domingo, 2 de abril de 2023

O que aconteceu em cada dia da Semana Santa (segundo a Bíblia)

 

Na semana conhecida como a Semana Santa, Jesus entrou em Jerusalém para celebrar a Páscoa, passou seus últimos momentos com os discípulos, instituiu a Santa Ceia, foi crucificado e ressuscitou. Essa semana foi muito importante, porque foi aí que Jesus cumpriu sua missão de salvar o mundo.

 Domingo de Ramos: a entrada triunfal

O Domingo de Ramos é uma data que faz parte das celebrações da Semana Santa.

Esta data costuma ser celebrada regularmente pelos cristãos católicos - e ortodoxos - no domingo anterior ao domingo de Páscoa.

A festividade é uma simulação da entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém (Mateus 21:1-1, Lucas 19:28-44, Marcos 11:1-10 e João 12:12-19).

O nome - Domingo de Ramos - se deu pela forma como Jesus foi recebido: com ramos de palmeiras espalhados pela entrada da cidade e grande aclamação do povo (Mateus 21:8). Este momento sucedeu no domingo anterior à crucificação de Cristo.

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Na semana que antecedeu a sua crucificação, Cristo se dirigiu a Jerusalém. Ao se aproximar da cidade, Jesus mandou dois de seus discípulos para um povoado, onde encontrariam um jumentinho (Mateus 21:1-3).

Ao entrar na cidade - montado num jumento - Jesus foi seguido por uma grande procissão. As pessoas colocavam seus mantos e ramos de palmeiras sobre o chão, formando uma espécie “tapete vermelho” para o Messias (Marcos 11:8-10). A notícia se espalhou por toda a cidade e todos ouviram que o Salvador tinha chegado (Mateus 21:10-11).

Desta forma Jesus cumpriu a promessa escrita em Zacarias 9:9, onde o "rei entraria na cidade montado num jumentinho". Este episódio ficou conhecido como 'a entrada triunfal'. Depois, na sexta-feira, Cristo foi crucificado a pedido da própria multidão. Mas, no terceiro dia depois da sua crucificação, Ele ressuscitou!

Como é celebrado o Domingo de Ramos?

A festa de Domingo de Ramos é celebrada segundo a liturgia católica e cristã ortodoxa. Trata-se da primeira data comemorativa da Semana Santa: a semana se inicia com o Domingo de Ramos e termina com o domingo de Páscoa.

A celebração se inicia com uma missa, onde os ramos trazidos pelos fiéis são abençoados pelos sacerdotes. Depois da cerimônia a celebração se entende para a rua, onde é realizada uma encenação da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Apesar de ser um acontecimento Bíblico, não há no Evangelho nenhuma orientação para a celebração do Domingo de Ramos. Na antiguidade, era comum a igreja católica realizar festividades públicas baseadas em fatos bíblicos como uma forma de evangelizar.

Devemos celebrar o Domingo de Ramos?

A Bíblia não condena, nem orienta realizar celebrações de Domingo de Ramos. Certamente este momento foi muito importante no ministério de Jesus. Não é pecado trazermos a memória este e outros tantos feitos de Jesus.

Claro, devemos estar atentos: o excesso de simbolismo desvia a nossa atenção de Jesus e pode nos levar a idolatria e superstições. Jesus veio para nos libertar da religiosidade. Logo depois da sua entrada triunfal em Jerusalém, Cristo combateu os mercadores e os comerciantes da fé (Marcos 11:15-16).

Celebre a Salvação: a maior vitória de Cristo! Assim como Jesus entrou em Jerusalém no Domingo de Ramos, um dia Ele voltará e todos o reconhecerão (Romanos 14:11). Esse será um grande dia para o povo de Deus, porque marcará o início de uma eternidade junto a Ele (João 14:2-3 e Apocalipse 22:20).

Segunda, terça e quarta-feira: Jesus ensina em Jerusalém

Nos próximos dias depois da entrada triunfal, Jesus entrava em Jerusalém de manhã, depois saía ao fim da tarde para Betânia. Durante o dia, ele ensinava o povo no templo sobre o reino de Deus.

Na segunda-feira, no caminho para Jerusalém, Jesus amaldiçoou uma figueira, porque não tinha fruto (Marcos 11:12-14). Depois, Jesus entrou no templo e expulsou os mercadores, acusando-os de tornar a casa de Deus em um mercado e um lugar de ladrões (Marcos 11:15-17). Quando voltou para Betânia, a figueira amaldiçoada tinha secado!

Durante esses três dias, Jesus debateu com os líderes religiosos e ensinou várias coisas importantes:

  • Explicou sobre a ressurreição e sobre qual era o maior mandamento
  • Contou parábolas sobre a salvação e o fim dos tempos
  • Explicou sobre o pagamento de impostos
  • Disse quais seriam os sinais do fim dos tempos
  • Profetizou sobre sua morte e ressurreição

Os líderes religiosos se sentiram ameaçados com os ensinamentos e a popularidade de Jesus. Por isso, durante esses dias, procuraram uma forma de matar Jesus. Foi nesse tempo que Judas se ofereceu para trair Jesus em troca de dinheiro (Lucas 22:3-5).

Quinta-feira: a última ceia

Essa quinta-feira era o dia de celebrar a Páscoa judaica. Seguindo as instruções de Jesus, os discípulos prepararam uma sala e se reuniram com ele para o jantar da Páscoa. Antes do jantar, Jesus lavou os pés dos discípulos, ensinando-os a ser humildes e a servirem uns aos outros (João 13:12-14).

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças e repartiu-o com os discípulos. Ele fez o mesmo com o vinho. Jesus explicou que o pão simbolizava seu corpo e o vinho seu sangue, que em breve iriam ser dados pelos discípulos (Lucas 22:19-20). Ele ordenou que tomassem esses símbolos para lembrar de sua morte, até sua vinda. Foi assim que surgiu a Santa Ceia.

Jesus também avisou que um dos doze apóstolos o iria trair. Então, Judas saiu para entregar Jesus às autoridades. Jesus ainda previu que os outros discípulos o iriam abandonar e que Pedro o iria negar.

No fim do jantar, eles cantaram um hino e foram para o jardim do Getsêmani para orar. Jesus passou algum tempo em oração, se preparando para o que vinha a seguir. Então Judas veio com guardas para prender Jesus (Lucas 22:47-48). De início, os discípulos tentaram lutar, mas depois fugiram, deixando Jesus sozinho. Jesus foi levado para a casa do sumo-sacerdote para ser julgado.

Sexta-feira Santa: a crucificação

Durante a noite e a manhã de sexta-feira, Jesus foi interrogado pelo sumo-sacerdote, o governador Pilatos e o rei Herodes. Ele foi gozado, espancado e chicoteado. Os guardas romanos colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça, ridicularizando-o por ser chamado de rei.

