sexta-feira, 12 de julho de 2024

O que significa bom perfume de Cristo?

 


 Precisamos começar entendendo o verso de 2 Coríntios 2:14: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento”.

 

Nos versos anteriores (VV 12 e 13) Paulo fala um pouco de algumas dificuldades pontuais que passou em Trôade. Paulo, porém, enxerga que mesmo diante dessas dificuldades o reino de Deus avança triunfando.

 

Quando ele usa a expressão “sempre nos conduz em triunfo” está se referindo a algo conhecido em sua época, que era quando um general Romano, vencendo um inimigo, organizava um cortejo triunfal, onde andavam pelas ruas exibindo sua vitória e os inimigos como escravos conquistados.

 

Paulo usa essa figura para mostrar que os servos de Deus estão sendo conduzidos na liderança do Deus todo poderoso em um cortejo triunfal de vitória, pois os planos de Deus não podem ser frustrados!

 

Quando Paulo usa a palavra fragrância (odor, cheiro) pode estar se referindo em sua figura comparativa aos incensos aromatizantes que os exércitos queimavam nesse cortejo triunfal Romano, que tinham o objetivo de “agradar aos seus deuses” e mostrar a todos que estivessem ali e no caminho o “cheiro da vitória”.

 

Paulo pega essa figura muito conhecida e aplica à vitória que Deus vem dando aos Seus servos, mesmo diante de muita luta. Mas o cheiro dessa “fragrância” Paulo identifica como sendo o “conhecimento”.

 

Esse é o conhecimento de Cristo, o evangelho pregado para cumprir os propósitos do general (Cristo). Ou seja, nós, como servos de Deus, temos e espalhamos esse conhecimento em todo lugar. 

 

Feitas essas explicações, agora conseguiremos entender melhor sobre o bom perfume de Cristo:

 

A seguir temos o versículo central da nossa análise aqui: “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” (2 Coríntios 2:15).

 

Enquanto estamos em nossa missão como servos de Deus, estamos em nossa caminhada triunfal liderada pelo Senhor Jesus Cristo. A fragrância (cheiro), que está em nós e que espalhamos, é o conhecimento que aprendemos e cremos e que agora ensinamos através da pregação da palavra.

 

Sendo assim, esse bom perfume de Cristo está na vida dos servos de Deus e é espalhado por esses servos do Senhor e tem efeitos em dois grupos de pessoas: 

 

Os que são salvos e os que se perdem. Os que são salvos são aqueles que fazem parte do exército do Deus vitorioso, os que creram Nele. Os que se perdem são aqueles do exército inimigo, que não creram e foram condenados por resistir a Deus. Ambos sentem a “fragrância” do conhecimento de Deus, porém, só os salvos creem nela. 

 

Os que se perdem a rejeitam! Quando os servos de Deus fazem seu trabalho eles são como um perfume que agrada a Deus. Temos aqui uma ligação com os sacrifícios e ofertas do Antigo Testamento que exalavam um cheiro que agradava a Deus:

 

“Da oferta de manjares tomará o sacerdote a porção memorial e a queimará sobre o altar; é oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR” (Levítico 2:9)

 

Assim, concluímos essa linda figura usada por Paulo sobre sermos o bom perfume de Cristo. Nosso Deus é um Deus de triunfo, Ele está triunfando, ainda que nós, Seus servos, estejamos passando por lutas e batalhas que parecem indicar que não seremos vitoriosos!

 

No final, cada um de nós, servos do exército de Deus, cumprimos a nossa missão de sermos o bom perfume de Cristo, de espalharmos o conhecimento de Deus onde quer que estejamos.

 

Assim, a vitória do Senhor será completa e plena sobre os inimigos. E a salvação de Seus servos também será plena, com cheiro de vitória aos que foram salvos e cheiro de derrota àqueles que resistiram e se tornaram inimigos!

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Jesus é Deus em carne? Por que é importante que Jesus é Deus em carne?

 

 
Desde a concepção de Jesus pelo Espírito Santo no ventre da Virgem Maria (Lucas 1:26-38), a verdadeira identidade de Jesus Cristo sempre tem sido questionada por céticos. Tudo começou com o noivo de Maria, José, que estava com medo de se casar com ela quando ficou revelado que ela estava grávida (Mateus 1: 18-24). Ele a tomou como sua esposa só depois de o anjo confirmar-lhe que a criança que ela carregava era o Filho de Deus.


