sábado, 20 de abril de 2013

LITURGIA DA PALAVRA - DOMINGO - 21/04/2013




Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, conduzi-nos à comunhão das alegrias celestes, para que o rebanho possa atingir, apesar de sua fraqueza, a fortaleza do Pastor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 13,14.43-52)

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 
13 14 Mas eles, deixando Perge, foram para Antioquia da Pisídia. Ali entraram em dia de sábado na sinagoga, e sentaram-se. 
43 Depois que a assembléia terminou, muitos judeus e prosélitos devotos seguiram Paulo e Barnabé, os quais com muitas palavras os exortavam a perseverar na graça de Deus. 
44 No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. 
45 Os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e puseram-se a protestar com injúrias contra o que Paulo falava. 
46 Então Paulo e Barnabé disseram-lhes resolutamente: “Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos.
47 Porque o Senhor assim no-lo mandou: ‘Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra’”. 
48 Estas palavras encheram de alegria os pagãos que glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam predispostos para a vida eterna fizeram ato de fé. 
49 Divulgava-se, assim, a palavra do Senhor por toda a região. 
50 Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território. 
51 Estes sacudiram contra eles o pó dos seus pés, e foram a Icônio. 
52 Os discípulos, por sua vez, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo. 

Palavra do Senhor.

Salmo responsorial 100

Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, 
nós somos seu povo e seu rebanho. 

Aclamai o Senhor, ó terra inteira, 
servi ao Senhor com alegria, 
ide a ele cantando jubilosos! 

Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, 
ele mesmo nos fez e somos seus, 
nós somos seu povo e seu rebanho. 

Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, 
sua bondade perdura para sempre, 
seu amor é fiel eternamente!

Leitura (Apocalipse 7,9.14-17)

Leitura da primeira carta de são João. 
7 9 Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, 
14 Respondi-lhe: “Meu Senhor, tu o sabes”. E ele me disse: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. 
15 Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, 
16 porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos”. 

Palavra do Senhor.

Evangelho (João 10,27-30)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor (Jo 10,14).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 
27 Disse Jesus: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão. 
29 Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. 
30 Eu e o Pai somos um”. 
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho

AS OVELHAS PROTEGIDAS

O relacionamento de Jesus com seus discípulos articulava-se na base do diálogo, do conhecimento e da proteção. O imenso amor do Mestre era o pano de fundo deste relacionamento.

O ministério de Jesus consistiu em orientar seus discípulos sobre o Reino do Deus e suas exigências; falar-lhes do Pai, revelando seu perdão e sua misericórdia; ensinar-lhes o mandamento do amor mútuo. 

É próprio do discípulo escutar as palavras do Mestre, ou seja, aderir a elas, transformando-as em projeto de vida.

Os evangelhos referem-se à capacidade que Jesus tinha de conhecer o íntimo das pessoas. Ele sabia o que se passava no coração de seus interlocutores, mormente, do seu grupinho de seguidores. Não lhe passava despercebido a personalidade de cada um, com suas limitações e suas possibilidades. Tinha consciência de como suas palavras eram recebidas, às vezes, de maneira deturpada. Mantinha-se, contudo, otimista quanto à possibilidade de vê-los crescer, apesar dos altos e baixos. O seguimento, portanto, acontecia, sem ilusão por parte de Jesus.

O pequeno grupo de discípulos era uma espécie de sementinha, plantada com muita esperança. Era preciso ampará-los, e não deixá-los perecer diante das investidas do adversário. Eles constituíam o presente do Pai para Jesus. Por isso, o Mestre assim os tratava, consciente de ter recebido do Pai uma tarefa que devia ser cumprida com total dedicação.

Oração
Espírito de proteção, nunca me falte teu amparo, especialmente nos momentos em que os adversários tentam afastar-me do Mestre Jesus. 


sexta-feira, 19 de abril de 2013

GÊNESIS - LIÇÃO 12 – JACÓ – à procura de uma benção.




Todas as pessoas têm necessidades básicas; segurança e a valorização são duas delas. Estas são necessidades que Jacó buscou suprir na casa de seu pai e não conseguiu . Ele não tinha segurança no convívio com seu pai, porque este amava mais Esaú, o filho mais velho, e Jacó teve que se contentar com a companhia da mãe - "Isaac preferia Esaú, porque gostava de caça; Rebeca, porém, se afeiçoou mais a Jacó". (Gn 25,28).
Jacó também não tinha sua necessidade de valorização suprida. Neste caso, o artista de principal era Esaú, ele é que herdaria as bênçãos do avô Abraão e do pai Isaque – "Prepara-me depois um prato suculento, como sabes que gosto, e traze-mo para que o coma e minha alma te abençoe antes que eu morra.” (Gn 27,4). Esta distinção entre Jacó e seu irmão foi tão traumatizante para ele que, quando já estava velho e foi abençoar os filhos,abençoou a todos. Não privilegiou ninguém, talvez para demonstrar que não precisava ser excluído das benesses de seu pai – Gn 8-49. Jacó não se encontrou como pessoa e isto trouxe conseqüências para toda a sua vida.
Quando o lar falha na proteção – segurança – e na construção da auto estima – valorização -, tudo fica mais difícil lá fora. Vejamos as conseqüências desta crise familiar.

I.                    OS RELACIONAMENTOS SÃO PERMEADOS PELO ENGANO – Gn 27,1-46.

Nessa família, Rebeca ensinou o filho a enganar o pai – Gn 27,8-13. Jacó não teve o menor remorso em enganar o seu pai - "Jacó respondeu: “Eu sou Esaú, teu primogênito; fiz o que me pediste. Levanta-te, assenta-te e come de minha caça, a fim de que tua alma me abençoe.”" (Gn 27,19), como não tivera quando enganou seu irmão Esaú há tempos passado – Gn 25,27-34.
Quando foi embora, Jacó foi vitima da malandragem do seu tio Labão – Gn 29,21-30;30,35, no entanto respondeu à altura – Gn 30,40-43. Parece que é um ciclo – Labão é enganador e ensina a terrível arte à sua irmã, que por sua vez a repassa ao filho Jacó, que mais tarde vai usar do mesmo recurso enganando o tio labão.

