sexta-feira, 19 de abril de 2019

A CRUZ DE CRISTO


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1 - Por que Jesus morreu na cruz do Calvário?

Jesus morreu na cruz do Calvário para pagar o castigo por nossos pecados. Na cruz, ele levou o castigo em nosso lugar, para que quem crê nele receba o perdão de Deus e tenha a vida eterna. A morte de Jesus na cruz foi o sacrifício perfeito por nossos pecados.

Jesus veio com um propósito: nos salvar de nossos pecados. Todos pecamos e merecemos castigo, mas Deus nos ama! Ele não fica feliz em nos castigar (Ezequiel 18:32). Por isso, Ele enviou Jesus para pagar o preço em nosso lugar. Assim, qualquer pessoa que se arrepende e crê em Jesus fica perdoado!

1.1 - O significado da cruz

A cruz representa a maldição do pecado. Deuteronômio 21,22-23 diz que quem fosse pendurado em um madeiro estava debaixo de maldição. Somente os piores criminosos eram pendurados em uma cruz, ou um madeiro.

Jesus foi crucificado em um lugar chamado Calvário, ou Gólgota, que significa lugar da caveira. Esse era um lugar de morte, de destruição. A morte é o destino que todos nós merecemos, por causa do pecado (Romanos 3,23; Romanos 6,23). A cruz representa o castigo que aguarda nossos pecados.

Jesus morreu na cruz para levar a maldição do pecado. Ele levou o castigo que nós merecemos, para nós podermos ter uma segunda chance. Jesus tomou nosso lugar na cruz.

1.2 - A cruz – maldição tornada em bênção

Mas a história não acabou com Jesus morrendo na cruz... No terceiro dia, ele ressuscitou! A morte foi derrotada!

A ressurreição de Jesus mostrou que seu sacrifício na cruz foi mais que suficiente para pagar por nossos pecados. Ao pagar tudo, Jesus anulou o poder da morte (1 Coríntios 15:55-57). Agora, se você crê nele, você também pode ressuscitar para a vida eterna!

Antes de Jesus, a cruz era símbolo de maldição, de tortura, de destruição. Mas Jesus transformou a maldição em bênção (1 Pedro 2:24). Em vez de ser símbolo de nosso castigo iminente, a cruz se tornou símbolo do perdão de Deus, nossa esperança para a vida eterna.

2 - Como foi a morte de Jesus na cruz?

A morte de Jesus na cruz foi cruel e dolorosa. A crucificação era a pior forma de morrer que existia no tempo de Jesus, por ser lenta, dolorosa e humilhante. Mas mesmo sofrendo de forma terrível, Jesus se manteve fiel até ao fim e não pecou.

2.1 - A morte de Jesus a cruz

Antes da crucificação, Jesus foi espancado várias vezes e açoitado brutalmente. Uma coroa de espinhos foi enfiada em sua cabeça e ele foi obrigado a carregar sua cruz pela cidade. Jesus já estava muito fraco quando foi crucificado.

Os soldados pregaram possivelmente os pulsos e os pés de Jesus à cruz, deixando-o pendurado em uma posição muito desconfortável que causa muita dor. Jesus ficou cerca de seis horas na cruz, das nove da manhã até às três da tarde. Várias pessoas ficaram para ver o espetáculo, alguns porque o amavam e queriam estar com ele até o fim, outros para zombar dele.

Para confirmar se Jesus estava morto, um soldado espetou uma lança no seu lado e saiu sangue e água. Depois, o corpo de Jesus foi retirado da cruz e sepultado no túmulo de José de Arimatéia. O túmulo foi selado com um selo oficial e um destacamento de soldados ficou de guarda.

2.2 - As últimas palavras de Jesus

Os evangelhos relatam algumas coisas que Jesus disse enquanto morria na cruz:

1º. – Jesus falou com o Pai

Jesus pediu a Deus para perdoar as pessoas que o tinham crucificado – Lucas 23,34

2º. – Jesus conversou com o ladrão.

