terça-feira, 23 de março de 2021

Ensinos da parábola do amigo importuno

(1) A primeira lição que salta aos olhos é a persistência. Mesmo diante de uma primeira negativa, o homem que desejava ser hospitaleiro com sua visita, e que só conseguiria fazer isso naquele momento (meia-noite) com a ajuda do vizinho, não se deixa vencer por um primeiro não na resposta ao seu pedido. Note que o homem não nega o pão, porém, o momento não é o certo. Deus nos ensina aqui que a oração não deve deixar-se desanimar quando a resposta não é imediatamente respondida como se espera. É necessário ser persistente. 

 (2) Precisamos fazer questão do que pedimos. Nesta parábola não temos a lição de que Deus deseja ser pressionado, ou que se formos importunos “moveremos” a mão de Deus! Observe que na parábola, apenas o momento é citado como um mau momento para o pedido ser atendido. Porém, quando o amigo observa o quanto aquilo era necessário, o quanto era persistente o pedido, por causa do esforço dele, por aceitar inclusive a vergonha de ser importuno, o amigo o atenderá, mesmo que seja para se ver livre do constrangimento. Muitas vezes Deus quer ver em nós o quanto um pedido de fato é importante, se de fato fazemos questão do que estamos pedindo e buscando, até onde estamos dispostos a ir em oração! 

 (3) Haverá uma resposta aos que perseveram. Na parábola, o pedido feito, inicialmente recebe uma resposta não. Mas o fato de continuar pedindo, de continuar buscando, mesmo que envergonhado, faz com que o amigo importunado o atenda no que ele precisa. Deus quer nos ver envolvidos com nossos pedidos de oração. Envolvidos nos pedidos verdadeiros, com o qual nos importamos, que são de fato importantes e pelos quais lutamos. Deus saberá dar uma resposta adequada aos nossos pedidos que fazemos com perseverança. Cabe a nós sermos firmes e constantes na oração. 

 (4) Jesus finaliza a parábola explicando, então, que atitude deve ter o crente com relação a oração a Deus. Ele diz: “Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lucas 11:9). Mais abaixo ele explica como Deus age em relação aos nossos pedidos: “Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra?” (Lucas 11:11). Deus, assim como aquele amigo, é “importunado” diariamente com nossas orações. Não devemos desistir no primeiro “não”, antes, devemos perseverar nos pedidos que julgamos importantes e que sabemos que só Deus pode atender, sabedores, pela fé, de que, como Pai, Ele fará o melhor para atender às nossas necessidades da melhor forma e no melhor momento!

sábado, 20 de março de 2021

O que significa o ferro com ferro se afia em provérbios?

 

(1) O livro de provérbios, como todos sabem, trabalha muitos ensinos usando figuras de linguagem, principalmente algumas muito conhecidas do povo da época (com uso de elementos do dia a dia), que foram os primeiros leitores dos provérbios. No texto que estamos estudando temos uma figura de comparação, observe: Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (Provérbios 27:17). A estrutura mostra primeiro um “como” e segue com uma conclusão “assim”. O autor usa a figura de comparação e faz a conclusão rápida do ensino que quer aplicar. Essa é uma forma de ensino muito usada em provérbios.


(2) Esse provérbio fala de um contato que resulta em algo, que estimula o acontecimento de algo. Numa sociedade onde o ferro já era muito usado na produção de espadas, de facas, machados, etc., era de conhecimento comum que para afiar um equipamento desse (de ferro) poderia ser usado um outro pedaço do mesmo ferro, produzindo um melhor corte para a realização de um trabalho. É por isso que diz que o ferro afia o ferro. Esses dois pedaços de ferro se melhoram quando um entra em contato com o outro, quando um se envolve com o outro. Esse é o ponto central da comparação. Agora, qual, então, é a conclusão do ensino?


(3) Depois do objeto da comparação ser explicado, o autor conclui o pensamento com um “assim”. A conclusão é “o homem afia o seu amigo” ou “um amigo afia outro amigo”. A ideia desse provérbio está claramente ligada a forma como as pessoas que estão ao nosso lado nos “afiam”, nos moldam, nos aprimoram. Nesse provérbio o sábio demonstra o fato de que as companhias que escolhemos para estar ao nosso lado terão, através do contato frequente, algum tipo de influência sobre nós. Não tem como a influência ser zero. O contato humano vai gerar sempre um resultado.


(4) Apesar do provérbio estar colocando essa questão de forma positiva, dizendo da boa infância de um amigo, aquela de um amigo que nos “afia” para nos tornar melhores pessoas, não podemos deixar de destacar que o contrário também é verdadeiro. Influências negativas também nos moldarão de alguma forma, mas para o mal. O sábio já ensinou sobre isso, quando disse: “Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau” (Provérbios 13:20). Dessa forma, o cuidado com as influências é muito importante. Espera-se que um amigo verdadeiro seja um companheiro que gere crescimento, melhorias na nossa vida!


(5) Concluo mostrando o quão importante o sábio achava que as pessoas se cercassem de pessoas que as fizessem crescer, que dessem boas contribuições às suas vidas e vice-versa, pois também devemos ser esse tipo de amigo a alguém. Em outras palavras, devemos ser bons “ferros” e encontrar outros bons “ferros” para que possamos um ao outro “afiar”, em um aprimoramento mútuo onde todos ganham.

sexta-feira, 19 de março de 2021

5 Evidências de uma pessoa que tem o Espírito Santo

 




Você também se pergunta “Como saber se o Espírito Santo está em mim? Como age o crente cheio do Espírito Santo?” Neste estudo bíblico aprenderemos as atitudes e as características de uma pessoa que tem o Espírito Santo, pois muitos pensam erroneamente que Ele se manifesta só no sobrenatural, em uma manifestação “profética” e momentânea; vamos então explorar os detalhes na Bíblia e saber mais com entendimento.


Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. (Romanos 14:17 KJF).


Como é o Espírito Santo agindo nas pessoas e a pessoa que tem o Espírito Santo - o reino de Deus é alegria no Espírito Santo Romanos 14 17 


É surpreendente como o Espírito Santo trabalha em nossas vidas, mas muitas pessoas hoje em dia ainda tem dúvidas de como reconhecer que uma pessoa realmente tem o Espírito Santo, não é mesmo?! 


Isso é porque o mundo não vê e não percebe as ações do Espírito Santo, pois Ele é dado somente a quem recebeu a Cristo em sua vida e ama Sua Palavra, o que este(a) demonstra praticando-a (Jo 14:17,21). 


Ele é tão falado na Bíblia pelos apóstolos, e até mesmo pelos profetas, e nos foi dado pelo Pai após o Senhor Jesus ter subido aos céus, depois da ressurreição. 


“Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu orarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que ele possa habitar convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.” (João 14:15-17 KJF) 


Este estudo sobre o Espírito Santo vai te ensinar as características de um crente cheio do Espírito Santo, aqueles que realmente o receberam, e vai lhe mostrar como você deve agir para recebê-lo também. 


1. Quem tem o Espírito Santo não vive mais na prática do pecado! 


Todo aquele que é nascido de Deus não se dedica à prática do pecado, porquanto a semente de Deus permanece nele e ele não pode continuar no pecado, pois é nascido de Deus. (1 João 3:9 KJA) arrependido dos pecados, orando, cruz 


Não foi à toa que coloquei este tópico como primeiro, pois esta deve ser a primeira evidência de uma pessoa que tem o Espírito Santo. 


E, quando ele vier [o Espírito Santo], convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo; (João 16:8 KJF) – colchetes do autor.


Reconhecer os pecados cometidos contra Deus, arrepender-se deles, confessá-los e abandoná-los são os passos principais de quem procura entender como ter Espírito Santo. 


Quem não pratica os passos acima não pode ter o Espírito Santo! (1 Jo 1:8-9) Como você receberá algo de alguém com quem nem se reconciliou? (2 Co 5:18-20; At 2:38)


Da mesma forma, se temos pecado contra qualquer pessoa, precisamos reconhecê-los e confessá-los, nos consertando com nosso próximo e perdoando-o, a fim de que alcancemos perdão de Deus e sejamos curados também (Mt 5:23,24; Mc 11:25,26; Tg 5:16).


Para dar-nos o Espírito Santo, Deus quer retirar de nosso coração toda ferida e toda sujeira do pecado!


Se você tiver dificuldades de perdoar alguém, leia o estudo sobre Como liberar perdão sincero aqui no blog Bíblia se Ensina.


2. O crente cheio do Espirito Santo ama ao Senhor Jesus, e por isso estuda e pratica Sua Palavra naturalmente. 


Você leu mais acima João 14:15, onde Jesus diz: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” 


Depois disso o Mestre continua dizendo que, como resultado da obediência aos seus mandamentos (prova de que o amamos), Ele rogaria ao Pai, que enviaria outro Consolador.


Uma das características pessoais do Espirito Santo é que Ele é como um professor, pois nos ensina a guardar tudo que Jesus nos ensinou (Jo 14:26), por isso um crente cheio do Espírito Santo se interessa em estudar, guardar e praticar as palavras do Senhor, pois isto já passa a fazer parte de sua natureza! 


Se você reconhece que precisa ter mais compromisso com a leitura e o estudo da Palavra de Deus, mas ainda sente dificuldades em habituar-se com isso, eu gostaria de te ajudar um pouco. 


Cadastre-se na lista de leitores aqui do blog Bíblia se Ensina e receba mensagens bíblicas gratuitas em seu e-mail que vão te ajudar.

 

3. Vida em santidade é uma das principais evidências de uma pessoa cheia do Espírito Santo. 


Pensais vós que a escritura diz em vão: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? (Tiago 4:5 KJF)


Este versículo citado acima está em contraste com o versículo 1 deste mesmo capítulo, leia:


De onde vêm as guerras e brigas entre vós? Porventura não vêm disto, das concupiscências que guerreiam nos vossos membros?


A concupiscência é a ambição ou desejo desmedido por bens materiais e/ou sensuais. É a ganância por poder, pelo dinheiro, isto é, a cobiça. É o anseio pelos prazeres sensuais; desejo sexual exagerado e desregrado e vicioso.


É impossível que tais características dominem o coração e a vida de uma pessoa que está se enchendo do Espírito Santo.


O fruto do Espírito Santo não tem em si nenhuma dessas atitudes acima, portanto uma pessoa que tem o Espírito de Deus naturalmente não irá desenvolvê-las também (Gl 5:22,23).


Veja abaixo as características do fruto do Espírito que você deve praticar, e confira ao lado de cada um o contrário, coisas que você deve abandonar!

1. Amor.

Abandonar: raiva, ira, calúnia, inimizade, disputa, comentários negativos dos pecados dos outros, falta de misericórdia, falta de perdão, falta de empatia.

