quinta-feira, 6 de junho de 2013

FAMÍLIA X BÍBLIA - LIÇÃO 05 – CONFLITOS NA FAMÍLIA.



“Eu, porém, volto meus olhos para o Senhor, ponho minha esperança no Deus de minha salvação; meu Deus me ouvirá.” (Mq 7,7).

“22. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, 23. pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. 24. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. 25. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, 26. para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, 27. para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. 28. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. 29. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja - 30. porque somos membros de seu corpo.” (Ef 5,22-30).

      I.        INTRODUÇÃO.

Os conflitos familiares vêm de tempos imemoriais.. No Éden, antes da queda, havia um ambiente perfeito: harmônico e amoroso. Mas o casal, ouvindo o tentador, perdeu a doce comunhão com Deus, e a conseqüência não podia ser outra: o inicio de sérios conflitos familiares. A boa nova para os nossos dias é saber da possibilidade, em Cristo, de equacionarmos os problemas que, às vezes, afetam a família cristã.

    II.        DESENTENDIMENTO ENTRE OS CÔNJUGES.

1.    Temperamentos diferentes.
Dentre os vários motivos existentes para justificar os desentendimentos entre os cônjuges, o que mais se destaca é o temperamento. Segundo os psicólogos, temperamento “é a combinação de características inatas que herdamos dos nossos pais que, de forma inconsciente, afetam o nosso comportamento”. De acordo com o conceito popular, podemos dizer que o temperamento é a maneira própria pela qual reagimos aos diversos estímulos e situações que se nos apresentam cotidianamente – “Os meninos cresceram. Esaú tornou-se um hábil caçador, um homem do campo, enquanto Jacó era um homem pacífico, que morava na tenda.” (Gn 25,27). Mas, pelo amor, podemos (e devemos) vencer todas as nossas diferenças, a fim de que tenhamos um casamento feliz – “tendo antes de tudo ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados.” (1Pd 4,8).
2.    Fatores que trazem conflitos.
Diversos são os fatores que desencadeiam conflitos no lar. Eis alguns deles:

a)    Falta de confiança.
O casamento só tem sentido quando é estabelecido na plena confiança do amor verdadeiro, pois o amor folga com a verdade – “Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.” (1Cor 13,6). Quando há amor entre o casal não há motivos para desconfianças ou ciúmes – “não se irrita” (1Cor 13,5b). Há quem pense que o ciúme desenfreado é prova de amor. Ledo engano! É loucura que pode, inclusive, colocar em risco a estabilidade conjugal.

b)    Tratamento grosseiro.
Onde o Espírito Santo se faz presente há perfeito amor, paz alegria e longanimidade, que é a paciência para se suportar as falhas alheias – “Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade,” (Gl 5,22). Uma das formas de demonstrarmos o fruto do Espírito Santo é vista na maneira como usamos nossas palavras, pois a palavra branda joga para longe o furor. Mas os conflitos entre os cônjuges suscitam ira, ódio e destruição – “Uma resposta branda aplaca o furor, uma palavra dura excita a cólera.” (Pr 15,1). E a forma com que tratamos uns aos outros é vista por Deus como uma referencia para designar quem é sábio ou não, pois a sabedoria é manifesta em obras de mansidão – “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder as suas obras repassadas de doçura e de sabedoria.” (Tg 3,13).

c)    Dividas.
As dívidas ocasionam muitos conflitos familiares, chegando até mesmo a terminar um relacionamento conjugal. Quando uma pessoa se endivida não pensa em mais nada a não ser nas dividas. Algumas pessoas até adoecem. Assim, precisamos ouvir a Palavra de Deus e nada dever a ninguém – “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei.” (Rm 13,8). Através de um planejamento eficiente, bom senso e autocontrole podemos fugir das dividas. Faça isso para o bem estar da sua família – “Quem fica por fiador de um estranho cairá na desventura; o que evita os laços viverá tranqüilo.” (Pr 11,15); “7. O rico domina os pobres: o que toma emprestado torna-se escravo daquele que lhe emprestou. 26. Não sejas daqueles que se obrigam, apertando a mão, e se fazem fiadores de dívidas.” (Pr 22,7.26)!

d)    Infidelidade.
Quando o cônjuge encobre a sua conduta pecaminosa o pecado vem ao público inesperadamente – “Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido.” (Lc 12,2). O casamento sofre um duro golpe, os filhos ficam sem direção e a família transtorna-se. É imperativo que os cônjuges evitem. E todo o custo, o envolvimento  extraconjugal. Alem de ser um grave pecado contra Deus, é uma ofensa contra o cônjuge, filhos e filhas – “3. Porque os lábios da mulher alheia destilam o mel; seu paladar é mais oleoso que o azeite. 4. No fim, porém, é amarga como o absinto, aguda como a espada de dois gumes. 5. Seus pés se encaminham para a morte, seus passos atingem a região dos mortos. 6. Longe de andarem pela vereda da vida, seus passos se extraviam, sem saber para onde.” (Pr 5,3-6). A infidelidade contra o cônjuge é infidelidade contra Deus.

