quarta-feira, 17 de outubro de 2012

DOUTRINA DA IGREJA - LIÇAO 07 – PALAVRAS QUE DESCREVEM OS MEMBROS DA IGREJA – I


“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,” (Ef 4,15).

            I.      INTRODUÇAO.

O corpo de Cristo, a igreja, é composto de homens e mulheres que voluntariamente se renderam ao Espírito Santo e entregaram sua vida ao controle de Cristo.

Esta conversão de propósito acontece por intermédio da graça de Deus. “Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina;” (Ef 2,19-20). Agora, os membros da família de Deus convivem em unidade a despeito das diversidades; são o padrão de fidelidade para os não-regenerados, tem a missão de adorar a Deus, ser como Jesus, andar em comunhão uns com os outros, servir uns aos outros e anunciar as boas novas da salvação aos perdidos. Nesta lição vamos conhecer algumas palavras que orientam como deve ser o nosso comportamento neste mundo.

         II.      CRISTÃOS – (At 11,26; 26,28; 1Pd 4,16).

Não muitos anos depois da ressurreição e ascensão de Cristo, este nome familiar foi usado como um apelido para descrever os membros da primeira igreja gentílica: “Em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos”. (At 11,26). O termo “cristão” se compõe da palavra grega que significa “Messias” ou “Cristo” (ungido), mais a terminação latina usual que significa “partidário de”. A junção destas duas palavras indica “seguidores de Cristo”. É muito provável que a palavra “cristão” tenha sido criada pelos gentios, principalmente pelo fato de que em Antioquia não havia muitos judeus, e os judeus costumavam chamar os cristãos de “nazarenos”. O que para eles, era  um termo depreciativo, porquanto Nazaré era uma aldeia insignificante (Jo 1,46).

Era um nome bem conhecido pelo Rei Agripa. Sua reação ao testemunho de Paulo foi mais uma expressão sarcástica do que um sinal de verdadeira convicção de fé, quando disse: “Disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a fazer-me cristão.” (At 26,28).

Paulo não emprega a palavra “cristão” nas suas cartas, mas usa uma frase bem semelhante – “Conheço um homem em Cristo” (2Cor 12,2). O cristão vive “em Cristo” como a planta vive no solo, e assim produz fruto. O nome cristão generalizou-se de tal forma que em pouco tempo todos os membros das igrejas de Cristo foram assim chamados. Não houve outro nome que representasse tão bem os discípulos de Cristo.

     III.      IRMAOS – (Fm 15,16; Hb 2,11; Jo 13,15).

Um dos retratos mais bonitos do crente se acha na pequena carta de Paulo escreve a Filemom de Colossos, depois que seu escravo, Onésimo, que tinha fugido, se tornou um “cristão”. No pedido de Paulo, vemos a transformação que o evangelho traz: “não já como escravo, antes mais do que escravo, como irmão amado.” (Fm 16). A pessoa que aceita Cristo como seu Salvador, é meu irmão.

O que se vê em comum entre irmãos de sangue é a família, a origem, a natureza. Por conseqüente, todos os remédios possuem a mesma natureza. Por conseqüente, todos os membros possuem a mesma natureza, foram lavados pelo mesmo sangue purificador e são considerados raça eleita (1Pd 2,9) e membros da família de Deus – “Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus.” (Ef 2,19).

A igreja então é a família de Deus. Pó isso seus membros se chamam uns aos outros com o termo “irmão” ou “irmã”. Cada um está ciente de que faz parte desta grande família, estruturada sobre o maior dos mandamentos – o amor, que é evidenciado na pratica – “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.” (1Jo 3,16).

       IV.      CRENTES E FIEIS – (At 5,14; 6,7; 1Tm 4,12).

Os “fieis” são literalmente “aqueles que crêem”. Em 1Tm 4,12 onde está escrito “padrão dos fieis” significa “uma expressão visível”. Em Gl 6,17 o apóstolo Paulo da outro nome a esta expressão dizendo “porque eu trago no meu corpo as marcas de Jesus.”. Que marcas são estas? Que tipo de expressão visível os fieis podem expressar:

1.      Na palavra.

Isto é, na maneira de falar, na conversação diária. Os crentes e fieis não devem ter conversas impuras e vazias. Antes suas palavras devem ser temperadas com graça, com bondade, com amor, com poder, dando assim testemunho de Cristo – “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas ó a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.” (Ef 4,29).

