sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Estudo Bíblico de Gênesis 6

Gênesis 6 fala da corrupção do gênero humano. Um estudo bíblico de Gênesis 6 revela a escalada do pecado na humanidade. Após a Queda de Adão, o homem se tornou totalmente depravado. Esse capítulo também registra o anúncio do dilúvio sobre a terra.

 

Um esboço de Gênesis 6 pode ser organizado da seguinte forma:

 

  • A corrupção total da humanidade (Gênesis 6:1-4).
  • Deus fica descontente com a humanidade, mas se agrada de Noé (Gênesis 6:5-10).
  • Deus anuncia o dilúvio (Gênesis 6:11-22).

 

A humanidade se afunda no pecado (Gênesis 6:1-4)

Os quatro primeiros versículos de Gênesis 6 mostra a degradação da humanidade por completo. Ao mesmo tempo em que a humanidade crescia, o pecado também se multiplicava. Esses versículos também são considerados por muitos como os mais difíceis de interpretar em todo o livro de Genesis. Isso porque eles fazem referência à união entre os filhos de Deus e as filhas dos homens e falam também de gigantes e valentes que habitavam a terra.

 

Sobre isso, existem basicamente três pilhas possibilidades de interpretação. A interpretação cristã tradicional identifica os filhos de Deus como sendo os descendentes da linhagem piedosa de Sete. Esses homens acabaram se misturando com os descendentes da linhagem de Caim.

 

As antigas interpretações judaicas identificam os filhos de Deus como sendo anjos. Nesse caso então alguns anjos supostamente tiveram relações com mulheres fazendo aumentar ainda mais o pecado. Há também uma interpretação que surgiu por volta do século 2 d.C. que diz que identifica os filhos de Deus como sendo homens poderosos que ajuntavam para si verdadeiros haréns e propagaram assim a imoralidade sobre a terra.

 

Na verdade as três interpretações são possíveis linguisticamente. Contudo, todas elas possuem algumas dificuldades. Mas sem dúvida a mais complicada delas é aquela que associa os filhos de Deus aos anjos. Isso porque ela contradiz a declaração de Jesus de que os anjos não se casam (Marcos 12:25). Além disso, se os anjos participaram dos acontecimentos narrados em Gênesis 6, essa interpretação não consegue explicar por que o castigo divino recai sobre a humanidade (Gênesis 6:3). Saiba mais sobre quem são os anjos. 

 

Portanto, bons intérpretes tem sugerido que a melhor possibilidade seria uma combinação entre as outras duas interpretações. De acordo com essa perspectiva, Gênesis 6 oferece um desfecho da história das linhagens. Gênesis 4 mostra a linhagem ímpia de Caim. Gênesis 5 mostra a linhagem piedosa de Sete em contraste com a linhagem de Caim. Então Gênesis 6 provavelmente mostra como essas duas linhagens se misturaram, isto é, os descendentes de Sete que eram tementes a Deus e os descendentes de Caim que representavam a descendência espiritual de Satanás.

 

Nesse tempo homens muito perversos e sanguinários surgiram sobre a terra. Com relação aos gigantes mencionados em Gênesis 6, essa palavra traduz o hebraico nephilim, que significa “caídos” ou “poderosos”.

 

A humanidade desagrada a Deus (Gênesis 6:5-10)

 

Diante do cenário caótico da humanidade dominada pelo pecado, Gênesis 6 diz que Deus se arrependeu de ter criado o homem (Gênesis 6:6). Esse arrependimento de Deus deve ser interpretado corretamente. A Bíblia claramente diz que Deus é imutável e jamais muda seu pensamento e propósito (cf. Números 23:19; 1 Samuel 15:29; Salmos 33:11; Isaías 46:10; Malaquias 3:6; Tiago 1:17).

 

Na verdade no que acontece em Gênesis 6 é o uso de uma linguagem antropopática. Isso significa que o autor de Gênesis descreve Deus em termos da experiência humana de conhecimento e emoção. Então esse “arrependimento” não pode ser entendido como idêntico ao arrependimento humano.

 

O que Gênesis 6 faz é mostrar que o pecado do homem desagradou profundamente a Deus, e que a humanidade foi totalmente culpada pelo juízo sobreviria sobre ela (Gênesis 6:7). Além disso, esse mesmo texto destaca a grandiosidade da graça misericordiosa de Deus que se agradou de Noé. Por ser imutável e fiel a sua Palavra, em sua soberania Deus resolveu preservar a humanidade através da família de Noé de acordo com seus propósitos eternos (Gênesis 6:9). Entenda melhor o arrependimento de Deus.


O anúncio do dilúvio (Gênesis 6:11-22)

 

Deus comunicou Noé acerca do juízo que seria derramado sobre a terra. Esse juízo se daria através de uma grande inundação que destruiria os homens e os animais. Então Deus instruiu Noé para a construção de uma arca. Essa arca deveria ter o tamanho necessário para comportar a família de Noé e os casais representantes de cada espécie de animais e aves, além do mantimento para todos eles (Gênesis 6:14-21).


A Bíblia diz que Noé fez conforme tudo o que Deus lhe havia ordenado (Gênesis 6:22). Alguns comentaristas sugerem que Gênesis 6 compreende um período de cento vinte anos, da proclamação à consumação do dilúvio (cf. Gênesis 6:3). Então foi durante esse tempo que Noé construiu a arca e proclamou a justiça em meio à humanidade ímpia. O apóstolo Pedro chama Noé de “pregoeiro da justiça” (2 Pedro 2:5).

 

Gênesis 6 enfatiza também o relacionamento da aliança. Na pessoa de Noé Deus confirmou sua aliança de preservar a criação (Gênesis 6:18). Além disso, ao preservar a humanidade através de Noé, Deus também garantiu que a promessa de redenção do seu povo feita em Gênesis 3 pudesse ser cumprida.

 

Gênesis 6 diz que Noé era integro e achou graça diante de Deus (Gênesis 6:8). Isso não significa que Noé fosse uma pessoa imaculada, mas significa que apesar de Noé estar debaixo dos efeitos da queda do homem, ele era uma pessoa temente a Deus acima de tudo (cf. Gênesis 6:9).

 

Portanto, a integridade de Noé não era o motivo fundamental de sua aceitação diante de Deus (cf. Romanos 3:10-12). Por isso o texto de Gênesis 6 diz que Noé “achou graça” perante o Senhor. A graça de Deus é um favor imerecido que jamais repousa sobre os méritos humanos. A salvação que alcançou Noé foi um dom incondicional com base na obra redentora do Cristo que haveria de vir. Noé era um pecador que foi salvo pela graça mediante a fé.  (cf. Hebreus 11:7).

