quinta-feira, 13 de abril de 2023

A mulher do fluxo de sangue (Passagem e Significado)

A famosa história da mulher do fluxo de sangue conta como uma mulher, tão cheia de dificuldades, conseguiu ter fé em Jesus e ser curada. Esse episódio se encontra em três dos quatro evangelhos e (Mateus 9:20-22; Marcos 5:24-34; Lucas 8:43-48).

 

Esse episódio, mais do que famoso, é poderoso para mudar a vida das pessoas através da sua mensagem. A história dessa mulher nos ensina que, em Jesus, encontramos a solução dos nossos problemas, com fé e disposição podemos ter um encontro com Deus. 


Nisso uma mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia, chegou por trás dele e tocou na borda do seu manto, pois dizia a si mesma: "Se eu tão somente tocar em seu manto, ficarei curada". Voltando-se, Jesus a viu e disse: "Ânimo, filha, a sua fé a curou!" E desde aquele instante a mulher ficou curada.
- Mateus 9:20-22

 

Resumo da história

 

Uma mulher sofria de hemorragia há 12 anos e já tinha gastado todo seu dinheiro em médicos, mas ninguém a conseguia ajudar. A causa da doença era desconhecida, os remédios não funcionavam e ela só ficava pior... Não havia mais solução.

 

Mas um dia ela ouviu de Jesus. No coração dessa mulher doente e desesperada despertou algo novo: fé! Ela creu que Jesus podia salvá-la e, por isso, ela agiu. A mulher do fluxo de sangue, debilitada e frágil, saiu de casa, abriu caminho entre uma grande multidão e se aproximou de Jesus.

 

Um único toque em seu manto bastou, esse era o tamanho da fé dessa mulher! Ela sabia que Jesus era tão poderoso que somente tocar em seu manto poderia curá-la, e nesse mesmo momento ela ficou curada.

 

Jesus perguntou quem lhe tinha tocado, mas para os discípulos essa pergunta parecia ridícula porque Jesus estava sendo apertado por uma multidão, muitas pessoas tocaram nele! Mas o toque da mulher do fluxo de sangue tinha sido diferente, foi foi com fé!

 

Essa mulher então confessou que havia sido ela. Isso precisou de muita coragem de sua parte, porque as mulheres em período menstrual eram consideradas impuras e deviam ficar somente dentro de casa. Contrariando as normas, ela correu em direção à sua salvação e foi curada. Tendo confessado isso a Jesus, ele a abençoou.

 

Então ele lhe disse:

 

 

Evangelho de Nicodemos e Atos de Pilatos (Livro Apócrifo)


Capítulo 7  -  E certa mulher chamada Berenice (Verônica) começou a gritar de longe, dizendo: "Encontrando-me doente com hemorragia, toquei a extremidade de seu manto e a hemorragia que eu vinha tendo por doze anos consecutivos, parou". Os judeus disseram: "Existe um preceito que proíbe apresentar uma mulher como testemunha". 

 

Normalmente ligamos o nome "verônica", que em grego é "Bernike" (->Berenice - "Aquela que leva à vitória"), à história contada pela tradição de uma mulher que, enquanto Jesus, com a cruz aos ombros, se dirigia ao Calvário, enxugou o rosto de cristo e  a sua imagem ficou na toalha. Esse fato não é contado nos Evangelhos, mas chegou até nós através do livro apócrifo "Atos de Pilatos". No capítulo 7 desse livro encontramos uma passagem que narra como a mulher que Jesus curou, depois que ela lhe tocara o manto (veja Lucas 8,43-48, onde não se diz o nome da mulher), durante o caminho para o calvário conseguiu enxugar o seu rosto. Essa mulher se chamava Verônica.

 

O significado desse episódio

 

Por vezes encontramos situações que parecem impossíveis de resolver, problemas grandes demais para nossa força limitada. Tentamos de tudo, mas não aparece uma solução, assim, nos sentimos fracos e sem esperança. Mas não é o fim!

 

Jesus veio para nos salvar e nos dar a solução que precisamos. Podemos nem saber qual é a solução, mas quando buscamos Jesus, ele soluciona nossos problemas. Quando você estiver encurralado, lembre-se: em Jesus encontramos tudo que precisamos.

 

A fé da mulher do fluxo de sangue era prática, porque ela não ficou parada, esperando que Jesus chegasse perto dela. Ela saiu ao seu encontro e procurou se aproximar dele. Da mesma forma, nós também precisamos buscar a Deus na hora da dificuldade. Não podemos ficar de braços cruzados! A fé verdadeira nos leva a agir.

 

Muitas pessoas põem sua confiança em grandes sinais, profecias ou atos poderosos para receberem aquilo que precisam. Mas, na verdade, tudo que precisamos é da presença de Jesus! Esse é o poder de nosso Deus um simples toque dele pode mudar tudo.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

História de José o pai de Jesus


 

A Bíblia nos dá poucos detalhes sobre a vida de José, o pai de Jesus, também conhecido como José de Nazaré ou José, o Carpinteiro.

 

A Bíblia afirma que José era um homem justo e íntegro (Mateus 1:19). Curiosamente, não existe nenhuma fala de José nos Evangelhos e a Bíblia o descreve em poucas palavras.

 

Mesmo com poucos detalhes, não podemos ignorar a relevância de José como tutor do menino Jesus. Apesar de não ter sido o pai biológico, coube a José a responsabilidade de proteger, educar e cuidar do menino até a sua fase adulta.