Quando viu o que tinha feito, Judas cometeu suicídio. Pedro seguiu Jesus de longe, mas quando foi confrontado por ser um de seus discípulos, ele negou conhecer Jesus três vezes.

Pilatos viu que Jesus era inocente e tentou livrá-lo, mas viu que a multidão estava se revoltando. Para evitar mais violência, Pilatos decidiu condenar Jesus à crucificação, apesar de ser inocente (Marcos 15:13-15).

Jesus foi crucificado por volta do meio-dia, junto com dois ladrões. O céu ficou escuro até cerca das três da tarde, quando Jesus morreu. Naquele momento, houve um grande terremoto e o véu do templo foi rasgado de cima a baixo (Mateus 27:50-52).

Quando ficou confirmado que Jesus estava morto, ele foi sepultado em um lugar próximo. Uma grande pedra foi colocada na entrada e todos foram embora para cumprir o sábado.

Os acontecimentos da Sexta-feira Santa

Jesus tinha pregado durante cerca de três anos, preparando discípulos para formar a Igreja. Agora estava na hora de cumprir sua missão maior - salvar o mundo. Na época da Páscoa judaica, Jesus foi para Jerusalém, onde foi traído e preso. Na Sexta-feira Santa, Jesus foi julgado pelos líderes religiosos judeus e condenado por blasfêmia.

De manhã, depois de o condenarem, os judeus levaram Jesus para Pilatos, o governador romano. Eles acusaram Jesus de trair o império romano e exigiram sua morte. Pilatos não encontrou nenhum motivo para executar Jesus, mas não queria que o povo se revoltasse (Lucas 23:1-4). Quando descobriu que Jesus era da Galileia, Pilatos enviou-o para Herodes, o governador da Galileia, que estava em Jerusalém nessa altura.

Herodes também não encontrou motivo para matar Jesus e enviou-o de volta a Pilatos. Estava mais que provado que Jesus era inocente! Mas, mesmo assim, Pilatos entregou-o para ser crucificado, para apaziguar a multidão (Mateus 27:24-26).

Jesus foi levado para fora da cidade e foi crucificado em um monte chamado Gólgota, junto com dois ladrões. Os soldados dividiram seus pertences entre eles e muitas pessoas caçoaram dele. O céu ficou escuro e, às três da tarde, da Sexta-feira Santa, Jesus deu um brado e morreu (Marcos 15:37-39). Nesse momento, houve um terremoto, o véu do templo foi rasgado a meio e vários mortos ressuscitaram.

Ao fim do dia, José de Arimateia levou o corpo de Jesus e o sepultou em seu próprio túmulo (Mateus 27:57-60). Uma grande pedra foi colocada sobre a entrada do túmulo e o corpo ficou lá até domingo, quando Jesus ressuscitou.

Como foi a morte de Jesus na cruz?

A morte de Jesus na cruz foi cruel e dolorosa. A crucificação era a pior forma de morrer que existia no tempo de Jesus, por ser lenta, dolorosa e humilhante. Mas mesmo sofrendo de forma terrível, Jesus se manteve fiel até ao fim e não pecou.

A morte de Jesus a cruz

Antes da crucificação, Jesus foi espancado várias vezes e açoitado brutalmente. Uma coroa de espinhos foi enfiada em sua cabeça e ele foi obrigado a carregar sua cruz pela cidade. Jesus já estava muito fraco quando foi crucificado.

Os soldados pregaram as mãos (ou possivelmente os pulsos) e os pés de Jesus à cruz, deixando-o pendurado em uma posição muito desconfortável que causa muita dor. Jesus ficou cerca de seis horas na cruz, das nove da manhã até às três da tarde. Várias pessoas ficaram para ver o espetáculo, alguns porque o amavam e queriam estar com ele até o fim, outros para zombar dele.

Para confirmar se Jesus estava morto, um soltado espetou uma lança no seu lado e saiu sangue e água. Depois, o corpo de Jesus foi retirado da cruz e sepultado no túmulo de José de Arimatéia. O túmulo foi selado com um selo oficial e um destacamento de soldados ficou de guarda.

As últimas palavras de Jesus

Os evangelhos relatam algumas coisas que Jesus disse enquanto morria na cruz:

  • Jesus pediu a Deus para perdoar as pessoas que o tinham crucificado – Lucas 23:34
  • Jesus prometeu a um dos ladrões crucificados que ele iria estar com ele no paraíso – Lucas 23:42-43
  • Jesus encarregou João (o “discípulo a quem amava”) de tomar conta de Maria, sua mãe – João 19:26-27
  • Logo antes de morrer, Jesus gritou “Meu Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?”, que é o início do Salmo 22 – Marcos 15:34
  • Jesus disse que tinha sede, depois disse “está consumado” – João 19:28-30
  • Quando morreu, Jesus deu um brado e disse “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” - Lucas 23:46

Na sua morte, Jesus mostrou seu caráter exemplar. Ele não amaldiçoou as pessoas que o tinham traído e torturado, mas perdoou. Mesmo sofrendo uma agonia terrível na cruz, Jesus não ficou pensando só em si; ele tomou conta de sua mãe e do ladrão ao lado dele. Até quando gritou para Deus, ele estava citando um salmo de esperança. Jesus confiou em Deus até o fim.

A importância da Sexta-feira Santa

A Sexta-feira Santa foi muito mais que a morte injusta de um homem inocente. Se ele quisesse, Jesus poderia ter escapado de seus inimigos, mas ele se ofereceu para morrer na cruz (João 10:17-18). Sua morte tinha um propósito.

A morte de Jesus na cruz foi a maior prova do amor de Deus por nós. Ele enviou Jesus, Seu único filho, para morrer em nosso lugar! Por causa do pecado, todos nós merecemos o castigo da morte. Mas Jesus nunca pecou. Na cruz, ele tomou nosso lugar e levou o castigo que nós merecemos (1 Pedro 2:24). Agora, todos que creem em Jesus podem receber o perdão de Deus e a salvação!

Sem a Sexta-Feira Santa, não haveria salvação. Jesus precisou morrer na cruz para que muitos ganhassem a vida eterna. Nunca nos devemos esquecer de seu sacrifício.

Sábado: o túmulo é guardado

O sábado era um dia obrigatório de descanso para os judeus, então os discípulos ficaram em casa. Os sacerdotes falaram com Pilatos e ganharam permissão para colocar um destacamento de soldados a guardar o túmulo de Jesus. Para ainda maior segurança, a pedra foi lacrada (Mateus 27:65-66). Os discípulos não teriam forma de roubar o corpo.

Domingo de Páscoa: a ressurreição

Logo de manhã cedo, houve mais um terremoto, a pedra foi removida do túmulo e um anjo apareceu. Os guardas ficaram cheios de medo e fugiram para contar tudo aos sacerdotes (Mateus 28:2-4).

