domingo, 20 de janeiro de 2013

PAIS NA BIBLIA - DEUS – O Pai perfeito







Uma das relações mais maravilhosas da Bíblia é a de que Deus é o nosso pai.



Antes de pensar quase superficialmente diante da profundidade do caráter paterno de Deus, devemos responder a seguinte pergunta de modo um pouco mais abrangente: Por que a Bíblia se refere a Deus em termos masculino? Foi a maneira que Deus escolheu para revelar-se a nos. A Bíblia não refere a Deus com características sexuais. Concretamente ela o descreve como sendo do sexo masculino. Embora o Senhor reúna qualidades masculinas e femininas, ele optou por revelar-se com características masculinas. Eis algumas metáforas que a Bíblia utiliza para descrevê-lo: pai, juiz, esposo e o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.



Embora Deus seja visto e descrito nas Escrituras sempre na forma masculina, a Bíblia se apropria de imagens femininas para descrever o seu cuidado para conosco:



“Como a águia desperta o seu ninho, adeja sobre os seus filhos e, estendendo as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas”. – Dt 32.11;



“Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o resto da casa de Israel, vós que por mim tendes sido carregados desde o ventre, que tendes sido levados desde a madre”. – Is 46.3



“Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti”. – Is 49.15



“Como alguém a quem consola sua mãe, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados”. – Is 66.13



“Pelo contrário, tenho feito acalmar e sossegar a minha alma; qual criança desmamada sobre o seio de sua mãe, qual criança desmamada está a minha alma para comigo”. – Sm 131.2



‘E sempre bom lembrar que a Bíblia usa apenas imagens femininas, sem jamais se referir a deus como mãe.



De todas as figuras que a Bíblia usa para revelar o caráter de Deus, a mais terna ‘e a de “Pai”. De Gênesis a Apocalipse, posso extrair centenas de lições sobre paternidade de Deus, mas quero destacar somente três itens.



O valor da liberdade, dos limites e da disciplina.



Logo no inicio do livro de Gênesis podemos perceber a perfeição de Deus no relacionamento com Adão e Eva. Deus ao colocar o primeiro casal no Éden, deu liberdade, mas também colocou limites bem definidos para eles e estipulou as conseqüências em caso de desobediência. Diz a palavra de Deus:



“Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente;  mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. – Gn 2 16-17



Se quisermos realmente criar os filhos, tendo como referencial o Pai perfeito que Deus é, devemos jamais nos esquecer dessas três coisas:

·        Liberdade,

·        Limites e

·        Disciplina.



Deus na sua perfeição nos ensina essa lição para nos.



Assim como a liberdade é importante, outro elemento para criarmos filhos sadios é colocar limites. Deus disse: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás”. – Gn 2.17a. O limite estava bem claro. Cremos que um dos grandes erros que muitos pais cometem hoje ‘e a não colocação de limites para os filhos. Os limites devem ser fixados com firmeza, amor, mas acima de tudo, com clareza.



Ainda analisando a atitude de Deus a atitude de Deus como Pai, vemos que alem da liberdade e dos limites, Deus especificou as conseqüências, caso houvesse desobediência, como alias, houve. Nossos filhos desejam liberdade, limites, mas também querem ser disciplinados. Muitas vezes pensamos que disciplina ‘e apenas dar algumas chineladas na região glútea (bumbum). ‘E mais do que isso. Disciplinar ‘e educar e mostrar que desobedecendo aos acordos pré-estabelecidos pelos pais haverá conseqüências.



Um Pai presente.



Somente Deus, nosso Pai eterno, tem a capacidade de estar conosco 24 horas por dia:



“Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá”. – Sl 139.7-10.



Um dos grandes males da família moderna ‘e a ausência dos pais na vida de seus filhos.



Muitos pais hoje estão preocupados mais em dar presentes a seus filhos – como forma, muitas vezes, (de compensação pela ausência), mas se esquecem que o que eles mais desejam ‘e a presença não somente física, mas também emocional.



Está provado que as crianças que recebem atenção e presença dos pais são mais saudáveis emocionalmente possuem melhor auto-estima e tornam-se adultos mais ajustados.



Um Pai que nos ama e que nos encoraja.