2.      No procedimento.

Expressar fidelidade no estilo de vida ou comportamento. A maneira ideal de viver é conseguida quando nos tornamos mais parecidos com o Senhor Jesus, compartilhando Suas virtudes, como: amor, pureza, santidade e os vários aspectos do fruto do Espírito – “Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.” (Gl 5,22-23)

3.      No amor.

Essa é a linha mestra de toda a conduta cristã. O amor aponta para o espírito altruísta, o cuidado pelos nossos semelhantes como cuidamos de nós mesmos – “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22,39).

4.      Na fé.

A fé objetiva, isto é a lei cristã, o sistema doutrinário da igreja, e a fé subjetiva, que indica confiança e paz. Ambas com o sentido de fidelidade – “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hb 11,6).
5.      Na pureza

Tanto mental como física. Os crentes e fieis são os que entregam seus pensamentos e seus impulsos aos cuidados de Cristo; sendo, portanto puros em sua conduta diária – “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Fl 4,8).

          V.      PEREGRINOS – (Hb 11,13-16; 1Pd 2,912).

Outro nome dado aos membros da igreja de Jesus é encontrado nos versículos acima. Peregrino: quem permanece por pouco tempo, em um lugar, alguém que não é residente ali nem se fixa em localidade alguma. O crente é retratado na Bíblia como alguém distante do seu lar verdadeira, que é o céu – “O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra do Egito, de onde os tirou com braço poderoso,”  - At 13,17; “E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação.” – 1Pd 1,17. – Portanto, na qualidade de estrangeiros, a igreja não deve se envolver nas corrupções e negócios deste mundo, que são contrários à sua natureza e posição. Isso descreve admiravelmente bem a vida de um verdadeiro crente, no que concerne à sua permanência na terra.

Como peregrina, à igreja deve se concentrar em fazer o que fomos chamados para fazer, isto é: “E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo.” (Mt 28,19-20).

È triste ver, por vezes, a Igreja se envolvendo em corrupção, politicagem e partidarismo. Sua função deve ser a de transformar o mundo pelo poder da pregação. Lembre-se: não somos daqui: somos peregrinos. Nossa verdadeira pátria é o céu.

       VI.      SERVOS – (Mc 10,42-45; Rm 1,1; 1Cor 4,5).

O conceito humano de servo é depreciativo. Humanamente falando, ser servo significa ser inferior, menor, insignificante. Contudo não é este o conceito bíblico. “Servo” é um dos melhores títulos que um cristão deve aspirar: ser como Jesus, que “o Filho do homem não veio para ser servido.” (Mc 10,45).

A igreja é composta de ex-escravos do reino das trevas, da vaidade, da sabedoria humana e das conseqüências que há no mundo. O verdadeiro liberto è aquele que se deixa guiar pela vontade divina, sujeitando-se absolutamente a ela. Jesus Cristo é o Senhor da igreja por direito de compra (1Cor 6,20; 1Pd 1,18; Ef 1,7). Isso faz de Jesus nosso Senhor legitimo, no sentido mais absoluto do termo.

Servir a Cristo livra o cristão da falsa liberdade que o mundo e o pecado oferecem que é, na realidade, a forma mais terrível e cruel de escravidão que existe. Os indivíduos não-regenerados são livres para se tornar mais perversos, mais escravizados pelo pecado. Perdemos nossa vida quando aceitamos Cristo somente para tornar a achá-la; isso está de conformidade com a mensagem do Senhor Jesus em Mt 16,25 – “Pois, quem quiser salvar a sua vida por amor de mim perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.”. O amor de Cristo é que nos constrange a sermos Seus servos.

   VII.      CONCLUSAO.

Na próxima lição, vamos continuar analisando cada uma das palavras que descrevem os membros da igreja de Jesus e tirando proveito delas. “Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo.” (Fp 2,15).

