domingo, 13 de dezembro de 2020

Quem escreveu o livro de Provérbios?

Livro dos Provérbios – Wikipédia, a enciclopédia livre
 

 

Sabia que não foi somente Salomão?“


O  leitor  mais desatento  acaba  achando  que  Provérbios  foi  todo  escrito  por Salomão, principalmente  por  causa  da  frase  inicial “provérbios  de  Salomão” (Provérbios  1:1),  porém,  um  exame  detalhado  nos  mostrará  que  isso não  é  verdade.  Vamos  juntos  aprender  mais  detalhes  sobre  a  autoria desse incrível livro da Bíblia Sagrada.


(1) Sabemos  que  o  livro  de  Provérbios  é  uma  coletânea  organizada  de diversos provérbios: “São também estes provérbios de Salomão, os quais  transcreveram  os  homens  de  Ezequias,  rei  de  Judá” (Provérbios  25:1).  A  maioria  deles  é  de  autoria  de  Salomão,  porém, como  veremos  a  seguir,  temos  outros  autores  que  também  tem  seus provérbios  aqui  nesta  coletânea.  A  Bíblia  cita  Salomão  como  um  grande escritor,  veja: “Compôs  três  mil  provérbios,  e  foram  os  seus cânticos mil e cinco” (1 Reis 4:32).Em provérbios  não temos todos os  escritos  por  Salomão,  o  que  temos  é  uma  parte  escolhida,  uma seleção  (talvez  daqueles  considerados  os  melhores  pelos  organizadores da coletânea).

(2) É preciso considerar que quando a Bíblia diz “provérbios de Salomão” não está dizendo que todo o livro é de Salomão, mas, talvez, indique uma parte  que  será  citada  na  sequência  ou,  a  melhor  hipótese,  que  é  a  de Salomão  sendo  o  principal  autor.  Isso  dá,  claro,  maior  destaque  à coletânea  devido  a  fama  de  Salomão.  Por  exemplo,  veja: “Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel” (Provérbios 1:1).  É uma  boa  forma  de  começar  uma  coletânea,  com  destaque  para  o  autor mais  conhecido  e  admirado  e  ainda  uma citação  do  Rei  Davi,  o  mais admirado dos reis de Israel.


(3) Além  de  Salomão  temos  ainda  mais  dois  autores  citados  por  nome em  Provérbios,  que  são  Agur  e  Lemuel.  Vejamos  a  citação  sobre  Agur: “Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massá. Disse o homem: Fatiguei-me,  ó  Deus;  fatiguei-me,  ó  Deus,  e  estou  exausto” (Provérbios 30:1).Não se sabe nada desse personagem a não ser essa citação  feita  nesse  trecho.  Em  outra  citação  temos  o  autor  chamado  de rei  Lemuel,  vejamos: “Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe  ensinou  sua  mãe”  (Provérbios  31:1). Da  mesma  forma,  não temos  detalhamentos  a  respeito  desse  rei,  o  que  já  levou  muitos estudiosos a pensarem que fosse um rei estrangeiro ou mesmo que fosse um pseudônimo (quando um autor não usa seu nome verdadeiro).


(4) Por  fim,  temos  ainda  uma  parte  de  provérbios  que  não  tem designado  o  nome  de  nenhum  autor  especifico.  Essa  parte  designa provérbios de autores que são denominados sábios, veja: “São também estes provérbios dos sábios. Parcialidade no julgar não é bom” (Provérbios 24:23). Talvez   tenhamos   aqui   alguns   provérbios   de sabedoria popular que não se sabia a autoria de forma exata (como nos famosos  ditados  populares  que  conhecemos  hoje).  Além  desses  trechos dos “sábios” temos ainda a parte final do livro (Provérbios 31:10-31) que está “solta”, ou seja, não parece estar ligada ao rei Lemuel (citado como autor  do  trecho  anterior),  o  que  leva  a  crer  que  essa  última  parte  de provérbios é anônima. Porém, podemos notar que é uma parte composta com muita maestria, pois usa no início de cada verso, na inicial do texto, uma  letra  do  alfabeto  hebraico  (um  acróstico),  falando  sobre  a  mulher virtuosa  e  sobre  família,  fechando  o  livro  de  Provérbios  com  um  lindo poema sobre a mulher sábia que abençoa seu lar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

O que significa horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo?

 

O que significa horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo? 

 
Em uma parte da carta  aos  hebreus  temos  uma  frase  que  me  chamou muito a atenção: 


"horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo". Hb 10,31


Essa  frase  bastante  forte  do  autor  de  Hebreus  nos  mostra algo bastante real que temos descrito na Bíblia e que muitos ignoram em suas  vidas.  Vamos  aprender  juntos  agora  o  que  é  analisando  todo  o contexto da passagem.


(1) O autor de Hebreus mostra inicialmente que os que creem no Senhor Jesus devem ter um coração corajoso para entrar na presença Dele, pois, através  de  Cristo,  o  caminho  para  o  Pai  está  aberto  a  todos  os  que creem. Essa aproximação deve ser acompanhada de coração sincero, de fé  e  de  um  coração  puro,  desejoso  de  fazer  a  vontade  do  Senhor (Hebreus 10:19-25). Dito isso, o autor de Hebreus passa agora a analisar o aspecto contrário a isso, ou seja, aqueles que mesmo tendo conhecido o  caminho  de  Deus,  rejeitam  essa  aproximação  de  Deus  e  preferem aproximar-se cada vez mais do pecado. 


(2) Ele explica: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não   resta   sacrifício   pelos   pecados”  (Hebreus  10:26). Viver deliberadamente no pecado é ter uma vida de pecado “de propósito”, “pensada”, “voluntária”. Ou seja, essa pessoa não luta contra o pecado, antes, ela o ama e o permite de boa vontade em sua vida. Esse tipo de pessoa,  ensina  o  autor,  conhece  a  verdade,  sabe  o  que  é  pecado,  mas rejeita  a  ideia  de  se  arrepender,  logo,  a  conclusão  é  que  seus  pecados não  são  perdoados,  pois  o  sacrifício  de  Cristo  está  sendo  rejeitado  por ela. 


(3) Sendo  assim,  o  autor  de  Hebreus  mostra  o  resultado,  aquiloque colherá  alguém  que  age  de  tal  forma,  que  é  o  juízo  severo  de  Deus: “pelo  contrário,  certa  expectação  horrível  de  juízo  e  fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hebreus 10:27). Esse tipo de pessoa se torna adversária, ela se alegra em ofender a Deus com seus pecados! O autor lembra que na lei de Moisés tal pessoa (que rejeita  a  lei  de  Deus)  receberia  uma  dura  punição  pelo  depoimento  de duas  ou  três  testemunhas  (Hebreus  10:28)  e  questiona: “De quanto mais  severo  castigo  julgais  vós  será  considerado  digno  aquele que  calcou  aos  pés  o  Filho  de  Deus,  e  profanou  o  sangue  da aliança  com  o  qual  foi  santificado,  e  ultrajou  o  Espírito  da graça?”  (Hebreus  10:29). Aqui  temos  a  descrição  de  alguém  que rejeitou  Cristo  e  toda  Sua  obra.  A  pergunta  clara  mostra  que  tal  pessoa não ficará sem um severo julgamento! Conhecer a verdade e a rejeitar é terrível! 