Algumas mulheres, que tinham vindo completar as tradições de sepultamento do corpo, viram o anjo e o túmulo vazio e foram contar aos apóstolos. No caminho, encontraram Jesus, que falou com elas!

Quando ouviram tudo, Pedro e João foram ao sepulcro e viram que estava vazio. Jesus também apareceu a dois discípulos que estavam caminhando para Emaús. Depois, ao fim do dia, ele apareceu a todos os discípulos, que se tinham reunido e estavam trocando histórias sobre o que tinha acontecido nesse dia (João 20:19-20).

Depois de uma semana de grandes eventos e uma terrível desilusão, Jesus estava vivo novamente! Ele tinha cumprido sua missão. Ele pagou pelos pecados do mundo na cruz e venceu a morte. Por causa do que aconteceu na Semana Santa, todos podemos ser salvos e ter a vida eterna.

A Sexta-feira Santa é o dia em que muitos cristãos lembram da morte de Jesus na cruz. Essa data é celebrada na sexta-feira antes do domingo de Páscoa. Na Sexta-feira Santa, Jesus foi condenado à crucificação e morreu pelos nossos pecados.

Todo o ministério de Jesus na terra culminou no dia de sua morte. Nesse dia, ele cumpriu seu objetivo: pagar pelos pecados de toda a humanidade.

O significado da Páscoa na Bíblia

A Páscoa é a celebração da morte e ressurreição de Jesus, o acontecimento mais importante para todos os cristãos. É celebrada todos os anos num domingo, entre 22 de Março e 23 de Abril.

Páscoa vem da palavra hebraica pesah e significa passagem. Para os cristãos é a passagem de Jesus da morte para a vida, trazendo salvação para todos que crêem nele (João 5:24). Quando morreu e ressuscitou, Jesus pagou o preço do pecado e nos deu uma nova oportunidade para ter um relacionamento pessoal com Deus (Romanos 8:1-2). Esse foi o grande objetivo dele ao vir à terra.

A Páscoa tem sido celebrada pelos seguidores de Jesus desde muito cedo na sua História. Hoje, pessoas de todo o mundo se juntam para comemorar essa grande vitória, que mudou suas vidas.

A Festa da Páscoa na época de Jesus

Todos os anos, quando celebravam a festa da Páscoa em Jerusalém (João 2:13;João 12:1;João 11:55;João 19:14), Jesus era levado para lá pelos seus pais (Lucas 2:41).

Durante este período de festa, o cordeiro era sacrificado aos arredores do Templo. Muitos judeus vinham de outras regiões fora da Palestina para participarem da festa da Páscoa.

O mais habitual era os judeus se encontrarem e se reunirem em grupo, também foi assim com Jesus e seus seguidores, pois se reuniram no Cenáculo.

Encontramos, em várias partes da Bíblia, menção a Jesus por ser o cordeiro como, por exemplo, em (Isaías 53:7 e João 1:29).

O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo como João Batista bem disse em João 1:29. Jesus é o cordeiro perfeito! A partir daquele momento, não seriam mais necessários sacrifícios envolvendo cordeiros, ervas e pães.

Com o sacrifício perfeito e definitivo de Jesus, o Cordeiro do Senhor, não havia nem precisava mais de outros tipos de sacrifícios. A substituição da carne do cordeiro, das ervas, dos pães, Jesus instituiu Seu corpo, Seu sangue, em memória deste sacrifício, portanto, ao participarmos da Ceia do Senhor, comermos o pão, bebermos o vinho, lembramos a Cruz, o sacrifício do Cordeiro de Deus.

Este momento, festa da Páscoa, que na verdade foi a última Páscoa, foi introduzido a primeira Ceia do Senhor. Algo interessante perceber é que, a Páscoa sempre dava uma direção para frente, futuro, o que há de vir e já a Ceia aponta para o passado, como um símbolo, um acontecimento, do cumprimento, fidelidade e amor do Senhor por nós.

Símbolos da Páscoa

Alguns símbolos bíblicos da Páscoa são:

  • O cordeiro, que representa a Pessoa de Jesus.
  • A ceia (o pão e o vinho), que Jesus instituiu na noite que antecedeu a Sua crucificação.
  • A cruz, que representa a morte de Jesus.
  • O peixe, que também está associado ao tempo da Quaresma, que precede a Páscoa, e era um símbolo usado entre os crentes da igreja primitiva para se identificarem.

A Páscoa acontece no início da primavera no hemisfério norte, altura em que muitas religiões pagãs realizavam festas para celebrar o fim do inverno, a vida e a fertilidade. O ovo e o coelho da Páscoa vêm dessas tradições pagãs. O ovo simboliza a nova vida e o coelho a fertilidade. É importante lembrar que esses símbolos não devem ser o foco da Páscoa. Eles devem fazer-nos lembrar da ressurreição de Jesus, que nos deu uma nova vida e uma nova esperança.

A Páscoa judaica

Os judeus também têm uma festa chamada Páscoa, que é bem mais antiga. Como podemos ler em Êxodo 12, quando Deus tirou o povo hebreu do Egito, enviou primeiro um anjo para matar o filho mais velho de todas as famílias egípcias. Para evitar a praga, Deus mandou os judeus matarem um cordeiro por família, em lugar do filho mais velho, e pôr o sangue à volta da porta de casa. Assim, o anjo passou, mas não matou os filhos dos hebreus. Nessa noite saíram do Egito. Então, na festa judaica da Páscoa, a “passagem” significa a passagem do anjo da morte.

Depois que saíram do Egito, os judeus passaram a celebrar esse dia de libertação todos os anos, comendo cordeiro e pães sem fermento (Números 9:2-3). Foi na altura da Páscoa judaica que Jesus foi crucificado. Para o cristão, Jesus é o nosso Cordeiro que morreu em nosso lugar para que possamos ter vida eterna com Deus (João 3:16).

 


sábado, 25 de março de 2023

Entenda o significado da torre de Babel. Por que ela é citada na Bíblia?

Qual o significado da torre de Babel?

 

(1) Muitos estudantes da bíblia não percebem um fato importante mencionado em Gênesis 10 e 11. Pensam que esses dois capítulos estão em uma ordem cronológica (de tempo), mas não estão. Observe:

 

“Estes repartiram entre si as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações” (Gênesis 10:5). 

 

Observe que nesse texto já temos diversas línguas e um espalhamento de diversos povos pela terra. Porém, em Gênesis 11:1 a Bíblia diz: “Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar”. 

 

Como é possível termos no capítulo 10 várias línguas e no capítulo 11 termos uma só linguagem? Respondo:

 

(2) A narrativa da torre de Babel (Gênesis 11:1-9) é uma espécie de parênteses do autor. Ela vem explicar com detalhes o que é narrado no capítulo 10.

 

Por que as pessoas se espalharam pela terra, formando diversos povos, cada um segundo sua língua (Gênesis 10:5)? O autor explica isso inserindo a narrativa da torre de Babel.