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

LITURGIA DA PALAVRA


Leitura (Sabedoria 7,7-11)
Leitura do livro da Sabedoria.
7 7 “Assim implorei e a inteligência me foi dada, supliquei e o espírito da sabedoria veio a mim.
8 Eu a preferi aos cetros e tronos, e avaliei a riqueza como um nada ao lado da Sabedoria.
9 Não comparei a ela a pedra preciosa, porque todo o ouro ao lado dela é apenas um pouco de areia, e porque a prata diante dela será tida como lama.
10 Eu a amei mais do que a saúde e a beleza, e gozei dela mais do que da claridade do sol, porque a claridade que dela emana jamais se extingue.
11 Com ela me vieram todos os bens, e nas suas mãos inumeráveis riquezas”.
Palavra do Senhor.
 
Salmo 90
Leitura (Hebreus 4,12-13)
Leitura da carta aos Hebreus.
4 12 Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração.
13 Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.
Palavra do Senhor.
Evangelho (Marcos 10,17-30)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 10 17 tendo Jesus saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: "Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?"
18 Jesus disse-lhe: "Por que me chamas bom? Só Deus é bom.
19 Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe."
20 Ele respondeu-lhe: "Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade."
21 Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: "Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.
22 Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens.
23 E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: "Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!"
24 Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: "Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas!
25 É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus."
26 Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: "Quem pode então salvar-se?"
27 Olhando Jesus para eles, disse: "Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível.
28 Pedro começou a dizer-lhe: "Eis que deixamos tudo e te seguimos."
29 Respondeu-lhe Jesus. "Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho
30 que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna.
Palavra da Salvação.
 
Comentário ao Evangelho
O PERIGO DA RIQUEZA

A opção radical pelo Reino exige liberdade interior que torne o cristão capaz de colocar sua vida integralmente nas mãos de Deus. A relativização dos bens destes mundo, quando se trata de fazer a vontade divina, é expressão desta liberdade. Quando estes bens  impedem o cristão de obedecer a essa vontade, é sinal de que Deus tem um concorrente em seu coração. É isso um indício de idolatria.
O homem rico pensava estar em dia com Deus pelo fato de cumprir o Decálogo. Desde o tempo de sua juventude, não havia transgredido os mandamentos. A pergunta que dirigiu a Jesus: "o que devo fazer para possuir a vida eterna?" talvez manifestasse sua preocupação por algo mais, requerido por Deus. O passo básico havia sido dado. Era possível avançar?
A resposta de Jesus foi para ele um grande desafio: seria uma prova de sua liberdade diante da riqueza, de sua disposição para partilhar e de seu desejo de servir. 

Ao dar as costas para Jesus e ir embora, triste e aflito, o homem rico demonstrou que sua riqueza estava acima da vontade de Deus, e sua obediência aos mandamentos não tinha consistência. Talvez a riqueza dele tivesse sido acumulada de forma egoísta, sem solidariedade com os pobres, aos quais nunca fora motivado a ajudar. Preferiu garantir o tesouro terreno, em detrimento do tesouro nos céus, por estar ainda muito distante da vida eterna.

Oração 
Senhor Jesus, reforça minha liberdade interior de forma que nada, neste mundo, me impeça de cumprir a vontade do Pai.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

10 COISAS QUE O DIABO NÃO QUER QUE VOCÊ DESCUBRA


Sabia que quando você usa a fé vai ganhando uma espécie de poderes imperceptíveis à visão natural? Um conhecimento sobre-humano, mas que pode ser completo ou incompleto… Uma experiência ou um encontro pessoal? Só os dois termos já denotam a superficialidade de um e a profundidade do outro. Se apenas ouviu falar o nome de alguém, a verdade é que pode até pensar que conhece a pessoa, mas isso só é verdadeiro quando, de fato, essa pessoa lhe é apresentada.