(4) Agora  chegamos  no  trecho  objeto  de  nossa  análise: “Ora,  nós conhecemos  aquele  que  disse:  A  mim  pertence  a  vingança;  eu retribuirei.  E  outra  vez:  O Senhor  julgará  o  seu  povo.  Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:30-31). O autor de  Hebreus  conclui  sua  exposição  mostrando  que  Deus  fará  Sua  justiça diante de todos os que O rejeitaram. Essas pessoas tiveram oportunidade de  mudança,  ouviram a verdade, mas, “deliberadamente”, a rejeitaram como  analisamos  acima.  Sendo  assim,  o  Deus  que  é  Deus  de  justiça  as julgará. Quando o texto diz que a vingança pertence a Deus está falando de  retribuição  justa  e  na  medida  certa,  já  que  Deus  não  pode  ser contaminado por um tipo de ira (humana). A aplicação da justiça Dele é correta  e  na  medida.  Nesse  sentido,  como  escaparão  aqueles  que conheceram  a  Deus,  mas  o  rejeitaram?  O  autor,  então,  conclui  como  é “horrível”  o  destino  dessas  pessoas.  Apesar  de  estarem  iludidas  pelo pecado,  logo  cairão  nas  mãos  do  supremo  juiz  e  receberão  um  castigo justo  do  qual  não  podem  apelar,  nem  fugir,  nem  escapar  de  forma alguma. Daí ser uma  horrível coisa passar por um juízo assim nas mãos do Deus vivo!


(5) Com a pintura desse quadro vivo o autor de Hebreus deseja provocar em  seus  leitores  a  reflexão  de  como  o  caminho  de  Deus  é  melhor,  de como  receber  a  Cristo  e  ser  perdoado  é  muito  mais  proveitoso!  Se  é horrível  cair  nas  mãos  do  Deus  vivo  (julgamento  e  condenação)  é  uma bênção acessar a presença do Pai sendo perdoados, de coração sincero, cheios  de  fé!  Parece  clara  a  escolha  do  melhor  caminho,  porém, infelizmente,  muitos  ainda  amam  mais  o  pecado  do  que  a  Deus!  Que coisa  terrível!  Não  só  essa  má  escolha  como  também  o  destino  que ela trará aos que a escolhem.

domingo, 6 de dezembro de 2020

O que a Bíblia diz sobre doença? Por que há doença no mundo?

 Esperança em meio a uma enfermidade - Dicas Gospel

Ninguém gosta de passar por enfermidade mas a doença faz parte da vida. Nossos corpos são fracos e ficam com enfermidades. Mas Deus não nos abandona na enfermidade. Ele dá força e esperança para superar o sofrimento.

 

Durante seu ministério, Jesus curou muitas enfermidades. Mas nem sempre Jesus cura. Ele também pode usar a enfermidade para nosso bem. Mesmo no sofrimento, Deus está conosco e nos ajuda.

 

Mesmo quando não somos curados nessa vida, temos uma esperança. Um dia, no Céu, não haverá mais enfermidade nem dor.

 

A Bíblia diz que a doença é um dos resultados do pecado no mundo. Assim como todos vamos morrer, todos corremos o risco de ficar doentes. Mas Deus não nos abandona na doença. Em Jesus temos uma grande esperança: na vida eterna não haverá mais doença.

 

Uma das consequências do pecado é a morte (Romanos 6:23). O corpo se degrada gradualmente, até cessar a vida. A maldição que caiu sobre o mundo, por causa do pecado, significa que nessa vida enfrentamos dor e sofrimento. A doença é parte da vida.

 

Mas isso não significa que toda doença é castigo por algum pecado, ou sinal de falta de fé. Uma doença pode ter várias origens: 


  • Física - a degradação do corpo ou o contato com algo nocivo para a saúde
  • Mental - nossos pensamentos podem afetar o funcionamento de nosso cérebro
  • Espiritual - pecados ou ataques de demônios
  • Em alguns casos, uma doença pode ser o resultado de vários fatores. Por exemplo, uma pessoa acamada com uma doença crônica pode ficar com depressão, se perder a esperança de melhorar. Essa pessoa vai precisar de ajuda psicológica, para tratar a depressão e encontrar esperança, mas também de ajuda médica para melhorar sua condição física.

 

Deus cura?

 

Deus tem todo poder! Ele pode curar qualquer doença. Durante seu ministério na terra, Jesus curou muitos doentes e deu esse poder aos seus discípulos (Marcos 16:17-18). Ele ainda pode curar hoje. Nada é impossível para Deus.

 

Mas também temos de lembrar que Deus nem sempre cura milagrosamente. Ele pode usar meios naturais para nos curar. Devemos procurar ajuda médica quando ficamos doentes. Também devemos cuidar de nossos corpos e tentar viver de maneira saudável. O corpo do cristão é templo do Espírito Santo e merece ser tratado com respeito (1 Coríntios 6:19-20). Não é bom colocar a saúde em risco, fazendo coisas estúpidas, pensando que depois Deus cura. Isso é tentar a Deus.

 

Há ainda situações em que Deus não cura. Nem sempre entendemos a razão, mas Deus tem um plano maior. Até a doença pode ser transformada em bênção! Por exemplo, quando o apóstolo Paulo ficou doente e não foi curado, ele aprendeu a confiar na graça de Deus (1 Coríntios 12:7-9). Em outra situação, sua doença foi uma oportunidade para pregar o evangelho a quem estava tratando dele (Gálatas 4:12-14).

 

Esperança na doença

 

Deus não nos abandona na doença. Ficar doente é muito chato e pode ser muito doloroso, mas não estamos sozinhos! Jesus também sofreu aqui na terra e entende nossa dor (Hebreus 5:8-10). Ele conforta e ajuda a superar as dificuldades.

 

A doença não é sinal que Deus já não nos ama. Até mesmo grandes homens de Deus na Bíblia ficaram doentes! Mas, em meio à dor e ao sofrimento, sabemos que Deus é fiel e vai nos ajudar. Nada nos pode separar do amor de Deus, nem mesmo a pior doença (Romanos 8:38-39).

 

Nessa vida vamos enfrentar tempos de doença e sofrimento. Mas nossa esperança não é apenas para essa vida. Quem crê em Jesus tem a promessa da vida eterna! E no Céu não haverá mais doença, dor nem tristeza (Apocalipse 21:3-4). A doença é temporária; a felicidade com Jesus será para sempre. E, até lá, Jesus vai nos ajudar pelo caminho.

 

Por que Deus permite o sofrimento?

 

Não podemos afirmar com certeza o motivo pelo qual Deus permite que exista sofrimento no mundo. Mas só porque não conseguimos imaginar uma razão, não significa que ela não exista.

 

Deus permite que o sofrimento e o mal ocorram, mas sabemos que não pode ser porque Ele não nos ama. Afinal de contas, Ele enviou o Seu próprio Filho para morrer na cruz pelos pecados da humanidade, um sofrimento terrível. Ele decidiu sofrer por amor a nós.