   III.        ATIVIDADES PROFISSIONAIS DOS PAIS.

1.    A mulher no mercado de trabalho.
Devido as modernas demandas sociais, a mulher deixou de se dedicar exclusivamente às funções domesticas, e passou também a exercer funções em empresas e organizações diversas, ocupando a maior parte do seu tempo em atividades profissionais. Mas essa mudança tem trazido serias conseqüências. Há mais de uma década, para cada dez homens que morria de infarto, apenas uma mulher sofria desse mal. Hoje, o numero de mulheres que morre desse mal subiu para quatro.

2.    A ausência dos pais prejudica a criação dos filhos.
Sem a presença dos pais, as crianças ficam desorientadas. Muitas vezes elas convivem com pessoas que não tem a menor capacitação para educá-las. Por outro lado, algumas crianças ficam o dia todo em frente da “babá  eletrônica”, a internet. Ali, são “educadas” pelos heróis artificiais. As figuras do pai e da mãe presentes estão cada vez mais escassas. Tal ausência é sentida quando os nossos filhos entram na adolescência, uma fase de novidades e mudanças bruscas.

  IV.        MÁ EDUCAÇÃO DOS FILHOS.

1.    Educação prejudicada.
A melhor escola ainda é o lar. Precisamos ensinar a Palavra de Deus aos nossos filhos na admoestação do Senhor – “Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.” (Ef 6,4); “Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar.” (Pr 22,6). Infelizmente, o excesso de ocupação dos pais relegou a educação dos filhos às instruções educacionais. Esperando que tais entidades construam o caráter dos seus filhos, os pais ignoram a família como instituição espiritual e moral da criança. Muitos não acompanham a rotina escolar dos filhos e sequer a filosofia pedagógica adotada pela instituição.

2.    Quem são os professores?
Infelizmente, são graves os prejuízos à nação na área educacional. Os “mestres” das crianças, hoje, são os artistas e as empresas de telecomunicação. É comum ver as nossas crianças e adolescentes prostrados diante da TV, consumindo todo tipo de má educação. Mas é raro vê-los na igreja.

3.    Falta de estrutura espiritual e moral.
A ausência de Deus é o inimigo numero do lar. É essencial que aqueles que constituem família convidem Jesus, o maior educador de todos os tempos, a estar presente em seu lar. É indispensável que os pais, com a essência da igreja, optem por servirem a Deus, contrariando as propostas do mundo – “Porém se vos desagrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem serviram os vossos pais além do rio, se aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor.” (Js 24,15). Realizemos o culto doméstico  e, juntamente com os nossos filho, estudemos a Bíblia. Não nos esquecemos: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” (Sl 127,1).

    V.        CONCLUSAO.

Sempre haverá conflitos nas relações familiares, mas a família cristã precisa saber como contornar tais conflitos à luz da Palavra de Deus. Com amor verdadeiro no coração, poderemos não somente vencer, mas igualmente evitar os conflitos. Basta ter a Jesus como hóspede em nosso lar. 

sábado, 1 de junho de 2013

LITURGIA DA PALAVRA - DOMINGO - 02/06/2013



Oração do dia
Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos suplicamos humildemente: afastai de nós o que é nocivo e concedei-nos tudo o que for útil. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (1 Reis 8,41-43)
Leitura do primeiro livro dos Reis.

Naqueles dias, Salomão rezou no templo, dizendo: 8 41 Quanto ao estrangeiro, que não pertence ao vosso povo de Israel, quando vier de uma terra longínqua por causa de vosso nome, 42 porque se ouvirá falar da grandeza de vosso nome, da força de vossa mão e do poder de vosso braço, - quando vier orar neste templo,
43 ouvi-o do alto dos céus, do alto de vossa morada, ouvi-o e fazei tudo o que esse estrangeiro vos pedir. Então todos os povos da terra conhecerão o vosso nome, vos temerão como o vosso povo de Israel, e saberão que o vosso nome é invocado sobre esta casa que edifiquei”.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 117
Ide, vós, por este mundo afora

E proclamai o evangelho a todos!

Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes,
povos todos, festejai-o!

Pois comprovado é seu amor para conosco,
para sempre ele é fiel.

Leitura (Gálatas 1,1-2.6-10)
Início da carta de são Paulo aos Gálatas.

1 1 Paulo apóstolo - não da parte de homens, nem por meio de algum homem, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai que o ressuscitou dos mortos 2 e todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia. 6Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente.
7 De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.
9 Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!
10 É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.
Palavra do Senhor.
Evangelho (Lucas 7,1-10)
Aleluia, aleluia, aleluia.

