sexta-feira, 22 de março de 2013

GÊNESIS - LIÇÃO 08 – ABRÃO – enfrentando os ataques de Satanás.





Não foi fácil para ele deixar sua terra, seus parentes e sua família, e começar uma vida de fé, como peregrino.

Uma vez que ele começou a obedecer ao Senhor, começou também a enfrentar os ataques de Satanás para derrubá-lo.

§  É a mesma coisa com a gente. Uma vez que começamos a obedecer ao Senhor e demonstrar uma vida de santificação, podemos ter a certeza que Satanás não vai gostar e fará tudo para nos derrubar.

Vamos notar seis maneiras em que Satanás atacou Abrão.

I.              PROBLEMA MATERIAL – Gn 12,1-10.

De sua própria localidade, Abrão desceu mais ao sul do país, para a região denominada Neguebe, sujeita a secas periódicas. Deu-se, então, uma dessas, havendo fome. Por causa da fome, sem consultar o Senhor, ele desceu ara o Egito. É bom notar que Abrão não voltou pa Harã e nem para Ur dos caldeus, o que seria retomar a idolatria. O verdadeiro cristão nunca faz isso. Mas Abrão descia para o Egito, que tipifica o mundo; e infelizmente esse passo errado muito cristão dá também.

Abrão errou, porque ainda não tinha aprendido que o Senhor é Jeová-jiré  - o Deus que Provê.

“A história de Abraão está diretamente ligada à história de toda a humanidade: com ele começa a surgir o embrião de um povo que terá a missão de trazer a bênção de Deus para todas as nações da terra. Esse povo será portador do projeto de Deus: toda nação que se orientar por esse projeto estará refazendo no homem a imagem e semelhança de Deus, desfigurada pelo pecado. O caminho começa pela fé: Abrão atende o chamado divino e aceita o risco sem restrições. Ele percorre rapidamente a futura terra prometida: isso mostra que o projeto do qual ele é portador é um projeto histórico, encarnado dentro da ambigüidade e conflitividade humana. O que Deus promete a Abrão? Simplesmente aquilo que qualquer nômade desejava: terra para os rebanhos e filhos para cuidar deles. Em outras palavras, o que Deus promete é exatamente aquilo a que o homem aspira para responder às suas necessidades vitais. E hoje, quais são as supremas necessidades do homem? Por trás das necessidades estão as aspirações e, dentro destas, a promessa de Deus.” – Bíblia Pastoral


II.            PROBLEMA ÉTICO – Gn 12,10-20; 20,1-18.

1.    Mentira perante os príncipes de Faraó – Gn 12,10-20.

Uma vez  que deixou o caminho da obediência e foi para o Egito – o mundo (idolatria) – Abrão, amedrontado com as atitudes dos egípcios, planejou uma mentira e serviu-se de Sarai, sua esposa, para difundi-la. Não foi pequena sua culpa. "Dize, pois, que és minha irmã, para que eu seja poupado por causa de ti, e me conservem a vida em atenção a ti." (Gn 12,13). Sarai era uma verdadeira “princesa”, muito bonita, e Abrão teve medo que os egípcios o matassem para  possuir a sua esposa. Abrão quis salvar a sua pele! Um homem, gigante na fé, caiu e mentiu.

Sem duvida, esta foi uma tentativa de Satanás para frustrar a promessa da semente da mulher. Se ele estivesse conseguido corromper Sarai, teria estragado o plano divino. Graças  a Deus, Ele interveio e Abrão foi repreendido e despedido, sem que houvessem tocado em Sarai.

“12,10-20: O texto é uma antevisão da escravidão no Egito e do êxodo. Sarai, com a mudez feminina dentro do mundo patriarcal, é símbolo do povo oprimido que clama por libertação.” – Bíblia Pastoral.

2.    Mentira perante Abimelec – Gn 20,1-18.

Mas, o lamentável é que houve uma reincidência dessa mentira - "Ele dizia de Sara, sua mulher, que ela era sua irmã. Abimelec, rei de Gerar, arrebatou-lha". (Gn 20,2) – perante a Abimelec, rei de Gerar, quando Abraão (seu novo nome) negou que Sara (seu  novo nome) era sua mulher. É difícil acreditar que, nesta altura das suas experiências com Deus ele ainda cometesse essa falta; mas é para que a gente aprenda a “não confiar na carne”. Abraão perante Abimelec, não só impedindo que este tocasse  em Sara, mas declarando que Abraão era profeta a que suas orações eram atendidas – vv 3-8.