 

Quantos de nós já passamos por momentos muito difíceis, de grande sofrimento e apenas mais tarde, em retrospectiva, conseguimos ver o quão importante para nós essa fase da nossa vida verdadeiramente foi? Muitas vezes as horas de maior sofrimento moldam o nosso caráter, nos dando ferramentas para sucesso na vida que nós não teríamos se o sofrimento nunca tivesse acontecido.

 

Se pelo menos alguns de nós conseguimos ver propósito em sofrimentos passados quando já temos uma perspectiva diferente, não será possível que da perspectiva de Deus existam razões boas e válidas para permitir o sofrimento? Pense sobre isso.

 

Argumento contra a existência de Deus?

 

David Hume, filósofo do século XVIII, é conhecido por ser uma das primeiras pessoas a descrever o argumento de que, uma vez que o mal existe, "se Deus é bom, não pode ser todo-poderoso, e se é todo poderoso, não pode ser bom".

 

Como argumento contra a existência de Deus, a maioria dos filósofos atualmente considera esse raciocínio problemático. Isso porque quem usa esse argumento está assumindo que o mal existe e que é objetivamente errado, isto é, não deveria acontecer. De onde vem, então, essa ideia de bem e de justiça, que condena o mal?

 

Um mundo sem a existência de Deus, em que apenas impera o mecanismo da seleção natural, depende da existência da morte, violência do mais forte sobre o mais fraco e destruição em geral para que a evolução aconteça. Nesse mundo essas seriam coisas naturais. Para o não-crente em Deus, falar em injustiça ou em "mal" como algo objetivo, seria assumir que existe um padrão sobrenatural de bem e justiça.

 

A Enfermidade na Vida do Crente - Isaias 38:1-8

 Enfermidade - Dicio, Dicionário Online de Português

 

INTRODUÇÃO

Entre as aflições da vida, a enfermidade é a que mais temos dificuldade em aceitar. Lutamos tanto quanto podemos pra aliviar a dor. Os pesquisadores da área da saúde são incansáveis visando esse fim. Somos cônscios que a enfermidade é uma consequência do juízo divino sobre a humanidade, feita ao primeiro casal, por causa do pecado. Herdamos do primeiro casal a natureza pecaminosa e passamos a viver numa terra amaldiçoada em virtude da iniquidade(Gn 3:17). Nascidos à imagem e semelhança de Adão (Gn 5:3), concebidos em pecado (Sl 51:5), não temos como deixar de possuir um corpo que está marcado para morrer, como também uma natureza que, ao adquirir a consciência, nos leva a pecar contra Deus. Estamos destinados a morrer e, como tal, não temos como fugir da enfermidade. Pode ser que morramos por motivo outro que não a enfermidade, mas jamais podemos dizer que, por sermos cristãos, jamais ficaremos enfermos. Assim como o fato de sermos salvos não nos livra da morte física, consequência praticamente inevitável do pecado e que acomete tanto os salvos quanto os ímpios, assim também não estamos imunes à doença. A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres de Deus que, apesar de terem uma vida de comunhão com o Senhor, adoeceram e, por vezes, até morreram doentes, sem que esta doença significasse qualquer desvio espiritual ou pecado por parte do servo do Senhor. A propósito, o profeta que maior número de milagres fez no Antigo Testamento, Eliseu, em que repousava porção dobrada do Espírito Santo que havia estado em Elias, diz-nos as Escrituras, morreu por causa de uma doença (2Rs 13:14). Muitos insinuam em dizer que os crentes não podem adoecer, como é o caso dos “teólogos” da “teologia da prosperidade”. Segundo esses “teólogos”, quem fica doente não está reivindicando seus direitos como filho de Deus ou não tem fé. Que falácia! Tudo isso porque as suas mensagens visam agradar o ser humano e atendê-lo em suas necessidades restritas a essa vida, como saúde, prosperidade e bem-estar.  O ensino bíblico, porém, é claro ao ensinar que muitas são as aflições do justo. Jesus cura os enfermos, este é um sinal de que venceu a morte e o inferno, de que é o Salvador do mundo, mas daí a se dizer que todo salvo não fica doente há uma grande distância. O fato de que a saúde faz parte do plano de Deus para a salvação não significa que a doença venha a ser erradicada da vida de todo aquele que aceita a Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida. Assim, como ainda estamos neste “corpo do pecado”, enquanto ainda temos um corpo corruptível, o corpo que está destinado ao pó, de onde foi formado, temos de conviver com a enfermidade. Ela pode aparecer como uma ocorrência em nossas vidas, ainda mais nos tempos trabalhosos em que vivemos, dias em que, apesar da multiplicação da ciência (Dn 12:4), surgiriam cada vez mais enfermidades (Mt 24:7). Todavia, quando o nosso corpo for revestido da incorruptibilidade aí sim, gozaremos para sempre uma vida de plena saúde.

I. A ORIGEM DAS ENFERMIDADES

A enfermidade é algo que vem ao homem por causa da entrada do pecado no mundo, mas pode ser tanto um castigo divino, como uma oportunidade para a manifestação das obras de Deus, como resultado de negligência do homem no desempenho da sua mordomia em relação a seu corpo e a sua mente.

1. A queda e as enfermidades. A enfermidade física é um fato incontestável, e a Escritura afirma que o primeiro motivo deste terrível mal sobre a humanidade foi a queda de Adão e Eva. O propósito divino, que era, como vemos no relato da criação, o de manter uma comunhão com Deus e de, a partir desta comunhão, dominar sobre a criação terrena. Contudo, o homem não obedeceu a este propósito divino e pecou. Ao desobedecer a Deus, o homem perdeu este estado de equilíbrio, tanto que um dos juízos lançados por Deus sobre ele foi o da morte física: “…maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3:17,18,19). A sentença divina sobre o homem, por causa do seu pecado, atingiu diretamente a questão da saúde. A terra, antes o local da realização do propósito divino para o homem, passou a ser um obstáculo para este mesmo ser humano. A terra foi maldita e, como algo maldito, traria infelicidade, incômodo e aborrecimento para o homem. A natureza passou a colaborar para um crescente desequilíbrio do organismo humano, desequilíbrio que levaria, mais cedo ou mais tarde, à extinção da atividade, com a degeneração do organismo, que estaria fadado a se desfazer, voltando a ser pó, o mesmo pó que o Senhor havia tomado para formar o homem. O homem passou a ter a natureza como um obstáculo, como um fator de empecilho, em vez de um complemento que só lhe trazia alegria e ajuda na sua sustentação (Gn 2:9). A natureza passou a colaborar com a perda da saúde, passou a ser um fator que contribuiria para a corrupção progressiva e constante do corpo humano. Daí termos o fato de a natureza ter seres que, para o homem, são geradores de doenças, os chamados “agentes patogênicos”. Isto é resultado da sentença divina sobre o homem, por causa da “queda”, algo que somente será modificado depois que a natureza for redimida (Rm 8:1923), o que ocorrerá apenas por ocasião do reino milenial de Cristo (Is 11:6; 65:25). Como se não bastasse o fato de a natureza passar a colaborar para a degeneração do homem, temos que o próprio organismo humano, por si só, após o pecado, haveria de iniciar sua marcha para a sua extinção. Como resultado do pecado, o corpo humano passou a sofrer de uma degeneração contínua, independentemente da ação de “agentes patogênicos”, porque o Senhor estabeleceu que o homem deveria tornar ao pó (morrer), ou seja, que o corpo tenderia a se desfazer, a deixar de existir enquanto tal. Assim, podemos afirmar que a doença e a morte física não estavam projetadas para o homem, não faziam parte do propósito divino, mas que são resultado do pecado, consequências da queda do homem. 
 