·         “Não faça do seu filho uma arma, a vitima pode ser você”.
·         Quando os pais não vivem um relacionamento sadio, os filhos se sentem a vontade  para atitudes também  doentias.

Se eu fosse Isaque, de vez e sempre colocaria Esaú e Jacó juntos e lhes diria: “Esaú você é o mais velho, a herança maio é a sua, proteja o seu irmão, ame-o, abrace-o, seja benévolo para com ele, Jacó seja  amigo do seu irmão, ajude-o a administrar a herança, ore sempre para ele e com ele, beneficie-se das bênçãos da primogenitura que Deus deu a ele. Você também é muito importante”.

“27,1-40: Jacó antes se aproveitou da fome do irmão para lhe tirar o direito de primogenitura; agora, para roubar a bênção patriarcal, ele se une à esperteza da mãe e aproveita a cegueira do pai. O texto está preocupado em mostrar a supremacia de Israel, povo descendente de Jacó, sobre Edom, povo descendente de Esaú.” – Bíblia Pastoral.

II.                  A FAMILIA É DESTRUIDA PELA DISTANCIA.

Com a crise instalada, Jacó enganou o pai teve de fugir do seu irmão. Veja o alcance dessa tragédia:

1.      Jacó – Saiu de casa ainda jovem, ficou desprotegido diante da malicia dos adultos e perdeu para sempre o que deveria ser de preciosa companhia dos pais - "E morreu. A morte reuniu-o aos seus, velho e saciado de dias. Esaú e Jacó, seus filhos, sepultaram-no". (Gn 35,29);

2.      Esaú – Ficou sem a benção do pai, como vingança se casou com as filhas de Ismael para desgosta-lo com intensidade – “Rebeca disse a Isaac: “Estou desgostosa da vida por causa das filhas de Het. Se Jacó tomar uma mulher entre as filhas de Het, para que ainda viver?” Gn 27,46; “Viu também que Jacó, obedecendo aos seus pais, partira para Padã-Arã. E, compreendendo que as filhas de Canaã não eram bem vistas pelo seu pai, 28,8-9.

3.      Rebeca – Na tentativa de beneficiar a Jacó, acabou perdendo os dois. Perdeu a presença física de Jacó e a presença emocional de Esaú.

4.      Isaque – Sempre foi omisso na criação dos filhos. Mais do que cego fisicamente,era cego espiritualmente. Colocou sua família em crise sem que um momento algum buscasse reorganiza-la.

As conseqüências para uma família sem os princípios divinos são incalculáveis. Talvez seja por isso que Jesus mandava aqueles a quem curava para casa, pois é na casa que eles começam a ficar doente - "Jesus não o admitiu, mas disse-lhe: Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor fez por ti, e como se compadeceu de ti". (Mc 5,19).


III.                O CARATER É DEFORMADO PELA FALTA DE VALORIZAÇÃO E DE SEGURANÇA.

Quem é eu? O que sou? A que assisto? Que intervalo é este entre mim e mim? – Fernando Pessoa”.

Quando Jacó nasceu, deram-lhe um nome cheio de significado negativo – Jacó = usurpador, suplantador – Ele nutriu não uma maldição, mas uma aceitação de que de fato era  o que seu nome sugeria – Gn 27,35-36. Mais do que o nome, ele tinha um caráter que não foi trabalhado por seus pais. Era usurpador e suplantador. Ursupou a primogenitura, ursupou o rebanho de Labão. Enganou a todos. No entanto não  enganou a Deus.

Ficou nu diante daquele que conhece todo  coração humano - "Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas". (Hb 4,13). Na volta para casa – Gn 32,22-32, Jacó ouviu de Deus a mesma pergunta feita por seu pai – “como re chamas” – Gn 32-27. E diante daquele que discerne o coração humano – Sl 139 – ele passou por um processo maravilhoso de transformação. Jacó se apresentou como verdadeiramente era.



1.      Jacó confessou seu pecado – Gn 32,27.

"Ele perguntou-lhe: “Qual é o teu nome?” “Jacó.”" – que quer dizer: “eu sou o usurpador”.

"Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade". (1Jo 1,9)

2.      Jacó buscou uma benção especial – Gn 32,26.

"E disse-lhe: “Deixa-me partir, porque a aurora se levanta.” “Não te deixarei partir respondeu Jacó, antes que me tenhas abençoado.”" (Gn 32,26).

"Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem". (Lc 11,13).

O que não alcançara na casa do pai Isaque e do tio Labão estava agora bem perto e Jacó não perderia esta oportunidade.

3.      Jacó recebeu um novo nome – Gn 32,28.

“Teu nome não será mais Jacó, tornou ele, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens, e venceste.” Jacó perguntou-lhe:" (Gn 32,28). “Israel = Príncipe de Deus”.

Era um sinal de que também o seu caráter estava sendo transformado de usurpador a príncipe. São transformações que só o Espírito Santo pode operar em nós - "Mas todos nós temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a glória do Senhor e nos vemos transformados nesta mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela ação do Espírito do Senhor". (2Cor 3,18).

4.      Jacó recebeu uma marca especial – Gn 32,25.31.32.

Era um sinal externo de que havia lutado com Deus. Da mesma forma o fruto do Espírito Santo é o melhor sinal de que temos andado com Deus – “Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei.” – Gl 5,22-23.


“32,4-22: Jacó sente-se culpado: depois de ser explorado por vinte anos, percebe melhor a trapaça que fizera contra o irmão. Tem medo e toma providências para que Esaú o receba bem.” – Bíblia pastoral.

