sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens de Gênesis 6

Muito se discute sobre quem eram os filhos de Deus e as filhas dos homens de Gênesis 6. Os estudiosos da Bíblia realmente não conseguem entrar num acordo sobre este tema.

 

Existem várias opiniões sobre o assunto, porém três interpretações aparecem como principais. São elas:

 

1- Os filhos de Deus eram anjos caídos.

2- Os filhos de Deus eram descendentes de Sete que se casaram com descendentes de Caim.

3- Os filhos de Deus eram homens poderosos (governantes e nobres).

 

Abaixo veremos os detalhes de cada uma das três interpretações disponíveis.

 

Os filhos de Deus de Gênesis 6 eram anjos caídos?

 

A ideia de que os filhos de Deus de Gênesis 6 eram anjos caídos que tiveram relações com mulheres é a interpretação mais antiga e conhecida sobre o assunto. A principal defesa para essa interpretação é o fato de que no Antigo Testamento a expressão “filhos de Deus” pode se referir a anjos (Jó 1:6; 2:1; 38:7).

 

Outro ponto que reforça essa ideia é que antigos estudiosos hebreus, como Flávio Josefo, também apresentam essa mesma teoria. O livro pseudoepígrafo de Enoque igualmente defende tal interpretação.

 

No Novo Testamento, os textos mais utilizados para defender essa opinião estão em 2 Pedro 2:4 e Judas 1:6.

 

Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo; (2 Pedro 2:4)

 

E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; (Judas 1:6)

 

De acordo com esta perspectiva, o resultado da união entre as mulheres (filhas dos homens) e os seres angelicais (filhos de Deus) resultou no nascimento de gigantes (no sentido literal). Esses gigantes teriam sido homens notórios e valentes da antiguidade.

 

Outro texto muito utilizado nessa defesa é Gênesis 19:5. Nele lemos sobre como os homens homossexuais de Sodoma queriam ter relações com os anjos que vieram destruir a cidade.

 

Com base nesta interpretação, estudiosos apresentam o tamanho da desobediência em relação aos mandamentos de Deus. Eles apontam para a possibilidade de ter existido uma raça mista cosmológicamente, ou seja, que não era 100% humana. Isto teria levado ao Dilúvio universal como forma de dizimar toda a humanidade, com exceção de Noé e sua família.

 

Para refutar esta interpretação, o texto mais utilizado é Mateus 22:30, onde Jesus diz que os anjos de Deus não se casam e nem são dados em casamento. Essa crítica é rebatida pelos simpatizantes desta teoria de que os filhos de Deus de Gênesis 6 são anjos com o seguinte argumento. Eles dizem que Jesus se referiu aos anjos do céu e não aos anjos rebeldes. Eles também alegam que o texto diz que os anjos não se casam, mas não diz nada sobre a impossibilidade de, em forma corpórea de homem, eles anjos poderem manter relações com mulheres.

 

Outra critica contra esta interpretação é a questão de que os textos do Novo Testamento de Pedro e Judas utilizados como defesa desta teoria, em momento algum tratam de casamentos angelicais. Além disso, esses textos em nenhum momento se propõem a explicar o evento antediluviano.

 

Também vale ressaltar que Gênesis 6 diz claramente que a atitude partiu dos “filhos de Deus” e não das “filhas dos homens”. Se essa mistura resultou no Dilúvio, deveria existir então alguma referência mais explicita no próprio livro de Gênesis sobre a punição a esses anjos que iniciaram tal perversidade.

 

Os filhos de Deus eram os descendentes de Sete?

 

Segundo esta interpretação, a descendência justa de Sete se misturou com a descendência ímpia de Caim. Em outras palavras, os homens da linhagem de Sete se casaram com as mulheres pagãs da linhagem de Caim. Nesta interpretação os nephilins (gigantes) resultaram dessa mistura religiosa. Esses homens não eram literalmente gigantes, mas homens ímpios e tiranos que alcançaram fama na antiguidade.

 

Um dos argumentos para sustentar esta interpretação é o contexto dos capítulos anteriores de Gênesis. Em Gênesis 4 é apresentada a geração perversa de Caim. Já em Gênesis 5 é descrita a descendência justa de Sete. Como sequencia, o capítulo 6 parece mostrar a mistura dessas duas linhagens, culminando numa civilização corrompida.

 

O problema com esta interpretação é que em nenhum outro lugar no Antigo Testamento os descendentes de Sete são chamados de “filhos de Deus”. Além do mais, a Bíblia não diz que todos os descendentes de Sete eram justos. Na verdade ela indica apenas alguns deles que de fato foram, como Enoque e Noé.

 

Outro ponto ainda mais discutível é a exigência de uma quebra de padrão de escrita no próprio capítulo 6. No versículo 1 a palavra “homens” parece se referir a humanidade de modo geral. Já no versículo 2, essa mesma palavra teria que se referir à descendência de Caim especificamente.

 

Por último, também é difícil de explicar por que apenas as mulheres descendentes de Caim é que se casaram com os descendentes de Sete. Provavelmente homens descendentes de Caim também se casaram com as mulheres descendentes de Sete.

 

Uma variação desta interpretação defende que os filhos de Deus e as filhas dos homens de Gênesis 6 são necessariamente sejam os descendentes de Sete ou Caim, mas que pessoas piedosas que uniram-se com pessoas pagãs. Então rapidamente todas essas pessoas estavam unidas praticando a maldade de uma forma abominável.

 

Os filhos de Deus eram homens poderosos?

 

Esta interpretação defende que a expressão “filhos de Deus” era usada como um título atribuído aos reis, governantes, nobres e homens poderosos da antiguidade no Antigo Oriente Próximo. Esses homens não seguiam os mandamentos de Deus. Ao invés disto, eles praticavam um governo injusto. Eles faziam o que bem entendiam na busca por poder e riquezas.

 

A união entre esses homens e as “filhas dos homens” não seria no sentido de realeza e plebe, ou num tipo de união mista religiosamente (homens justos e mulheres pagãs). Essa união seria no sentido de todo tipo de imoralidade. Eles começaram a praticar a poligamia e promoviam grandes orgias que banalizavam o sentido original e singular da relação homem e mulher inicialmente criado por Deus. Tudo isso serviu para disseminar uma depravação sem precedentes por toda a humanidade. Nesta interpretação, as “filhas dos homens” não seriam apenas as descendentes de Caim, mas as mulheres em geral.

 

De acordo com esta posição, nephilins está associado ao termo gibborim da raiz gibbor. Esse termo significa “homem de força”, “homem de poder” ou “homem de valor e riqueza”. Isto significa que não se tratavam de gigantes em estatura, mas homens poderosos que exerciam governo na antiguidade.

 

Outro argumento utilizado por quem defende esta posição é o de que a palavra hebraica Elohim não é empregada apenas para se referir a Deus no Antigo Testamento. Essa mesma palavra também é usada para se referir a juízes, magistrados ou homens em posição de destaque (Êxodo 21:6; Salmos 82:1, 82:6).

