segunda-feira, 23 de abril de 2012

SERMAO DA MONTANHA - LIÇAO 13 – OS RELACIONAMENTOS DO CRISTÃO


Não julgueis, e não sereis julgados.” (Mt 7,1).

  1. INTRODUÇÃO.

Você já julgou alguém? Ou já foi julgado? Qual foi a sua atitude? Para relacionar-se bem na família de Deus, é necessário saber como lidar com o julgamento, saber quais os critérios e em que medida usá-los. Devemos reconhecer que há pessoas nos quais não devemos investir tempo, pois não dão valor ao Evangelho e ao Senhor Jesus. Como julgar os irmãos? Como lidar com cães e porcos?

  1. OS EMPECILHOS DO RELACIONAMENTO: PALHA E TRAVE.

“Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão.” (Mt 7,3-5)

Passamos a ter uma nova relação quando “nascemos de novo”. Tornamo-nos filhos de Deus e irmãos uns dos outros. Nos relacionamentos interpessoais, existe um obstáculo significativo – o pecado (palha e trave).

a)    Palha – é um pequeno fragmento qualquer, uma lasca que pode causar irritação, ainda que pequena. É uma figura para pequenas falhas, pecados, que podem irritar ou atrapalhar o relacionamento entre os cristãos.

b)    Trave – traves são vigas ou colunas sobre as quais uma casa era edificada. A trave significa pecados e grandes falhas. A existência desses pecados prejudica o relacionamento entre os irmãos, mas o verdadeiro enfoque que Jesus dá não é sobre a existência desses pecados, mas sim sobre a forma como podemos retirá-los do nosso meio.

  1. COMO RETIRAR OS EMPECILHOS: CRITÉRIO E MEDIDA. Mt 7,2-5).

Quando Jesus diz: “Não julgue”, Ele não está condenando o exercício natural do ser humano fazer uso da faculdade critica, do juízo de valor e escolha entre diferentes programas e planos de ação, mas sim o de habito fazer critica ferina e dura contra os irmãos de igreja, o que deprime, machuca e enfraquece em vez de corrigir, fortalecer e edificar.

Então, como tirar os empecilhos ou julgar corretamente?


                    I.    Julgue o irmão como gostaria de ser julgado (v 2).

“Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido também vós sereis medidos.” (v 2).

Ao olhar as falhas do irmão devemos perguntar: como eu gostaria que olhassem as minhas próprias falhas? Com  amor, misericórdia e desejo sincero de ajudar.




                  II.    Tire primeiro os próprios pecados (a trave) (v 5).

"Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão.” (v 5).

Alguém que se examina primeiro, e tem autocrítica para perceber seus erros e corrigi-los, terá uma visão melhor para ajudar os pecados dos irmãos, sem machucá-los mais ou prejudicá-los.

                III.    Não sejas hipócritas ou falsos (v 4-5).

“Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão.” (v 4-5).

Lembre-se de que nossa tendência sempre é aumentar os pecados alheios e diminuir os nossos. Sendo assim não devemos criticar nossos irmãos, ou censurá-los quando aos seus erros, quando estamos cometendo erros mais graves. Veja só o exemplo de Davi (2 Sm 12,1-7). O homem rico que tomou a cordeirinha do homem pobre, no julgamento de Davi, deveria ser condenado à morte. Mas Davi não conseguia ver seu próprio pecado, que era muito mais grave – adultério e homicídio.

                 IV.    Não se coloque na posição de juiz (Rm 14,4.13; 1Cor 4,5; Tg 4,12).

A posição do cristão é a de ajudar o irmão a corrigir o err, com mansidão – “Irmãos, se alguém for surpreendido numa falta, vós, que sois animados pelo Espírito, admoestai-o em espírito de mansidão.” (Gl 6,1), empatia e não apenas simpatia, colocando-se  no lugar da pessoa para encontrar as soluções.