Jesus prometeu a um dos ladrões crucificados que ele iria estar com ele no paraíso – Lucas 23,42-43

3º. – Jesus falou com sua mãe e João.

Jesus encarregou João (o “discípulo a quem amava”) de tomar conta de Maria, sua mãe – João 19:26-27

4º. Jesus clamou ao Pai

Logo antes de morrer, Jesus gritou “Meu Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?”, que é o início do Salmo 22 – Marcos 15,34

5º. – Jesus pediu algo para beber

Jesus disse que tinha sede, depois disse “está consumado” – João 19,28-30

6º. – Jesus entregou o espírito.

Quando morreu, Jesus deu um brado e disse “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” - Lucas 23,46

Na sua morte, Jesus mostrou seu caráter exemplar. Ele não amaldiçoou as pessoas que o tinham traído e torturado, mas perdoou. Mesmo sofrendo uma agonia terrível na cruz, Jesus não ficou pensando só em si; ele tomou conta de sua mãe e do ladrão ao lado dele. Até quando gritou para Deus, ele estava citando um salmo de esperança. Jesus confiou em Deus até o fim.

3 - Qual é a importância da cruz de Cristo?

A cruz de Cristo faz parte da mensagem central da Bíblia: a salvação pela fé em Jesus. Sem a morte de Jesus na cruz não haveria perdão dos pecados nem salvação para ninguém. A cruz representa o preço que foi pago para nos salvar.

A cruz onde Jesus morreu não tinha nenhum poder em si mesmo. Quando falamos sobre a importância da cruz, falamos sobre o que aconteceu lá, não sobre o objeto em si. Assim, a cruz nos lembra do que Jesus fez por nós, mas não deve ser adorada.

No tempo de Jesus, a cruz era um instrumento de tortura, que representava maldição e sofrimento. Ser condenado à cruz era o pior tipo de morte possível, reservado apenas para pessoas que tinham feito coisas terríveis. Além disso, entre os judeus, ser pendurado de uma árvore era sinal de maldição (Deuteronômio 21,22-23). Para receber esse castigo, a pessoa devia ter feito algo muito ruim.

3.1 - Na cruz Jesus levou a maldição do pecado

Jesus é o Filho de Deus, perfeito e sem pecado. Ele não merecia castigo nenhum, muito menos uma morte na cruz! Sua morte também não foi apenas uma triste injustiça. Seus inimigos conspiraram para matá-lo, mas, se ele quisesse, Jesus poderia ter acabado com eles com apenas uma palavra, porque ele tinha todo o poder de Deus. Jesus foi voluntariamente para a cruz (João 10,17-18).

3.2 - Toda a missão de Jesus culminou na cruz. Ele veio para nos salvar do castigo e da maldição do pecado, trazendo a oportunidade de receber o perdão de Deus. Mas, para haver justiça, o pecado ainda tinha de ser castigado. Foi por isso que Jesus se ofereceu para levar o castigo em nosso lugar.

Na cruz, a maldição do nosso pecado foi colocado sobre Jesus (Gálatas 3,13). Assim, toda a ira de Deus contra o pecado foi derramada sobre ele. O castigo foi totalmente pago. Agora, todos que se arrependem de seus pecados e crêem em Jesus como seu salvador têm seus pecados perdoados. A maldição é removida.

3.3 - A morte de Jesus na cruz nos dá vida

Sem a cruz, não teríamos a esperança da vida eterna. Jesus provou que seu sacrifício na cruz foi completo para pagar por todos os nossos pecados quando ressuscitou, três dias depois. A morte é consequência do pecado (Romanos 6,23). Mas, como estava tudo perdoado, Jesus não podia continuar morto! Ele ressuscitou, ganhando vitória total sobre o pecado e a morte.

Graças à vitória de Jesus na cruz, cada pessoa que crê nele recebe uma vida nova, livre da escravidão e da maldição do pecado. Quando cremos em Jesus, nossa velha vida morre lá na cruz e nós ressuscitamos espiritualmente (1 Pedro 2,24).