Centenas de anos antes do nascimento de Cristo, o profeta Isaías predisse a vinda do Filho de Deus: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9:6). Quando o anjo falou a José e anunciou o nascimento iminente de Jesus, ele aludiu à profecia de Isaías: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)" (Mateus 1:23). Isso não quer dizer que deviam dar ao bebê o nome Emanuel; isso significava que "Deus conosco" era a identidade do bebê. Jesus foi Deus vindo na carne para habitar com o homem.
 

O próprio Jesus entendeu a especulação sobre sua identidade. Ele perguntou a seus discípulos: "Quem diz o povo ser o Filho do Homem?" (Mateus 16:13; Marcos 8:27). As respostas variaram, assim como variam hoje. Em seguida, Jesus fez uma pergunta mais urgente: "Quem dizeis que eu sou?" (Mateus 16:15). Pedro deu a resposta certa: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mateus 16:16). Jesus afirmou a verdade da resposta de Pedro e prometeu que sobre aquela verdade Ele iria construir a sua igreja (Mateus 16:18).
 

A verdadeira natureza e identidade de Jesus Cristo tem significado eterno. Cada pessoa deve responder à pergunta que Jesus perguntou aos discípulos: "Quem dizeis que eu sou?"
 

Ele nos deu a resposta correta de muitas maneiras. Em João 14: 9-10, Jesus disse: "Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras."
 

A Bíblia é clara sobre a natureza divina do Senhor Jesus Cristo (ver João 1:1-14). Filipenses 2:6-7 diz que, embora Jesus estivesse "subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana" Colossenses 2:9 diz: "porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade."
 

Jesus é totalmente Deus e totalmente homem, e o fato de sua encarnação é de extrema importância. Ele viveu uma vida humana, mas não possuía uma natureza pecaminosa como nós. Ele foi tentado, mas nunca pecou (Hebreus 2:14-18; 4:15). O pecado entrou no mundo através de Adão, e a natureza pecaminosa de Adão foi transferida para cada bebê nascido no mundo (Romanos 5:12) - exceto para Jesus. Porque Jesus não teve um pai humano, Ele não herdou uma natureza pecaminosa. Ele possuía a natureza divina do Pai Celestial.
 

Jesus teve que atender a todas as exigências de um Deus santo antes que pudesse ser um sacrifício aceitável para o nosso pecado (João 8:29; Hebreus 9:14). Ele teve que cumprir mais de trezentas profecias sobre o Messias que Deus, através dos profetas, havia predito (Mateus 4: 13-14; Lucas 22:37; Isaías 53; Miqueias 5:2). 
 

Desde a queda do homem (Gênesis 3:21-23), a única maneira de sermos justificados diante de Deus é o sangue de um sacrifício inocente (Levítico 9: 2; Números 28:19; Deuteronômio 15:21; Hebreus 9:22). Jesus foi o último e perfeito sacrifício que satisfez de uma vez por todas a ira de Deus contra o pecado (Hebreus 10:14). Sua natureza divina tornou-o apto para o trabalho de Redentor; o seu corpo humano forneceu o sangue necessário para redimir. Nenhum ser humano com uma natureza pecaminosa poderia pagar tal dívida. Ninguém mais poderia satisfazer os requisitos para se tornar o sacrifício pelos pecados de todo o mundo (Mateus 26:28; 1 João 2:2). Se Jesus fosse meramente um homem bom como alguns afirmam, então Ele tinha uma natureza pecaminosa e não era perfeito. Nesse caso, a sua morte e ressurreição não teriam poder para salvar ninguém.
 

Porque Jesus era Deus na carne, só Ele poderia pagar a dívida que devemos a Deus. A sua vitória sobre a morte e a sepultura conquistou a vitória para todos que põem sua confiança nele (João 1:12; 1 Coríntios 15: 3-4, 17).

Todos nós herdamos pecado de Adão e Eva?