É isto que acontece na relação que mantemos com Deus, muitas vezes julgamos que O conhecemos, quando, na verdade, apenas tivemos uma experiência de fé com Ele, ou seja, apenas ouvimos falar. Quando O conhecemos, a nossa própria vida ostenta as Suas características, acabando por Glorificá-Lo. E esta é a grande tarefa do diabo: impedir que alcancemos o pleno conhecimento do Senhor Jesus! (2 Pd 1,3-11)

A única forma de não sermos destruídos é a seguinte:

  1. REÚNA TODA A SUA DILIGÊNCIA
  2. ASSOCIAI COM A VOSSA FÉ
  3. ASSOCIAI COM A VOSSA VIRTUDE
  4. ASSOCIAI COM O VOSSO CONHECIMENTO
  5. ASSOCIAI COM O VOSSO DOMÍNIO PRÓPRIO - a pessoa que tem domínio próprio é auto-disciplinada e quem faz isso é porque é maduro, adulto, usa a razão, sabe dominar-se. E quem se domina acaba por ser uma influência positiva sobre os outros, pois é vista como uma pessoa adulta, disciplinada!
  6. ASSOCIAI COM A VOSSA PERSEVERANÇA: - perseverar é você ser constante, manter o mesmo ritmo, nem mais, nem menos. A viagem pode até ser longa, mas exigir de si desde o primeiro até ao último passo. A jornada só é realizada com todos os passos. E aqui não existe máquina do tempo! Porém Deus disse que estaria conosco todos os dias, passo a passo. As dificuldades, as tribulações, as tentações não o poderão demover, seja perseverante, porque, se não o fizer irá cair e isso é tudo o que o diabo quer e precisa para derrubá-lo!
  7. ASSOCIAI COM A VOSSA PIEDADE - Esta palavra nada tem a ver com sentimentalismo e sim com respeito! Por isso, tenha piedade da sua própria vida e da do seu próprio, ou seja, respeite-se, a si e aos outros. Porque quando não nos respeitamos ou à alma do nosso próximo, que pode estar a ser alvo de algum engano, não estamos a praticar a piedade, na verdade, estamos a ser impiedosos, o que, para Deus, é uma tremenda falta de respeito. Associe à sua perseverança piedade, ou seja, respeite-se e respeite aos outros, pois, dessa forma, nunca irá cair!
  8. ASSOCIAI COM A VOSSA FRATERNIDADE - Revele consideração, nunca olhando para o seu próximo como para um inimigo ou para um concorrente, como se a vida de uma competição se tratasse. Olhe para o seu próximo como para um irmão e não como um rival! Sejam eles da fé ou não! Ainda que eles sejam ‘irmaus’, será problema deles, pois eles é que estarão a viver no engano ou na incredulidade. Por isso, veja-os sempre com bons olhos, não com a intenção de sobrepujá-los ou de se aproveitar deles, mas que haja fraternidade, união familiar.
  9. ASSOCIAI COM O VOSSO AMOR - o amor, ao contrário do que muitos pensam, não é um sentimento ou emoção. Quando olhamos para a cruz vemos amor, o que, na origem da palavra, significa sacrifício, entrega: “porque Deus amou o mundo de tal maneira…”. Ele veio a este mundo e morreu por mim e por si, POR AMOR, Jesus nunca o verbalizou, mas a Sua entrega disse tudo. Porque quem ama não fala, FAZ! O amor é fundamental para que haja liberdade, porque quando nos entregamos e sacrificamos, então, ficamos na dependência de Deus.
  10. SEJA PRATICANTE - Não é por termos as 9 virtudes que estamos salvos, temos, pois, que desenvolvê-las, aumentá-las, no dia a dia, no quotidiano. Se não o fizermos ficaremos inativos e infrutíferos, por culpa do próprio indivíduo, que escolheu não dar os 9 passos. Para que o conhecimento de Jesus Cristo seja completo temos que praticar, dar frutos, porque, senão, seremos cegos, ingratos, esquecendo de onde saímos e do inferno que Deus nos livrou. Por isso, temos que procurar, agir com uma diligência cada vez maior, cumprindo com a nossa vocação e eleição.

