um cordeiro era um sacrifício imperfeito. Afinal, era só um cordeiro, não podia mudar a natureza pecaminosa da pessoa. Sempre que a pessoa pecava, ficava novamente em dívida. Por isso, cordeiros tinham de ser sacrificados regularmente. O sacrifício do cordeiro era um sinal de fé de um sacrifício maior que um dia iria ser feito (Hebreus 10:1-4).


Jesus, o Cordeiro

 

Todo sacrifício que podíamos fazer seria sempre imperfeito. Por isso, Deus preparou o sacrifício perfeito: Ele mesmo. Ele se tornou um homem e passou por tudo que nós passamos, mas sem pecar (Hebreus 2:14-15). Ele se tornou o sacrifício perfeito pelos nossos pecados.

 

João Batista chamou Jesus de “o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Jesus se ofereceu para morrer em nosso lugar. Ele foi como um cordeiro: sem defeito.

 

Como Jesus nunca pecou e era Deus, seu sacrifício foi muito maior que um cordeiro. Ele pagou um preço tão alto que pode cobrir os pecados de todos que o aceitam como seu salvador. Jesus foi o grande sacrifício que Deus fez por nós, o Cordeiro de Deus.

Libertação no inesperado


Gráfico de vitrais

 

Na Páscoa, lembramos que o corpo quebrado de Jesus pôs fim ao nosso quebrantamento.

 

Antes de honrarmos a ressurreição, é importante olhar para os eventos anteriores ao sacrifício final de Jesus.

 

Um dos eventos mais importantes nas horas antes da morte de Jesus foi a Última Ceia.

 

O momento da Última Ceia foi especial porque ocorreu durante a Páscoa.

 

Isso pode parecer um detalhe pequeno, mas Jesus usou-o para conectar Sua morte, e ressurreição, ao êxodo dos israelitas do Egito.

 

Por que a Páscoa é importante?

A Páscoa foi um evento crucial que o povo Judeu observou por centenas de anos antes da Última Ceia.

 

Depois de décadas de opressão no Egito, Deus iria libertar Seu povo da escravidão e trazê-los para a terra que Ele lhes havia prometido.

 

Mas primeiro, Ele teve que levantar um líder para ajudar a mobilizar os israelitas: Moisés.

 

Moisés, instigado por Deus, pediu ao faraó pela liberdade do povo, mas a resposta sempre era não.

 

Em resposta, Deus enviou uma série de pragas para atormentar os egípcios.

 

Mas o coração do faraó permaneceu endurecido.

 

Finalmente, uma fuga.

 

Como último recurso, Deus enviou uma praga final: um anjo da morte para matar o filho primogênito de cada família no Egito.

 

Por causa do mal cruel e opressivo do faraó – e a falta de vontade de se arrepender de seus pecados – Deus providenciou justiça.

 

Mas Deus providenciou algo que o faraó nunca fez: uma saída.

 

Antes da praga final, os Israelitas foram instruídos a pintar as portas de suas casas com o sangue de um cordeiro sacrificado. Dessa forma, quando o anjo da morte viesse, passaria por cima da porta, e seus primogênitos seriam salvos.

 

Pode parecer um símbolo estranho mas, através da morte do cordeiro, Deus trouxe justiça.

 

Após a praga final – e a morte de seu filho primogênito – o faraó finalmente concedeu liberdade aos Israelitas.

 

Quando se estabeleceram na terra prometida, eles comemoravam a Páscoa todos os anos com um banquete — formado por pão, vinho e um cordeiro sacrificial.

 

O cordeiro sem culpa

 

Mil anos depois, Jesus e Seus discípulos se reuniram em torno de uma mesa de jantar para celebrar da mesma maneira.

 

Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo: Peguem e comam; isto é o meu corpo.

Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, dizendo: Bebam todos vocês porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo.

Mateus 26:26-28

 

Com estas palavras, Jesus ligou a Páscoa ao plano de Deus para redimir o mundo.

 

O elemento final da ceia da Páscoa é um cordeiro. Mas até onde sabemos, não havia um cordeiro na mesa da Última Ceia.

 

Não foi por acidente. Foi uma declaração simbólica.

 

Através do cordeiro, Deus resgatou os Israelitas da escravidão do faraó.

Por meio de Jesus, Deus resgata o mundo da escravidão do pecado e da morte.

 

Chamada à ação

Menos de 24 horas após a Última Ceia, Jesus deu Seu último suspiro na cruz.

Seu sacrifício foi para levar todos os pecados da humanidade. Ele se permitiu ser abandonado por Seu Pai para que nunca tivéssemos que nos separar de Deus.

 

Jesus não quer apenas que entendamos o que Ele fez por nós, Ele quer que participemos disso entrando em relacionamento com Ele.

 

Ao fazer isso, podemos fazer parte da maior história já contada.

 

À medida que nos aproximamos da Sexta-feira Santa, lembremo-nos de que fazemos parte do plano de Deus – milhares de anos em construção – para redimir a todos nós.