Outras duas características de Deus como Pai ‘e nos amar incondicionalmente e nos encorajar sempre. Já no Éden, mesmo Adão e Eva tendo desobedecido, Deus já demonstrava seu amor prometendo-lhes a vitória sobre a morte – “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. – Gn 3.15. Amar ‘e um verbo de ação. Deus conjuga todos os dias esse verbo em relação a nos.

Nossos filhos precisam ser amados, mas, acima de tudo, se sentirem amados. O se sentirem amados só será possível quando verbalizarmos isso, dizendo: “filho (a) eu amo você”. Eles se sentirão amados quando demonstrarmos, na pratica, que eles são lembrados em nossas decisões profissionais, no uso do nosso tempo através de outros pequenos gestos como um abraço, um deixar de jornal de lado e começar uma conversa significativa, um sentar-se no chão e montarem juntos um quebra-cabeça ou brincar de carrinho ou quando eles  já são crescidos através de um convite para um lanche.



Encorajamento ‘e uma outra qualidade de Deus como Pai. Varias vezes na Bíblia encontramos Deus dizendo aos seus filhos: “Eu te ajudo”; “Não temas”; “Eu estou contigo”.



Precisamos como pais aprender com Deus a encorajar nossos filhos. Eles, como nos, vivem num mundo altamente competitivo. Para tanto, precisamos injetar neles doses diárias de encorajamento. Precisamos dizer para eles que eles são valorosos, que podem vencer as batalhas que enfrentam no dia-a dia. Outra forma de encorajar os nossos filhos ‘e através do elogio. Às vezes, como pais, somos pródigos em criticá-los, mas nos esquecemos de elogia-los quando praticam ou falam coisa que edificam.



Muitos outros atributos do caráter de Deus, como Pai, poderiam ser lembrados como amizade, perdão, aconselhamento, direção e tantos outros.



Vale à pena reafirmar que Deus nosso Pai, deseja ver e formar em nos, pais e mães de hoje, essas qualidades básicas. Se buscarmos e praticarmos essas qualidades, com certeza estaremos dando uma significativa contribuição a nossa sociedade e estaremos também deixando para o mundo filhos maduros e, acima de tudo, tementes a Deus e que, por sua vez, valorizarão suas famílias.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

DOUTRINA DOS ANJOS - 01 – ANJOS – A Onda Teológica Do Momento.


Por volta da metade da década de 90 irrompeu uma onda doutrinária a respeito dos anjos. Desde então tem sido produzidas várias obras sobre o assunto nos meios religiosos não-cristãos. Muitas destas obras se ocupam em mostrar que a doutrina dos anjos é uma herança das religiões orientais e são carregadas de misticismo. A mídia, especialmente a televisão, encarregou-se de espalhar os conceitos errôneos sobre os anjos, explorando a credulidade de pessoas espiritualmente fracas e supersticiosas. Em consequência, os cristãos correm o risco de serem influenciador por esses “ventos doutrina” que, não raro, sopram sobre os arraiais cristãos.

Pensando em nos livrarmos destas influências, vamos estudar sobre os anjos.

I.            ANGEOLOGIA – UMA DOUTRINA ESQUECIDA.


Angeologia é o estudo referente aos anjos. É uma palavra vinda do encontro de outras duas palavras – angelos e logia, palavras gregas que significam anjo e estudo, respectivamente. É um assunto de pouco interesse entre os cristãos de modo geral.

Algumas razões por que os estudiosos da Bíblia e da Teologia tem dado pouca atenção a este assunto:

Þ    As sutilezas escolásticas.

O Escolasticismo foi uma forma de pensar dos filósofos e teólogos, que vieram a ser chamados de escolásticos, no período da Idade Média (período histórico entre o começo do século V e meado do século XV). Muitos assuntos eram tratados com profundidades mas às vezes eles desciam a considerações banais. Foi assim que trataram a doutrina dos anjos, levantando questões sem nenhuma relevância para a sua compreensão, como, por exemplo:

1)    Quantos anjos poderiam permanecer na ponta de uma agulha?
2)    Um anjo poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo?
3)    Os anjos da guarda vigiam as crianças desde o nascimento? Ou já desde o embrião?

Essas sutilezas dos escolásticos terminaram por desinteressar os teólogos a refletirem sobre angeologia, ou provocaram neles o receio de serem considerados escolásticos se viessem a abordar o assunto.

Þ    O Cristocentrismo.