2. Provados pelas enfermidades. A Bíblia está repleta de exemplos em que doenças foram utilizadas para julgamento de nações e de povos, como a quinta praga lançada sobre o Egito, a praga das úlceras (Ex.9:812); a lepra, que, durante toda a história do povo hebreu, sempre esteve vinculada a uma maldição ou juízo divinos – como nos casos de Miriã (Nm 12:10), de Geazi (2Rs 5:27), e do rei Uzias (2Rs 15:5); e as doenças que acometeram tanto um rei fiel como Asa, mas que havia entristecido o Senhor ao perseguir um profeta(2Cr 16:9,10,12), e o rei Ezequias (2Rs 20:1-11), como um rei infiel, como o rei Jeorão de Judá (2Cr 21:18,19). Mas, também, não podemos nos esquecer que, por vezes, a doença foi impingida por Deus não por causa de algum pecado, mas com outros objetivos, como a retidão e sinceridade de alguém – como no caso de Jó(Jó 1:1-22), Timóteo(1Tm 5:23), Trófimo(2Tm 4:20), Paulo (2Co 12:7) – ou, mesmo, para a manifestação das obras de Deus – como no caso do cego de nascença (João 9:13). Se o problema da doença não for de pecado, mas de manifestação da obra de Deus, devemos aguardar que o Senhor faça a Sua obra, o que poderá ocorrer tanto na cura quanto na morte física. Devemos ter a resignação como conduta, pedindo a Deus misericórdia para suportar o sofrimento e intensificando a nossa comunhão com Ele. Estejamos certos que, se se trata de uma provação divina, ela é para o nosso bem, para melhorar nossa condição diante do Senhor (Rm 8:28). As dores, o incômodo, o sofrimento não são fáceis, mas peçamos ao Senhor que tenha misericórdia de nós, que nos console e conforte para que o Seu propósito seja cumprido. Jó assim procedeu e, antes de ser sarado pelo Senhor, testemunhou que todos os pesadelos, todas as dores, todo o sofrimento atroz de sua enfermidade física lhe havia proporcionado uma maior intimidade com Deus (Jó 42:1-6).  
 
3. Enfermidades de origem malignas. Existem enfermidades cuja origem é maligna. Todavia, jamais um servo de Deus será atingido por doença dessa procedência sem a permissão de Deus(Jó 2:6). No Novo Testamento é citado alguns casos de enfermidades de origem espiritual maligna. Cito apenas dois exemplos: (a) O caso do menino lunático(grego:“seleniázomai” – indicava crise muito parecida com a epilepsia) -“E, quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas, na água. […] Trazei-me aqui o menino. E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, ficou o menino curado“ (Mt 17:14-18). (b) O caso do homem mudo – “De outra feita, estava Jesus expelindo um demônio que era mudo. E aconteceu que, ao sair o demônio, o mudo passou a falar; e as multidões se admiravam” (Lc 11:14).

É importante fazer os seguintes esclarecimentos: a) Nem todo ataque epilético é de origem demoníaca. A ciência já descobriu que eles são provocados por uma espécie de curto circuito no cérebro. Creio que a maioria deles é de origem física. Portanto, não se pode sair expulsando demônios de quem sofre ataques epiléticos. Você a ajudará mais a encaminhando a um médico especialista que a submeta a um exame adequado. b) Nem toda pessoa muda é por influência demoníaca. A maioria é pelo simples fato de serem surdos. Por não poderem ouvir não tem como prender os sons das palavras e, portanto, não podem emitir sons inteligíveis. Por isso, jamais se deve cometer o erro de querer expulsar demônios de tudo que é mudo que aparecer na sua frente! É necessário que tenhamos discernimento espiritual para diferenciar o que é e o que não é enfermidade de origem demoníaca. Não se pode atribuir todas as mazelas de uma pessoa a uma ação direta dos demônios. Mesmo o cristão mais espiritual está sujeito a ficar enfermo fisicamente. Temos claros exemplos disto tanto na Bíblia como na história da igreja. É bom ressaltar que por ser habitação permanente do Espírito Santo de Deus, nenhum cristão pode sofrer o que vimos nos exemplos bíblicos citados. Ou seja, um demônio não pode entrar num cristão verdadeiro provocando ataques e atirando-o ao chão, provocar mudez ou outra enfermidade.

II. AS DOENÇAS DA VIDA MODERNA

As doenças originaram-se da queda do homem no Éden. Antes do pecado, não havia enfermidades, desgastes, envelhecimento e morte, mas a desobediência de nossos primeiros pais trouxe medo, moléstias, deterioração e morte (Gn 3:10,17-19). A primeira enfermidade foi de ordem emocional. A Bíblia sustenta que Adão e Eva, ao pecarem, sentiram medo (Gn 3:8-10). Depois, certamente sobrevieram-lhes as demais sequelas emocionais, psicológicas e físicas. É do pecado, como estado e como ato, que procedem todas as doenças. Muitas são as doenças da vida moderna, mas citaremos apenas três, acompanhando a indicação do comentarista da lição em foco.