Quais As Características Que Jesus Está Buscando Na Sua Noiva?

Leitura Bíblica: Gênesis 24:12; Gálatas 5:19; Mateus 19; Romanos 7
 

Mensagens Citadas: Escolhendo Uma Noiva; A União Invisível da Noiva; Casamento e Divórcio

 

A igreja da Era de Laodicéia (o mundo religioso) não aceitou a Jesus Cristo, ela O colocou para fora. Jesus Cristo esteve à porta, mas ela não abriu para que Ele pudesse entrar. E por isso Ele a repudiou, escolheu uma Noiva e se uniu com ela de forma invisível.

 

Dia após dia Sua Palavra é revelada a nós e nos é mostrado todos os Seus segredos, o que faz com que, nós, sua esposa, sintamos que foi Ele mesmo quem nos escolheu, e consequentemente, isso nos faz ser mais íntimos d’Ele. Isso prova que a escolha não foi feita através do mensageiro ou pastor. Fomos guiados a uma decisão que mal sabemos explicar, mas foi Ele quem a tomou para nós.

 

Tomemos o exemplo da história de Rebeca para enxergarmos esse quadro. Rebeca ia sempre ao poço. Porém, Deus determinou que naquele dia, Rebeca (a escolhida e predestinada) fosse ao poço e se encontrasse com Eliezer, e fizesse tudo o que o Eliezer pediu ao Senhor como sinal: que ela lhe oferecesse água e também desse aos camelos. Muitas moças iam ao poço, mas apenas uma poderia fazer isso. E para isso, ela teria que ser dirigida por Deus para confirmar o que Eliezer havia pedido ao Senhor.

 

No reino de Deus nada acontece por acaso. Portanto, cada eleito d’Ele tem que vir da forma que Ele já predestinou antes da fundação do mundo. Ao ouvirmos a mensagem que o sétimo mensageiro nos trouxe, regozijemo-nos e a aceitamos. E quando a aceitamos, o profeta vê que fazemos parte da noiva do Senhor Jesus Cristo.

 

Na Bíblia tudo tem um significado. Podemos observar que, até mesmo os camelos que levaram Eliezer até a cidade de Rebeca têm uma grande importância. Eles significam o poder que conduziu aquela moça até o seu marido. Os mesmos camelos que ela deu água lhe conduziram até sua herança. E agora, trazendo para os nossos dias, podemos ver que a igreja também precisa de um poder (o Espírito Santo) que a leve até Jesus Cristo. O que seria então dar água de forma voluntária ao Espírito Santo no tempo de hoje? É ouvir a mensagem. A quem Deus está escolhendo hoje? O nosso Senhor Jesus está procurando aquele que está acessível a mudar quando a oportunidade chega, aquele que não quer manter nada mais de errado em sua vida.

 

Portanto, se quisermos ser escolhidos como noiva d’Ele, não cabe a nós praticar atos de prostituição, impureza, lascívia, idolatria, homicídio, bebedeira, feitiçarias, inimizades… e coisas semelhantes a essas, conforme é citado na Escritura de Gálatas 5:19-21. E também podemos dar água ao Espírito Santo tendo amor, gozo, paz, longanimidade… (Gálatas 5:22) Todos os frutos do Espírito estão dentro da Esposa do Cordeiro.

 

Estamos vendo no cenário atual do nosso país e em todo o mundo o lado político da esquerda se levantando e tomando conta de todo o governo. E o que rege esse governo é uma pauta de anarquia, onde todos têm direitos. Mas do outro lado se levanta também a parte onde há os que defendem as coisas corretas: a família, por exemplo. Eles estão unindo as igrejas e colocando seus representantes na política, dando destaque a esta parte, que por vista, parece a correta, porém não é. Porque a igreja não foi levantada para se casar com o Estado, esse foi exatamente o motivo pelo qual o Senhor Jesus Cristo a repudiou como esposa. E para a igreja ser a noiva, ela precisa estar completamente rendida a Cristo.

 

Somos o corpo d’Ele aqui na terra. Portanto, é hora de deixarmos de lado tudo o que o nosso corpo pede, porque nós oferecemos o nosso corpo ao Senhor quando nascemos de novo. Sendo assim, se Ele caminha em nosso meio hoje, é com nossos pés. Se Ele cura algum enfermo, é através de nossas mãos. Desta forma, não podemos usar o nosso corpo como desejamos.

 

A mulher tem três encargos que podem ser aplicados tanto naturalmente quanto espiritualmente. Naturalmente falando, ela tem uma sagrada responsabilidade com a sua feminilidade, com a maternidade e com o honrar seu esposo. E espiritualmente, a igreja tem a responsabilidade sagrada de orar, tem a responsabilidade para com a Palavra (pois Ela gera filhos) e deve honrar a Jesus Cristo. A igreja precisa se alegrar com Jesus Cristo, ter regozijo ao louvar e adorar em espírito e em verdade. Ou seja, toda honra e glória deve ser dada ao Esposo.