OS ANJOS FAZEM SEXO?

“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de DEUS [Os anjos de DEUS jamais foram chamados de ‘filhos de DEUS’. Os filhos de DEUS são aqueles que acreditam na PALAVRA de DEUS (CRISTO). Esta frase refere-se aos filhos de Sete. Sete acreditava em DEUS, assim como Abel. (Gên. 4:25-26) que as filhas dos homens [essas filhas eram a descendência de Caim, o filho ímpio de Adão] eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram” (Gênesis 6:1-2). DEUS proíbe SEUS filhos de se casarem com pessoas ímpias, os filhos da perversão. (Êx. 34:12-16, Lev. 20:26, Deut. 7:1-6, Esdras 9:1-2, 10-15, 10:10-11, Neem. 13:23-27, Mal. 2:11, 1 Cor. 7:39, 2 Cor. 6:14-18, Efés. 5:11)

 

Os anjos não têm órgãos reprodutores. (Mat. 22:29-30, Marcos 12:24-25, Lucas 20:34-36) JESUS disse isso em Marcos 12:25. E DEUS nunca, jamais chama Seus anjos de “filhos”.

 

“Porque, afinal, alguma vez ELE [DEUS] disse a algum dos anjos: Tu és MEU filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por PAI, e ele ME será por Filho? E outra vez, quando ELE introduz no mundo o primogênito [ELE diz ‘primogênito’ com o sentido de que, por adoção, haverá muitos outros – nós], diz: E todos os anjos de DEUS O adorem [JESUS, o FILHO unigênito de DEUS]. E, quanto aos anjos, ELE diz: Faz dos SEUS anjos espíritos, e de SEUS ministros, labareda de fogo. Mas, do FILHO, ELE diz: Ó DEUS, o TEU trono subsiste pelos séculos dos séculos; o cetro de equidade é o cetro do TEU reino... E alguma vez ELE [DEUS] disse a algum dos anjos: Assenta-te à MINHA destra, até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles [nós, os filhos adotivos de DEUS] que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:5-8, 13-14).

 

Agora, voltando à afirmação de que “os anjos não têm órgãos sexuais”, você deve saber que quando chegarmos ao Céu, tampouco nós os teremos. O motivo pelo qual estou ensinando isso é para que vocês possam identificar determinados falsos mestres que dizem que os anjos fizeram sexo com as filhas dos homens, produzindo uma raça de gigantes. Mais uma vez, DEUS nunca chama Seus anjos de “filhos”. Essa é uma doutrina totalmente falsa.

 

Em 2 Coríntios 6:14-18, encontramos: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre CRISTO e Belial [Belzebu, o diabo]? Ou que parte tem o fiel com o infiel [descrente]? E que consenso tem o templo de DEUS [nós] com os ídolos? Porque vós sois o templo do DEUS vivo, como DEUS disse: Neles habitarei, e andarei dentro deles; e eu serei o seu DEUS e eles serão o MEU povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o SENHOR; E não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e EU serei para vós PAI, e vós sereis para MIM filhos e filhas [não anjos], diz o SENHOR TODO- PODEROSO”. (Jer. 31:31-34, 1 Cor. 6:19-20, Efés. 2:21-22, Tito 2:11-14, Heb. 8:8-12)

 

“Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois [passados aqueles dias e ainda hoje], quando os filhos de DEUS [não os anjos – novamente, os filhos de Sete, substituto de Abel, uma pessoa de fé] entraram às filhas dos homens [os ímpios], e delas geraram filhos; estes eram os valentes [fortes na carne] que viveram na antiguidade, os homens de fama [da época – lutadores, boxeadores e halterofilistas. Essas não eram pessoas de DEUS]. E viu o SENHOR que a maldade do homem [não dos anjos, nem de seres metade homens e metade anjos] se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gênesis 6:4-5).

 

JESUS realmente deixa claro que os anjos nunca se casaram com outros anjos (nem com seres humanos). No Céu, nem os anjos nem nós teremos órgãos sexuais nem desejo sexual algum. A presença do ESPÍRITO SANTO será tão poderosa, que estaremos constantemente em um estado além do êxtase.

 

Marcos 12:18-25 diz: “Então os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dELE [JESUS], e perguntaram-LHE, dizendo: Mestre, Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de alguém, e deixasse a mulher e não deixasse filhos, seu irmão deveria tomar a mulher dele [mesmo se já tivesse uma esposa], e suscitar descendência a seu irmão: (Gên. 38:8-11, Deut. 25:5-6, Rute 4:5, 10, Mat. 22:24) Havia sete irmãos, e o primeiro tomou a mulher, e morreu sem deixar descendência; e o segundo também a tomou e morreu, e nem este deixou descendência; e o terceiro, da mesma maneira. E tomaram-na os sete, sem, contudo, terem deixado descendência. Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher. Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de DEUS? Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem se casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus”. Eles nunca são sexualmente ativos. Eles não o podem ser.

 

Então, no Céu, nem os anjos nem nós teremos órgãos reprodutores. Quando DEUS criou todos os anjos, nenhum deles tinha órgãos sexuais, de forma que nunca fizeram sexo com anjos nem com as filhas dos homens. Essa falsa doutrina é perniciosa. E é muito demoníaca! A Bíblia diz que Eva é a mãe de toda a carne, e Adão é o progenitor. (Gên. 3:20, 4:1-2, 25-26, 5:3-4, Deut. 32:8, Isa. 43:27, Mal. 2:10, Atos 17:25-26)  Se as pessoas fossem levadas a crer nessa falsa doutrina, acreditariam que nem todos os seres humanos provêm de Adão e Eva. Pensariam que não carregam o pecado de Adão e não precisam de CRISTO. (João 3:16, 36, 10:7-11, 14:6, Rom. 3:23, 5:12-19, 11:32, 1 Cor. 15:21-22, Gál. 3:22, Filip. 2:8-11, Heb. 2:9).  Entretanto, algumas pessoas são possuídas por espíritos imundos e sexualmente pervertidos que lhes arruínam a alma. Esses espíritos podem corromper essas almas que não assumem o controle nem o domínio sobre eles por intermédio de JESUS. (Lucas 9:1-2, João 14:12, 16:33, Acts 1:8, 1 Tes. 1:5, 2 Tim. 1:9, 1 João 4:4). Salomão, já em idade avançada, foi influenciado por mulheres pecaminosas, que não acreditavam em DEUS, é claro. (Reis 11:1-11, Neem. 13:23-27)

sábado, 5 de agosto de 2023

Por que estavam Miguel e Satanás disputando pelo corpo de Moisés (Judas 9)?

