domingo, 21 de maio de 2023

A Lei de Moisés e a lei de Cristo

 



Na Bíblia, encontramos duas leis(mais conhecidas como testamentos). Suas regras são diferentes; portanto, é impossível guardar as duas simultaneamente. Mas isso não faz com que se contradigam, pois o mesmo Deus é o autor de ambas. Porém, foram escritas para épocas diferentes. A lei antiga serviu muito bem para a sua época em particular, a nova serve muito bem agora. Consideramos as duas com seus detalhes.

 

1- A Lei de Moisés

 

No Monte Sinai, deus deu a lei ao povo de Israel e ordenou que Moisés a escrevesse. Por essa razão, essa lei se tornou conhecida como ‘a lei de Moisés’ ou ‘a lei mosaica’. O Novo Testamento às vezes se refere como ‘a lei’, enquanto a nova ordem que Cristo instituiu é chamada de ‘a graça’

 

Sob a antiga lei, Deus declarou princípios morais. Também instituiu uma ordem civil e religiosa que ajudou o povo a guarda-los e praticá-los. Aquela lei com suas cerimônias religiosas apontavam de forma figurativa para Cristo.

 

Se alguém não obedecia a lei de Moisés, tinha de morrer.

 

2- Uma lei provisória. 

 

A lei de Moisés era provisória: foi feita para te fim. 

 

Hb 10,1 – ‘A lei é apenas uma sombra das coisas boas que estavam para vir, e não a imagem real das coisas. É por isso que, mesmo com os sacrifícios que são oferecidos repetidamente ano após ano, a lei não pode tornar perfeitos aqueles que se aproximam para adorar’. 

 

Términos sua obra e encontrou seu fim em Cristo. 

 

Rm 10,4 – ‘Cristo é o fim da lei, para que todos os que têm fé nele possam ser declarados justos diante de Deus’. 

 

Você se lembra da história de Sansão? Ele foi um juiz de Israel durante 20 anos. Naquele período, fez muitas maravilhas a favor de Israel. Mas, no final, vencido pelos filisteus por causa das suas debilidades morais, Sansão trouxe morte a si mesmo. Com sua morte matou mais filisteus do que havia matado durante toda a vida. 

 

Vemos na vida de Sansão uma semelhança com a lei de Moisés, a qual também, por causa de sua debilidade, foi finalizada (Hb 7,18-19 – ‘Assim a regra antiga foi anulada porque era fraca e inútil. Pois a lei não podia aperfeiçoar nada. Mas agora Deus nos deu uma esperança melhor, por meio da qual chegamos perto dele’.). No momento de sua revogação, fez mais boas ações do que em todo o tempo de sua aplicação. 

 

Morrendo aquela lei falível, a lei perfeita de Cristo pôde ser efetuada. 

 

É claro que Deus assim planejou desde o principio. Isso pode ser visto na própria lei de Moisés:

 

(Dt 18,18-19 – ‘Do meio deles escolherei para eles um profeta que será parecido com você. Darei a esse profeta a minha mensagem, e ele dirá ao povo tudo o que eu ordenar. Eu castigarei quem não obedecer às ordens que esse profeta der em meu nome.’). 

 

Essas palavras do próprio Deus apontam para o dia em que um legislador superior a Moisés entregaria uma lei superior. Desse modo, Moisés, ao escrever a primeira aliança, predisse sua anulação. Com a chegada dos profetas, a atenção voltou-se ainda mais para o futuro. Isaias e Jeremias descreveram com mais detalhes a natureza do reino e da lei que haviam de vir. 

 

Jr 31,31-33 – ‘O SENHOR Deus diz: —Está chegando o tempo em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá. 32 Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os antepassados deles no dia em que os peguei pela mão e os tirei da terra do Egito. Embora eu fosse o Deus deles, eles quebraram a minha aliança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando. 33 Quando esse tempo chegar, farei com o povo de Israel esta aliança: eu porei a minha lei na mente deles e no coração deles a escreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando’. 