 


Sim, todas as pessoas herdaram pecado de Adão e Eva, especificamente de Adão. Pecado é descrito na Bíblia como transgressão da lei de Deus (1 João 3:4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18). Pecado originou-se em Lúcifer, a “estrela da manhã, filha da alva”, o mais bonito e poderoso de todos os anjos. Ser tudo isso não foi suficiente a Lúcifer, ele queria ser o Deus Altíssimo – essa foi sua fraqueza e o início do pecado (Isaías 14:12-15). Agora chamado de Satanás, ele trouxe pecado à humanidade no Jardim do Éden, onde tentou Adão e Eva com a mesma sedução de ser como Deus. Gênesis 3 descreve a rebelião de Adão e Eva contra Deus e contra Seus mandamentos. Desde então, o pecado tem sido passado de geração a geração e nós, descendentes de Adão, temos herdado pecado dele. Romanos 5:12 nos diz que através de Adão o pecado entrou no mundo, e por causa disso a morte foi passada a todos os homens porque “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Essa é a condição que chamamos de pecado herdado. Assim como herdamos características físicas de nossos pais, assim também herdamos nossas naturezas pecaminosas de Adão.


Adão e Eva foram feitos à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27). Como resultado, todos os seres humanos também são à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 9:6). No entanto, também somos à imagem e semelhança de Adão (Gênesis 5:3). Quando Adão caiu em pecado, isso resultou em seus descendentes sendo “contagiados” pelo pecado. Davi lamentou esse fato em um de seus Salmos: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmos 51:5). Isso não significa que sua mãe teve um filho ilegítimo; na verdade, sua mãe tinha herdado uma natureza pecaminosa de seus pais, e eles de seus pais, e assim adiante. Davi herdou pecado de seus pais, assim como nós. Mesmo se vivermos a vida mais perfeita possível, ainda somos pecadores como resultado do pecado herdado.

Termos nascido pecadores resulta no fato de que todos nós pecamos. Note a progressão em Romanos 5:12: O pecado entrou no mundo através de Adão, morte segue o pecado, morte vem a todas as pessoas, todas as pessoas pecam porque herdaram pecado de Adão. Porque “...todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23), precisamos de um sacrifício perfeito e sem pecado para purificar nosso pecado – isso é algo que somos incapazes de fazer sozinhos. Graças a Deus que Jesus Cristo é o Salvador do pecado! Nosso pecado foi crucificado na cruz de Jesus, e agora em Cristo “temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7). Deus, em Sua sabedoria infinita, providenciou o remédio para o pecado que herdamos, e esse remédio está disponível a todos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9).

segunda-feira, 1 de julho de 2024

O altar que estamos construindo


Meditando no Salmo 141:2, a frase que veio ao meu coração foi essa “o altar que estou construindo aponta para o Deus que Sirvo”:

 

Que a minha oração suba como incenso a tua presença, e o levantar das minhas mãos seja como sacrifício da tarde” (Salmos 141:2)

 

No contexto em que vivemos hoje, podemos observar diversos estilos de vida. Além disso, cada um aponta para a maneira que faremos nossas escolhas e tomaremos as nossas decisões. Logo, ao ler este verso imagino que Davi estivesse pensando em um altar, pois nele apresentava orações e sacrifícios. Afinal, o altar é um lugar onde o sacrifico era elevado, ou seja, se tornava evidente, visível e distinto ao Senhor. Portanto, de muitos pontos que podemos observar neste texto, considero dois indispensáveis.

 

Todos nós estamos construindo um altar

 

O primeiro é que todos nós estamos construindo um altar, e isso não se trata apenas de uma escolha, mas sim o reflexo daquilo que vivemos. Quando falamos sobre o estilo de vida de uma pessoa, nos referimos ao altar que ela está construindo. Ou seja, a partir deste estilo de vida e altar, se tornará evidente ao Senhor suas prioridades, seus amores e quem de fato é o deus que o altar serve. 

 

O que estamos colocando no altar

 

O segundo ponto fala a respeito do que estamos colocando sobre o altar da nossa vida e a forma que o estamos construindo. O fato é que a minha oração é reflexo daquilo que vivo e a minha resposta à oração é reflexo do deus que sirvo. Diante disso, somente uma conclusão é possível tomar forma: todos nós somos construtores de altar. Por esta razão, construir não se trata de querer ou não, mas sim o que nossa vida tem construído. Portanto, como vivemos importa, e assim, viver será a matéria prima para construir o altar. E por conseguinte, responder aos fatos da vida desenhará a planta de nossa construção e a soma disso trará forma ao altar construído.