Judas versículo 9 refere-se a um evento que não é encontrado em nenhum outro lugar nas Escrituras. Miguel teve de lutar ou disputar com Satanás pelo corpo de Moisés, mas o que isso implicava não é descrito. 

 

Uma outra luta angelical é relatada por Daniel, o qual descreve um anjo vindo a ele em uma visão. Este anjo, chamado Gabriel em Daniel 8:16 e 9:21, diz a Daniel que ele foi "resistido" por um demônio chamado "príncipe da Pérsia" até o arcanjo Miguel vir em seu auxílio (Daniel 10:13). 

 

Assim, podemos aprender com Daniel que os anjos e demônios lutam batalhas espirituais pelas nações e almas dos homens, e que os demônios resistem aos anjos e tentam impedi-los de fazer a vontade de Deus. Judas nos diz que Miguel foi enviado por Deus para lidar de alguma forma com o corpo de Moisés, o qual o próprio Deus havia enterrado depois da sua morte (Deuteronômio 34:5-6). 

 

Várias teorias têm sido formuladas quanto ao que esta luta sobre o corpo de Moisés era. Uma delas é que Satanás, o acusador do povo de Deus (Apocalipse 12:10), pode ter tentado evitar que Moisés tivesse a vida eterna devido ao pecado de Moisés em Meribá (Deuteronômio 32:51) e ao seu assassinato do egípcio (Êxodo 2:12). Alguns supõem que a referência em Judas seja a mesma que a passagem em Zacarias 3:1-2: "Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. Mas o anjo do Senhor disse a Satanás: Que o Senhor te repreenda, ó Satanás." Entretanto, as objeções a essa hipótese são óbvias: 

 

(1) A única semelhança entre as duas passagens é a expressão: 'O Senhor te repreenda, ó Satanás!' 

 

(2) o nome "Miguel" não é mencionado na passagem em Zacarias. 

 

(3) Não há qualquer menção ou alusão feita do "corpo de Moisés" em Zacarias. 

 

Também tem sido suposto que Judas esteja citando um livro apócrifo que continha esta narrativa e que isso serve para confirmar que a narrativa é verdadeira. Orígenes (c. 185-254), um estudioso e teólogo cristão primitivo, menciona o livro "A Assunção de Moisés" como existente em seu tempo, contendo essa mesma narrativa sobre a disputa entre Miguel e o diabo pelo corpo de Moisés. 

 

Esse livro, agora perdido, era um livro judeu grego e Orígenes supôs que esta era a fonte da narrativa em Judas. 

 

A questão essencial é, então, se a história é "verdadeira". Qualquer que seja a origem da narrativa, Judas de fato aparenta referir-se à disputa entre Miguel e o diabo como verdadeira. Ele fala dela da mesma forma em que teria feito se tivesse falado da morte de Moisés ou de quando ele feriu a rocha. 

 

E quem pode provar que não é verdade? Qual a evidência de que não é? 

 

Há muitas alusões aos anjos na Bíblia. 

 

Sabemos que o arcanjo Miguel é real, há menção frequente do diabo e há inúmeras afirmações de que os anjos bons e maus fazem parte de transações importantes na terra. 

 

Como a natureza dessa disputa particular sobre o corpo de Moisés é totalmente desconhecida, a conjetura é inútil. 

 

Não sabemos se houve uma discussão sobre a posse do corpo, o enterro do corpo ou qualquer outra coisa. 

 

No entanto, há duas coisas que sabemos com certeza: primeiro, a Escritura é inerrante. 

 

A inerrância das Escrituras é um dos pilares da fé cristã. 

 

Como cristãos, temos o objetivo de nos aproximar das Escrituras com reverência e oração, e quando encontramos algo que não entendemos, oramos mais, estudamos mais e, se a resposta ainda nos escapa, humildemente reconhecemos nossas próprias limitações em face da perfeita palavra de Deus. Segundo, Judas 9 é a suprema ilustração de como os cristãos devem lidar com Satanás e seus demônios. 

 

O exemplo de Miguel se recusando a pronunciar uma maldição sobre Satanás deve ser uma lição para os cristãos em como se relacionar com as forças demoníacas. Os crentes não devem enfrentá-los, mas sim buscar o poder de intervenção do Senhor contra eles.

 

Se um ser tão poderoso quanto Miguel deixou que o próprio Deus lidasse com Satanás, quem somos nós para tentar censurar, expulsar ou comandar os demônios?

Quem era Zaqueu na Bíblia?

Quem era Zaqueu na Bíblia? 

 

Zaqueu era um publicano que se converteu quando Jesus se hospedou em sua casa. Quando se converteu, Zaqueu se tornou honesto e generoso.  

 

Zaqueu era um homem rico, com uma boa carreira como chefe dos publicanos em Jericó (Lucas 19:1-2). 

 

Os publicanos eram cobradores de impostos que trabalhavam para o império romano. 

 

Os outros judeus não gostavam dos publicanos porque muitos eram corruptos e roubavam o povo quando cobravam os impostos. Na sua viagem para Jerusalém, um pouco antes da entrada triunfal, Jesus passou por Jericó. 

 

Zaqueu sabia que Jesus estava passando mas não conseguiu vê-lo, porque era baixo e a multidão o impedia de ver. Como queria muito ver Jesus, Zaqueu correu na frente da multidão e subiu a uma figueira brava que ficava no caminho que Jesus ia percorrer (Lucas 19:3-4). 

 

Jesus chegou à árvore e olhou para cima. Chamando Zaqueu pelo nome, ele lhe mandou descer, porque queria ficar em sua casa. Alegre, Zaqueu desceu depressa e levou Jesus para sua casa. Lá, ele declarou que iria dar metade de seus bens aos pobres e devolver quatro vezes mais a qualquer pessoa que tivesse extorquido. Jesus respondeu dizendo que a salvação tinha chegado nesse dia à casa de Zaqueu (Lucas 19:8-9).

 

Zaqueu era ladrão e corrupto?  

 

(1) A Bíblia relata que Zaqueu era maioral dos publicanos:   

 

“Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico” (Lucas 19:2). 

 

Os publicanos eram judeus que trabalhavam coletando impostos para o governo romano. A fama deles era muito ruim perante a população, pois os consideravam traidores e, em muitos casos, eram também desonestos, extorquindo pessoas para enriquecer indevidamente. 