Por que Deus enviou Jesus à terra?

Deus enviou Jesus à terra porque nos ama muito. Essa é a resposta mais simples que podemos dar, e que a Bíblia resume bem em um dos versículos mais conhecidos no mundo todo, João 3:16:

 

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

 

Essas são palavras do próprio Jesus, explicando um pouco da sua missão. Olhando para esse versículo nós podemos entender um pouco melhor por quê Deus mandou enviou Seu Filho ao mundo para nos salvar.


O problema do ser humano é o pecado. E o pecado leva à morte (Romanos 6:23), tanto física como espiritual. A morte espiritual significa separação completa da Fonte da vida, Deus.

 

Como Deus nos ama tanto e não quer que nós pereçamos (morramos), passando uma eternidade longe dele, Ele decidiu enviar o Seu próprio Filho para morrer no nosso lugar e pagar o preço pelo nosso pecado (1 João 4:10). Todo aquele que acredita naquilo que Jesus disse, acredita na Sua morte e ressurreição, e isso é suficiente para restaurar o seu relacionamento com Deus, o preço já foi pago. Para essas pessoas, a morte espiritual não vai acontecer.


Assim nós podemos ter uma vida eterna com Deus.

 

Resumindo:

  1. Deus nos ama muito.
  2. Nós estávamos separados de Deus por causa do nosso pecado, e condenados a passar uma eternidade longe dele.
  3. Deus enviou Jesus para pagar o preço (sofrer a consequência) do nosso pecado, isto é, a morte.
  4. Quem crê em Jesus como seu Senhor e Salvador não vai morrer eternamente, mas viver eternamente com Deus.

Deus castiga?

Sim, Deus castiga mas nem todo sofrimento é castigo de Deus. Deus é justo e não deixa o pecado sem castigo mas Ele também nos ama e perdoa. O castigo de Deus é sempre justo.

 

A Bíblia diz que o castigo do pecado é a morte e ficar separado de Deus, que é perfeito e não tolera o pecado. Todos pecamos e fomos separados de Deus como castigo (Romanos 3:23; Romanos 6:23). Isso é justo. Mas Deus nos ama e não quer ficar separado de nós. Por isso, Ele decidiu pagar o castigo do pecado. Jesus veio para levar nosso castigo na cruz.


Agora quem se arrepende de seus pecados e aceita Jesus como seu salvador não está mais condenado (Romanos 8:1-2). Quando nos convertemos, espiritualmente morremos com Jesus na cruz e ressuscitamos com ele para uma vida nova, livres do castigo do pecado. Ainda vamos morrer fisicamente mas estamos unidos novamente a Deus e um dia vamos ressuscitar e viver para sempre!

 

Para quem morre no pecado, separado de Deus, haverá castigo eterno, que é a separação total de Deus no inferno. Esse é o grande castigo do pecado.

 

Deus castiga nessa vida?

 

Sim, Deus também pode trazer castigo ainda nessa vida. Muitas vezes, o castigo é simplesmente a consequência natural do pecado. Por exemplo, uma pessoa que se embebeda muito pode ficar com doença de fígado ou se alguém é apanhado cometendo um crime, irá para a prisão. Deus permite que esses castigos aconteçam para que as pessoas vejam o perigo do pecado e se arrependam.


Para o crente, o castigo de Deus é para disciplinar (Hebreus 12:7-10). Um bom pai disciplina seus filhos para seu bem, para que aprendam o que é certo e errado. Deus faz o mesmo. Seu castigo serve para nos mostrar o que precisamos mudar para vivermos da melhor maneira. Deus faz isso por amor, não porque gosta de nos machucar.

 

No entanto, nem todo pecado vem com castigo claro logo depois. Alguns pecados podem parecer ir sem castigo pela vida toda. Mas, mesmo quando não há castigo claro nessa vida, depois da morte cada pessoa terá que se enfrentar a justiça de Deus. Quem não é salvo receberá todo castigo que merece e quem é salvo terá muito que agradecer a Jesus.

 

Todo sofrimento é castigo de Deus?

 

Não, nem todo sofrimento é castigo de Deus. Muito sofrimento não tem nada a ver com castigo. O sofrimento pode ter muitas outras causas, que nem sempre são claras. Por isso, não é sensato acusar alguém de estar em pecado só porque está sofrendo.

 

Algumas outras causas de sofrimento são:

 

  • Pecado de outras pessoas – por exemplo, quando uma pessoa rouba a carteira de outra, que se esforçou muito para ganhar seu dinheiro de forma honesta
  • Doenças ou desastres naturais – ser crente exemplar não garante livramento do perigo da dengue ou de uma derrocada de terra
  • Oposição ao evangelho – muitas pessoas sofrem por sua fidelidade a Jesus, porque o mundo as odeia – 1 Pedro 4:14-16


O exemplo de Jó mostra que nem todo sofrimento é castigo. O próprio Deus disse que Jó era irrepreensível e ele não pecou, mesmo na provação (Jó 1:8). Mas Deus permitiu que Jó sofresse. Jó não sofreu por castigo. 