 

A vida de Davi era um altar de devoção sincera ao Senhor

 

O salmo 141 foi escrito por Davi, este salmo traz um lamento pessoal de Davi que mostra uma oração sincera para que Deus o proteja contra toda falta de sinceridade e transigência entre tais perigos, fala a respeito de uma proteção em sua boca e lábios e para que a justiça de Deus seja feita contra os injustos, Davi ainda afirma que seus olhos permaneceram no Senhor, pois sua confiança Nele está.

 

Observando com atenção o versículo 2, percebemos que Davi cita elementos que apontam para a sala do trono onde o incenso gerado através das orações é levado até aos céus e depositado nas taças diante de Deus (Ap 5:8).

 

Abraão foi um construtor de altar

 

A Bíblia é clara em diversos momentos ao falar sobre orações, altar e oferta diante do Senhor, porém olhando para o ponto que se refere a construção de altar, temos um homem que foi considerado amigo de Deus, o pai da fé, aquele a quem Deus disse que não esconderia o que faz (Gn 18:17) este homem é Abraão, vemos sua vida como alguém que construiu altares diante do Senhor em vários momentos, perceba comigo e observe como ele escolher viver.

 

Chega a Canaã (Siquém) e constrói um Altar “Atravessou Abraão a terra até Siquem, até ao Carvalho de Moré… Apareceu o Senhor a Abraão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abraão um Altar ao Senhor.” (Gênesis 12:6-7)

 

Vai a Betel, constrói um Altar ali “Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; Ali edificou Abraão um Altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.” (Gênesis 12:8) 

 

Problemas com Ló: vai ao Altar que ele havia levantado, invoca ao Senhor a situação se resolve: “Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até o lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, até o lugar do Altar, que outrora tinha feito, e alí Abraão invocou o nome do Senhor.” (Gênesis 13:3-4)

 

Vai para os Carvalhos de Manre e constrói um Altar ali. “E Abraão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um Altar ao Senhor.” (Gênesis 13:18)

 

Construindo um altar diante do Senhor

 

Então, depois de mais de 10 anos entre o ultimo altar construído até Gênesis 22, Deus pede para que Abraão sacrifique seu filho Isaque e o entregue a Deus. E assim, Abraão como um bom amigo de Deus, prepara a lenha pega seu filho e sobe ao monte para sacrificá-lo. Portanto, quando Abraão prepara o altar e coloca seu filho sobre ele, pronto para entregar ao Senhor, Deus provê um cordeiro, pois ali o Senhor viu o coração de Abraão. Neste momento Abraão volta a fazer o que foi criado para ser, um construtor de altar diante do Senhor. 

 

Neste momento Abraão é atraído de volta a sua essência e entende que construir altar, passou de uma escolha para uma consequência de como vive sua vida, ele não deixou de amar o Senhor, mas deixou de fazer aquilo que foi chamado para fazer e Deus em sua infinita misericórdia trouxe-o de volta ao foco.

 

Josué foi um construtor de altar

 

Além de Abraão, temos o exemplo de Josué que constrói dois altares para o Senhor. Primeiramente, ele constrói um altar no meio do rio Jordão durante a travessia. Depois, ao atravessar o rio ele constrói outro altar ao Senhor como memorial deste dia onde Deus fez com que o povo atravessasse o rio com vida. 

 

Naquela época o altar era construído com pedras e para representar as 12 tribos de Israel cada altar era composto de 12 pedras. Desta forma, o que nos chama atenção neste trecho é que primeiro Josué constrói um altar dentro do rio, o qual ele construiu sem a ajuda de seus companheiros. Esse altar ficou no fundo do rio após eles terem passado.

 

Logo, somente após atravessar é que Josué constrói o outro altar onde todos veem e com a ajuda de seus companheiros. Mas o que ninguém sabia é que antes de fazer o altar sob a vista de muitos, Josué já havia construído um altar somente diante do Senhor sem que ninguém o visse. A conclusão que chego partindo deste ponto é que, construir altar não se refere ao que as pessoas verão apenas, mas primariamente ao altar interno que construo na audiência de um, fazendo conforme a orientação dada por Jesus em Mateus 6:6.