Seguindo estes passos, nunca cairemos ou tropeçaremos e muito menos seremos um alvo fácil para o diabo e os seus anjos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

DOUTRINA DA IGREJA - LIÇÃO 06 – A MEMBRESIA DA IGREJA



“Assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros” (Rm 12,5)

        I.    INTRODUÇAO.

A bíblia refere-se à Igreja de maneiras bem variadas. Mas, primeiro e principalmente, ela é o corpo de Cristo. A igreja, nesta definição, é o organismo espiritual composto de partes mutuamente interdependentes, as quais são seus membros. A nossa união com Cristo faz com que sejamos membros uns dos outros – “assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros.” (Rm 12,5). È interessante que, mo N.T. , há mais imperativos que se referem ao nosso relacionamento uns com os outros do que aos nossos deveres no mundo ou até ao nosso relacionamento com Deus. Isso implica que meu relacionamento com o Senhor é medido por meus relacionamento com outros cristãos, mais do que qualquer outro fator (Ora, o seu mandamento é este, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou.” 1Jo 3,23; “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu.” 1Jo 4,7.20).

Portanto, devemos levar a sério o fato de que somos membros uns dos outros. Mas sabermos o que significa isso? O rol de membros de nossas igrejas parece mais uma formalidade do que a realidade desejada por Deus. Biblicamente, membresia significa vida partilhada em conjunto. Outra palavra para descrever a igreja é koinonia, que indica natureza coletiva ou comunitária absolutamente essencial ao seu verdadeiro ser. A igreja não existe, não pode desenvolver-se sem vida de comunidade. A expressão natural da vida de Cristo no salvo leva-o a se reunir (“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração.” - At 2,44.46) e a resistir à tentação de deixar de se carregar (“não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.” Hb 10,25). Qualquer cristão, pois, que deixa de experimentar a vida intima da comunhão com os irmãos, deixa de experimentar a Igreja como corpo de Cristo.

É quando a igreja está reunida – quer como pequeno grupo numa casa (“Saudai a Prisca e a Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a igreja que está na casa deles. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Ásia para Cristo.” Rm 16,3-5), quer em celebração geral num prédio (“Pedro e João subiam ao templo à hora da oração, a nona.” At 3,1) – que melhor se pode expressar a “vida do Corpo” de modo a cumprir as palavras das escrituras que dizem: “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor.” Ef 4,15-16).

      II.    O PROPÓSITO DA MEMBRESIA.

O propósito da membresia é que os cristãos animem e ajudem uns aos outros a expressar a vida de Cristo; e que desta maneira demonstrem o amor e a unidade que devem caracterizar o povo de Deus.

Paulo, escrevendo em 1Cor 12, registra cada membro do corpo é necessário aos outros, portanto, à igreja inteira. Deus queria que todas as necessidades do seu povo fossem supridas. Daí, Ele, por meio do Espírito Santo, distribuiu à Seus filhos capacidades e habilidades especiais. As necessidades de cada um são mais bem atendidas num ambiente onde a comunhão esteja  bem desenvolvida.
Dois elementos básicos definem o propósito da membresia.

  1. Mutualidade.

Podemos afirmar que mutualidade é um estilo de vida afinado com os mandamentos do NT a respeito daquilo que os cristãos devem fazer uns aos outros para expressar o seu amor unidade. Essa atitude produz uma igreja sadia, cheia de vigor que naturalmente transbordará num notável impacto sobre o mundo. O resultado é que essa igreja local atinge o alvo principal, glorificar a Deus (“Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Rm 11,36).

  1. Exercício dos dons espirituais.

Nessa manifestação básica da vida do corpo, os membros mantêm comunhão por meio da mutualidade e exercem os dons que receberam para servir uns aos outros (“servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” 1Pd 4,10).

Uma das maneiras de nos edificar-mos é por meio da prática dos dons espirituais. Eles tornam-se vitais e práticos quando são despertados, reconhecidos e utilizados dentro da vida de uma comunidade cristã viva (“antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor.” Ef 4,15-16).