 

Qual é a compreensão bíblica da ira de Deus? 

 

A ira é definida como "a resposta emocional à percepção do mal e injustiça", frequentemente traduzida como "raiva","indignação","cólera" ou "irritação". Tanto os seres humanos quanto Deus expressam a ira. Entretanto, há uma grande diferença entre a ira de Deus e a do homem. A ira de Deus é santa e sempre justificada; a do homem nunca é santa e raramente é justificada.  

 

No Antigo Testamento, a ira de Deus é uma resposta divina à desobediência e pecado do homem. A idolatria era com frequência o motivo para a ira divina. Salmo 78:56-66 descreve a idolatria de Israel. A ira de Deus é constantemente direcionada para aqueles que não seguem a Sua vontade (Deuteronômio 1:26-46, Josué 7:1; Salmo 2:1-6). Os profetas do Antigo Testamento frequentemente escreveram de um dia no futuro, o "dia da ira" (Sofonias 1:14-15). A ira de Deus contra o pecado e a desobediência é perfeitamente justificada porque o Seu plano para a humanidade é santo e perfeito, assim como Deus é santo e perfeito. Deus providenciou uma maneira de podermos ganhar o favor divino -- o arrependimento -- o qual afasta a ira de Deus do pecador. Rejeitar o plano perfeito é rejeitar o amor, a misericórdia, graça e favor de Deus e incorrer a Sua justa ira.   

 

No Novo Testamento, os ensinamentos de Jesus apoiam o conceito de Deus como um Deus de ira que julga o pecado. A história do homem rico e Lázaro fala do julgamento de Deus e das graves consequências para o pecador que não se arrepende (Lucas 16:19-31). Jesus disse em João 3:36 "Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele". Aquele que crê no Filho não sofrerá a ira de Deus pelo seu pecado porque o Filho tomou sobre Si a ira de Deus quando morreu em nosso lugar na cruz (Romanos 5:6-11). Aqueles que não creem no Filho, os que não O recebem como Salvador, serão julgados no dia da ira (Romanos 2:5-6).   

 

Por outro lado, Romanos 12:19, Efésios 4:26 e Colossenses 3:8-10 nos advertem contra a ira humana. Só Deus é capaz de vingar-se porque a Sua vingança é perfeita e santa, enquanto que a ira do homem é pecaminosa, abrindo a porta à influência demoníaca. Para o cristão, a raiva e a ira são inconsistentes com a nossa nova natureza, a qual é a natureza do próprio Cristo (2 Coríntios 5:17). Para concretizar a liberdade da dominação da ira, o crente precisa do Espírito Santo para santificar e purificar o seu coração de sentimentos de ira e raiva. Romanos 8 mostra a vitória sobre o pecado na vida de quem está vivendo no Espírito (Romanos 8:5-8). Filipenses 4:4-7 nos diz que a mente controlada pelo Espírito é cheia de paz.   

 

A ira de Deus é uma coisa espantosa e assustadora. Somente aqueles que foram cobertos pelo sangue de Cristo derramado por nós na cruz podem estar seguros de que a ira de Deus nunca cairá sobre eles. "Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda seremos salvos da ira de Deus por meio dele!" (Romanos 5:9).

 

Meu Deus me ajuda!

A vida é repleta de desafios, quanto mais avançamos, mais desafios surgem. Não é fácil superar os obstáculos à nossa frente. 

 

Há momentos que olhamos a nossa volta e não sabemos o que fazer. Nessas horas só Deus pode nos ajudar. Sim! Ele nos ajuda! As dificuldades fazem os nossos olhos voltarem para Deus. 

 

A vida cristã não é fácil, 'o caminho é estreito', requer esforço e atenção para continuar trilhando o bom caminho da fé (Mt 11:12). Muitas das vezes olhamos somente para os problemas, esquecemos os desafios que já foram superados e o quanto Deus já nos abençoou. 

 

Aí está um segredo para romper em fé: traga a memória o que te traz esperança e reconheça o quanto Deus já fez na sua vida. Agradecer Deus por tudo o que já foi feito não é olhar para trás, mas se preparar em fé para o que está por vir! Certamente aquele que começou a boa obra na sua vida, vai completá-la! 


Filipenses 1:6

 

Até os guerreiros buscam refúgio no Senhor

A história de Davi é muito conhecida, ainda jovem foi levantado por Deus e derrubou o gigante Golias. Davi foi um homem segundo o coração de Deus, se tornou um grande guerreiro e rei de Israel.

 

Apesar das tribulações Davi sempre teve seus olhos voltados para Deus. Mesmo sendo um guerreiro, Davi se viu aflito em muitas situações na vida. Além de sofrer as consequências dos seus erros, foi muito perseguido por seus adversários. No Livro de Salmos podemos perceber o clamor e a sua total submissão a Deus em meio aos problemas.