2. Alegria.

Abandonar: amargura, sentimento de abandono, tristeza, frustração, falta de fé.

3. Paz.

Abandonar: contendas de palavras, irar-se com facilidade, palavras e respostas duras/grosseiras, comentários sobre os outros que incitam a raiva.

4. Paciência.

Abandonar: gritaria, irritação, sentimento premeditado para abandonar a fé, revolta.

5. Benignidade – qualidade de gentil e hospitaleiro.

Abandonar: grosseria, avareza (pão duro – Cl 3:5), falta de misericórdia, vingança, desejar mal aos outros.

6. Bondade.

Abandonar: falta de compaixão, não atender às necessidades materiais do próximo quando pode – ler 1 João 3:17.

7. Fidelidade – ou fé.

Abandonar: incredulidade (Hb 3:12), dúvidas com relação a Deus, premeditar pecados (Rm 13:14), raiva contra Deus achando que Ele não sabe o que está fazendo (Rm 9:20).

8. Mansidão.

Abandonar: falta de paciência (se irrita facilmente), gosto por ver uma brigas.

9. Domínio próprio.

Abandonar: vícios, comer demais, ver televisão por muitas horas, uso exagerado do computador, ou ficar olhando Smartphone a cada minuto demonstrando falta de controle sobre isso ou usá-lo em momentos inapropriados, não controla a língua, etc.

Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. (1 Pedro 1:15 KJF)

 

4. A pessoa que tem o Espirito Santo gosta de fazer a obra de Deus! 


Todo cristão que se compromete com Deus e com Sua Palavra recebe dele um chamado, um trabalho, um ministério (1 Co 12: 4-11,27-31).

 

E todo Cristão que recebe de Deus uma obra a realizar, deve buscar poder do Espírito Santo para fazê-la, sendo direcionado por Ele, capacitando-se no estudo da Palavra e em oração (2 Tm 2: 1,3-4,15).


Todo cristão é instruído a buscar os dons do Espírito Santo para trabalhar na obra de Deus, a fim de que sejamos completos na vida cristã.

 

Portanto, procurai fervorosamente os melhores dons…

 

E ele mesmo deu alguns para apóstolos, e alguns para profetas, e alguns para evangelistas, e alguns para pastores e professores, para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo, ( 1 Co 12:31a; Ef 4:11-12 KJF)

 

Uma vez que buscamos os dons espirituais/ministeriais, precisamos crescer/amadurecer neles.

 

Assim também vós, que sois zelosos dos dons espirituais, procurai tê-los em abundância, para a edificação da igreja. (1 Coríntios 14:12 KJF)


Uma vez que crescemos no uso dos dons espirituais, mediante o Espírito Santo e de acordo com nosso chamado, precisamos manter nosso foco em exercitá-los.


Portanto, irmãos, procurai diligentemente firmar o vosso chamado e eleição; porque, se fizerdes isso, jamais caireis. (2 Pedro 1:10 KJF)

 

Uma vez trabalhando com o Senhor Jesus, precisamos nos esforçar e permanecer firmes neste trabalho, pois todo nosso esforço não será em vão.

 

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. (1 Coríntios 15:58 KJF)

 

Você já sabe qual trabalho Deus te chamou a realizar em Sua obra e Seu Reino?

Se você ainda não sabe qual é o seu dom espiritual e/ou ministerial, o primeiro passo é orar perguntando a Deus, Ele é o dono da obra, portanto sabe para o que cada um é útil! (1 Co 12:4-6)

 

Dedique-se à oração!

 

Se você já sabe qual é o seu chamado, então é hora de se aperfeiçoar e amadurecer ainda mais nele!

 

Estude a Palavra focado em seu chamado - programas de capacitação e estudo bíblico - chamada para ação no blog 2 (1)

 

5. Uma pessoa cheia do Espírito Santo não vive de forma a entristecê-lo! 


E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. (Efésios 4:30 KJF)

 

Para não entristecer ao Espírito Santo, conforme lido acima, devemos viver de acordo com a sã doutrina de Cristo Jesus, nosso Senhor, vivendo a totalidade do novo nascimento no Espírito de Deus (Jo 3:3-5; 2 Co 5:17).

 

Ora, uma pessoa que nasceu do Espírito de Deus não se amolda aos padrões pecaminosos deste mundo, e nem se deixa contaminar pela maneira de viver separada de Deus que ele possui (Rm 12:2; Sl 1:1-2; 101:2-4; Ef 4:17-24).

 

O nosso corpo é templo do Espírito Santo, por isso devemos cuidar de mantê-lo santificado e consagrado para Deus (1 Co 6:19-20).

Como superar os momentos de crise?

 


Uma situação parecida ocorreu em Israel quando esta era governada pelo rei Acabe. Em desobediência as leis de Deus ele se casou com Jezabel, uma estrangeira que adorava a outros deuses. O resultado disso foi que esse rei trouxe uma grande crise ao povo, que também se afastou de Deus e serviu a outros deuses. Por causa do pecado e da quebra da aliança com Deus, a crise veio sobre eles. O principal sinal da crise foi a falta de chuva, que foi profetizada pelo profeta Elias (1 Reis 17: 1). 


Mas em meio a essa grande crise estava o profeta Elias, homem de Deus, mas que também enfrentava as consequências daquela crise. Como ele, muitos servos de Deus hoje em dia também estão enfrentando as consequências das crises, não estão totalmente isentos a ela. Mas a Bíblia diz que Deus mandou que corvos alimentassem Elias naquela crise e que ele bebesse da torrente que existia em Querite (1 Reis 17:4). 