 

O crítica em relação a essa interpretação é que os nobres, reis e algumas autoridades, às vezes são chamados de “deuses”, e nunca de “filhos de Deus”. No entanto, crítica é rebatida com base em alguns antigos targumim aramaicos, que traduzem “filhos de Deus” como “filhos de nobres”. Outra critica é o fato de nephilins nessa interpretação não se referir a homens de grande estatura, já que em Números 13:33 o mesmo termo é utilizado para se referir às pessoas de grande estatura literalmente.

 

Existe também uma variação desta interpretação com relação aos gigantes, onde argumenta-se que o texto bíblico não diz que os nephilins nasceram da união entre os “filhos de Deus” e “filhas dos homens”. O escritor de Gênesis simplesmente informa que naquela época existiam gigantes na terra, apenas isso.

 

Gênesis 6 não diz quem são os filhos de Deus e as filhas dos homens

 

De fato o livro de Gênesis não se preocupa em esclarecer totalmente o assunto e revelar com exatidão quem eram os filhos de Deus e as filhas dos homens. Na verdade este nem mesmo é o foco principal do capítulo 6 de Gênesis. A mensagem principal do capítulo trata do estado deplorável que a humanidade se encontrava. O texto descreve como o homem estava explorando toda a potencialidade do pecado. A lei moral de Deus estava sendo completamente transgredida. Tudo isto resultou no juízo divino através do Dilúvio.

 

Mas em Gênesis 6 também podemos notar que o plano de Deus é eterno. Seus propósitos não mudam jamais! Aconteça o que for, sua promessa sempre será mantida. Isto fica claro quando lemos Gênesis 6 à luz de seu contexto mais amplo.

 

Gênesis 3:15 registra pela primeira vez na Bíblia uma menção ao plano de salvação. Logo após a Queda do Homem, Deus revelou sua graça ao informar que da semente da mulher Satanás seria esmagado. Em Gênesis 6 vemos a descendência da mulher totalmente corrompida e deprava. Aos olhos humanos parecia que a professa falharia, pois a humanidade deveria ser destruída. Contudo, ainda havia um justo. Noé achou graça aos olhos de Deus! Isto não aconteceu com base nos méritos pessoais de Noé, mas pela graça soberana de Deus. Em Noé Deus estava preservando o seu plano imutável.


Então quem seriam os filhos de Deus e as filhas dos homens em Gênesis 6?

 

É bem difícil afirmar qual a linha de interpretação é mais correta. Na verdade pode-se dizer que é impossível eleger qualquer uma das interpretações como a posição oficial das Escrituras. Ao longo do tempo, importantes estudiosos têm se pronunciado de forma diferente sobre este tema. As opiniões ficam divididas porque existem fraquezas em todas as interpretações.

 

Particularmente acredito que a pior de todas as interpretações é aquela que diz que os filhos de Deus e as filhas dos homens são anjos se relacionando com mulheres. De fato não há qualquer embasamento bíblico para tal interpretação.

 

É verdade que Pedro e Judas falam sobre anjos rebeldes em suas epístolas. Mas em nenhum momento eles afirmam que tal rebeldia se refira ao relacionamento entre anjos e humanos. Também é verdade que os anjos, segundo a permissão de Deus, podem assumir forma humana de acordo com o evento em Sodoma. No entanto, isto nunca como precedente para relações sexuais entre anjos e mulheres. Também prefiro não acrescentar dupla interpretação às declarações de Jesus em Mateus 22:30 e Marcos 12:25.

 

Agora nos restam duas possibilidades. Os filhos de Deus e as filhas dos homens fazem referência aos descendentes de Sete e Caim? Ou será que fazem referência ao relacionamento entre homens poderosos e mulheres em geral?

 

O Novo Testamento até identifica os seguidores de Cristo como sendo “filhos de Deus” (Mateus 5:9; Romanos 8:14; Gálatas 3:26). Mas isto serviria para estabelecermos que a expressão “filhos de Deus” em Gênesis 6 também se refere aos representantes do verdadeiro culto ao Senhor? É difícil saber, pois o Novo Testamento usa essa expressão para indicar a adoção filial dos escolhidos de Deus em Cristo Jesus (Efésios 1:5); enquanto que em Gênesis 6 essa mesma expressão deveria misturar o conceito pessoas tementes a Deus a uma genealogia específica, a genealogia de Sete.

 

Talvez a melhor possibilidade seria tentar combinar as duas interpretações restantes. Existe a possibilidade de que os “filhos de Deus” de Gênesis tenham sido homens poderosos que acabaram promovendo um ambiente de terrível imoralidade por causa do poder e influência que desfrutavam. Essa depravação teria culminado, inclusive, numa mistura entre justos e pagãos que corrompeu a todos. Mas tudo não passa de uma especulação.

 

Os filhos de Deus de Gênesis 6 e os gigantes

 

Quanto à questão dos gigantes, o texto de Números 13:33 é bastante curioso nesse sentido. O texto mostra que ser fruto de um relacionamento entre anjos e mulher não é um pré-requisito para ser considerado alguém de grande estatura no sentido literal nas referências bíblicas. Se fosse esse o caso, teríamos que admitir que o mesmo problema de Gênesis 6 havia se repetido na época registrada no livro de Números.

 

Além disso, há também o conhecido personagem de grande estatura chamado Golias. Obviamente o gigante Golias não era filho de um anjo com uma mulher. Também não é possível dizer que os gigantes de Números ou mesmo Golias fossem descendentes desses homens pré-diluvianos. A Bíblia é clara ao afirmar que apenas Noé e sua família sobreviveram ao Dilúvio.

 

Também é importante dizer que mesmo os homens de grande estatura que a Bíblia se refere, não possuíam um gigantismo fantasioso. Golias, por exemplo, teria tido uma altura aproximada de 3 metros. Isto não é nada tão absurdo quanto o imaginário popular fantasia. Inclusive, já foi documentado a existência de um homem que alcançou cerca de 2,70 metros de altura em tempos modernos, algo bem próximo a estatura de Golias.

 

Então os gigantes que aparecem em Gênesis 6 provavelmente eram homens poderosos e de grande fama da antiguidade. Eram valentes que conseguiram tal reputação principalmente por serem impiedosos e maus.

 

Gênesis 6 não diz quem são os filhos de Deus e as filhas dos homens

 

De fato o livro de Gênesis não se preocupa em esclarecer totalmente o assunto e revelar com exatidão quem eram os filhos de Deus e as filhas dos homens. Na verdade este nem mesmo é o foco principal do capítulo 6 de Gênesis. A mensagem principal do capítulo trata do estado deplorável que a humanidade se encontrava. O texto descreve como o homem estava explorando toda a potencialidade do pecado. A lei moral de Deus estava sendo completamente transgredida. Tudo isto resultou no juízo divino através do Dilúvio.

 

Mas em Gênesis 6 também podemos notar que o plano de Deus é eterno. Seus propósitos não mudam jamais! Aconteça o que for, sua promessa sempre será mantida. Isto fica claro quando lemos Gênesis 6 à luz de seu contexto mais amplo.

 

Gênesis 3:15 registra pela primeira vez na Bíblia uma menção ao plano de salvação. Logo após a Queda do Homem, Deus revelou sua graça ao informar que da semente da mulher Satanás seria esmagado. Em Gênesis 6 vemos a descendência da mulher totalmente corrompida e depravada.

