terça-feira, 13 de abril de 2021

5 coisas que transformam pessoas com potencial em pessoas fracassadas

 



1) Pessoas se tornam fracassadas por causa da falta de disposição

Em 1 Corintios 9.24 Paulo nos orienta sobre algo importante: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.”. O exemplo usado aqui é o de um atleta de atletismo. Quando olhamos para esse tipo de atleta fica evidente que para alcançar o prêmio, o pódio, ele terá de ter disposição. Disposição para treinar fortemente, disposição para fazer as dietas para melhoria de sua condição física, disposição para se sacrificar, disposição para alcançar e vencer os adversários. Quem não tem disposição e dá espaço para a preguiça já está no caminho do fracasso. Quando Deus chamou o profeta Jeremias para profetizar ao povo, disse a ele: “Dispõe-te” (Jeremias 1.17). E foi assim que Jeremias começou a andar na estrada de um ministério difícil, mas vitorioso. Sem disposição Jeremias teria sido um profeta fracassado.


2) Pessoas se tornam fracassadas por causa da falta de disciplina

Na analogia do apóstolo Paulo usando os atletas, ele disse: “Todo atleta em tudo se domina…” (1Corintios 9.25). Os fracassados têm sérias dificuldades em ter domínio próprio. A disciplina passa longe da vida deles. Como alguém poderá ser vitorioso se não é disciplinado? Imagine um atleta corredor de maratonas que come o que quer, treina apenas quando tem vontade, não ouve os conselhos de seus técnicos, não faz aquilo que lhe é determinado? Será que ele conseguirá ser vitorioso? Evidentemente que não. Nem espere alguém ser vitorioso na família, na vida profissional, na vida espiritual se não for disciplinado. A disciplina faz parte da vida dos vitoriosos e não é encontrada na vida dos fracassados. 



3) Pessoas se tornam fracassadas por causa da falta de objetivos

Por que um corredor corre? O que ele deseja alcançar? Qual é o objetivo dele? Pessoas fracassadas são levadas para onde o vento sopra. E nem sempre o vento sopra para o lado onde você deveria ir, para o lado do sucesso. Sem metas uma pessoa é levada para muitos lugares onde não deveria estar. Paulo era consciente disso quando analisou que não estava vivendo sua vida na filosofia Zecapagodiniana “deixa a vida me levar”. Paulo era um vencedor e declarou: “Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar.” (1Corintios 9.26). Pessoas fracassadas não têm ideia de para onde correm, de para onde estão indo. Correm suas corridas ao acaso e não sabem muita coisa sobre sua missão de vida. Os vitoriosos correm em direção as suas metas.


 4) Pessoas se tornam fracassadas por não estarem dispostas a fazer sacrifícios

Será que existe vitória sem sacrifício? Os fracassados alimentam a ideia de que as coisas irão cair do céu como num passe de mágica. “Deus é bom e me dará o sucesso”, pensam. Concordo, Deus é bom, mas Deus é também justo e Pai. Ou seja, não fará a parte que cabe a cada um de nós. Se não levantarmos todos os dias com a disposição, com a disciplina, com metas claras e dispostos a fazer sacrifícios não colheremos nada, pois não plantamos. Aliás, esse tipo de pessoa planta o nada e espera colher o que? O apóstolo Paulo sabia disso quando disse: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão…” (1Corintios 9.27). Paulo sabia que para cumprir a meta que Deus tinha dado a ele teria de fazer sacrifícios. Se não tivesse disposto a fazer esses sacrifícios Paulo se tornaria um fracassado em sua missão de vida. Daí a necessidade de “esmurrar” seu próprio corpo, de dizer não a tudo aquilo que ia contra ao que Deus tinha para ele, ainda que necessitasse sacrifícios que, sabemos, ele fez. 


 5) Pessoas se tornam fracassadas por não serem bons exemplos

Ninguém é uma ilha. Deus não fez ninguém para viver de si para si. Cada pessoa tem uma missão de vida e para agradar a Deus precisa andar dentro dessa missão seja no trabalho, nos estudos, na igreja, em casa, etc. Pessoas fracassadas não pensam nos outros, pensam somente em si mesmas. Grandes e famosos atletas viraram pessoas fracassadas por serem pegos em exames antidoping, por negligenciarem as regras e se tornarem maus exemplos. Contribuíram negativamente para a sociedade, por isso, são fracassados. Outros tantos foram vitoriosos por influenciarem positivamente diversas gerações sendo bons exemplos. Paulo sabia disso e se empenhava para ser um bom exemplo: “…para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1Corintios 9.27). Paulo queria que aquilo que ele pregava se refletisse naquilo que ele vivia e impactasse positivamente as outras pessoas. Pessoas vitoriosas são assim, fracassados falam uma coisa e fazem outra.