 

Zaqueu é mencionado como sendo uma espécie de chefe dos publicanos (maioral). Aqui já temos uma consideração importante a ser feita, pois o chefe dos publicanos, ou sabia dos roubos realizados pelos seus subordinados e se servia deles para ficar rico e era conivente, ou sabia dos roubos e era omisso na punição da corrupção. 

 

Nos dois casos Zaqueu estaria agindo errado. É quase impossível sustentar a ideia de que Zaqueu era um chefe honesto que não sabia das falcatruas realizadas nas coletas de impostos, já que naqueles tempos ser publicano era quase sinônimo de ser ladrão.  

 

(2) Após Zaqueu se esforçar para chamar a atenção de Jesus e Jesus ter indicado que iria se hospedar na casa dele, houve uma reclamação geral das pessoas de que Jesus estava indo para a casa de um pecador dos mais odiados pelo povo. Zaqueu, então, se levanta e dirige a Jesus uma palavra surpreendente. 

 

Primeiro, resolveu dar metade da sua riqueza aos pobres (Lucas 19:8). 

 

Segundo, se houvesse defraudado alguém restituiria quatro vezes mais. Sabemos que a Lei de Moisés exigia que se restituísse com 20% de indenização (Levítico. 6:5; Números. 5:7), mas Zaqueu foi além disso, oferecendo uma devolução maior, o que indica que ele realmente estava com uma mudança de vida impressionante em curso.  

 

(3) Alguns argumentam que Zaqueu teria feito essa oferta além até do que a Lei exigia, pois sabia que não tinha feito nada. 

 

Porém, esse argumento não se sustenta, pois não haveria a necessidade de Zaqueu mencionar um possível e grave erro se estivesse certo de que não o tinha cometido. Além disso, é pouco provável que Zaqueu estava citando perante Jesus uma hipótese de um crime, quando disse “se nalguma coisa tenho defraudado alguém”. 

 

O termo a seguir usado por Zaqueu é “restituo”, no grego “apodidomi” e está sendo usado no tempo presente, o que indica que Zaqueu estava considerando isso como um fato já decidido, da mesma forma que a resolução de dar metade dos seus bens aos pobres quando disse “resolvo”.  

 

(4) Sendo assim, fica claro que Zaqueu estava confessando diante de Jesus seus erros mais graves e fazendo reparação deles conforme a Lei de Moisés e até mesmo acima do que ela exigia. Daí compreendemos a fala de Jesus de que havia ocorrido salvação naquela casa (Lucas 19:9). Jesus via a verdade na vida de Zaqueu através de palavras e atitudes concretas e não apenas oratória persuasiva e vazia.

 

O que podemos aprender com Zaqueu?

 

Não desistir – Zaqueu enfrentou obstáculos para ver Jesus mas ele não desistiu; na vida surgem obstáculos mas não devemos desistir de seguir Jesus – Hebreus 10:35 

 

Humildade – para receber Jesus em sua casa, Zaqueu teve de descer de sua árvore, revelando sua baixa estatura perante Jesus e a multidão; muitas vezes, para sermos abençoados por Jesus, precisamos largar nosso orgulho e reconhecer nossas falhas  

 

Jesus ama todos – a multidão não gostou quando Jesus ficou na casa de um odiado publicano mas Jesus disse que tinha vindo para salvar quem estava perdido – Lucas 19:10  

 

Uma vida com Jesus é diferente – depois que conheceu Jesus, Zaqueu abandonou o pecado e decidiu viver de forma honesta; Jesus pode transformar a vida de até a pessoa mais odiada! - 2 Coríntios 5:17

Quem foi Boaz e Rute na Bíblia

Quem foi Boaz na Bíblia* Boaz foi o marido de Rute e o bisavô do rei Davi.

 

Ele era um homem rico e generoso, que salvou Rute e Noemi da miséria. Boaz teve muitos descendentes famosos, incluindo o próprio Senhor Jesus Cristo. Este é o registro dos antepassados de Jesus Cristo, descendente de Davi e de Abraão: 

 

(...) Salmom gerou Boaz, cuja mãe foi Raabe. Boaz gerou Obede, cuja mãe foi Rute. Obede gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, cuja mãe foi Bate-Seba, viúva de Urias. - Mateus 1:1,5-6 

 

Boaz viveu no tempo depois da conquista de Canaã, quando ainda não havia rei sobre Israel. Ele era da tribo de Judá, filho de Salmon e Raabe, e morava em Belém. No livro de Rute ele aparece como o resgatador da família. Era também um homem valoroso, dono de muitos bens, que possuía um campo e vários trabalhadores a seu serviço. 

 

*Havia em Belém um homem rico e respeitado chamado Boaz. Ele era parente de Elimeleque, o marido de Noemi*. - Rute 2:1 

 

*Boaz conhece Rute

 

Um dia, Boaz estava no campo, observando o trabalho dos ceifeiros, quando *viu uma mulher colhendo as espigas que sobravam*. Ele ficou impressionado com seu trabalho árduo e perguntou quem era (Rute 2:4-7). O capataz explicou que ela era Rute. Um parente de Boaz, chamado Elimeleque, tinha emigrado com sua família para Moabe durante uma época de fome. Lá, Elimeleque tinha morrido, deixando sua esposa Noemi na desgraça, porque seus dois filhos também morreram. Noemi decidiu voltar para sua casa em Belém, junto com sua nora Rute. Embora fosse moabita, Rute escolheu seguir o Deus de Israel e quis tomar conta de sua sogra Noemi. 

 

*Vendo a fidelidade dela, Boaz decidiu ajudar Rute, oferecendo-lhe trabalho, comida e proteção* (Rute 2:11-12; Rute 2:14-16). 

 

Por isso, Rute passou o resto da colheita trabalhando no campo de Boaz e recolhendo bastante comida para ela e a sogra. 

 

O casamento de Boaz e Rute 

 

Chegando o fim da época da colheita, Boaz foi dormir no campo, perto dos grãos colhidos que estava limpando. A meio da noite, ele acordou e se assustou. Uma mulher estava deitada a seus pés! 

 

Era Rute, que o pediu em casamento (Rute 3:8-9). 