Embora ser Cristocêntrico ser uma exigência para o cristão e para o Cristianismo, porque devemos dar preeminência a Cristo e anunciar uma mensagem eminentemente Cristocêrica – "mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos;" (1Cor 1,23), corremos o risco de, procedendo assim, pôr de lado outras doutrinas. A doutrina dos anjos é uma questão de revelação de Deus, desde o Gênesis ao Apocalipse - "E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida". (Gn 3,24); "Fui eu, João, que vi e ouvi estas coisas. Depois de as ter ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que as mostrava". (Ap 22,8), e não podemos ser ignorantes sobre qualquer aspecto da Revelação. Se a angeologia é uma doutrina bíblica, é importante que a estudemos.

Þ    As mistificações.

Hoje se apregoa, por toda a parte, a aparição de anjos que fazem milagres, que movem pessoas de um lugar para outro... Anjos são vistos nos cantos superiores das naves dos templos, pousados nos lustres... Estas mistificações causam repulsa e levam a considerar o assunto dos anjos uma questão de crendice popular ou de superstição, que não merece uma reflexão séria. Esta é, provavelmente, mais uma razão por que a doutrina dos anjos é esquecida.

Entretanto ao invés de esquece-la, apenas  deveríamos nos livrar do misticismo em torno doa anjos. Foi isto que Paulo  condenou quando escreveu aos crentes de Colossos, que, influenciados por práticas pagãs, corriam também o risco de prestarem adoração a anjos, e não a Deus - "Ninguém vos roube a seu bel-prazer a palma da corrida, sob pretexto de humildade e culto dos anjos. Desencaminham-se estas pessoas em suas próprias visões e, cheias do vão orgulho de seu espírito materialista," (Cl 2,18).


II.          OBJEÇÃO À DOUTRINA DOS ANJOS.

Em qualquer tempo da historia a doutrina dos anjos tem encontrado oponentes e contestadores.

Þ    A doutrina dos saduceus.

Os saduceus compunham uma seita judaica, que floresceu na Palestina desde os fins do século II aC até os fins do século I dC. Duas doutrinas em que os saduceus diferençavam dos estudiosos de sua época eram: a negação da ressurreição dos mortos - "Naquele mesmo dia, os saduceus, que negavam a ressurreição, interrogaram-no:" (Mt 22,23) e a inexistência dos anjos - "(Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)" (At 23,8). Estes dois erros doutrinários dos saduceus foram condenados pelos ensinos de Jesus que reafirma a doutrina da ressurreição e a existência dos anjos com um mesmo argumento e existência dos anjos com um mesmo argumento - "Na ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu". (Mt 22,30).

Þ    O racionalismo.

Do ponto de vista dos racionalistas, a existência dos anjos é uma aberração, pois foge dos princípios da razão e da ciência. Consequentemente, eles veem a crença na existência dos anjos como uma forma de politeísmo primitivo, que teve sua evolução no judaísmo.

Este pensamento racionalista não é coerente, pois a doutrina judaica é essencialmente monoteísta. Os anjos não são deuses - "Por outro lado, a respeito dos anjos, diz: Ele faz dos seus anjos sopros de vento e dos seus ministros chamas de fogo (Sl 103,4)," (Hb 1,7). Os anjos bons nunca se manifestam como um deus, mas como mensageiros de Deus, incumbidos de uma tarefa especifica; e os anjos maus são seres espirituais rebelados contra Deus, ainda a Ele sujeitos (Jó 1,6-12; 2,1-6). Rejeita-se também essa opinião racionalista, porque ela exclui a interferência divina na história e na vida dos homens que diversas vezes, foi feita através da ação dos anjos.
                                            



Þ    O materialismo.

Os materialistas negam a existência de um mundo espiritual; por isso também negam a existência  dos anjos.  Só aceitam a realidade do mundo material, rejeitando tudo o que vá além da matéria. Contrariam a vontade de Deus, porque “só se preocupam com as causas terrenas”, e estão condenados à perdição (Fp 3,17-4,1).

Þ    O espiritismo.

A doutrina espírita sobre os anjos se encaixa devidamente no conjunto da sua estrutura doutrinária, cuja linha mestra é a reencarnação. O espiritismo ensina que os anjos são almas dos mortos que, depois de várias etapas de reencarnação, alcançaram um grau máximo de perfeição. Assim, negam a existência distinta dos seres angelicais. Para eles , tanto os anjos bons como os maus ou demônios inexistem. Estes últimos dizem, são almas desencarnadas.