 

Acontecimentos importantes da vida José segundo a Bíblia:

 

  • Não existe nenhuma fala de José na Bíblia.
  • José não teve relações com Maria antes do nascimento de Jesus - Mateus 1:18 e Mateus 1:25
  • José não era o pai biológico de Jesus - Mateus 1:18
  • José pretendia se divorciar quando sobre da gravidez de Maria - Mateus 1:19
  • José desistiu de anular casamento depois da revelação em sonho - Mateus 1:20 e Mateus 1:24
  • José pôs o nome do menino de Jesus, como o anjo havia dito - Mateus 1:25
  • José pertencia à casa e à linhagem de Davi - Lucas 2:4
  • José teve outros filhos além de Jesus - Mateus 13:55-56 e Marcos 6:3
  • Na última citação sobre José na Bíblia, Jesus tinha 12 anos - Lucas 2:48
  • Possivelmente Maria já era viúva antes da crucificação de Jesus - João 19:25-27
  • A Bíblia não relata detalhes sobre a morte de José.

 

José e Maria

 

Apesar de não haver muitos detalhes sobre a relação entre o casal, a Bíblia nos mostra o quanto José amava Maria através dos seus atos.

 

Quando José soube da gravidez de Maria, ao invés de expô-la procurou anular o casamento secretamente a fim de preservá-la (Mateus 1:19). Um divórcio público tornaria o caso um escândalo, colocando Maria - grávida - numa posição de perigosa vulnerabilidade diante da sociedade da época.

 

No momento em que José recebeu a revelação do anjo do Senhor a respeito da gravidez, ele obedeceu prontamente à orientação de Deus assumindo Maria e a responsabilidade de cuidar do Salvador (Mateus 1:20-24).


Na Bíblia podemos perceber a liderança - e a obediência - de José nas decisões em preservar Maria e Jesus. Desde a escolha do nome (Mateus 1:25), a fuga para o Egito (Mateus 2:13-15), o nascimento (Lucas 2:5-7) e a apresentação do menino Jesus no templo (Lucas 2:22-24).

 

José e Jesus

 

José foi o 'pai do coração' de Jesus. Apesar de não ser seu filho de sangue, José teve toda a responsabilidade paternal de cuidar do menino até a sua fase adulta.

 

Coube a José obedecer à voz de Deus e tomar boa parte das decisões da família. A Bíblia não descreve a relação entre pai e filho, mas podemos crer que José foi um pai responsável e que amava muito Jesus.

 

Todos os anos José levava a sua família ao templo para as festividades da Páscoa. No episódio em que o casal perdeu Jesus de vista, José e Maria ficaram 3 dias à sua procura (Lucas 2:45-46). Ao encontrá-lo no templo em Jerusalém, Maria relatou a aflição de José por Jesus (Lucas 2:48).


José, o carpinteiro

 

Na antiguidade o termo carpinteiro - do grego tektōn - tinha um sentido amplo. Não existiam profissões modernas como engenheiro civil, arquiteto ou designer.

 

A maioria das construções na antiguidade tinham estruturas em madeira e envolviam trabalhos de carpintaria (2 Samuel 5:11 e 1 Crônicas 14:1). Provavelmente, José trabalhava como carpinteiro na construção civil e não na produção de móveis.

 

Era comum o pai passar o seu ofício ao filho, o que nos leva a crer que Jesus tenha aprendido o ofício da carpintaria com José na sua adolescência. Apesar da tradição, a Bíblia não afirma Jesus foi carpinteiro antes do seu ministério.

 

Existe apenas uma citação ao ofício de Jesus no Evangelho de Marcos. Ao invés de colocar "Não é este é o filho do carpinteiro?" como no Evangelho em Mateus, foi colocado "Não é este o carpinteiro?" (Mateus 13:55 e Marcos 6:3), o que nos leva a acreditar que Jesus deveria ajudado o pai em algumas de suas empreitadas.

 

A genealogia de José

 

José foi relacionado nas duas linhas genealógicas de Jesus, uma se encontra no Evangelho de Mateus 1:1-17 e outra em Lucas 3:23-38. Há pequenas diferenças entre as duas linhas genealógicas, a estrutura proposta em Mateus está na ordem inversa em relação a exposta em Lucas.

 

Estudiosos afirmam que a genealogia escrita em Lucas seria relacionada a Maria e a escrita em Mateus a José. No caso, a genealogia escrita em Lucas estaria montada a partir da linhagem consanguínea de Jesus e a linhagem em Mateus estaria montada na ordem paternal, a forma tradicional da época.

 

Vale salientar que não existia um termo específico para 'genro', daí o fato de José ser relacionado em Lucas como filho de Eli, por ser marido de Maria, filha de Eli (Lucas 3:23-24).

 

A morte de José

 

A Bíblia não relata a morte de José e também não diz quando José faleceu. A última citação sobre José na Bíblia foi no episódio do templo, quando Jesus tinha 12 anos de idade (Lucas 2:48).

 

A maioria dos estudiosos crê que José tenha falecido antes do período da crucificação de Jesus. Isto fica evidente em João 19:25-27, quando Jesus entrega a responsabilidade a João Evangelista de cuidar de Maria.

 

Existe um texto apócrifo escrito entre os séculos VI e VII que narra a história de José e detalha o seu falecimento. Apesar do texto ser rico em detalhes, trata-se de uma narrativa romantizada e duvidosa quanto a veracidade dos fatos.