 

Ela é a explicação desse espalhamento narrado em Gênesis 10. Portanto, a primeira lição sobre a torre de Babel é que ela foi um evento que mudou a estrutura de vida dos povos que tinham uma única forma de falar, fazendo-os organizar-se de acordo com suas línguas, em territórios diversos por causa da intervenção de Deus.

 

(3) Além de ser um importante parênteses explicativo, a história da torre de Babel nos mostra outras lições interessantes: o homem tem continuamente em seu coração um desejo de tomar o lugar de Deus, de se autoexaltar à parte de Deus, ou seja, como se Deus não existisse.

 

Isso fica claro no desejo de construir uma torre que chegasse aos céus para que o nome deles se tornasse célebre (Gênesis 11:4). Ao mesmo tempo a história ensina que Deus está no controle de tudo.

 

Apesar de se acharem grandes, a grandeza que o homem tenta construir sobre si mesmo é tão pequena que Deus zomba dela. Na narrativa Deus “desceu” para ver a torre (Gênesis 11:5).

 

A ideia é de algo tão pequeno que Deus teve que “se aproximar” para ver melhor.

 

(4) Deus mostra, portanto, Sua soberania sobre os planos humanos. Confunde a linguagem daquelas pessoas de forma sobrenatural para não mais se entenderem (Gênesis 11:7). 


Só restou a eles abandonar seu mau propósito e se dispersarem pela terra (Gênesis 11:8), o que explica a narrativa do capítulo. Note este verso:

 

“O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar” (Gênesis 10:10). Agora iremos entender o nome “Babel”.

 

(4) Por fim, toda a narração explica a palavra Babel. Babel e Babilônia são as mesmas palavras. A palavra soa parecida com a palavra hebraica para “confusão”. Por isso temos no texto esse trocadilho:

 

“Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra e dali o SENHOR os dispersou por toda a superfície dela” (Gênesis 11:9). 

 

Para os babilônicos o significado dela é diferente, significa “portão de Deus”. Possivelmente tenhamos aqui também Moisés apontando aos leitores a futura vitória dos israelitas contra os inimigos quando entrassem em Canaã (a terra prometida).

 

Veja este verso: “Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto do que nós é este povo; as cidades são grandes e fortificadas até aos céus. Também vimos ali os filhos dos anaquins” (Deuteronômio 1:28). 

 

Deus venceu o povo que construiu a torre que iria até os céus. Agora venceria o povo que era visto por muitos como sendo tão forte que suas construções iam até o céu!

A Que se Refere “Esta Pedra” em Mateus 16.18?

Poucos são os versículos que causaram tanta controvérsia quanto Mateus 16.18, onde Jesus disse: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Este versículo tem sido motivo de controvérsia sobre o modelo adequado do governo da igreja, o papel do papa (incluindo a infalibilidade papal), a sucessão apostólica etc.

 

No contexto, Jesus havia sondado seus discípulos a respeito do que as pessoas em geral pensavam sobre a identidade do “Filho do Homem” (v. 13). Sua resposta indica a abrangência da compreensão popular a respeito de Jesus: ele era João Batista, Elias, Jeremias ou algum outro profeta (v. 14). Então, Jesus redireciona sua pergunta: “Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?” (v. 15). Pedro responde pelos Doze: Jesus é o Messias há muito aguardado, Deus Filho encarnado (v. 16). Jesus aprova Pedro por identificá-lo corretamente, enfatizando que seu discípulo não havia descoberto esta verdade humanamente. Em vez disso, esta verdade havia sido recebida por revelação divina — da parte do Pai celestial de Jesus (v. 17). Usando um jogo de palavras, Jesus dá um novo nome a seu discípulo Pedro (do grego petros) e promete estabelecer a igreja do Messias sobre “esta pedra” (do grego petra).

 

Então, a que se refere “esta pedra”? Vamos considerar algumas das respostas equivocadas antes de apresentar aquela que penso ser a resposta correta.

 

A Pedra Como Pedro e Seus Sucessores Romanos

 

A Igreja Católica Romana interpreta “esta pedra” como se referindo a Pedro como o primeiro papa e o início da sucessão apostólica: Jesus instituiu uma linha oficial intacta de sucessores de Pedro e dos outros apóstolos até os bispos atuais da Igreja Católica Romana. Segundo esta visão, o papa Francisco é agora o vigário (ou representante terreno) de Cristo que, junto com os outros bispos, exerce a autoridade de Cristo no ensino, governo e santificação da Igreja.

 

Esta interpretação surgiu séculos após o acontecimento e da autoria do Evangelho de Mateus. De uma perspectiva católica romana, esta passagem é como uma semente que apenas depois floresceu na interpretação da Igreja. Para os católicos romanos, a falta de menção aos sucessores de Pedro, aos bispos e a uma estrutura eclesiástica hierárquica — junto do ato em sequência de Jesus dar as chaves não à Pedro, mas à Igreja (Mateus 18.15-20) — não é um entrave a esta compreensão.

 

Além disso, o “magisterium” — ou ministério de ensino da Igreja Católica — reivindica possuir a autoridade de Cristo para a interpretação oficial das Escrituras. E, uma vez que eles oficialmente interpretaram Mateus 16.18 desta maneira, esta interpretação permanece como oficial e verdadeira.

 

Historicamente, os protestantes rejeitaram esta interpretação das palavras de Jesus. Então, como os protestantes as interpretam?

 

A Pedra Como a Confissão de Jesus ou de Pedro

 

Uma interpretação protestante comum diz que embora Pedro seja petros, uma pedra pequena, Jesus é petra, a rocha. Desta maneira, a afirmação de Jesus não é sobre um papel especial para Pedro, mas sobre o próprio Jesus como a pedra angular da igreja (Ef 2.20; 1Co 3.11; 1Pe 2.5-8). Mas esta perspectiva parece mais uma tentativa de se esquivarem da interpretação católica romana do que uma exegese plausível do próprio texto.

 

Uma segunda interpretação protestante popular diz que “esta pedra” não é Jesus, mas a confissão de Pedro sobre a identidade de Jesus. No entanto, esta verdade é então totalmente desconectada da pessoa de Pedro: a confissão em si é enfatizada como o fundamento para a igreja do Messias (e não Pedro como aquele que confessa).

 

Há dois principais problemas com estas interpretações. Primeiro, naquele contexto Jesus afirmou que é ele quem edifica sua igreja, e não seu fundamento. Na verdade, ele prometeu que ele edificará sua igreja sobre o fundamento “desta pedra”. Segundo, estas interpretações tendem a impor uma barreira entre a pessoa de Pedro e sua confissão divinamente revelada.

 

A Pedra Como Pedro em Razão de Sua Confissão

 

Uma interpretação superior junta estes dois elementos textuais: A pedra é Pedro em razão de sua confissão.