“32,23-33: Na tensão frente ao encontro com o irmão, Jacó fica sozinho, à noite. Desencadeia-se uma luta misteriosa com um desconhecido, que é o próprio Deus. Jacó luta a noite toda, porque deseja a bênção que preserve sua pessoa e seus bens. Antes de abençoá-lo, o desconhecido lhe dá o nome de Israel, que será o nome do povo da promessa: a bênção não terá em vista pretensões pessoais, mas a formação de um povo. O desconhecido, porém, não revela o próprio nome: Jacó não poderá manipular a Deus, como fez com o pai e o irmão. De Jacó nascerá um povo: este vai ter como missão realizar o projeto de Deus, e jamais poderá trapacear esse projeto sem sofrer sérias conseqüências.” – Bíblia Pastoral.
“No decorrer da vida, o homem acaba tendo um encontro decisivo com Deus. No centro desse encontro há uma luta tenaz, em que o homem acaba reduzido (ferido) nas suas pretensões egocêntricas; mas, ao mesmo tempo, descobre o destino (novo nome) que Deus lhe prepara na história.” – Bíblia Pastoral.
CONCLUINDO

A valorização e a segurança que Jacó  não encontrou no lar, encontrou-os numa experiência maravilhosa com Deus.

Na conversão, o nosso velho homem morre e nasce uma nova criatura - "Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!" (2Cor 5,17). Dia  a dia vamos crescendo na busca da perfeição em Cristo Jesus – Fl 3,12-16. No entanto, esta experiência espiritual não exime os pais de buscarem suprir as necessidades físicas, emocionais e espirituais de seus filhos. Que a nossa casa seja um instrumento de Deus para a formação dos mais altos valores sociais e espirituais. Que ali não sejam encontrados os mesmos sentimentos e atitudes que formaram a Jacó. Pelo contrario, que príncipes e princesas do Senhor crescem diante de nossos olhos na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo - "Mas crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele a glória agora e eternamente". (2Pd 3,18).



quinta-feira, 18 de abril de 2013

DOUTRINA DOS ANJOS - LIÇÃO 15 – A Batalha Espiritual.



Nos capítulos anteriores constatamos que temos um inimigo incansável, que de muitas maneiras investe contra a humanidade e contra os santos. Não podemos ignorar que existem forças demoníacas atuando na esfera espiritual, possuindo pessoas, oprimindo, influenciando.

Contudo, muitos exageros têm surgido quanto a isso. Batalha espiritual, para muitos crentes, se tornou uma obsessão. Restringe-se a guerra a um ataque aos demônios e a tudo que acham identificar-se com eles. “A batalha não se limita somente à eliminação de forças demoníacas. Ela também se encarna nos vícios e nas malignidades humanas” – Ricardo Gondin. Esta batalha espiritual é muito mais abrangente do que os “movimentos de batalha espiritual” modernos sugerem.

Antes de desenvolver-se na terra, esta batalha teve seu enredo no ambiente celestial. Quando Lúcifer se rebelou conterá Deus – cf. Is 14,12-17, ai a guerra estava declarada. Mas não havia como encarar o Senhor. Embora desejasse, nenhum outro ser celestial, alem do que arrastara consigo, poderia tornar-se sua presa. Lúcifer, então, encontra espaço para sua atuação no ambiente terreno.

I.                  O INICIO DA BATALHA.

Quando, então, a batalha espiritual que até hoje vigora teve seu inicio? Iniciou-se no Éden. Satanás viu o homem, criatura de Deus, como um ser contra quem poderia investir, e investiu. Nossos primeiros pais foram tentados e cederam à tentação. Já  havia inimizade entre Deus e o diabo. Agora passava a existir inimizade entre este e a “semente da mulher” - "Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.” (Gn 3,15), que é Jesus Cristo. Esta inimizade se mantém no confronto com o povo de Deus. A tentativa do diabo, como ocorreu no Éden, é levar o homem acreditar que Deus não é confiável, que Ele governa com tirania e suborno. Este é um tema desenvolvido por Gondin nas paginas 35-54 do seu livro.

II.               O CLIMAX DA BATALHA.

A batalha chegou ao seu ápice quando Jesus Cristo encarnou. Veio ao mundo para morrer pelos homens, a fim de salva-los da morte eterna. Mas, em relação a Satanás, a vinda  do Senhor teve outras finalidades:

·        Ele veio para “expulsar o príncipe deste mundo” – Jo 12,31.
·        Ele veio para “destruir as obras do diabo” – 1Jo 3,8;

Logo que Jesus nasceu  no mundo, o inimigo tentou barrar-lhe o caminho. Primeiro através de Herodes, na matança dos inocentes - "Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos". (Mt 2,16). Depois com a tentação – Mt 4,1-11.

Todo o mistério de Jesus foi um golpe desferido contra Satanás, pois através dele se cumpria esta profecia de Isaias - "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz". (Is 9,1). Mas o golpe mais duro desferido contra Satanás ocorreu no calvário. Ali ele foi vencido. Porque Jesus, "cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz. Espoliou os principados e potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz". (Cl 2,14-15).


III.           O FIM DA BATALHA.

Þ    Satanás e os demônios, por enquanto, estão soltos ativos.

Não estão no inferno, como pensam alguns. Eles habitam nos ares. Três expressões bíblicas dão-nos a idéia do ambiente de ação das forças do mal, cumprindo o seu propósito de infligir tormento aos homens da terra.

·        Estão nas “regiões celestes” – "Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares". (Ef 6,12).
·        Vivem a “rodear a terra e passear por ela - "O Senhor disse-lhe: De onde vens tu? Andei dando volta pelo mundo, disse Satanás, e passeando por ele". (Jó 1,7).
·        “Anda em derredor” - "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar". (1Pd 5,8).

Mas um dia encerraram suas atividades e serão lançados no inferno, lugar que foi previamente preparado para eles - "Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: - Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos". (Mt 25,41).

Þ    O relato da cessação de suas atividades.

No apocalipse encontramos o relato da cessação de suas atividades em dois momentos:

·        No milênio – quando Satanás será impedido de agir por um longo período de tempo - "Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos". (Ap 20,1-2).
·        No julgamento final – “o diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago do fogo e enxofre, onde também se encontram não só a besta como o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos” – Ap 20,10.