 

Mesmo com o coração acoado, Davi sempre buscou refúgio Senhor. Davi nunca confiou na sua própria força, ele reconhecia que tudo provinha de Deus. Davi abria seu coração, colocava os seus joelhos no chão e pedia direção a Deus. Não tenha medo de refugiar-se no Senhor, Ele é a sua fortaleza!

 

Refugio no Senhor!

 

Clame ao Senhor ainda que não veja nada!

O cego Bartimeu vivia na escuridão, ao saber da presença de Jesus tomou uma posição que mudou a sua vida. Mesmo sem ver nada, percebendo a aglomeração que Jesus causava ao passar clamou bem alto por socorro.

 

As pessoas ao redor o reprimiram, pediram para que ele se calasse. Bartimeu reagiu e gritou ainda mais alto: "Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!" O Messias ouviu o seu clamor, mandou que o chamasse e algo extraordinário aconteceu, Bartimeu voltou a ver! (Marcos 10:46-52) 

 

Bartimeu

 

Bartimeu clamou, persistiu e Jesus ouviu. Se estás pedindo ajuda a Jesus, estás fazendo a coisa certa! Cristo é o único que pode reverter qualquer quadro, o único que pode dar luz em meio a escuridão. 

 

Imagine se Bartimeu desse ouvidos as repreensões e calasse a sua voz? Por que incomodar a Deus? Quem sou eu para pedir algo a Jesus? A oportunidade que teve, ele agarrou com todas as forças. Não perca a oportunidade de clamar a Deus. A melhor hora para Deus agir em sua vida é AGORA!

 

Deus vai te ajudar! 

 

Deus quer nos ajudar, Ele nos ouve: "Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá" (1 João 5:14). Só há uma coisa que nos dá a 'falsa impressão' que Ele não está nos ouvindo e nos afasta de Deus: o pecado.

 

"Certamente, o braço do Senhor não está encolhido para salvar, nem seu ouvido fechado para ouvir. Mas suas iniqüidades separaram vocês de Deus. Seus pecados esconderam a face dele de vocês, então ele não os irá ouvir. (Isaías 59:12) 

 

Faça essas perguntas a si mesmo: Minhas orações estão de acordo com a vontade de Deus? "Deus não está ouvindo" ou estou afastado dos caminhos do Senhor? Se as respostas não forem positivas, calma, não se desespere. 

 

Temos em Jesus a chance de reconciliarmos com Deus! Assim como Davi, seja verdadeiro com Deus. Peça perdão e arrependa-se dos seus pecados. Se esforce diante de Deus para se reaproximar dele, busque-O! Quando buscamos a Deus, as nossas orações vão de encontro com a vontade do Senhor. 

 

Permanecer

 

Reaproxime-se com Deus, entenda que os desafios da vida são um exercício de fé e perseverança. Aumente a sua intimidade com Deus, santifique-se. Deus vai ouvir o seu clamor e vai agir em seu favor. Você alcançará um novo nível de maturidade espiritual!

O que é uma provação? Por que passamos por provações?

Uma provação é uma dificuldade que prova nossa fé. Ninguém gosta de passar por provações mas elas servem para nos fortalecer e ajudar a crescer. Deus permite que passemos por provações mas Ele não provoca tentação.

 

A grande prova de nossa fé é quando passamos por dificuldades. É muito fácil seguir Jesus quando vai tudo bem mas o que acontece quando as coisas correm mal? Será que amamos Jesus de verdade ou somente queremos as coisas boas que ele oferece? Será que estamos mesmo prontos para seguir Jesus em todas as circunstâncias? A provação é o teste da fé (1 Pedro 1:6-7).

 

Uma provação pode vir de várias circunstâncias diferentes. Pode ser uma dificuldade normal, que qualquer pessoa poderia enfrentar (como uma doença), ou pode ser um conflito com sua fé (como ter de escolher entre pecar e perder o emprego). A vida se torna mais complicada, suas convicções são testadas e você tem de tomar uma posição: ou você continua a crer em Deus, ou você O abandona.


A importância das provações

A provação nos desafia a confiar mais em Deus e a crer nele, mesmo quando não vemos uma solução. Quando passamos por provações, ficamos mais fortes, porque nossa fé e perseverança crescem (Tiago 1:2-4). No momento da provação é difícil mas depois recebemos a recompensa.

 

Os tempos de provação aprofundam nosso relacionamento com Deus, por vezes até mais que os tempos de tranquilidade! Com a provação, Deus nos ensina, nos corrige e nos faz amadurecer. Se nossa fé não fosse provada, nunca iríamos crescer (Tiago 1:12).

 

Qual é a diferença entre provação e tentação?

 

A provação é uma dificuldade que põe nossa fé à prova. Uma tentação é um convite para pecar. Enquanto que a provação se pode tornar uma coisa boa, se não desistimos de Deus, a tentação é uma coisa ruim, que vem para nos destruir.