 

Aos olhos humanos parecia que a professa falharia, pois a humanidade deveria ser destruída. Contudo, ainda havia um justo. Noé achou graça aos olhos de Deus! Isto não aconteceu com base nos méritos pessoais de Noé, mas pela graça soberana de Deus. Em Noé Deus estava preservando o seu plano imutável. Realmente saber a identidade dos filhos de Deus e as filhas dos homens de Gênesis 6 em nada interfere em nossa compreensão dessa importante mensagem transmitida no capítulo.

Estudo Bíblico de Gênesis 6

Gênesis 6 fala da corrupção do gênero humano. Um estudo bíblico de Gênesis 6 revela a escalada do pecado na humanidade. Após a Queda de Adão, o homem se tornou totalmente depravado. Esse capítulo também registra o anúncio do dilúvio sobre a terra.

 

Um esboço de Gênesis 6 pode ser organizado da seguinte forma:

 

  • A corrupção total da humanidade (Gênesis 6:1-4).
  • Deus fica descontente com a humanidade, mas se agrada de Noé (Gênesis 6:5-10).
  • Deus anuncia o dilúvio (Gênesis 6:11-22).

 

A humanidade se afunda no pecado (Gênesis 6:1-4)

Os quatro primeiros versículos de Gênesis 6 mostra a degradação da humanidade por completo. Ao mesmo tempo em que a humanidade crescia, o pecado também se multiplicava. Esses versículos também são considerados por muitos como os mais difíceis de interpretar em todo o livro de Genesis. Isso porque eles fazem referência à união entre os filhos de Deus e as filhas dos homens e falam também de gigantes e valentes que habitavam a terra.

 

Sobre isso, existem basicamente três pilhas possibilidades de interpretação. A interpretação cristã tradicional identifica os filhos de Deus como sendo os descendentes da linhagem piedosa de Sete. Esses homens acabaram se misturando com os descendentes da linhagem de Caim.

 

As antigas interpretações judaicas identificam os filhos de Deus como sendo anjos. Nesse caso então alguns anjos supostamente tiveram relações com mulheres fazendo aumentar ainda mais o pecado. Há também uma interpretação que surgiu por volta do século 2 d.C. que diz que identifica os filhos de Deus como sendo homens poderosos que ajuntavam para si verdadeiros haréns e propagaram assim a imoralidade sobre a terra.

 

Na verdade as três interpretações são possíveis linguisticamente. Contudo, todas elas possuem algumas dificuldades. Mas sem dúvida a mais complicada delas é aquela que associa os filhos de Deus aos anjos. Isso porque ela contradiz a declaração de Jesus de que os anjos não se casam (Marcos 12:25). Além disso, se os anjos participaram dos acontecimentos narrados em Gênesis 6, essa interpretação não consegue explicar por que o castigo divino recai sobre a humanidade (Gênesis 6:3). Saiba mais sobre quem são os anjos. 

 

Portanto, bons intérpretes tem sugerido que a melhor possibilidade seria uma combinação entre as outras duas interpretações. De acordo com essa perspectiva, Gênesis 6 oferece um desfecho da história das linhagens. Gênesis 4 mostra a linhagem ímpia de Caim. Gênesis 5 mostra a linhagem piedosa de Sete em contraste com a linhagem de Caim. Então Gênesis 6 provavelmente mostra como essas duas linhagens se misturaram, isto é, os descendentes de Sete que eram tementes a Deus e os descendentes de Caim que representavam a descendência espiritual de Satanás.

 

Nesse tempo homens muito perversos e sanguinários surgiram sobre a terra. Com relação aos gigantes mencionados em Gênesis 6, essa palavra traduz o hebraico nephilim, que significa “caídos” ou “poderosos”.

 

A humanidade desagrada a Deus (Gênesis 6:5-10)

 

Diante do cenário caótico da humanidade dominada pelo pecado, Gênesis 6 diz que Deus se arrependeu de ter criado o homem (Gênesis 6:6). Esse arrependimento de Deus deve ser interpretado corretamente. A Bíblia claramente diz que Deus é imutável e jamais muda seu pensamento e propósito (cf. Números 23:19; 1 Samuel 15:29; Salmos 33:11; Isaías 46:10; Malaquias 3:6; Tiago 1:17).

 

Na verdade no que acontece em Gênesis 6 é o uso de uma linguagem antropopática. Isso significa que o autor de Gênesis descreve Deus em termos da experiência humana de conhecimento e emoção. Então esse “arrependimento” não pode ser entendido como idêntico ao arrependimento humano.

 

O que Gênesis 6 faz é mostrar que o pecado do homem desagradou profundamente a Deus, e que a humanidade foi totalmente culpada pelo juízo sobreviria sobre ela (Gênesis 6:7). Além disso, esse mesmo texto destaca a grandiosidade da graça misericordiosa de Deus que se agradou de Noé. Por ser imutável e fiel a sua Palavra, em sua soberania Deus resolveu preservar a humanidade através da família de Noé de acordo com seus propósitos eternos (Gênesis 6:9). Entenda melhor o arrependimento de Deus.


O anúncio do dilúvio (Gênesis 6:11-22)

 

Deus comunicou Noé acerca do juízo que seria derramado sobre a terra. Esse juízo se daria através de uma grande inundação que destruiria os homens e os animais. Então Deus instruiu Noé para a construção de uma arca. Essa arca deveria ter o tamanho necessário para comportar a família de Noé e os casais representantes de cada espécie de animais e aves, além do mantimento para todos eles (Gênesis 6:14-21).


A Bíblia diz que Noé fez conforme tudo o que Deus lhe havia ordenado (Gênesis 6:22). Alguns comentaristas sugerem que Gênesis 6 compreende um período de cento vinte anos, da proclamação à consumação do dilúvio (cf. Gênesis 6:3). Então foi durante esse tempo que Noé construiu a arca e proclamou a justiça em meio à humanidade ímpia. O apóstolo Pedro chama Noé de “pregoeiro da justiça” (2 Pedro 2:5).

 

Gênesis 6 enfatiza também o relacionamento da aliança. Na pessoa de Noé Deus confirmou sua aliança de preservar a criação (Gênesis 6:18). Além disso, ao preservar a humanidade através de Noé, Deus também garantiu que a promessa de redenção do seu povo feita em Gênesis 3 pudesse ser cumprida.

 

Gênesis 6 diz que Noé era integro e achou graça diante de Deus (Gênesis 6:8). Isso não significa que Noé fosse uma pessoa imaculada, mas significa que apesar de Noé estar debaixo dos efeitos da queda do homem, ele era uma pessoa temente a Deus acima de tudo (cf. Gênesis 6:9).

 

Portanto, a integridade de Noé não era o motivo fundamental de sua aceitação diante de Deus (cf. Romanos 3:10-12). Por isso o texto de Gênesis 6 diz que Noé “achou graça” perante o Senhor. A graça de Deus é um favor imerecido que jamais repousa sobre os méritos humanos. A salvação que alcançou Noé foi um dom incondicional com base na obra redentora do Cristo que haveria de vir. Noé era um pecador que foi salvo pela graça mediante a fé.  (cf. Hebreus 11:7).