IV.             DEUS VERSUS SATANÁS.

Tem-se cometido o engano de pensar que Deus e o Diabo estão medindo forças; que são poderes opostos iguais e que, neste caso, o inimigo se torna uma ameaça a Deus.na verdade são dois poderes diferentes, um maior e outro menor. Satanás bem que tentou ser igual a Deus - "Subirei sobre as nuvens mais altas e me tornarei igual ao Altíssimo". (Is 14,14) mas não é. Todos os que pensam que sim estão sendo enganados por ele, o que é parte do seu trabalho - "Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira". (Jo 8,44). Satanás é limitado tanto em suas ações como em sua existência. Ele não é onipotente, nem onipresente, nem onisciente. Nada faz neste mundo que não esteja dentro da vontade permissiva de Deus, nada faz sem seu consentimento - "Pois bem!, respondeu o Senhor. Tudo o que ele tem está em teu poder; mas não estendas a tua mão contra a sua pessoa. E Satanás saiu da presença do Senhor". (Jó 1,12).

CONCLUINDO

A batalha teve seu inicio e se desenvolve. Mas o seu fim já é previsto e o inimigo já teve sua condenação decretada. Não nos deixemos envolver na onda de misticismo em torno desta batalha espiritual. Nada mais  se  requer que nós  a não ser o que o Senhor deixa claro em Sua Palavra. Qualquer atividade, mesmo que extremamente religiosa, se não tem o respaldo das Escrituras ou se contraria o bom senso, não é da vontade de Deus que a pratiquemos.


terça-feira, 16 de abril de 2013

Homossexualismo e a Igreja de Jesus Cristo





Discriminação... Seja ela relacionada à política, religião ou sexo é sempre condenável perante a sociedade em que vivemos, quero que você considere que as linhas a seguir irão analisar um grande tabu da sociedade sob o ponto de vista de Deus, o homossexualismo. 

Abandone por uns minutos a sua rejeição pelo assunto, não pare de ler, reserve um tempo com disposição para analisar cautelosamente o que a palavra de Deus nos diz, demorei muito para achar as palavras para este começo... Escrevo com amor este texto porque pretendo desafiar aos preconceituosos e trazer a luz que salva aos simpatizantes desta prática pecaminosa.

Sem querer entrar no mérito da ciência, não posso crer que as pessoas nascem geneticamente homossexuais, mas não discuto que algumas circunstancias de vida desastrosa “inclinem” as pessoas a este pecado, o que quero é provar biblicamente que este é um problema espiritual e que tem cura! 

Curiosamente ou não a sociedade em sua maioria não aceita totalmente o relacionamento homossexual taxando-o de imoral ou chocante... Mas e a questão do pecado?  - a sociedade é desprovida de discernimento para avaliar a questão sob o ponto de Deus, ela não aceita porque não lhe é agradável sob o seu ponto de vista do certo ou errado.

Mas e a igreja? E o cristão? A verdade é que por causa do tabu muitos estão precisando de ajuda e se escondem em seus próprios pecados, porque sabem que mesmo dentro da igreja de Jesus Cristo irá encontrar uma barreira chamada preconceito... Mas vejamos o que Está na Bíblia em Provérbios 28,13 “Quem tenta esconder os seus pecados não terá sucesso na vida, mas Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona.” Parece-me que aqui a palavra é clara e indica que devemos estar dispostos a ajudar a todos aqueles que estão dispostos a abandonar o pecado, não há distinção de pecado... Fumar, beber, roubar... “Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona” - É importante que haja dentro da Igreja pessoas com disposição para ajudar... A pessoa em pecado grave como a homossexualidade está afastada da presença de Deus, mas Deus nunca deixa de ser misericordioso e quer colocar eu e você no caminho desta pessoa, mas precisamos estar dispostos a ouvir com amor e misericórdia aqueles que se encontram perdidos, Está na Bíblia em Tiago 5,16 “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder.” Você crê que é uma questão de cura? De libertação? Amém! Vamos continuar...

A palavra de Deus é tão clara e esclarecedora que não é difícil explicar a esta pessoa que precisa da libertação, que Deus criou HOMEM e MULHER e lhes dotou de órgãos sexuais específicos e especialmente destinados à reprodução da espécie... Veja o que Está na Bíblia em Gênesis 1,27–28a “Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher e os abençoou, dizendo: —Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem.” Se o homem assume postura própria de mulher; se a mulher assume funções próprias do homem no ato sexual, caracteriza-se um comportamento contrário à vontade do Criador. Deus nos criou para uma relação heterossexual! A Bíblia é clara!

A maioria das pessoas é alheia aos homossexuais, principalmente se forem da família... Quem já não ouviu: “pau que nasce torto morre torto”, “homossexualismo é uma opção na vida”, “tudo é permitido em nome do “amor“, “homossexualismo é genético e irreversível”, “a única saída para os pais é aceitar a opção sexual dos filhos” - e tantos outros argumentos semelhantes? É muito difícil para aquele que está no mundo enxergar as coisas, porque aquele que está no mundo está sob o senhorio do mundo, é servo do mundo, faz a vontade do deus deste século que cegou-lhes o entendimento... Satanás! Este é um desafio NOSSO e dos grandes!

Talvez alguns de nós devamos rever nosso cristianismo preconceituoso e desprovido de disposição incondicional em estender a mão ao que clama por ajuda! Uma coisa é estarmos conscientes pelo conhecimento da palavra de Deus de que Ele abomina, tem nojo e acha asqueroso toda a sorte de pecado, não somente o homossexualismo, mas também o homicídio, a injustiça, a prostituição, a feitiçaria, o ódio, a inveja, o roubo, o vício, a idolatria e etc... De certo que precisamos mostrar o que Está na Bíblia! Levítico 18,22 “Nenhum homem deverá ter relações com outro homem; Deus detesta isso.”  Levítico 20,13 “Se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento; eles serão responsáveis pela sua própria morte.” Contudo, nunca podemos perder o foco de nossa missão, amar, amar, amar... Deus ama sobrenaturalmente o pecador! Então, Deus ama o homossexual. Você ama o homossexual?