Deus o mundo tanto amou, que seu Filho entregou! Quem no Filho crê e confia, nele encontra eterna vida! (Jo 3,16)

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
7 1 Tendo Jesus concluído todos os seus discursos ao povo que o escutava, entrou em Cafarnaum.
2 Havia lá um centurião que tinha um servo a quem muito estimava e que estava à morte.
3 Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, rogando-lhe que o viesse curar.
4 Aproximando-se eles de Jesus, rogavam-lhe encarecidamente: “Ele bem merece que lhe faças este favor,
5 pois é amigo da nossa nação e foi ele mesmo quem nos edificou uma sinagoga”.
6 Jesus então foi com eles. E já não estava longe da casa, quando o centurião lhe mandou dizer por amigos seus: “Senhor, não te incomodes tanto assim, porque não sou digno de que entres em minha casa;
7 por isso nem me achei digno de chegar-me a ti, mas dize somente uma palavra e o meu servo será curado.
8 Pois também eu, simples subalterno, tenho soldados às minhas ordens; e digo a um: ‘Vai ali!’ E ele vai; e a outro: ‘Vem cá!’ E ele vem; e ao meu servo: ‘Faze isto!’ E ele o faz.
9 Ouvindo estas palavras, Jesus ficou admirado. E, voltando-se para o povo que o ia seguindo, disse: “Em verdade vos digo: nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”.
10 Voltando para a casa do centurião os que haviam sido enviados, encontraram o servo curado.
Palavra da salvação.
Comentário ao Evangelho
UNIVERSALIDADE DA MISSÃO


Ao atender o pedido do oficial romano, Jesus ensinou aos seus discípulos a estarem prontos para realizar uma missão universal, para além dos limites do povo de Israel. Esta advertência justifica-se, se considerarmos a mentalidade segregacionista de seus contemporâneos, para os quais o contato com os pagãos deveria ser ciosamente evitado.

O pedido do oficial romano, que chegou até Jesus pela mediação de alguns judeus, foi aceito de imediato. O Mestre dispôs-se a ir até onde se encontrava o homem enfermo, a fim de curá-lo, sem se importar com o perigo de contrair impureza. Então o oficial, agiu com extrema delicadeza. Ao pensar que seria constrangedor para o judeu Jesus ter de entrar na casa de um pagão, sugeriu-lhe fazer o milagre à distância, sem o incômodo de infringir as rigorosas leis religiosas de seu povo. O segundo pedido do oficial foi uma inequívoca confissão de fé. Ele merecia ser atendido sem demora.

A constatação da "fé" deste pagão, maior que a de qualquer israelita, era um alerta para os discípulos: deveriam estar atentos à boa-vontade dos pagãos, em acolher o Reino. Se, fora de Israel, o Reino produzia seus efeitos nos corações das pessoas, por que limitar seu anúncio aos israelitas? O Reino não era propriedade particular de ninguém. Quem o acolhesse na fé, estaria em condições de ser agraciado por ele.

Oração

Espírito de universalidade, sensibiliza meu coração para acolher os apelos que me vêm da humanidade sofredora, para a qual devo ser testemunha do Reino.

terça-feira, 28 de maio de 2013

FAMÍLIA X BÍBLIA - LIÇÃO 04 – A FAMÍLIA SOB ATAQUE.



“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio.” (Ef 6,11).

“1. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. 2. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor. 3. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. 4. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. 5. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras! - terá herança no Reino de Cristo e de Deus. 6. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes”. (Ef 5,1-6).

      I.        INTRODUÇÃO.
Sabemos que Satanás tem mobilizado os sistemas deste mundo para desestruturar a vida familiar. No entanto, a Igreja de Cristo, como “sal” e “luz” da terra, deve confrontar, por intermédio da Palavra de Deus, os ataques do Maligno. Não podemos nos esquecer que estamos lutando contra principados e potestades – “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.” (Ef 6,12). Se desejarmos uma vida familiar vitoriosa, precisamos viver em total dependência do Senhor. Carecemos da armadura de Deus para que possamos enfrentar as lutas e desafios do nosso tempo.

    II.        OS ATAQUES DO INIMIGO.

1.    Ataque ás crianças.
Atualmente, em muitas escolas, tanto da rede publica como privada, o ensino materialista está sendo valorizado e repassado de modo continuo às crianças. A educação que nossos filhos recebem totalmente influenciada pelo materialismo e o ateísmo. Os currículos, que reúnem os conteúdos programáticos, a serem transmitidos nas salas de aula, são fundamentados na filosofia evolucionista. Tudo começa com a explicação sobre a origem da matéria, da vida, do homem, e de tudo que existe no universo. Os pais não podem negligenciar a educação de seus filhos, e devem levá-los aos pés do Senhor. A Igreja também deve ajudar os pais nesta nobre missão, oferecendo uma educação religiosa de qualidade às crianças.
2.    Ataque à disciplina no lar.
Em nossos dias existem questionamentos relacionados à aplicação da disciplina aos filhos. Mas, segundo a Palavra de Deus, aplicada com a sabedoria, a disciplina livra a criança da morte – “13. Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá, castigando-o com a vara, salvarás sua vida da morada dos mortos.” (Pr 23,13-14). Disciplina é toda ação instrutiva e discipuladora, pois a palavra disciplina tem a mesma raiz da palavra discipular. De fato, uma pessoa bem disciplinada é uma pessoa bem educada, bem discipulada. Que os pais eduquem seus filhos no temor e na admoestação do Senhor e que os filhos honrem e obedeça aos pais conforme ordena a Palavra de Deus. Devemos nos lembrar também de que devemos ser prudentes na aplicação da disciplina aos nossos filhos, para mostrar-lhes, acima de tudo, a forma correta de proceder em toda a sua existência.