Aprenda o verdadeiro segredo bíblico para ter prosperidade na vida

 

“A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado.” (Provérbios 11. 25)


Interessante notar que quando falamos de prosperidade normalmente vem à nossa mente o ganhar e o receber. Mas o segredo bíblico da verdadeira prosperidade está ligado a generosidade, ao dar, ao doar. Quem prosperará? A alma generosa! (Pv 11.25) 


Generosidade está ligada a enxergarmos o próximo e suas necessidades e agirmos com relação a isso. Não está ligada apenas a dinheiro, mas a um conjunto de ações. Aquele que não tem nenhum centavo na carteira pode ser uma alma generosa em muitos aspectos. Pode ser aquele que dá amor, que dá bons conselhos, que oferece a sua vez ao próximo, que prioriza o bem estar de alguém, que apoia, que chora junto, que abraça, que dá carinho, que distribui respeito…


O maior exemplo de generosidade e prosperidade da Bíblia foi Jesus Cristo. Jesus foi generoso em todos os encontros que teve e conseguiu nos dar um exemplo grandioso sobre o padrão que devemos seguir. Ele colocou esse segredo bíblico de Provérbios 11.25 em prática e foi um homem muito próspero. Jesus foi generoso ao extremo, ao ponto de dar a sua própria vida por pessoas que não mereciam. Daí veio sua gigantesca prosperidade!


Foi rico? Não! Mas teve todas as suas necessidades supridas pelo Pai. Teve um “carro do ano”? Não! Mas em todo o caminho que percorria era levado pelo Espírito Santo. Teve problemas? Sim! Mas recebeu prosperidade para lutar e vencer as suas lutas.


Quem não gostaria de ser próspero como Jesus foi? Hoje, mais de 2000 anos depois de sua vinda, seu exemplo ainda impacta milhões de pessoas. Que generosidade! Que prosperidade nosso Mestre teve! 


Você quer ser uma pessoa realmente próspera?


Comece sendo generoso sempre, com aquilo que tem em mãos e no coração. Talvez você não receba de Deus grandes riquezas financeiras (ou talvez receba). O fato é que Deus dará prosperidade no sentido pleno da palavra, que vai muito além de muitos reais em sua conta bancária. A verdadeira prosperidade que você vai receber vai te fazer contentar-se de tão contente e fará com que você experimente Deus em sua vida, a maior prosperidade de todas, que te fará sempre ter algo para dar em generosidade a alguém e assim fazer com que o circulo virtuoso da prosperidade nunca tenha fim! Você sempre terá para dar e sempre receberá mais.


Esse é o verdadeiro segredo bíblico da prosperidade. Não é fazer campanhas, não é colocar sal atrás da porta de casa, não é trabalhar 30 horas por dia, não é receber a unção de qualquer homem que acha que tem poder, não é dar dízimos e ofertas em grande quantidade…


Agora que sabe o segredo, cabe a você colocá-lo em prática ou não!

segunda-feira, 12 de abril de 2021

A Bíblia diz que Deus pune uma pessoa pelo pecado de outra?

 



Em Êxodo 20. 5 diz: “porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem…”


(1) Em primeiro lugar existem textos claros que afirmam que uma pessoa não é punida por Deus pelos pecados de outra. Vejamos: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este.” (Ezequiel 18.20). Esse texto de Ezequiel foi escrito justamente em resposta àqueles que erradamente pregavam que Deus punia alguém pelo pecado de outro (Ezequiel 18.2). 


(2) Apesar de Ezequiel 18.20 e Êxodo 20.5 parecerem textos contraditórios, na verdade, não o são. O enfoque de cada um é diferente. Ezequiel fala da culpa moral pelo pecado, dos atos em si. Essa não pode ser transferida para os filhos, pois cada um dará contas de si: “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” (Romanos 14.12). Já o texto de Moisés fala das consequências do ato do pecado. Isso sim pode atingir outros. Por exemplo, uma mãe que se droga em sua gravidez fatalmente passará para o feto alguma consequência ruim. Mas de forma nenhuma o feto tem culpa por essa consequência. Mas ela o atingirá mesmo assim por causa da inconsequência da mãe. 


(3) Algo que passa despercebido por muitos é o contexto da passagem de Moisés. O contexto é o pecado da idolatria (V.4), um pecado tido como um dos piores por Deus; e não qualquer tipo de pecado. As consequências de um pai ou mãe idólatra para sua família são grandiosas, pois influenciará em muito nas escolhas dos seus filhos e parentes, facilitando assim a entrada do pecado da idolatria na vida deles. É claro que esse pai e essa mãe não passarão o seu pecado de idolatria para eles, mas serão facilitadores, influenciadores negativos. 