 

Construir um altar está relacionado com a maneira que vivemos

 

Diante de tantos exemplos que temos na Bíblia, mencionamos dois deles e podemos ver que construir altar está associado com a maneira que vivemos. No contexto que vivemos, o tempo parece cada vez menor. Mas a verdade é que se não formos zelosos em construir um altar com nossas vidas diante do Senhor, o tempo passará.

 

E assim, o resultado daquilo que construímos enquanto caminhamos será apenas a revelação de que tipo de deus tem governado nosso coração. E além disso, qual senhor nós estamos servindo. Construir altar é um resultado daquilo que fazemos diariamente e do que temos como prioridade em nossas vidas.

 

Um altar para elevar as orações e sacrifícios

 

Em Salmos 141:2, Davi estava procurando um altar para elevar suas orações e sacrifícios diante do Senhor. Assim, em meio a sua aflição clamou e ofertou no altar aquilo que lhe coube entregar. E, portanto, ele deixa evidente que internamente o Deus verdadeiro governava seu coração, pois também os seus olhos estavam no Senhor.

 

Além disso, o levantar das suas mãos era em gratidão e certeza de que Deus estava ouvindo. O altar interno já estava construído até que externamente todos vissem suas mãos levantadas diante da majestade de Deus.

 

A maneira como vivemos importa

 

Dessa forma, é possível concluir que a maneira como vivo é extremamente importante, pois viver é construir um altar para o Senhor, nossas atitudes e reações diante de circunstâncias desfavoráveis revelam o quem tem sido prioridade em nosso coração. De fato, construir um altar não é uma tarefa fácil, mas o verdadeiro sucesso de uma construção só é visto ao fim dela.

 

Portanto, o altar que minha vida está construindo deve revelar o Deus soberano sobre todas as coisas, que recebe as orações como incenso e as mãos levantas como uma oferta de gratidão, pois Deus é digno de que vivamos uma vida justa e reta diante dele. Além do mais, nossa vida é a construção de um altar e esse altar aponta para o deus que meu coração tem servido.

sábado, 29 de junho de 2024

Quem foi a esposa de Caim, e como ele fundou uma cidade?

Quem Era a Mulher de Caim?

Uma das grandes curiosidades quando lemos Gênesis é sobre a esposa de Caim. Se a Bíblia menciona que só existiam Adão, Eva, Caim e Abel, de onde surgiu essa mulher com quem Caim se casou? Será que ela foi criada de maneira sobrenatural por Deus? A resposta está no próprio texto bíblico, e é mais simples do que parece. 

 

O Contexto de Caim e Abel.

Após Caim matar seu irmão Abel, ele foi punido por Deus e se retirou da presença divina, indo habitar na região chamada Nod, a leste do Éden (Gênesis 4:16). Ali, Caim se casou e teve um filho chamado Enoque, o que gera a dúvida: quem era essa mulher e de onde ela veio? Muitas vezes, surgem especulações como a ideia de que Deus criou outras pessoas além de Adão e Eva ou que Ele formou uma mulher de maneira milagrosa para Caim. No entanto, a resposta está mais relacionada com o entendimento das genealogias bíblicas. 

 

Genealogias Incompletas

É importante entender que as genealogias na Bíblia, como as de Gênesis, não são completas. Isso significa que nem todos os filhos de uma pessoa são listados, e o foco geralmente é nos filhos homens ou em personagens que tenham relevância na narrativa. Por exemplo, em Gênesis 5:4, lemos que Adão e Eva tiveram outros filhos e filhas, além de Caim, Abel e Sete, embora os nomes deles não sejam citados individualmente.

 

O fato de as genealogias não citarem todos as pessoas não significa que elas não existiam. isso explica por que, ao longo dos anos quando Caim e Abel cresciam e se tornavam adultos, Adão e Eva continuaram a ter filhos e filhas, que não são mencionados detalhadamente no contexto bíblico. 

 

O Medo de Caim

Outra evidência de que existiam mais pessoas na Terra além de Caim, Abel, Adão e Eva está em Gênesis 4:14, quando Caim, ao ser condenado por Deus, expressa medo de que alguém o matasse ao encontrá-lo. Se não houvesse mais ninguém, essa preocupação não faria sentido. Isso demonstra que, além de Caim e Abel, já existiam outros descendentes de Adão e Eva, espalhados pela região.