  1. LIDANDO COM MAUS LIDERES.

“Não lanceis aos cães as coisas santas” (Mt 7,6)

Em Fl 3,2 – “Cuidado com esses cães!” – Paulo exorta a Igreja a ter cuidado com os cães. Quem são esses cães? O próprio Paulo esclarece no mesmo versículo – “Cuidado com esses charlatães!

                    I.    Os maus líderes só conseguem ver a letra.

“Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.” (2 Cor 3,6).

Constantemente Jesus exortava os fariseus e escribas por terem uma atitude legalista, sem discernimento do verdadeiro sentido espiritual das Escrituras. Isso os levava à hipocrisia de julgar os outros sem julgar a si mesmos (Mt 23,1-33).

                  II.    Os maus líderes não prezam o que é santo.

Valorizam mais o “fazer” do que o “ser”; vivem da aparência e, por não terem autoridade espiritual, usam de autoritarismo, para não serem confrontados e julgados corretamente. Na sua escala de valores, as coisas e regras são mais importantes do que as pessoas; e buscar as coisas naturais e terrenas é mais importante do que buscar as espirituais e celestiais – “Esses tais são falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo,” (2 Cor 11,13).


  1. LIDANDO COM MAUS CRISTÃOS.

“Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem.” (Mt 7,6).

Existe na Igreja muitos cristãos que não levam a serio o Evangelho, nem o Senhor da Igreja. As pérolas que são lançadas aos porcos são como as riquezas  das Escrituras que não são consideradas importantes, e por isso são desprezadas e pisadas.

A grandeza do evangelho não pode ser vulgarizada diante de pessoas que ouvem e nunca aprendem, conhecem e nunca praticam.

  1. CONCLUSÃO.

Podemos resumir o ensino desta lição da seguinte maneira:

a)    Jesus é sábio e equilibrado. Agir com precipitação não é um bom caminho. Precisamos entender que os erros precisam ser corrigidos, removidos, sejam eles grandes (trave) ou pequenos (palha). Devemos ajudar os irmãos a tirar os fardos do pecado, sem critica ou condenação, mas com amor e empatia (Tg 5,19-20);
b)    Atacar, criticar os erros do irmão, sem auto-analise, é uma atitude insensata e prejudicial.
c)     Usar nossa potencialidade critica para discernir e conduzir nossos relacionamentos não é errado.

Marco Antonio Lana

VEM ESPIRITO SANTO, VEM

NINGUEM TE AMA COMO EU

ORAÇAO A SAO JORGE

quinta-feira, 19 de abril de 2012

OS TRÊS PERDIDOS


No capitulo 15 de Lucas temos as três parábolas dos perdidos, o Filho perdido, a ovelha perdida e a dracma perdida. Esse texto é bastante conhecido entre nós, e pretendo aqui analisar a visão dos perdidos, como os perdidos são ou se acham perdidos.

Primeiramente no capitulo 19 de Lucas Jesus faz a seguinte colocação: Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Note que a colocação de Jesus é justamente que as coisas se perderam, e não que foi perdida, ou seja, não houve desleixo da parte de Deus com relação aos perdidos, assim a culpa por se estar perdido é nossa e não de Deus.

A dracma perdida

Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma dracma, não acende a candeia, e não varre a casa, buscando com diligência até encontrá-la? E achando-a, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu havia perdido. Lucas 15: 8-9

O termo dracma é derivado do verbo (dratto, "segurar").
A dracma era uma pequena moeda, de pouco valor; Ela correspondia a 3,6 gramas de prata. Era um pouco menor que o denário, que era correspondente a 4 gramas de prata e era o salário de um trabalhador por um dia.

Aquela mulher ainda tinha nove dracmas; poderia não dar muita importância àquela que perdera; Poderia considerar muito trabalhoso procurar a dracma perdida; mas além de procurar por toda a casa ela ainda chama as amigas para se alegrar porque achou a moeda. Por que isso?