CONCLUINDO


Rejeitamos a doutrina da reencarnação, refutando-a contextos Bíblicos como - "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo," (Hb 9,27). Ninguém há que, tendo passado desta vida para outra, volta, mesmo que seja para um bom propósito, e muito menos para habitar em outro corpo (Lc 16,27-31).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

PAIS NA BÍBLIA - HERODIAS – Um péssimo exemplo de mãe.

 

Seu exemplo foi péssimo em todos os aspectos espirituais, conjugal, profissional, maternal. Podemos dizer, sem duvida, que foi uma mulher de sentimentos frios e racionais, uma mulher cruel e impiedosa, capaz de usar a própria filha para levar a cabo seus propósitos diabólicos – Mc 6.22-27.

Herodias odiava João Batista. Esse foi o motivo pelo qual ela queria velo morto. João denunciava abertamente o casamento ilícito entre Herodes Antipas e Herodias, pois ambos renunciaram seus cônjuges para viverem juntos. Para fazer calar a João. Herodes mandou prende-lo.

“Porquanto o próprio Herodes mandara prender a João, e encerrá-lo maniatado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; porque ele se havia casado com ela. Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito ter a mulher de teu irmão. Por isso Herodias lhe guardava rancor e queria matá-lo, mas não podia. – Mc 6.17-19”.

Um mau exemplo de esposa.

As mulheres são espelhos quanto al papel de esposa para suas filhas que um dia irão se casar e para seus filhos quanto escolherem suas esposas. Que grande responsabilidade!

Herodias foi mau exemplo para sua filha, dando-se a um casamento não aprovado por Deus. Mas ela não estava preocupada com isto; mulher egoísta, preocupada consigo mesmo, queria a todo custo manter aquele relacionamento.

Quantas vezes também encontramos mulheres assim em nossos dias? Mulheres que se casam ou mantém um casamento não aprovado por Deus. Temos visto jovens se casando com pessoas não-crentes, misturando luz e trevas: “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?” – 2Cor 6.14, sem pensar que mais tarde terão filhos e que serão exemplo para eles. Temos visto mulheres com a condição matrimonial ilegal diante dos ensinamentos da Palavra de Deus, mas que mesmo assim juntam-se em novo casamento: “Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”. 1Cor 7.10-11.

Este ‘e um assunto muito mais serio: “Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros, Deus os julgará”. – Hb 13.4. A mãe que cometais erros da muito mau exemplo a seus filhos e filhas. Que autoridade terá para, um dia, dizer: “Não se case com tal pessoa meu filho(a), pois essa não `e a vontade de Deus”. Ela ate poderá dizer, mas somente se reconhecer diante de tal filho que cometeu um erro e que Deus a perdoou, pois o divorcio não seria a melhor solução.

Existe o ditado que diz: “Errar e humano, mas permanecer no erro `e tolice”. E a palavra de Deus adverte: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte. Até no riso terá dor o coração; e o fim da alegria é tristeza. – Pv 14.12-13”.

Feliz será a esposa e mãe que observar e andar nos caminhos da verdade, da pureza, da sinceridade, do perdão e do amor.

Um mau exemplo como mãe.

Com a “escola” que teve, que tipo de mãe terá sido Salomé, a filha de herodias?

Se seguisse os passos de sua mãe, também seria capaz de usar seus filhos para a obtenção do que desejasse e os incitaria a violência, a crueldade, a maldade, a sensualidade pervertida, ao crime, ao assassinato – tudo conforme Herodias fez.

Infelizmente, presenciamos erros desta mulher implacável. Mães que, inconsciente e inconseqüentemente, tem ensinados seus filhos a serem maus quando elas próprias agem com maldade e malicia; a serem rudes e violentos quando elas próprias tratam seus filhos com rudeza, com espancamento, com abuso psicológico, com violência de palavras e atos; ensinam seus filhos a usar as pessoas, sem respeito nem consideração, porque elas usam seus filhos como se usassem bonecos, sem vontade nem opinião próprias.

Herodias havia sido um exemplo tão mau como mãe que sua filha, ao dançar tão vulgarmente e pedir a decapitação de uma pessoa inocente, já dava demonstração de ter nas veias o mesmo veneno de sua mãe.