OS ANJOS FAZEM SEXO?

“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de DEUS [Os anjos de DEUS jamais foram chamados de ‘filhos de DEUS’. Os filhos de DEUS são aqueles que acreditam na PALAVRA de DEUS (CRISTO). Esta frase refere-se aos filhos de Sete. Sete acreditava em DEUS, assim como Abel. (Gên. 4:25-26) que as filhas dos homens [essas filhas eram a descendência de Caim, o filho ímpio de Adão] eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram” (Gênesis 6:1-2). DEUS proíbe SEUS filhos de se casarem com pessoas ímpias, os filhos da perversão. (Êx. 34:12-16, Lev. 20:26, Deut. 7:1-6, Esdras 9:1-2, 10-15, 10:10-11, Neem. 13:23-27, Mal. 2:11, 1 Cor. 7:39, 2 Cor. 6:14-18, Efés. 5:11)

 

Os anjos não têm órgãos reprodutores. (Mat. 22:29-30, Marcos 12:24-25, Lucas 20:34-36) JESUS disse isso em Marcos 12:25. E DEUS nunca, jamais chama Seus anjos de “filhos”.

 

“Porque, afinal, alguma vez ELE [DEUS] disse a algum dos anjos: Tu és MEU filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por PAI, e ele ME será por Filho? E outra vez, quando ELE introduz no mundo o primogênito [ELE diz ‘primogênito’ com o sentido de que, por adoção, haverá muitos outros – nós], diz: E todos os anjos de DEUS O adorem [JESUS, o FILHO unigênito de DEUS]. E, quanto aos anjos, ELE diz: Faz dos SEUS anjos espíritos, e de SEUS ministros, labareda de fogo. Mas, do FILHO, ELE diz: Ó DEUS, o TEU trono subsiste pelos séculos dos séculos; o cetro de equidade é o cetro do TEU reino... E alguma vez ELE [DEUS] disse a algum dos anjos: Assenta-te à MINHA destra, até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles [nós, os filhos adotivos de DEUS] que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:5-8, 13-14).

 

Agora, voltando à afirmação de que “os anjos não têm órgãos sexuais”, você deve saber que quando chegarmos ao Céu, tampouco nós os teremos. O motivo pelo qual estou ensinando isso é para que vocês possam identificar determinados falsos mestres que dizem que os anjos fizeram sexo com as filhas dos homens, produzindo uma raça de gigantes. Mais uma vez, DEUS nunca chama Seus anjos de “filhos”. Essa é uma doutrina totalmente falsa.

 

Em 2 Coríntios 6:14-18, encontramos: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre CRISTO e Belial [Belzebu, o diabo]? Ou que parte tem o fiel com o infiel [descrente]? E que consenso tem o templo de DEUS [nós] com os ídolos? Porque vós sois o templo do DEUS vivo, como DEUS disse: Neles habitarei, e andarei dentro deles; e eu serei o seu DEUS e eles serão o MEU povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o SENHOR; E não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e EU serei para vós PAI, e vós sereis para MIM filhos e filhas [não anjos], diz o SENHOR TODO- PODEROSO”. (Jer. 31:31-34, 1 Cor. 6:19-20, Efés. 2:21-22, Tito 2:11-14, Heb. 8:8-12)

 

“Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois [passados aqueles dias e ainda hoje], quando os filhos de DEUS [não os anjos – novamente, os filhos de Sete, substituto de Abel, uma pessoa de fé] entraram às filhas dos homens [os ímpios], e delas geraram filhos; estes eram os valentes [fortes na carne] que viveram na antiguidade, os homens de fama [da época – lutadores, boxeadores e halterofilistas. Essas não eram pessoas de DEUS]. E viu o SENHOR que a maldade do homem [não dos anjos, nem de seres metade homens e metade anjos] se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gênesis 6:4-5).

 

JESUS realmente deixa claro que os anjos nunca se casaram com outros anjos (nem com seres humanos). No Céu, nem os anjos nem nós teremos órgãos sexuais nem desejo sexual algum. A presença do ESPÍRITO SANTO será tão poderosa, que estaremos constantemente em um estado além do êxtase.

 

Marcos 12:18-25 diz: “Então os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dELE [JESUS], e perguntaram-LHE, dizendo: Mestre, Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de alguém, e deixasse a mulher e não deixasse filhos, seu irmão deveria tomar a mulher dele [mesmo se já tivesse uma esposa], e suscitar descendência a seu irmão: (Gên. 38:8-11, Deut. 25:5-6, Rute 4:5, 10, Mat. 22:24) Havia sete irmãos, e o primeiro tomou a mulher, e morreu sem deixar descendência; e o segundo também a tomou e morreu, e nem este deixou descendência; e o terceiro, da mesma maneira. E tomaram-na os sete, sem, contudo, terem deixado descendência. Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher. Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de DEUS? Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem se casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus”. Eles nunca são sexualmente ativos. Eles não o podem ser.

 

Então, no Céu, nem os anjos nem nós teremos órgãos reprodutores. Quando DEUS criou todos os anjos, nenhum deles tinha órgãos sexuais, de forma que nunca fizeram sexo com anjos nem com as filhas dos homens. Essa falsa doutrina é perniciosa. E é muito demoníaca! A Bíblia diz que Eva é a mãe de toda a carne, e Adão é o progenitor. (Gên. 3:20, 4:1-2, 25-26, 5:3-4, Deut. 32:8, Isa. 43:27, Mal. 2:10, Atos 17:25-26)  Se as pessoas fossem levadas a crer nessa falsa doutrina, acreditariam que nem todos os seres humanos provêm de Adão e Eva. Pensariam que não carregam o pecado de Adão e não precisam de CRISTO. (João 3:16, 36, 10:7-11, 14:6, Rom. 3:23, 5:12-19, 11:32, 1 Cor. 15:21-22, Gál. 3:22, Filip. 2:8-11, Heb. 2:9).  Entretanto, algumas pessoas são possuídas por espíritos imundos e sexualmente pervertidos que lhes arruínam a alma. Esses espíritos podem corromper essas almas que não assumem o controle nem o domínio sobre eles por intermédio de JESUS. (Lucas 9:1-2, João 14:12, 16:33, Acts 1:8, 1 Tes. 1:5, 2 Tim. 1:9, 1 João 4:4). Salomão, já em idade avançada, foi influenciado por mulheres pecaminosas, que não acreditavam em DEUS, é claro. (Reis 11:1-11, Neem. 13:23-27)

sábado, 5 de agosto de 2023

Por que estavam Miguel e Satanás disputando pelo corpo de Moisés (Judas 9)?

Judas versículo 9 refere-se a um evento que não é encontrado em nenhum outro lugar nas Escrituras. Miguel teve de lutar ou disputar com Satanás pelo corpo de Moisés, mas o que isso implicava não é descrito. 

 

Uma outra luta angelical é relatada por Daniel, o qual descreve um anjo vindo a ele em uma visão. Este anjo, chamado Gabriel em Daniel 8:16 e 9:21, diz a Daniel que ele foi "resistido" por um demônio chamado "príncipe da Pérsia" até o arcanjo Miguel vir em seu auxílio (Daniel 10:13). 