3.    Falsos ensinos.
Há, em nossos dias, diversas novas teologias que agridem diretamente a mensagem bíblica. De modo aberto, e às vezes sutil, “as portas do inferno” valem-se da teologia para atacar a Igreja e conseqüentemente às famílias. Satanás tem investido e disseminado muitos ensino deturpados, que utilizam-se até de partes das Escrituras, utilizadas sem a devida e correta interpretação, para confundir e afastar do Senhor as famílias, que tem sede de salvação, do caminho, da verdade, e da vida, que é o próprio Jesus Cristo – “Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14,6). Inspirados por teologias liberais, há famílias que não mais vêem a Bíblia como inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Todavia, a Bíblia é e continuará sendo a única regra de fé e prática  do cristão. Alguns chegam a ensinar que a Bíblia limita-se a conter a Palavra de Deus. Leia com atenção – “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça.” (2Tm 3,16). É indispensável, que as famílias cristãs estudem e obedeçam fielmente as Sagradas Escrituras. Nossas famílias precisam estar preparadas para enfrentarem as muitas teologias antibíblicas que tem se levantado no nosso tempo, pois não podemos deixar brecha alguma ao adversário. Quer na Igreja , quer em casa, vigiemos e oremos.

   III.        ATITUDES MUNDANAS PARA DESTRUIR A FAMILIA.

1.    O abandono aos filhos.
Não é incomum vermos em nossa sociedade pais que abandonam seus filhos, não raro, esses ainda bebês. Essa é uma forma monstruosa de desrespeito para com a vida. Como pais, precisamos entender que os filhos são heranças do Senhor para que nós possamos cuidar, educar e conduzir ao Senhor. Como pais, somos responsáveis por vestir nossos filhos alimentá-los, proporcionar-lhes uma educação de qualidade, inclusive para que estejam prontos para o mercado de trabalho cada vez mais exigente, mas acima de tudo, é igualmente nossa obrigação transmitir a fé que uma vez nos foi dada, para que as próximas gerações tenham sua própria experiência com Deus. Portanto, sejamos exemplo para este mundo, zelando por nossos filhos e conduzindo-os a Cristo.

2.    Desrespeito aos pais.
O ato de honrar os pais sempre foi apreciado por Deus. Quando Ele deu sua Lei aos filhos de Israel, antes de entrarem na Terra Prometida, dentre os mandamentos constava a ordem de honrar o pai e mãe, para que os filhos pudessem entrar em nova terra sabendo que entre suas responsabilidades para com Deus estava o respeito para com aqueles que, por meio de um ato de amor, lhe trouxeram a vida. Séculos depois, Jesus reafirmou esse mandamento – “honra teu pai e tua mãe.” (Mt 19,19ª); “honrarás pai e mãe.” (Lc 18,20e), e Paulo acrescentou que honrar pai e mãe foi o primeiro mandamento com promessa – “O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe,” (Ef 6,2). Infelizmente, não são raros os casos de filhos que não apenas desonram seus pais desobedecendo-lhes, mas também se esquecem deles na sua velhice, época em que mais precisam de ajuda. Que esse pensamento mundano jamais prospera entre servos de Deus.
3.    O secularismo.
Segundo o Dicionário Teológico o secularismo é a “doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos. Para o secularista, o homem, e somente o homem, é a medida de todas as coisas”.  Quando a família se seculariza os valores espirituais, bíblicos são desprezados e os valores humanos e materiais são exaltados. Como cristãos não podemos nos conformar com o pecado, a iniqüidade e a corrupção que destrói a vida familiar. Precisamos ser santos em toda a nossa maneira de viver – “15. A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: 16. Sede santos, porque eu sou santo ( ver Lv 11,44)” (1Pd 1,15-16). Muitas famílias estão sendo influenciadas, pela mídia, a viverem um estilo de vida materialista e hedonista. Não podemos jamais nos esquecer que precisamos ser “sal da terra” e “luz do mundo”“13. Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. 14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha. (Mt 5,13-14). Como sal, precisamos ter uma vida familiar de tal forma, que os que nos vêem, ou nos ouvem, sintam a nossa família fazer diferença marcante no ambiente em que nos situamos. Como luz, precisamos, com nosso testemunho, contribuir para dissipar as trevas do pecado em nossa volta.