A cruz também nos mostra que a morte não é o fim. Por piores que as coisas podem ficar, se cremos em Jesus, um dia vamos ressuscitar, tal como ele fez. Quando isso acontecer, iremos morar com ele na glória, para sempre!

4 - Por que Deus abandonou Jesus na cruz?

Deus abandonou Jesus na cruz porque nesse momento Jesus tomou sobre si todos os pecados do mundo (1 Pedro 2,24). O pecado separa de Deus. Jesus estava se identificando com cada pecador quando disse que Deus o tinha abandonado.

Quando Jesus disse “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”, ele tomou o lugar de cada um de nós. Por causa do pecado, todos nós ficamos separados de Deus. Mas agora, por causa do sacrifício de Jesus na cruz, podemos voltar a estar unidos com Deus!

4.1 - Jesus duvidou de Deus na cruz?

Não, Jesus não duvidou de Deus na cruz. Ele estava expressando a dor da separação que o pecado causa. Muita gente pergunta porquê quando está sofrendo. Jesus sabia que iria ressuscitar mas naquele momento a dor era terrível (Marcos 15:33-34). Na cruz Jesus mostrou que ele entendia toda nossa dor. O grito de Jesus era um grito de socorro.

4.2 - Salmo 22

O grito de Jesus - “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” - é como começa Salmos 22. Além de expressar sua dor, Jesus estava citando esse salmo.

O Salmo 22 é um salmo profético, escrito pelo rei Davi centenas de anos antes, sobre o sofrimento e a vitória de Jesus. Quando Jesus citou esse salmo, ele estava dizendo que a profecia estava se cumprindo. O Salmo 22 profetizou que:

Jesus iria ser zombado – Salmos 22,7-8; Mateus 27,41-43

As mãos e os pés de Jesus iriam ser furados – Salmos 22,16; João 20,25-27
Pessoas iriam lançar sortes para ficar com sua roupa – Salmos 22,18; João 19,23-24

No fim muitas pessoas iriam louvar a Deus – Salmos 22,26-28; Filipenses 2:9-11

5 - O que Jesus conquistou na cruz?

Na cruz, Jesus conquistou a salvação para todos que crêem nele. A conquista não foi fácil e Jesus sofreu muito mas, no fim, ele venceu! Por causa da vitória de Jesus, podemos nos aproximar de Deus e encontrar verdadeiro sentido para a vida.

5.1 - Por seu sacrifício na cruz, Jesus conquistou:

1º. - Vitória sobre o pecado

Jesus na cruz conquistou o pecado! Durante sua vida, Jesus enfrentou muitas tentações mas nunca pecou, nem mesmo na hora da morte. Ele foi o homem perfeito, que venceu toda tentação.

Mas Jesus não era apenas homem. Ele também é Deus e veio para pagar por nossos pecados. Todos pecamos e o preço do pecado é a morte e a separação de Deus. Somente Jesus poderia pagar esse preço em nosso lugar porque ele não tinha de pagar pelo seu próprio pecado. Jesus, sendo inocente, morreu para pagar por nossos pecados!

Agora, todo o que crê em Jesus e o aceita como salvador fica salvo da condenação do pecado (Romanos 6,5-7). Já não precisamos viver mais como escravos do pecado, sem conseguir vencer a tentação. Jesus ajuda quem o segue a vencer o pecado, um passo de cada vez. E, um dia no Céu, seremos completamente livres do pecado.

2º. - Vitória sobre a inimizade

Na cruz, Jesus destruiu a barreira entre nós e Deus (Efésios 2,12-13). Agora todos podem ter acesso a Deus! Basta crer em Jesus.

O sacrifício de Jesus na cruz nos torna filhos de Deus, não do diabo. Quando cremos em Jesus e decidimos mudar de vida, deixamos de ser inimigos de Deus. Mesmo quem não consegue cumprir todas as regras de Deus pode encontrar perdão por causa de Jesus.