1. Depressão. É uma doença física como outra qualquer, só que desorganiza as reações emocionais. Ela é muito complexa e difícil de ser diagnosticada, pois um dos seus principais sintomas pode ser confundido com tristeza, apatia, preguiça, irresponsabilidade e em casos crônicos como fraqueza ou falha de caráter. É muito comum ouvir as pessoas dizer que estão deprimidas, quando apenas estão chateadas, estressadas ou porque se desentenderam com alguém. Devemos ter cuidado para não associar a depressão com pecado, o que costuma acontecer em muitas igrejas. Os crentes, como todo mundo, estão expostos a essa doença(Sl 42:3-6,11; 2Co 1:8), e a depressão pode ter causas variadas. Essa doença, dependendo do caso, pode ser tratada tanto com medicação quanto por meio de terapia e aconselhamento. Não podemos descartar a possibilidade de uma cura divina, e, quando necessário, atentar para a necessidade de uma intervenção médica (Mt 9:12). Muitas são as causas da depressão.  Apesar de muitas pesquisas nessa área, os cientistas ainda não sabem se são os pensamentos depressivos que provocam alterações bioquímicas ou é um desequilíbrio químico no cérebro que provoca a depressão. Ela pode ser causada pela maneira como se vive no trabalho, no lar, na escola. O emprego que não oferece recompensa, mas não pode ser deixado porque não há outro em vista; muita tensão de horários e prazos; tensão doméstica, econômica, déficit de sono, pouco exercício físico, problemas pessoais, problemas de criação, problemas na infância, problemas de relacionamento, distância de Deus, a meia-idade (difícil para o homem, ainda mais difícil para a mulher), desapontamentos, enfermidade, efeitos colaterais de determinados medicamentos, rejeição, alimentação inadequada, efeito de entorpecentes, perda de emprego, perda de posição, perda de pessoas queridas por morte, divórcio, abandono etc., etc. Outras causas não têm sentido aparente, porém, na verdade, são provocadas por um desequilíbrio interno, como desordens glandulares ou hipoglicemia. Como se vê, as causas da depressão podem ser as mais diversas, inclusive não podemos descartar os casos hereditários. Há pessoas que, ao que tudo indica, têm alguma propensão, vinda dos seus pais, para desenvolver esse tipo doença. Mas, na maioria das vezes, a causa da depressão é cultural, isto é, depende do estilo de vida no qual as pessoas se integram e a que são expostos. Na Bíblia, encontramos vários homens de Deus que enfrentaram a depressão. As causa foram as mais diversas. Dentre eles destacamos: Elias, o tesbita (1Reis 19:1-4); Jó (Jó 3:11; 6:11; 17:1); Abraão (Gn 15); Jonas (Jn 4); Saul (1Sm 16:14-23); Davi (Sl 13:1-3;57:6,7) e Jeremias (Jr 9). Quando a depressão chega, costumamos reagir através da fuga, como fez Moisés (Ex 2:15) e o próprio Elias (1Rs 19:3,4). A verdade é que a depressão é uma condição da qual Satanás se aproveita para tornar o povo de Deus inútil para a Obra do Mestre. Entende o cristão deprimido que Deus dá perdão, mas não o experimentou ou acha que não foi salvo ou que perdeu a salvação (coisa que a Bíblia não ensina), ou ainda que cometeu o pecado imperdoável (sem saber defini-lo). Satã ataca o cristão com o cansaço que deprime, e, assim, vem o sentimento de fraqueza, ansiedade e medo. Medo da morte, medo do amanhã, medo de gente, medo de coisas específicas, e medos mal definidos também. Mesmo em momentos de depressão, os servos de Deus podem contar com o seu cuidado proteção e orientação. Deus não só habita no alto e santo lugar, mas também com o contrito e quebrantado de coração (Is 57:15). Jeová jamais deixaria só seus filhos no quarto escuro e solitário da depressão espiritual. O hino 193 da harpa cristã de Paulo Leivas Macalão traz a confiança inabalável em Deus oriunda do usufruto de Sua presença apesar da depressão: “Ele intercede por ti, minh’alma; Espera Nele, com fé e calma; Jesus de todos teus males salva, E te abençoa dos altos céus“. Foi a intercessão de Jesus por Pedro, quando este lhe negou por três vezes, que o sustentou em seu choro de amargura e desespero: “Eu, porém, roguei por ti, para que tua fé não desfaleça” (Lc 22:32a). O salmista com veemência exclamou: “Por que estás abatida, ó minha alma? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 42:5). Fica claro que a cura da depressão espiritual se centraliza em Deus. Fica claro também que todos os grandes homens de Deus que caíram em depressão correram para o trono da graça a fim de obterem socorro em ocasião oportuna. Quando esta força de buscar o trono era inexistente, o Senhor ia ao encontro dos seus filhos, como no caso de Pedro e especificamente no caso de Elias. Glórias a Deus!! 
 
2. Síndrome do pânico (crise ansiosa aguda). A síndrome do pânico “é uma condição mental que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes. Pode ser controlado com medicação e psicoterapia. É importante ressaltar que um ataque de pânico pode não constituir doença (se isolado) ou ser secundário a outro transtorno mental”(fonte: Wikipédia). A insegurança nos grandes centros urbanos tem fomentado a síndrome do pânico e outras desordens mentais. O tratamento do transtorno do pânico inclui medicamentos e psicoterapia, além de muita oração, apoio da família e da igreja. Além do tratamento médico – que é válido e necessário -, aqueles que cristãos dizem ser devem se conscientizar que a saúde envolve a mente, esta faculdade que não é do corpo, mas, sim, da alma. Depende, portanto, de cada um de nós permitir que o Espírito Santo habite em nós, para que venhamos a conhecer as coisas de Deus e, assim, ter a “mente de Cristo”. Sem a “mente de Cristo”, jamais teremos saúde mental. Sem o Espírito de Deus, estaremos sujeitos a sermos cegados em nosso entendimento pelo adversário de nossas almas, cujos ardis não podemos ignorar (2Co 2:11). Precisamos ter uma vida de santidade, de comunhão com Deus, precisamos buscar a Deus para não permitir que a nossa mente venha a ser enganada pelo inimigo. Para termos a “mente de Cristo”, é indispensável que meditemos na Palavra do Senhor de dia e de noite (Sl 1:1,2). É fundamental que não permitamos que os nossos olhos sejam a porta de entrada daquilo que não agrada a Deus (Mt 5:22,23). Se vigiarmos para que os nossos sentidos físicos não sejam utilizados para levar à nossa mente aquilo que não é agradável ao Senhor, certamente estaremos preparando terreno para que o Espírito possa atuar em nossa mente e, assim, tenhamos a “mente de Cristo”, tudo discernindo espiritualmente e evitando ser apanhados nos embaraços e laços que o adversário sempre está a pôr diante de nós. A saúde mental exige que tenhamos a “mente de Cristo”. Sem ela, cairemos na mesma “onda” dos incrédulos, correndo de um lado para outro, cegos pecadores, que nada enxergam por causa de seu pecado (Is 59:10; Sf 1:17), o que redundará em problemas psíquicos, que podem até gerar doenças psicossomáticas. As síndromes de pânico e demais enfermidades mentais, tão corriqueiras nos dias de hoje, relacionadas estão quase sempre com esta falta da “mente de Cristo”. Que tenhamos saúde mental nos submetendo ao Senhor e nEle pensando a todo instante!

3. As doenças psicossomáticas. O aumento do pecado no mundo é, sem dúvida, o principal motivo para a intensificação dos problemas psíquicos, das enfermidades mentais. Os tempos trabalhosos são tempos de desamor, de egoísmo, de crueldade, de ingratidão, de falta de afeto natural. O individualismo e egoísmo crescentes levam à completa desconsideração do próximo, levam a um progressivo e contínuo isolamento das pessoas, a uma desconfiança cada vez maior. Tudo isto abala a estrutura psíquica do ser humano. Os dias de hoje são dias de crueldade, de egoísmo, em que as pessoas temem relacionar-se com outras (muitas vezes face à exorbitante violência que tem pairado sobre a sociedade, independente de posição social), medo este que já está se tornando pavor diante da crueldade e da ingratidão reinantes. Neste isolamento de tudo e de todos, os homens angustiam-se, entram em depressão, recorrendo a subterfúgios que somente aumentam ainda mais as suas carências. O uso de drogas para se fugir da realidade e se alcançar a alegria momentânea, a procura das riquezas para se fazer reconhecido e respeitado no meio social, o uso da tecnologia para a criação de mundos virtuais, tudo tem sido vão na solução deste impasse, nesta incessante e incansável investigação para se obter o equilíbrio mental e psíquico, algo que somente se obtém mediante o restabelecimento da comunhão com Deus, o que se faz somente por intermédio de Jesus Cristo.