20,1-18: “O episódio é uma repetição de 12,10-20 (cf. nota). O texto procura também justificar a atitude de Abraão. – Bíblia Pastoral.”

III.           PROBLEMA ESPIRITUAL – Gn 13,4.

1.    A importância do altar do Senhor.

Quando Abrão chegou ao carvalho de More – Gn 12,6-7, o Senhor apareceu a ele, prometendo dar a sua descendência a terra de Canaã. O Senhor ainda não tinha prometido dar, e sim mostrar; agora explica que dará a terra sua posteridade. Que benção! Como um sinal de gratidão a Deus, Abraão edificou um altar ao Senhor e o adorou. Logo depois, Abraão viajou para Betel – Casa de Deus – que ficava bem no centro da Terra Prometida, na região montanhosa da Judéia, e mais uma vez edificou um altar ao Senhor e “invocou o nome do Senhor” – Gn 19,8.

2.    A negligência do altar do Senhor.  – Gn 12,10-20.

Parece que quando Abrão desceu para o Egito de manter comunhão com seu Deus, por isso ficou vulnerável ao ataque de Satanás.

O segredo de uma vida vitoriosa é a manutenção desta comunhão gostosa com Deus diariamente. Só quando Abrão deixou o Egito (idolatria) voltou para o caminho do Senhor, para o lugar onde primeiro estivesse entre Betel e Ai, "no lugar onde se encontrava o altar que havia edificado antes. Ali invocou o nome do Senhor". (Gn 13,4), é que Abrão voltou a gozar a sua comunhão com Deus, oferecendo um culto aceitável a Deus.

“O texto é uma antevisão da escravidão no Egito e do êxodo. Sarai, com a mudez feminina dentro do mundo patriarcal, é símbolo do povo oprimido que clama por libertação.” – Bíblia Pastoral.


IV.          PROBLEMA DE RELACIONAMENTO – Gn 13,1-18.

Com o aumento do gado de Abrão e Ló, surgiu o problema de pastagem. Daí as contendas entre os servos de um e os servos do outro. A situação ameaçava envolver Abrão nas contendas dos servos. Não é possível! Abrão foi chamado por Deus para ser uma benção – "Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos". (Gn 12,2), em vez disso estava começando a criar problemas com seu próprio sobrinho.

Abrão percebeu a ameaça, e fez uma proposta generosa a Ló, propondo a separação, mas dando ao sobrinho o direito de escolher o melhor para si.

“Lot, levantando os olhos, viu que a toda a planície de Jordão era regada de água (o Senhor não tinha ainda destruído Sodoma e Gomorra) como o jardim do Senhor, como a terra do Egito ao lado de Tsoar. Lot escolheu toda a planície do Jordão e foi para o oriente. Foi assim que se separam um do outro. Abrão fixou-se na terra de Canaã, e Lot nas cidades da planície, onde levantou suas tendas até Sodoma. Ora, os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor.” Gn 13,10-13.

Mas Abraão foi recompensado pela sua fidelidade. Deus o mandou dali mesmo olhar – “O Senhor disse a Abrão depois que Lot o deixou: “Levanta os olhos, e do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente. Toda a terra que vês, eu a darei a ti e aos teus descendentes para sempre. – Gn 13,14-45, e mas uma vez Abrão mudou suas tendas – "Abrão levantou as suas tendas e veio fixar-se no vale dos carvalhos de Mambré, que estão em Hebron; e ali edificou um altar ao Senhor". (Gn 13,18)

“13,1-18: Ló escolhe a região onde estão localizadas cidades-estado como Sodoma e Gomorra; assim ele entra no âmbito de uma estrutura que se sustenta graças à exploração e opressão do povo. Abrão, ao invés, fica aberto para uma história nova, fundada unicamente na promessa e no projeto de Javé. Não tomando a dianteira para escolher a sua parte, mais uma vez Abrão entrega-se a Deus na fé, para que este lhe aponte o caminho.” – Bíblia Pastoral.