  IV.        O CUIDADO CONTRA A FILOSOFIA MUDANA E A PORNOGRAFIA.
Para a filosofia de vida mundana, não há limites para o homem desfrutar do prazer carnal. A internet, que tem sido usada como um grande meio de comunicação, facilitou também a propaganda e o estilo de vida miserável e sujo, com a pornografia. Como reagir a esse desafio?
1.    Observar a palavra de Deus.
A Bíblia diz que o jovem só pode ter pureza em seu caminho quando observar a Palavra de Deus – “9 Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a tua palavra. 10 De todo o meu coração tenho te buscado; não me deixes desviar dos teus mandamentos. 11 Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti. (Sl 119,9-11). Como não há idade para o pecado, este principio aplica-se a qualquer cristão independente de sua faixa etária. É indissolúvel que o adolescente, o jovem, ou o adulto, conheçam profundamente a Palavra de Deus. Assim, estaremos preparados para enfrentar os ardis de Satanás – “10. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. 11. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. 13. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15. e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. 16. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. 18. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. 19. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20. do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever! (Ef 6,10-20).
2.    Templo do Espírito Santo.
Não é incomum sofrermos tentações em todas as esferas da vida, principalmente na sexual por causa da pornografia, tão comum em nossos dias. Porém, devemos nos lembrar de que nosso corpo é o templo do Espírito Santo e o objeto de glorificação ao Altíssimo – “18. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. 19. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? 20. Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1Cor 6,18-20). E devemos buscar a santificação para vencer desafios como a oferta de sexo imoral e sem compromisso, que desfigura a santidade e desagrada a Deus – “Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor.” (Hb 12,14); “A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito:” (1Pd 1,15).

3.    “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101,3).
“Coisa má” é tudo aquilo que, aos olhos de Deus, é reprovável. A pornografia é uma atitude pecaminosa contra a santidade do corpo e contra o próprio Deus. Portanto, os pais devem ser tutores dos seus filhos, orientando-os quanto ao que pode ser visto, ouvindo e assistido. Não podemos descuidar da educação dos nossos filhos. Zele por sua descendência.

    V.        CONCLUSÃO.
Alguns dos mais terríveis golpes contra a família são manipulados pelas autoridades publicas, ou seja, justamente por aqueles que deveriam zelar pelo fortalecimento da constituição da família tradicional -  “Porque ela é instrumento de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, porque não é sem razão que leva a espada: é ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal.” (Rm 13,4). Há uma onda do materialismo e do liberalismo social, ambos a serviço do Diabo, predominando nas políticas públicas. Todavia, a Igreja do Senhor Jesus Cristo, “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15), cerrará as fileiras de guardiã dos princípios éticos fundamentais da família. Assim não perecermos sob os ataques contra a família, mas glorificaremos a Deus.


sábado, 25 de maio de 2013

LITURGIA DA PALAVRA - DOMINGO - 26/05/2013



Oração do dia
Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da Verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Provérbios 8,22-31)
Leitura do livro dos Provérbios. 
8 22 O Senhor me criou, como primícia de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra. 
23 Desde a eternidade fui formada, antes de suas obras dos tempos antigos. 
24 Ainda não havia abismo quando fui concebida, e ainda as fontes das águas não tinham brotado. 
25 Antes que assentados fossem os montes, antes dos outeiros, fui dada à luz; 
26 antes que fossem feitos a terra e os campos e os primeiros elementos da poeira do mundo. 
27 Quando ele preparava os céus, ali estava eu; quando traçou o horizonte na superfície do abismo, 
28 quando firmou as nuvens no alto, quando dominou as fontes do abismo, 
29 quando impôs regras ao mar, para que suas águas não transpusessem os limites, quando assentou os fundamentos da terra, 
30 junto a ele estava eu como artífice, brincando todo o tempo diante dele, 
31 brincando sobre o globo de sua terra, achando as minhas delícias junto aos filhos dos homens. 
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 8
Ó Senhor nosso Deus, como é grande
vosso nome por todo o universo!

Contemplando estes céus que plasmastes
e formastes com dedos de artista;
vendo a lua e estrelas brilhantes,
perguntamos: “Senhor, que é o homem,
para dele assim vos lembrardes
e o tratardes com tanto carinho?”

Pouco abaixo de Deus o fizestes,
coroado-o de glória e esplendor;
vós lhe destes poder sobre tudo,
vossas obras aos pés lhe pusestes.

As ovelhas, os bois, os rebanhos,
todo o gado e as feras da mata;
passarinhos e peixes dos mares,
todo ser que se move nas águas.
Leitura (Romanos 5,1-5)
Leitura da carta de são Paulo aos Romanos.
5 1 Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 
2 Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus. 
3 Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, 
4 a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. 
5 E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 
Palavra do Senhor.
Evangelho (João 16,12-15)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém (Ap 1,8).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 
16 12 Disse Jesus a seus discípulos: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. 
13 Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. 
14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 
15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará”. 
Palavra da Salvação.
João 16,12-15
Aleluia, aleluia, aleluia.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém (Ap 1,8).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 
16 12 Disse Jesus a seus discípulos: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. 
13 Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. 
14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 
15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará”. 
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
BATIZADOS NA TRINDADE 
A Santíssima Trindade é a face de Deus que Jesus nos revelou. Deus é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A cada pessoa é atribuída uma ação característica. O Pai envia o Filho com uma missão salvífica, em relação à humanidade. O Espírito Santo é enviado pelo Pai e pelo Filho para que esteja com os discípulos, em sua missão de testemunhar o Reino do Pai. O Filho tem sua existência totalmente enraizada no Pai. Seu alimento é fazer a vontade do Pai e realizar, com perfeição, a sua obra. O Espírito Santo revela aos discípulos o que ouviu de Jesus. Terminada sua missão terrena, o Filho voltou para junto do Pai, ao passo que o Espírito Santo continua a dinamizar, na história, a obra do Filho. 

