sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TIAGO, A FÉ EM AÇÃO - LIÇÃO 16 – JURAMENTO E ORAÇÃO.


“Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia.” Tg 5,16.

  1. INTRODUÇÃO.

Tiago caminha para o fechamento de sua carta. Ele escreve a conclusão abordando mais de um assunto, como era o costume na literatura grega. Dentro do mesmo tema: juramento e oração – podemos considerar a questão da proibição do juramento – Tg 5,12; a questão da saúde dos membros da Igreja – Tg 5,13-16; e o exemplo de Elias, um homem de oração – Tg 5,17-18.

O versículo 12 trata de um assunto que aparece independente dos demais versículos, tanto do trecho anterior como do posterior a ele. O conteúdo desse versículo se identifica mais com o texto que trata do mau uso da língua – Tg 3,1-12. Há relação também com a origem das contendas e maledicência – Tg 4,1-12 – porem, vamos incluí-lo nas exortações tratadas nesta lição.

  1. O JURAMENTO PROIBIDO – Tg 5,12.


“Antes de mais nada, meus irmãos, abstende-vos de jurar. Não jureis nem pelo céu nem pela terra, nem empregueis qualquer outra fórmula de juramento. Que vosso sim, seja sim; que vosso não, seja não. Assim não caireis ao golpe do julgamento.” – Tg 5,12.

Tiago começa com um costumeiro e enfático “meus irmãos” ou “meus amados irmãos”, expressões usadas em sua epistola nada menos que dez vezes – Tg 1,2; 2,1.5.14; 3,1.10.12; 5,12.19 – isto sem contar as muitas vezes que ele usa j “irmãos”. Não há duvida de que ele está se dirigindo a uma comunidade de irmãos, a Igreja do Senhor Jesus – Mt 16,18. Por isso, ele se sente à vontade para tratar de temas polêmicos.

a)    O juramento no Antigo Testamento.

O juramento quanto licito, parece fazer parte apenas do Antigo Testamento. Estava quase sempre relacionado ao culto religioso da Antiga Aliança e era proferido em ocasiões especificas e com toda solenidade.

O Antigo testamento é claro quando mostra que não era apropriado jurar em nome do Senhor – Ex 2 0,7; Lv 19,12. Jeremias aborda o falso juramento – Jr 5,2. Havendo juramento, este deveria ser cumprido fielmente – 2Cr 6,22-23.

b)   O juramento no Novo Testamento.

No novo testamento, parece ficar claro que os cristãos não deveriam fazer juramentos. Entre os mais comuns nos dias de Tiago estavam os juramentos “pelo céu” ou “pela terra”. Ele é enfático ao afirmar: “não jureis” Tg 5,12.

Jesus foi categórico ao proibir todo e qualquer juramento. Ele empregou palavras fortes ao dizer: “de modo algum jureis nem pelo céu... nem pela terra” – Mt 5,34.36. Tiago acrescenta a estas palavras de Jesus: “nem por qualquer outro voto”.

*      Porque o juramento tende a invocar o nome de algo ou alguém superior a si mesmo para dar crédito ao que se está falando.
*      Porque já havia no AT certa dificuldade na pratica de juramentos – Jr 5,2; 7,9; Os 4,2; Zc 5,3-4; Ml 3,5.
*      Porque a palavra deve ser confiável, não necessitando de nenhum juramento para respaldá-la.
*      Porque o preço de um juramento pode ser muito alto – Mc 6,23-25.

  1. A ORAÇAO COMO UM ATO DE FÉ – Tg 5,13-16.

“Alguém entre vós está triste? Reze! Está alegre? Cante. Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia.” Tg 5,13-16.

O segundo tópico desta porção da carta de Tiago diz respeito à saúde dos membros da Igreja – saúde espiritual e física – Devemos orar pela saúde espiritual da Igreja, ao mesmo tempo em que oramos pelos nossos enfermos. Vamos tratar da saúde da Igreja respondendo às perguntas de Tiago, considerando três níveis de exortações e necessidades de oração.

a)    Está alguém entre vós sofrendo? – Tg 5,13ª.

O sofrimento a que Tiago se refere são as aflições ou infortúnios da vida; são as perseguições e as provações pelas quais passamos e que provam a nossa fé. Assim aconteceu com os profetas – Tg 5,10; Jó 3,11; 2Cor 11,23-28; 2Tm 2,3.9-10 – A exortação é que devemos suportar esse tipo de sofrimento com paciência.

*      Primeiro nível de oração: orem por aqueles que estão sofrendo privações por causa de sua fé no Senhor Jesus.

b)   Está alguém alegre? – Tg 5,13b.