 

Outra curiosidade sobre a morte de José, é o fato de não se saber onde o seu corpo foi sepultado. Vale lembrar que assim como Maria, José nunca reivindicou para si próprio honras e louvores, que só pertencem a Jesus.

domingo, 9 de abril de 2023

Nefilins: os gigantes da Bíblia


  

Os Gigantes

 

 Havia gigantes na terra naquele tempo e também depois, quando os filhos de Deus tiveram relações com as filhas dos homens e estas lhes deram filhos. Esses gigantes foram os heróis dos tempos antigos, homens famosos. (Gênesis 6:4).

 

"(Antigamente uma raça numerosa de gigantes fortes, chamados emins, vivia em Ar. Eles eram tão altos como os anaquins, outra raça de gigantes. 11Tanto os anaquins como os emins eram conhecidos como refains; mas os moabitas os chamavam de emins."  (Deuteronômio 2.10-11)

 

"(Ogue, rei de Basã, foi o último rei da raça de gigantes chamados refains. A sua cama, feita de ferro, media quatro metros de comprimento por um metro e oitenta de largura, de acordo com a medida usada naquele tempo. A cama ainda está na cidade de Rabá, no país de Amom.)" Deutoronômio 3.11

 

"Também vimos ali gigantes, os descendentes de Anaque. Perto deles nós nos sentíamos tão pequenos como gafanhotos; e, para eles, também parecíamos gafanhotos." (Números 13.33)

 

Há cerca de 5.500 anos, a estatura humana era sobremodo elevada. Existiam homens na Mesopotâmia cuja estatura ultrapassava 4 metros. Os primeiros gigantes, chamados na Bíblia de Nefilins (enfilins no original hebraico que significa “caídos” ou “desertores”) poderiam ser ainda mais altos.

 

Nos finais dos anos 50 durante a construção de uma estrada no sudeste da Turquia, em Homs e Uran-Zohra no Vale do Eufrates, região próxima de onde viveu Noé após o dilúvio, foram encontradas várias tumbas de gigantes. Elas tinham 4 metros de comprimento, e dentro de duas estavam ossos da coxa (fêmur humano) medindo cerca de 120 centímetros de comprimento. Calcula-se que esse humano tinha uma altura de aproximadamente 4 metros e pés de 53 centímetros. Uma cópia do osso está sendo comercializada pelo Mt. Blanco Fossil Museum na cidade de Crosbyton, Texas, EUA, ao preço de 450 dólares.

 

"Nenhum dos anaquins ficou na terra de Israel. Somente alguns continuaram a viver nas cidades de Gaza, Gate e Asdode". (Josué 11.22)

 

"Antes disso Hebrom era chamada de Quiriate-Arba. Arba havia sido o maior dos anaquins. Então houve paz na terra". (Josué 14.15).

 

Outros grupos de gigantes chamados de Anaquins e Refains (ou Emins) se instalaram na Palestina entre o Mar Morto e a faixa de Gaza. Os israelitas mataram todos os gigantes desta região sobrando apenas o rei Ogue (na região norte da atual Jordânia) e alguns que foram para a faixa de Gaza (região entre o Mar Mediterrâneo e a cidade de Gaza).

 

"Um homem chamado Golias, da cidade de Gate, saiu do acampamento filisteu para desafiar os israelitas. Ele tinha quase três metros de altura".  1 Samuel 17.4

 

Gigantes de 24 dedos

 

E houve ainda outra batalha em Gate. Ali havia um descendente dos antigos gigantes que tinha seis dedos em cada mão e em cada pé. 7Esse gigante desafiou os israelitas, e Jônatas, filho de Simeia, irmão de Davi, o matou. (1 Crônicas 20.6-7)

 

LINHAS TEOLÓGICAS



1. Filhos de anjos

Alguns cristãos primitivos, fazendo eco a uma tradição rabínica, chegaram a interpretar "filhos de Deus" como anjos que teriam se unido às "filhas dos homens", gerando descendentes gigantes. Isso parece ser ratificado por Judas 1,6 e 2Pedro 2,4, embora tais passagens de fato não abonem esse modo de interpretação. 
 

Muito cedo na história da Igreja, porém, já a partir do século IV, autores cristãos levantaram entendimentos contrários a esta interpretação, até porque, sendo seres espirituais, sem corpo material, os anjos não teriam como manter cópula carnal com mulheres. Diz Nosso Senhor: "Na ressurreição (os homens e mulheres) não se casarão nem serão dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no Céu" (Mt 22,30).
 




 
2. Filhos de Set e filhas de Caim
 

Esta interpretação, que parece ser a mais alinhada com a Tradição da Igreja, vê nos "filhos de Deus" os descendentes de Set (população fiel ao Senhor) e, nas "filhas dos homens", os descendentes de Caim (uma população infiel). O resultado dessa união seria uma geração de "gigantes" (em hebraico nefilim; em grego: gigas), o que pode expressar um elemento da mitologia dos povos pagãos primitivos que existiram nas circunvizinhanças (enaquim, enim, refaim, zonzomin), tidos como de alta estatura e realizadores de monumentos megalíticos. – Aliás, provêm dos primitivos povos ugaríticos textos que apresentam gigantes mitológicos (os "refaim") como heróis míticos e fundadores de dinastias.

 
Ora, diversas passagens do Antigo Testamento demonstram que os hebreus acreditavam na existência de povos de altíssima estatura, ao mesmo tempo fortes, soberbos e revoltados contra Deus. Podemos vê-lo, por exemplo, em: Números 13,3; Deuteronômio 2,20-21; 3,11; 1Samuel 17,4; 1Crônicas 11,23; etc. Também encontramos referências a esses "gigantes" nos livros deuterocanônicos: Eclesiástico 16,7; Judite 16,6 e Sabedoria 14,6.
 