Sem a dedicação de uns aos outros e o emprego dos dons não existiria a igreja. Com muita freqüência, infelizmente, é o que ocorre. Cabe a nós criar comunidades de fé onde as pessoas possam compartilhar a vida profundamente uma com as outras.

    III.    PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DA MEMBRESIA.

Longe de autorizar a idéia de se criar discípulos isolados, sozinhos, assim diz o Senhor Jesus: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” - Jo 13,34-35.

A mutualidade expressa o amor ordenado por Cristo. Um cristão, que não está exercendo a comunhão, precisa examinar a si mesmo, para verificar se, de fato, ama seus irmãos. O conceito de membros enfatiza algumas características vitais.

1.    Os membros valorizam relacionamento.

a)    Amam uns aos outros – (Jo 13,34-35; 1Pd 4,8).
b)    Sujeitam-se uns aos outros – (Ef 5,21);
c)     Suportam uns aos outros – (Cl 3,13);
d)    Confessam mutuamente seus pecados uns aos outros – (Tg 5,16ª).

2.    Os membros contribuem para desenvolvimento.

a)       Edificam uns aos outros – (Rm 14,19);
b)       Instruem uns aos outros – (Cl 3,16);
c)        Aconselham uns aos outros – (Cl 3,16);
d)       Compartilham salmos, hinos e cânticos espirituais – (Ef 5,19).

3.    Os membros se ajudam uns aos outros.

a)       Servem uns aos outros – (1Pd 4,10);
b)    Levam os fardos uns dos outros – (Gl 6,2);
c)     São mutuamente hospitaleiros – (1Pd 4,9);
d)    São bondosos uns para com os outros – (Cl 3,12);
e)     Oram uns pelos outros – (Tg 5,16b);

     IV.    CONCLUSAO.

Como vimos o alvo de todo cristão é ter uma vida em comunidade. A cada dia, um número maior de cristãos está descobrindo que não pode ser cristão sozinho. Os cristãos não têm forças para viver à altura de sua sublime vocação para o Reino, exceto quando compartilham juntos a vida na comunidade.

Marco Antonio Lana

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

LITURGIA DA PALAVRA

 
 
Leitura (Gênesis 2,18-24)
2 18 O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.” 19 Tendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais dos campos, e todas as aves dos céus, levou-os ao homem, para ver como ele os havia de chamar; e todo o nome que o homem pôs aos animais vivos, esse é o seu verdadeiro nome. 20 O homem pôs nomes a todos os animais, a todas as aves dos céus e a todos os animais dos campos; mas não se achava para ele uma ajuda que lhe fosse adequada. 21 Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. 22 E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. 23 “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.”

Palavra do Senhor.


Salmo 128

Leitura (Hebreus 2,9-11)
Leitura da carta aos Hebreus.

2 9 Mas aquele que fora colocado por pouco tempo abaixo dos anjos, Jesus, nós o vemos, por sua Paixão e morte, coroado de glória e de honra. Assim, pela graça de Deus, a sua morte aproveita a todos os homens. 10 Aquele para quem e por quem todas as coisas existem, desejando conduzir à glória numerosos filhos, deliberou elevar à perfeição, pelo sofrimento, o autor da salvação deles, 11 para que santificador e santificados formem um só todo. Por isso, (Jesus) não hesita em chamá-los seus irmãos.

Palavra do Senhor.

Evangelho (Marcos 10,2-16)
Aleluia, aleluia, aleluia.

Se amarmos uns aos outros, Deus em nós há de estar; e o seu amor em nós se aperfeiçoará (1Jo 4,12).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

Naquele tempo, 10 2 chegaram os fariseus e perguntaram a Jesus, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher. 3 Ele respondeu-lhes: "Que vos ordenou Moisés?" 4 Eles responderam: "Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher." 5 Continuou Jesus: "Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei; 6 mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. 7 Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; 8 e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9 Não separe, pois, o homem o que Deus uniu." 10 Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto. 11 E ele disse-lhes: "Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. 12 E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério." 13 Apresentaram-lhe então crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam. 14 Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: "Deixai vir a mim os pequequinos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham. 15 Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará." 16 Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho

DEFESA DO MATRIMÔNIO

O divórcio, prática comum na época, foi fortemente condenado por Jesus. Baseados na Lei mosaica, os maridos não tinham escrúpulos de se desfazer das próprias mulheres, mesmo por motivos banais. Os fariseus, com más intenções, sondaram Jesus para saber a opinião dele a esse respeito. No fundo, queriam saber como ele se posicionava diante da Lei: se a respeitava e se submetia a seus ditames, ou não.