Um dos motivos pelos quais Deus destruiu Sodoma e Gomorra foi o homossexualismo. Daí surge o termo "sodomia". O apóstolo Paulo usou esta expressão quando escreveu uma carta para os cristãos na cidade de Corinto, o texto sugere que alguns deles antes de serem crentes eram homossexuais. Vejamos o que o apóstolo disse e Está na Bíblia em 1Corintios 6,9-11 “Vocês sabem que os maus não terão parte no Reino de Deus. Não se enganem, pois os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os caluniadores e os assaltantes não terão parte no Reino de Deus. Alguns de vocês eram assim. Mas foram lavados do pecado, separados para pertencer a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.” Bendita palavra, “...alguns de vocês eram assim.” De certo que alguns de nós nunca pensamos que aquele irmão ou irmã que abraçamos antes, durante ou depois do culto na igreja local tenha sido anteriormente um homossexual, mas poderia.... Mas Glória seja dada ao Deus Eterno porque foram lavados do pecado, separados para pertencer a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus, eles são uma benção em sua vida?

Você percebe que Deus não está interessado em condenar, mas, salvar o sodomita, o efeminado, a lésbica. Essa verdade fica bem clara no verso 11 que diz: “Mas foram lavados do pecado, separados para pertencer a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.” Você percebe que há um caminho? Arrependimento, abandono do pecado e crer em Jesus Cristo! Amém? 

Mas Ele pode querer usar EU ou VOCÊ para levar esta mensagem ao perdido, talvez Deus esteja esperando que o seu coração esteja desprovido do preconceito para usar a sua vida... Você quer ser usado por Deus? Paulo também falou das mulheres conforme Está na Bíblia em Romanos 1,26 “Por causa das coisas que essas pessoas fazem, Deus as entregou a paixões vergonhosas. Pois até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza.” 

O desafio é ajudar a tirar estas pessoas da situação vergonhosa, lembre-se que Deus odeia o pecado, mas ama o pecador e está disposto a lavar espiritualmente o pecador, santificando-o e justificando-o... Justificar biblicamente é declarar inocente, inocente... Como se nunca estivesse cometido pecado antes, através do sangue de Jesus Cristo, derramado na cruz do Calvário. Para aquele que é homossexual, efeminado lésbica, promíscuo, vive na prostituição ou dela, é viciado ou tem estado em qualquer sorte de pecado, temos uma mensagem que recebemos de Deus para lhe transmitir: Deus o ama e quer lhe salvar! 

Se passar pela sua cabeça que são doentes... Lembre-se do que Está na Bíblia em Marcos 2,17 “Jesus ouviu a pergunta e disse aos mestres da Lei: — Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu vim para chamar os pecadores e não os bons.” João 14,6 “Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.” 
Se passar pela sua cabeça que seu pecado é muito grave lembre-se de Mateus 11,28-30 “—Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.”

É preciso conscientizar os praticantes de que o homossexualismo é um relacionamento pervertido e altamente pecaminoso, que desagrada a Deus independente de se conseguir ou não administrar os problemas emocionais ou sociais. Não se pode iludir, seria zombar de Deus, é preciso alertar que cada um  colherá o que semeou. 

Que conselhos podemos dar: Faça um balanço radical da sua vida. Para ser liberto, você precisa começar com um relacionamento correto com Deus. Você precisa nascer de novo do Espírito de Deus.  Você quer ser um filho de Deus? Arrependa-se de todos os seus pecados. Deus ama você. Ele perdoará os seus pecados, salvará sua vida do pecado e você será incluído entre os remidos do Senhor. Evidentemente que a menos que a pessoa esteja debaixo da convicção do Espírito Santo e se arrependa, você inevitavelmente estará diante de alguém que ficará zangado e defenderá seu estilo de vida. Mas explique que se trata de conselhos dado por causa do amor de Deus que está em você. O nosso norte deve ser sempre que é impossível glorificar a Deus sem o abandono do pecado! Nosso conselho deve ser para que abandone seu modo de vida do passado e comece a se envolver com novos relacionamentos – procure o amparo de Cristo e de sua Igreja. Corte suas associações com aqueles que estão envolvidos em atividades homossexuais, não coloque o heterossexualismo como alternativa para o homossexualismo, é preciso lidar com a concupiscência (mal desejo) que cria ou atiça o pecado. Ainda que você tenha se voltado para Deus e depois caído de volta no pecado, tenha a coragem de se arrepender novamente da sua queda e voltar-se para Cristo. Ele não lhe condena. Ele ama você! Para permanecer livre dos comportamentos pervertidos procure identificar um padrão de circunstâncias que o leva o ato homossexual. Quando reconhecer este padrão – esteja atento e adote um padrão de comportamento diferente que lhe afaste do desejo e do ato, é preciso tratar esta batalha com astúcia pois o seu inimigo é forte e ardiloso, esteja sempre louvando a Deus pois Ele ministrará ao seu coração e trará vitória sobre esse problema. Estes são os conselhos que temos que dar. Idéias que apóiem e criem estratégias para a batalha.
A Igreja também tem como missão de Deus ajudar as pessoas a conhecerem-no em sua plenitude. Leve-o a freqüentar, uma igreja que creia na Bíblia como sua única regra de fé e prática, e que seja cheia do Espírito Santo, traga-o para perto de pessoas que lhe amam sem conotações sexuais e que possam lhe ajudar a ter uma vida disciplinada e devocional.

Ajude-o a não se conformar com este mundo, e ser transformado pela renovação de sua mente. Ajude-o a receba o fruto do Espírito - amor, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, fidelidade, humildade e o domínio próprio. Essas são virtudes e marcas do caráter do próprio Deus, que Ele gera em seus filhos, pelo Espírito Santo. O Espírito Santo as produzirá nele como as produziu em você e elas tomarão o lugar da velha natureza mundana e carnal, que resultava no homossexualismo. Fale da necessidade de revestir-se da armadura de Deus: a verdade, a justiça, o Evangelho, a fé, a salvação e um bom conhecimento da Bíblia. Com esta armadura, ele será capaz de resistir às maquinações e tentações de Satanás. A armadura de Deus vem como resultado do conhecimento e obediência à Palavra de Deus. Ela é necessária ao viver vitorioso. É preciso que a mente seja cheia da Palavra de Deus para vencer a tentação, sua mente deverá estar firmada na Palavra e não na tentação ou pecado. Ajude-o a louvar e dar graça constantemente a Deus, isto sempre traz paz mesmo em meio as tentações. Não hesite em dar auxílio. É uma vida, uma alma. É muito importante para você e para Deus, para a família e para outras pessoas...