Deus nos prova mas nunca nos tenta. Ele odeia o mal e nunca nos convida a pecar (Tiago 1:13-14). A tentação vem de nossos próprios desejos malignos, das coisas ruins do mundo ou do diabo. Muitas vezes a provação e a tentação vêm juntas mas a provação é a circunstância difícil, enquanto que a tentação é o convite para o pecado. Por exemplo, provação seria ter de escolher entre pecar e perder o emprego; tentação seria o apelo para pecar, para não perder o emprego.

sexta-feira, 18 de março de 2022

O Que é Gogue e Magogue?

Gogue e Magogue é uma expressão que aparece no livro do Apocalipse como uma referência ao conflito final entre as forças satânicas e Cristo e Seu povo. Há muitas interpretações e teorias acerca desse evento, o que acaba gerando ainda mais curiosidade entre as pessoas acerca dessa expressão.

 

Gogue e Magogue no Antigo Testamento

 

Gogue e Magogue são citados em passagens do Antigo Testamento. No livro de Gênesis, Magogue é mencionado como um descendente de Jafé (Gn 10:2; 1Cr 1:5). Já Gogue, é citado como um rubenita, filho de Semaías (1Cr 5:4).

 

Apesar dessas referências iniciais, a passagem mais importante sobre Gogue e Magogue encontra-se no livro do Profeta Ezequiel (caps. 38 e 39). Gogue aparece como príncipe de Meseque e Tubal, e Magogue como sendo um povo, ou seja, a “Terra de Magogue”. Logo, a narrativa de Ezequiel apresenta Gogue da Terra de Magogue.

 

Gogue e Magogue no Apocalipse

 

Como já dissemos, a expressão “Gogue e Magogue” aparece no livro do Apocalipse para descrever uma última batalha que precederá o Juízo Final (Ap 20:7-10).

 

O Apóstolo João relata que acabado o Milênio, Satanás será solto por um pouco de tempo, “e saíra para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a areia do mar” (Ap 20:8).

 

João continua a narrativa dizendo que as nações, persuadidas por Satanás, cercarão “o acampamento dos santos, a cidade amada“, porém um fogo descerá do céu e as devorará, resultando ainda na condenação eterna de Satanás no “lago de fogo que arde como enxofre“. Depois disso, João começa a descrever em detalhes a cena do Juízo Final.

 

Gogue e Magogue e as diferentes correntes escatológicas

 

Sabemos que existem diferentes correntes escatológicas, e cada uma delas possui uma visão específica acerca desse assunto.

 

Aqueles que defendem um futuro reinado milenar e literal de Cristo na terra após a Sua segunda vinda, afirmam que essa batalha de Gogue e Magogue ocorrerá ao término desse período, quando Satanás for literalmente solto novamente para enganar as nações. Vale dizer também que alguns pré-milenistas defendem que essa batalha ocorrerá antes do Milênio.

 

Portanto, seguindo esse raciocínio haverá então duas grandes batalhas finais: a batalha do Armagedom antes do Milênio e descrita no capítulo 19 do Apocalipse, e a batalha de Gogue e Magogue após o Milênio e descrita no capítulo 20 do Apocalipse.

 

Entre os defensores dessa posição há muitas divergências acerca desse evento, de modo que seria impossível citar cada uma delas. As mais comuns entendem que essa batalha de Gogue e Magogue se refere ao ajuntamento de várias nações para atacarem Israel no futuro.

 

As teorias sobre isso são tão específicas que até mesmo nomes de nações já foram sugeridos, entre elas: Rússia, Irã, China, Japão e Índia.

 

Já quem não defende um futuro reinado literal de Cristo na terra, entendendo que o Milênio precede a segunda vinda de Cristo, geralmente afirma que essa batalha é a mesma já descrita no capítulo 19, isto é, o Armagedom.


Como interpretar Gogue e Magogue?

 

Como vimos, a interpretação acerca dessa batalha dependerá da maneira com que interpretamos e entendemos o livro do Apocalipse e alguns eventos escatológicos descritos nele, sobretudo o Milênio.

 

Antes de falarmos sobre o Apocalipse, precisamos voltar ao livro do Profeta Ezequiel. Primeiro, é necessário compreender que o livro de Ezequiel possui um intenso uso de elementos simbólicos em suas profecias, num tipo de linguagem apocalíptica.

 

Os capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel, que nitidamente são proféticos, realmente apresentam algumas dificuldades de interpretação. Os estudiosos se dividem em diferentes opiniões. Como já mencionamos, muitos especulam até mesmo sobre nomes de nações contemporâneas dentro destes capítulos.

 

Talvez uma das teorias mais conhecidas seja aquela que identifica Meseque e Tubal como as cidades russas de Moscou e Tobolsk, e o “príncipe de Rôs” citado no versículo 2, como o “príncipe da Rússia”, ou seja, Gogue seria o comandante russo que atacará Israel no futuro.