Fatores que contribuem para doenças psicossomáticas.

a) Competitividade excessiva. O mundo moderno é extremamente competitivo, razão pela qual grande parte das pessoas é ansiosa. A Bíblia nos recomenda “descansar no Senhor” (Sl 37:5,7; Mt 6:30-34).

b) Luta pelo sucesso profissional. A falta de preparo profissional, o desemprego e a obtenção de um bom desempenho profissional, levam muitos a ficarem frustrados. O crente em Jesus não se desespera, mas confia no Senhor (Sl 55:22; 1Pe 5:7).

c) Estresse. O estresse ocasional não causa neuroses ou outro tipo de doença da mente. Entretanto, o estresse constante tende a desenvolver enfermidades mais graves. Por isso, a Bíblia ensina que não devemos andar ansiosos (Mt 6:25), e que nossas ansiedades devem ser lançadas sobre o Senhor (1Pe 5:5-7). Nesse sentido, a igreja deve ser instruída à luz da Palavra e da ciência social, pois, conforme nos ensina a Bíblia, devemos entregar o nosso caminho ao Senhor; confiar nele, e Ele tudo fará (Sl 37:5; Mt 6:33).

III. O QUE FAZER DIANTE DA DOR E SOFRIMENTO

1. Não culpar ou questionar a Deus. Querer questionar a Deus a cerca de dificuldades que passamos – quer seja ela de natureza física, emocional ou social -, é fruto da ignorância, da falta de conhecimento acerca de Deus. O silêncio de Deus às vezes é muito doloroso, quando necessitamos de um socorro imediato. Porém, temos apenas de demonstrar a nossa pequenez e a necessidade de estarmos na nossa humilde posição de servos do Senhor. Aconteceu com Jó. Após os longos discursos de Eliú, antes que Jó pudesse oferecer alguma resposta (se é que iria oferecer alguma), o debate é interrompido pelo Senhor que, de dentro de um redemoinho, inicia um diálogo direto com o patriarca. Era o final do silêncio de Deus de que o patriarca tanto reclamara durante a discussão com seus amigos, mas Deus, em vez de respostas, traria perguntas ao patriarca. Deus Se apresenta ao patriarca e inicia seu discurso com uma pergunta: “quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? “(Jó 38:2). Em outras palavras, quem é que quer ter o direito de dizer o que Deus deve ou não fazer? Quem é aquele que está indignado por causa de seu sofrimento e se sente um injustiçado? Quem é aquele que quer que Deus lhe dê satisfação, lhe preste contas do que está fazendo na sua vida? Será que o Senhor também não nos está fazendo esta mesma indagação? Será que temos nos colocado no nosso devido lugar de servos, de pessoas dispostas a obedecer e a fazer o que o Senhor nos manda? Ou será que estamos como Jó, que, apesar de ser o homem mais excelente na terra no seu tempo (como é a Igreja do Senhor na atualidade), não deixou de ser homem e, como tal, não tinha o direito de querer questionar Deus ou querer que Ele lhe prestasse contas do que estava fazendo em sua vida? Deus mostrou a Jó que, apesar de sua excelência e de ser, efetivamente, uma pessoa inocente, não tinha o direito de querer demandar com Deus, de arguir-Lhe num tribunal, como tinha desejado (Cf. Jó 7:20,21; 10:2-22;13:3,14-28; 23:1-17). Portanto, quando estivermos passando por dificuldades não devemos culpar ou questionar a Deus. Devemos, sim, questionarmos a nós mesmos, se estamos andando conforme a sua vontade.

2. Confiar em meio à dor. Jamais conseguiremos entender e discernir os desígnios e propósitos do Senhor. Não é esta a nossa função, mas, sim, confiarmos no Senhor e entregarmos nosso caminho a Ele, sabendo que Ele tudo fará e que este tudo sempre promoverá o nosso benefício (Sl 37:5; Rm 8:28). 3. A espera de um milagre. A promessa da cura divina é uma realidade para os nossos dias. É algo destinado aos que crêem. É uma realidade atual e indispensável para que demonstremos a presença de Deus no meio da Igreja, para que o nome do Senhor seja glorificado. A cura poderá ocorrer de forma milagrosa ou por meio dos recursos da medicina. Uma pessoa pode ser vitima de câncer e estar desenganada pelos médicos, e Deus restaurar sua saúde através da ministração de determinados medicamentos ou realização de cirurgia. Mas não devemos nos esquecer de que nem sempre Jesus cura, pois a cura tem propósitos que não se confundem com a nossa vontade ou com os nossos caprichos. Por isso é importante sabermos o porquê alguém está doente, a fim de que compreendamos qual o propósito do Senhor nesta doença. Uma vez tendo compreendido isto, o que nem sempre será o enfermo que conseguirá entender sozinho, pois, muitas vezes, necessitará do auxílio dos servos de Deus neste discernimento, então deve-se clamar a Deus para que a sua vontade seja feita, bem compreendendo que a cura virá se este for o propósito divino naquele caso. O rei Ezequias havia sido informado pelo profeta de que iria morrer, mas essa era apenas uma forma de Deus desenvolver a sua fé. Após sua oração, ele recebeu de Deus mais quinze anos de vida(Is 38:1-22; 2Rs 20:1-11).

CONCLUSÃO

Um dia não haverá mais doenças nem morte (Ap 21:4). Porém, enquanto estamos aqui, devemos zelar pela nossa saúde física, mental e emocional. Precisamos lembrar que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, por isso, temos de cuidar de nossa saúde por meio de uma alimentação correta, repouso adequado, exercícios físicos, jejum e oração. No sofrimento, lembre-se de que Jesus nos alertou quanto às aflições (João 16:33). Aguarde com alegria aquele ditoso tempo, quando Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor (Ap 21:4).

Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Caramuru Afonso Francisco – Saúde física e mental.
Caramuru Afonso Francisco – A promessa da cura divina

BATISMO E CONVERSÂO

 

Batismo de Jesus: conversão significa mudança de vida. 
 
A lógica seria primeiro receber o batismo e depois se converter, ou primeiro buscar a conversão e depois o batismo?  Perguntemos ao Mestre: Senhor, como deve ser?  “Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado” (Mc 16,16). Segundo o que está escrito, o essencial está em crer. O batismo, a recepção do Espírito Santo, é o selo indelével, do compromisso em viver o que se crê. É isso que ocorre em nossos dias com os batizados? Há dúvidas. 
 