 

Assim, podemos aprender com Daniel que os anjos e demônios lutam batalhas espirituais pelas nações e almas dos homens, e que os demônios resistem aos anjos e tentam impedi-los de fazer a vontade de Deus. Judas nos diz que Miguel foi enviado por Deus para lidar de alguma forma com o corpo de Moisés, o qual o próprio Deus havia enterrado depois da sua morte (Deuteronômio 34:5-6). 

 

Várias teorias têm sido formuladas quanto ao que esta luta sobre o corpo de Moisés era. Uma delas é que Satanás, o acusador do povo de Deus (Apocalipse 12:10), pode ter tentado evitar que Moisés tivesse a vida eterna devido ao pecado de Moisés em Meribá (Deuteronômio 32:51) e ao seu assassinato do egípcio (Êxodo 2:12). Alguns supõem que a referência em Judas seja a mesma que a passagem em Zacarias 3:1-2: "Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. Mas o anjo do Senhor disse a Satanás: Que o Senhor te repreenda, ó Satanás." Entretanto, as objeções a essa hipótese são óbvias: 

 

(1) A única semelhança entre as duas passagens é a expressão: 'O Senhor te repreenda, ó Satanás!' 

 

(2) o nome "Miguel" não é mencionado na passagem em Zacarias. 

 

(3) Não há qualquer menção ou alusão feita do "corpo de Moisés" em Zacarias. 

 

Também tem sido suposto que Judas esteja citando um livro apócrifo que continha esta narrativa e que isso serve para confirmar que a narrativa é verdadeira. Orígenes (c. 185-254), um estudioso e teólogo cristão primitivo, menciona o livro "A Assunção de Moisés" como existente em seu tempo, contendo essa mesma narrativa sobre a disputa entre Miguel e o diabo pelo corpo de Moisés. 

 

Esse livro, agora perdido, era um livro judeu grego e Orígenes supôs que esta era a fonte da narrativa em Judas. 

 

A questão essencial é, então, se a história é "verdadeira". Qualquer que seja a origem da narrativa, Judas de fato aparenta referir-se à disputa entre Miguel e o diabo como verdadeira. Ele fala dela da mesma forma em que teria feito se tivesse falado da morte de Moisés ou de quando ele feriu a rocha. 

 

E quem pode provar que não é verdade? Qual a evidência de que não é? 

 

Há muitas alusões aos anjos na Bíblia. 

 

Sabemos que o arcanjo Miguel é real, há menção frequente do diabo e há inúmeras afirmações de que os anjos bons e maus fazem parte de transações importantes na terra. 

 

Como a natureza dessa disputa particular sobre o corpo de Moisés é totalmente desconhecida, a conjetura é inútil. 

 

Não sabemos se houve uma discussão sobre a posse do corpo, o enterro do corpo ou qualquer outra coisa. 

 

No entanto, há duas coisas que sabemos com certeza: primeiro, a Escritura é inerrante. 

 

A inerrância das Escrituras é um dos pilares da fé cristã. 

 

Como cristãos, temos o objetivo de nos aproximar das Escrituras com reverência e oração, e quando encontramos algo que não entendemos, oramos mais, estudamos mais e, se a resposta ainda nos escapa, humildemente reconhecemos nossas próprias limitações em face da perfeita palavra de Deus. Segundo, Judas 9 é a suprema ilustração de como os cristãos devem lidar com Satanás e seus demônios. 

 

O exemplo de Miguel se recusando a pronunciar uma maldição sobre Satanás deve ser uma lição para os cristãos em como se relacionar com as forças demoníacas. Os crentes não devem enfrentá-los, mas sim buscar o poder de intervenção do Senhor contra eles.

 

Se um ser tão poderoso quanto Miguel deixou que o próprio Deus lidasse com Satanás, quem somos nós para tentar censurar, expulsar ou comandar os demônios?

Quem era Zaqueu na Bíblia?

Quem era Zaqueu na Bíblia? 

 

Zaqueu era um publicano que se converteu quando Jesus se hospedou em sua casa. Quando se converteu, Zaqueu se tornou honesto e generoso.  

 

Zaqueu era um homem rico, com uma boa carreira como chefe dos publicanos em Jericó (Lucas 19:1-2). 

 

Os publicanos eram cobradores de impostos que trabalhavam para o império romano. 

 

Os outros judeus não gostavam dos publicanos porque muitos eram corruptos e roubavam o povo quando cobravam os impostos. Na sua viagem para Jerusalém, um pouco antes da entrada triunfal, Jesus passou por Jericó. 

 

Zaqueu sabia que Jesus estava passando mas não conseguiu vê-lo, porque era baixo e a multidão o impedia de ver. Como queria muito ver Jesus, Zaqueu correu na frente da multidão e subiu a uma figueira brava que ficava no caminho que Jesus ia percorrer (Lucas 19:3-4). 

 

Jesus chegou à árvore e olhou para cima. Chamando Zaqueu pelo nome, ele lhe mandou descer, porque queria ficar em sua casa. Alegre, Zaqueu desceu depressa e levou Jesus para sua casa. Lá, ele declarou que iria dar metade de seus bens aos pobres e devolver quatro vezes mais a qualquer pessoa que tivesse extorquido. Jesus respondeu dizendo que a salvação tinha chegado nesse dia à casa de Zaqueu (Lucas 19:8-9).

 

Zaqueu era ladrão e corrupto?  

 

(1) A Bíblia relata que Zaqueu era maioral dos publicanos:   

 

“Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico” (Lucas 19:2). 

 

Os publicanos eram judeus que trabalhavam coletando impostos para o governo romano. A fama deles era muito ruim perante a população, pois os consideravam traidores e, em muitos casos, eram também desonestos, extorquindo pessoas para enriquecer indevidamente. 

 

Zaqueu é mencionado como sendo uma espécie de chefe dos publicanos (maioral). Aqui já temos uma consideração importante a ser feita, pois o chefe dos publicanos, ou sabia dos roubos realizados pelos seus subordinados e se servia deles para ficar rico e era conivente, ou sabia dos roubos e era omisso na punição da corrupção. 

 

Nos dois casos Zaqueu estaria agindo errado. É quase impossível sustentar a ideia de que Zaqueu era um chefe honesto que não sabia das falcatruas realizadas nas coletas de impostos, já que naqueles tempos ser publicano era quase sinônimo de ser ladrão.  

 

(2) Após Zaqueu se esforçar para chamar a atenção de Jesus e Jesus ter indicado que iria se hospedar na casa dele, houve uma reclamação geral das pessoas de que Jesus estava indo para a casa de um pecador dos mais odiados pelo povo. Zaqueu, então, se levanta e dirige a Jesus uma palavra surpreendente. 

 

Primeiro, resolveu dar metade da sua riqueza aos pobres (Lucas 19:8). 

 

Segundo, se houvesse defraudado alguém restituiria quatro vezes mais. Sabemos que a Lei de Moisés exigia que se restituísse com 20% de indenização (Levítico. 6:5; Números. 5:7), mas Zaqueu foi além disso, oferecendo uma devolução maior, o que indica que ele realmente estava com uma mudança de vida impressionante em curso.  