 

O principal sustentáculo para esta perspectiva pode ser visto no papel histórico-salvífico evidente que Pedro desempenha no Novo Testamento (especialmente nos evangelhos e na primeira metade do livro de Atos). Sua evidência é perceptível de vários modos. Ele é o primeiro a anunciar o evangelho aos judeus (Atos 2.14-41). Junto de João, ele confirma a inclusão dos samaritanos na igreja (Atos 8.14-25). Enfim, ele é o instrumento para a conversão dos primeiros gentios (Atos 10—11).

 

Esta narrativa vívida no livro de Atos demonstra como as chaves do reino foram usadas para edificar a igreja. E, embora todos os apóstolos fossem ativos (cf. Mt 18.18), o destaque de Pedro em vários pontos cruciais é incontestável.

 

O Evangelho de Mateus certamente situa Pedro entre os Doze (tal como eles, Pedro compreende algo da importância de Jesus e seu ministério embora também compreendendo erroneamente muitas coisas). Mas uma interpretação adequada da afirmação de Jesus deve reconhecer o privilégio de Pedro entre os discípulos. Ele pode ser tanto um porta-voz quanto um líder entre os Doze. E realmente o é, tanto que Jesus o louva individualmente (e lhe dá um novo nome!) em razão de sua confissão.

 

Edificar a Igreja 


Assim, “esta pedra” é, de fato, o discípulo de Cristo agora chamado Pedro (do grego petros). No entanto, a razão da promessa de Cristo de edificar sua igreja sobre “esta pedra” (do grego petra) é Pedro, em virtude da sua confissão,. E este projeto de edificação utiliza as chaves do reino dos céus, ao evangelho ser anunciado em todo o mundo.

 

A expressão não dá sustentação à interpretação católica romana de que Pedro foi o primeiro papa, o vigário de Cristo, o cabeça infalível da Igreja assentado sobre a sucessão apostólica e exercendo autoridade divinamente conferida por possuir as chaves do reino. Ao contrário, “esta pedra” é o fundamento da igreja que Jesus tem edificado e continua a edificar.

 

Conforme enunciada por Pedro, a confissão da identidade do Messias, Deus Filho encarnado, é parte essencial tanto da mensagem do próprio evangelho quanto da apropriação correta do evangelho: a todos os que, por meio do Espírito Santo, confessam “Jesus é Senhor” (1Co 12.3), o Filho dá salvação eterna para a glória de Deus.

sábado, 18 de março de 2023

O mundo depois do dilúvio

Noé trabalha na construção da Arca

 O personagem bíblico Noé surge na história da humanidade no ápice da degradação da civilização e no fim da paciência divina.  Por causa da maldade humana o Senhor se “arrepende” de ter criado o homem e vai destruir a humanidade. O “arrependimento divino” de ter criado o homem estava baseado na maldade e perversidade humana: “5. E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. 6. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. 12. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gênesis 6:5-6,12).

 

“Então arrependeu-se o Senhor” – (וַיִּנָּחֶם יְהוָה), o verbo arrepender vem do hebraico neiham, que, literalmente fala de suspirar devido à profunda dor. (…) A declaração diz, então, que Deus experimentou tristeza que Lhe feriu o coração quando olhou para a trágica devastação que o pecado produzira (Moody. p.17.). Esse verbo é muito usado para Deus.

 

Ao passo que para arrependimento do homem o verbo é shuv, que significa voltar-se do pecado para Deus.  Sabemos que Deus está livre do pecado. A Bíblia diz em Números 23:19 “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” Como fica a imutabilidade de Deus? “Arrependeu-se o Senhor” – isto é falar por antropopatismo, ou seja, atribuir sentimentos e emoções humanas a Deus, conforme a maneira do homem. É o que encontramos na literatura como prosopopeia, ou seja, mais um tipo de figura de linguagem.

 

1- O juízo divino e suas razões

 

Devido as condições degradantes da humanidade o juízo divino é vaticinado: “E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito” (Gênesis 6:7).  O rabino Menahem Diesendruck (abreviatura MD) em seu comentário da Torá a lei de Moisés diz que: “A Torá descreve o maravilhoso mundo criado por Deus, mas os homens dessa geração eram ruins, e sua maldade foi a causa da destruição dessa grandiosa obra Divina. De nada valeu a inteligência herdada de Adão depois deste ter comido da árvore da sabedoria; de nada ajudaram as descobertas no campo da técnica e da indústria, agricultura, economia e música, ao contrário, dia a dia aumentava a sua decadência moral. Com o progresso das descobertas e civilização, agravaram-se seu orgulho e sua voluptuosidade, e mais eles se aperfeiçoaram na descoberta de instrumentos mortíferos e destrutivos” (TORÁ, 2001, p.16).

 

Por que Deus vai destruir o homem que criou de sobre a face da terra? Porque a terra estava corrompida e cheia de violência: “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. 13. Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência” (Gênesis 6:11,13), a violência foi salientada especificamente como um fator especial da corrupção geral. Os sábios [judeus] interpretam o termo hebraico “hamás” traduzido como violência, também se aplicando para a prática da idolatria, incesto e homicídio (MD, TORÁ, 2001, p.16).

 

O comentarista Champlin apresenta nos seguintes termos o contexto de fim de civilização que a humanidade estava vivendo: “crimes hediondos estavam sendo cometidos, e a idolatria havia substituído a antiga adoração a YHWH (Gn.4:26). A justiça havia sido distorcida mediante governos tirânicos; campeava toda forma de imoralidade; os homens não cumpriam a palavra dada; tinham-se habituado a praticar ações injustas; eram arrogantes e hostis; faziam ouvidos surdos aos clamores dos necessitados. Portanto, tornara-se imperioso um novo começo, e não apenas alguma alternativa. O paraíso fora perdido; mas agora o próprio globo terrestre haveria de perder tudo (CHAMPLIN, 2001, pg.60).

 

O vaticínio: “e eis que os desfarei com a terra” (Gênesis 6:13c), esta sentença afronta a: “Hashgachá, a Divina Providência, a lei que governa o mundo. A essência e finalidade da criação tinham sido desvirtuadas e a malícia imperava entre os homens. Pelas leis eternas, uma sociedade corrupta está condenada a desaparecer” (TORÁ, 2001, p.16).O Novo Testamento menciona esse mesmo texto, de maldade e perversidade moral do homem, para descrever a situação da sociedade para qual o Senhor Jesus voltará um dia: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:37).

 

2- O chamado de Noé

 

Noé do hebraico נח – Nôach, significa repouso e tem uma certa semelhança com o verbo hebraico que significa nos consolará. A versão grega do A.T. (LXX – Septuaginta) traz: “nos dará repouso”. O patriarca Noé: “porém, achou graça aos olhos do Senhor” (“Gênesis 6:8), isto é, ao contrário do que seria de se esperar, pois todos os homens mereciam condenação, Noé achou graça/favor.