Para que se tenha ideia da altíssima estatura destes "gigantes", o texto de Deuteronômio 3,11 descreve como Og, um remanescente dos refaim, tinha uma cama de ferro que media 9 côvados de comprimento, – o que equivale a 4 metros!

 
Retomando a análise da última interpretação, esta é favorecida também pelo fato de o antiquíssimo tratado rabínico Bereshitrabba (26,7) afirmar que refaim é o nome primitivo dado ao nefilim, heróis nascidos de mulheres engravidadas pelos "filhos dos deuses" (há um forte e inegável traço de influência mitológica aqui). Diante disto, é bem possível e razoável supor que os israelitas tenham preferido usar a palavra nefilim para designar os refaim da mitologia pagã. – Tal substituição de palavras não deve causar estranhamento no contexto escriturístico. De modo semelhante, podemos ver em 1Crônicas (8,33), por exemplo, que Saul gerou Esbaal, que significa "homem de Baal"; Como este nome tinha conotação pagã, porém, o autor de 1Samuel (14,49), sem cerimônia, verte-o para Isvi, ou seja, "homem de Javé"!

 
Em resumo: uma interpretação bastante provável para a passagem de Gênesis 6,1-4 é que da união entre o povo descendente de Set (=filhos de Deus) e o povo descendente de Caim (=filhas dos homens) surgiu o povo dos refaim, que tinha como principal característica sua alta estatura, talvez até decorrente de alguma desordem biológica. Além do mais, estudos arqueológicos e genéticos demonstram que a estatura dos homens da antiguidade era muito menor do que a atual, e o contato com uma raça de homens de média de dois metros de altura, por exemplo, seria chocante. Some-se a isso o hábito cultural dos semitas de supervalorizar ou exagerar os fatos, e temos uma boa explicação. – Comparativamente, se uma tribo de pigmeus se deparasse com os jogadores de um time de basquete profissional, poderiam tranquilamente considerá-los "gigantes". – E da mesma forma como os bons costumam se corromper andando na companhia dos maus, desta união entre os descendentes de Set e os de Caim resultou a crescente corrupção da espécie humana. É assim que os Padres e Escritores eclesiásticos têm entendido esse difícil texto, ao menos desde o séc. IV.

 
Importa dizer, por fim, que essa interpretação não esgota o assunto. Futuros estudos, pesquisas, descobertas arqueológicas e filológicas poderão trazer novas possibilidades. Não há como nós termos sempre 100% de certeza a respeito dos detalhes e minúcias de textos veterotestamentários tão antigos, cujos significados, por vezes, acabam-se perdendo nas brumas dos séculos. Isso não deve ser motivo de preocupação para nós. Tais detalhes não irão influir no percurso da nossa salvação, nem nos embaraçar no Caminho que leva ao Céu, que é Nosso Senhor Jesus Cristo. E este deve ser sempre o fundamento da nossa fé, do nosso ânimo e de todas as nossas ações. Estudos como estes são interessantes; entretanto, servem mais como complemento ao conhecimento que realmente importa: o conhecimento da Vontade de Deus.
 
 
Conclusão
 
 
Eu, como biblista, vou mais além. quando analisamos bem o versículo de Gn 6,4 vejo algo mais além. vejamos: 
 
 
"Havia gigantes na terra naquele tempo/ e também depois, quando os filhos de Deus tiveram relações com as filhas dos homens e estas lhes deram filhos. Esses gigantes foram os heróis dos tempos antigos, homens famosos". (Gn 6,4). 
 
 
O que significa a palavra gigante na Bíblia?
 
 
Os gigantes na Bíblia eram homens de grande estatura ou simplesmente homens de grandes feitos. Isso porque algumas palavras hebraicas que podem ser traduzidas por “gigantes” também podem significar pessoas valentes e poderosas.
 

havia gigantes (Nefelins - homens de grandes estaturas) na terra naquele tempo...


Nesse começo deste veiculo me leva cré  que os gigantes já existiam na terra. Provavelmente os primeiros humanos tinham uma altura além de nós hoje. Com o diluvio esses gigantes (Nefelins) morreram. 
 
 
Analisando o restante do versículo vemos que os filhos de Deus e as filhas dos homens tiveram relações e nascendo "homens de grandes feitos"

Páscoa, a morte e a ressurreição de Jesus (Esboço de pregação)

A morte e a ressurreição de Jesus devem ser impactantes sobre na nossa vida, entenda como e o motivo disso. Mostre para a igreja o poder da obra de Cristo!

 

Texto base: Marcos 16:1-14

Tema: O poder da morte e da ressurreição de Jesus.

Objetivo: Levar os ouvintes a crerem no poder da morte e da ressurreição de Cristo sobre as suas vidas.

 

Introdução

 

Argumentação

  • Na Páscoa somos "bombardeados" com muitas informações sobre a morte e a ressurreição de Cristo.
  • Isso pode "anestesiar" o impacto real que a morte e a ressurreição de Cristo devem ter sobre as nossas vidas.

 

Proposição

 

Afirmação Principal: Para podermos vivenciar o genuíno Cristianismo, precisamos crer no poder da morte e da ressurreição de Cristo sobre as nossas vidas.

 

Sentença de transição: Veremos 3 resultados do poder da morte e da ressurreição de Cristo:

 

1. A morte e a ressurreição de Jesus cumpriram os requisitos da Lei de Deus sobre as nossas vidas.

Romanos 8:1-4

  • A Lei de Deus tem um padrão altíssimo para nós.
  • O propósito é mostrar que somos pecadores.
  • Jesus viveu de um modo perfeito nos requisitos da lei.
  • A morte de Jesus também era um requisito da lei.