 

Não precisamos nem dizer que esse tipo de interpretação não encontra qualquer fundamentação bíblica. Outros identificam Gogue com sendo Guigues, um rei da Líbia, conhecido nos textos acadianos do século 7 a.C. como um vassalo dos assírios.

 

Uma boa interpretação sobre assunto sugere que a profecia de Ezequiel se refere ao poder dos selêucidas, especialmente com Antíoco Epifanes, inimigo terrível do povo judeu, cujo centro do seu reino ficava localizado no norte da Síria.

 

Ao norte, o domínio dos selêucidas incluía Meseque e Tubal, distritos da Ásia Menor. De acordo com essa interpretação, a perseguição imposta por Gogue de Magogue, refere-se, em Ezequiel, à dura perseguição imposta pelo governador da Síria, Antíoco Epifanes, sob o povo de Deus.

 

Como disse, considero essa uma boa interpretação, entretanto não creio que a profecia de Ezequiel se esgote nesse período da História. Penso que Ezequiel também se refere, de forma geral, a batalha final contra o povo de Deus, de maneira que o ocorrido com Antíoco Epifanes tipifica uma perseguição ainda maior.

 

É interessante o uso específico de “Meseque e Tubal”. Sempre que as ameaças a Israel são descritas no Antigo Testamento, tais ameaças vêm do norte, geralmente referindo-se a Assíria, Babilônia e Pérsia. Quando Ezequiel fez referência a “Meseque e Tubal” ele utilizou tribos que viviam nos limites dos reinos do norte, no sentido de mostrar que haveria uma oposição ainda mais difundida contra o povo de Deus.

 

Portanto, creio que a profecia de Ezequiel se cumpriu em Antíoco Epifanes, mas também se cumpre em todos os poderes orquestrados contra o povo de Deus.

 

Voltando agora ao Apocalipse, podemos compreender que João tinha em mente esse terrível período de dor e aflição quando usou a expressão “Gogue e Magogue”. A grande opressão que o povo de Deus suportou na antiga dispensação, serve de símbolo para a maior opressão que o povo de Deus precisará suportar na nova dispensação.

 

Logo, a expressão Gogue e Magogue se refere ao ataque final das forças anticristãs lideradas por Satanás contra a Igreja de Cristo. João identifica Gogue e Magogue como “as nações que há nos quatro cantos da terra“, ou seja, não se trata de uma nação específica, mas a totalidade do mundo, isto é, a perseguição do mundo iníquo contra a Igreja.

 

João ressalta que o exército dessa batalha é muito numeroso, tanto como a areia do mar. Nos dias do governo de Antíoco Epifanes, o povo de Israel parecia indefeso diante do poder do exército sírio. Da mesma forma, nos últimos dias que precedem a volta de Cristo, a opressão será tão grande que a Igreja parecerá indefesa diante do poder perseguidor do mundo.

 

Outro fato interessante é que, apesar de intenso e severo, o domínio de Antíoco Epifanes teve breve duração, tal como será o curto período de tempo de grande tribulação sobre a terra, conforme Jesus alertou em seu sermão escatológico (Mc 13:20; cf. Ap 11:11).

 

Também vale ressaltar que a derrota das forças da Síria foi surpreendentemente inesperada, ou seja, foi uma interferência direta de Deus. Da mesma forma ocorrerá nos momentos finais da presente era com o retorno de Cristo.

 

Portanto, o capítulo 20 do Apocalipse não descreve um conflito entre nações, mas um conflito entre a Igreja e o mundo. Esse conflito de Gogue e Magogue é o mesmo já citado em outras partes do próprio Apocalipse (cf. Ap 16:12ss; 19:19).

 

Note que em Apocalipse 16:14 lemos a expressão “a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso“. Já em Apocalipse 19:19, a expressão é a seguinte: “para batalharem contra aquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército”.

 

Finalmente em Apocalipse 20:8, somos informados de que Satanás sairá “a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha“. No original, lemos em todos estes casos a expressão “a peleja“.

 

A descrição que João faz acerca da batalha do Armagedom (Ap 19:17-21) é uma clara evidencia de que se trata da mesma batalha do capítulo 20 do Apocalipse. Perceba que no capítulo 19, João também faz referência a mesma passagem do livro de Ezequiel (Ez 39:17-20). Em ambas as passagens as aves do céu se fartam da carne e do sangue dos poderosos da terra.

 

Devemos nos lembrar de que o livro do Apocalipse está organizado em sete seções paralelas e progressivas, ou seja, a mesma história é contada e recontada com perspectivas diferentes, de modo que a narrativa vai se tornando mais intensa e detalhada conforme avançamos para o final do livro.

 

O detalhe particular do capítulo 20 acerca dessa mesma batalha já mencionada e que as outras referências ainda não haviam esclarecido, fica por conta da descrição do que acontece com Satanás, ou seja, nas outras referências João já havia descrito a queda dos ímpios e a queda dos aliados do dragão (a besta, o falso profeta e a grande Babilônia). Faltava apenas ele descrever a queda do dragão.