A resposta de Jesus não permitiu aos fariseus concretizar seu intento. O Mestre retomou o relato da criação, fundamento bíblico do matrimônio, e explicitou o projeto de Deus a partir daí. Segundo a vontade divina, ele consiste numa união tão profunda entre homem e mulher, a ponto de atingir o auge da comunhão. Aí, a diversidade é superada por uma unidade indissolúvel, representada pela expressão: "serão os dois uma só carne". Na raiz desta união está o Pai. Ele é quem une. E o que for unido por ele não poderá dissolver-se.

Em última análise, Jesus estava afirmando que, quando se dá o divórcio, é porque, de fato, não houve matrimônio. Um homem que se sente à vontade para mandar embora sua mulher é porque não chegou a formar com ela uma só carne. Quando, porém, Deus une homem e mulher nada e ninguém tem o direito de desuni-los.

Oração  

Senhor Jesus, que os casais cristãos compreendam a profundidade de sua união, obra do próprio Deus.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

DOUTRINA DA IGREJA - LIÇÃO O5 – AS FIGURAS BÍBLICAS DA IGREJA – II



“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros;” Rm 12,10

Depois de ter estudado, na última lição a igreja como corpo e noiva, continuaremos hoje o nosso estudo sobre as figuras bíblicas da mesma e veremos que a Igreja é também chamada o edifício de Deus, o rebanho de Deus, e a família de Deus e a vinha de Deus.

       I.    A IGREJA COMO EDIFICIO DE DEUS.

No Novo Testamento há várias referencias à Igreja como um edifício, porem não um edifício de tijolos e argamassa, nem um prédio de bela arquitetura. Quando Paulo escreveu sua primeira carta à igreja problemática de Corinto, ele disse: “Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.” (1Cor 3,9).

1.   O Arquiteto e a Pedra Angular de Edifício.

Conforme Efésios 1,4 – “como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;” – Deus é o Arquiteto deste edifício e Jesus Cristo é a Pedra Angular (“edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina” (Ef 2,20)). A pedra angular é de importância crucial para qualquer edifício. Ela mesma faz parte do fundamento, ajuda a manter o edifício firme e também o coloca alinhado, mantendo-o assim. Somente Cristo é a Pedra Angular e o apostolo Paulo vê a função de Jesus Cristo especialmente como a de conservar firme e unido o edifício – “no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” (Ef 2,22).

2.   O Alicerce do Edifício.

O alicerce do edifício lançado pelos apóstolos e profetas – “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina;” (Ef 2,20) é a doutrina por eles ensinada. Paulo diz que ele lançou  o alicerce, pregando o Cristo crucificado, mas outros estão construindo sobre Ele – “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.” (1Cor 3,10). A igreja é edificada pelo ensino da Palavra.
Há um alerta para aqueles que estão ensinando hoje! Cuidado com os materiais que vocês estão usando! Construa, não com “ouro, prata, pedras preciosas”, mas com algo mais precioso – a sã doutrina e a pratica de uma vida pura.

3.   As Pedras do Edifício.

Os cristãos são as “pedras vivas”, edificadas sabre o alicerce – “vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.” (1Pd 2,5). Cada novo convertido é uma nova “pedra viva” para completar o edifício.

    II.    A IGREJA COMO O REBANHO DE CRISTO.

No Antigo Testamento, Israel era chamado o rebanho de Deus, e no salmo mais conhecido, o Sl 23, no verso 1, Davi chama Deus de “meu Pastor”. Jesus Cristo declarou “Eu sou o bom pastor” (Jo 10,11) e  se referiu ao povo de Israel  - “mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mt 10,6) aos seus discípulos como ovelhas – “Ide; eis que vos envio como cordeiros ao meio de lobos.” (lc 10,3). Esta figura do rebanho denota proteção, dedicação e segurança que são proporcionadas pelo Pastor.