 

2. A morte e a ressurreição de Jesus anularam os efeitos do pecado sobre as nossas vidas.

Isaías 53:1-12

  • A morte de Cristo nos livrou da condenação do pecado.
  • Como pecadores estávamos condenados à morte.

 

3. A morte e a ressurreição de Jesus venceram o poder da morte sobre as nossas vidas.

João 5:24 e Filipenses 3:10-11

  • A morte não tem mais poder sobre as nossas vidas.
  • Como pode ser isso, se ainda morremos?
  • A ressurreição de Jesus é a nossa vitória!

 

Conclusão

I Coríntios 15:53-57

  • Por ora, somos corruptíveis e falhos, mas chegará o momento em que não será mais assim.
  • Devemos ansiar e aguardar o retorno de Jesus para isso acontecer!

 

Aplicação

  • Você vive um Cristianismo genuíno?
  • Precisamos crer no poder da morte e da ressurreição de Cristo sobre as nossas vidas.

O verdadeiro significado da Páscoa na Bíblia

Páscoa é a celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo. A palavra 'Páscoa' originou-se da palavra hebraica 'Pessach', que significa 'passagem'. Páscoa, então, significa a passagem da morte para a vida. Trata-se da libertação através da morte e ressurreição de Jesus Cristo, que trouxe salvação para todos que crêem nele:

 

Então Jesus declarou: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.
- João 11:25

 

Ovos, chocolate, convívio em família... Todas essas coisas se tornaram parte da celebração da Páscoa, mas não explicam o seu significado. A Bíblia nos dá a resposta, esclarecendo como surgiu a festa da Páscoa e a razão de a celebrarmos.

 

A Páscoa na Bíblia

 

A Páscoa é uma comemoração que relembra a libertação da escravidão. Essa celebração teve origem num evento do Antigo Testamento, mas apontava para seu significado mais completo, com a obra salvadora de Jesus Cristo.

 

A origem da Páscoa

 

Tudo começou há muito tempo, no Egito. Nessa noite, a tensão era alta. Os israelitas esperavam ansiosamente em casa pelo grande momento. Então, à meia-noite, o silêncio foi quebrado por gritos de desespero. E a ordem chegou. Estava na hora de partir.

 

Os israelitas tinham sido escravizados pelos egípcios, mas Deus tinha prometido os libertar. Ele enviou pragas devastadoras sobre o Egito e fez grandes milagres, mas o Faraó não libertou o povo. Por isso, Deus decidiu enviar uma última praga, mais terrível que todas as outras. Em uma só noite, o filho mais velho de cada casa no Egito seria morto.

 

Mas, para os israelitas, seria uma noite de livramento.

 

É assim que vocês devem comê-lo: já prontos para viajar, com as sandálias nos pés e o cajado na mão. Comam depressa. É a Páscoa do Senhor.
- Êxodo 12:11

 

Para fazer distinção entre o povo de Deus e os egípcios, cada família israelita sacrificou um cordeiro no lugar do filho mais velho e colocou o seu sangue à volta da porta da casa. Quando o anjo da morte "passou" - 'pesah', ele viu o sangue nas portas dos israelitas e passou por cima de suas casas sem matar ninguém.

 

Os israelitas assaram os cordeiros sacrificados e fizeram pães sem fermento, porque não tinham tempo para fazer pão levedado. Todos comeram com pressa, com tudo preparado para partir. Deus tinha avisado que precisavam estar prontos. Ainda nessa noite seriam livres!

 

O filho do Faraó também morreu nessa noite. Ele, então, permitiu que os israelitas fossem embora. Eles saíram do Egito vitoriosos, sem uma única batalha! Esse foi um dia de julgamento para o Egito, mas de salvação para o povo de Deus. Para lembrar esse dia, Deus instituiu a festa da Páscoa, que significa passagem, porque o anjo da morte "passou" pelas casas no Egito, naquela noite.

 

Pela fé celebrou a Páscoa e fez a aspersão do sangue, para que o destruidor não tocasse nos fihos mais velhos dos israelitas.
- Hebreus 11:28

 

A Páscoa no Antigo Testamento

 

Durante muito tempo a tradição da festa da Páscoa continuou viva, para relembrar a libertação de Israel do Egito. A festa da Páscoa deveria ser um memorial para o povo judeu, relembrando da salvação magnífica concedida pelo Senhor.

 

Mas, muito mais que escravidão exterior, a Bíblia apontava para outra terrível prisão: os pecados que afastam as pessoas de Deus. Por isso, todos os anos cada família deveria se apresentar diante do sacerdote, e oferecer sacrifícios a Deus, para perdão dos pecados.

 

A Páscoa no Novo Testamento

 

A Páscoa foi ressignificada ao longo da história na Bíblia. Das marcas de sangue nas portas, para os rituais de sacrifícios no Templo, agora a Páscoa tem seu significado completo com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A partir do Novo Testamento, já não seriam necessários sacrifícios anuais de animais. O Filho de Deus cumpriu tudo de uma vez por todas (Hebreus 9:28).

 

Foi durante a celebração da festa da Páscoa, que mais tarde Jesus Cristo foi oferecido como sacrifício pelos pecados de todos. Aqueles que acreditam nas Suas Palavras podem receber o perdão que Ele concede graciosamente.