 

Segundo o costume da época, se um homem morresse sem deixar filhos, seu parente mais próximo deveria casar com sua esposa para lhe dar filhos e continuar o nome do falecido. Como Boaz era parente de Elimeleque e seus filhos, ele poderia assumir a responsabilidade de casar com Rute e cuidar de sua família. Boaz ficou ainda mais impressionado com Rute, porque ela escolheu continuar o nome da família de Noemi, em vez de procurar um marido mais jovem. Boaz provavelmente já não era novo nem tão atraente, mas Rute valorizou sua bondade. 

 

Vendo a boa natureza de Rute, Boaz resolveu garantir sua segurança (Rute 3:10-11). 

 

No dia seguinte, Boaz enviou Rute para casa com muita comida e a promessa que iria ajudá-la. Depois, ele foi falar com outro parente seu, que era mais próximo de Elimeleque e que tinha prioridade na responsabilidade de casar com Rute. Quando descobriu que tinha de casar com Rute, se quisesse comprar a propriedade de Noemi, o outro parente abdicou de seu direito, porque não queria pôr a herança de sua família em perigo. Assim, Boaz recebeu a responsabilidade de cuidar de Rute (Rute 4:5-6). 

 

Ele casou com ela e tiveram um filho, que chamaram de Obede. 

 

Obede foi o pai de Jessé, o pai do futuro rei Davi. Boaz provou ser um bom homem, que valorizava a lealdade e a bondade, não se deixando cegar pelo preconceito. Ele era rico, mas não era avarento e estava pronto para repartir o que tinha com quem precisava. Por causa disso, ele foi abençoado com uma boa esposa e um filho querido!

 

Quem foi Rute na Bíblia
 
 
Rute foi uma mulher moabita que decidiu seguir a Deus e cuidar de sua sogra. Deus abençoou Rute por sua fidelidade. Rute foi a bisavó do rei Davi, e fez também parte da genealogia do próprio Senhor Jesus Cristo. 
 
 
E agora, minha filha, não tenha medo. Tudo o que você falou eu vou fazer, porque todo o povo da cidade sabe que você é uma mulher virtuosa. - Rute 3:11 
 
 
Rute foi uma estrangeira adotada pelo povo do Senhor, pela graça e bondade de Deus. Pouco sabemos da sua vida de solteira, somente que vivia na terra de Moabe. A história de Rute começa a ser narrada num contexto de dor e sofrimento, no meio da família dos judeus Noemi e Elimeleque. 
 
 
No tempo dos juízes, quando ainda não havia rei sobre Israel, uma família israelita saiu de Belém, para escapar da fome. A família, composta por Noemi, seu marido e seus dois filhos, migrou para uma terra vizinha, chamada Moabe. A fome era severa no território de Israel, por isso, eles decidiram se mudar para Moabe. Os moabitas eram um povo pagão que se degenerou espiritualmente, servindo a deuses estranhos, com costumes contrários à Lei de Deus. Em busca de melhores condições de vida, esse casal saiu de Belém de Judá com seus dois filhos, trazendo na bagagem a esperança de dias melhores. Mas, passado algum tempo, o patriarca da família faleceu, deixando Noemi e os filhos em Moabe. 
 
 
Os filhos Malom e Quiliom casaram-se com moças daquela terra: Rute e Orfa, respectivamente. Eles continuaram suas vidas em Moabe por quase 10 anos. Algum tempo depois, morreram também os dois filhos, deixando a família totalmente desestruturada. 
 
 
O livro de Rute começa com este triste cenário: 
 
3 viúvas desamparadas, com seus lares destruídos pela perda de seus maridos e sem filhos. *Rute e Noemi* *Porém Rute respondeu: 
 
 
— Não insista para que eu a deixe nem me obrigue a não segui-la! Porque aonde quer que você for, irei eu; e onde quer que pousar, ali pousarei eu. O seu povo é o meu povo, e o seu Deus é o meu Deus. - Rute 1:16 
 
 
Viúva e sem filhos, Noemi decidiu voltar para Belém, onde já não havia fome. Ela aconselhou suas noras a ficarem em Moabe com suas famílias e seus deuses, mas uma delas decidiu ficar com Noemi. Seu nome era Rute e ela tinha decidido seguir Deus e cuidar de sua sogra, a qualquer custo (Rute 1:16-17). 
 
 
Quando chegaram a Belém, Rute foi trabalhar para sustentar sua sogra idosa. A lei permitia que pessoas pobres colhessem os restos das plantações, depois que os donos tinham feito sua colheita (Deuteronômio 24:19-21). 
 
 
Rute entrou numa plantação de cevada e passou o dia colhendo o que os ceifeiros deixavam cair *Rute e Boaz* O dono da plantação, chamado Boaz, reparou no trabalho árduo de Rute e fez perguntas sobre ela. Ele ficou impressionado quando ouviu tudo que Rute estava fazendo por Noemi (Rute 2:11-12). 
 
 
Por isso Boaz tratou Rute bem e lhe deu ajuda e proteção. Nesse dia, Rute voltou para casa com muita comida e Noemi lhe contou que Boaz era parente de seu marido. 
 
 
Deus estava ajudando Rute a encontrar uma nova família! Rute continuou a trabalhar na plantação de Boaz até acabar a colheita (Rute 2:23). 
 
 
Então Noemi aconselhou Rute a pedir Boaz em casamento. Naquele tempo, quando uma mulher ficava viúva e sem filhos, numa situação precária, o parente mais próximo tinha o dever de casar com ela e cuidar da herança do falecido. 
 
 
Boaz era esse parente próximo de Rute. De noite, Rute se aproximou de Boaz e lhe pediu para cuidar dela, cumprindo seu dever. Boaz ficou novamente impressionado com a preocupação de Rute em fazer a coisa certa (Rute 3:9-11). 
 
 
Boaz explicou haver um parente mais próximo que ele, mas prometeu resolver o assunto logo. Rute voltou para casa e contou tudo a Noemi, que ficou feliz, porque sabia que Boaz iria cuidar delas. 
 
 
No dia seguinte, Boaz se encontrou com o outro parente, que lhe cedeu o dever de cuidar de Rute. Boaz então se casou com Rute e ela teve um filho chamado Obede. O filho de Rute foi a alegria de Noemi em sua velhice, cuja vida foi restaurada pelo amor de Rute (Rute 4:13-15).
 
 
Rute se tornou bisavó do rei Davi, antepassado de Jesus. 
 
Perfil de Rute:
 
Temente a Deus – seu amor a Deus se refletiu numa vida de amor a dedicação a Noemi e sua nova família 
 
 
Corajosa – Rute deixou sua família e tudo que conhecia para fazer o que era certo 
 
Leal – Rute nunca abandonou Noemi, mesmo quando não tinha obrigação de ficar com ela 
 
Trabalhadora – seu trabalho árduo e honesto ganhou o respeito de todos que a conheciam 
 
Respeitadora – Rute ouvia e seguia os conselhos de Noemi e Boaz, que eram mais velhos e mais experientes.
 