Mesmo que os sofrimentos, provocações, privações e infortúnios insistam em nos atormentar, enquanto estamos neste corpo – 2 Cor 4,7-10 – a alegria deve ser uma marca constante no cristão – Fp 4,4. Tiago lembra da importância do uso da língua também nos momentos de alegria. Está alguém alegre? Cante louvores. A oração é um meio de louvarmos ao Senhor, como é muito evidente nos salmos – Sl 63,3; 71,8 – A oração deve fazer parte da língua da missa ou do culto como um ato de devoção  - Esd 7,27. O NT ordena aos cristãos que estejam cheios de louvor ao nosso Deus, tanto no lar, quanto no trabalho, bem como na Igreja – 1Cor 14,15; Ef 5,19; Cl 3,16. A exortação é que o louvor cantado está intimamente relacionado com a oração.

*      Segundo nível de oração: orem louvando ao senhor por ao grande demonstração de amor e salvação.

c)    Está alguém entre vós doente? – Tg 5,14-16.

A terceira circunstância na qual a oração deve aparecer é mencionada agora de modo especifico. Nesse caso, trata-se mais de uma cura física que Tiago liga à cura espiritual – Tg 5,15. Para a oração em favor dos enfermos, Tiago faz algumas recomendações:

a)    Que os presbíteros da Igreja sejam chamados;
b)    Que o doente seja ungido com óleo;
c)    Que a oração seja feita em nome do Senhor, e com fé – Tg 5,14-15.

Temos vários exemplos bíblicos de homens que reconheceram o valor da oração, tanto para interceder pelos outros como para orar em favor deles mesmo: Abraão por seu sobrinho Ló – Gn 18, 22-33; Moisés pelo povo no deserto quando pelejava contra Amaleque – Ex 17,8-16; Daniel orou a Deus, mesmo sendo proibido pelo rei Darío; Neemias clamou ao Senhor por sucesso diante de Artaxerxes, e por proteção ante os inimigos – Dn 6,10; Ne 1,10-11; Davi por ele mesmo – Sl 38,3-10.18; e tantos outros.

Jesus sempre reservava um tempo na sua agenda cheia para fica a sós com Deus – Lc 6,12. No seu ministério terreno ele curou a muitos – Mt 9,35-36. A exortação é que devemos nos lembrar de que a principal preocupação de Tiago nestes versículos é cm a oração.

*      Terceiro nível de oração: orem sempre em nome do Senhor, crendo que a oração da fé pode curar; e se houver pecados ocultos, confessem-nos e serão perdoados.

  1. O EXEMPLO DE UM HOMEM DE ORAÇAO – Tg 5,17-18.

Para comprovar seus argumentos quanto a eficácia e o poder da oração, Tiago cita o profeta Elias como exemplo de homem justo, cujas orações tiveram grandes efeitos na nação de Israel nos dias do re Acabe – 1Rs 17,1-19,21.

Para Tiago, Elias era um homem semelhante a nós. Ele era tão humano quanto nós somos: sujeito aos mesmos sentimentos, ou seja, às mesmas paixões. O que levou Tiago a usá-lo como exemplo na oração? Algumas qualidades se destacam na vida desse homem de oração:

a)    Era um homem ousado e determinado – 1 Rs 17,1.13; 18,8.19;
b)   Era um homem fervoroso na oração – 1 Rs 18,36-38;
c)    Era um homem temente e obediente a Deus – 1 Rs 19,9-18.

Em 1 Rs 17,21-22.24, Elias nos ensina que a oração se tornara um exercício diário para manter uma vida de transparência diante de Deus, o contrario do que se vê em nossos dias. Vivemos em uma época em que a oração se tornou um exercício obrigatório de cerimônias vazias e de palavras sem sentidos.

Por tudo isto podemos afirmar que Elias era um homem comum nas mãos de um Deus fora do comum. A oração só terá eficácia se feita segundo a perfeita vontade de Deus – 1 Jô 5,14. Não somente devemos orar segundo a vontade de Deus, como também devemos estar dentro de sua plena – Cl 1,9. Foi assim que Elias viveu. É assim que devemos viver.

  1. CONCLUSÃO.

Que nunca esqueçamos que estamos apenas de passagem por aqui e que a volta de Cristo se dará qualquer momento. Quanto mais nos esquecemos de Sua volta, mais nos agarramos às coisas do mundo; quanto mais agarramos as coisas do mundo mais nos afastamos dos valores e padrões estabelecidos por Deus em sua Palavra.

Devemos nos examinar constantemente para ver se estamos obedecendo a Deus e aos seus mandamentos. Enquanto o Senhor não vem buscar sua Igreja, que vivamos uma vida digna de inteira confiança e integridade; que lembremos sempre da importância de uma vida diária de oração e que demonstremos amor por aqueles que estão fracos na fé ou caídos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PERSONAGEM BÍBLICO - AARÃO


Aarão (Ou Arraron, tranliterado para hebraico.) teria sido filho mais velho de Anrão e Joquebede (Êxodo 6:20), da Tribo de Levi (1Crônicas 6:1-3). Era bisneto de Levi.Tinha uma irmã mais velha, Miriam, Êxodo 2:4). Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da Tribo de Judá, que lhe deu quatro filhos, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.