De certo que por mais que o inimigo possa nos dar em troca de nós mesmos, ainda assim nossa vida será sempre incompleta, mas Jesus disse: “O ladrão só vem para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa.” (João 10,10)
 Se você está praticando a homossexualidade e deseja abandoná-la siga estes passos:

Primeiramente reconheça o seu pecado e ore como no Salmos 51,2-4 “Purifica-me de todas as minhas maldades e lava-me do meu pecado.  Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim.  Contra ti eu pequei — somente contra ti — e fiz o que detestas. Tu tens razão quando me julgas e estás certo quando me condenas.”

Segundo, peça que o seu pecado seja perdoado e manifeste seu desejo de começar uma vida nova orando como no Salmos 51,7-12 “Tira de mim o meu pecado, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.  Faze-me ouvir outra vez os sons de alegria e de felicidade; e, ainda que tenhas me esmagado e quebrado, eu serei feliz de novo.  Não olhes para os meus pecados e apaga todas as minhas maldades.  Ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme! Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu santo Espírito. Dá-me novamente a alegria da tua salvação e conserva em mim o desejo de ser obediente.”

Terceiro, creia incondicionalmente que Deus lhe perdoou e pare de se sentir culpado orando como no Salmos 32,1-6 “Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga!  Feliz aquele que o SENHOR Deus não acusa de fazer coisas más e que não age com falsidade!  Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro.  De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão.  Então eu te confessei o meu pecado e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste todos os meus pecados. Por isso, nos momentos de angústia, todos os que são fiéis a ti devem orar. Assim, quando as grandes ondas de sofrimento vierem, não chegarão até eles.”

Em nome de Jesus! Em nome de Jesus! Amém! Aleluia! Amém!

sábado, 13 de abril de 2013

LITURGIA DIÁRIA - DOMINGO 14/04/2013




ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com alegria a condição de filhos de Deus, espere com plena confiança o dia da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 5,27-32.40-41)

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 

5 27 Trouxeram-nos e os introduziram no Grande Conselho, onde o sumo sacerdote os interrogou, dizendo: 28 “Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome. Não obstante isso, tendes enchido Jerusalém de vossa doutrina! Quereis fazer recair sobre nós o sangue deste homem!” 29 Pedro e os apóstolos replicaram: “Importa obedecer antes a Deus do que aos homens. 30 O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-o num madeiro. 31 Deus elevou-o pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. 32 Deste fato nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que lhe obedecem”. 40 Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram. 41 Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus.

Palavra do Senhor.

Salmo responsorial 30
Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.
Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes
e não deixastes rir de mim meus inimigos!
Vós tirastes minha alma dos abismos
e me salvastes quando estava morrendo.
Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,
dai-lhe graças e invocai seu santo nome!
Pois sua ira dura apenas um momento,
Mas sua bondade permanece a vida inteira;
Se a tarde vem o pranto visitar-nos,
de manhã vem saudar-nos a alegria.
Escutai-me, Senhor Deus, tente piedade!
Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!
Transformastes o meu pranto em uma festa,
Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

Leitura (Apocalipse 5,11-14)

Leitura do livro do Apocalipse de são João. 

5 11 Na minha visão ouvi também, ao redor do trono, dos Animais e dos Anciãos, a voz de muitos anjos, em número de miríades de miríades e de milhares de milhares, 12 bradando em alta voz: “Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor”. 13 E todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo que contêm, eu as ouvi clamar:“ Àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro, louvor, honra, glória e poder pelos séculos dos séculos”. 14 E os quatro Animais diziam: “Amém!” Os Anciãos prostravam-se e adoravam.

Palavra do Senhor.

Evangelho (Jo 21,1-19)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo ressurgiu por quem tudo foi criado; ele teve compaixão do gênero humano.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 

21 1 Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo: 2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos. 3 Disse-lhes Simão Pedro: “Vou pescar”. Responderam-lhe eles: “Também nós vamos contigo”. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam. 4 Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram. 5 Perguntou-lhes Jesus: “Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer?” “Não”, responderam-lhe. 6 Disse-lhes ele: “Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis”. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes. 7 Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: “É o Senhor!” Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas. 8 Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados). 9 Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão. 10 Disse-lhes Jesus: “Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes”. 11 Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. 12 Disse-lhes Jesus: “Vinde, comei”. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: “Quem és tu?”, pois bem sabiam que era o Senhor. 13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe. 14 Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado. 15 Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?” Respondeu ele: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta os meus cordeiros”. 16 Perguntou-lhe outra vez: “Simão, filho de João, amas-me?” Respondeu-lhe: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta os meus cordeiros”. 17 Perguntou-lhe pela terceira vez: “Simão, filho de João, amas-me?” Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: “Amas-me?”, e respondeu-lhe: “Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas. 18 Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres”. 19 Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: “Segue-me!” 

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho

CUIDA DAS MINHAS OVELHAS

A morte de cruz encerrou o ministério terreno de Jesus. Ao exclamar: "Tudo está consumado!", ele proclamou ter levado a termo a missão recebida do Pai. 

Todavia, restava muito a ser feito. O Evangelho deveria ser anunciado a todos os povos, e a salvação chegar até os confins da Terra. A sementinha do Reino não podia ficar infrutífera. Era preciso fazê-la desabrochar para tornar-se uma árvore frondosa.
A missão, agora, seria tarefa dos discípulos. Com que condições? A primeira delas consistia em estar unido ao Senhor por um amor entranhado, numa proximidade tal que lhes permitisse assimilar a vida do Mestre. Esta centralidade de Jesus na vida do discípulo seria garantia de sua presença no decorrer da missão. A segunda consistia em estar consciente de ter sido encarregado de uma missão recebida do Senhor. O discípulo atuaria como servidor dessa missão, e não como dono do rebanho!