(4) Outro fato importante que Moisés destaca é que essas “consequências” são passadas para frente pelos que aborrecem o Senhor (até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem). Ou seja, se uma pessoa tem pais maus, mas tem uma postura de santidade na vida, certamente passará “boas consequências” aos seus e interromperá esse ciclo ruim. Um exemplo disso foi o rei Josias. Seu avô Manassés era um homem maligno (2 Reis 21.2-3). Seu pai Amon seguiu nesse mesmo caminho (2 Reis 21.20). Josias tinha tudo para receber essa “maldição” em sua vida, porém, agiu diferente, sendo um dos grandes reis de Israel que serviram o Senhor de coração (2 Reis 22.2), mostrando que o mau exemplo de seu pai foi vencido por uma postura digna diante do Senhor. 


(5) Assim, concluímos que a Bíblia não está se contradizendo nesses dois versos. Um exame apurado de cada um deles e seus respectivos contextos, nos mostra que Deus é justo em seu agir para com o ser humano e que não há contradição em Sua palavra.

sábado, 10 de abril de 2021

O que é tomar a santa ceia indignamente?

 



O texto que contém essa questão é esse: “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.” (1Co 11. 27). É um texto que apresenta uma advertência muito séria: Participar da ceia “indignamente” é se tornar culpado perante Deus de um grave pecado. 


Mas o que Paulo quis dizer nesse texto com a palavra “indignamente”? 


Para compreendermos corretamente a mensagem do texto, precisamos avaliar o contexto (o que vem antes e o que vem depois desse texto). Observe que o versículo mencionado está dentro de uma sessão que vai dos versículos 17 ao 34. E é dentro desta sessão que encontramos a resposta que estamos buscando. É importante observar que a Palavra de Paulo é dirigida a igreja (aos crentes). É evidente que quem é descrente não deve participar da santa ceia, pois não teria significado algum. 


Nos versículos 20 a 22 vemos claramente o que o apóstolo quis dizer com a expressão “indignamente” (utilizarei a Nova Versão Internacional – NVI para facilitar a compreensão do texto): 


“Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor, porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga. Será que vocês não têm casa onde comer e beber? Ou desprezam a igreja de Deus e humilham os que nada têm? Que lhes direi? Eu os elogiarei por isso? Certamente que não!” (1Co 11. 20-22) 


Vemos aqui o que Paulo quis dizer com comer a ceia “indignamente”:


Eles não estavam observando o modo correto de fazer a ceia, por isso, se afastaram de seu real significado. Estavam fazendo do jeito errado. “Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor”. Vemos que a ceia perdeu seu significado, ficando vazia. Mas o que eles estavam fazendo errado? 


Eles estavam tentando celebrar a ceia de forma dividida e não em unidade (como corpo de Cristo, igreja) como devia ser. Os ricos desprezavam aqueles que nada tinham ou eram pobres, fazendo sua própria ceia, enquanto os pobres ficavam chupando dedos desprezados num canto e também fazendo a ceia do seu jeito. “porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga.”. Paulo condena essa desunião. Uma ceia dividida dentro da igreja não era a santa ceia que Cristo instituiu e, por isso, era pecado. 


Os pobres eram envergonhados como se não fizessem parte do corpo de Cristo por serem pobres. “Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm?”. 


Dos versos 23 ao 26 Paulo relembra a eles o real significado da Santa Ceia. 


Seguindo com sua orientação, Paulo busca uma correção para a questão, orientando uma mudança de atitude baseada na reflexão: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.” (1Co 11. 28-29). Esse “examinar” está ligado à questão anterior, ou seja, examinar se da forma que está participando não está pecando contra seus irmãos na fé e consequentemente contra Deus. Paulo nos chama a examinar a seriedade do ato de participar da santa ceia como indivíduos que fazem parte de um corpo. 


Paulo finaliza reiterando o caráter de união da ceia. União de todos os servos de Cristo. Participar da ceia com qualquer forma de desunião é comê-la indignamente. “Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros.” (1Co 11. 33)


Concluo essa questão dizendo que nem mesmo um pecado ocasional deve ser um empecilho para que você deixe de participar da ceia. Confesse o seu pecado e participe da ceia. A ceia é momento de [união] do povo de Deus e de relembrar o sacrifício do nosso Salvador, bem como, de avaliação interior e fortalecimento espiritual de cada um de nós e da igreja como um todo. Por isso, devemos refletir, tomar decisões para reparar possíveis erros e participar dela, fortalecendo-nos como indivíduos e como igreja (isso é comer a ceia dignamente).