Quem eram os moabitas. 
 
 
Os moabitas eram uma tribo descendente de Moabe, filho de Ló, nascido de uma relação incestuosa com sua filha mais velha (Gênesis 19:37). 
 
De Zoar, o berço desta tribo, na fronteira sudeste do Mar Morto, eles gradualmente se espalharam pela região a leste do Jordão. 
 
 
Pouco antes do Êxodo, os amorreus guerreiros atravessaram o Jordão sob Siom, seu rei, e expulsaram os moabitas da região entre o vale do rio Arnom e o rio Jaboque e ocuparam-na, tornando Hesbom a sua capital. 
 
 
Os moabitas foram então confinados ao território ao sul do vale de Arnom (Números 21:26-30). 
 
 
Durante o Êxodo, os israelitas não passaram por Moabe, mas pelo "deserto" a leste, eventualmente chegando ao país ao norte de Arnom. 
 
 
Os moabitas ficaram alarmados, e seu rei, Balaque, procurou socorro dos midianitas (Números 22:2-4). 
 
 
Esta foi a ocasião em que ocorreu a visita de Balaão a Balaque (Números 22:2–6). 
 
 
Nas planícies de Moabe, que estava em poder dos amorreus, os filhos de Israel tiveram seu último acampamento antes de entrarem na terra de Canaã (Números 22:1; Josué 13:32). 
 
 
Foi do alto de Pisga que Moisés, o mais poderoso dos profetas, olhou para a Terra Prometida; foi aqui em Nebo que ele morreu a sua morte solitária; foi aqui no vale em frente a Bete-Peor onde ele foi sepultado (Deuteronômio 34:5-6). 
 
 
Uma pedra de basalto, com uma inscrição do Rei Mesa, foi descoberta em Dibom por Klein, um missionário alemão em Jerusalém, em 1868, consistindo de trinta e quatro linhas escritas em caracteres hebraico-fenícios. 
 
 
A pedra foi criada por Mesa por volta de 900 a.C. como registro e memorial de suas vitórias. 
 
 
Ela registra as guerras de Mesa com Omri, seus edifícios públicos e suas guerras contra Horonaim. Esta inscrição suplementa e corrobora a história do Rei Mesa registrada em 2 Reis 3:4-27. 
 
 
É a mais antiga inscrição escrita em caracteres alfabéticos e, além de seu valor no domínio das antiguidades hebraicas, é de grande importância linguística. 
 
 
Talvez o personagem bíblico mais significativo que veio de Moabe tenha sido Rute, que era "das mulheres dos moabitas", mas estava geneticamente ligada a Israel por meio de Ló, sobrinho de Abraão (Rute 1:4; Gênesis 11:31; 19:37). 
 
 
Rute é um exemplo de como Deus pode mudar uma vida e levá-la em uma direção que Ele preordenou, e vemos Deus executando o Seu plano perfeito na vida de Rute, assim como faz com todos os Seus filhos (Romanos 8:28). 
 
 
Embora ela tenha vindo de um passado pagão em Moabe, quando conheceu o Deus de Israel, Rute se tornou um testemunho vivo para Ele pela fé. Rute, a moabita, é uma das poucas mulheres mencionadas na genealogia de Jesus Cristo (Mateus 1:5).

*O apóstolo Paulo era casado, solteiro, divorciado ou viúvo?*

(1) A primeira observação a ser feita é que não consta nas Escrituras Sagradas de forma clara qual era o estado civil do apóstolo Paulo. Não temos nem a menção de uma possível esposa dele registrada e nem uma declaração clara dele mesmo a respeito de seu estado civil, por exemplo, dizendo que era solteiro. Dessa forma, teremos de investigar nas entrelinhas dos textos para achar pistas dessa informação. 

 

 (2) A pista mais próxima que temos ao que poderia ser o estado civil de Paulo é esta declaração:  

 

“E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo” (1 Coríntios 7:8). 

 

Uma primeira olhada nesse texto pode nos levar a crer que Paulo era solteiro ou viúvo, daí falar especificamente a esses dois grupos nesse texto. No entanto, devemos considerar mais algumas informações antes de darmos o veredito, pois nesse texto ele cita estes dois grupos porque estava exortando-os e não porque fizesse parte de um deles.  

 

(3) Uma outra informação importante a se considerar é observarmos a forma como Paulo fala do casamento. Quando lemos alguns trechos, parece-nos se tratar de uma pessoa que conhecia profundamente o que é ser casado. Vejamos esse texto: 

 

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). 

 

Isso nos leva a crer que Paulo falava com conhecimento de causa, daí a sua capacidade de falar com tantos detalhes sobre o casamento, aconselhando os que são casados. Neste outro texto Paulo fala também sobre a saciedade dos desejos sexuais dentro do casamento.  

 

“Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (1 Coríntios 7:9).  

 

Esse tipo de conselho nos faz perceber que ele tinha um certo conhecimento nessa área de casamento que ia além da teoria. Sendo assim, isso parece indicar que Paulo não seria solteiro, ou seja, alguém que nunca tenha se casado. Descartamos essa opção. Aqui descartamos também a opção de Paulo ser (naquele momento) casado, pois ele fala que estava em um estado ser compromisso algum com alguma mulher.   Ficamos, então, ainda com as opções divorciado ou viúvo que analisaremos a seguir.  

 

(4) Com essas análises chegamos a pelo menos duas possibilidades: Paulo poderia ser viúvo ou divorciado (largado pela esposa). Era muito comum acontecer naquela época divórcios “forçados” quando um dos cônjuges judeus se convertia a Jesus Cristo. A sinagoga e a pressão dos judeus, com ameaças de exclusão e retaliações, levava muitos a largarem o companheiro que havia se tornado cristão. Isso pode ter sido algo que aconteceu com Paulo, mas que ele não desejou relatar em nenhuma de suas cartas. Observe o que Paulo orienta quando um casal de um crente com um descrente entra em conflitos por causa da fé:

 

“Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz” (1 Coríntios 7:15)

 

Soma-se ainda a informação de que Paulo poderia ser um membro do Sinédrio, pois dava seu voto em condenação de cristãos (Atos 26:10). Se isso for uma realidade, pode indicar que Paulo tenha sido casado quando era perseguidor da igreja, pois era necessário, por tradição, que o membro do Sinédrio fosse casado.  