V.            PROBLEMA PSICOLÓGICO – MEDO – Gn 15,1-21.

Um dos grandes problemas no meio cristão é o medo de fazer a vontade do Senhor. Aqui notamos que o Senhor teve de chegar a Abrão e dizer:

"Depois desses acontecimentos, a palavra do Senhor foi dirigida a Abrão, numa visão, nestes termos: “Nada temas, Abrão! Eu sou o teu protetor; tua recompensa será muito grande. ”" (Gn 15,1).

É bom notar que estamos em boa companhia! Abrão tinha medo, como também Moisés – Ex 3,11; 4,1.10 – e Jeremias – Jr 1,5-9 – Foi por causa do medo que os espias perderam 40 anos  da sua vida no deserto, uma experiência triste – Nm 13,16-33 – E Jesus contou a parábola  dos talentos, mostrando o grande perigo de não  usarmos os nossos talentos no serviço do Senhor – Mt 25,14-30, especificamente o v 25 - "Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra.". (Mt 25,25a).

“15,1-21: Deus promete e o homem aspira; mas nada ainda acontece. Deus desafia novamente Abrão com a promessa, e este acredita e confia. A justiça do homem consiste numa entrega confiante ao Deus que garante cumprir o que promete, quando ainda nada pode ser verificado (cf. Hb 11,1). Abrão pede um sinal; e como sinal, além da criação e da aliança com Noé, temos aqui a terceira grande aliança. Ora, a aliança era um acordo em que ambos os contraentes se empenhavam entre si; era concluída com um rito, no qual os contraentes passavam entre animais divididos: quem violasse a aliança teria a mesma sorte que esses animais. Notemos que somente Javé (fogueira, tocha) passa entre os animais: a aliança com Abrão é um empenho exclusivo de Deus: só Deus pode realizar aquilo que prometeu. – Bíblia Pastoral.”

VI.          PROBLEMA MORAL – Gn 16,1-16.

À proporção que os anos iam passando, Sarai continuava sem filhos. Tendo perdido a esperança de que nela se cumpriria a promessa, persuadiu Abrão, conforme o costume da época, para que tomasse Agar , a criada egípcia, e tivesse relações sexuais com ela, para, por meio dela, ver cumprida a promessa tão esperada. Assim nasceu Ismael!

Não era este o plano de Deus. E sabemos que logo surgiu uma desarmonia entre Agar e Sarai, começo de uma irremediável incompatibilidade entre a livre e a escrava, entre o filho da escrava e o filho da livre. As conseqüências desse ato se vêem até hoje, na briga entre árabes (descendência de Ismael) e os judeus (descendentes de Isaque).

Há muitas lições que devemos aprender aqui. Há um grande perigo em aceitar  os padrões morais. Tantos jovens cristãos praticam relações sexuais antes do casamento, porque é costume dos nossos dias. É o costume do mundo ir a um motel com a secretária do escritório.

"Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possa discernir qual é à vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito". (Rm 12,2)

“16,1-16: No Antigo Oriente, uma legislação permitia que a esposa estéril cedesse ao marido uma escrava para a procriação; o filho nascido da escrava era reconhecido como legítimo. Recorrendo a esse artifício legal, Abrão está querendo facilitar a realização da promessa; mas não é isso que Deus quer. Ismael, filho da escrava, é abençoado, mas não é através dele que Javé realizará a promessa. Deus faz um grande projeto para o homem; contudo, muitas vezes, o homem acha impossível realizá-lo, e recorre a subterfúgios, traindo o desafio contido na promessa e que está dentro da aspiração humana. “– Bíblia Pastoral.


quinta-feira, 21 de março de 2013

DOUTRINA DOS ANJOS - LIÇÃO 11 – DEMÔNIOS – Ajudantes Da Tentação.




Satanás não age sozinho. Ele tem a companhia dos demônios, os anjos caídos que lhe são subordinados, aos quais dá ordens para agirem contra os homens. Há muitas teorias erradas sobre os demônios, muita ignorância a respeito de sua atuação e muitas fantasias criadas a respeito. Com um exame cuidadoso das Escrituras é possível descobrir  quem realmente  são e como agem?

<!--[if !supportLists]-->I.                  <!--[endif]-->AS IDÉIAS ERRADAS SOBRE OS DEMÔNIOS.

Algumas teorias foram desenvolvidas sobre a origem e existência dos demônios. Precisamos conhecê-las para, contrastando com o ensino bíblico, nos firmarmos na verdade.