Quando o cristão é batizado no nome da Trindade, o modo de ser de Deus lhe é apresentado como modelo de vida. A perfeita comunhão existente entre as pessoas da Trindade deve tornar-se o ideal de comunhão dos cristãos. Igualmente, a capacidade de agir de forma integrada, sem concorrências nem sobreposição de um sobre o outro. 
A diversidade não é empecilho para que aconteça a comunhão trinitária. As pessoas divinas não precisam abrir mão de suas individualidades para que a Trindade aconteça. A comunhão se faz a partir do diferente, na acolhida e no respeito pelo Outro. Este é o caminho que a comunidade cristã terá de tomar, se quiser deixar-se modelar pela Trindade. 

Oração

Senhor Jesus, que a contemplação da Trindade me predisponha para construir minha vida a partir deste modelo consumado de comunhão. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

GÊNESIS - LIÇÃO 17 – JOSÉ – benévolo, quando exaltado.



“Podemos não ser responsáveis por todas as coisas que ocorrem conosco, mas somos responsáveis pela maneira como nos comportamos quando elas acontecem”. – Ralph Emerson.

A vida e o sucesso de José tem muito a ver com esta frase. Ao ser vendido pelos irmãos, injustiçado pela mulher de Putifar e esquecido pelo copeiro-chefe, tinha tudo para ser um homem revoltado, amargurado e ressentido, mas não permitiu que nada dessas coisas negativas e destrutivas pudessem afeta-lo. Não que ele fosse insensível ou de ferro, mas sabia, como homem que andava com Deus, que homens prósperos não permitem que as ações dos outros determinem as suas.
A beleza do sucesso de José está no fato dele beneficiar outras pessoas com o seu sucesso, como veremos a seguir.

I.              BENEFICIO GERAL – Gn 41,14-57.

O sonho que o Faraó teve com as sete vacas gordas e as sete vacas magras – Gn 41,1-4 – era, simplesmente um aviso de Deus que um tempo de fome estava para vir. A interpretação de José, inspirada por Deus, não somente abriu-lhe o caminho para ser Governador no Egito, com trouxe beneficio a todo mundo da época.

Os magos do Egito - "Chegada à manhã, o faraó com o espírito preocupado, mandou chamar todos os mágicos e sábios do Egito. Contou-lhes seus sonhos, mas nenhum deles soube explicá-los". (Gn 41,8) – no hebraico “escribas sagrados”, eram uma espécie de peritos em manusear os livros de assuntos “sagrados”. É provável que para tentar interpretar este sonho de Faraó tenham consultado literatura sobre sonhos, que era uma mescla de astrologia e ocultismo. A pratica de interpretação de sonhos era comum na época, haja vista o fato do que quando José interpreta o sonho do copeiro-chefe e do padeiro-chefe, ambos já tinham procurado interpretação com outros - "“ Tivemos um sonho, responderam; e não há ninguém para no-los interpretar.” “Porventura, não pertence a Deus, replicou José, a interpretação dos sonhos? Rogo-vos que mos conteis. ”" (Gn 40,8).

A graça de Deus era tão abundante sobre a vida de José que ele teve autoridade para aconselhar o Faraó sobre o que deveria fazer para enfrentar o tempo de fome – vv 33-36 – Faraó gostou do conselho – v 37 – e escolheu o próprio José para governar a sua casa – vv 38-40.

E o jovem governador, de apenas 30 anos de idade – “José tinha trinta anos quando se apresentou diante do faraó, o rei do Egito” – Gn 41,46a – usa o seu poder para beneficiar toda a terra do Egito e todo o mundo – Gn 41,53-57.

“41,1-36: Começa a ascensão de José. Além do seu discernimento para interpretar a ação de Deus, ele demonstra também o tino administrativo que salvará da fome o país. José é sábio: tem capacidade de discernir a ação de Deus e agir de acordo, pois a providência de Deus não dispensa o homem de analisar as situações e tomar atitudes adequadas.”  - Bíblia Pastoral.
“41,37-57: Por sua previdência e tino administrativo, José se torna vice-rei do Egito e, graças a ele, é contida a situação de fome do povo. Seus filhos Manassés e Efraim formarão duas tribos em Israel, que juntas formam a «Casa de José».” – Bíblia Pastoral.

II.            BENEFICIANDO OS IRMÃOS – Gn 42,1-45,28.

“Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito; a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam.” – Sl 18,30.

A fome inevitavelmente  atingiria os irmãos de José – os mesmos que o venderam. E onde havia comida? Somente no Egito. E quem era o Governador do Egito? O irmão José. Quem decidiria se eles poderiam ou não levar comida para casa? Ele mesmo – o irmão invejado e odiado.