 

3- A Lei de Cristo

 

Essa é a lei que Deus põe no coração e escreve na mente (Hb 10,15-16 - E o Espírito Santo também nos dá o seu testemunho sobre isso. Primeiro ele diz: 16 “Quando esse tempo chegar, diz o Senhor, eu farei com o povo de Israel esta aliança: Porei as minhas leis no coração deles e na mente deles as escreverei. ”). Em Ro 8,2, Paulo se refere como ‘a lei do Espirito de vida, em Cristo Jesus’. Em outras partes do Novo Testamento, é citada apenas como ‘a Lei de Cristo’. Essa lei é composta de todos os ensinamentos de Cristo e dos de seus apóstolos, registrados no Novo Testamento. Por meio dela, saímos do cativeiro da lei de Moisés para a liberdade de Cristo. A lei de Moisés declarou a justiça de Deus ao homem pecaminoso; a lei de Cristo traz o poder de viver conforme essa justiça. A lei de Moisés foi instituída com ameaças de morte para os desobedientes, mas Jesus veio para salvar seu povo do pecado, dando vida aos que creem.

 

A época em que vivemos, depois da instituição da lei de Cristo, é conhecida como a ‘era da graça’. A graça não nos da liberdade para pecar, mas nos dá o poder de viver livres do pecado. 

 

A lei de Cristo é o cumprimento do plano perfeito de Deus, estabelecido desde antes da fundação do mundo para salvar a humanidade. A lei de Moisés foi dada por causa das transgressões, enquanto Deus preparava o mundo para a vinda de Cristo.

 

4- O plano de Deus.  

 

Deus faz tudo perfeitamente e de forma ordenada. A mudança das alianças não ocorreu por causa de algum erro cometido por Deus que o teria obrigado a mudar, mas foi devida ao cumprimento glorioso da primeira fase principal do seu plano de salvação.

 

Deus fez o homem perfeito e o colocou no jardim do Éden. O pecado do homem, então, corrompeu a raça humana e o mundo em que ele vivia. Mas Deus tinha um plano pronto para salvá-lo. Entretanto, até que esse plano fosse executado, seria necessário que o homem percebesse a gravidade do seu pecado. Portanto, ‘Assim, a lei ficou tomando conta de nós até que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da fé’.(Gl 3,24). Assim como o tutor grego exercia uma supervisão rigorosa sobre a criança, e era responsável por seu bem-estar moral e físico ate que ele atingisse a maturidade, assim as normas estritas da lei de Moisés conduziram as pessoas ao lugar onde a lei de Cristo poderia salvá-las.

 

5- As diferenças

 

A bíblia faz uma distinção clara entre a velha lei e a nova. Por exemplo: a lei de Moisés ordenou a pena de morte para certas faltas, e também determinou a guerra contra nações pecadoras. Por outro lado, a lei de Cristo nos instrui a amar nossos inimigos e a fazer o bem aqueles que nos tratam mal. Isso porque a nova aliança tira do povo de Deus as responsabilidades do Estado, coisas que lhe pareciam sob a antiga aliança. Também tira os sacrifícios e as figuras da lei, uma vez que se cumpriram em Cristo. Em vez disso, institui um culto espiritual, conduzido pelo Espirito Santo, de modo que seja ‘em espírito e em verdade’. Ela substitui a lei moral, resumida nos Dez Mandamentos, pela lei superior de Cristo. Alguns não querem reconhecer essa última mudança. No entanto, Jesus afirmou isso repetidas vezes ao dizer no Sermão da Montanha: “ouvistes que foi dito (...) E, porem, vos digo”.

 

6- A nossa afirmação. 

 

Como o próprio Deus estabeleceu primeiro a velha aliança e depois a nova, não é surpreendente que haja muitas semelhanças entre as duas. Mas podemos afirmar, pela autoridade das escrituras, que a lei de Cristo superou completamente a lei de Moisés, sendo a lei de Cristo agora nossa regra de doutrina e conduta. O escritor da Epistola aos Hebreus escreveu há dois mil anos que Deus, ‘e, quando Deus fala da nova aliança, é porque ele já tornou velha a primeira. E o que está ficando velho e gasto vai desaparecer logo.’ (Hb 8,13). As duas leis são tão diferentes que não podemos manter ambas. É adultério espiritual procurar servir a ambas (ver Rm 7,1-6).