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->Os demônios seriam espíritos despidos dos corpos daqueles que na vida presente foram homens depravados, perversos e corrompidos.

Isto contraria abertamente a Bíblia. Segundo o seu ensino, as almas ou espíritos dos homens ímpios estão no inferno - "Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio". (Lc 16,22-23). Não podem, de forma alguma, estar vagando por ai.

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->Os demônios seriam espíritos de uma raça pré-adâmica (antes de Adão).

Os defensores desta opinião advogam uma diferença entre anjos caídos e demônios. Anjos caídos, dizem, são aqueles que sofreram junto com Lúcifer a conseqüência de sua rebeldia. Os demônios os defendem, são as almas das criaturas físicas que, por causa da queda de Lúcifer, perderam os seus corpos e se transformaram em espírito sem corpos.

Esta teoria também não encontra apoio bíblico, pois na Palavra nenhuma referência existe a uma raça pré-adâmica. Há uma só raça humana criada em Adão e Eva - "Então Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra. "Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher". (Gn 1,26-27).

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->Os demônios seriam seres gerados da relação de “filhos de Deus” com as “filhas dos homens”.

Esta teoria decorre da interpretação equivocada e da consideração isolada do texto de "Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados nos tempos antigos". (Gn 6,4).

Os adeptos desta opinião entendem que  os “filhos de Deus” mencionados neste texto são anjos e que as “filhas dos homens” eram mulheres antediluvianas. Defendem, então, uma miscigenação, isto é, mistura de raças. Tentam deste modo, justificar a existência de “gigantes” mencionados neste versículo.
Esta falsa teoria pode ser refutada com dois argumentos bíblicos.

<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Os anjos são seres assexuados, não foram criados uma raça e, sim, uma companhia. Não possuem ascendência, descendência ou família e, portanto, não se multiplicam. – "Jesus respondeu: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido. Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados. " (Lc 20,34-36).
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->“Filhos de Deus” não significa “anjos” mesmo que encontremos em algumas escrituras anjos sendo chamados “filhos de Deus”, isso não é genérico. Em outros textos “filhos de Deus” é uma referencia clara a homens. O sentido exato pode ser descoberto á luz do contexto, sem necessidade de forçar a interpretação - "Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles". (Jó 1,6) – anjos; "Os filhos de Israel serão tão numerosos como a areia do mar, que não se pode medir nem contar. Em lugar de se lhes dizer: Lo-Ami, serão chamados Filhos do Deus vivo". (Os 2,1) – filhos de Israel.

<!--[if !supportLists]-->II.               <!--[endif]-->OS ENSINOS BÍBLICOS SOBRE OS DEMÔNIOS.

Quem são, então, os demônios?

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->Demônios são os anjos caídos.

A Bíblia ensina que, quando Lúcifer se rebelou contra Deus, arrastou atrás de si uma multidão de seres angelicais, os anjos caídos - "Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho". (Ap 12,4). Os anjos que seguiram a Satanás foram banidos da presença do Senhor - "Pois se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do inferno onde os reserva para o julgamento;" (2Pd 2,4) – e se juntaram a ele formando um exercito de demônios, às suas ordens.

Satanás é designado “o maioral dos demônios” - "Mas, ouvindo isto, os fariseus responderam: É por Belzebu, chefe dos demônios, que ele os expulsa". (Mt 12,24). Satanás é um anjo caído, tanto quanto são aqueles que o seguiram.

Embora em nenhum lugar da Escrituras se diga literalmente que os demônios são anjos caídos, as evidencias são mais a favor desta idéia do que das teorias acima mencionadas.

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->O termo “demônio” na Bíblia.

Em - "Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos sátiros, com os quais se prostituem. Esta será para eles uma lei perpétua de geração em geração". (Lv 17,7) – o povo de Israel é exortado a nunca oferecer sacrifícios aos demônios e, em - "Sacrificaram a gênios que não são Deus, a divindades desconhecidas, novas, recém-chegadas, que vossos pais nunca, jamais veneraram". (Dt 32,17). Moisés acusa o povo de Israel de ter oferecido sacrifícios aos demônios. O significado original da palavra – no hebraico – é “peludo” ou “bode peludo”.

No 2.º testamento, a palavra é daimon ou daimonion – grega – e sempre se refere a seres  espirituais hostis a Deus  e aos homens.