1.    O primeiro encontro com os irmãos  - Gn 42,6-17.

A principio, José não se dá conhecer a seus irmãos , parece evita-los e chega até mesmo trata-los com aspereza - "José reconheceu-os imediatamente, mas, comportando-se com eles como um estrangeiro, disse-lhes com rudeza: “Donde vindes?” “Da terra de Canaã, responderam eles, para comprar víveres.”" (Gn 42,7). Tudo indicava que um coração vingativo era o que dominava José. Mas nosso personagem não é assim - "E José afastou-se deles para chorar. Voltou em seguida e falou-lhes; e escolheu Simeão, ao qual mandou prender na presença deles". (Gn 42,24); há amor e misericórdia suficientes na vida desse Governador. E ao ver seus irmãos se prostrando diante dele, lembra-se imediatamente dos sonhos que tivera – Gn 42,6.9; 37,5-10.

2.    José dá-se a conhecer a seus irmãos – Gn 45,1-15.

"Então José, já não se podendo conter diante de todos os assistentes, exclamou: “Fazei sair todo o mundo.” Desse modo, ninguém ficou com ele, quando se deu a conhecer aos seus irmãos". (Gn 45,1).

Ele testou seus irmãos de todas as maneiras – Gn 42,9 – 44,34 – para ter certeza de que agora tinham um novo coração. E o choro compulsivo - "Pôs-se a chorar tão alto que os egípcios da casa do faraó o ouviram". (Gn 45,2) – revela que seu coração já não agüentava mais de tanta emoção!

"Mas agora não vos entristeçais, nem tenhais remorsos de me ter vendido para ser conduzido aqui. É para vos conservar a vida que Deus me enviou adiante de vós". (Gn 45,5). "Não sois vós, pois, que me haveis mandado para aqui, mas Deus mesmo. Ele tornou-me como o pai do faraó, chefe de toda a sua casa e governador de todo o Egito". (Gn 45,8).

3.    José encontra seu pai e abençoa toda a família – Gn 46,28-47,12.

"José mandou preparar o seu carro e montou para ir ao encontro de seu pai em Gessém. E, logo que o viu, jogou-se ao seu pescoço e chorou longo tempo em seus braços". (Gn 46,29)..


"José disse aos seus irmãos: “Vou avisar o faraó, dizendo: Meus irmãos e a família de meu pai que estavam em Canaã, vieram para junto de mim;" (Gn 46,31).

42,1-38: Os sonhos de José se concretizam: seus irmãos se prostram diante dele (cf. 37,5-11). José os trata com severidade para verificar o arrependimento deles, e os submete a uma série de provas. O que ele quer saber é se os irmãos se modificaram, e se são capazes de agir com verdadeira fraternidade. Simeão foi escolhido por ser o segundo filho, pois José fica sabendo que Rúben, o mais velho, não era culpado. Como José, Benjamim era filho de Raquel, a esposa amada de Jacó: será que os irmãos odeiam Benjamim como odiavam a José? – Bíblia Pastoral

43,1-34: O teste de fraternidade a que José submete os irmãos começa a surtir efeito: Judá se responsabiliza por Benjamim. A boa acolhida de José causa espanto nos irmãos e prepara o ponto máximo do encontro. – Bíblia Pastoral.

44,1-34: Cf. nota em 42,1-38. Judá, que tinha sugerido vender José como escravo (Gn 37,26-27) e fizera o pai sofrer, agora está disposto a se tornar escravo para que seu irmão Benjamim, preferido do pai, possa voltar para casa. Dessa forma, Judá redime a falta que cometera no passado contra a fraternidade. – Bíblia Pastoral.

45,1-28: Até agora o tratamento entre José e os irmãos era de um senhor para com os servos. Ao ver que os irmãos se transformaram, José se declara: «Eu sou José, irmão de vocês». E o clima se torna fraterno. As palavras de José (vv. 3-8) mostram o ponto de vista da fé sobre os acontecimentos: Deus age através dos homens e das situações para realizar seu projeto de vida. Muitas vezes não compreendemos os acontecimentos e situações porque não somos capazes de descobrir o que Deus quer com eles. Caminhamos no escuro e precisamos acreditar que Deus vai realizando o seu projeto através da nossa própria incompreensão. Só no fim compreenderemos que Deus estava junto conosco durante todo o tempo, encaminhando nossa história para a liberdade e a vida. – Bíblia Pastoral

III.           BENEFICIANDO NOVAMENTE A FARAÓ – Gn 47,13-26.

A capacidade administrativa de José e todas as sas boas intenções fizeram com que pudesse ajudar o próprio faraó. A sua “política econômica” tinha com base o evitar que pessoas morressem de fome; e permitir que Faraó continuasse sendo proprietário das terras do Egito.

Deus quer que seus filhos sejam generosos, e José mostrou isso durante toda a sua vida. Nunca quis armazenar gananciosamente para si mesmo e sua família. Por isso, teve um final de vida abençoado.