 

(3) Alguns argumentam que Zaqueu teria feito essa oferta além até do que a Lei exigia, pois sabia que não tinha feito nada. 

 

Porém, esse argumento não se sustenta, pois não haveria a necessidade de Zaqueu mencionar um possível e grave erro se estivesse certo de que não o tinha cometido. Além disso, é pouco provável que Zaqueu estava citando perante Jesus uma hipótese de um crime, quando disse “se nalguma coisa tenho defraudado alguém”. 

 

O termo a seguir usado por Zaqueu é “restituo”, no grego “apodidomi” e está sendo usado no tempo presente, o que indica que Zaqueu estava considerando isso como um fato já decidido, da mesma forma que a resolução de dar metade dos seus bens aos pobres quando disse “resolvo”.  

 

(4) Sendo assim, fica claro que Zaqueu estava confessando diante de Jesus seus erros mais graves e fazendo reparação deles conforme a Lei de Moisés e até mesmo acima do que ela exigia. Daí compreendemos a fala de Jesus de que havia ocorrido salvação naquela casa (Lucas 19:9). Jesus via a verdade na vida de Zaqueu através de palavras e atitudes concretas e não apenas oratória persuasiva e vazia.

 

O que podemos aprender com Zaqueu?

 

Não desistir – Zaqueu enfrentou obstáculos para ver Jesus mas ele não desistiu; na vida surgem obstáculos mas não devemos desistir de seguir Jesus – Hebreus 10:35 

 

Humildade – para receber Jesus em sua casa, Zaqueu teve de descer de sua árvore, revelando sua baixa estatura perante Jesus e a multidão; muitas vezes, para sermos abençoados por Jesus, precisamos largar nosso orgulho e reconhecer nossas falhas  

 

Jesus ama todos – a multidão não gostou quando Jesus ficou na casa de um odiado publicano mas Jesus disse que tinha vindo para salvar quem estava perdido – Lucas 19:10  

 

Uma vida com Jesus é diferente – depois que conheceu Jesus, Zaqueu abandonou o pecado e decidiu viver de forma honesta; Jesus pode transformar a vida de até a pessoa mais odiada! - 2 Coríntios 5:17

Quem foi Boaz e Rute na Bíblia

Quem foi Boaz na Bíblia* Boaz foi o marido de Rute e o bisavô do rei Davi.

 

Ele era um homem rico e generoso, que salvou Rute e Noemi da miséria. Boaz teve muitos descendentes famosos, incluindo o próprio Senhor Jesus Cristo. Este é o registro dos antepassados de Jesus Cristo, descendente de Davi e de Abraão: 

 

(...) Salmom gerou Boaz, cuja mãe foi Raabe. Boaz gerou Obede, cuja mãe foi Rute. Obede gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, cuja mãe foi Bate-Seba, viúva de Urias. - Mateus 1:1,5-6 

 

Boaz viveu no tempo depois da conquista de Canaã, quando ainda não havia rei sobre Israel. Ele era da tribo de Judá, filho de Salmon e Raabe, e morava em Belém. No livro de Rute ele aparece como o resgatador da família. Era também um homem valoroso, dono de muitos bens, que possuía um campo e vários trabalhadores a seu serviço. 

 

*Havia em Belém um homem rico e respeitado chamado Boaz. Ele era parente de Elimeleque, o marido de Noemi*. - Rute 2:1 

 

*Boaz conhece Rute

 

Um dia, Boaz estava no campo, observando o trabalho dos ceifeiros, quando *viu uma mulher colhendo as espigas que sobravam*. Ele ficou impressionado com seu trabalho árduo e perguntou quem era (Rute 2:4-7). O capataz explicou que ela era Rute. Um parente de Boaz, chamado Elimeleque, tinha emigrado com sua família para Moabe durante uma época de fome. Lá, Elimeleque tinha morrido, deixando sua esposa Noemi na desgraça, porque seus dois filhos também morreram. Noemi decidiu voltar para sua casa em Belém, junto com sua nora Rute. Embora fosse moabita, Rute escolheu seguir o Deus de Israel e quis tomar conta de sua sogra Noemi. 

 

*Vendo a fidelidade dela, Boaz decidiu ajudar Rute, oferecendo-lhe trabalho, comida e proteção* (Rute 2:11-12; Rute 2:14-16). 

 

Por isso, Rute passou o resto da colheita trabalhando no campo de Boaz e recolhendo bastante comida para ela e a sogra. 

 

O casamento de Boaz e Rute 

 

Chegando o fim da época da colheita, Boaz foi dormir no campo, perto dos grãos colhidos que estava limpando. A meio da noite, ele acordou e se assustou. Uma mulher estava deitada a seus pés! 

 

Era Rute, que o pediu em casamento (Rute 3:8-9). 

 

Segundo o costume da época, se um homem morresse sem deixar filhos, seu parente mais próximo deveria casar com sua esposa para lhe dar filhos e continuar o nome do falecido. Como Boaz era parente de Elimeleque e seus filhos, ele poderia assumir a responsabilidade de casar com Rute e cuidar de sua família. Boaz ficou ainda mais impressionado com Rute, porque ela escolheu continuar o nome da família de Noemi, em vez de procurar um marido mais jovem. Boaz provavelmente já não era novo nem tão atraente, mas Rute valorizou sua bondade. 

 

Vendo a boa natureza de Rute, Boaz resolveu garantir sua segurança (Rute 3:10-11). 

 

No dia seguinte, Boaz enviou Rute para casa com muita comida e a promessa que iria ajudá-la. Depois, ele foi falar com outro parente seu, que era mais próximo de Elimeleque e que tinha prioridade na responsabilidade de casar com Rute. Quando descobriu que tinha de casar com Rute, se quisesse comprar a propriedade de Noemi, o outro parente abdicou de seu direito, porque não queria pôr a herança de sua família em perigo. Assim, Boaz recebeu a responsabilidade de cuidar de Rute (Rute 4:5-6). 

 

Ele casou com ela e tiveram um filho, que chamaram de Obede. 

 

Obede foi o pai de Jessé, o pai do futuro rei Davi. Boaz provou ser um bom homem, que valorizava a lealdade e a bondade, não se deixando cegar pelo preconceito. Ele era rico, mas não era avarento e estava pronto para repartir o que tinha com quem precisava. Por causa disso, ele foi abençoado com uma boa esposa e um filho querido!

 

Quem foi Rute na Bíblia
 
 
Rute foi uma mulher moabita que decidiu seguir a Deus e cuidar de sua sogra. Deus abençoou Rute por sua fidelidade. Rute foi a bisavó do rei Davi, e fez também parte da genealogia do próprio Senhor Jesus Cristo. 
 
 
E agora, minha filha, não tenha medo. Tudo o que você falou eu vou fazer, porque todo o povo da cidade sabe que você é uma mulher virtuosa. - Rute 3:11 
 
 
Rute foi uma estrangeira adotada pelo povo do Senhor, pela graça e bondade de Deus. Pouco sabemos da sua vida de solteira, somente que vivia na terra de Moabe. A história de Rute começa a ser narrada num contexto de dor e sofrimento, no meio da família dos judeus Noemi e Elimeleque. 
 