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->A personalidade e a natureza dos demônios.

Os demônios não são forças, fluidos ou criação da mente humana. São seres reais e pessoais.

<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Pode-se provar isto porque revelam “inteligência” Sabiam quem o Senhor era e por que estava na terra - "Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!" (Mc 1,24) e sabiam que havia um fim determinado para eles - "Eis que se puseram a gritar: Que tens a ver conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?" (Mt 8,29). Eles também sabem da existência do plano de salvação e que não são beneficiados por ele - "Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem". (Tg 2,19).
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Eles também possuem emoção. Demonstram-na, especialmente quando confrontados pelo julgamento - "Ao ver Jesus, prostrou-se diante dele e gritou em alta voz: Por que te ocupas de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te, não me atormentes!" (Lc 8,28).
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->São também dotados de vontade própria. Eles a expressaram na ocasião em que Jesus expulsou alguns do geraseno - "Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Pois há muito tempo que se apoderara dele, e guardavam-no preso em cadeias e com grilhões nos pés, mas ele rompia as cadeias e era impelido pelo demônio para os desertos". (Lc 8,29).
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Os demônios, tanto quanto os anjos bons, pois pertencem a mesma categoria de seres, são espirituais. Não possuem carne nem sangue - "Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares". (Ef 6,12).
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Eles possuem uma natureza imoral. São designados  de “espíritos imundos” - "Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade". (Mt 10,1) – ou de “espíritos malignos” - "Ora, naquele momento Jesus havia curado muitas pessoas de enfermidades, de doenças e de espíritos malignos, e dado a vista a muitos cegos". (Lc 7,21). São também classificados como “forças espirituais do mal”  - "Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares". (Ef 6,12).
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->São ainda seres “poderosos”. Uma ilustração disto se encontra na atitude do endemoninhado geraseno, que, sendo possesso de espírito imundo, possuía uma força descomunal - "Assim que saíram da barca, um homem possesso do espírito imundo saiu do cemitério onde tinha seu refúgio e veio-lhe ao encontro. Não podiam atá-lo nem com cadeia, mesmo nos sepulcros, pois tinha sido ligado muitas vezes com grilhões e cadeias, mas os despedaçara e ninguém o podia subjugar." (Mc 5,2-4).

<!--[if !supportLists]-->III.           <!--[endif]-->TIPOS DE DEMONOLOGIA.

Três tipos principais de demonologia mencionaremos aqui.

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->Adivinhação.

Este é o nome dado a todos os processos empregados para ler o futuro, por meio de sinais misteriosos e inspirações demoníacas. Em At 16,16 menciona - "Certo dia, quando íamos à oração, eis que nos veio ao encontro uma moça escrava que tinha o espírito de Pitão, a qual com as suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores". (At 16,16). A Bíblia proíbe terminantemente esta prática – Dt 18,9-14 – A adivinhação pode ser praticadas de varias maneiras.

<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Pelos augúrios, que predizem o futuro observando movimentos naturais, como vôo dos pássaros;
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Pela hidromancia, que é a predição baseada na aparência da água despejada em um vaso ou de objetos colocados na água, provavelmente praticada no Egito - "(A taça que roubastes) é aquela em que bebe o meu senhor e da qual se serve para suas adivinhações. Fizestes muito mal.” (Gn 44,5);
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Pela astrologia, o que é a determinação da suposta influencia dos astros no destino de uma pessoa - "Esbanjaste teus esforços entre tantos conselheiros. Que eles então se levantem e te salvem, aqueles que preparam o mapa do céu e observam os astros, que comunicam a cada mês como irão as coisas". (Is 47,13).
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Pela necromancia, que é a descoberta de acontecimentos futuros pela invocação dos mortos, praticada por Saul - "Saul disfarçou-se, tomou outras vestes e pôs-se a caminho com dois homens. Chegaram à noite à casa da mulher. Saul disse-lhe: Predize-me o futuro, evocando um morto; faze-me vir aquele que eu te designar". (1Sm 28,8), que, por isso, recebeu a condenação do Senhor - "Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela". (1Cor 10,13).
<!--[if !supportLists]-->·        <!--[endif]-->Pela feitiçaria, que é a tentativa de influenciar indivíduos acontecimentos por meios sobrenaturais ou ocultos. Esta devia se a prática dos mágicos ou encantadores do Egito, que procuraram copiar Moisés - "Mas o faraó, mandando vir os sábios, os encantadores e os mágicos, estes fizeram o mesmo com os seus encantamentos: "Mas os mágicos do Egito, fizeram outro tanto com seus encantamentos; o coração do faraó permaneceu endurecido e, como o Senhor havia predito, ele não ouviu Moisés e Aarão" (Ex 7,11,22).