 

Graça é receber o que não merecemos. E misericórdia é não receber o que merecemos. Por sermos todos pecadores não merecemos o Céu, mas graciosamente em Jesus, Deus nos dá o Céu. Também, por sermos todos pecadores merecemos o Inferno, mas Deus pela sua infinita misericórdia em Jesus, não nos envia para o Inferno. Numa situação de Juízo total, o Senhor agiu com uma livre manifestação de graça imerecida ao novo patriarca – Noé.

 

Noé possuía três características como encontramos em Gênesis 6:9: “Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus”. A primeira característica – no caráter, era justo; a segunda – entre as pessoas do seu tempo, era íntegro; e por fim – tinha comunhão com Deus. O patriarca Noé se tornou um testemunho para àquela geração perversa, ou como colocou o rabino Diesendruck: “um único homem justo, correto e integro dessa geração conseguiu salvar a humanidade inteira da ruína completa, Noé demonstrou que o homem tem forças morais suficientes para conservar sua integridade ética em todas as circunstâncias da vida, e não precisa sucumbir as influências malévolas e prejudiciais do ambiente em que vive” (MD, TORÁ, 2001, p.16).

 

A Arca de Noé (heb. תיבת נח Tevat Nôach)

 

Noé recebe a ordem divina de construir a arca: “Faze para ti uma arca da madeira de gofer” (Gênesis 6:14a). Tevat é o termo hebraico que designa a embarcação construída por Noé. É curioso destacar que o termo hebraico para arca – tevat aparece apenas duas vezes no Tanakh (A.T.) e está ligado a salvação por meio das águas. A primeira diz respeito a Noé e a salvação da humanidade por meio de sua família no dilúvio. E a segunda na salvação de Moisés do decreto de morte dos meninos hebreus pelo Faraó do Egito (Êx.2:3).

 

Noé obedece, mesmo sem ter visto chuva na vida – quanto mais um dilúvio (cf. Gn.2:5-6) e começa a construção da arca imediatamente conforme Gênesis 6:22: “Assim fez Noé; conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez”.

 

Baseado em Gênesis 6:3: “Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos”, alguns estudiosos Midrash* afirmam que o tempo da construção da Arca foi de 120 anos. As medidas da Arca são dadas em Gênesis 6:14-15: comprimento: 300 côvados = 132 metros; largura: 50 côvados = 22 metros; altura: 30 côvados = 13 metros, um côvado corresponde a 43 centímetros.

 

3- Dilúvio: Destruição e Recomeço

 

O rabino Arye Kaplan em seu comentário na Torá Viva trás a seguinte exposição sobre o uso do termo dilúvio: “em hebraico é “mabul” (מבול), esta palavra é usada somente para denotar o grande dilúvio na época de Noé. Alguns dizem que a palavra vem da raiz “naval”, denotando morte (como em “nevelá” – cadáver, carcaça); e, portanto, um mabul é um agente de morte (Radak, Sherashim, Hirsch). Outros mantém que vem da raiz “balá” (desgastar, reduzir por moagem), “balbal” (confundir, desordem), ou “iaval” (transportar). É também relacionada à raiz “balal” (misturar, agitar)” (TORÁ VIVA, 2017, pg.25).

 

Os Animais selecionados por Deus, Noé e sua família entraram na Arca (Gn. 6:19-21; 7:1). A duração do Dilúvio foi de 40 dias e 40 noites Gênesis 7:12: “E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites”. Noé e sua família passaram um ano solar (365 dias) na Arca (Gn.7:11-12, 18, 24; 8:6-16). A Arca repousa sobre os Montes de Ararate Gênesis 8:4: “E a arca repousou no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate”.

 

A humanidade recomeça com a família de Noé. Por meio de Noé, a humanidade teve novo início, uma segunda chance.

 

O conserto de Deus com Noé e a sua semente   

 

O capítulo de Gênesis fala sobre o mundo novo e seus habitantes. Desta família o mundo foi povoado novamente. Deus falou as mesmas palavras com a família de Noé que tinha falado com Adão e Eva (Gn.1:28 e 9:1).

 

O conserto que Deus fez com Noé foi feito também com a sua semente e toda alma vivente. Este conserto foi feito com Noé pela graça e era incondicional. Segue as bases na aliança pós-dilúvio:

 

A promessa de não destruir mais a terra pelas águas do dilúvio (Gn.8:21, 9:11-17).


O sinal desta promessa de não destruir mais a terra por um dilúvio é o arco do concerto / arco-íris (Gn.9:13).


O homem terá o domínio sobre todos os animais da terra (Gn.9:2).


A carne dos animais servirá para a comida do homem, sendo tirado o sangue, porque é proibido comer sangue vs.3-4 (Atos 15:28-29).


A pena de morte estabelecida pelo assassinato, note que foi estabelecida antes da lei de Moisés, pois é a lei de Deus que continua sendo válida até o fim (Gn.9:6 com Rm.13:1-5).

 

O Dilúvio e a Arqueologia

 

Na década de 1850, sir Henry Layard desenterrou nas ruínas de Nínive milhares de pedaços de tabuinhas de argila, que formavam a biblioteca do rei assírio Assurbanipal e foram quebrados e esquecidos por ocasião da destruição do palácio, em 612 a.C. Layard levou as tabuinhas para o Museu Britânico, em Londres. Ao longo dos anos os estudiosos catalogaram e identificaram as peças, divulgando seu trabalho em livros e em periódicos científicos.

 

Em 1872, George Smith estava absorto na sua tarefa quando percebeu que os fragmentos espalhados sobre a mesa pertenciam a história do dilúvio. Não se tratava de uma enchente comum, nem era somente a história de um dilúvio qualquer. Tinha incríveis semelhanças com a história de Noé, registrada no livro bíblico de Gênesis. Smith divulgou sua descoberta numa reunião da Sociedade de Arqueologia Bíblica.

 

A Epopeia de Gilgamesh

 

A epopeia conta como o antigo rei Gilgamesh tentou conquistar a imortalidade. Depois de muitas aventuras, alcançou uma terra remota, onde vivia o único homem que se tornara imortal, um homem chamado Um-napishtim, o Noé babilônico. Ele contou a Gilgamesh sobre o dilúvio para explicar por que os deuses lhe haviam dado a vida eterna. Depois de contar a história, mostrou a Gilgamesh que não podia alimentar esperanças de tornar-se imortal e mandou-o de volta para casa.

 

A Epopeia de Atrakhasis

 

Como Gênesis, a Epopeia de Atrakhasis narra a criação do homem e sua história até o tempo do dilúvio e a nova sociedade que se estabeleceu depois dele. Aqui a razão do dilúvio é clara, ao contrário do que acontece na epopeia de Gilgamesh.