Aparece na bíblia quando Jeová, o Deus de Israel o envia desde o Egito para se reunir com o seu irmão Moisés no Monte Horeb. Tornou-se escolhido por Deus como porta-voz (profeta) de Moisés (que teria problemas de dicção de acordo com a tradição), e serviu como orador junto do Faraó, nas diligências que permitiram a realização do Êxodo e da libertação do povo hebreu do Egipto, em direcção à Terra prometida.

Seu papel central levou à sua escolha e de sua descendência em perpetuidade como sumo sacerdote dos israelitas quando da constituição do sacerdócio no Tabernáculo, ainda que posteriormente por covardia tenha participado de algumas rebeliões contra autoridade divina como na criação do bezerro de ouro, ídolo pedido pelos israelitas para guiar-lhes já que Moisés estaria desaparecido pois estava no Monte Sinai recebendo os Dez Mandamentos.

Aarão e Moisés não foram autorizados por Deus a entrar em Canaã. A razão alegada é que os dois irmãos apresentaram impaciência em Cades, no último ano de peregrinação no deserto, quando Moisés bateu na rocha para sair água, quando a ordem de Jeová era que ele deveria comandar a rocha. Da morte de Aarão temos duas historias, a principal e mais detalhada de que Aarão, Eleazar seu filho e Moisés, subiram ao monte Hor, Moisés tirou as vestes de Aarão e as colocou em seu filho Eleazar. E Aarão morreu no alto do monte. Depois disso, Moisés e Eleazar desceram do monte, e , quando toda a comunidade soube que Aarão tinha morrido, toda a nação de Israel pranteou por ele durante trinta dias. Aarão tinha cento e vinte e três anos de idade quando morreu no monte Hor, no primeiro dia do quinto mês do quadragésimo ano depois que os israelitas saíram do Egito. A outra historia conta em que os israelitas partiram dos poços dos jaacanitas e foram até Moserá. Ali Arão morreu e foi sepultado, e o seu filho Eleazar foi o seu sucessor como sacerdote. O monte Hor ficava nos limites da tribo dos Edomitas, próximo a Petra, atualmente é território da Jordânia.

A Vara de Aarão

A Vara de Aarão é o nome dado à vara que usada por Aarão para executar sinais prodigiosos diante de Faraó e que serviu como sinal de escolha para o sacerdócio por Deus quando da rebelião de Corá (Números 17,8). Esta vara teria sido colocada na Arca da Aliança, o que a tradição cristã também concorda (Hebreus 9,4) como um sinal da autoridade do sacerdócio aarônico.

A Tumba de Aarão

A tumba de Aarão é o nome dado ao local onde Aarão teria sido enterrado de acordo com Números 20, 23-28. De acordo com a tradição, Aarão teria sido enterrado na Montanha de Hor na época do domínio dos edomitas. A tradição posterior, evidentemente de origem muçulmana crê que se trate de um monte próximo a Petra, chamado hoje de Monte de Aarão, ainda que tal afirmação não concorde com o itinerário dos israelitas conforme estabelecido pela Torá.

Visão rabínica e apócrifa

Os mais antigos profetas e escritores judaicos viram nos seus sacerdotes os representantes religiosos de uma forma inferior à verdade profética, o espírito dos homens sem Deus e sem a vontade de potência necessária para resistir às proclamações idólatras. Assim, Arão, o sacerdote típico, está abaixo Moisés, o representante da verdade profética direta. Porém salienta-se (Sifra, Wa-yira, i) que quinze vezes na Torá é dito que "o Senhor falou a Moisés e Aarão." Quando após o domínio persa, um ideal diferente de sacerdote foi formado (Malaquias. 2,4-7), a tendência predominante foi a de colocar Aarão em pé de igualdade com Moisés. "Às vezes Aarão, em outras vezes Moisés, é mencionado em primeiro lugar nas Escrituras, isto para mostrar que eles eram do mesmo valor", diz Mekilta e Eclesiástico 45,6-24.

No Corão

No Corão, Aarão é conhecido como Harun. Um dos detalhes importantes que diferem o texto daqui sobre o texto da Torá é o fato de Aarão não estar envolvido na criação do bezerro de ouro.