 

(5) Sendo assim, é pouco provável que Paulo fosse solteiro, devido ele seguir fortemente as tradições de seu povo antes de sua conversão a Cristo. E uma das tradições mais fortes era relacionada a formação da família (noivado e casamento) bem cedo na vida dos jovens. As duas possibilidades mais fortes são que Paulo fosse viúvo, ou seja, que tenha perdido sua esposa antes da sua conversão; ou que tenha sido largado por ela, devido a sua conversão a Jesus Cristo e a sua vida como missionário.

 

A opção exata nunca saberemos, pois não nos foi revelado nas Escrituras. Dizer que Paulo era casado naquele momento não se enquadra aos relatos das escrituras. Dizer que Paulo era solteiro também não nos parece harmônico com as análises que fizemos.

O cristão pode fazer acupuntura?

(1) Apesar da acupuntura ter elementos ligados as religiões orientais, esses elementos não são usados nas práticas de acupuntura como tratamento médico com o objetivo de prestação de culto religioso. 

 

Os elementos usados são necessários ao tratamento. Isso significa que quando você vai realizar acupuntura em algum local, você não está indo participar de um culto a alguma divindade das religiões orientais, mas sim realizar um tratamento médico como qualquer outro e que tem reconhecimento científico na ajuda à recuperação de várias doenças. 

 

(2) Se o profissional que realiza a acupuntura faz algum culto pessoal usando os elementos das religiões orientais, isso não cabe a ninguém julgar. Cada pessoa é livre para exercer a sua religião na sua privacidade. 

 

O fato é que a religião de alguém que nos presta algum serviço não é um fator impeditivo para o cristão realizar aquele serviço. Eu posso, por exemplo, ir a um dentista que é satanista e nem por isso serei um satanista. Ali está um profissional me prestando um serviço (e, diga-se de passagem, existem excelentes profissionais prestando serviços nas mais diversas áreas e das mais diversas religiões). 

 

Naquele momento a relação é de prestação de um serviço específico. Nesse caso, as opções religiosas de terceiros não têm qualquer poder para impedir um cristão de realizar um tratamento. Quando Paulo tratou a questão de comer carnes que podiam ter sido sacrificadas em adoração a ídolos, ele orientou a não nos preocuparmos em ficar investigando essas coisas: 

 

“Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência” (1 Coríntios 10:25).

 

Mas caso você tenha a informação de antemão, ai você tem a liberdade de não querer se tratar com uma pessoa que não comunga com seus valores. Isso é uma decisão sua, pessoal. Paulo voltou a orientar: 

 

“Porém, se alguém vos disser: Isto é coisa sacrificada a ídolo, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência” (1 Coríntios 10:28).

 

Aqui Paulo está falando de testemunho. Nesse caso, comer essa carne sabendo que é sacrificada a ídolos, poderia gerar uma dificuldade a quem é fraco na fé! Se esse é o mesmo caso do médico que você deseja ir, então, pode decidir não ir, apenas com esse foco! 

 

(3) Assim, creio ser totalmente licito um cristão utilizar mais essa opção de tratamento que nos foi dada pela sabedoria e graça de Deus através do trabalho milenar prestado pela cultura oriental. Não existe qualquer verso da Bíblia que possa impedir a prática da acupuntura como tratamento de saúde.

segunda-feira, 31 de julho de 2023

O que é pré-milenismo, pós-milenismo e amilenismo?


O que é pré-milenismo?

 

O pré-milenismo é uma das três principais visões da profecia bíblica. As outras são o amilenismo e o pós-milenismo. 

 

O pré-milenismo ensina que a segunda vinda de Jesus Cristo à terra (conhecida também como o segundo advento), ocorrerá antes do estabelecimento do reinado de mil anos de Jesus Cristo em Jerusalém descrito em Apocalipse 20: 1-7. Este reinado é conhecido como o milênio.

 

O que significa pré-milenismo?

 

O termo teológico inglês pré-milenismo vem dos elementos latinos pre (antes), mille (mil) e annus (ano). O pré-milenismo significa que Jesus Cristo retornará à terra “antes dos mil anos”.

 

Existem centenas de referências de milênios no Antigo Testamento que falam do tempo da restauração de Israel no fim dos tempos. No entanto, não até que João recebe sua revelação na Ilha de Patmos, que a duração do reinado terreno do Messias é especificada.


Na igreja primitiva, o pré-milenismo era chamado de quiliasmo (do termo grego chilioi que significa “mil”) usado seis vezes em Apocalipse 20: 2-7. 
 

O teólogo Dr. Charles Ryrie cita características essenciais da visão pré-milenista do reino de Cristo como segue: “Sua duração será de 1.000 anos; sua localização será nesta terra; seu governo será teocrático com a presença pessoal de Cristo reinando como Rei; e cumprirá todas as promessas ainda não cumpridas sobre o reino terrestre. 

 

O que é o pré-milenismo dispensacional?

 

O pré-milenismo dispensacionalista (a visão pré-milenista majoritária) sustenta que haverá um futuro reinado literal de mil anos de Jesus Cristo na terra após os eventos do arrebatamento, tribulação e segunda vinda.

 

Os pré-milenistas dispensacionais sustentam que Israel e a igreja são duas entidades separadas e distintas ao longo de toda a história, incluindo o milênio. 

 

Os pré-milenistas da aliança sustentam que nas eras do Antigo e Novo Testamento, Israel e a igreja eram a mesma coisa, mas no milênio se separarão.

 

Existem várias formas de pré-milenismo que diferem em como o arrebatamento se relaciona com a tribulação, mas todos ensinam que o milênio é de mil anos literais e segue o segundo advento de Cristo. 

 

Origens do Pré-milenismo.

 

O pré-milenismo, ou quiliasmo, como conhecido na igreja primitiva, foi o primeiro dos três sistemas milenares a surgir. O historiador da Igreja Philip Schaff explica:

 

O ponto mais marcante na escatologia da Era pré-Nicena é o proeminente quiliasmo ou milenarismo, que é a crença de um reino visível de Cristo em glória na terra com os santos ressuscitados por mil anos, antes da ressurreição geral e do julgamento. Na verdade, não era a doutrina da igreja incorporada em qualquer credo ou forma de devoção, mas uma opinião amplamente atual de mestres ilustres.

 

O pré-milenismo caiu em desuso durante a Idade Média, mas os puritanos o reviveu no século XVII. Além disso, é o ponto de vista da maioria daqueles que são conservadores em sua abordagem da interpretação bíblica.