 

Muitos profetas do Antigo Testamento anunciaram a chegada do Messias, o Salvador do mundo. Jesus é o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (João 1:29). Todas as imagens anteriores apontam para essa obra salvadora de Deus através de Jesus: o sangue derramado, o cordeiro, a morte, a vida, a ressurreição.

 

A Páscoa cristã

 

Todos nós fomos escravizados pelo pecado e precisamos ser libertos. Deus prometeu trazer julgamento sobre o mundo, mas Ele nos ofereceu um escape: Jesus Cristo.

 

Os israelitas sacrificaram um cordeiro para salvar suas famílias. Deus sacrificou seu próprio Filho para nos salvar! Durante a festa da Páscoa judaica, Jesus morreu na cruz em nosso lugar. Agora quem crê em Jesus como seu Salvador está livre da condenação.

 

O sangue de Jesus é um sinal na vida de quem o ama, protegendo do castigo eterno. Ele liberta da escravidão do pecado e dá uma vida nova. Agora todos podemos fazer parte do povo de Deus e viver em liberdade!

 

É por isso que continuamos a celebrar a Páscoa, mas com um significado diferente do Antigo Testamento. Celebramos a libertação do pecado, o perdão do castigo e a vitória sobre a morte! A Páscoa é a celebração da salvação conquistada por Jesus Cristo.

 

sexta-feira, 7 de abril de 2023

O que significa ser crucificado com Cristo?

Compreender este ensinamento chave é uma questão de vida!


 

“Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.” Romanos 6:6.

 

Paulo escreve como se isso fosse algo comumente conhecido e acreditado: o velho homem foi crucificado. Hoje em dia, isso é bastante desconhecido entre os cristãos. Talvez eles saibam sobre isso como conhecimento morto, mas eles não acreditam nisso, então não os beneficia.

 

Recentemente, alguém testificou que ele agora acreditava que ele era crucificado com Cristo, que era um ato de fé. Ele estava muito feliz. Foi maravilhoso ouvir, porque era completamente diferente do antigo entendimento: cometer pecado e receber graça para ser perdoado. É apropriado que um iniciante esteja entusiasmado com o perdão, mas quando uma pessoa deveria ter se tornado mestre em Cristo e ainda continua a pecar, é preguiçosa e deplorável. Em algum momento, devemos chegar a vitória sobre tudo o que sabemos ser pecado, porque o pecado consciente é do velho homem. Então, gradualmente, descobrimos o pecado que foi inconsciente. Quando recebemos luz sobre o pecado inconsciente, também a crucificaremos. O corpo do pecado será assim destruído, e não mais serviremos o pecado.

 

Pela fé, mantemos o pecado na morte, onde pertence. Consideramos que estamos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor. O pecado não deve reinar em nossos corpos mortais, para obedecermos em suas concupiscências. (Romanos 6:11-12)

 

Temos desejos em nosso corpo mortal, mas não devemos obedecer a eles. Em outras palavras, estamos mortos para nossos desejos. Recebemos o poder para fazer isso levando esta posição de fé: morto com Cristo, crucificado com Cristo.

 

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20. Se Paulo podia crer que ele foi crucificado com Cristo, também deve ser possível para nós. É por isso que está escrito como um fato: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” Gálatas 5:24.

 

Por que viver sem vitória então? Choramingar e reclamar sobre a derrota contínua soa tão humilde, mas a raiz é apenas pecado e incredulidade. A mesma fonte não pode produzir água fresca e amarga. (Tiago 3: 10-11)

 

Ficar no pé da cruz não ajuda; não estava no pé da cruz o caminho no qual Jesus venceu. Temos que estar na cruz. Foi aí que Jesus venceu principados e poderes e todas as hostes do inferno. É aí que nós também vencemos.

 

Os sacerdotes e os pregadores devem começar a ensinar isso aos discípulos o mais rápido possível, porque é um fato que apenas alguns crentes têm fé e uma compreensão clara deste assunto – e isto é uma questão de vida.

As três cruzes no Calvário: o que elas significam?

Três homens foram crucificados na sexta-feira santa. Quem eram eles?
 

 

Três cruzes – três homens diferentes

 

Havia três cruzes no Calvário no dia em que Jesus Cristo foi crucificado.

 

E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.” Lucas 23:33.

 

Não foi por acaso que Jesus foi crucificado com dois ladrões. Isaías havia profetizado: “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.” Isaías 53:12.

 

O primeiro homem

 

E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.’” Lucas 23:39.

 

Esse ladrão representa o mundo que quer ser salvo sem reconhecer o julgamento: Se você é o Messias, retire o julgamento; deixe-nos escapar e você com a gente. Mostre-nos o que você pode fazer. Se você é cristão, deve agradar-me e satisfazer minhas exigências. Se você é o Messias, suba a Jerusalém para a festa e mostre-se ao povo; Expulsar-se do pináculo do templo e comandar pedras para se tornar pão. Mostre sua glória e Seus talentos para que as pessoas possam verdadeiramente ver e entender que o Messias está entre nós. Este é o tipo de Messias que o mundo deseja, e um dia seu desejo será cumprido no Anticristo.

 

No entanto, a missão de Cristo não era deixar o mundo escapar ao julgamento ou realizar sinais e milagres na presença da besta e obter sua aprovação. Ele veio para crucificar o mundo e levá-lo à morte, para que todos que morressem com Ele pudessem receber a vida.