As coisas iam bem, havia comida e bebida para Elias, apesar da crise. Porém, num dado momento acontece algo: “Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra” (1 Reis 17:7). A provisão de Elias havia secado. E agora?


Da mesma forma que aconteceu com o profeta de Deus, muitos servos fieis de Deus estão vendo a sua torrente secar, seja na área econômica, na saúde, na família ou em outras áreas em que as crises podem estar instaladas. Elias poderia ter ficado desesperado, afinal, quem pode viver sem água e sem chuva?


Mas Elias não perdeu a sua fé em Deus. De ouvidos atentos, ouviu a voz de Deus, que lhe disse: “Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida” (1 Reis 17:9). Deus tem a resposta certa para as nossas necessidades. E, muitas vezes, a resposta de Deus vem de onde menos esperamos. Como uma viúva poderá me sustentar? Poderia ter questionado Elias. Mas ele creu na provisão de Deus, que fez um grande milagre naquele lugar, onde o azeite da botija e a farinha da panela não se acabou até que a chuva desceu sobre a terra (1 Reis 17: 14).


Por isso, crises são sim momentos difíceis, mas são momentos de ver a mão de Deus estendida para Seus servos com toda sorte de bênçãos. Às vezes elas vêm de onde menos podemos esperar, como de corvos que traziam alimento ao profeta ou de uma multiplicação sobrenatural de azeite e farinha. O fato é que Deus é fiel e nós devemos crer que mesmo nos momentos de crise está no controle e cuidado de nossa vida.


Mas existe algo que nós devemos fazer! Não podemos ficar imóveis como que esperando apenas a ação de Deus nos salvar das crises. Temos algo a fazer, temos uma parte de cooperação com Deus que é importantíssima: 


(1) Como Elias, precisamos ouvir a voz de Deus em meio ao barulho das crises (1 Reis 17:8).

(2) Como Elias, não podemos ficar parados esperando as coisas caírem dos céus, temos que se dispor a fazer alguma coisa. Desânimo não combina com crise (1 Reis 17:9).

(3) Como Elias, devemos ser obedientes a palavra de Deus, fazendo a vontade Dele mesmo que seja difícil (1 Reis 17:10).

Quem Escreveu o Obituário de Moisés em Deuteronômio 34?

 


 

As Escrituras são claras quanto a Moisés ter escrito o Pentateuco, os primeiros cinco livros do Antigo Testamento (Dt 4.14; 5.1-2; 1Rs 2.3; 8.9; 2Rs 14.6; Ed 7.6; Ne 1.7; 8.1; Sl 103.7; Dn 9.13; 2Cr 23.18; 25.4; Ml 4.4; Mt 19.7–8; 22.24; At 3.22; 7.37-38; Rm 10.19; 1Co 9.9; Hb 9.19; Ap 15.3). Manter a autoria mosaica do Pentateuco, no entanto, levanta uma questão interessante: quem escreveu sobre a morte e sepultamento de Moisés em Deuteronômio 34?

 

Ao longo dos séculos, estudiosos e comentaristas bíblicos divergiram sobre quem teria escrito Deuteronômio 34. Por exemplo, a tradição judaica cita Josué. Em seu comentário sobre Deuteronômio, João Calvino reconhece a “provável conjectura dos antigos” de que Josué escreveu Deuteronômio 34, mas admite que Eleazar, o sacerdote, também é um provável candidato. John Gill diz que Josué poderia ser o autor e ainda admite que Eleazar, Samuel e Esdras também poderiam ser.

 

Comentaristas mais recentes — tais como Eugene Merrill, Edward J. Woods e Dan Block — simplesmente não identificam o autor.

 

Possivelmente Moisés?

Não seria descomedido pensar que Moisés foi quem escreveu o relato de sua própria morte e sepultamento, especialmente por Deus ter revelado sua palavra e suas obras à Moisés (“Deus revelou os seus planos à Moisés e deixou que o povo de Israel visse os seus feitos poderosos”. - Sl 103.7). Há outros exemplos nas Escrituras que fornecem alguma credibilidade à ideia de que Moisés pressentiu sua morte eminente e a descreveu.

 

Isto seria consistente com a revelação por Deus de eventos futuros em outras ocasiões. Deus revelou seu plano de destruir Sodoma e Gomorra a Abraão (Gn 18.17-33). Deus revelou a Ezequiel, em tempo real, que Nabucodonosor estava em uma encruzilhada, buscando nos oráculos qual caminho seguir (Ez 21.18-23). Em Ezequiel 8, Deus revela a Ezequiel — enquanto este estava exilado perto do rio Eufrates — o que estava acontecendo no templo em Jerusalém. Mateus 16.21 indica que Jesus sabia o que iria acontecer com ele — sofrimento, crucificação e ressurreição — em Jerusalém. Portanto, Deus poderia ter revelado a Moisés o que aconteceria em seus últimos dias. Afinal, Deus revelou a ele o que aconteceu antes de seu nascimento (Gn 1:1 – Êx 1.22).

 

No entanto, é mais provável que alguma outra pessoa tenha escrito Deuteronômio 34 e há indicações, nas Escrituras e na tradição judaica, quanto à provável identidade do autor.

 

Eleazar?