Arrependimento. Nos evangelhos, os relatos do batismo de Jesus são sempre precedidos por informações sobre João Batista e seu ministério. Qual era o conteúdo da pregação de João? A contrição e o arrependimento para remissão dos pecados. Encorajava também a todos darem esmolas para os pobres (Lc 3,11).  João falava como profeta. E em relação a Jesus, que dizia ele? Falava da superioridade de Jesus:  “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu” (Lc 3,16). Ele, João, era apenas o precursor. Neste caso, com a vinda de Jesus encerrou-se a pregação de João? Não. A pregação de João sobre a contrição e o arrependimento continua válida. Por isso é oportuno nos perguntarmos: Como estamos diante do esforço para o arrependimento e remissão dos pecados?  Há que nos convertermos a cada dia.  
 
O batismo de Jesus. Foi assim: “13 Então, Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, até junto de João, para ser batizado por ele. 14Mas João queria impedi-lo, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” 15Jesus, porém, respondeu-lhe: “Por ora, deixa, é assim que devemos cumprir toda a justiça!” E João deixou. 16 Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água, e o céu se abriu. E ele viu o Espírito de Deus descer, como uma pomba, e vir sobre ele. 17 E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado; nele está o meu agrado” (Mt 3,13-17). Uma teofania. Houve uma declaração pública do Pai, de que Jesus era seu Filho. Um dia também nós recebemos o Espírito e nos tornamos filhos de Deus. Ele passou a morar em nós. Lembramos disto? Foi o selo do compromisso de mudança de vida.  
 
Conversão. Precisa continuar. É a meta do dia a dia para todo batizado: converter-se! Era a pregação de João. Pregava a conversão para que os pecados fossem perdoados. Viu como não basta ser batizado?  O batismo precisa caminhar junto com vida de  acordo com o batismo recebido. Não supõe, então, uma concepção legalista ou mágica de purificação de impureza.  Conversão significa mudar de vida. Não se apóia apenas em rito, e sim, na prática da justiça. “Mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo” (At 10,35). Isto agrada a Deus. João pregava o batismo de uma vida condizente com a pureza moral e não o simples apego à prática do formalismo religioso. Será que este reducionismo em apenas praticar ritos não ocorre ainda hoje (apenas batizar, apenas ir à missa, apenas casar na igreja...)?   
 
Ser filho. Há que se mudar. Converter, converter-se, converter-se! Então, a conversão não vem do rito batismal? A conversão moral, pessoal, não se opera apenas pela força mágica da água, segundo João, mas pela mudança de vida, pela conversão, da qual o batismo é o selo. “Assim veio João, batizando no deserto e pregando um batismo de conversão, para o perdão dos pecados” (Mc 1,4). Afinal, podem indagar alguns, o batismo torna ou não torna a pessoa filha de Deus? Sim, pelo batismo o crente se torna filho de Deus. Contudo, se esse dom não for cultivado pode ser perdido. Se perdido, a pessoa pode não alcançar a salvação que o batismo lhe promete.  
 
Salvação. Somo servos de Deus encarregados de anunciar a salvação. "Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião” (Is 42,1). É nossa missão!  Batismo e conversão devem caminhar juntos.

Só vai para o Céu quem é batizado?

Não, a Bíblia não diz que só quem é batizado vai para o Céu. Mas o batismo é uma ordenança importante de Jesus e todo crente deve se batizar. O batismo é um sinal que a pessoa é salva por Jesus.

O batismo salva?

Não, o batismo não salva. O que salva é a graça de Deus, que é concedida quando uma pessoa crê em Jesus e se arrepende de seus pecados (Efésios 2:8-9). Mas o batismo é muito importante porque é uma confirmação da salvação.

Na Grande Comissão de Jesus, fica claro que o batismo é o sinal que alguém é seguidor de Jesus (Mateus 28:19-20). No Novo Testamento, as pessoas eram batizadas quando se convertiam. Esse era um sinal que sua conversão era verdadeira e tinham um compromisso sério de seguir Jesus.

O batismo é uma identificação com a morte e ressurreição de Jesus. A descida na água representa a morte e a subida a ressurreição. A pessoa que se batiza mostra para o mundo que acredita que Jesus morreu por seus pecados e ressuscitou para sua salvação. Pela fé em Jesus, a pessoa morreu para o pecado e ressuscitou para uma vida nova, guiada por Deus. Também está dizendo que acredita que um dia vai ressuscitar para a vida eterna (Romanos 6:3-6).

Jesus ordenou que quem cresse fosse batizado (Marcos 16:16). O batismo serve como sinal para mostrar o compromisso sério de seguir Jesus. A pessoa que se batiza confessa publicamente que segue Jesus. Quem não quer se batizar está dizendo que ainda não tomou essa decisão, portanto provavelmente ainda não é salvo.

Quem não é batizado pode ir para o Céu?

Sim, quem não é batizado pode ir para o Céu, se já se arrependeu e aceitou Jesus como seu salvador. Algumas pessoas salvas não têm a chance de serem batizadas antes de morrerem mas não vão para o inferno.

Algumas pessoas aceitam Jesus como seu salvador no leito de morte, como o ladrão na cruz ao lado de Jesus. Essas pessoas podem não conseguir ser batizadas mas já creram e, se tivessem oportunidade, provavelmente teriam se batizado depois. Jesus não negou a salvação ao ladrão, embora já batizasse seus discípulos (Lucas 23:42-43; João 3:26). Da mesma forma, podemos crer que essas pessoas não serão negadas o acesso ao Céu.

Em outras situações, pessoas se convertem mas não têm a chance de se batizarem logo. Jovens com pais descrentes que não aprovam poderão ter de esperar até serem adultos para serem batizados. Outras pessoas crentes poderão não ser batizadas por ignorância – não sabem que é necessário. Ainda outras pessoas convertidas querem ser batizadas mas são impedidas por alguma razão.

Isso não significa que essas pessoas não são salvas. O mais importante é a mudança pessoal que o batismo representa. A salvação vem pela fé, não pelo batismo (Romanos 1:16-17). Mesmo assim, quando uma pessoa entende que o batismo é uma ordenança de Jesus, deve se esforçar para obedecer. 

 Que o próprio Deus seja nossa força para cumprirmos essa missão difícil, mas necessária: pregar e dar testemunho de que é preciso converter-nos à boa nova de Jesus. 

 

Por Marco Antonio Lana (Teólogo)

sábado, 24 de outubro de 2020

O que Deus diz sobre depressão?



Deus quer libertar você da depressão. É natural passar por tempos de tristeza mas Deus pode restaurar sua alegria. A depressão não é o fim.


O que é depressão?


Depressão é um tempo prolongado de tristeza e desânimo. A alegria parece perdida e é muito difícil ver a vida de forma positiva. A depressão pode ter muitas causas: doença, perda, desilusão, culpa, sofrimento, isolamento... Pode ser leve e durar pouco tempo ou ser muito profunda e durar meses ou até anos.