 
 

A humanidade fazia tanto barulho que o deus-chefe na terra não conseguia dormir. Os deuses, sem poder resolver o problema de outro modo, enviaram então o dilúvio para destruir esses seres humanos perturbadores, silenciando-os para sempre.

 

As semelhanças entre as histórias babilônica e hebreia são fáceis de ver. Mas há diferenças notáveis que não devem ser desprezadas. A diferença básica é o monoteísmo do relato hebreu, em contraste com os muitos deuses que atuam na narrativa babilônica. Igualmente diferente é a atitude moral. Os detalhes também diferem quanto à forma e o tamanho da arca (a babilônica, um cubo, dificilmente poderia flutuar), a duração do dilúvio e com o envio das aves.

 

As semelhanças dos relatos e o reconhecível cenário mesopotâmico levam a crer que tiveram origem comum. Os indícios arqueológicos de enchentes na Babilônia, além da forte tradição que mostra a possibilidade de um dilúvio grande e desastroso, somados aos relatos sobre este apontam para um acontecimento catastrófico no início da história. Quanto se trata de interpretar esse fato, o relato bíblico claramente se diferencia dos outros, sustentando não ser somente uma narrativa humana, mas a revelação divina.

 

O Mundo depois do Dilúvio – Governo Humano

 

Com afirmou o reverendo Paulo Guiley em sua obra – O plano das épocas: “esta dispensação do governo é a última mordomia imposta sobre a raça inteira. Portanto, podemos afirmar que as exigências desta mordomia nunca foram removidas de sobre a raça, mas estão em vigor até hoje (GUILEY, 1984, pg.121-122).

 

As Sete Leis Universais de Noé 


O judaísmo considera alguns princípios como base da fé ética e moral, universais, pois devem ser difundidos por toda a humanidade para garantir a existência pacífica e justa entre as nações. Apesar de existirem inúmeros preceitos Divinos, sete deles ultrapassam as fronteiras da fé judaica e foram ordenados por Deus para toda a humanidade:

 

  1. Não praticar idolatria;
  2. Não blasfemar contra Deus;
  3. Não cometer homicídio;
  4. Não roubar;
  5. Não cometer adultério e não manter relações incestuosas;
  6. Estabelecer tribunais;
  7. Não molestar os animais ingerindo um órgão retirado em vida.

 

Os Termos da Dispensação desta Época

 

O reverendo Guiley apresentou quatro ordens fundamentais para entendermos o papel do governo humano com suas responsabilidades sobre o mundo novo que surgia após o dilúvio com o patriarca Noé e seus descendentes. São eles:

 

A primeira ordem de Deus aos mordomos foi: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gênesis 9:1).


A segunda trata de uma nova relação do homem para com os animais (Gênesis 9:2-3). Aparentemente até o dilúvio não havia feras, isto é, animais bravios. Noé não precisava proteger um animal do outro na arca, nem havia perigo de um animal atacar outro. Mas agora Deus está operando uma mudança na natureza dos animais, pondo neles um sentimento de pavor, ou medo dos homens. Mas o que é ainda mais notável, é que deste momento em diante é dada ordem aos homens para comerem carne. Não é dada explicação ou motivo para esta ordem.


A terceira é a proibição de comer sangue. “A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (Gênesis 9:4). Mais tarde a mesma ordem é dada a Israel, mordomo da Dispensação da Lei (Levítico 17: 10-16); e ainda mais tarde há uma extensão desta ordem dirigida especificamente à Igreja de hoje (Atos 15:20-29). Deus dirigiu esta ordem a cada divisão da raça humana aos Gentios, a Israel e à Igreja. 


A quarta: “quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado” (Gênesis 9:6). O motivo declarado é “porque Deus fez o homem conforme a Sua imagem”. Assim a superioridade do homem sobre os animais é declarada.  É exigido que o homem (a sociedade) execute o castigo sobre alguém que desobedecer a ordem divina. Torna-se claro que sob certas condições é proibido derramar o sangue do homem, mas sob outras condições é exigido o derramamento de sangue humano. É proibido ao indivíduo matar um outro homem. O que está em mira aqui é o assassinato, e não a guerra, onde o soldado obedece a ordem do seu governo. Naquele caso a responsabilidade está sobre o assassino; neste caso ela está sobre o governo e não sobre o soldado, como um indivíduo. O assassinato é proibido; a morte do assassino é exigida. A mesma sentença deve ser aplicada caso aquele que derramar o sangue do homem seja animal ou homem. É de se notar que aqui não estamos tratando com ordenanças de homens. Ao declarar os termos da mordomia (Gn.9:1-7) Deus entregou aos homens o dever de governar e controlar a vida que existia sobre a terra. Noé era o primeiro a ocupar o “trono” como vice regente de Deus. Todos os três ministérios concentravam-se em Noé! Como “sumo-sacerdote”, ele iniciou o novo regime da raça sobre a Terra oferecendo sacrifícios (Gn.8:20); como “governador”, ele recebeu a revelação da vontade de Deus para a nova ordem mundial (Gn.9:1-7), e como “profeta” ele devia passar aos seus descendentes o conhecimento da Palavra de Deus e da Sua vontade (GUILEY, 1984, p.122-125).

 

O Mundo depois do Dilúvio – Aspecto Profético

 

As profecias sobre os três filhos de Noé são apresentadas em Gênesis 9:25-27. O contexto é a embriaguez do patriarca Noé (Gn.9:20-24).

 

Profecia sobre Cão e seu filho Canaã: “E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos” (Gn.9:25), Cão do hebraico Ham (חם), “quente”, por extensão, “queimado pelo sol, negro”. Cão foi apontado, na pessoa de seu filho Canaã (Gn.9:18), para um lugar de servidão “e seja-lhe Canaã por servo”.

 

Em Gênesis 10:6-14 se dá a região geográfica da descendência de Cão. A região dele começou com o Egito, indo para o sul incluindo todo o continente Africano. No versículo 6 temos os nomes dos filhos dele: Cuxe é Etiópia, Mizraim é Egito, Pute é Líbia, Canaã e a África. Em Gênesis 10:15-20 se dá a região geográfica dos descendentes de Canaã, também conhecida como a terra prometida por Deus aos filhos de Abraão, Isaque e Jacó.

 

Profecia sobre Jafé: “Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo” (Gn.9:27), Jafé do hebraico Yafét (יפת), “o dilatado”, “o difundido”. Jafé é feito herdeiro da prosperidade mundial “Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem”.

 

Em Gênesis 10:1-5 Jafé, este povo é o que nós chamamos hoje em dia os indo-europeus. Eles ficaram na Europa, a maior parte da Ásia e as ilhas que ficam ao litoral de Europa e da Ásia. Depois chegaram até os continentes da América do Norte e do Sul. Nota que é uma área grande como Deus tinha dito em Gênesis 9:27.