O que significa não tocar nos ungidos de Deus?



(1) O texto que normalmente é usado pelos pastores, apóstolos, bispos (e semelhantes) para dizer que não podem ser criticados de nenhuma forma é 1 Crônicas 16:21-22: “A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas”. Nesse texto o rei Davi escreve um salmo de ações de graças pela volta da arca da Aliança para o meio do povo de Deus. A arca da aliança estava “perdida” desde a época dos juízes quando o povo se desviou do Senhor. Davi relembra as bênçãos de Deus e as promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó e como Deus os transformou em um grande povo. É nesse contexto que Davi menciona a proteção de Deus ao seu povo diante de reis tiranos que os queriam destruir. Observe que no texto citado acima, Deus repreende a reis que queriam “tocar” (fazer mal) a Seu povo e Seus profetas. 


(2) Esse texto de nenhuma forma pode ser compreendido como uma repreensão de Deus para qualquer pessoa que critique, que discorde ou até que chame a atenção de algum pastor ou servo de Deus por algum motivo. Não é isso que o salmo escrito por Davi quer comunicar. O contexto nos mostra claramente que o objetivo de Davi foi demonstrar a proteção de Deus para aquele pequeno povo escolhido de Deus que estava se formando e que, naquele tempo, era peregrino. Esse é o significado de não tocar nos ungidos de Deus dentro do contexto bíblico.


(3) Inclusive, temos diversos exemplos bíblicos de servos de Deus sendo repreendidos por atos incorretos que praticaram. Por exemplo, o próprio Davi foi repreendido pelo profeta Natã por ter adulterado com Bate-Seba e ter matado Urias (2 Samuel 12:1-14). Temos ainda outros exemplos, como o apóstolo Paulo repreendendo a grande apóstolo Pedro diante de todos por causa de um comportamento errado dele: “Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Galátas 2:14). 


(4) Assim, fica evidente que a Bíblia não oferece uma blindagem anticrítica a nenhum servo de Deus. É evidente que todo servo de Deus merece respeito, que merece ser honrado pelo trabalho que faz a Deus e ao próximo, porém, deve sempre estar aberto a críticas construtivas, deve assumir seus erros quando os comete e até mesmo deve aprender a abençoar os inimigos que criticam maldosamente assim como Jesus ensinou (Mateus 5:44). Não existe qualquer “maldição” de Deus colocada sobre as pessoas que de alguma forma questionam líderes. Infelizmente essa questão de não tocar nos ungidos de Deus tem sido usada para encobrir muito safadeza por esse mundo afora.

6 dicas para superar as más notícias

 

1-) Jó se entristeceu com as más notícias que recebeu

Nenhum ser humano é um super-herói. Fingir que as más notícias não nos atingem não nos ajuda a superá-las. A Bíblia mostra que Jó ficou entristecido com tudo que ocorreu e isso é muito importante para o processo de superação. Precisamos digerir o que está acontecendo, precisamos chorar, questionar, precisamos colocar para fora o sentimento de tristeza. Isso nos dará forças para, depois do luto, levantarmos: “Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou” (Jó 1:20). Na cultura antiga israelita raspar a cabeça, rasgar o manto e lançar terra sobre si era um sinal de grande tristeza por algum fato. Não precisamos fingir que estamos bem, que estamos fortes. Precisamos ser apenas seres humanos nesses momentos de luta.

2-) Jó não ficou prostrado na tristeza

Sentir tristeza é normal, mas ficar prostrado na tristeza é um sinal ruim de que estamos sendo vencidos pelas más notícias. Muitos, nessa época de crise em que vivemos, impactados pelas más notícias, perdem o vigor, deixam de estudar, ficam acuados, encolhidos, como que esperando que as boas notícias surjam do nada. Essa não é a melhor forma de encarar. Jó se entristeceu, mas ele se levantou da tristeza para enfrentar a situação de frente. 


3-) Jó reconheceu a soberania de Deus nos acontecimentos

Por mais que seja difícil para nós, a Bíblia é clara quanto a soberania de Deus sobre tudo e todos. Isso significa que as más notícias recebidas por Jó estavam debaixo da vontade de Deus. Ele permitiu que tudo aquilo ocorresse e Jó sabia disso, pois disse em tom de adoração a Deus: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou…” (Jó 1:21). Jó faz uma declaração fascinante de fé na direção de Deus. Deus deu, Deus tomou. Isso mostra uma fé e entendimento equilibrados com relação a Deus. Certamente algo muito importante para lidarmos com as más notícias. Se Deus me dá algo eu reconheço e agradeço. Se Deus me toma algo eu também reconheço e agradeço.