Comparação de Moisés e Aarão
De acordo com Tan. (ed. Buber, 2,12), a atividade de Aarão como um profeta começou mais cedo do que a de Moisés. O escritor do Testamentos dos Patriarcas, no entanto, hesita em igualar Moisés "que fala com Deus como com um pai" com Aarão (Testamento de Levi, 8,17). Os rabinos são mais enfáticos no louvor das virtudes de Aarão. Hillel, que no tempo do Herodes viu a degeneração da classe de sacerdotes, diz: Sejais como díscipulos de 'Aharon que amavam a paz e buscavam a paz, que amavam as criaturas e as traziam para a Torá. (Avot 1:12). Isto é ainda ilustrado pela tradição preservada em Abot der. N. xii. Sanh. 6b, e outros, segundo a qual Aarão era um sacerdote ideal do povo, muito mais amado por sua gentileza do que Moisés. Enquanto Moisés era, por vezes, intransigente e duro, Aarão era pacificador, reconciliando um casal que havia se separado, por exemplo. O luto do povo por Aarão foi maior do que o luto por Moisés, tendo toda a cada de Israel chorado, incluindo as mulheres (Números 20,29). Mesmo na fabricação do Bezerro de Ouro os rabinos encontram motivos de isenção para Aarão (Sanh. 7a). Sua força e silenciosa submissão à vontade de Deus sobre a perda de seus dois filhos são referidos como um excelente exemplo para os homens de como glorificar a Deus no meio de grande aflição (Zeb. 115; b Josephus, "Ant." Iii. 8 º, § 7). Particularmente significativas são as palavras representadas como sendo faladas por Deus após os príncipes das doze tribos trazerem suas oferendas de dedicação para o Tabernáculo: "Diga ao teu irmão Aarão: Maior que os presentes dos príncipes é o teu, porque Tu és chamado a acender a luz, e, embora os sacrifícios devem durar apenas enquanto dura o Templo, a tua luz da lei deve durar eternamente" (Tan., ed. Buber,, 6).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

AS PARÁBOLAS DE JESUS - PARÁBOLOA DO RICO E O MENDIGO


19.  Ora, havia certo homem rico  que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente .
20.  Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele;
21.  e desejava alimentar-se das migalhas que caiam da mesa do rico; e at;e os cães vinham lamber-lhe as úlceras.
22.  Aconteceu morrer o mendigo e ser lavado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.
23.  no inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio
24.  Então, clamando, disse : Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda Lázaro  que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
25.  Disse, porém Abraão : Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males : agora, porém , aqui, ele está consolado; tu, em tormentos
26.  e, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte  que os querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós
27.  Então, replicou pai, eu te imploro  que mandes à minha casa paterna,
28.  porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho a fim de não virem também para este lugar de tormento. 
29.  Respondeu Abraão : Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
30.  Mas ele insistiu : Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com  eles, arrepender-se-ão .
31.  Abraão, porém, lhe respondeu : Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir; ainda  que ressuscite alguém dentre os mortos.  

Lição que extraímos desta parábola :  

O rico levou uma vida egocêntrica. Escolheu mal e sofreu eternamente. Lázaro viveu a totalidade da sua vida na pobreza, mas seu coração era reto para com Deus. Seu nome significa : “Deus é meu socorro” , e ele nunca abdicou da sua fé em Deus. Morreu e foi imediatamente levado ao Paraíso, para estar com Abraão. Os destinos desses dois homens foram irreversíveis a partir da sua morte. 

Seio de Abraão- Uma figura de linguagem usada por Jesus nesta parábola, ilustrando o grande abismo, posto entre a bem-aventurança do paraíso e a miséria do hades (inferno). O falecido Lázaro é descrito como alguém reclinado próximo de Abraão, na festa dos benditos, segundo a maneira judaica que levava a cabeça de uma pessoa quase a encostar-se contra o peito de outra que estivesse reclinada mais para cima. E era nessa posição que ficava o hospede mais favorecido em relação ao anfitrião. Reclinar-se no seio de Abraão,na linguagem  talmúdica, era igual a entrar  no paraíso. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

AS 10 PRAGAS DO EGITO





O SENHOR julgou o povo egípcio e libertou a seu povo, golpeando as crenças nas divindades egípcias.

Ao serem derramadas sobre o Egito, as pragas foram divididas em dez prodígios, que coletivamente foram chamados julgamentos (Êxodo 7.4) e também sinais e maravilhas (Êxodo 7.3). Essas pragas foram a resposta da justiça de Deus contra a iniqüidade e a teimosia do povo egípcio. Combinava os fenômenos naturais com a intervenção divina, intervenção esta que servia de elemento controlador.

"E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade dura para sempre;" (Salmos 136:14)

Foram à resposta de Deus a pergunta que faraó fez: Quem é o Senhor, cuja voz ouvirei?

Foi, por outro lado, um modo de desmoralizar os deuses pagãos a quem os egípcios prestavam cultos como o rio Nilo, o Sol, a Lua, que demonstraram impotência perante o Deus Todo Poderoso, não podendo interferir e nem proteger nenhum egípcio.

1ª praga: ÁGUAS DO NILO E OUTRAS SE TRANSFORMAM EM SANGUE. (ÊXODO 7.14-25).