 

A lei de Moisés serviu bem para sua época. Mas, se mantivermos essa lei agora, rejeitando a lei de Cristo, trazemos sobre nós mesmos a condenação. ‘Vocês que querem que Deus os aceite porque obedecem à lei estão separados de Cristo e não têm a graça de Deus.’ (Gl 5,4).

 

Nós afirmamos, portanto, que a Bíblia mostra claramente que a única lei válida para hoje é a lei de Cristo, e sobre ela devemos basear toda a nossa fé e também o modo como vivemos.

 

 

7- Porque a confusão

 

A maioria das igrejas  hoje não faz uma distinção clara entre o Antigo do Novo Testamento. Como é impossível manter os dois, elas escolhem e aceitam ambos apenas algumas partes de que gostam, e rejeitam o resto. Por exemplo: embora hoje nenhuma igreja cumpra totalmente a lei de Moisés, muitas justificam sua participação na guerra participando passagens e exemplos do Antigo Testamento. Assim rejeitam o claro ensinamento de Cristo e dos apóstolos de que devemos amar nossos inimigos e fazer o bem a eles. 

 

Outro erro comum que perverte a doutrina da graça: muitos chamam o Antigo Testamento de ‘a Lei’, como se fosse a única lei; o Novo Testamento é chamado de ‘a graça’, como se nele não houvesse nada além da graça. Alguns reconhecem que é necessário ter simultaneamente lei e graça, mas substituem a lei de Cristo pela lei de Moisés, invalidando assim a graça. Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus. Pois, se é por meio da lei que as pessoas são aceitas por Deus, então a morte de Cristo não adiantou nada!Gl 2,21). outros ensinam que, como estamos sob a graça, não precisamos de nenhuma lei. Mas, amigo, embora ja não estejamos sob a lei de Moisés, as ordens de Cristo e de seus apóstolos são para nós como uma lei. São a lei de Cristo. 

 

A graça é o grande dom de Deus para a nossa salvação e o poder do Espírito Santo para vencer nossa natureza pecaminosa. Mas no Novo Testamento encontramos tanto a lei de Cristo como a sua graça. O apóstolo Paulo disse que ele nao estava sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo (Assim também, quando estou entre os não-judeus, vivo fora da Lei de Moisés a fim de ganhar os não-judeus para Cristo. Isso não quer dizer que eu não obedeço à lei de Deus, pois estou, de fato, debaixo da lei de Cristo.1Cor 9,21). 

 

Da mesma forma, muitas igrejas hoje aceitam o divorcio e o novo casamento, instrumentos de música e outras formas sensuais de culto e a participação no governo. Elas fazem tudo isso com base no Antigo Testamento, que Deus declarou estar terminado.

 

8- Nossa confissão

 

Como cristão do Novo Testamento, cremos e confessamos que o Novo Testamento consiste em toda a vontade de Deus para nós. Convidamos a voce a confessar com a palavra inspirada de Deus e conosco o seguinte: 

 

Assim a regra antiga foi anulada porque era fraca e inútil. Pois a lei não podia aperfeiçoar nada. Mas agora Deus nos deu uma esperança melhor, por meio da qual chegamos perto dele.(Hb 7,18-19).

 

Assim, a lei ficou tomando conta de nós até que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da fé. Agora que chegou o tempo da fé, não precisamos mais da lei para tomar conta de nós. (Gl 3,24-25).

 

Assim percebemos que a pessoa é aceita por Deus pela fé e não por fazer o que a lei manda.’ (Rm 3,28).

 

Porém agora estamos livres da lei porque já morremos para aquilo que nos mantinha prisioneiros. Por isso somos livres para servir a Deus não da maneira antiga, obedecendo à lei escrita, mas da maneira nova, obedecendo ao Espírito de Deus.(Rm 7,9)

domingo, 14 de maio de 2023

Maus Exemplos de Mães na Bíblia Que Você Deve Conhecer

A Bíblia registra as histórias de algumas mulheres que foram maus exemplos de mães. Sem dúvida, as piores mães da Bíblia falharam muito com seus filhos, e em vários casos o fracasso dessas mulheres na tarefa de ser mãe também influenciou na forma como seus filhos se tornaram pessoas ruins.