Paulo, despedindo-se dos presbitérios da igreja de Éfeso, os alerta: “Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue.” (At 20,28).

Pedro deve ter lembrado a ordem de Jesus para ele após Sua ressurreição: “Pastoreia as minhas ovelhas.” (Jo 21,16) e usou a mesma metáfora na sua primeira carta onde ordenou aos lideres da igreja que “Apascentai o rebanho de Deus” (1Pd 2ª) e que sejam exemplos para o rebanho – “nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho.” (1Pd 5,3).

Jesus Cristo é o Supremo Pastor (“quando se manifestar o sumo Pastor” – 1Pd 5,4), o Pastor dos pastores, o dono das ovelhas e um dia os pastores terão que prestar contas a Ele.


 III.    A IGREJA COMO A FAMILIA DE DEUS.

Esta figura é utilizada no Novo Testamento para descrever a Igreja. Quando Paulo escreveu à igreja de Éfeso, ele disse que os crentes são “membros da família de Deus” (Ef 2,19). A igreja é uma “família”. Quando recebemos a Cristo como Salvador, n na família de Deus e nos tornamos filhos dEle – “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;” (Jo 1,12). Somos adotados como filhos (“para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Portanto já não és mais servo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro por Deus.” (Gl 4,5-7)) e o Espírito Santo é enviado aos nossos corações, a fim de que possamos chamar Deus de Pai (“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” (Rm 8,14-17)). Jesus ensinou seus discípulos a orar dizendo “Pai nosso que estás nos céus,” (Mt 6,9). Como Deus é nosso Pai, podemos confirmar nEle, a fim de satisfazer todas as necessidades.

Mas se Deus é nosso Pai, isso quer dizer que temos que aceitar os filhos de Deus como nossos irmãos e sempre demonstrar amor fraternal uns aos outros – “Permaneça o amor fraternal.” (Hb 13,1).

Nas Escrituras, não encontramos um cristão solitário, separado da comunhão da igreja. Somos uma família, então temos que nos reunir como família para adorar a Deus. Lembre-se da palavra do Senhor em Hb 10,25 “não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”.

   IV.    A IGREJA É A VINHA DE DEUS.

A figura da vinha foi bem conhecida pelos judeus, pois era o símbolo de Israel. Uma vinha dourada enfeitava a entrada do templo. Há varias referencias à vinha no A.T. e o Sl 80,8 declara que: “Trouxeste do Egito uma videira; lançaste fora as nações, e a plantaste.”. Mas a vinha está queimada – “Está queimada pelo fogo.” (Sl 80,16) - porque Israel falhou em cumprir o alvo de Deus para ela que era ser  luz para os gentios e levar a salvação a todos – “também te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra.” (Is 49,6b). Deus, porém, tem sua mão “sobre o filho do homem que fortificaste para ti.” (Sl 80,17), uma referencia a Jesus Cristo, a videira verdadeira de Jo 15.

Também a “Canção da Vinha”, de Is 5, era bem conhecida dos judeus. Israel era a videira do A.T. e foi julgado por não produzir frutos, devido à desobediência a Deus.

A igreja é a Vinha de Deus e Deus o agricultor – “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor.” (Jo 15,1). Esta figura denota “uma união orgânica e um relacionamento de completa dependência” (Bíblia de Estudo de Genebra). Jesus enfatiza em Jo 15,1-10 que o cristão só produz fruto quando ele está unido a Cristo e vivendo em comunhão com Ele – “porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15,5b). O ramo que não está produzindo fruto é cortado e aquele que está produzindo fruto é podado para que produza mais frutos ainda. 

      V.    CONCLUSAO.

Nestas duas lições vimos metáforas que descrevem à Igreja e todas elas, com exceção da figura do edifício, falam dum organismo vivo – a Igreja é um corpo, a noiva, um rebanho, uma família e uma vinha.