Foi um golpe contra o deus Hapi, o deus protetor das inundações do Rio Nilo. O Rio Nilo era considerado um deus e o deus Hapi intervia junto o deus Nilo nas inundações. Deus resolveu mostrar que essas divindades nada poderiam fazer para impedir que suas águas se transformassem em sangue, apodrecessem e cheirassem mal.
2ª praga: A INVASÃO DE RÃS. (ÊXODO 8.1-15)

Os egípcios relacionavam as rãs com a deusa da fertilidade Hekt. Todos que queriam a fertilidade adoravam essa divindade. O SENHOR verdadeiro zombou dessa divindade mostrando que ela não conseguiria impedir que todo o Egito fosse invadido por rãs.

3ª praga: O PÓ DO EGITO SE TRANSFORMA EM  PIOLHOS (ÊXODO 8.16-19).

O pó da terra no Egito era considerado sagrado, O SENHOR o converteu em insetos muito molestadores. Os sacerdotes egípcios, ao ministrarem nos lugares sagrados, usavam vestes brancas de linho. Estas vestes deveriam ser extremamente brancas. Raspavam também a cabeça e, antes de entrar no lugar sagrado, eram examinados minuciosamente, porque não podiam ter no seu corpo ou suas vestes qualquer inseto imundo. Curavam as pessoas usando o pó sagrado da terra do Egito. Esse pó considerado sagrado agora causava grandes feridas aos egípcios. Era uma profanação aos seus deuses, e Tot senhor da magia foi desmoralizado. Devido a essa praga os sacerdotes egípcios ficaram impossibilitados de cumprirem seus rituais.

4ª praga: MOSCÕES POR TODO O EGITO, EXCETO EM GÓSEN ONDE O POVO DE ISRAEL VIVIA. (ÊXODO 8.20-32)

Os egípcios tinham em deus chamado Belzebu, que na crença deles era poderoso para afugentar moscas, e Ptah o criador do universo. Enxames de moscas cobriram a terra do Egito. Importunaram Faraó e seu povo. Sacerdotes e magos egípcios clamaram a Belzebu e a Ptah, mas nada puderam fazer. Mais deuses pagãos desmoralizados.

5ª praga: PESTE NO GADO. (ÊXODO 9.1-7)

Foi para humilhar Amom, o deus adorado em todo Egito que tinha a forma de um carneiro, Hator a deusa-vaca e Ápis o deus-touro.No baixo Egito, Amom era adorado também em forma de um touro, ou bode, e era protetor dos rebanhos do Egito. Como era de se esperar, tais divindades foram incapazes de proteger o rebanho egípcio.

6ª praga: FURUNCULOS E ÚLCERAS. (ÊXODO 9.8-12)

Uma humilhação para o deus Tifon, que protegia os egípcios contra qualquer ferida que fosse causada por qualquer coisa, e Ísis a deusa da medicina. Os sacerdotes adoravam Tifon e jogavam as cinzas de seu altar em todos os doentes. Os próprios sacerdotes foram os primeiros a serem infectados.

Novamente nenhum deus pode fazer nada. 

7ª praga: TROVÕES E SARAIVA. (ÊXODO 9.13-35)

A deusa Serafis, protetora da lavoura do Egito foi desmoralizada e Reshpu, controlador das chuvas, relâmpagos e trovões foi humilhado. A vegetação foi devastada com a tempestade de trovões, raios e saraiva, as colheitas de cevada e de linho foram destruídas e os animais do Egito foram mortos. Nunca havia acontecido esse tipo de tempestade no Egito. O termo trovão em hebraico significa literalmente “Vozes de Deus” e aqui insinua que Deus falava em juízo contra aquela nação pagã e contra seu conjunto de deuses. Os egípcios que escutaram a advertência de Deus conseguiram salvar o seu gado.

8ª praga: GAFANHOTOS QUE DESTRUÍRAM AS PLANTAÇÕES. (ÊXODO 10.1-20)

Os egípcios tinham além de Serafis, o deus Min que juntos protegiam  a vegetação e a colheita de suas terras. Um vento oriental troxe a praga dos gafanhotos que consumiu a vegetação que havia sobrado da tempestade de saraiva. Serafis e Min foram impotentes para proteger o Egito dos gafanhotos e mais uma vez, Deus humilha divindades egípcias.

9ª praga: TRÊS DIAS DE ESCURIDÃO E TREVAS EXCETO EM GÓSENN ONDE O POVO DE ISRAEL VIVIA. (ÊXODO 10.21-29)

A escuridão e as trevas encobriram o Egito inteiro, exceto a terra de Gósen. A escuridão foi total e absoluta. Uma pessoa não via a outra mesmo que estivesse a um palmo de distância. Foi uma grande humilhação a todos os deuses do Egito, especialmente Rá, o destacado deus-sol e Hórus um deus solar. O Sol e as estrelas, objetos de culto, foram incapazes de penetrar à densa escuridão. Foi uma desmoralização direta para o próprio Faraó, suposto filho de Rá que era chamado de “O FILHO DO SOL”.