4-) Jó creu no Provedor não na provisão

Há pessoas que tem fé na provisão de Deus. Isso significa que elas creem no que Deus pode dar a elas. Quando Deus tira algo delas, como fez com Jó, abandonam a Deus e o amaldiçoam, murmuram e caem em tristeza profunda. Essa foi a atitude que a mulher de Jó aconselhou que ele tivesse: “Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2:9). Porém, a fé de Jó era no Provedor e não na provisão. Jó bendisse o Deus que ele cria, crendo na direção e cuidados Dele: bendito seja o nome do SENHOR!” (Jó 1:21).

5-) Jó exercitou a paciência e a resiliência

Jó já havia recebido muitas más notícias, mas a pior delas ainda estava por vir: “Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça” (Jó 2:7). As más notícias às vezes são cruéis e terríveis conosco! Porém, Jó, com sua forma de lidar com as situações adversas, nos ensinou a arte da paciência e da resiliência, que é a capacidade de resistência diante das pressões. Ele teve tristeza, diálogos fortes com Deus, sentiu vontade de morrer. As más notícias eram terríveis! Mas a sua paciência, resiliência e fé em Deus o levaram a vencer cada um dos difíceis dias de dor que teve de passar. 

6-) Jó creu que as boas notícias chegariam e elas chegaram

O cristão verdadeiro sabe que o vale da sombra da morte é passageiro. Jó sabia disso também e fez uma das mais lindas declarações da Bíblia: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25). Jó cria que as boas notícias chegariam! A superação de Jó foi coroada pelo próprio Deus. Jó foi aprovado no teste mais duro de sua vida e recebeu as bênçãos de Deus: “Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra” (Jó 42:10). As boas notícias finalmente haviam chegado! Valeu a pena crer no Provedor, valeu a pena lutar contra as adversidades com fé e bom ânimo!

sexta-feira, 9 de abril de 2021

4 coisas que o Espírito Santo faz em sua vida

 O Espírito Santo é a terceira parte da Trindade. Ele é a parte de Deus que atua em nossas vidas. Se você é salvo por Jesus, o Espírito Santo mora dentro de você! E ele vai agir em sua vida dessas 4 formas:

1. Convence do pecado

Mas eu afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas, se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. João 16:7-8

É através do Espírito Santo que você toma consciência de seus pecados, do castigo que você merece e da necessidade de ser salvo. Ele convida ao arrependimento dos pecados e aponta para Jesus como o único que pode lhe salvar.

2. Garante a salvação

Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir. 2 Coríntios 1:21-22

O Espírito Santo entra em seu coração e lhe dá a segurança da salvação, através da fé. Ele lhe traz para Jesus e lhe dá o conforto de saber que seus pecados foram perdoados.

3. Ensina

Mas, quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e anunciará a vocês o que está por vir. João 16:13

Jesus enviou o Espírito Santo para lhe ensinar. É através do Espírito Santo que você consegue entender coisas espirituais e aplicar a verdade da Bíblia em sua vida. O Espírito Santo revela a verdade de Deus.

4. Produz frutos

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Gálatas 5:22-23

O Espírito Santo também produz vários efeitos em sua vida, que lhe marcam como cristão. Sua atitude muda; você deixa de viver para o pecado e passa a viver para as coisas de Deus.

Você já viu a ação do Espírito Santo em sua vida?

Por que Paulo disse que o mal que ele não queria ele fazia?

 


(1) Para começar, vejamos o verso que foi citado na pergunta: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19). Claro que visto assim, isolado, parece alguém descontrolado falando, ou melhor, alguém controlado pelo mal. Mas será que é isso mesmo? Vejamos: nesse contexto, Paulo está tratando sobre a luta do homem contra o pecado. Ele começa falando que a Lei de Deus aponta para todo tipo de perversidade que o coração humano é capaz de realizar (Romanos 7:7-8). Ele observa que a Lei de Deus é boa, perfeita, porém, ela revela que nós somos totalmente depravados (Romanos 7:12-13).


(2) E ele demonstra isso comentando que a Lei é espiritual, mas nós somos carnais: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Romanos 7:14). Observe que Paulo se coloca dentro do texto como objeto da explicação, ou seja, ele sabia que era homem como qualquer outro homem e que nele também se operou a pecaminosidade. Alguns líderes gostam de parecer perfeitos diante das pessoas. Mas Paulo era totalmente sincero. Ele expõe que também é um homem que luta contra a carne, assim como todos os seus leitores! 