Nos tempos de Cristo era costume o noivo dar a sua noiva um sactel ou colar com dez ou doze moedas o “draconario”, representando assim o seu compromisso com ela, era obrigação da mulher cuidar deste “draconario”. Trazendo para os dias de hoje, se você é casado, imagine-se perdendo a sua aliança de casamento. Alias, misericórdia!!! Nem imagine isso acontecendo. Deus nos livre disso, pelo amor de Cristo!!!!

Era essa a situação da mulher ela perdeu a “aliança de noivado” e naquele tempo ela seria ridicularizada por todos por causa disso

Perceba que a dracma vale muito mais do que a prata de que ela é feita, assim como nós, que para Deus valemos muito mais do que o barro de que somos feito.

As características do perdido “dracma”.
·      Ele não tem consciência de que esta perdido
·      Ele não sabe o que esta acontecendo
·      Ele pode ser levado para qualquer lugar

Para este perdido, tudo esta bem, não há nada de errado com ele, pode até ir a igreja algumas vezes, mas não entende o que é pecado, o que é arrependimento, afinal não sabe o que esta acontecendo no mundo espiritual. Fuma, bebe, se prostitui, tem vida irregular e etc. Porém para ele tudo isto é normal.
Para este tipo de perdido Jesus acende a candeia (mostra a luz da verdade), varre a casa (limpa o pecador das impurezas do corpo). Cabe a nós como igreja anunciar a Palavra de Deus para que todos saibam que são pecadores e carentes das misericórdias de Deus.

A ovelha perdida

Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?
E achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo; e chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e lhes diz: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido. Lucas 15: 4-6

Os judeus não tinham o costume de ter animais domésticos, mas alguns até adotavam ovelhas como animais de estimação tal a afinidade do pastor com o seu rebanho. Exemplo disto vemos no caso que o profeta Natã contou a Davi para repreendê-lo: mas o pobre não tinha coisa alguma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; ela crescera em companhia dele e de seus filhos; do seu bocado comia, do seu copo bebia, e dormia em seu regaço; e ele a tinha como filha. II Samuel 12:3.

As características do perdido “ovelha”.

·      Ele tem consciência de que esta perdido
·      Ele não sabe o caminho de volta
·      Ele não pode ser levado por qualquer um, pois conhece o seu dono, a sua casa.
Este tipo de perdido busca a Deus de varias formas, é religioso, sabe que é pecador, busca a salvação, pois sabe que esta perdido, mas não sabe aonde achar, chega até a se martirizar, a ser idolatra, ele verdadeiramente tem sede de Deus.

A este perdido Jesus vai buscar e o trás de volta para o apriscos (a casa de Deus). Cabe a nós como igreja mostrar que Jesus esta presente em nosso meio, assim o perdido tipo “ovelha” reconhecerá Jesus e voltará para seu convívio.

Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. João 13:35.

O filho perdido

O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.
Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Lucas 15: 12-17.

Creio que não preciso explicar o que é um filho, afinal filho é igual deste os tempos de Adão e Eva.

As características do perdido “filho”.

·      Ele tem consciência de que esta perdido
·      Ele sabe o caminho de volta
·      Ele só pode voltar para casa, se for por conta própria.
Este tipo de perdido conhece a Deus, são os desviados, deixou o convívio com Deus, por algum motivo e, provavelmente, voltará quando se decepcionar com o mundo. Só Deus não decepciona, nunca!
Note que na parábola de Cristo, o Pai dividiu a herança, coisa que podemos fazer hoje com os nossos filhos, mas o Pai não precisava dar a herança ao filho mais moço, isso só deveria acontecer depois do pai morto. Entendemos com isso que Deus não prende ninguém, mas está esperando de braços abertos o filho voltar.
Cabe a nós como igreja de Cristo mostrarmos que as portas estão sempre abertas, e não nos comportamos como o segundo filho, o mais velho, que apesar de estar em casa, trabalhar como escravo, parece que estava também perdido como o irmão mais moço.
Concluindo.
A consciência de perdição e salvação varia de acordo com a pessoa, mas Cristo nos deu estratégia para resgatar todos estes perdidos e fazermos com que os Céus se alegrem. Para isto é muito necessário que a igreja de Cristo se enquadre no chamado para salvar vidas que o próprio Cristo nos deu.