Como nos, pais, temos sido exemplo para nossos filhos? Quais sentimentos têm experimentado e demonstrado no trato com eles e com as pessoas que estão ao nosso redor? Nossos filhos têm visto em nos um exemplo de amor, perdão, consideração, paz justiça, bondade ou tem presenciado sair de nossa boca palavras de maldição, de calunia, de rancor; atos de injustiça, de falta de  paciência, de maldade? Não esqueçamos que eles estão olhando para um espelho e se vendo em nos, aprendendo a agir, sentir e pensar como nos agimos, pensamos e sentimos. Certamente Deus ira cobrar de nos a maneira como administramos “a herança do Senhor”.

“Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão”. Sl 127.3

 Um mau exemplo de vida espiritual.

Por aquele tempo, João andava por toda parte pregando a vinda do Reino de Deus, ele oferecia a todos a oportunidade de uma  aproximação de Deus. João anunciava a vinda “do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. João oferecia esta mesma mensagem de arrependimento, reconciliação e fé a Herodes Antipas e a Herodias, sua ilícita esposa. Porem, eles recusaram. Herodes ainda deu um vislumbre de temor a Deus quando apenas queria deixar João encarcerado – “Porquanto o próprio Herodes mandara prender a João, e encerrá-lo maniatado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; porque ele se havia casado com ela. Porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo, e o guardava em segurança; e, ao ouvi-lo, ficava muito perplexo, contudo de boa mente o escutava”. – Mc 6.17;20, mas Herodias recusou veementemente tal mensagem. A vida de pecado era tentadora demais para ser repudiada. Se tivesse um mínimo de temor a deus teria hesitado.

Deus realmente e bom, longânimo e perdoador! E Herodias não soube aproveitar a oportunidade de levar toda a família aos pés deste Deus maravilhoso; pelo contrario, endureceu ainda mais seu coração. Ela sabia que Herodes gostava de ouvir os ensinamentos de João, e que o considerava um homem justo e santo – “porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo, e o guardava em segurança; e, ao ouvi-lo, ficava muito perplexo, contudo de boa mente o escutava”. – Mc 6.20; se tivesse um pouco de sabedoria e temor a Deus, teria ajudado seu marido a dar ouvidos a voz de Deus, teria levado sua filha ao conhecimento de Deus verdadeiro e a si mesma a chance de viver em comunhão com o Senhor. Que mulher insensata!

O livro de Provérbios diz:

“Toda mulher sábia edifica a sua casa; a insensata, porém, derruba-a com as suas mãos”. – Pr 14.1.

E nos, quais tem sido nossas falhas com a relação à vida espiritual, sabemos que devemos ser exemplo para os filhos? Será que temos sido exemplo de oração, fé, louvor, comunhão, temor a Deus? Será que temos tido sabedoria para, no dia-a-dia dar testemunho da presença de Deus em nossa vida?

Demonstramos que vivemos na presença de Deus, não somente indo a Igreja em todas as missas e reuniões ou tendo cargos, mas sim no trato com as pessoas na fé em Jesus, na pureza de coração.

Demonstramos temor a Deus quando procuramos viver de acordo com os ensinamentos da Bíblia, com os princípios e valores cristãos.


A galeria de mulheres da Bíblia possui muitos retratos de mães que foram pecadoras e cometeram muitos erros; no entanto, nenhuma se compara com Herodias. Se tivesse se arrependido e voltado atrás em seus erros, poderia ter sido um belo exemplo do que Deus pode fazer na vida de uma mulher que se entrega a Ele. Uma pena!

Que herodias seja um ótimo exemplo de tudo que nós pais não devem fazer.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PAIS NA BIBLIA - JOSÉ – UM HOMEM A QUEM NÓS DEVEMOS NOS ESPELHAR

 


TEXTO BÍBLICO: Mt 1,18-25

No antigo Testamento há vários personagens com o nome de José.

No Novo Testamento tem um e no qual admiro muito. É aquele que foi escolhido para ser o pai adotivo de Jesus (2.ª Pessoa da Santíssima Trindade) e esposo de Maria. Que homem de caráter! Vale a pena fazer um retrato do caráter desse homem. Com certeza, poderemos aprender muito com ele.

1.    José – valoriza a ética. (Mt 1.19)

·         “E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar intentou deixá-la secretamente”.

José ao saber que Maria estava gravida sem a sua participação resolve deixa-la secretamente. Planeja pedir o  divorcio mas com cuidado para não difamar Maria. Só age dessa maneira quem é ético. Quem toma uma decisão, mas não procura prejudicar e nem falar mal do outro.