A amizade com Deus muda nossas vidas. Ele nos dá esperança e força para enfrentar as dificuldades e fugir das tentações. Tudo isso foi conquistado por Jesus na cruz.

3º. - Vitória sobre a morte

A grande conquista de Jesus na cruz foi sobre a morte (1 Coríntios 15,55-57). A Bíblia diz que a morte é o último inimigo a ser derrotado. E Jesus já venceu! Jesus morreu na cruz, mas não permaneceu morto. Ele ressuscitou. E ele não vai morrer outra vez.

Por causa da morte de Jesus na cruz, quem o segue um dia também ressuscitará como Jesus ressuscitou. E, quando ressuscitarmos, será para a vida eterna, junto de Deus. A morte perdeu seu poder!

4º. - A vitória mais importante

Jesus conquistou todas essas coisas por sua morte na cruz por um único motivo: para conquistar vidas. Ele lhe ama e quer fazer parte de sua vida. Jesus quer lhe transformar e dar vitória sobre tudo que ele conquistou por você. Mas, para isso, você precisa reconhecer que não pode conquistar o pecado, a separação de Deus e a morte sozinho. Você precisa que Jesus lhe salve.

Você já deixou Jesus conquistar seu coração?

Por - Marco Antônio Lana de Miranda (Teólogo biblista) 

SEMANA SANTA E SEUS ACONTECIMENTOS


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O que aconteceu em cada dia da Semana Santa?

Na semana conhecida como a Semana Santa, Jesus entrou em Jerusalém para celebrar a Páscoa, passou seus últimos momentos com os discípulos, instituiu a Santa Ceia, foi crucificado e ressuscitou. Essa semana foi muito importante, porque foi aí que Jesus cumpriu sua missão de salvar o mundo.

Domingo de Ramos: a entrada triunfal

Nesse dia, Jesus entrou em Jerusalém, montado em um jumento. O povo se juntou para lhe dar as boas-vindas e muitas pessoas colocaram ramos e mantos no chão diante de Jesus (Mateus 21,8-9). A multidão aclamou Jesus como o Messias, o salvador prometido por Deus.

Ao fim do dia, Jesus saiu de Jerusalém e foi dormir na cidade vizinha, Betânia.

Segunda, terça e quarta-feira: Jesus ensina em Jerusalém

Nos próximos dias depois da entrada triunfal, Jesus entrava em Jerusalém de manhã, depois saía ao fim da tarde para Betânia. Durante o dia, ele ensinava o povo no templo sobre o reino de Deus.

Na segunda-feira, no caminho para Jerusalém, Jesus amaldiçoou uma figueira, porque não tinha fruto (Marcos 11,12-14). Depois, Jesus entrou no templo e expulsou os mercadores, acusando-os de tornar a casa de Deus em um mercado e um lugar de ladrões (Marcos 11,15-17). Quando voltou para Betânia, a figueira amaldiçoada tinha secado!

Durante esses três dias, Jesus debateu com os líderes religiosos e ensinou várias coisas importantes:

  • Explicou sobre a ressurreição e sobre qual era o maior mandamento
  • Contou parábolas sobre a salvação e o fim dos tempos
  • Explicou sobre o pagamento de impostos
  • Disse quais seriam os sinais do fim dos tempos
  • Profetizou sobre sua morte e ressurreição


Os líderes religiosos se sentiram ameaçados com os ensinamentos e a popularidade de Jesus. Por isso, durante esses dias, procuraram uma forma de matar Jesus. Foi nesse tempo que Judas se ofereceu para trair Jesus em troca de dinheiro (Lucas 22:3-5).

Quinta-feira: a última ceia

Essa quinta-feira era o dia de celebrar a Páscoa judaica. Seguindo as instruções de Jesus, os discípulos prepararam uma sala e se reuniram com ele para o jantar da Páscoa. Antes do jantar, Jesus lavou os pés dos discípulos, ensinando-os a ser humildes e a servirem uns aos outros (João 13,12-14).