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->A adoração direta ao demônio.

É outra forma de demonologia. Os filhos de Israel foram repreendidos porque provocaram ao Senhor oferecendo sacrifícios a “demônios,  não a Deus”. Era também  praticada nos tempos do 2.º  Testamento - "Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios". (1Cor 10,20). Esta devoção a Satanás vem tendo adapitando crescimento em nossos dias. Em todo mundo surgem as “igrejas de Satã, onde são reverenciados os demônios e desenvolvidas todas as formas de satanismo.

<!--[if !supportLists]-->Þ    <!--[endif]-->Espiritismo.

É a crença de que os vivos podem se comunicar com os mortos e que os espíritos dos mortos podem manifestar sua presença aos homens. Isto se dá supostamente mediante a ação de um ser humano, conhecido como médium. As ciências mediúnicas se espalham prodigiosamente. O espiritismo tem várias expressões, encontrando-se entre as mais comuns o “baixo espiritismo”, que inclui o candomblé. A umbanda, a quimbanda e a macumba; o “espiritismo científico” que se manifesta especialmente no esoterismo e no teosofismo e o “espiritismo kardecista” , cuja principal doutrina é a da reencarnação.

A bíblia condena todas as formas de demonologia. O Senhor Manifestou sua severidade  para com os que praticam - "Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus". (Lv 19,31). O profeta Isaias interpretou a idgnação do Senhor contra os homens do seu tempo que praticavam demonologia, dizendo - "Se vos disserem: Consultai os espíritos dos mortos, os adivinhos, os que conhecem segredos e dizem em voz baixa: Porventura um povo não deve consultar os seus deuses? Consultar os mortos em favor dos vivos? Para aceitar uma lei e um testemunho. É o que se dirá. Porque não haverá aurora para eles." (Is 8,19-20).

sexta-feira, 15 de março de 2013

GÊNESIS - LIÇÃO 07 – ABRÃO – caminhando pela fé para um futuro desconhecido.




Com o fim do século... E fim do milênio, existe um grande interesse no futuro. Na televisão, cobrando uma taxa por minuto, há muitos astrólogos oferecendo fornecer o nosso mapa astral, prevendo o nosso futuro! Num “Shopping”, em Belo Horizonte, vi um balcão com uma grande placa – Mapa Astral – Numerologia – Horóscopo do casal – Cristais. Havia uma grande procura, porque as pessoas estão preocupadas em conhecer o futuro. Havia uma grande procura, porque as pessoas estão preocupadas em conhecer o futuro. Mas é bom notar que a Bíblia condena tais consultas a videntes e augures. Veja a afirmação de Daniel ao Rei Nabucodonosor – “O mistério cuja revelação o rei pede, respondeu Daniel ao rei, nem os sábios, nem os mágicos, nem os feiticeiros, nem os astrólogos são capazes de revelar-lhos. Mas no céu existe um Deus que desvenda os mistérios, o qual quis revelar ao rei Nabucodonosor o que deve suceder no decorrer dos tempos. Eis, portanto, teu sonho e as visões que se apresentaram a teu espírito quando estavas em teu leito.” (Dn 2,27-28).

Em cuba, existe o maior numero de suicídios, porque para muitos, não há futuro.

Para todos nós o futuro é um grande desconhecido. Como a gente gostaria de descobrir o que futuro tem para nós! Mas o fato é que o futuro é desconhecido pela gente, mas não por Deus. Não o conhecemos, mas conhecemos aquele conhece o futuro, e o tem em suas mãos.

Abraão não sabia o que o futuro tinha para ele, mas demonstrou fé, ao ser chamado por Deus a ir "Foi pela fé que Abraão, obedecendo ao apelo divino, partiu para uma terra que devia receber em herança. E partiu não sabendo para onde ia". (Hb 11,8).