 

O ladrão estava pendurado na cruz. Ele podia blasfemar tudo o que queria, mas ele foi condenado à morte, e os cravos da cruz seguraram firmemente sua presa. Da mesma forma, o mundo também é crucificado, porque acreditamos que, se alguém é crucificado para todos, todos nós somos crucificados; e se alguém morreu por todos, então estamos todos mortos. O Espírito traz convicções sobre o julgamento que está por vir, porque o príncipe deste mundo foi julgado. Essas convicções são os pregos que uma pessoa ímpia nunca pode arrancar de seu coração. O mundo pode tentar – como o ladrão fez – salvar sua vida, mas não terá sucesso; vai perder isso.

 

O segundo homem 


“Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.’” Lucas 23:40-41.

 

O primeiro ladrão queria ser salvo sem julgamento. O segundo ladrão, no entanto, estava disposto a sofrer pelos atos malignos que ele havia feito de acordo com a carne, para que pudesse ser libertado deles na eternidade. Ele colocou sua carga de pecado sobre Ele que levou os pecados do mundo inteiro, e ele recebeu a garantia de que ele estaria com Jesus no Paraíso.

 

O primeiro ladrão teve pecado nele e repousou sobre ele, e foi o mesmo com o segundo ladrão. No entanto, este último foi libertado do seu fardo de pecado através do reconhecimento e julgamento. Não havia mais condenação para ele. Ele foi purificado do que ele julgou em si mesmo. No entanto, ele não se livrou de seu pecado interior. Ele representa as pessoas que são limpas de seus pecados, mas não desejam mais nada.

 

O terceiro homem

 

Este não era outro senão o próprio Jesus. O primeiro ladrão dirigiu sua zombaria a Ele, mas ele não respondeu; o outro ladrão respondeu por ele. Hoje, também, Deus salvou ladrões que podem responder a todas as perguntas do mundo sobre Jesus e refutar seus argumentos e desviar sua zombaria. Jesus, no entanto, não responde a eles uma única palavra. Mas ele responde ao segundo ladrão com juramento: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” Lucas 23:43.

 

Jesus não apenas levou nossos pecados em Seu corpo para cima do madeiro, Ele também levou o pecado em Seu corpo. Ele foi feito pecado por nós. Deus condenou o pecado em sua carne. (Romanos 8: 3) Quando esta obra foi concluída, Ele entregou o Seu espírito. Era impossível para a lei julgar o pecado na carne, porque todo o pecado cometido por um homem está fora do corpo. No entanto, agora Deus fez o que era impossível para a lei: condenou o pecado na carne de Cristo. Todos que agora querem ser salvos do pecado interior devem tomar sua própria cruz diariamente. O ladrão foi salvo de suas transgressões, mas ele não se tornou um participante da natureza divina. Jesus não teve a natureza dos anjos; Ele era da semente de Abraão. (Hebreus 2: 14-18) Isto foi para que Ele pudesse destruir o pecado no corpo e em seu lugar plantar a plenitude da Divindade, que agora habita Nele fisicamente.

 

Não há condenação para o julgamento que ocorre no corpo sobre o pecado em nossa natureza, porque ocorre dentro do corpo. No entanto, Pedro escreve sobre essa salvação: “Se o justo dificilmente é [com dificuldade] salvo…” 1 Pedro 4:18. Há um crescimento do corpo, uma salvação do corpo e um julgamento do corpo, para que todos sejam recompensados de acordo com o que fizeram com seu corpo.

 

Deus faz tudo em dobro. Ele provê uma salvação exterior através de Jesus Cristo. Ele provê uma salvação exterior e interior através da mesma Pessoa. No entanto, os inimigos da cruz de Cristo se opõem a essa salvação interior e, como o ladrão, ficam satisfeitos com o perdão dos pecados.

 

Isto não é assim com a noiva de Cristo. Ela quer ser participante da Sua santidade e conta com o custo. Ela é carne de sua carne e osso de seus ossos. Ela está disposta não apenas a compartilhar a alegria com seu Noivo, mas também a sofrer e morrer com Ele – não apenas morrer para a maldição da lei, mas morrer para a natureza de Adão no corpo.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

O Gigante Golias

Quem foi Golias?

 

Golias em hebraico significa “exilado”, ou “adivinho”, segundo a Bíblia teria sido um guerreiro muito experiente de Gates conforme (1 Samuel 17:4). Golias teria participado do episódio da batalha entre os Filisteus e o povo de Israel, tendo sido, na ocasião, derrotado, morto por um jovem menino chamado Davi.

 

Golias provavelmente era um soldado mercenário no exército filisteu.

 

Qual era a altura de Golias?

 

A altura de Golias era exatamente (6 côvados e 1 palmo) que é equivalente à 2,92 metros.

 

Qual era o peso da couraça de Golias?

 

Naquela época já era comum os soldados utilizarem couraças para proteção contra lanças, flechas e até espadas. A couraça que Golias utilizava pesava aproximadamente 57 kg.

 

Qual era o peso da sua lança?

 

A lança que Golias utilizava pesava aproximadamente 15 kg, sendo a ponta da lança pesando 7 kg e a haste que pesando 8 kg.

 

Luta de Campeões

 

Golias sugeriu que a luta fosse a dois. Um duelo de campeões (como faziam os gregos). Tal luta era baseada na crença que os deuses de cada exército lutariam de fato e decidiriam a batalha.

 

Conclusão

 

Pela ótica humana Golias tinha todos os requisitos como soltado experiente e todos os acessórios de guerra para vencer qualquer soldado.  Mas foi vencido por um jovem saindo da adolescência com uma funda e um bastão.

 

Então a grande verdade é que a disputa naquele dia ia muito além do campo de batalha. Golias havia humilhado os israelitas, mas principalmente havia blasfemado contra o Senhor. Havia uma guerra espiritual travada. Portanto, o propósito principal era elevar o nome do Deus verdadeiro diante de israelitas e filisteus.