(3) Diante disso, Paulo destaca que o pecado gera uma força dentro dele para a realização do mal. E isso, claro, não é algo só dele, mas de todos nós: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Romanos 7:18). Paulo está descrevendo aqui justamente o homem morto em seus delitos e pecados! Um homem que tem na sua carne a força do pecado atuando. Mas Paulo não tinha Deus em sua vida? Sim, tinha, é por isso que ele não para sua narrativa aqui! Ele está fazendo uma explicação, por isso, é necessário lê-la toda. Vejamos a continuidade…


(4) Sabendo que tem Cristo, Paulo é muito claro em reconhecer que mesmo um homem de Deus ainda vive uma luta contra o pecado. Existem inimigos que se levantam mesmo na vida do servo fiel a Deus! Porém, em Cristo, ele pode vencer quando se torna “escravo” da vontade de Deus: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado” (Romanos 7:25). Observe que Paulo descreve a luta da carne contra o espírito. Essa vitória do espírito só é possível por causa de Jesus, daí Paulo dar “graças a Deus por Jesus Cristo”. 


(5) Existe uma ação de Deus espiritual em nós, mas a nossa carne teima em se levantar contra tudo isso. Com Paulo isso não era diferente! Evidentemente que quando ele diz que “o mal que não quero, esse faço” não está dizendo que é aceitável que um homem de Deus viva fazendo o mal, antes, dentro desse contexto, está falando de como o homem de Deus deve ser vigilante, pois ainda existe uma guerra a guerrear: a guerra do domínio próprio! Se ele não se cuida, logo está realizando o que é mal! Se não vigia, o mal se fortalece e luta com toda força para desviá-lo. Esse é o quadro que todos nós vivemos! A boa notícia é que podemos (agora, convertidos) vencer o pecado com a ajuda do Senhor! É justamente o que Paulo vai tratar em Romanos 8, a vida através do Espírito Santo!


(6) Portanto, não temos aqui Paulo dizendo e aceitando que era um pecador dominado pelo mal. É justamente o contrário. Ele explica o poder do mal, do pecado que nos assedia, porém, mostra o poder triunfante de Cristo sobre tudo isso, através da ação do Senhor em nós!

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Você não é a igreja sozinho

 

(1) É verdade que a definição bíblica do que é a igreja de Deus não está ligada a um templo ou um local físico específico. Mas é verdade também que em nenhum texto bíblico encontramos a ideia de que a igreja seja uma única pessoa ou grupo de pessoas reunidas de qualquer forma, sem qualquer liderança; ou que uma única pessoa possa ser a igreja. Ao contrário disso, a Bíblia sempre trata a igreja como coletividade. Vejamos um exemplo: A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número” (Atos 9:31). Quem é essa igreja? Uma única pessoa? Não! 


A igreja na Bíblia é organizada e com liderança 


(2) A igreja organizada e com liderança, que muitos têm rejeitado, encontra amplo respaldo na Bíblia e é o modelo dado por Deus para ser aplicado. Um exemplo interessante sobre isso foi dado pelo próprio Jesus, quando orientou a respeito do tratamento de problemas entre irmãos na fé (Mateus 18:15). Na orientação de Cristo o problema deveria ser tratado de maneira pessoal e, não havendo arrependimento, levado a testemunhas e, em última instância, era a igreja quem iria julgar a questão: “E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano” (Mateus 18:17). Observe que a igreja aqui é um grupo de pessoas com autoridade (de Deus) para resolver questões como essa. Se cada pessoa fosse a igreja, o julgamento final de casos como esse poderia ter sido feito já pela primeira pessoa (já que ela seria a igreja). Mais uma vez não temos a ideia de igreja como sendo uma única pessoa. Observamos uma organização composta por várias pessoas e com liderança constituída. 


(3) A organização de igrejas em diversas localidades era muito comum nos relatos bíblicos: “tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26). Observe que Barnabé e Paulo se reúnem em um determinado lugar onde havia uma igreja constituída e organizada. A igreja organizada ainda contava com pessoas especialmente levantadas por Deus (dentro do grupo chamado igreja) para a edificação mútua e coletiva: “Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo” (Atos 13:1). 


A igreja bíblica é pastoreada 


(4) Paulo, um dos maiores plantadores de igrejas mencionado na Bíblia, promovia o levantamento de lideranças para as igrejas, com o objetivo de supervisão, ensino e acompanhamento da obra: “E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (Atos 14:23). Isso nos mostra claramente que a organização de lideranças, as quais as pessoas deveriam se submeter em amor (claro, enquanto estivessem corretas segundo as escrituras), era uma forma de organização e fortalecimento de igrejas e era o modo como Deus as organizava e as usava. Se cada pessoa fosse a igreja não seria necessário tal cuidado de Paulo em eleger líderes preparados para cuidar de grupos de pessoas. A esse fato soma-se a orientação bíblica de honrarmos os líderes da igreja: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros” (Hebreus 13:17). 