2.    José – obediente. (Mt 1.20-24; 2.14; 2.21)

·         Mt 1.20-24 “E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo; ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher”;

Ao pensar em divorcio, um anjo lhe parece e coloca, em sonho, as coisas em seus devidos lugares. Sua postura agora passa a ser obediente conforme as passagens Bíblicas:
·         Mt 1.24“José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher”;
·         Mt. 2.14 “Levantou-se, pois, tomou de noite o menino e sua mãe, e partiu para o Egito”.
·         Mt 2.21 “Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel”.

Obediência. Essa é a atitude de José à luz do texto citado acima. Deus só usa homens que sejam obedientes, mesmo que para isso precisam pagar um preço elevado.

3.    José – Paciente. (Mt 1,25)

·         Mt 1,25 – “e, sem Ter relações com ela, Maria deu a luz um filho. E José deu  a ele o nome de Jesus”.

A paciência é outra marca do caráter de José. Sabendo que a criança estava sendo gerada em Maria  tinha sido concebida pelo Espirito Santo, tomou a decisão de não se relacionar sexualmente durante e depois da gravidez de Maria.

José nos ensina que devemos esperar o tempo certo para cada passo (Ecl 3). Sabia que, se agisse de modo contrário, estaria pecando.

4.    José – cumpridor dos deveres cívicos. (Lc 2.4)

·         Lc 2.4 “Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi”

Pertencente a linhagem de Davi, José procurou, mesmo com a gravidez avançada de Maria cumprir as leis de sua época. Viajou de Nazaré até Belém, cerca de 120 km. Um tremendo esforço para aquele tempo. Mas havia em seu coração um desejo de ser fiel aos deveres como cidadão. Isso é espírito de cidadania. Precisamos de homens assim também em nossos dias. Homens que cumpram com os deveres de cidadão.

5.    José – zela e cuida da esposa (Lc 2.16)

·         Lc 2.16 “Foram, pois, a toda a pressa, e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura”;

José nos ensina também sobre o cuidado que devemos Ter para com a esposa que deus nos deu. Os pastores, ao chegarem ao lugar em que estavam, após o nascimento de Jesus, o encontraram ao lado de Maria. Em nenhum momento vemos José distante de sua esposa. Sempre o vemos ao seu lado, aparando-a e cuidando dela com todo o carinho. Maridos, aprendam com José. Cuidem da esposa que Deus lhes deu, com carinho, ternura e amor (Ef 5.25-33).

6.    José – cumpridor com os deveres religiosos. (Lc 2.21; 41).

·         Lc 2.21; 41 “Quando se completaram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. Ora, seus pais iam todos os anos a Jerusalém, à festa da páscoa”.

Religiosidade é outro traço significativo no caráter de José, nos relatos bíblicos, sempre o vemos ao lado de Maria, cumprindo com os deveres de sua religião. Não delegava à sua mulher, como alguns homens fazem hoje, o cuidado de cumprir os deveres da religião judaica. Ele e Maria eram parceiros na educação da fé de Jesus. Não deixava Maria e José à porta do templo, como alguns fazem, mas participava junto. Eram parceiros. Tinham as mesmas responsabilidades em cumprir com os rituais judaicos.

7.    José – responsável pelo filho. (Lc 2.45)

·         Lc 2.45 “e não o achando, voltaram a Jerusalém em busca dele”.

Ao saber que Jesus não estava com Maria, voltou com a sua esposa a Jerusalém para procurar pelo filho. Isso é atitude de quem tem responsabilidade. Se muitos pais se interessem, como José, em saber com quem os filhos andam, certamente teríamos menos delinqüência juvenil em nossas cidades. José não foi dormir enquanto não o achou (Lc 2.45-49). Só age assim quem é responsável. Você pai, sabe com quem os seus filhos andam? Você tem sido um pai cônscio de suas responsabilidade?

8.    José – pai presente. (Lc 4.22)

·         Lc 4.22“E todos lhe davam testemunho, e se admiravam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Este não é filho de José”?

Cremos que José era um pai presente na vida de Jesus. Posso fazer esta afirmação no Evangelho de Mateus 13.55:

·         Mt 13.55 Não é este o filho do carpinteiro?”.