O filho de Arão e seu sucessor como sumo sacerdote, Eleazar, é muitas vezes citado como um possível autor de Deuteronômio 34. Ele desempenhou um papel importante na vida de Israel durante os ministérios de Moisés e Josué. Ele foi nomeado o chefe da tribo de Levi (Nm 3.32) e foi encarregado de supervisionar os deveres do santuário (Nm 4.16). No deserto, Eleazar foi encarregado de inventariar os despojos de guerra após a batalha de Israel contra Midiã (Nm 31). Ele também auxiliou Moisés e Josué na distribuição das terras para as tribos de Israel (Nm 34.17; Js 14.1).

 

Além disso, Eleazar era um levita. Os levitas eram encarregados do cuidado da lei (Dt 31.9, 26) e de ensiná-la (Nm 31.21; Dt 33.10; 2Cr 17.9; 35.3). A posição de Eleazar como sumo sacerdote e seu serviço ao lado de Moisés e Josué, podem ter dado a ele as qualificações para atualizar Deuteronômio após a morte de Moisés.

 

Esdras?

Esdras é descrito como um escriba digno, que era “versado na Lei de Moisés” e que “tinha disposto o coração para buscar a Lei do SENHOR e para a cumprir” (Es 7.6, 10). Esdras foi o responsável por restaurar a adoração fiel entre os remanescentes que retornaram do exílio.

 

Como parte de seu trabalho de restauração, a tradição judaica atribui duas ações que dizem respeito ao nosso tema. Primeiro, ele foi responsável pela atualização da linguagem da Bíblia hebraica. Segundo, no Talmud de Jerusalém e da Babilônia, os rabinos indicam que Esdras completou a atualização, coleta e organização dos livros do Antigo Testamento. Além disso, 2 Macabeus 2.13 sugere que Esdras tinha uma grande biblioteca à sua disposição para realizar sua obra no cânon do Antigo Testamento. Dada a atividade literária de Esdras e os recursos disponíveis, ele poderia ter sido responsável por fechar o Pentateuco com a descrição da morte e o enterro de Moisés.

 

Samuel?

Samuel é um dos principais candidatos a autor de Deuteronômio 34, dada a sua posição diante do Senhor (1Sm 2,21; 3.19) e também seu papel como profeta. Os profetas do Antigo Testamento foram inspirados por Deus (1Pe 1.10-12; 2Pe 1.20–21) e muitos escreveram suas profecias (Isaías, Ezequiel, Joel, Miquéias, etc.).

 

No entanto, de acordo com a divisão da Bíblia hebraica, existem mais livros proféticos. Os livros que consideramos como históricos (Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis) também são considerados proféticos. Isto significa que estes livros não são apenas um registro histórico de Israel; são uma “história sagrada” escrita por um profeta para registrar os atos de Deus entre seu povo da aliança (1Cr 29.29). Portanto, o profeta Samuel escreveu as histórias sagradas de Juízes e dos livros de Samuel até sua morte. Alguns acrescentariam o livro de Josué à lista de livros que Samuel escreveu. As Escrituras também evidenciam a atividade literária de Samuel em 1 Samuel 10.25 e 1 Crônicas 29.29. Portanto, Samuel como profeta, teria autoridade divina para completar Deuteronômio. E isso explicaria a declaração encontrada em Deuteronômio 34.10: “Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés.”

 

As Evidências Apontam para Josué

No entanto, Josué parece ser o candidato mais provável para a autoria de Deuteronômio 34. A maioria dos comentaristas e tradições judaicas concordam com isso. John Peter Lange diz que fica claro, a partir do mandato a Josué em Js 1.8 (compare com Dt 4.2; 13.1), que ele meditava e punha em prática a Palavra de Deus.

 

Josué foi ajudante de Moisés desde a sua juventude e provavelmente aprendeu a amar a Palavra de Deus enquanto servia a Moisés (Nm 11.28; ver também Êx 33.11). As Escrituras também evidenciam a atividade literária de Josué em Deuteronômio 31.19 e Josué 24.26.

 

Embora Deus possa ter comunicado o relato da morte e sepultamento de Moisés a qualquer um dos homens listados acima, uma simples leitura de Deuteronômio 34 parece indicar Josué como o autor mais provável.

 

Isto Realmente Importa?

Ainda que tenhamos um certo grau de certeza quanto a autoria de Deuteronômio 34, em última análise, não temos certeza de quem o escreveu. Muitos seguem os sábios conselhos de Calvino e deixam “a questão sem muita importância indefinida”. Portanto, quando um pastor pregar sobre Deuteronômio 34, pode dar sua opinião sobre quem é o seu autor, visto que há vários candidatos. No entanto, o pastor deve apenas sugerir sua opinião.

 

Ao instruir sua congregação sobre a inspiração das Escrituras e sobre os autores dos 66 livros da Bíblia, o pastor pode apontar que tal sugestão de um autor diferente de Moisés para Deuteronômio 34, não compromete nem a autoria mosaica do Pentateuco nem a inspiração das Escrituras. Novamente, as Escrituras incluem indicações de adições e atualizações divinamente autorizadas. Por exemplo, Provérbios 25.1 fala dos servos do rei Ezequias que compilaram alguns provérbios de Salomão.

 

Embora Davi tenha sido o autor de muitos salmos fica claro que alguma outra pessoa os colocou na sequência que temos hoje, por exemplo, o saltério é dividido em cinco livros, muitos contendo salmos de outros autores. Êxodo 13.17 menciona o “caminho da terra dos filisteus”, uma atualização do nome de um lugar mais antigo, já que os filisteus não viviam naquela área na época do êxodo.