 

Podemos encontrar maus exemplos de mães na Bíblia tanto no Antigo como no Novo Testamento; desde os casos mais simples até os casos mais terríveis. A seguir, você vai conhecer cinco maus exemplos de mães na Bíblia.

 

1-    Uma mãe que não amou seus filhos de igual modo

 

Rebeca foi uma mulher virtuosa e muito temente ao Senhor. Sem dúvida, ela é uma das mulheres mais importantes na narrativa bíblica, e está longe de ser uma das piores mães da Bíblia. Porém, ainda assim ela tomou decisões questionáveis com seus filhos. O nome de Rebeca nesta lista é apenas um lembrete de que até mesmo pessoas piedosas, às vezes podem dar maus exemplos como mães.

 

A falha de Rebeca teve a ver com a forma como ela demonstrou favoritismo por um de seus filhos. Esse comportamento, que também foi adotado por seu marido Isaque, dividiu sua casa durante muito tempo. Jacó era o filho favorito de Rebeca, e Esaú era o filho favorito de Isaque. Como resultado, aquela família foi marcada por enganos e trapaças, e chegou ao ponto de um filho desejar matar o outro.

 

Consequentemente, Rebeca teve de lidar com o sofrimento de ver seu filho favorito, Jacó, partir para longe de sua casa para não ser morto por seu outro filho, Esaú. Inclusive, depois de Jacó partir, Rebeca nunca mais o encontrou em vida.

 

Uma mãe egoísta

 

Durante o início do reinado do rei Salomão, por volta de 970 a.C., uma mulher anônima deu um grande mau exemplo de mãe. De acordo com a narrativa bíblica, duas mulheres meretrizes moravam juntas, e as duas deram à luz na mesma época, com uma diferença de apenas três dias (1 Reis 3:16-28).

 

Mas, numa noite, uma daquelas mulheres acabou matando o próprio filho ao se deitar sobre ele. Sim, foi algo acidental. Porém, o que torna essa mulher num dos grandes maus exemplos de mães na Bíblia, foi sua atitude diante daquela situação.

 

Ao invés de se lamentar por seu filho perdido, aquela mulher sorrateiramente se levantou durante a noite e pegou o filho de sua colega de casa como se fosse seu. Depois, ela deitou o corpo de seu filho morto sobre a outra mulher. Em outras palavras, essa mãe simplesmente trocou seu filho como se fosse um mero objeto sem valor que havia quebrado.

 

Pela manhã, quando a outra mãe se levantou para amamentar seu filho, ela viu que o menino estava morto. Obviamente ela também percebeu que aquele não era o seu filho, mas o filho da mulher com quem compartilhava a casa. A disputa daquela mãe para tentar recuperar o seu verdadeiro filho, chegou até o rei Salomão.

 

Diante do rei, as duas mulheres afirmaram que eram mães do menino. Então, de forma muito sábia, Salomão propôs dividir o menino vivo ao meio com uma espada para que cada mulher ficasse com uma metade dele. Diante dessa proposta que parecia ser absurda, a verdadeira mãe logo renunciou a seu filho, pois ela preferia vê-lo vivo com a mãe impostora, ao invés de morto. Em contraste, a falsa mãe concordou com a divisão do menino, pois de forma completamente egoísta, ela queria que a mãe verdadeira também perdesse seu filho.

 

Ao ver as reações das duas mulheres, Salomão não teve dúvida a respeito de qual decisão tomar, e devolveu o filho à sua verdadeira mãe. Não se sabe nada sobre o que aconteceu com aquela mãe impostora. Não se sabe se mais tarde ela se arrependeu de sua atitude, ou se ela voltou a ter outros filhos. Sabe-se apenas que por uma fatalidade ela não teve a oportunidade de criar o seu filho, mas o seu comportamento nos faz questionar que tipo de mãe ela teria sido para aquele menino.