Jesus foi identificado em Nazaré como o filho do carpinteiro. Você acha que se não vissem Jesus sempre com José, aquelas pessoas o associariam com seu Pai? Eles associaram Jesus a José porque lhes era familiar ver os dois juntos.

9.    José – trabalhador. (Mt 13.55)

·         Mt 13.55 “Não é este o filho do carpinteiro”

José não foi somente um trabalhador, mas um pai que se preocupou em ensinar sua profissão ao seu filho. Jesus foi identificado como sendo um carpinteiro (Mc 6. 3 Não é este o carpinteiro). Isso quer dizer que José dedicou tempo para ensinar sua profissão a Jesus. Imagine o quanto foram importantes, para o relacionamento de José e Jesus, aquelas horas de ensino e aprendizado. Com certeza, a profissão para José era um meio para realizar-se como pessoa. Isso ele ensinou a Jesus.

10.  José – dedica o filho a Deus (Lc 4.22)

·         Lc 4.22 “E todos lhe davam testemunho, e se admiravam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Este não é filho de José”?

A Bíblia não diz em que circunstancia José morreu. Posso, então, deduzir que ainda pôde ver seu filho plenamente envolvido na missão que fora determinado a partir do texto de Lucas:

·         Lc 4.22 “Este não é filho de José”?

11. Extra bíblico.

De acordo com alguns Teólogos e historiadores Jesus no Monte das Oliveiras contou a seguinte historia para seus Apóstolos:

José, seu pai adotivo, é da cidade de Belém, terra do Rei Davi, ele era viúvo quando casou com Maria. Ele tinha no primeiro casamento seis filhos; quatro homens e duas mulheres, cujos nomes eram: Tiago, José, Judas e Simão, Lísia e Lídia (ver  -  Mt 13.55-56; Mc 6,3).


CONCLUINDO:

Em nenhum lugar da Bíblia vemos uma citação de José denotando contrariedade em relação à missão dada por Deus a Jesus. Devemos aprender com José: dediquemos os nossos filhos a Deus.

Se cultivarmos esses traços de caráter em nossa vida, como homens, com certeza teremos um pais melhor, uma igreja melhor, profissionais melhores, mas acima de tudo, casamentos melhores e filhos sendo educados com equilíbrio, firmeza e sabedoria

Marco Antonio Lana (Teólogo)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

PAIS NA BÍBLIA - MARIA – Mãe exemplar



Maria é um nome digno de ser lembrado sempre, com o exemplo de fé, temor e obediência a Deus.

Maria tinha algo especial, “Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus” (Lc 1,30). A qual outra mulher a Bíblia se refere assim? Deus conhecia Maria – “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3,15).

Estando noiva de José, certamente Maria andava às voltas com os preparativos para o casamento. Então recebe uma visita inesperada de um anjo enviado de Deus – “Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai; e reinará eternamente sobre à casa de Jacó, e o seu reino não terá fim (Lc 1.31-33). O diálogo que se segue é bonito e comovente. É apenas compreendendo que Deus precisava dela, submeteu-se à vontade de Deus – “Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38). Desde aquele momento, todas as gerações passaram a conhecê-la como a mãe do filho de Deus, o Salvador do mundo – “Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma [virgem] conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14).

OBEDIÊNCIA E ALEGRIA:

Talvez mais tarde Maria  tinha pensado  no que diria a seu noivo. Como ele reagiria? Será que acreditaria nela?

Analisando friamente a situação, diria que Maria estava entrando numa fria. Mas ela acreditou no anjo. Não questionou sobre o transtorno que esta gravides traria para ela. Apenas questionou como isto aconteceria – “Então Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, uma vez que não conheço varão? Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus”. (Lc 1.34-35). O que ela fez? Cantou um Cântico – se eu posso dizer assim – de Louvor a Deus! “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador”; (Lc 1.46-47).

Maria obedeceu a Deus com o coração cheio de alegria, mesmo diante de uma gravidez tão inesperada.

Uma das virtudes mais impressionante de Maria é sua obediência a Deus. E não era uma obediência pesarosa, obrigatória, mas genuína e feliz.


Deus dotou a mulher com a graça de ser mãe. Acontece que muitas vezes esse privilégio se torna um enfado, e muitas mães reclamam da gravidez e dos filhos. Talvez porque tenha ficado grávida sem planejar ou porque as circunstancias não estivessem favoráveis à chegada de um bebê. No entanto, é preciso entender que a concepção de uma criança é um milagre de Deus, e seu nascimento um presente divino. E, sendo assim, a criança deve ser gerada com amor e, ao nascer, recebida com alegria.