10ª praga: O ANJO DA MORTE QUE MATOU OS PRIMOGÊNITOS DO EGITO, INCLUSIVE O FILHO DE FARÁO QUE ERA TIDO COMO UM DEUS ENCARNADO. (ÊXODO 11.1-12.36).

O Egito estava completamente arruinado (Êxodo 10.7). Agora, passado cerca de um ano desde a primeira praga, vem o cumprimento da Lei da Semeadura. Os egípcios tinham matado as crianças dos judeus, agora eles mesmos colhiam o que haviam plantado. A morte sobreveio à meia-noite e  Amon-Rá, representado como carneiro e o próprio filho de faraó foram incapazes de impedi-la. Um grande clamor de desespero ouviu-se por todo o Egito e Moisés e seu povo não somente tiveram permissão para sair, mas foram induzidos a saírem do Egito, de modo insistente. Ao povo de Israel foram dados suprimentos abundantes para que pudessem partir.

As Pragas foram para provar ao povo do Egito que só o SENHOR é Deus, porém eles não entederam e não libertaram Seu povo, precisando assim, que seus deuses insignificantes e pagãos fossem humilhados e desmoralizados e se mostrassem impotentes perante a ira do ÚNICO Deus Todo Poderoso.

Louvado seja O Nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

NOTA:

Biblicamente falando é Deus mostrando que ele é o Deus vivo e os deuses pagãos não passam de deuses falsos.

Mas no meu entender Deus usa a própria natureza para fazer o serviço. E para mim Deus usou um vulcão. Veja:

1º - As águas do Nilo Tingem-se de Sangue ou maré vermelho.

A explosão do Vulcão Santorini espalhou cinzas por sobre o Egito. A lama e a fumaça que caíram sobre o rio torna quente a água do Nilo e provoca a reprodução descontrolada de algas pirrófitas que causam o fenômeno da maré vermelha colorindo as águas com cor de sangue.

2º - Rãs Cobrem a Terra

A intoxicação das águas faz com que as rãs e sapos fujam do rio, espalhando-se por toda a região.

  - Piolhos Atormentam Homens e Animais

Com a morte de muitos animais, as carcaças podres proliferam grande quantidade de moscas, além delas existe também naquela região o maruim, piolhos.

4º - Moscas Escurecem o Ar e Atacam Homens e Animais

Outro tipo de insecto, a mosca dos estábulos, transforma-se em praga, atacando todo tipo de mamífero que encontra.

5º - Uma Peste Atinge os Animais

A peste equina africana e a peste língua-azul, doenças transmitidas pelo maruim, mataram a maioria dos mamíferos.

6º Pústulas Cobrem Homens e Animais

O mormo, uma doença equina que também ataca o homem, é transmitida pela mosca dos estábulos provocando úlceras na pele.

7º - Chuva de Granizo Destrói Plantações
O granizo pode cair nas regiões desérticas do Mediterrâneo, embora seja um fenómeno relativamente raro. Misturado com raios, da a ilusão de ser saraiva. Também se supõe que proveio do encontro entre uma massa de ar quente e uma massa de ar fria que causa ventos, chuva forte, ou tempestades eléctricas, que os egipcios poderiam interpretar como chuva de fogo.

8º - Nuvem de Gafanhotos Ataca Plantações

Após a tempestade, os ventos fortes mudaram o curso dos gafanhotos etíopes.

9º - Escuridão Encobre o Sol por Três Dias

Uma tempestade de areia pode durar dias e é capaz de encobrir completamente a luz do Sol. É possível que o mesmo fenómeno que ocorreu com os raios tenha encoberto o Sol, devido às correntes de areia do deserto do Saara levantadas pelo vento.

10º - Os Primogénitos de Homens e Animais Morrem

Com a escassez de alimentos, causada pela morte dos animais e peixes e a devastação das plantações.Cereais eram guardados em celeiros, ou abaixo da terra para serem protegidos da contaminação, mas já estavam contaminados por vestígios dos gafanhotos e/ou moscas dos estábulos, e junto com o forte calor os grãos podem desenvolver um tipo de fungo altamente tóxico. Como no Egito antigo os primogénitos (tanto humanos quanto dos animais) tinham a preferência na alimentação, uma tradição no egito antigo, tanto para homens quanto para animais(recebiam a primeira porção, logo a mais contaminada por ser mais vulnerável, e uma porção extra no final) como eram muitas toxinas, era possível a morte dos primogênitos.

Evangelho (Marcos 1,29-39)

 
Aleluia, aleluia, aleluia.
Cristo tomou sobre si nossas dores, carrego em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
1 29 Assim que saíram da sinagoga, dirigiram-se com Tiago e João à casa de Simão e André.
30 A sogra de Simão estava de cama, com febre; e sem tardar, falaram-lhe a respeito dela.
31 Aproximando-se ele, tomou-a pela mão e levantou-a; imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los.
32 À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram-lhe todos os enfermos e possessos do demônio. 33 Toda a cidade estava reunida diante da porta.
34 Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam.
35 De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração.
36 Simão e os seus companheiros saíram a procurá-lo.
37 Encontraram-no e disseram-lhe: "Todos te procuram."
38 E ele respondeu-lhes: "Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também lá, pois, para isso é que vim."
39 Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda a Galiléia, e expulsando os demônios.

Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
O PODER DE CURAR

O poder taumatúrgico de Jesus chamava a atenção de todos. Por onde passava, atraía multidões de pessoas que recorriam a ele em busca de cura para suas doenças e enfermidades. E ninguém ficava sem ser atendido.

Os milagres de Jesus, entretanto, nada tinham de exibicionismo. Seu poder de curar não o transformava em milagreiro ambulante, a serviço do interesse e da curiosidade alheia. Talvez alguém se tenha aproximado dele com esta visão deturpada de sua ação. Ele, porém, manteve até o fim sua pureza de intenção.

Os milagres de Jesus estavam em função de seu serviço ao Reino. Por meio deles, ficava patente que o Reino estava acontecendo em forma de recuperação da saúde e de tudo quanto mantinha cativo o ser humano.

Os benefícios do poder de Jesus chegavam a todos indistintamente. Jesus não se perguntava se a pessoa era digna ou não de ser beneficiada por ele. Importava-lhe apenas o fato de ter diante de si alguém carente de vida, em quem o Reino podia dar seus frutos. Por isso, não se recusava a acolher pessoa alguma e fazê-la participar da vida recebida do Pai, para ser partilhada com a humanidade.

Oração Senhor Jesus, que eu recupere a vida e a liberdade, para assim o Reino acontecer em minha existência.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TIAGO, A FÉ EM AÇÃO - LIÇÃO 15 – A PACIÊNCIA E SUAS RECOMPENSAS


“Tende também vós paciência e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.” Tg 5,8.

  1. INTRODUÇAO.

Paciência é a virtude que faz parte do fruto do Espírito que consiste em suportar sofrimentos e provações com resignação – “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência” – Rm 5,3. Na sua origem bíblica, paciência e longanimidade vêm da mesma raiz com a idéia de suportar, perseverar e persistir na convicção de se opor ao erro, ainda que sob circunstancias adversas (Tg 1,12; 5,7; Rm 9,22; Cl 3,12).

Vemos que o Deus da paciência, ao invés de explodir o seu furor, sua ira santa e destruir a humanidade corrupta, adia o julgamento e dá nova oportunidade através de um homem que temia ao Senhor (Gn 6,5-8).

Esta deve ser a nossa meta no dia a dia: deixar a ira abandonar o furor e não ser impaciente (Sl 37,8). Haverá alguma recompensa por levarmos pacientemente a nossa cruz? È o que vamos ver a seguir, através de alguns exemplos baseados no texto que estamos estudando.

  1. O EXEMPLO DO LAVRADOR PACIENTE – Tg 5,7-9.

 È evidente, no contexto da epistola, o sofrimento dos cristãos mais pobres da Dispersão, sob a opressão dos ricos (Tg 5,4-6). Muitos deles podem até ter se convertido na Igreja de Jerusalém, onde Tiago parece ter sido pastor por algum tempo (At 15,13-21). Parece que Tiago procura pastoreá-los à distancia, através da epístola, na qual os exorta animando, confortando e consolando, até porque reverter o comportamento injusto dos poderosos opressores na época era difícil (Tg 2,4-7).

Uma vez que Deus irá punir estes opressores, os crentes precisam esperar com paciência.

a)    A paciência do lavrador em relação à natureza – Tg 5,7.

O lavrador prepara a terra, ara, semeia, limpa o mato, e vem sobre ele sol causticante, chuva, animais peçonhentos e outros. Tudo ele suporta pacientemente desde a primeira chuva da primavera até a última do verão.

O lavrador faz fielmente a sua parte e, se a natureza colabora, finalmente nascem frutos exuberantes, que enchem os seleiros, e o coração de quem tanto se esforçou transborda de alegria. É a recompensa do trabalho sofrido, perseverante e paciente; exemplo que devemos imitar (Tg 5,7).



b)   O limite da paciência cristã para vencer as provações – Tg 5,8ª.9ª.

Para Tiago, perder a paciência não deve ser atitude do cristão, uma vez que ela deve durar até a volta de Cristo (Tg 5,7ª). Quando o Senhor voltar, fará justiça. Os maus serão castigados e os justos, como recompensa, serão recolhidos no glorioso reino, onde não haverá mais pranto e até as lagrimas dos sofrimentos serão enxugadas dos nossos olhos (Ap 21,4).

A principio, pode aparecer que a queixa de uns contra os outros (v. 9) não tem muita coisa à ver co o contexto. Todavia, devemos lembrar que queixa ou numeração contra os outros é tentação comum nos tempos de muita pressão.

c)    A paciência e a Segunda Vinda – Tg 5,8b e 9b.