 

E Samuel não poderia ter escrito 2 Samuel, visto que já havia morrido portanto, é provável que Natã ou Gade tenham terminado sua obra (1Cr 29.29).

quinta-feira, 18 de março de 2021

Jefté, um homem de Deus.





Pela graça, mediante a fé, Jefté superou os traumas de seu passado difícil e vergonhoso e tornou-se um homem de Deus (Heb.11:32). Através da sua experiência e história aprendemos que:

 

1. O homem de Deus não depende da sua herança familiar

 

Juízes 11:1 diz “Jefté, o gileadita, era um guerreiro valente, porém sua mãe era uma prostituta; seu pai foi Gileade.”

 

Algumas pessoas nascem em berço esplêndido! Já nascem herdando um bom nome, amor, atenção e bens materiais. Mas Jefté já nasceu no prejuízo! Herdando um legado ruim e vergonhoso! Além disso, foi expulso da sua própria casa! Foi rejeitado por seus irmãos (verso 2); e seu pai terreno não o defendeu! MAS DEUS, que é rico em graça e misericórdia, o acolheu! Deus o escolheu, chamou, capacitou e usou sua vida de forma maravilhosa!

 

Com a imoralidade em alta, aumenta o número de vítimas do divórcio e de pais ou mães omissos e ausentes. Na graça de Deus, porém, há esperança e restauração até para o filho de uma prostituta!

 

2. Aqueles que se aproximam do homem de Deus nem sempre são os melhores

 

Juízes 11:3: “Então Jefté fugiu dos seus irmãos e se estabeleceu em Tobe. Ali um bando de vadios uniu-se a ele e o seguia.”

 

O mesmo aconteceu com Davi, quando se refugiou na caverna de Adulão. A bíblia diz que: “juntaram-se a ele todos os que estavam em dificuldades, os endividados e os descontentes; e ele se tornou o líder deles. (ISamuel 22:2)

 

Sempre que Deus levanta um líder e começa a trabalhar através dele, pessoas boas e ruins costumam se aproximar. Cabe a ele ensinar-lhes o caminho do Senhor.

 

3. O homem de Deus não briga por cargo de liderança!

 

Juízes 11:4-8: “Algum tempo depois, quando os amonitas entraram em guerra contra Israel, os líderes de Gileade foram buscar Jefté em Tobe. “Venha”, disseram. “Seja nosso comandante, para que possamos combater os amonitas””

 

Disse-lhes Jefté: “Vocês não me odiavam e não me expulsaram da casa de meu pai? Por que me procuram agora, quando estão em dificuldades?“

 

“Apesar disso, agora estamos apelando para você”, responderam os líderes de Gileade. “Venha combater conosco os amonitas, e você será o chefe de todos os que vivem em Gileade.”

 

O homem de Deus não precisa brigar ou fazer politicagem para chegar à liderança. Na hora certa, o próprio Deus o estabelecerá!

 

4. O homem de Deus é revelado no dia da adversidade!

 

Na prosperidade, o povo de Gileade não tinha tempo para Jefté! (11:1-3).

 

Mas quando chegaram os Amonitas, o problema, a guerra e o medo pediram a sua ajuda! Submeteram-se a sua liderança! (11:4-11).

 

Leitor, seus parentes ou amigos o desprezam por causa de Cristo? Não se ofenda. Permaneça firme na fé! Ore por eles, deixe-os saber que o dia em que eles precisarem, você estará lá para ajudá-los no que for possível. Deus costuma abrir corações no dia da adversidade.

 

5. O homem de Deus estuda a palavra de Deus!

 

Publicamente, Jefté fala como Deus agiu com poder em favor do seu povo no passado! (Juízes 11:12-27). Assim, ele encoraja a si mesmo e ao povo de Deus. Ao fazer isso, ele revela que era um estudante das Escrituras. Se você quer ser usado por Deus, dedique-se ao estudo de Sua Palavra!

 

6. O segredo da vitória está na presença de Deus!

 

Juízes 11:29: “Então o Espírito do Senhor se apossou de Jefté. Este atravessou Gileade e Manassés, passou por Mispá de Gileade, e daí avançou contra os amonitas.

 

Capacitado e fortalecido pela presença do Espírito de Deus, ele enfrentou o inimigo! Os versos 32 e 33 declaram que Deus os entregou nas suas mãos!

 

Jefté era um guerreiro valente, mas o segredo da sua vitória estava na presença de Deus! Isto é um principio bíblico! O rei Davi confirma esta verdade, dizendo:

 

“Nenhum rei se salva pelo tamanho do seu exército; nenhum guerreiro escapa por sua grande força. O cavalo é vã esperança de vitória; apesar da sua grande força, é incapaz de salvar.” Salmos 33:16-17

 

7. O homem de Deus não é perfeito!

 

Juízes 11:30-3: E Jefté fez este voto ao Senhor: “Se entregares os amonitas nas minhas mãos, aquele que vier saindo da porta da minha casa ao meu encontro, quando eu retornar da vitória sobre os amonitas, será do Senhor e eu o oferecerei em holocausto”.

 

Jefté acertou várias vezes, mas desta vez ele errou feio! Fez um voto solene sério, precipitado e pecaminoso! (Veja Deuteronômio 12:31)

 

Lição principal: Não existe líder espiritual humano perfeito!

 

1. Exija perfeição de você mesmo e você acabará frustrado.

 

2. Exija perfeição dos outros e você acabará decepcionado.

 

3. Olhe para Jesus! E você ficará maravilhado! Nele, você encontrará perfeição infinita, graça superabundante, perdão sincero, restauração completa, sabedoria e vitória sobre o pecado!