Deus providenciou tudo para Maria. Um anjo foi enviado ao seu noivo, José, que acreditou em tudo, se casou com ela e recebeu o pequenino menino que nasceu como seu filho – “E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo; ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher”; (Mt 1.19-24).

MÃE CUIDADOSA

Vejo o cuidado que Maria teve para com seu filho Jesus desde o início, no estábulo onde nasceu – “Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz, e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2.6-7); ao ser levado aos 40 dias  de vida, para ser consagrado ao Deus no  templo – “Terminados os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor” (Lc 2.22); quando o procuraram por ocasião da festa da Páscoa – “Quando Jesus completou doze anos, subiram eles segundo o costume da festa ....... Quando o viram, ficaram maravilhados, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que procedeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos (Lc 2. 39-48); ao ensiná-lo a ser um filho submisso – “Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração” (Lc 2.51); quando, já no início da sua vida pública, ela esteve ao lado do filho – “Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus ......... Depois disso desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias” (Jo 2.1-12); e também na cruz – “Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena” ( Jo 19.25). Desde o nascimento até a morte de seu filho. Maria esteve preocupada com ele.

Quando uma mãe ama seu filho, não importa o lugar ou condições em que ele nasça, não importa as dificuldades em educá-lo de acordo com a Palavra de Deus, não importa as dificuldades das fases de idade que ele passe, não importa as escolhas e decisões que esse filho faça, ela sempre irá cuidar dele o melhor que ela puder, sempre vai estar a seu lado para ser amiga, conversar, aconselhar e orar.

MATERNIDADE E HUMILDADE

Até onde vai a influencia e interferência de uma mãe na vida de seu filho? Há limites?

Por ocasião da festa de casamento em Caná da Galiléia reconheceu à condição de mãe, quando ele deixou bem claro que só agiria na hora em que ele achasse melhor – “Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada há minha hora” (Jo 2.4). Mas ela intercedeu em nosso nome – “Fazei tudo quanto ele vos disser” (Jo 2.5).

Deus conhecia o coração submisso de Maria e Ele conhece nosso coração também. Será que ele escolheria uma mulher hoje para uma missão tão sublime quanto à de Maria? Penso que Deus não escolheria mulheres que não sabem dar independência aos filhos, que tem dificuldades de “cortar o cordão umbilical”, que mantém um vínculo tão forte com os filhos que eles tem dificuldades em dar continuidade à própria vida, mesmo quando adultos.

Deus tinha planos perfeitos para Maria e para Jesus. Deus tem planos perfeitos para nós e nossos filhos. As mães devem saber criar seus filhos de maneiras que eles possam ser responsáveis e levar adiante o plano de deus para suas vidas.
VOCÊ CONHECE SEU FILHO?

“Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as em seu coração. Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração” (Lc 2.19 e 51).

Maria observava seu filho crescer e ia conhecendo-o.

Com esta mãe também aprendemos que devemos conhecer nossos filhos, conhecer sua personalidade, seu jeito de ser. Certamente Maria via em seu filho uma pessoa muito especial. Nossos filhos também são especiais – pois são criaturas de Deus. Eles nascem e crescem pela vontade de Deus. Conhecer nossos filhos é importante para sabermos como nos relacionar com eles.

UM OLHAR ESPECIAL

Maria foi uma boa mãe, e por conseqüência, foi recompensada. Pouco antes de morrer, na cruz, do Calvário, Jesus olhou de uma maneira especial para ela, viu seu sofrimento, desamparo e providenciou o que ele precisava – um filho que a amparasse e assistisse. Jesus entregou aos cuidados de seu amoroso discípulo, João – “Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde àquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19. 26-27).

Duas preciosas lições tiramos daqui. Primeiro Jesus olha a mãe de maneira especial e providencia aquilo que ela necessita: paciência, amor, sabedoria, ensinamentos, consolo, abrigo, etc. Segundo, o filho que ama e valoriza a sua mãe procura cuidar dela e honrá-la, e isto tem muito haver com a maneira como uma mãe cria seu filho, pois a Palavra de Deus adverte: “pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6.7b)”.

Que Maria seja exemplo a ser seguido, bem de perto, por todas as mães!