 

O Tempo Passado Entre os Eventos

Entre o nascimento de Caim e Abel de o assassinato de Abel, muitos anos se passaram. Durante esse tempo, Adão e Eva continuaram cumprindo o mandamento de Deus para "serem fecundos e encherem a terra" (Gn 1,28), ou seja, eles tiveram vários outros filhos e filhas, formando uma pequena comunidade de pessoas que foram crescendo e se casando entre si. A esposa de Caim provavelmente era uma dessas parentes, algo comum e necessário naquela época, já que não havia outra forma de multiplicação humana. 

 

O casamento entre parentes

É importante lembrar que as leis sobre casamento entre parentes só foram introduzidas muito tempo depois, nos dias de Moisés. No tempo de Adão e Eva, o casamento entre irmãos ou outros parentes próximos era a única maneira de cumprir o mandamento de encher a terra. Portanto, a esposa de Caim era uma de suas irmãs ou uma sobrinha, algo normal naquele contexto.


Resposta

A resposta para quem era a mulher de Caim está no próprio texto bíblico. Adão e Eva tiveram outros filhos e filhas que não foram mencionados nominalmente nas genealogias. A medida que esses filhos  cresceram, casaram entre si, formando a primeira população humana. Assim, a esposa de Caim era uma dessas parentes, e essa é a explicação mais consistente e fiel ao relato bíblico

 


 Por - Marco Antonio Lana (Teólogo Bíblico)

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Quem Eram os Gigantes na Bíblia?


 


Os gigantes na Bíblia eram homens de grande estatura ou simplesmente homens de grandes feitos. Isso porque algumas palavras hebraicas que podem ser traduzidas por “gigantes” também podem significar pessoas valentes e poderosas.


Mas de fato a Bíblia fala que havia alguns homens de grande estatura na antiguidade. Inclusive, os textos bíblicos mencionam os nomes de alguns desses gigantes. Parece que essas pessoas de proporções anormais frequentemente estavam envolvidas em batalhas nos tempos antigos por serem fortes e poderosas.


*O significado da palavra “gigante” na Bíblia*

 

Há pelo menos três palavras hebraicas principais que aparecem no Antigo Testamento e que podem ser traduzidas como “gigante”. A primeira delas é a palavra hebraica repha’im, que a Septuaginta traduz muitas vezes com o termo grego gigas, “gigante” (Gênesis 14:5; Josué 12:4; 13:12; 1 Coríntios 11:15; etc.). Os refains eram um povo que vivia na região de Canaã e dentre os quais estavam muitos gigantes.


A segunda palavra que pode ser traduzida por “gigante” é o hebraico gibbor (Jó 16:14). Essa palavra pode tanto se referira a um homem grande em estatura como também a um homem grande em feitos. Nesse último caso seu significado diz respeito a um guerreiro ou a uma pessoa valente.


A terceira palavra que também foi traduzida como “gigante” na Septuaginta é o hebraico nephilim. Essa palavra aparece somente duas vezes no texto bíblico do Antigo Testamento (Gênesis 6:4; Números 13:33). O significado exato desse termo é incerto, mas acredita-se que ele seja derivado de uma raiz que significa “cair” e seu sentido mais apropriado seja “caídos” ou “poderosos”. Dessa forma, a palavra não apenas indicaria uma pessoa grande em estatura, mas, principalmente, uma pessoa grande em poder que “cai” sobre outras pessoas com tirania.


Há ainda outras palavras na Bíblia que designam certos grupos associados ao conceito de pessoas de grande estatura, como: os anaquins, emins e zanzumins – estes dois últimos parecem ser um nome alternativo para os refains (cf. Gênesis 14:5; Deuteronômio 2:11,21).


Como surgiram os gigantes na Bíblia?


Existem muitas teorias fantasiosas sobre a origem dos gigantes na Bíblia que se assemelham em vários aspectos às mitologias dos povos antigos. A maioria dessas teorias é proveniente de uma forma muito tradicional de interpretação do texto bíblico de Gênesis 6.