Ao ser três vezes interrogado, Pedro confessou seu amor a Jesus. Este, então, confiou-lhe o encargo de cuidar de suas ovelhas. O rebanho não é propriedade do discípulo, e a relação entre ambos deve ser permeada pelo amor do Senhor. 

O ministério, portanto, teria três pólos: Jesus que confia a missão - o discípulo que a executa, por amor - e o rebanho a ser conduzido pelos caminhos do Senhor.

Oração

Espírito de dedicação, que eu cuide, com total generosidade, do rebanho a mim confiado pelo Senhor, sabendo conduzi-lo com amor.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

GENESIS LIÇÃO 11 – ISAQUE – Vivo Entre Os Mortos




A história de Isaque é fascinante – desde o seu nascimento! Como é bom observar a fidelidade de Deus. Já estudamos como Deus. Já vimos como Deus visitou a Sara, e ela concebeu no tempo determinado, conforme a Palavra do Senhor - "O Senhor visitou Sara, como ele tinha dito, e cumpriu em seu favor o que havia prometido". (Gn 21,1).
Isaque era especial, pois além de sua concepção miraculosa, era filho da promessa, ou seja, o perpetuador do pacto messiânico.
Apesar disso, Isaque viveu como qualquer pessoa, enfrentando as diversas fases da vida.

I.                    A INFANCIA DE ISAQUE.

A infância de Isaque foi marcada por experiências importantes.

a)      “E, passados oito dias do seu nascimento, circuncidou-o, como Deus lhe tinha ordenado". (Gn 21,4).
b)      "Sara viu que o filho nascido a Abraão de Agar, a egípcia, escarnecia de seu filho Isaac," (Gn 21,9).

Como é importante na vida de qualquer pessoa adulta a fase da infância?
Se consagrado a Deus, ter certeza do amor dos pais e de sua importância para eles – tudo isso cria estrutura de personalidade e produz crescimento equilibrado.

II.                  A JUVENTUDE DE ISAQUE.

Com certeza, Isaque constantemente ouvia palavras de seu pai, e podemos crer que o assunto predileto era fé, promessas e obediências – Hb 5,8 e Fl 2,5.8.
A juventude de Isaque foi marcada por duas experiências profundas:

1.      O sacrifício – Gn 22,1-18.

Ainda adolescente, Isaque viu-se tornar o objeto da prova de fé de Abraão – vv 1-10. De repente aquele menino que se chamava riso para seus pais, estava a li a mercê do cutelo do patriarca.

Tudo o que Isaque já tinha ouvido fica confirmado ali, quando Deus intervém, salva sua vida, confirma a fé de Abraão e reafirma sua promessa de posteridade – vv 11-18.

“22,1-19: Deus tira todas as seguranças de Abraão, para lhe fazer sua promessa e entregar-lhe seu dom (cf. Gn 12,1-9 e nota). Muitos obstáculos parecem tornar impossível a realização desse dom e promessa (velhice, esterilidade). Quando a promessa começa a cumprir-se com o nascimento de Isaac, Abraão poderia acomodar-se e perder de vista o grande projeto, para o qual Deus o chamara. Por isso, Deus lhe pede um novo ato de fé que confirme sua obediência. Deus não promete nova segurança para o homem se acomodar; pelo contrário, desafia o homem a estar sempre alerta, a fim de relacionar-se com Deus e criar uma nova história. Só assim o projeto de Deus não será confundido com as limitações dos projetos humanos.” – Bíblia Pastoral.

2.      O casamento – Gn 24,1-67.

Chega a hora em que Isaque deveria casar-se, e outra oportunidade para o exercício da fé.
Era muito importante que Isaque, como herdeiro da promessa, se casasse com uma mulher que valorizasse o pacto com Deus. Esta foi uma preocupação forte de Abraão. O assunto é tão importante que ocupa o capitulo mais longo do livro de Gênesis.

O pai Abraão ensina a Isaque e a nós algumas lições práticas para o matrimônio:

a)      Vontade de Deusé a responsabilidade dos pais procurar que seus filhos se casem no circulo da religião cristã e dentro da vontade de Deus – Gn 24,3.7;
b)      Os cristãos não devem se casar com os não  cristãosGn 24,3-4; 2Cor 6,14-17.
c)      O lugarde residência deve ser escolhido com critério para preservar a benção do lar – Gn 24,1-9.37-41. Serve a advertência de Ló.
d)      A oraçãodeve ocupar um lugar importante na escolha do matrimonio – Gn 24,12-14,226-27.63.

Deus honrou a preocupação de Abraão e Isaque e providenciou Rebeca, hospitaleira, bondosa, bela e pura; mulher de caráter que não vacilou quanto a fazer a vontade de Deus - "Chamaram Rebeca e disseram-lhe: ”Queres partir com este homem?” “Sim”, respondeu ela". (Gn 24,58).

O encontro dos dois foi absoluto respeito e humildade - "Ela disse ao servo de Abraão: “Quem é aquele homem que vem ao nosso encontro no campo?” “É o meu senhor”, respondeu ele. E ela tomou depressa o véu e cobriu-se". (Gn 24,65). Isaque a recebeu, amou e honrou - "E Isaac introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe. Desposou-a, e ela tornou-se sua mulher muito amada. E desse modo Isaac consolou-se da morte de sua mãe". (Gn 24,67). Foi um casamento planejado no céu.

Da mesma maneira que rebeca creu em Isaque e amou sem tê-lo visto, o cristão crê em Cristo sem vê-lo, ama-o e se alegra gloriosamente - "Este Jesus vós o amais, sem o terdes visto; credes nele, sem o verdes ainda, e isto é para vós a fonte de uma alegria inefável e gloriosa," (1Pd 1,8).

“24,1-67: Deus continua a providenciar a realização da promessa. Passo importante é o casamento de Isaac, do qual nascerão os futuros descendentes. Note-se que a esposa adequada é reconhecida pela generosidade.” – Bíblia Pastoral.

III.                A MATURIDADE DE ISAQUE.

Quando Isaque se casou com Rebeca, estava com quarenta anos de idade -  "Abraão gerou Isaac. Isaac tinha a idade de quarenta anos quando se casou com Rebeca, filha de Batuel, o arameu, de Padã-Arã, e irmã de Labão, o arameu". (Gn 25,20).