 

Uma mãe que não protegeu seu filho

 

Outro mau exemplo de mãe na Bíblia é o de uma mulher anônima que viveu em Samaria no tempo do reinado do rei Jorão, filho de Acabe e Jezabel (2 Reis 6:24-30). Naquele período, a cidade de Samaria havia sido sitiada pelo rei da Síria. Consequentemente, a cidade sofreu uma terrível fome, e os habitantes recorreram à medidas extremas para sobreviver.

 

Nesse contexto, a Bíblia registra que duas mulheres fizeram um acordo terrível. Elas combinaram que matariam e comeriam o filho de uma delas e, no dia seguinte, fariam o mesmo com o filho da outra. Então, a primeira mãe matou e cozinhou seu próprio filho para se alimentarem dele. Porém, quando chegou a vez de a outra mãe cumprir sua parte do acordo, ela se recusou a matar o próprio filho.

 

A mulher que havia matado seu filho, se sentiu injustiçada, e recorreu ao rei Jorão em busca de justiça. Chocado com a situação, o rei rasgou suas vestes e culpou o profeta Eliseu pelo sofrimento do povo.

 

A situação em Samaria realmente era desastrosa. Inclusive, a crise era tão grande que uma cabeça de jumento, que era a parte indesejável de um animal considerado imundo pela lei mosaica, era comercializada por um quilo de prata. Mesmo assim, aquela mãe cometeu o impensável, pois pior que seja a situação, geralmente é esperado que uma mãe de verdade dê a própria vida para salvar a vida de um filho, e não o contrário.

 

Além disso, mesmo a outra mulher que se negou a cumprir o combinado entregando seu filho, também não demonstrou ter um senso de mãe apurado. Ela fez parte daquele acordo terrível e igualmente se alimentou do menino que foi morto.

 

Todo aquele sofrimento não era por culpa do profeta Eliseu, mas era resultado do pecado dos israelitas. O povo havia quebrado a aliança com o Senhor (cf. Levítico 26:29; Deuteronômio 28:52-57). A verdade era que os israelitas estavam profundamente corrompidos pela idolatria desde os tempos de Acabe e Jezabel.

 

Uma mãe sanguinária

 

A perversa princesa Jezabel teve uma filha chamada Atalia. Aparentemente, Atalia levou a perversidade de sua mãe a um nível ainda maior. Quando Atalia se casou com Jeorão, o filho do rei Josafá, ela conseguiu introduzir a idolatria de seus pais no reino de Judá. Além disso, ela também convenceu o seu marido a matar os próprios irmãos.

 

Mais tarde, quando seu filho Acazias se tornou o único sobrevivente de sua casa após a morte de seu pai e seus irmãos, ele assumiu o trono de Judá sob forte influência de sua perversa mãe, Atalia. Porém, seu reinado durou pouco, pois cerca de um ano depois ele também acabou sendo morto. Atalia, então, se aproveitou da situação para usurpar o trono de Jerusalém.

E foi nesse contexto que podemos entender por que ela foi uma matriarca tão desprezível para sua família. Todos os filhos de Atalia estavam mortos, e tudo que havia restado de sua família eram seus netos. No entanto, de forma completamente insana, Atalia mandou matar os seus próprios netos, com a finalidade de exterminar a linhagem do rei Davi e se perpetuar no poder.

 

Mas, felizmente, um dos seus netos, que tinha apenas um ano de idade, escapou daquele massacre ao ser salvo por uma tia. O garoto viveu escondido no Templo durante seis anos, até que foi proclamado rei aos sete anos de idade numa revolta liderada pelo sacerdócio de Jerusalém contra Atalia.

 

Uma mãe manipuladora

 

Outro mau exemplo de mãe registrado na Bíblia, dessa vez no Novo Testamento, é o exemplo de Herodias. Essa mulher, que descendia do rei Herodes, deixou seu marido para ter um relacionamento com o cunhado, o Herodes Antipas. E a Bíblia diz que quando esse relacionamento imoral foi denunciado pelo profeta João Batista, Herodias tentou destruí-lo a qualquer custo.

 

A forma que Herodias encontrou de satisfazer seus sentimentos de vingança, foi manipulando a própria filha. Ela deu um jeito de sua filha dançar sensualmente para Herodes Antipas, e conseguiu dele a promessa de que a cabeça do profeta João Batista seria entregue a ela num prato naquela mesma noite.