Até aqui, notamos como Deus tratado a humanidade como um todo. Daqui para frente, Deus começa a se concentrar  em um homem e, depois, em uma nação. Deus escolhe um homem, Abrão, com quem faz um pacto, deixando de lado o resto da humanidade, nas não totalmente, porque mostra através da vida dele, queria abençoar todas as famílias da terra – "Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem; todas as famílias da terra serão benditas em ti." (Gn 12,3).

I.                    A GENEALOGIA DE ABRÃO – Gn 11,10-32.

1.      Sua parentela – vv 26-29.

Taré, com a idade de setenta anos, gerou Abrão, Nacor e Arão. Eis a descendência de Taré: Taré gerou Abrão, Nacor e Arão. Arão gerou Lot. Arão morreu em presença de Taré, seu pai, em Ur da Caldéia, sua terra natal. Abrão e Nacor casaram-se: a mulher de Abrão chamava-se Sara – que quer dizer princesa, e a de Nacor, Melca, filha de Arão, pai de Melca e de Jesca.


2.      Sua cidade de nascimento – v 28.

Nasceu na cidade de Ur dos caldeus. Provavelmente o lugar deve ser identificado como Uru de Babilônia, que é hoje Mugheir, que fica na margem ocidental do rio Eufrates, a mais ou menos 200km do Golfo Pérsico. Era  a maior cidade daquela época, com uma população de 250.000 hab., famosa e rica. Era o centro manufatureiro, fazendeiro e exportador de uma região fértil, de onde partiram caravanas em todas as direções para terras distantes; partiam também navios de suas docas, que desciam pelo Golfo Pérsico carregados de cobres e duras pedras. Mas era uma cidade notória, também pela sua violência, imoralidade e idolatria. Nessa época, a religião da Babilônia era de politeísmo da pior sorte, com mais de 300 deuses. E o culto a lua era dominante – a palavra Tare é da mesma raiz de lua, no hebraico.

II.                  A PRIMEIRA CHAMADA DE ABRÃO – Gn 11,27-32; At 7,2-4.

Como nos informa Estevão, Abrão, ainda em Ur dos caldeus (mesopotâmia), antes de habitar em Harã, foi chamado por Deus para sair da sua terra, do meio da sua parentela, e ir a terra que Deus havia de lhe mostrar. Não há duvidas que Abrão  participou a seu pai essa chamada, que assumiu a liderança da viagem, saindo  com ele e levando seu neto, Ló – "Taré tomou seu filho Abrão, seu neto Lot, filho de Arão, e Sarai, sua nora, mulher de Abrão, seu filho, e partiu com eles de Ur da Caldéia, indo para a terra de Canaã. Chegados a Harã, estabeleceram-se ali". (Gn 11,31).

1.      Uma chamada de separação.

a)      “Sai” – Foi da terrível cidade de Ur que Deus chamou Abrão para uma vida diferente. A influencia da cidade era mito grande, por isso Deus o chamou para uma vida  de separação dom mundo.
b)      “Vai” – Deus sempre nos mostra  o caminho certo.

2.      Uma obediência parcial.

Não sabemos o motivo, mais chegando em Harã, perto de Babilônia, por alguma circunstancia, Abrão, junto com sua família, estacionou.

“Esta genealogia acompanha a de Gn 5, procurando apresentar Abraão como herdeiro legítimo das bênçãos e promessas de Deus, feitas na criação e após o dilúvio. Estevão resume a história de Israel, mostrando o projeto de Deus, que se alia com o povo para construir a história em direção à vida e à liberdade. Estevão interrompe o relato ao chegar a Davi (construtor do Estado) e a Salomão (construtor do Templo). Mostra, assim, que Deus quer um povo em contínua marcha histórica em direção à vida plena, e não um estado preso por um aparelho que explora, oprime e paralisa o povo. Por outro lado, Deus não está localizado e fechado num templo, nem é manipulado como ídolo para legitimar uma ordem social injusta. Deus está presente na vida e na história, caminhando com o povo (a Tenda).”

“A Lei de Moisés era palavra de vida, mas se transformou em palavra de morte, quando Israel deixou de ser povo aberto e se transformou em estado nacional fechado. Deus não quer ser confinado dentro das barreiras de uma nação.”

“Estevão transforma sua defesa em acusação contra seus próprios juízes: estes não passam de autoridades que manipulam o Templo para legitimar um Estado que oprime o povo. Se fossem fiéis à Lei, eles teriam reconhecido Jesus como o Justo e o Profeta como Moisés, e não o teriam assassinado.” – Bíblia Pastoral.