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças e repartiu-o com os discípulos. Ele fez o mesmo com o vinho. Jesus explicou que o pão simbolizava seu corpo e o vinho seu sangue, que em breve iriam ser dados pelos discípulos (Lucas 22:19-20). Ele ordenou que tomassem esses símbolos para lembrar de sua morte, até sua vinda. Foi assim que surgiu a Santa Ceia.

Jesus também avisou que um dos doze apóstolos o iria trair. Então, Judas saiu para entregar Jesus às autoridades. Jesus ainda previu que os outros discípulos o iriam abandonar e que Pedro o iria negar.

No fim do jantar, eles cantaram um hino e foram para o jardim do Getsêmani para orar. Jesus passou algum tempo em oração, se preparando para o que vinha a seguir. Então Judas veio com guardas para prender Jesus (Lucas 22:47-48). De início, os discípulos tentaram lutar mas depois fugiram, deixando Jesus sozinho. Jesus foi levado para a casa do sumo-sacerdote para ser julgado.

Sexta-feira Santa: a crucificação

Durante a noite e a manhã de sexta-feira, Jesus foi interrogado pelo sumo-sacerdote, o governador Pilatos e o rei Herodes. Ele foi gozado, espancado e chicoteado. Os guardas romanos colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça, ridicularizando-o por ser chamado de rei.

Quando viu o que tinha feito, Judas cometeu suicídio. Pedro seguiu Jesus de longe mas, quando foi confrontado por ser um de seus discípulos, ele negou conhecer Jesus três vezes.

Pilatos viu que Jesus era inocente e tentou livrá-lo, mas viu que a multidão estava se revoltando. Para evitar mais violência, Pilatos decidiu condenar Jesus à crucificação, apesar de ser inocente (Marcos 15,13-15).

Jesus foi crucificado por volta do meio-dia, junto com dois ladrões. O céu ficou escuro até cerca das três da tarde, quando Jesus morreu. Naquele momento, houve um grande terremoto e o véu do templo foi rasgado de cima a baixo (Mateus 27,50-52).

Quando ficou confirmado que Jesus estava morto, ele foi sepultado em um lugar próximo. Uma grande pedra foi colocada na entrada e todos foram embora para cumprir o sábado.

Sábado: o túmulo é guardado

O sábado era um dia obrigatório de descanso para os judeus, então os discípulos ficaram em casa. Os sacerdotes falaram com Pilatos e ganharam permissão para colocar um destacamento de soldados a guardar o túmulo de Jesus. Para ainda maior segurança, a pedra foi lacrada (Mateus 27,65-66). Os discípulos não teriam forma de roubar o corpo.


Domingo de Páscoa: a ressurreição

Logo de manhã cedo, houve mais um terremoto, a pedra foi removida do túmulo e um anjo apareceu. Os guardas ficaram cheios de medo e fugiram para contar tudo aos sacerdotes (Mateus 28:2-4).

Algumas mulheres, que tinham vindo completar as tradições de sepultamento do corpo, viram o anjo e o túmulo vazio e foram contar aos apóstolos. No caminho, encontraram Jesus, que falou com elas!

Quando ouviram tudo, Pedro e João foram ao sepulcro e viram que estava vazio. Jesus também apareceu a dois discípulos que estavam caminhando para Emaús. Depois, ao fim do dia, ele apareceu a todos os discípulos, que se tinham reunido e estavam trocando histórias sobre o que tinha acontecido nesse dia (João 20,19-20).

Depois de uma semana de grandes eventos e uma terrível desilusão, Jesus estava vivo novamente! Ele tinha cumprido sua missão. Ele pagou pelos pecados do mundo na cruz e venceu a morte. Por causa do que aconteceu na Semana Santa, todos podemos ser salvos e ter a vida eterna.

Por Marco Antônio Lana (Teólogo Biblista)


quinta-feira, 18 de abril de 2019

HEMATIDROSE - JESUS SUOU SANGUE!