 

Ele é poderoso para libertá-lo de seu passado difícil e vergonhoso.

 

Ele é poderoso para fazer de você UM HOMEM DE DEUS!

 

“Se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas se passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Cor.5:17)

Propiciatório e propiciação na Bíblia

 


(1) O propiciatório é uma peça de ouro que está ligada a famosa arca da aliança, aquela peça que ficava dentro do tabernáculo (e também do templo construído depois), no Santo do santos, que era o local mais restrito do tabernáculo, onde somente o Sumo Sacerdote podia entrar apenas uma vez ao a no para realização dos rituais do dia da expiação (Levítico 16:34). O propiciatório é exatamente a tampa da arca da aliança. Nele temos os dois querubins de ouro, um de frente para o outro, com suas asas estendidas, olhando para a tampa (Levítico 25:17-22). Mas por que ele tem esse nome? 



(2) O propiciatório, juntamente com a Arca da Aliança, simbolizava a presença de Deus em meio ao povo. Por isso, na Lei de Moisés, uma vez ao ano o sumo sacerdote levava o sangue de um animal para ser aspergido (respingado) justamente na tampa da arca (o propiciatório). Esse ato significava que Deus aceitou o sangue de uma vítima inocente em lugar do sangue dos pecadores, trazendo-lhes a restauração, perdoando seus pecados. Por isso o propiciatório tem esse nome, porque vem da palavra propiciação (falaremos dela abaixo). Sendo assim, o propiciatório, além de ser a tampa da arca, representava um lugar de expiação dos pecados! 


(3) Agora que sabemos o que é o propiciatório, vamos compreender melhor o conceito de propiciação no antigo testamento. Sabemos que o pecado é uma afronta a Deus. Que Deus derrama sua justiça como punição sobre os pecadores e que a Bíblia muitas vezes chama isso de “ira de Deus”. Sendo todos pecadores, quem poderia escapar da ira de Deus? Certamente ninguém pode escapar pelos seus próprios méritos! Mas Deus, que é rico em misericórdia, estabeleceu meios para que fornecesse a nós o Seu perdão. A propiciação é um desses meios! 


(4) Na propiciação Deus aceita o sangue substituto ao do pecador, ou seja, Deus aceita que o sangue do sacrifício (de animais no Antigo Testamento) seja dado no lugar do sangue do pecador que merecia morrer para que haja perdão e reconciliação. Isso tudo se chama propiciação. No Novo Testamento esse conceito ganha maiores proporções, pois Jesus Cristo vem oferecer Seu sangue em lugar do sangue dos pecadores arrependidos, de uma vez por todas e de modo perfeito. É por isso que João explica: “e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (1 João 2:2). Ele, mencionado no texto, é Jesus Cristo. Ele derramou Seu sangue na presença de Deus em nosso favor! 


(5) Mas por que Deus precisaria da morte dos pecadores? Ele não poderia simplesmente perdoar todo mundo? Deus age com base na Sua justiça e palavra e vemos na Bíblia que Deus estabeleceu a morte para a desobediência: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17). Além disso, com base na Sua justiça, Deus requer arrependimento dos pecadores. Assim, Deus poderia simplesmente decretar a punição eterna a todos os pecadores e estaria sendo totalmente justo, pois todos nós pecamos. Mas Ele, em amor, nos dá caminhos de reconciliação! Aos que rejeitam esses caminhos não cabe outra coisa senão enfrentar a justiça do Senhor!

quarta-feira, 17 de março de 2021

4 segredos bíblicos para enfrentar as crises e sair vitorioso

 





Segredo 1 – Creia que Deus é o seu refúgio e fortaleza

No Salmos  46 verso 1 o salmista nos revela que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza…”. Essas duas palavras do texto, “refúgio e fortaleza”, nos passam uma mensagem muito poderosa de Deus. Ser refúgio é ser nossa proteção; ser fortaleza é ter poder para ser nossa proteção. Imagine você se proteger de uma tempestade em uma casa frágil de papelão. Dificilmente conseguiria se proteger. Agora se você se abrigar de uma tempestade em uma casa construída sobre fortes alicerces, ai sim estará protegido. Deus deixa claro que Ele está ao nosso lado no caminho que estamos trilhando, nos guiando e fornecendo a nós tudo que é necessário para andarmos nesse caminho e chegarmos até o fim, cumprindo a vontade Dele e sendo, dessa forma, vitoriosos, independentemente do tipo de tribulação que passemos nesse caminho. Ele é o nosso alicerce poderoso. 



Segredo 2 – Creia que Deus é o seu socorro PRESENTE

Somos seres humanos, sujeitos a todo tipo de fraqueza. Enquanto estamos trilhando os caminhos de Deus e buscando a nossa vitória a cada dia, sabemos que poderemos ser impactados com as dificuldades do caminho e as nossas fraquezas podem aparecer para nos atrapalhar. Deus sabe disso, por isso, nos diz que Ele é “socorro bem presente nas tribulações.” (Sl 46:1). Minha filhinha está aprendendo a andar. Às vezes paro na frente dela, sento-me no chão a uma certa distância e estendo os braços, chamando-a para andar em minha direção. Algumas vezes ela vem com toda ousadia aos meus braços, em outras, parece ficar preocupada, com medo, com dúvidas e ameaça cair… e é nesse momento que eu estou ali por perto para socorrê-la da melhor forma possível. Estou presente na dificuldade dela. Assim é Deus para conosco!