 

O pré-milenismo é contrastado com o ensino pós-milenista de que Cristo retornará depois de reinar espiritualmente através da igreja de Seu trono no céu por um longo período durante a era atual. 

 

Também é contrastado com a visão amilenista que também defende um reino espiritual de Cristo presente, mas pessimista. 

 

O pré-milenismo bíblico é um fundamento necessário para o pré-tribulacionismo, uma vez que é impossível para o pós-milenismo ou o amilenismo apoiar o pré-tribulacionismo.

 

O pré-milenismo é simplesmente o resultado da interpretação de toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, da maneira mais natural e normativa, literalmente. 

 

Se as promessas do Antigo Testamento se cumprirão literalmente para Israel como nação, então elas ainda estão no futuro. Isso também é favorável ao pré-milenismo. 

 

O pré-milenismo também fornece um final satisfatório e vitorioso para a história. À medida que a humanidade por meio de Cristo cumpre satisfatoriamente o mandato da criação para governar o mundo.

 

O que significa pós-milenismo?

 

O pós-milenismo é uma interpretação de Apocalipse 20, que acredita que a segunda vinda de Cristo ocorrerá após o “milênio”.

 

Pós-milenismo é a visão ou sistema de escatologia (doutrina das últimas coisas) ensinando que a idade atual é o milênio, que não é necessariamente mil anos. 

 

Os pós-milenistas acreditam que o reino de Jesus Cristo será gradualmente estendido através da pregação do evangelho. A eventual conversão da maioria das pessoas. E o crescimento progressivo da justiça, prosperidade e desenvolvimento em todas as esferas da vida, à medida que essa crescente maioria de cristãos luta para subjugar o mundo a Cristo. 

 

Somente depois que o cristianismo dominar o mundo por muito tempo, Jesus Cristo retornará. Após o glorioso reino de vitória da igreja (como o amilenismo), haverá uma ressurreição geral, destruição da presente criação e entrada no estado eterno.

 

O pós-milenismo difere, portanto, do pré-milenismo e do amilenismo.

 

A diferença está em que os pós-milenistas estão otimistas de que essa vitória será realizada sem a necessidade de um retorno cataclísmico de Cristo para impor a justiça. Em vez disso, eles acreditam que resultará da aplicação fiel do presente processo.

 

Origem do pós-milenismo

 

O pós-milenismo se desenvolveu em um sistema distinto de escatologia depois da Reforma. Antes dessa época, desenvolveram-se vários elementos que mais tarde foram incluídos na mistura teológica do pós-milenismo moderno. O pós-milenismo foi, portanto, a última grande posição milenar a se desenvolver.

 

Dr. John Walvoord, provavelmente o maior estudioso e professor de profecia no século XX, observou que existem dois tipos principais de pós-milenismo:

Provenientes de [Daniel] Whitby [1638–1726], esses grupos forneceram dois tipos de pós-milenismo que persistiram até o século XX: (1) um tipo bíblico… encontrando seu material nas Escrituras e seu poder em Deus; (2) o tipo teológico evolucionário ou liberal que baseia sua prova na confiança no homem para alcançar o progresso por meios naturais. Esses dois sistemas de crença amplamente separados têm uma coisa em comum, a ideia de progresso final e solução das dificuldades presentes.

 

O que é amilenismo?

 

Amilenismo é a visão ou sistema de escatologia (doutrina das últimas coisas) que sustenta que não há milênio terrestre literal (reino de mil anos de Jesus Cristo na terra).

 

Os amilenistas acreditam que o milênio é espiritual.

 

O que significa Amilenismo?

 

Embora todas as versões do amilenismo se unam em torno de sua crença em nenhum milênio terrestre, às vezes diferem quanto à natureza e ao tempo exatos do milênio.

 

Enquanto todos acreditam que o milênio é espiritual e, portanto, não terreno, alguns acreditam que o reino espiritual está presente durante a era atual da igreja.

 

Alguns amilenistas acreditam que o atual reino espiritual do reino de Deus consiste na influência que a igreja exerce através de seus muitos ministérios mundiais.

 

Outra forma ensina que o milênio é composto pelo reinado de todos os cristãos mortos no céu. Ainda outro tipo acredita que o milênio é igual ao estado eterno que começará na segunda vinda de Jesus Cristo. à terra (conhecida também como o segundo advento).

 

Nesta visão, os novos céus e a nova terra equivalem ao milênio.

 

O que o Amilenismo ensina?

 

O amilenismo ensina que desde a ascensão de Cristo no primeiro século até Sua segunda vinda (sem arrebatamento) tanto o bem quanto o mal aumentarão no mundo à medida que o reino de Deus é paralelo ao reino de Satanás.

 

Quando Jesus Cristo retornar, o fim do mundo ocorrerá com uma ressurreição geral e julgamento geral de todas as pessoas. É essencialmente uma espiritualização das profecias do reino .

 

Origens do Amilenismo

 

O amilenismo não estava presente na primeira era da igreja. (Pelo menos não há registro positivo de sua existência.) Parece ter se desenvolvido como resultado primeiro da oposição ao literalismo pré-milenar, e depois evoluiu para um sistema formal.

 

O amilenismo passou a dominar a igreja quando o grande pai da igreja e teólogo Agostinho (354-430) abandonou o pré-milenismo pelo amilenismo.

 

Provavelmente seria seguro dizer que o amilenismo tem sido a visão mais difundida durante grande parte da história da igreja, incluindo a maioria dos reformadores protestantes do século XVI. Dr. Ryrie escreve sobre o amilenismo:


Uma das razões populares para preferir o amilenismo ao pré-milenismo contrasta o conceito pré-milenista de cumprimento em um reino terreno (geralmente o adjetivo carnal é colocado com esta frase) com o conceito amilenista de cumprimento das profecias do Antigo Testamento na igreja nesta era (e geralmente o adjetivo espiritual é colocado com esta frase). Assim, o sistema que enfatiza a igreja espiritual em vez do reino carnal deve ser preferido. Quando ouço ou leio esse argumento, quero perguntar: desde quando a igreja é apenas espiritual e o reino apenas carnal? A igreja (olhe ao redor) tem pessoas carnais nela, e o reino terá muitas facetas espirituais. Espiritual e carnal caracterizam tanto a igreja quanto o reino futuro.

 

Sempre, é claro, a evidência conclusiva para a verdade de uma doutrina não é seu legado histórico, mas sim sua precisão exegética.