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Jesus Suou Sangue?

Cheio de uma grande aflição, Jesus orava com mais força ainda. O seu suor era como gotas de sangue caindo no chão”. – Lc 22,44)

A Bíblia diz que Jesus suou sangue quando estava orando no Getsêmani na noite em que foi traído. Depois de celebrar a última Páscoa com seus discípulos e instituir a Ceia, Ele partiu para o Monte das Oliveiras com o objetivo de orar (Lucas 22,39).

Quando chegaram ao lugar escolhido do monte, Jesus deu instruções para que seus discípulos permanecessem em oração, algo que eles não conseguiram atender. Então Jesus se afastou um pouco, e, de joelhos, orava ao Pai (Lucas 22,41).

É interessante saber que naquela época era costume das pessoas orarem em pé. Mas naquele momento Jesus ajoelhou-se. Mateus escreve que Ele “caiu com o rosto em terra” (Mateus 26,39). O peso da angustia o estava esmagando. Por isto ele suplicava ao Pai que, se fosse possível, fizesse passar aquele cálice, isto é, aquela terrível experiência iminente.

Enquanto orava intensamente no Getsêmani, o texto bíblico revela que o suor de Jesus se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra. O evangelista Lucas foi o único que registrou o detalhe de Jesus ter suado gotas de sangue (Lucas 22:44). Os outros Evangelhos Sinóticos não revelam este detalhe. Aqui vale lembrar que Lucas era um médico. Talvez isto possa explicar por que suas obras costumam fornecer maiores detalhes nesse sentido.

É possível suar sangue?

Sim, é possível suar sangue, apesar de ser algo extremamente raro. A literatura médica chama essa condição de hematidrose. Apesar de ainda haver alguns mistérios envolvendo episódios de hematidrose, normalmente sua ocorrência está relacionada a uma condição de extremo estresse físico e psicológico.

Então em alguns casos a tensão é tão violenta, que pode provocar a dilatação dos vasos subcutâneos, especialmente daqueles próximos das mucosas e glândulas sudoríparas. Esses vasos acabam se rompendo, e sangue e suor se misturam na transpiração. Neste caso, os pequenos coágulos de sangue tingem de vermelho as gotas de suor.

Por que Jesus suou gotas de sangue?

Conforme o contexto indica, no momento em que o suor de Jesus se tornou como sangue, Ele estava experimentando um estado de angústia devastador. Seu estado psicológico estava dilacerado, combinando profunda angústia, sensibilidade aguda e suplica intensa (Lucas 22,44). Lucas também informa que até mesmo um anjo do céu apareceu para confortá-lo.

Hematidrose o que é?

É uma doença tão rara quanto estranha

A hematidrose é uma condição rara, mas real, em que a transpiração de suor é também acompanhada de sangue.

A hematidrose já tem sido referida ao longo da história. A Bíblia menciona Jesus a transpirar sangue enquanto reza antes da crucificação. Leonardo Da Vinci escreveu sobre os soldados que transpiravam sangue antes da batalha.

Embora não se saiba com certeza se estes relatos são ou não representações reais, a hematidrose é uma condição real. O suor acompanhado de sangue pode ocorrer em qualquer superfície do corpo. O rosto e a testa são locais comuns.

De acordo com o historiador e hematologista canadiano Jacalyn Duffin, se separados os casos encontrados na literatura médica antiga daqueles descobertos entre 1880 e 2017, já que estes últimos estão muito menos associados à mística e à religião do que os anteriores. Apenas 42 pacientes foram diagnosticados neste intervalo temporal, numa média de um caso a cada três anos, ainda que a grande maioria se concentre nos últimos cinco anos.

QUAIS AS POSSÍVEIS CAUSAS DA HEMATIDROSE?

Não há muita informação disponível acerca da hematidrose. É uma condição bastante rara, pelo que não existem muitos estudos publicados acerca desta doença.