Onde estão os dinossauros na Bíblia? Eles foram na arca de Noé?

Onde estão os dinossauros na Bíblia?

 

(1) A palavra dinossauro só passou a ser usada para designar certos animais a partir de 1841, quando Richard Owen (biólogo, anatomista comparativo e paleontólogo britânico) a usou pela primeira vez para indicar certos animais com características bem peculiares.

 

Antes disso, esses animais não eram designados como dinossauros, mas com outros substantivos, ou seja, esses animais eram conhecidos por outros nomes.

 

(2) A criação dos dinossauros aconteceu na descrição bíblica da criação no sexto dia: “Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez” (Gênesis 1:24).

 

Evidentemente, esses animais ainda não eram conhecidos como dinossauros. Eles se encaixam perfeitamente na criação dos répteis e animais selváticos.

 

(3) Sendo assim, os dinossauros faziam parte do mundo em que Adão e Eva e, posteriormente, os seus descendentes, viviam.

 

Não temos muitos detalhes na Bíblia de como era essa convivência entre humanos e dinossauros na prática.

 

A grande pergunta que muitos fazem é sobre os fósseis que foram descobertos em nossos dias. Quando eles teriam sido formados? Teria sido um choque de um asteroide com a terra que acabou com a espécie como alguns afirmam?

 

(4) O dilúvio nos fornece base suficiente para afirmar que uma inundação repentina e grandiosa como a que houve formou grande parte dos fósseis que temos hoje, não só de dinossauros de vários tipos, mas também de outros tantos animais e plantas, e até de homens que são encontrados todos os dias fossilizados.

 

A ciência moderna já admite que não são necessários milhões ou bilhões de anos para que um fóssil seja criado.

 

Mas, claro, essa informação não é muito divulgada, já que coloca em xeque muitas afirmações defendidas por unhas e dentes de muitos!

 

(5) Noé teria levado o que conhecemos hoje como dinossauros na arca? A resposta é sim. Mas talvez não todos os tipos existentes.

 

Encontramos alguns relatos na Bíblia, pós-dilúvio, que podem nos indicar que os seres ali citados são o que conhecemos hoje como dinossauros.

 

Em Jó 40:15 vemos o seguinte relato: “Contempla agora o hipopótamo, que eu criei contigo, que come a erva como o boi” (Jó 40:15).

 

Apesar do tradutor ter optado por usar nesse texto a palavra hipopótamo para a palavra hebraica “b ̂ehemowth”, o contexto nos mostra que a descrição desse bicho citado ali se harmoniza mais com um dinossauro do que com um hipopótamo.

 

Vejamos: Jó 40:16: “Sua força está nos seus lombos, e o seu poder, nos músculos do seu ventre” (Força na barriga não é característica de hipopótamo, um bicho com barriga grande).

 

Jó 40:17: “Endurece a sua cauda como cedro; os tendões das suas coxas estão entretecidos” (A cauda de um hipopótamo é pequenininha e as pernas curtas, o que mostra que esse bicho não era o que conhecemos hoje como hipopótamo).

 

(6) Além desse bicho, em Jó 41.1 temos outro relato interessante: “Podes tu, com anzol, apanhar o crocodilo ou lhe travar a língua com uma corda?” (Jó 41:1).

 

A palavra hebraica “livyathan” traduzida para o português como crocodilo também não parece estar de acordo com o contexto da descrição desse animal.

 

Vejamos: Jó 41:18-19: “Cada um dos seus espirros faz resplandecer luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva. Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela” (aqui temos uma descrição que não se harmoniza com um crocodilo)

 

Parece ser um animal da qual saia fumaça da boca e até fogo. Aqui podemos ter a descrição de um animal singular, um dinossauro.

 

Ou seja, com base nessas duas descrições podemos afirmar que animais com características muito parecidas com a dos dinossauros habitavam a terra mesmo depois do dilúvio.

 

(7) Outro relato bíblico muito interessante está em Salmos 74:13: “Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas a cabeça dos monstros marinhos”.

 

A palavra hebraica “tanniym” pode indicar um animal diferenciado com características parecidas com os dinossauros que, inclusive, era nomeada de “monstro” no texto que lemos, o que nos indica um animal bem parecido com o que conhecemos como dinossauro.

 

Na sequência temos ainda outra menção interessante em Salmos 74:14: “Tu espedaçaste as cabeças do crocodilo e o deste por alimento às alimárias do deserto”.

 

Aqui a palavra traduzida como crocodilo é a mesma “livyathan” de Jó 41:1. E, além disso, fala de “cabeças do crocodilo”. Um crocodilo não tem mais de um cabeça, não é verdade?

 

Isso pode ser um indicativo de que realmente se tratava de um animal único, um dinossauro. Isso ainda nos mostra que esse animal vivia no mundo pós-dilúvio na época de Asafe, escritor do Salmos 74, em cerca de 1000 a.C., bastante tempo depois do dilúvio.

 

(8) Dessa forma, podemos ver que podemos sim encontrar indicações bastante fortes de que os dinossauros são sim citados na Bíblia, inclusive após o dilúvio.

 

Certamente, muitos tipos desses animais foram extintos por ocasião do dilúvio e, depois, pela ação predatória do homem.

 

Inclusive, não podemos garantir que todos eles foram extintos mesmo em nosso tempo, pois existem diversas áreas intocadas de florestas no planeta que podem muito bem abrigar alguns desses animais.