 
No tempo dos juízes, quando ainda não havia rei sobre Israel, uma família israelita saiu de Belém, para escapar da fome. A família, composta por Noemi, seu marido e seus dois filhos, migrou para uma terra vizinha, chamada Moabe. A fome era severa no território de Israel, por isso, eles decidiram se mudar para Moabe. Os moabitas eram um povo pagão que se degenerou espiritualmente, servindo a deuses estranhos, com costumes contrários à Lei de Deus. Em busca de melhores condições de vida, esse casal saiu de Belém de Judá com seus dois filhos, trazendo na bagagem a esperança de dias melhores. Mas, passado algum tempo, o patriarca da família faleceu, deixando Noemi e os filhos em Moabe. 
 
 
Os filhos Malom e Quiliom casaram-se com moças daquela terra: Rute e Orfa, respectivamente. Eles continuaram suas vidas em Moabe por quase 10 anos. Algum tempo depois, morreram também os dois filhos, deixando a família totalmente desestruturada. 
 
 
O livro de Rute começa com este triste cenário: 
 
3 viúvas desamparadas, com seus lares destruídos pela perda de seus maridos e sem filhos. *Rute e Noemi* *Porém Rute respondeu: 
 
 
— Não insista para que eu a deixe nem me obrigue a não segui-la! Porque aonde quer que você for, irei eu; e onde quer que pousar, ali pousarei eu. O seu povo é o meu povo, e o seu Deus é o meu Deus. - Rute 1:16 
 
 
Viúva e sem filhos, Noemi decidiu voltar para Belém, onde já não havia fome. Ela aconselhou suas noras a ficarem em Moabe com suas famílias e seus deuses, mas uma delas decidiu ficar com Noemi. Seu nome era Rute e ela tinha decidido seguir Deus e cuidar de sua sogra, a qualquer custo (Rute 1:16-17). 
 
 
Quando chegaram a Belém, Rute foi trabalhar para sustentar sua sogra idosa. A lei permitia que pessoas pobres colhessem os restos das plantações, depois que os donos tinham feito sua colheita (Deuteronômio 24:19-21). 
 
 
Rute entrou numa plantação de cevada e passou o dia colhendo o que os ceifeiros deixavam cair *Rute e Boaz* O dono da plantação, chamado Boaz, reparou no trabalho árduo de Rute e fez perguntas sobre ela. Ele ficou impressionado quando ouviu tudo que Rute estava fazendo por Noemi (Rute 2:11-12). 
 
 
Por isso Boaz tratou Rute bem e lhe deu ajuda e proteção. Nesse dia, Rute voltou para casa com muita comida e Noemi lhe contou que Boaz era parente de seu marido. 
 
 
Deus estava ajudando Rute a encontrar uma nova família! Rute continuou a trabalhar na plantação de Boaz até acabar a colheita (Rute 2:23). 
 
 
Então Noemi aconselhou Rute a pedir Boaz em casamento. Naquele tempo, quando uma mulher ficava viúva e sem filhos, numa situação precária, o parente mais próximo tinha o dever de casar com ela e cuidar da herança do falecido. 
 
 
Boaz era esse parente próximo de Rute. De noite, Rute se aproximou de Boaz e lhe pediu para cuidar dela, cumprindo seu dever. Boaz ficou novamente impressionado com a preocupação de Rute em fazer a coisa certa (Rute 3:9-11). 
 
 
Boaz explicou haver um parente mais próximo que ele, mas prometeu resolver o assunto logo. Rute voltou para casa e contou tudo a Noemi, que ficou feliz, porque sabia que Boaz iria cuidar delas. 
 
 
No dia seguinte, Boaz se encontrou com o outro parente, que lhe cedeu o dever de cuidar de Rute. Boaz então se casou com Rute e ela teve um filho chamado Obede. O filho de Rute foi a alegria de Noemi em sua velhice, cuja vida foi restaurada pelo amor de Rute (Rute 4:13-15).
 
 
Rute se tornou bisavó do rei Davi, antepassado de Jesus. 
 
Perfil de Rute:
 
Temente a Deus – seu amor a Deus se refletiu numa vida de amor a dedicação a Noemi e sua nova família 
 
 
Corajosa – Rute deixou sua família e tudo que conhecia para fazer o que era certo 
 
Leal – Rute nunca abandonou Noemi, mesmo quando não tinha obrigação de ficar com ela 
 
Trabalhadora – seu trabalho árduo e honesto ganhou o respeito de todos que a conheciam 
 
Respeitadora – Rute ouvia e seguia os conselhos de Noemi e Boaz, que eram mais velhos e mais experientes.
 
Quem eram os moabitas. 
 
 
Os moabitas eram uma tribo descendente de Moabe, filho de Ló, nascido de uma relação incestuosa com sua filha mais velha (Gênesis 19:37). 
 
De Zoar, o berço desta tribo, na fronteira sudeste do Mar Morto, eles gradualmente se espalharam pela região a leste do Jordão. 
 
 
Pouco antes do Êxodo, os amorreus guerreiros atravessaram o Jordão sob Siom, seu rei, e expulsaram os moabitas da região entre o vale do rio Arnom e o rio Jaboque e ocuparam-na, tornando Hesbom a sua capital. 
 
 
Os moabitas foram então confinados ao território ao sul do vale de Arnom (Números 21:26-30). 
 
 
Durante o Êxodo, os israelitas não passaram por Moabe, mas pelo "deserto" a leste, eventualmente chegando ao país ao norte de Arnom. 
 
 
Os moabitas ficaram alarmados, e seu rei, Balaque, procurou socorro dos midianitas (Números 22:2-4). 
 
 
Esta foi a ocasião em que ocorreu a visita de Balaão a Balaque (Números 22:2–6). 
 
 
Nas planícies de Moabe, que estava em poder dos amorreus, os filhos de Israel tiveram seu último acampamento antes de entrarem na terra de Canaã (Números 22:1; Josué 13:32). 
 
 
Foi do alto de Pisga que Moisés, o mais poderoso dos profetas, olhou para a Terra Prometida; foi aqui em Nebo que ele morreu a sua morte solitária; foi aqui no vale em frente a Bete-Peor onde ele foi sepultado (Deuteronômio 34:5-6). 
 
 
Uma pedra de basalto, com uma inscrição do Rei Mesa, foi descoberta em Dibom por Klein, um missionário alemão em Jerusalém, em 1868, consistindo de trinta e quatro linhas escritas em caracteres hebraico-fenícios. 
 
 
A pedra foi criada por Mesa por volta de 900 a.C. como registro e memorial de suas vitórias. 
 
 
Ela registra as guerras de Mesa com Omri, seus edifícios públicos e suas guerras contra Horonaim. Esta inscrição suplementa e corrobora a história do Rei Mesa registrada em 2 Reis 3:4-27. 
 
 
É a mais antiga inscrição escrita em caracteres alfabéticos e, além de seu valor no domínio das antiguidades hebraicas, é de grande importância linguística. 
 