No entanto, a hematidrose geralmente ocorre quando uma pessoa sente medo ou stress de forma intensa. Quando estamos perante uma situação de ameaça de morte, por exemplo, ocorre uma reação natural do organismo como defesa para nos ajudar a sobreviver a esta situação naturalmente perigosa.

Neste sentido, o nosso organismo liberta substâncias químicas, como a adrenalina e o cortisol que nos preparam para lutar e fugir do perigo. Este mecanismo faz com que a nossa energia aumente e fiquemos mais alerta, sendo uma reação temporária e que não causa danos na saúde a longo prazo.

Mas, em casos raros, a resposta a uma situação de stress físico ou emocional extremo é a ruptura dos capilares sanguíneos em torno das glândulas sudoríparas, o que faz com que o sangue saia pelos poros do corpo juntamente com o suor.

Outros fatores causadores têm sido também sugeridos, tais como:

  • Menstruação vicária – desvio do fluxo menstrual por outro órgão;
  • Púrpura psicogénica – trata-se de uma doença auto-imune em que o sistema imunitário não reconhece as plaquetas como parte integrante do organismo, produzindo anticorpos para as destruir. As plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue quando sofremos algum tipo de ferimento, o que faz com que ocorram sangramentos e hematomas espontâneos sem uma lesão ou causa conhecida.

COMO SE DIAGNOSTICA A HEMATIDROSE?

A hematidrose não surge documentada como sendo fatal, no entanto a perda excessiva de sangue pode ter como consequência outras patologias, como a anemia, potencialmente perigosas.

Porque é tão pouco conhecido sobre a hematidrose, não há diretrizes claras sobre como abordar a doença. No entanto, o tratamento tem que passar por perceber o que desencadeia esta desordem, ou seja, identificar a causa de stress físico ou emocional extremo a que o paciente possa estar sujeito.

Assim, deverão ser realizados testes de diagnóstico de forma a descartar qualquer desordem hematológica:

  • Verificar a contagem diferencial de células sanguíneas;
  •  Verificar a contagem de plaquetas;
  • Excluir possíveis distúrbios hemorrágicos 
  • Alguns médicos poderão também solicitar outros testes laboratoriais para verificar a função renal e hepática. Além disso, é importante verificar se não existem outras anomalias através da análise de uma amostra de urina e fezes.

Existe ainda uma grande quantidade de exames, como endoscopia do trato gastrointestinal, ecografia abdominal, entre outros, que poderão ser realizados de forma a descartar outras possíveis patologias.

COMO SE TRATA A HEMATIDROSE?

Se todos estes exames não revelarem alterações que podem ser causadoras desta doença, o tratamento passará por ajudar a lidar com as situações de medo, stress ou outras emoções extremas a que o paciente poderá estar sujeito.

Este tratamento pode incluir medicação oral, que pode envolver antidepressivos ou ansiolíticos (que ajudam a controlar a ansiedade) e ainda, poderá ser também recomendada psicoterapia.

O escritor de Hebreus diz algo que lança luz sobre o sofrimento de Jesus Cristo em sua intercessão. Ele escreve que Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas (Hebreus 5,7). Algumas pessoas pensam que foi um milagre Jesus ter suado sangue, quando na verdade é exatamente o contrário disto. O fato de Jesus suar sangue é um claro indicativo bíblico acerca de sua plena humanidade. Saiba mais sobre a humanidade de Jesus. 

Contudo, nós fomos a causa principal de Jesus ter suado sangue. Nosso pecado foi a causa de seu castigo. Por causa da nossa rebelião Ele estava prestes a experimentar o abandono do Pai e sofrer todo peso da justiça de Deus.

O ápice de sua angústia pode ser percebido quando na cruz ele exclamou: “Eloí, Elói, lamá sabactâni“ (Mateus 27,46). O fato de Jesus ter derramado gotas de sangue misturado ao seu suor, sem dúvida também revela seu profundo amor pelos perdidos que resgatou.

Por: Marco Antônio Lana (Teólogo Bíblico)