O que é a igreja, então? 


(5) Nenhum indivíduo sozinho é a igreja, isto é fato! Uma definição simples de igreja (igreja visível) é a reunião dos seguidores de Jesus de Nazaré, que se reúnem em determinado local (não necessariamente em templos), em determinados momentos para realizarem tarefas ordenadas por Deus à sua igreja, tais como ensino, evangelização, cooperação mútuas, encorajamento, adoração a Deus, etc. E também, não poderíamos nos esquecer que também fazem parte da igreja de Deus (que chamamos igreja invisível), aqueles que já morreram em Cristo e que já estão com o Senhor. 


(6) Sendo assim, concluímos que o pensamento de que “eu sou a igreja sozinho”, que tem sido muito proclamado atualmente, não encontra respaldo na Bíblia. A igreja de uma pessoa só que muitos têm levantado por aí não é a igreja de Cristo.

Deus não habita em templos feitos por mãos?

 

(1) A primeira coisa que um bom estudante da Bíblia faz é observar o contexto de uma passagem. Paulo está em Atenas , que naquela época era a capital da Ática, um dos estados gregos. Por conta de observar a grande idolatria do local, Paulo pregava em sinagogas e na praça a respeito dessa questão. Então, devido a controvérsia dos ensinos apresentados ali, Paulo foi levado ao Areópago (um local que fica ali em uma colina, onde se discutiam leis, religião, educação, etc.). Então, Paulo passa a apresentar sua pregação àquelas pessoas, em sua maioria não crentes. 



(2) Com sabedoria, Paulo usa a figura de um altar em que viu a frase “ao deus desconhecido” escrita para apresentar o Deus todo poderoso a eles. E é nesse contexto que Paulo diz: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas” (Atos 17:24). Observe que o foco de Paulo é justamente contrastar o Deus todo poderoso com os deuses criados por eles, deuses esses que precisavam ser carregados (imagens) e que estavam presentes apenas ali onde suas imagens estavam. Deuses limitados. Paulo sabia que eram falsos deuses, mas trabalhou o tema de forma não ofensiva. 


(3) Isso mostra que em nenhum momento Paulo está aqui proibindo o culto ao Deus verdadeiro em templos. Paulo demonstra poderosamente para aquelas pessoas que não podemos aprisionar o Deus criador em um lugar ou em uma imagem, pois Ele está além dessas coisas. O foco de Paulo está no convencimento dos moradores ali de Atenas de que sua idolatria era incorreta e não em cristãos verdadeiros que adoram o Deus verdadeiro usando um espaço (por exemplo, um templo). 


(4) É importante pontuar aqui que o Deus verdadeiro pode ser cultuado em qualquer lugar, não estando preso a templos, casas ou quaisquer construções. Mas isso não significa que está errado nos reunirmos em determinado local com o objetivo de estudar a Palavra e adorar a Deus, afinal, qualquer tipo de reunião dos servos de Deus será feita em algum local. O que está errado é achar que só naquele local (um templo, por exemplo) temos a presença viva de Deus. Isso é bastante claro no ensino bíblico!


(5) Dessa forma, usar o texto de Atos 17:24 como desculpa de que agora é um desingrejado é algo totalmente fora de contexto. Paulo mostra claramente que Deus e Suas ações não podem ser aprisionados em santuários. Mas em nenhum momento diz que em santuários onde se adora ao Deus vivo em espírito e em verdade Deus não está. Essa é uma diferença muito grande! Lugares são apenas instrumentos que facilitam encontros. Na igreja primitiva se reuniam em casas, em cavernas nos tempos mais difíceis de perseguição e mais tarde também em locais especiais criados para adoração (templos). Se tudo isso é feito dentro das orientações da Bíblia, não há erro algum. O maior erro é o isolamento, conforme nos ensina Hebreus 10:25: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns…”

Quem são os cães mencionados em Apocalipse?

 

(1) A primeira coisa a se observar é que o contexto que observamos é o fechamento do livro de Apocalipse, onde temos a finalização de toda a obra que Deus fará em Seu juízo final. Nesse contexto há um contraste que, primeiramente, fala sobre aqueles que irão entrar no céu: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14). Observe que o autor em nada está falando sobre o estado dos animais no céu, mas sobre as felizes pessoas que foram salvas por Jesus Cristo (Cordeiro sacrificado por elas) e têm agora o direito a entrar na cidade (céu) pelas portas.