 

O que aprendemos com os maus exemplos de mães na Bíblia?

 

Diante de todos esses maus exemplos de mães, alguém pode questionar por que a Bíblia registra histórias desse tipo. A verdade é que a Bíblia não esconde os erros e os fracassos de seus personagens, e com isso nos dá a oportunidade de reconhecermos a dependência que temos da graça de Deus em nossas vidas.

 

Distantes do Senhor, as pessoas são capazes de fazer as coisas mais perturbadoras possíveis, até mesmo contra aqueles que deveriam amar e proteger. Estes tristes exemplos, nos ensinam a valorizar a orientação divina para não tomarmos decisões trágicas e imorais que possam afrontar os preceitos do Senhor e destruir nossas famílias.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Santidade: Sejam Santos ( Estudo Biblico)

O que é santidade? Será que é ir à igreja todo domingo e ser sempre muito sério? E como podemos ser santos? É possível alcançar a santidade? A Bíblia diz:

 

Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito:

 

Sim, podemos ser santos! Deus é santo e espera que seus seguidores sejam santos. Mas como? Primeiro precisamos entender o que é santidade...

O significado de santidade

Ser santo significa ser puro, separado do mal. Deus é santo. Nada de ruim existe nele e tudo nele é perfeito. Em tudo que faz, Deus é justo e fiel.

Para nós, aqui na terra, santidade significa dedicação total a Deus, nos separando pecado. Ser santo significa uma vida dedicada às coisas de Deus, amando a verdade, a justiça e o bem. Santidade é viver de maneira agradável a Deus.

Mas será que isso é possível? O pecado faz parte de nossa natureza humana e estamos longe da perfeição. No entanto, existe uma forma de nos tornarmos santos: através de Jesus! Ele morreu e ressuscitou para nos salvar e purificar de nossos pecados. Quando cremos em Jesus e dedicamos nossa vida a ele, Jesus nos torna puros e santos.

Santidade é ser salvo por Jesus.

Santidade é um processo

Quem é salvo por Jesus é santo, porque sua vida agora é dedicada a Deus. Mas o processo não está completo. Ainda temos uma natureza humana pecadora. Precisamos aprender a lutar contra o pecado e isso se chama santificação.

A Bíblia nos ensina que o primeiro passo é ter um coração voltado para Deus. Quem ama a Deus quer agradá-lo e obedece a ele. Quanto mais nos dedicamos a Deus, menos felizes vamos ficar com o pecado.

O segundo passo é ler a Bíblia. Ela nos ensina o que é bom e agradável para Deus. A Bíblia nos mostra como viver de maneira santa. Através da Bíblia, podemos aprender a identificar o pecado e a resistir à tentação.

O terceiro passo é aplicar o ensino. Podemos saber tudo sobre a vontade de Deus para nossas vidas mas, se não pusermos em prática, tudo isso é inútil. Com a ajuda de Jesus, precisamos mudar a forma como vivemos.


O que santidade não é

Santidade não é ser superior a outras pessoas. Ninguém é melhor que os outros por orar mais horas ou ler a Bíblia mais. Somos santos por causa da graça de Deus, não porque fizemos por merecer. Devemos nos esforçar para viver de maneira santa mas isso não nos dá o direito de desprezar os outros.

Santidade também não é se isolar do mundo. Deus não nos tirou do mundo e precisamos aprender a conviver com a sociedade à nossa volta. Mas é a forma como interagimos com o mundo que vai marcar a diferença. Somos chamados para sermos luz em um mundo de trevas.


E mais, santidade não é ser sem graça. Há muito espaço para a alegria e a diversão na vida com Jesus! Novamente, é a forma como nos alegramos que é importante. A vida de santidade tem alegrias especiais que não podem ser conhecidas por quem está no pecado.

Por fim, santidade não é nunca mais pecar. Enquanto ainda estamos deste lado da eternidade, vamos cometer erros. Mas viver de maneira santa significa reconhecer os pecados e pedir perdão, procurando viver de maneira melhor. Santidade implica humildade e dependência de Deus.

Deus é santo e também nos ajuda a ser santos!