Segredo 3 – Creia e não deixe o medo te dominar

O medo pode ter vários poderes sobre a nossa vida. Mas o mais terrível poder é quando o medo nos faz desistir, nos faz perder de vista quem é Aquele que está conosco, o nosso refúgio e fortaleza. Quando o medo nos domina e nos faz focar os olhos em situações difíceis para nos desanimar, ele exerce esse poder sobre nós e nos derrota. O salmista deixa claro sua posição, nos revelando mais um segredo daqueles que enfrentam e vencem as suas crises: “Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares…” (Sl 46:2). Por mais difícil e desesperadora que possa ser uma situação, o salmista é otimista e não permite que o medo o domine e o paralise. No lugar do medo ele cultiva a fé e descansa debaixo do poder de Deus e da proteção Dele.

Segredo 4 – Creia que Deus é soberano sobre tudo e descanse

Nós gostamos de ter o controle absoluto sobre tudo. Ah, se pudéssemos controlar tudo que acontece conosco, toda nossa vida, os resultados! Mas logo descobrimos que isso não é possível, pois somos limitados. Por causa disso muitas pessoas desenvolvem graves problemas psicológicos por causa do estresse, da ansiedade e de um desgaste tremendo por causa das preocupações. Na nossa caminhada até a vitória não podemos nos esquecer da soberania de Deus. Ele é o dono do caminho, Ele quem nos guia, Ele é quem nos protege, quem nos socorre quando necessário. O salmista pensando em tudo isso nos mostra o que Deus deseja de nós: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.” (Sl 46:10). Podemos aquietar o nosso coração e descansar na certeza, no “saber” que temos a respeito do Deus a quem servimos.

Atitudes que Deus quer ver em nós nos momentos de dificuldades

 

(1) Tenha disposição para lutar mesmo que o inimigo seja grande

Quando o franzino Davi (provavelmente com menos de 20 anos de idade aqui) percebe que o gigante Golias trazia dificuldades ao seu povo e que a maioria dos homens de seu povo estava acovardado diante dele, Davi se apresenta ao rei com disposição para lutar: “Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra o filisteu” (1 Samuel 17:32). Essa disposição vem de um coração cheio de fé e é uma atitude que agrada profundamente a Deus. Crie em seu coração essa disposição, não importando o tamanho do inimigo!

(2) Tenha disposição para tentar

Pessoas para te desanimar diante de uma luta existem aos montes. Quando Davi se dispõem para enfrentar o gigante Golias, ao invés de ser incentivado a lutar, ele é incentivado a desistir e não tentar: “Porém Saul disse a Davi: Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a sua mocidade” (1 Samuel 17:33). Davi, porém, não aceita tal argumento e insiste que ele deveria ao menos tentar. Essa atitude de confiança agrada a Deus, pois cem por cento das pessoas que nunca tentam nunca vencem. 



(3) Tenha confiança em Deus

Fé em Deus é algo muito importante quando enfrentamos batalhas. A fé que Davi tinha sustentou as suas convicções, a sua força e o seu desejo de tentar resolver aquela situação difícil que seu povo passava naquele momento. Fé nos momentos de crise é algo muito importante: “Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu. Então, disse Saul a Davi: Vai-te, e o SENHOR seja contigo” (1 Samuel 17:37). Davi creu que não estava sozinho. Davi creu na vitória. Davi creu que podia. Davi creu…


(4) Tenha Foco no necessário

Todos estavam preocupados com Davi. Arrumaram até mesmo uma armadura provisória para que ele tivesse alguma chance, já que ninguém acreditava que de fato Ele pudesse vencer aquela luta. Muitas coisas desnecessárias nos atrapalham a enfrentar as nossas lutas e vencê-las. Davi focou na luta e tirou aquela armadura que só o atrapalhava: “Davi cingiu a espada sobre a armadura e experimentou andar, pois jamais a havia usado; então, disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois nunca o usei. E Davi tirou aquilo de sobre si” (1 Samuel 17:39). Devemos também identificar e tirar da nossa vida tudo que é desnecessário, seja a falta de fé, o medo, as fraquezas, as tristezas. Tire isso tudo que só te atrapalha e fique somente com o necessário para lutar e vencer! 


(5) Lute com as armas que têm em mãos

Não espere ter um tanque de guerra ou ser um super-herói para enfrentar as suas lutas e vencê-las. Deus quer que você lute da forma que sabe, com o que tem nas mãos, com as habilidades que ele te deu, agora mesmo. Davi foi com tudo para cima do gigante com as armas que possuía e que sabia usar: “Tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco pedras lisas do ribeiro, e as pôs no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão; e, lançando mão da sua funda, foi-se chegando ao filisteu” (1 Samuel 17:40). Identifique as suas armas. Use aquilo que Deus já te ensinou até agora. Use! Lute! 


(6) Use as armas espirituais nas suas lutas

Davi sabia que simples pedras não seriam suficientes para derrubar um gigante guerreiro. Mas sabia que algumas pedras nas mãos de um Deus que luta pelos Seus servos seriam suficientes para derrubar aquele gigante. Use as armas espirituais: oração, fé, jejum, adoração, consagração, etc. Essas armas vão te ajudar a derrubar os gigantes da sua vida: “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (1 Samuel 17:45).

Davi venceu. Venceu porque lutou. Venceu porque não ficou acovardado como os demais. E você, por que não venceu ainda?