A depressão é destrutiva (Provérbios 18:14). Tristeza é um sentimento natural mas passa. Quando dura muito tempo, sem tempos de alegria, pode ser um sintoma de depressão. Outros sintomas podem ser: 


  • Perda de motivação
  • Sentimentos excessivos de culpa
  • Baixa auto-estima
  • Pensamentos negativos constantes
  • Vontade de se isolar da família e dos amigos
  • Falta de concentração
  • Dormir demais
  • Pensamentos suicidas


Deus e a depressão


Deus entende a tristeza. Jesus se sentiu triste. Muitos Salmos expressam tristeza e angústia profunda. Mas a tristeza não é o fim. A depressão é tristeza fora de controle. Deus quer e pode restaurar sua alegria e esperança.

Durante a depressão pode parecer que Deus está longe ou não gosta de você. Isso não é verdade. Nossos sentimentos são enganosos (Jeremias 17:9). Deus lhe ama e está com você, mesmo quando você não sente. O plano de Deus é lhe dar esperança e futuro, não uma vida de tristeza sem fim (Jeremias 29:11). Creia na verdade de Deus, não em seus sentimentos.

Depressão não é pecado nem sinal de falta de fé. Pessoas muito espirituais e firmes com Deus também passam por tempos de depressão. Elias sentiu depressão ao ponto de querer morrer. Jeremias ficou tão deprimido que desejou nunca ter nascido! (Jeremias 20:17-18) Ainda assim, Deus os sustentou e os ajudou a ultrapassar o sofrimento e a depressão.


Como vencer a depressão?

Lutar contra a depressão não é fácil e leva tempo mas Deus lhe vai ajudar. Você não está sozinho nessa luta. Não desista.


  • Confie em Deus – Ele promete que a tristeza passará; acredite nisso – Mateus 11:28
  • Procure ajuda – encontre um pastor ou líder ou psicólogo que pode lhe ajudar na sua situação específica
  • Não se isole – ter companhia pode ser difícil durante a depressão mas faça o esforço; amigos levantam o ânimo e confortam – Provérbios 17:17
  • Se ocupe – procure coisas para fazer, mesmo se são só atividades ou trabalhos pequenos; a mente ocupada tem menos tempo para ser negativa
  • Ore – peça ajuda a Deus, conte para Ele tudo que você está passando; com Deus você pode ser completamente honesto e Ele ainda lhe vai amar – 1 Pedro 5:6-7
  • Leia a Bíblia – tente ler um Salmo por dia; você pode até fazer do Salmo sua oração
  • Mude seu pensamento – se obrigue a pensar em coisas positivas e agradeça a Deus por elas; não deixe a depressão vencer – Filipenses 4:8
  • Trate dos sintomas físicos – uma doença, uma má dieta ou falta de exercício físico podem causar e piorar a depressão; tome conta do seu corpo


Como vencer a depressão com estas 4 promessas de Deus 


A depressão é uma fase muito difícil na vida mas a Bíblia pode lhe ajudar. Vários homens de Deus na Bíblia ficaram deprimidos mas Deus lhes ajudou. 


Estas quatro promessas de Deus podem lhe ajudar a vencer a depressão:


1. Você não está sozinho

“Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei".” - Hebreus 13:5

Mesmo nos momentos de maior tristeza, quando você se sente sozinho, Deus está com você. Não há nada que pode separar você do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Ter depressão não significa que Deus lhe abandonou. Em todos os momentos da vida Deus está do seu lado para lhe ajudar.


2. Deus vai lhe consolar

“Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.” - Mateus 5:4

Deus é um Deus de amor e vai lhe consolar. Jesus viveu na terra como um homem e também sentiu tristeza. Ele entende como você se sente (Hebreus 2:17-18). Você pode confiar em Deus, Ele não lhe vai machucar. Deus vai lhe curar e dar o consolo que você precisa.


3. A alegria vai voltar

“Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.” - Salmos 126:5-6

A tristeza não dura para sempre. Pode parecer que não vai acabar, mas vai! Deus promete que vai! Sua tristeza vai ser transformada em alegria (Salmos 30:11). Acredite e espere pacientemente pela alegria de Deus.


4. Você tem um futuro

“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro.” - Jeremias 29:11

Há esperança para você! Deus tem planos bons para você. Quando você não consegue encontrar esperança para o futuro, confie em Deus. Seu futuro está nas mãos de Deus e Seus planos para você são muito bons (Romanos 8:28). O povo de Israel também não via saída, mas Deus lhes abriu o Mar Vermelho! Deus vai fazer um milagre e transformar sua vida.

“O Espírito do Soberano, o Senhor, está sobre mim, porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros, para proclamar o ano da bondade do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que andam tristes e dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto e um manto de louvor em vez de espírito deprimido. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória.” - Isaías 61:1-3 


Cristão pode ter depressão?


Sim, cristão pode ter depressão. Todos passam por tempos de grande tristeza que podem se tornar em depressão, mas isso não significa que estão longe de Deus. Até as pessoas mais espirituais podem ficar com depressão. Deus quer libertar as pessoas da depressão.


Depressão na Bíblia

A Bíblia tem casos de pessoas fiéis a Deus que passaram por grande tristeza, apresentando sintomas de depressão:

  • Noemi – sogra de Rute, ela ficou muito deprimida quando seu marido e seus filhos morreram, perdendo toda a alegria de viver; o luto se transformou em depressão – Rute 1:20-21
  • Elias – ele ficou muito deprimido porque Jezabel o queria matar e ele se sentia só; Elias pediu a morte a Deus e mesmo depois de quarenta dias sendo sustentado por Deus ainda estava em baixo quando falou com Deus no monte – 1 Reis 19:3-4
  • Jeremias – foi muito maltratado por obedecer a Deus e profetizar contra Jerusalém; ele sentiu muita depressão e desejou nunca ter nascido – veja aqui a história de Jeremias
  • Paulo – mesmo sendo um grande otimista, Paulo teve ocasiões em que ficou abatido com todo seu sofrimento – 2 Coríntios 4:8-9


Muitos Salmos também contam sobre tempos de depressão e refletem sentimentos depressivos de pessoas que confiam e creem em Deus. Jesus avisou que seus seguidores passariam por muito sofrimento (João 16:33). Uma pessoa crente não está imune à tristeza e à depressão.


Deus é nosso Consolador. Ele não condena quem tem depressão. Jesus passou por muito sofrimento e entende como é difícil. Ele quer e pode ajudar a sair da depressão. Jesus pode restaurar a alegria perdida e a motivação para viver (Isaías 61:1-3). 

Deus restaurou a alegria de Noemi quando lhe deu uma nova família através da bondade de Rute e Boaz. Deus deu ânimo a Elias, mostrando-lhe que não estava sozinho; ele ganhou um companheiro no ministério chamado Eliseu. Deus deu coragem a Jeremias para continuar a profetizar e o livrou do castigo do resto do povo de Israel. Deus fortaleceu Paulo, enviando-lhe amigos com boas notícias do fruto do seu trabalho.

Se você está com depressão ou conhece alguém que está, saiba que Deus quer ajudar. Procure também alguém experiente, como um pastor ou um psicólogo, que pode lhe ajudar a lutar contra a depressão. Vencer a depressão passa principalmente por mudar os pensamentos (Romanos 12:2) mas às vezes há sintomas físicos que precisam ser tratados com medicação. Isso não é errado, o corpo também sofre com a depressão.