O final dos versos 8 e 9 tem em comum referencias à volta do Senhor e ao julgamento a ele associado. Sabemos que o próximo grande acontecimento na historia da redenção será a volta do Senhor. Ao mencionar que “o juiz está às portas” – v. 9b, o autor relembra-nos que o Senhor voltará como juiz (Mt 25,31-34; At 17,31; 2 Tm 4,1).

  1. O EXEMPLO DOS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO – Tg 5,10.

Certamente não foram só os irmãos da Dispersão a sofrerem provações. O Apostolo destaca o sofrimento dos profetas na trajetória de seus ministérios.

a)    O testemunho do profeta Amós – “Eles aborrecem os que os repreendem à porta, e detestam o homem de palavras íntegras.” Am 5,10;

b)   O testemunho do profeta Jeremias – “A espada dizimou vossos profetas qual leão devastador.” Jr 2,30b.

c)    O testemunho do profeta Elias – “... Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas ao fio da espada. Só eu fiquei, e querem tirar-me a vida.” 1Rs 19,10.

d)   O testemunho do escritor aos Hebreus – “E, no entanto, todos estes mártires da fé não conheceram a realização das promessas! Porque Deus, que tinha para nós uma sorte melhor, não quis que eles chegassem sem nós à perfeição (da felicidade).” Hb 11,39-40. Sobre isso afirmou Jesus: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” Jô 16,33b.

e)    O testemunho de Jesus Cristo – “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo de suas asas... e tu não quiseste!” Mt 23,37. Mas ele também ofereceu consolo: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.” Mt 5,10-12.

  1. O EXEMPLO DE JÓ – Tg 5,11.

Tiago é o único escritor do N.T. que cita Jó. “Notaste o meu servo Jó? Não há ninguém igual a ele na terra: íntegro, reto, temente a Deus, afastado do mal.” – Jó 1,8, conforme o testemunho do próprio Deus ao adversário. Todavia, por permissão de Deus, foi provado. Satanás só não lhe tocou a alma, mas os bens, família e saúde. A desgraça foi total.

a)    As aprovações de Jó.

·         Perda repentina e total de todos os bens através de uma ação satânica, ficando totalmente pobre – Jó 1,13-17;
·         Perda dos dez filhos de uma só vez, enquanto se confraternizavam na casa do irmão primogênito – Jó 1,18-19;
·         Perda da saúde, ficando torturado e humilhado no corpo, em conseqüência das chagas que o maligno lhe pôs da cabeça aos pés – Jó 2,6-8.

A despeito de tão pesada provação, Jó se humilhou e adorou o Deus que tudo lhe deu e tirou, provando que sua vida estava escolhida em Deus, e em nenhuma das coisas terrenas – Jô 1,20-22; 19,25-27.

Tiago diz que são bem-aventurados os que são perseverantes no sofrimento e exemplifica com a vida do justo Jó, relembrando quantas recompensas ele recebeu do Senhor.

b)   As recompensas de Jô.

a)    Na vida espiritual – Deus lhe restaurou a posição de sacerdote que tivera antes – Jó 1,5; 42,8-9.

b)   Na vida material – Deus lhe dobrou a quantidade de animais que possuíra antes – Compare Jó 1,3 com Jó 42,12;

c)    Na vida domestica e social – Deus lhe deu outros dez filhos. Também os parente e amigos que dele se afastaram por sua doença e pobreza voltaram ao convívio, até lhe trazendo presentes custosos – Jó 42,11-15.

d)   Na longevidade – Deus concedeu a Jó uma vida longa para que ele pudesse desfrutar, juntamente com sua família, as recompensas de sua provação e paciência – Jó 42,16-17.



  1. CONCLUSAO.

Na pratica, exercer paciência não é fácil, mas necessário. Especialmente olhando para o mundo conturbado de hoje, sem paciência, como vencê-lo? Se até os descrentes já entendem assim, imagine a responsabilidade dos cristãos – “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.” Cl 3,12.

Tiago, já na sua época, via a necessidade do cristão reforçar a sua fé com uma dupla dose de paciência, como forma de vencer a opressão do mundo ímpio e as diferentes opiniões e reclamações entre os próprios irmãos de fé – Tg 5,8-9.

Para tanto, temos de nos espelhar na exemplar paciência exercida em meio a tanto sofrimento pelo lavrador, pelos profetas, por Jó e principalmente, por Jesus. Afinal, o texto encerra declarando que “Vós sabeis que felicitamos os que suportam os sofrimentos de Jó. Vós conheceis o fim em que o Senhor o colocou, porque o Senhor é misericordioso e compassivo.” Tg 5,11. Portanto, o filho de Deus não precisa pensar que está sozinho ao ter que exercer paciência nas provações. Ele tem um Deus misericordioso e compassivo olhando para sua difícil jornada, que certamente terá um final feliz!