III.                A SEGUNDA CHAMADA DE ABRÃO – Gn 12,1-4.

1.      As exigências do plano de Deus – vv 1-3.

Deus tinha um plano maravilhoso para a vida de Abrão. Este plano foi que ele fosse uma benção. Deus tem um plano maravilhoso também para nós, que exige que sejamos também uma benção. Em vez de ser uma benção muitas vezes somos uma maldição!

"Bem conheço os desígnios que mantenho para convosco - oráculo do Senhor -, desígnios de prosperidade e não de calamidade, de vos garantir um futuro e uma esperança". (Jr 29,11).

Mais uma vez Deus chamou Abrão para sair de Harã, onde ele estava parado. Esta chamada divina envolve um tríplice imperativo que exigia renúncia, e uma tríplice promessa garantida de grandes compensações.

a)      “Sai” – um tríplice imperativo.

Þ     Sai da tua terra.
Þ     Sai da tua parentela.
Þ     Sai da casa de teu pai.

b)      “Vai” – uma tríplice promessa.

Þ     Promessa de uma terra – Gn 12,1.7; 13,15.17; 15,7.18; 17,8; 28,4.14.

MAS
§         Abraão foi forasteiro na terra – Gn 12,10; 17,8, 20,1; 21,23-24; 23,4.
§         A terra estava ocupada por outros – Gn 12,6; 13,7; 15,18-21.
§         Por duas vezes a fome o obrigou a sair da terra – Gn 12,10; 20,1.
§         Seus descendentes seriam forasteiros em uma terra estranha – Gn 15,13.
§         A terra foi invadida por governantes distantes – Gn 14,1-11.

Þ     Promessa de uma descendência numerosa – Gn 12,2; 13,15; 15,5; 17,2.4.16.

MAS

§         Abrão era velho e não tinha filhos – Gn 11,30; 15,2-3; 16,1; 17,17.
§         Quando Deus fez um milagre e lhe deu Isaque, teve de oferecê-lo – Gn 22,2.



Þ     Promessa de uma benção universal – Gn 12,3; 18,18; 22,18.
MAS

§         Por duas vezes Abrão deu origem a dificuldades – Gn 12,10-20; 20,1-18.
§         Abrão e Ló tiveram de se separar – Gn 13,5-13.
§         Reis estrangeiros lutaram contra ele – Gn 14,1-11.
§         Precisou protestar perante Ambimeleque – Gn 21,22-34.

2.      A esfera do plano de Deus – v 3b.

“todas as famílias da terra serão benditas em ti.” – aqui podemos ver a visão missionário de Deus... Não somente uma nação, mas todo mundo.

3.      Obediência total ao plano de Deus – vv 4-9.

A resposta de Abrão foi positiva – “partiu como o Senhor lhe tinha dito”. Abrão não desobedeceu a visão celestial, mas saiu com Deus para a longa jornada. Viajando com Sarai, sua esposa, com Ló, seu sobrinho, e com seus rebanhos, a patriarca chegou a Canaã e armou a sua tenda em Siquém. Abrão tinha, finalmente, chegado à terra da promessa.

“12,1-9: A história de Abraão está diretamente ligada à história de toda a humanidade: com ele começa a surgir o embrião de um povo que terá a missão de trazer a bênção de Deus para todas as nações da terra. Esse povo será portador do projeto de Deus: toda nação que se orientar por esse projeto estará refazendo no homem a imagem e semelhança de Deus, desfigurada pelo pecado. O caminho começa pela fé: Abrão atende o chamado divino e aceita o risco sem restrições. Ele percorre rapidamente a futura terra prometida: isso mostra que o projeto do qual ele é portador é um projeto histórico, encarnado dentro da ambigüidade e conflitividade humano. O que Deus promete a Abrão? Simplesmente aquilo que qualquer nômade desejava: terra para os rebanhos e filhos para cuidar deles. Em outras palavras, o que Deus promete é exatamente aquilo a que o homem aspira para responder às suas necessidades vitais. E hoje, quais são as supremas necessidades do homem? Por trás das necessidades estão as aspirações”. e, dentro destas, a promessa de Deus.” – Bíblia Pastoral.