Um dos fatos marcantes de sua vida nesse período foi a morte de seu pai – Gn 25,1-11.
Isaque passou a maior parte de sua vida no sul da Palestina, nas cercanias de Gerar e Berseba. Foi dado à meditação, conciliador, tranqüilo e até passivo. Foi homem de fé e obediência, cumprindo o propósito de Deus para a sua vida.

“25,1-6: Estes versículos formam um apêndice à história de Abraão. O autor bíblico quer mostrar que o patriarca, além de beneficiário da promessa, é também ponto de partida para a formação de outros povos.” – Bíblia Pastoral.
“25,7-11: A notícia da morte de Abraão encerra a história desse patriarca com novo toque de vida: morrer idoso é sinal de uma vida plena e de cumprimento da bênção de Deus. Jamais querida por Deus, a morte precoce é fruto da ação perversa dos homens.” – Bíblia Pastoral.


Destacamos aqui três fatos importantes da maturidade de Isaque.

1.      Jacó e Esaú – Gn 25,19-34.

Depois de uma espera de 20 anos - "Isaac tinha sessenta anos quando eles vieram ao mundo". (Gn 25,26), o fantasma da esterilidade presente muito oração, nasceu os filhos Jacó e Esaú, acompanhados de duas nações antagônicas – "que lhe respondeu: “Tens duas nações no teu ventre; dois povos se dividirão ao sair de tuas entranhas. Um povo vencerá o outro, e o mais velho servirá ao mais novo.”" (Gn 25,23).

“25,19-28: A luta dos filhos no ventre materno mostra a futura inimizade entre dois povos irmãos: os edomitas, descendentes de Esaú, e os israelitas, descendentes de Jacó.” – bíblia Pastoral.

2.      Isaque em Gerar – Gn 26,1-35.

Por ordem de Deus, Isaque habitou nas terras dos filisteus num período de fome - "Sobreveio uma fome à região (além da primeira fome que houve no tempo de Abraão), e Isaac foi ter com Abimelec, rei dos filisteus em Gerar". (Gn 26,1). Ali teve de enfrentar três tentações:

a)      Abandonar a terra prometida em um período da fome – vv 2-5;
b)      Fingir que rebeca não era sua esposa num momento de perigo  - vv 7-11.
c)      Reagir violentamente  à provocação dos filisteus – vv 12-22.

Isaque foi vitorioso na primeira e na terceira prova, mas, na segunda, mentiu vergonhosamente.

Notamos aqui claras semelhanças com seu pai, Abraão.
Nas duas provas em que Isaque foi vitorioso, observamos os resultados:

·         Enriqueceu-se sobremaneira - "E este homem cresceu, e seus bens foram aumentando cada vez mais; tornou-se extremamente rico". (Gn 26,13);
·         Fez aliança de paz com os filisteus - "Eles responderam: “Nós vimos que o Senhor está contigo, e pensamos conosco: Haja um juramento entre nós e ti. Queremos, pois, fazer aliança “contigo”. (Gn 26,28);

“26,1-11: O episódio é uma repetição de Gn 12,10-20 e 20,1-18.” – Pastoral Familiar.

“26,12-35: A briga por causa dos poços é, na verdade, uma luta para a ocupação da terra. A  promessa feita a Abraão passa para Isaac e, em meio aos conflitos, pouco a pouco vai se tornando realidade.” – Pastoral Familiar.





3.      Dificuldades Familiares – Gn 26,34-27,46;

Parece que o relacionamento de Isaque com os filhos mão era o mesmo que ele teve com seu pai.
Alguns fatos revelam a fragilidade da família de Isaque e rebeca.

a)                O casamento de Esaú com duas mulheres pagãs"Esaú, com a idade de quarenta anos, tomou por mulheres Judite, filha de Beeri, o hiteu, e Basemat, filha de Elon, o hiteu". (Gn 26,34);

b)                A preferência de cada um dos pais por um dos filhos - "Isaac preferia Esaú, porque gostava de caça; Rebeca, porém, se afeiçoou mais a Jacó". (Gn 25,28) – não pode haver favoritismo dentro da família. Apesar da profecia, Isaque queria dar benção ao filho mais velho - "que lhe respondeu: “Tens duas nações no teu ventre; dois povos se dividirão ao sair de tuas entranhas. Um povo vencerá o outro, e o mais velho servirá ao mais novo.”" (Gn 25,23);

c)                A falta de fé de Rebeca e Jacó marcadas pela mentira e pelo enganoGn 27,5-13;

d)                A rivalidade que existia entre os irmãos – Gn 27,35-36.41;

e)                A rebeldia de Esaú para com seu pai tomando outra mulher das cananitas – Gn 28,8-9.

-
A família no contexto da benção de Deus exerce papel fundamental – Sl 128.

“27,1-40: Jacó antes se aproveitou da fome do irmão para lhe tirar o direito de primogenitura; agora, para roubar a bênção patriarcal, ele se une à esperteza da mãe e aproveita a cegueira do pai. O texto está preocupado em mostrar a supremacia de Israel, povo descendente de Jacó, sobre Edom, povo descendente de Esaú.” – Pastoral Familiar.

CONCLUINDO

Observamos que a benção da promessa só foi dada a Jacó depois que o engano tinha  sido desvendado – “Deus todo-poderoso te abençoe, te faça crescer e multiplicar, de sorte que te tornes uma multidão de povos. Dê-te ele, como também à tua posteridade, a bênção de Abraão, a fim de que possuas a terra onde moras, e que Deus deu a Abraão.” – Gn 28,3-4.
Concluímos assim algumas lições importantes.

1.      Deus e fiel às suas promessas e planos;
2.      Deus é reto e justo e não aceita pecado;
3.      A vida do cristão só é de fato abençoada quando depender inteiramente do Senhor – "É a bênção do Senhor que enriquece; o labor nada acrescenta a ela". (Pr 10,22).
4.      O fato de alguém ser especial como o era Isaque não o isenta de pecar e se afastar de Deus – Gn 21,6;26,9.