O texto bíblico parece dizer que os gigantes surgiram do relacionamento entre os filhos de Deus e as filhas dos homens. A questão é que desde muito cedo rabinos judeus têm entendido que esses filhos de Deus eram anjos que tiveram relações com mulheres, e dessas relações surgiram os gigantes.


Mas a ideia de que os filhos de Deus eram anjos caídos não é a única interpretação possível do texto de Gênesis. Textualmente eles poderiam ser os descendentes piedosos de Sete; ou até mesmo os reis da época, que comumente eram chamados de “filhos dos deuses”. Além disso, a palavra “gigante” em Gênesis 6 traduz o hebraico nephilim que, como vimos, muito provavelmente significa “caído” ou “poderoso”. Então dificilmente esse texto de Gênesis esteja explicando exatamente a origem dos gigantes em estatura. O mais provável é que o texto esteja falando de pessoas grandes em nome, força e fama.


Por outro lado, há outros textos bíblicos que notadamente falam da existência de gigantes nos tempos antigos. Mas não devemos pensar nesses gigantes de uma forma muito exagerada. Inclusive, várias fotos espalhadas de esqueletos de gigantes com proporções realmente enormes são comprovadamente falsas.


Os gigantes citados na Bíblia parecem ter sido homens que realmente tinham proporções anormais, cuja estatura poderia superar os três metros de altura; mas não muito mais do que isso (cf. Deuteronômio 3:11; 1 Samuel 17:4). Uma estatura assim não estaria tão distante de casos documentados na era moderna de pessoas que alcançaram mais de dois metros e setenta centímetros de altura. 

 

Cientificamente alguns estudiosos sugerem que esses gigantes da Bíblia eram portadores de gigantismo, mas os textos bíblicos não explicam nada a esse respeito.


*Nomes de gigantes na Bíblia*


Na maioria das vezes que a Bíblia fala sobre os gigantes, eles são referidos no sentido coletivo. Por exemplo: os anaquins e os refains. Os textos bíblicos literalmente dizem que os anaquins, que eram os filhos de Anaque, eram descendentes de gigantes; e nesse sentido os refains também são comparados a eles (Números 13:33; Deuteronômio 2:10,21).


Esses povos que reuniam gigantes acabaram sendo derrotados por outras nações, e seus remanescentes se espalharam e se refugiaram com outros povos. Esse pode ter sido o caso da família do gigante Golias, de Gate, que era descendente dos gigantes e se refugiou com os filisteus (cf. Josué 11:22; 1 Samuel 17).



Os textos bíblicos ainda citam pelo nome certos gigantes relacionados aos filisteus; dentre os quais também estava outro gigante anônimo que tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão e em cada pé. Todos esses gigantes foram derrotados por Davi e seus homens (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8).


Antes de todos esses gigantes, porém, a Bíblia fala de um homem chamado Ogue cuja cama (ou sarcófago – dependendo da interpretação) tinha aproximadamente quatro metros de comprimento por um metro e oitenta centímetros de largura. Ogue era rei de Basã e era um gigante remanescente dos refains (Deuteronômio 3:11). Ele foi derrotado pelo exército de Israel.

terça-feira, 11 de junho de 2024

A origem do pecado: Quando e Como Surgiu o Pecado?

 

Uma das perguntas mais difíceis feita pela mente humana se relaciona com a presença e origem do pecado: De onde veio o pecado? Como ele penetrou no Universo?

 

Primeiro, precisamos afirmar claramente que Deus não pecou e não deve ser culpado pelo pecado.

 

O pecado se achava no mundo muito antes de a Bíblia ser escrita.

 

Se a Bíblia jamais tivesse sido escrita, ou se não fosse verdadeira, mesmo assim sua presença entre nós seria notada.

 

As Escrituras Sagradas, veredicto final em questão doutrinária e espiritual, nos informam que o pecado não ocorreu na terra, mas, sim no céu.

 

O céu foi, portanto, manchado antes de a terra ter sido maculada pela sua odiosa presença.

 

A existência pré-adâmica do mal

 

Quando o mal ocorreu nas esferas materiais, ele já havia, antes, ocorrido no Universo.

 

O mal apenas “entrou no mundo” (Rm 5.12) e, com ele, a morte, mas não surgiu naquele momento.

 

Seus efeitos apenas se fizeram sentir agora em outra esfera, a física.