 
Talvez o personagem bíblico mais significativo que veio de Moabe tenha sido Rute, que era "das mulheres dos moabitas", mas estava geneticamente ligada a Israel por meio de Ló, sobrinho de Abraão (Rute 1:4; Gênesis 11:31; 19:37). 
 
 
Rute é um exemplo de como Deus pode mudar uma vida e levá-la em uma direção que Ele preordenou, e vemos Deus executando o Seu plano perfeito na vida de Rute, assim como faz com todos os Seus filhos (Romanos 8:28). 
 
 
Embora ela tenha vindo de um passado pagão em Moabe, quando conheceu o Deus de Israel, Rute se tornou um testemunho vivo para Ele pela fé. Rute, a moabita, é uma das poucas mulheres mencionadas na genealogia de Jesus Cristo (Mateus 1:5).

*O apóstolo Paulo era casado, solteiro, divorciado ou viúvo?*

(1) A primeira observação a ser feita é que não consta nas Escrituras Sagradas de forma clara qual era o estado civil do apóstolo Paulo. Não temos nem a menção de uma possível esposa dele registrada e nem uma declaração clara dele mesmo a respeito de seu estado civil, por exemplo, dizendo que era solteiro. Dessa forma, teremos de investigar nas entrelinhas dos textos para achar pistas dessa informação. 

 

 (2) A pista mais próxima que temos ao que poderia ser o estado civil de Paulo é esta declaração:  

 

“E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo” (1 Coríntios 7:8). 

 

Uma primeira olhada nesse texto pode nos levar a crer que Paulo era solteiro ou viúvo, daí falar especificamente a esses dois grupos nesse texto. No entanto, devemos considerar mais algumas informações antes de darmos o veredito, pois nesse texto ele cita estes dois grupos porque estava exortando-os e não porque fizesse parte de um deles.  

 

(3) Uma outra informação importante a se considerar é observarmos a forma como Paulo fala do casamento. Quando lemos alguns trechos, parece-nos se tratar de uma pessoa que conhecia profundamente o que é ser casado. Vejamos esse texto: 

 

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). 

 

Isso nos leva a crer que Paulo falava com conhecimento de causa, daí a sua capacidade de falar com tantos detalhes sobre o casamento, aconselhando os que são casados. Neste outro texto Paulo fala também sobre a saciedade dos desejos sexuais dentro do casamento.  

 

“Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (1 Coríntios 7:9).  

 

Esse tipo de conselho nos faz perceber que ele tinha um certo conhecimento nessa área de casamento que ia além da teoria. Sendo assim, isso parece indicar que Paulo não seria solteiro, ou seja, alguém que nunca tenha se casado. Descartamos essa opção. Aqui descartamos também a opção de Paulo ser (naquele momento) casado, pois ele fala que estava em um estado ser compromisso algum com alguma mulher.   Ficamos, então, ainda com as opções divorciado ou viúvo que analisaremos a seguir.  

 

(4) Com essas análises chegamos a pelo menos duas possibilidades: Paulo poderia ser viúvo ou divorciado (largado pela esposa). Era muito comum acontecer naquela época divórcios “forçados” quando um dos cônjuges judeus se convertia a Jesus Cristo. A sinagoga e a pressão dos judeus, com ameaças de exclusão e retaliações, levava muitos a largarem o companheiro que havia se tornado cristão. Isso pode ter sido algo que aconteceu com Paulo, mas que ele não desejou relatar em nenhuma de suas cartas. Observe o que Paulo orienta quando um casal de um crente com um descrente entra em conflitos por causa da fé:

 

“Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz” (1 Coríntios 7:15)

 

Soma-se ainda a informação de que Paulo poderia ser um membro do Sinédrio, pois dava seu voto em condenação de cristãos (Atos 26:10). Se isso for uma realidade, pode indicar que Paulo tenha sido casado quando era perseguidor da igreja, pois era necessário, por tradição, que o membro do Sinédrio fosse casado.  

 

(5) Sendo assim, é pouco provável que Paulo fosse solteiro, devido ele seguir fortemente as tradições de seu povo antes de sua conversão a Cristo. E uma das tradições mais fortes era relacionada a formação da família (noivado e casamento) bem cedo na vida dos jovens. As duas possibilidades mais fortes são que Paulo fosse viúvo, ou seja, que tenha perdido sua esposa antes da sua conversão; ou que tenha sido largado por ela, devido a sua conversão a Jesus Cristo e a sua vida como missionário.

 

A opção exata nunca saberemos, pois não nos foi revelado nas Escrituras. Dizer que Paulo era casado naquele momento não se enquadra aos relatos das escrituras. Dizer que Paulo era solteiro também não nos parece harmônico com as análises que fizemos.

O cristão pode fazer acupuntura?

(1) Apesar da acupuntura ter elementos ligados as religiões orientais, esses elementos não são usados nas práticas de acupuntura como tratamento médico com o objetivo de prestação de culto religioso. 

 

Os elementos usados são necessários ao tratamento. Isso significa que quando você vai realizar acupuntura em algum local, você não está indo participar de um culto a alguma divindade das religiões orientais, mas sim realizar um tratamento médico como qualquer outro e que tem reconhecimento científico na ajuda à recuperação de várias doenças. 

 

(2) Se o profissional que realiza a acupuntura faz algum culto pessoal usando os elementos das religiões orientais, isso não cabe a ninguém julgar. Cada pessoa é livre para exercer a sua religião na sua privacidade. 

 

O fato é que a religião de alguém que nos presta algum serviço não é um fator impeditivo para o cristão realizar aquele serviço. Eu posso, por exemplo, ir a um dentista que é satanista e nem por isso serei um satanista. Ali está um profissional me prestando um serviço (e, diga-se de passagem, existem excelentes profissionais prestando serviços nas mais diversas áreas e das mais diversas religiões). 

 

Naquele momento a relação é de prestação de um serviço específico. Nesse caso, as opções religiosas de terceiros não têm qualquer poder para impedir um cristão de realizar um tratamento. Quando Paulo tratou a questão de comer carnes que podiam ter sido sacrificadas em adoração a ídolos, ele orientou a não nos preocuparmos em ficar investigando essas coisas: 

 

“Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência” (1 Coríntios 10:25).

 

Mas caso você tenha a informação de antemão, ai você tem a liberdade de não querer se tratar com uma pessoa que não comunga com seus valores. Isso é uma decisão sua, pessoal. Paulo voltou a orientar: 

 

“Porém, se alguém vos disser: Isto é coisa sacrificada a ídolo, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência” (1 Coríntios 10:28).

 

Aqui Paulo está falando de testemunho. Nesse caso, comer essa carne sabendo que é sacrificada a ídolos, poderia gerar uma dificuldade a quem é fraco na fé! Se esse é o mesmo caso do médico que você deseja ir, então, pode decidir não ir, apenas com esse foco! 

 

(3) Assim, creio ser totalmente licito um cristão utilizar mais essa opção de tratamento que nos foi dada pela sabedoria e graça de Deus através do trabalho milenar prestado pela cultura oriental. Não existe qualquer verso da Bíblia que possa impedir a prática da acupuntura como tratamento de saúde.