47,13-26: A narrativa da política agrária de José foi escrita na corte de Salomão, e tinha dupla finalidade: educar os funcionários da corte e justificar a política do rei. Salomão adotou o sistema político-econômico do Egito, instituindo os trabalhos forçados e o imposto em dinheiro e gêneros. O autor procura justificar o sistema adotado por Salomão, mostrando que o sistema foi criado por um hebreu. – Bíblia Pastoral.

IV.          OS EFEITOS DA BENEVOLENCIA DE JOSÉ – Gn 47,27-50,26.

1.    Os últimos dias de Jacó.

Þ     "E, aproximando-se do seu termo os dias de Israel, chamou o seu filho José e disse-lhe: “Se achei graça diante de teus olhos, mete, rogo-te, tua mão debaixo de minha coxa e promete-me, com toda a bondade e fidelidade, que não me enterrarás no Egito". (Gn 47,29).
Þ     Jacó abençoou os filhos de José – Efraim e Manassés – Gn 48,11-20.
Þ     Jacó proferiu bênçãos  proféticas sobre seus filhos, e evidentemente, José não poderia ficar de fora – Gn 49,22-26.

2.    O sepultamento de Jacó.

"Gastaram nisso quarenta dias, que é o tempo necessário ao embalsamamento. Os egípcios choraram-no durante setenta dias". (Gn 50,3). "Chegando à eira de Atad, além do Jordão, fizeram uma grande e solene lamentação, e José celebrou, em honra de seu pai, um pranto de sete dias". (Gn 50,10).

3.    José demonstra mais amor para com seus irmãos.

"Não temais, pois: eu vos sustentarei a vós e os vossos filhos”. Estas palavras, que lhes foram direto ao coração, reconfortaram-nos". (Gn 50,21).

47,27-48,22: O texto é uma combinação de tradições para explicar várias coisas, projetando-as no passado para apresentá-las como disposições de Jacó: por que Manassés e Efraim, filhos de José, se tornaram antepassados de duas tribos? Por que essas tribos prosperaram? Por que a tribo de Efraim superou a tribo de Manassés? – Bíblia Pastoral

49,1-33: Estas previsões atribuídas a Jacó refletem evidentemente um período posterior, quando o povo de Israel já estava organizado em tribos dentro da terra de Canaã. Portanto, espelham uma situação depois do êxodo. De um lado, mostram as dificuldades que as tribos tiveram de enfrentar, quando instaladas em Canaã. Por exemplo: Issacar teve de lutar dentro do sistema de trabalhos forçados das cidades-estado cananéias. Dã precisou enfrentar exércitos montados. Gad deparou com uma estratégia guerrilheira. Efraim e Manassés (José) lutaram contra exércitos de elite que usavam arcos. De outro lado, o texto mostra a sorte de cada tribo, buscando explicações passadas, nem sempre muito claras: Rúben e Simeão desapareceram como tribo; Levi não possui nenhum território para si; Judá, aos poucos, foi ganhando importância, até que se tornou, com Davi, a tribo principal na época do reino unido; Zabulon foi trabalhar na marinha. Outras informações do texto são obscuras. – Bíblia pastoral.

50,1-26: O último capítulo retoma o ambiente familiar que predominou na história de José, mas sem o mesmo tom dramático. Depois de narrar o funeral de Jacó, retoma o tema teológico que conduziu toda a história de José (cf. nota em 45,1-28): Deus age dentro dos acontecimentos, e só aqueles que enxergam isso poderão transformar a relação escravo-patrão em relações de fraternidade. Dentro desse discernimento e clima, Deus formará um povo numeroso (v. 20) que, escravizado, será por fim libertado para organizar uma sociedade onde haja liberdade e vida. – Bíblia Pastoral.

CONCLUSÃO OS ÚLTIMOS DIAS DE JOSÉ – Gn 50,22-26

A vida de José foi tão plena de recompensas que até seu pedido em relação a seus ossos foi atendido – "E José fez que os filhos de Israel jurassem: “Quando Deus vos visitar, disse ele, levareis daqui os meus ossos". (Gn 50,25). E é justamente este o destaque que o autor aos Hebreus faz da história de José - "Foi pela fé que José, quando estava para morrer, fez menção da partida dos filhos de Israel e dispôs a respeito dos seus despojos". (Hb 11,22).

José tinha fé que um dia seus descendentes partiriam do Egito para a terra prometida. Com o passar do tempo os seus ossos foram levados do Egito, quando os israelitas deixaram aquela terra sob a direção de Moisés - "Moisés levou consigo os ossos de José, porque este fizera os filhos de Israel jurarem: “Quando Deus vos visitar, levareis daqui os meus ossos convosco”". (Ex 13,19).


E foi enterrado em Siquém, depois do estabelecimento em Canaã - "Sepultaram também em Siquém os ossos de José que os israelitas tinham trazido do Egito; depuseram-nos na porção da terra que Jacó havia comprado aos filhos de Hemor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que se tornou propriedade dos filhos de José". (Js 24,32); "Comprou por cem moedas de prata aos filhos de Hemor, pai de Siquém, o pedaço de terra onde havia levantado sua tenda". (Gn 33,19).