(2) Em seguida, o apóstolo João traz uma lista de quem ficará fora dessa cidade. Nessa lista observamos diversas práticas pecaminosas que identificam essas pessoas: “Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Apocalipse 22:15). Com o que sabemos até agora fica claro que “cães” usado aqui não se trata de uma fala sobre animais, mas algum tipo de característica pecaminosa apontada pela palavra “cão” usada de forma figurada. Mas qual seria esse pecado ou característica pecaminosa? 


Fora ficam os cães: 


(3) Partimos agora para a análise da palavra usada nos originais em grego. A palavra usada é a palavra grega “kuon”, que significa “cachorro”, mas que, também, é usada de forma figurada para apontar “pessoas de mente impura, de mente sem vergonha, nojenta”. Podemos usar aqui outras traduções da Bíblia para nos ajudar a entender ainda mais o termo. Até aqui estamos usando a tradução de João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada (ARA), que traduz “kuon” por “cães”. Vejamos como traduz a Nova Tradução da Linguagem de Hoje (NTLH): “Mas fora da cidade estão os que cometem pecados nojentos, os feiticeiros, os imorais e os assassinos, os que adoram ídolos e os que gostam de mentir por palavras e ações” (Apocalipse 22:15). 


(4) Dessa forma, conseguimos então esclarecer que esses cães mencionados em Apocalipse são exatamente pessoas de mente impura, que são guiadas por suas mentes cheias de impureza a cometer pecados nojentos que desagradam profundamente a Deus. Nesse texto Deus deixa claro que em Seu reino todo mal será excluído e toda forma de pecado não entrará no céu, fazendo com que o céu seja um local totalmente livre de qualquer contaminação do pecado. É por isso que a ação de Jesus Cristo na vida do pecador arrependido o purifica de todo pecado, dando a Ele nova mente e novas ações!

terça-feira, 6 de abril de 2021

Como Jesus ressuscitou ao terceiro dia se ele morreu na sexta-feira à tarde e ressuscitou domingo de manhã?




(1) Jesus foi preso e levado perante Pôncio Pilatos antes da comemoração da páscoa judaica; antes do meio dia da sexta-feira foi o horário em que Jesus foi condenado e iniciou a sua caminhada até o Calvário (João 19:14). Em Lucas 23:44-46 e em Marcos 15:33-34 vemos registrado que a morte de Jesus se deu por volta da hora nona, ou seja, por volta de três horas da tarde. Vemos também que os judeus que acompanhavam a crucificação não queriam que os corpos (de Jesus e dos ladrões crucificados ao lado dele) ficassem ali na cruz por muito tempo para não atrapalhar a festa da páscoa a ser realizada no outro dia, no sábado, solicitando as autoridades que fossem tirados dali (João 19:31). 


(2) Em João 20.1 vemos Maria Madalena indo até o sepulcro no primeiro dia da semana, domingo, e Jesus não estava lá, havia ressuscitado. Sendo assim, fica claro na Bíblia que Jesus morreu por volta das três da tarde da sexta-feira e ressuscitou em algum horário na manhã do domingo. 


(3) Podemos constatar que Jesus antes de sua morte já havia revelado aos seus discípulos que ressuscitaria no terceiro dia: “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (Mateus 16:21). Em todos os quatro evangelhos vemos registrado a fala de que Jesus ressuscitaria ao terceiro dia (Mateus 20:19; Marcos 10:34; João 2:19). 


(4) A explicação para essa aparente contradição é que Jesus ressuscitou “ao terceiro dia” e não “três dias depois de sua morte”, o que implicaria que ele ficasse morto por 72 horas. Era muito comum aos judeus considerar partes de um dia figuradamente como um dia completo. Por exemplo, no livro de Ester 4:3, vemos registrado que foi levantado um jejum por “três dias e três noites”, ao fim do qual Ester se apresentaria perante o Rei para suplicar pelos judeus. Porém, vemos ali que eles começaram o Jejum já com o dia em andamento e que Ester foi à presença do rei “ao terceiro dia” (Ester 5:1), logo, esse período de Jejum não foi de 72 horas completas. Da mesma forma as palavras de Jesus de que ressuscitaria ao terceiro dia seguiram esse mesmo esquema. 


(5) Então, para entendermos bem, ficou dessa forma: Jesus morreu na sexta-feira (primeiro dia), passou-se o sábado (segundo dia), chegou o domingo (terceiro dia). Daí, então, os escritos dizerem que Jesus ressuscitou “ao terceiro dia” e não “três dias depois de sua morte”. Dessa forma, não encontramos contradições na Bíblia com referência a esse fato.