 

Como Satanás é o maior oponente de Cristo, naturalmente sua queda é narrada por último. Isso é exatamente o que ocorre no capítulo 20. Para saber mais sobre isso leia os textos: “Como Estudar o Livro do Apocalipse” e “Leitura de Recapitulação ou Sucessão em Apocalipse“.

 

Gogue e Magogue é o Armagedom, é o pouco tempo de Satanás, é a grande tribulação, é o período mais terrível da História, onde o dragão e seus aliados perseguirão duramente o povo de Deus.

 

Todavia, o livro do Apocalipse nos mostra que todos estes inimigos de Cristo e de Sua Igreja caem juntos, ao mesmo tempo, em um único evento, em uma única batalha. Todos são destruídos na segunda vinda de Cristo, onde o Cordeiro virá para livrar o Seu povo, onde a cólera de Deus será derramada, onde o juízo de Deus estará completo. Esse dia será maravilhoso para uns e aterrorizante para outros.

 

Para concluir, quero dizer que embora existam diferentes opiniões sobre o assunto, o importante é que todas elas concordam que nessa batalha Satanás será condenado eternamente no lago de fogo e enxofre, e de dia e de noite, juntamente com seus aliados, será atormentado.

O que é consagração? Como se consagrar?

 

 

Marco Antonio Lana (Teólogo Bíblico)

 

Na Bíblia, consagração significa dedicar algo ou alguém a Deus. Quando uma pessoa ou alguma coisa é consagrada, fica dedicado para o louvor e o trabalho de Deus. Todo crente deve consagrar sua vida a Deus.

 

A consagração é um ato importante, que marca uma mudança na vida de uma pessoa ou no uso de qualquer coisa. Se consagrar a Deus implica abandonar o pecado e se dedicar a agradar a Deus (Levítico 20:7-8). A Bíblia tem exemplos de consagração de:

 

  • Objetos – os utensílios do templo e as vestes dos sacerdotes no Antigo Testamento eram consagrados para serem usados exclusivamente no templo
  • Ofertas – dízimos e ofertas que eram entregues no templo eram consagrados porque serviam para o trabalho de Deus; da mesma forma, ofertas dadas à igreja são consagradas
  • Certos dias – dias e festas religiosas importantes eram consagradas a Deus; as pessoas não se dedicavam a qualquer outro trabalho nesses dias, porque sua atenção estava toda centrada nas coisas de Deus
  • Trabalhos ou ministérios – reis, profetas e mais tarde líderes da igreja eram consagrados quando iniciavam funções; isso mostrava que tudo que iriam fazer seria para a glória de Deus e iriam fazer seu melhor para O obedecer em seu trabalho
  • Pessoas – várias pessoas e até famílias inteiras foram consagradas a Deus, no Antigo Testamento, mostrando assim sua dedicação total a Deus, o profeta Samuel foi consagrado desde o nascimento e viveu sua vida toda ao serviço de Deus


Todo crente é chamado para se consagrar a Deus (1 Coríntios 7:35). Aqueles que creem em Jesus não podem mais viver para o pecado. Na conversão, a vida é consagrada a Deus.

 

Como se consagrar?

 

Para se consagrar a Deus, você precisa reconhecer seus pecados, se arrepender e decidir mudar, aceitando Jesus como seu salvador (Atos dos Apóstolos 2:38). Na conversão, você dedica sua vida a Jesus. Isso é consagração.


Você também pode consagrar seu trabalho, seu ministério, sua família, sua casa... Para isso, é importante orar, colocando tudo debaixo da autoridade de Deus. Isso mostra um compromisso para dar glória a Deus com aquilo que você consagra.

 

Atenção! No ato de consagração, é bom chamar o pastor ou líder para participar. Os líderes têm uma autoridade espiritual especial, porque eles estão consagrados para cuidar da igreja.

 

Consagração de bebês

 

A consagração de um bebê é sua dedicação a Deus. Isso significa que os pais pedem a bênção de Deus sobre a vida da criança e assumem o compromisso de a educar nos caminhos de Deus.

 

A consagração não elimina o direito de escolha da criança mas é uma forma de mostrar que os pais têm o compromisso de evangelizar sua família (Deuteronômio 6:6-7). Mais tarde a criança poderá fazer sua própria escolha, mas ela já terá a grande vantagem de conhecer a verdade de Deus.


Consagração a Maria ou aos santos

 

A Bíblia não aprova em lugar nenhum a consagração a qualquer outro que não é Deus. Maria e os santos não têm poder para nos aproximar de Deus. Apenas Jesus tem esse poder. Devemos consagrar nossas vidas diretamente a Jesus, não a qualquer outra pessoa. O poder de Jesus é mais que suficiente para consagrar totalmente cada pessoa a Deus (1 Coríntios 6:11).