 

De Jafé descendem os seguintes povos: Gregos, Romanos, Alemães, Celtas, Escandinavos, Finlandeses, Holandeses, Russos, Citas, Turcos, Ingleses, Franceses, Italianos, Húngaros, e outros povos da Europa.

 

A profecia sobre Sem: “E disse: Bendito seja o Senhor Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo” (Gn.9:26), Sem do hebraico Shem (שם), “nome”. À Sem é dada a preeminência na região ou no relacionamento com a revelação de Deus: “Bendito seja o Senhor Deus de Sem”.

 

Em Gênesis 10:21-32 encontramos os seguintes povos que são da descendência de Sem: Assírios, Caldeus, Sírios e Hebreus. Sem é o filho mais velho (primogênito) de Noé (Gn.10:21).

 

Profecia Messiânica – O Messias seria semente de Sem

 

Em Gênesis 9:26-27 a revelação de Deus quanto ao Messias prometido à Israel relaciona-se àqueles da linhagem semita. Deus é mencionado como Senhor Deus de Sem. A segunda profecia messiânica mostra uma clara progressão no desenrolar das profecias messiânicas.

 

Na primeira profecia, o Messias deve ser a semente da mulher, que indica que Ele deveria ser o descendente, o filho da mulher, nascido de uma virgem (Gn.3:15; Is.7:14). Entretanto, a segunda profecia messiânica começa a restringi-la. Ele não estará relacionado com os descendentes de Cão ou Jafé, mas com os de Sem.Para a expressão: “e habite nas tendas de Sem” (Gn.9:27), Orelli em sua obra “Profecias do Velho Testamento” comenta que: “O Shekiná (glória de Deus) habita somente nas tendas de Sem!”. Já para o teólogo e hebraísta de origem alemã Franz Delitzsch: “O protoevangelho anunciou uma salvação futura na Semente da mulher; a linguagem, aqui, relaciona essa semente da mulher com o nome de Deus, יהוה (YHWH), que devia ser confiado a Sem. Os semitas devem ser os preservadores do nome de Deus, o preservador de Sua revelação.”

 
Para a expressão: “e habite nas tendas de Sem” (Gn.9:27), Orelli em sua obra “Profecias do Velho Testamento” comenta que: “O Shekiná (glória de Deus) habita somente nas tendas de Sem!”. Já para o teólogo e hebraísta de origem alemã Franz Delitzsch: “O protoevangelho anunciou uma salvação futura na Semente da mulher; a linguagem, aqui, relaciona essa semente da mulher com o nome de Deus, יהוה (YHWH), que devia ser confiado a Sem. Os semitas devem ser os preservadores do nome de Deus, o preservador de Sua revelação.”

 

É interessante notar que os judeus ortodoxos ao invés de usarem a palavra Adonai (Senhor), em público, usam o vocábulo: “o Nome (השם)” que é usado absolutamente e sem dúvida como um equivalente para o nome de Deus (YHWH). Antigos expositores judeus fizeram de Deus o sujeito do verbo “habite”, significando que o próprio Deus habitará nas tendas de Sem”.

 

Em quem se cumpriu mais essa profecia messiânica?

 

Em Jesus que era é semita (um descendente de Sem), conforme Lucas 3:23,36: “E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, sendo (como se cuidava) filho de José, e José de Heli, 36. E Salá de Cainã, e Cainã de Arfaxade, e Arfaxade de Sem, e Sem de Noé, e Noé de Lameque”. Assim Deus estava dando continuidade na raça humana para enviar seu Filho nascido de mulher da linhagem semita.

Predestinação, o que a Bíblia ensina sobre isso?

O que é a predestinação na Bíblia

Predestinação significa algo que já foi determinado, ou decidido. A predestinação é aquilo que Deus já determinou que vai acontecer. A Bíblia fala sobre predestinação mas também diz que cada pessoa tem liberdade para escolher o seu destino (livre arbítrio).

Onde na Bíblia fala sobre predestinação

  • Atos dos Apóstolos 4:27-28 – aqui mostra que Deus já tinha planeado a morte e ressurreição de Jesus antes de acontecer. Nada acontece sem a permissão de Deus.
  • Romanos 8:28-30 – Deus conhece quem vai se arrepender e Ele trabalha na vida dessas pessoas, para que se tornem mais justos, como Jesus.
  • Efésios 1:4-6 – a salvação é um presente que Deus dá de graça e que Ele planeou há muito tempo.

A Bíblia também diz que quem é salvo é eleito, ou escolhido por Deus. Ninguém pode ser salvo se não for chamado por Deus (João 6:44).

E eu, não tenho livre arbítrio?

Sim, você tem livre arbítrio. A predestinação não significa que você não tem escolha. Deus nos criou com poder para tomar decisões, à Sua imagem e semelhança. Nós não somos Seus “fantoches”. Pode ser difícil de entender, mas ao mesmo tempo temos livre-arbítrio e Deus já predestinou nossa salvação.

Essa é uma forma de ver a predestinação e o livre-arbítrio:

Deus é soberano sobre todas as coisas, Ele pode fazer tudo que quer. Mas Ele nos ama e quer que nós O amemos de volta. O amor é uma escolha, uma criatura sem vontade própria não pode realmente amar. Então Ele nos deu esse poder de escolha. Mas Deus não está dentro das regras do tempo. Ele é eterno, para Ele o tempo não existe. Ele vê tudo o que aconteceu, acontece e vai acontecer ao mesmo tempo. Ele sabe todas as coisas. Isso significa que Ele já sabe a decisão de cada pessoa, porque para Ele já aconteceu.

Deus quer que toda a gente seja salva e Jesus morreu por todos, não só por alguns (1 Timóteo 2:3-4). É por isso que o evangelho é pregado em todas as partes do mundo, para chamar pessoas para a salvação. A predestinação não significa que Deus é cruel ou seletivo. A predestinação significa que Deus faz todo o trabalho que você não consegue, para que você possa ser salvo: enviou Jesus para pagar seus pecados, fez com que essa mensagem chegasse até você hoje, fez isso captar sua atenção e chamou você para aceitar Seu grande amor por você. Ele até dá o dom da fé a quem pedir!

Deus já preparou o caminho todo para você ficar salvo, só deixou o último passo com você – decidir aceitar o sacrifício de Jesus por você e deixar Ele ser seu senhor e amigo (Romanos 10:9-10). Essa é sua decisão.

Deus já viu sua decisão e age em conformidade no resto de sua vida. A quem rejeita, Ele ainda dá a chance de aceitar até morrer, e quem aceita, Ele trabalha em sua vida para seu bem. Mas Ele nos ama tanto que não impõe Sua maneira, mas nos permite tomar decisões e trabalha com essas decisões para cumprir Seus propósitos. Nós não merecemos, mas Ele faz tudo por nós e o melhor que podemos fazer é aceitar esse amor maravilhoso e agradecer.