 

Adão foi apenas uma porta e não uma fonte, pois, a fonte antecedia a sua existência.

 

As Escrituras falam, pelo menos em duas passagens, sobre a rebelião de um querubim ungido que teria almejado o lugar de Deus nas regiões celestes.

 

As duas passagens retratam detalhadamente a mesma coisa: uma revolta contra Deus por causa de um desejo de poder e uma consequente punição por tal atitude.

 

Vejamos então, tais textos:

 

Ezequiel 28.12-17

12 "Filho do homem, erga um lamento a respeito do rei de Tiro e diga-lhe: ‘Assim diz o Soberano Senhor: " ‘Você era o modelo de perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza. 13 Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam: sárdio, topázio e diamante, berilo, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Seus engates e guarnições eram feitos de ouro; tudo foi preparado no dia em que você foi criado. 14 Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso eu o determinei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes. 15 Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você. 16 Por meio do seu amplo comércio, você encheu-se de violência e pecou. Por isso eu o lancei em desgraça para longe do monte de Deus, e eu o expulsei, ó querubim guardião, do meio das pedras fulgurantes.17 Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis.

 

Isaías 14.12-15

12 Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações! 13 Você que dizia no seu coração: "Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. 14 Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo". 15 Mas às profundezas do Sheol você será levado, irá ao fundo do abismo!

 

Deus nos permitiu saber a verdadeira origem do mal:

  • Rebelião;
  •  Revolta;
  •  Iniquidade;
  •  Soberba.

Os primeiros pecados do Universo foram realizados por um ser perfeito que estava na presença de Deus antes mesmo de o homem ser criado.

 

Sabemos que, durante a criação da terra, os anjos já estavam presentes, como se deduz do texto que segue:

 

4 Onde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responda-me, se é que você sabe tanto. 5 Quem marcou os limites das suas dimensões? Vai ver que você sabe! E quem estendeu sobre ela a linha de medir? 6 E as suas bases, sobre o que foram postas? E quem colocou sua pedra de esquina, 7 enquanto as estrelas matutinas juntas cantavam e todos os anjos se regozijavam?” (Jó 38.4-7).

 

A Bíblia fala muito pouco sobre as consequências do pecado ocorrido no reino espiritual, exceto as consequências geradas para o próprio autor do pecado e seus legionários.

 

A origem do pecado na raça humana

 

De acordo com as Escrituras, o homem é, agora, repugnante para Deus e para si mesmo, além de uma criatura mal adaptada ao Universo, não porque Deus o tenha criado assim, mas porque ele próprio se fez assim por abusar do livre–arbítrio.

 

O terceiro capítulo de Gênesis oferece os pontos fundamentais para se entender a origem do pecado na terra:

  • A tentação;
  •  A culpa;
  •  O juízo;
  •  E a redenção.

 

Muito tem sido feito para retirar qualquer sentido literal desse acontecimento.

 

Poucos são aqueles que acreditam em um sentido literal da narrativa, antes, atribuem à mesma um valor mitológico.

 

Se o fazem, porém, é sem qualquer respaldo bíblico, pois a Bíblia entende ser Adão um ser concreto, um indivíduo com existência real e único.

 

Adão possui uma genealogia, como qualquer outro.

 

Ele possui descendência e seu nome se liga a outros indivíduos dos quais jamais se questiona a existência real.

 

O Novo Testamento assume tal posição e toda a referência a Adão é a um personagem histórico, como os demais.

 

Algumas dificuldades, como o fato do diálogo entre Eva e a serpente, ou a localização do jardim do Éden, são alegações comuns.

 

Geralmente, não é considerado que este tempo longevo se perde na história e não há nenhum outro registro que se encaixe melhor com os dilemas da existência humana.

 

A ciência histórica, com todo o seu avanço, não consegue ir além de uns três milhares de anos antes de Cristo.

 

Para quem crê na Bíblia e faz uma interpretação adequada da mesma, Adão faz todo o sentido.

 

O acontecimento é rico em verdades espirituais.

 

A origem da morte, o primeiro ato de desobediência, a entrada do pecado e suas consequências e a desordem universal resultante.

 

Por todos esses motivos, nos capítulos iniciais de Gênesis encontramos, portanto, a base teológica para a origem do pecado na terra, bem como a doutrina da redenção.