Marco Antonio Lana

terça-feira, 17 de abril de 2012

SERMAO DA MONTANHA - LIÇAO 12 – A AMBIÇÃO DO CISTÃO



“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.” (Mt 6,33).

  1. INTRODUÇAO.

Todos os homens por natureza são ambiciosos. A questão é que tipo de ambição influencia nossa vida. O jovem rico, por exemplo, tinha mais ambição pelas suas riquezas do que pela vida eterna. Mesmo sendo simpatizante das coisas de Deus, sua ambição ficou claramente demonstrada. Qual é a sua ambição.

  1. A QUESTAO DO TESOURO - Mt 6,19-21.

O enfoque que Jesus da nesse texto é sobre durabilidade e valor daquilo que estamos juntando em nossa vida. O tesouro sobre a terra se perderá, mas o tesouro do céu permanecerá.

I.              Tesouro sobe a terra (“Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam.” v 19).

Jesus é enfático – “não ajunteis”. Tesouros na terra não devem ser cobiça do cristão, pois são destrutíveis, vulneráveis (Lc 12,13-21; Tg 5,2-3).

a)    A traça – os tesouros orientais incluíam roupas caríssimas, muito finas, que facilmente eram destruídas por pragas e traças.
b)   A ferrugem – a oxidação desgasta coisa de valor, objetos de ferro.
c)    Os ladrões – “Escavam”. Preferiam escavar as paredes de barro e arrombar as portas. Entravam nas casas e levavam os tesouros. Por maior que fosse o maior cuidado das pessoas, não podiam conservar seus tesouros na terra.

II.            Tesouro no céu (“Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam.” v 20).

Se Jesus diz para ajudar  tesouros no céu, não podemos ter duvidas que esse deve ser a atividade prioritária da nossa vida.

a)    O que é esse “tesouro no céu”? É o caráter semelhante ao de Cristo, maturidade cristã (perfeita varonilidade, plenitude de Cristo – “Até que todos tenham chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo.” (Ef 4,13). O aumento da fé, da esperança e do amor, coisa que permanecem e levaremos para o céu. Esse tesouro é indestrutível e não pode ser roubado.
b)     E como ajuntá-lo? Essa “poupança” ocorre a medida que nos dedicamos, concentramos com Deus e sermos transformados dia após dia, de gloria em gloria, alcançando nosso destino de sermos semelhantes a Jesus Cristo – “Mas todos nós temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a glória do Senhor e nos vemos transformados nesta mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela ação do Espírito do Senhor.” (2Cor 3,18; “Os que ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos.” Rm 8,29). Essa atividade temporal culminará em resultados eternos. O É o investimento mais seguro da vida!

III.           A oração está no tesouro (“Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração.” v 21).

Aquilo que você considera de valor e durabilidade para a vida será o objeto de sua busca, dedicação e entrega total. Por isso esteja certo de que o tesouro no céu é o seu objetivo e ajuntá-lo é a atividade de sua vida.

  1. A QUESTAO DA VISAO - (Mt 6,22-23).

Você percebe a diferença entre os dois tesouros? Da terra e do céu?

Agora Jesus fala de nossa visão, a capacidade de discernir o que é de valor e eterno do que não tem valor e é temporal. Sua visão determinará a direção e a qualidade de toda a sua vida. Em que você está fixando os olhos?

I.              Olhos bons (“O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado.” v 22).

A comparação aqui é entre uma pessoa cega e uma pessoa que não enxerga. Quem tem visão dará seu corpo boa direção. A boa visão conduzirá sua vida no bom caminho. Você não tropeçará, à caminhada será mais rápida, segura e com objetivo.

II.            Olhos maus (“Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” v23).

A pessoa que não consegue perceber a diferença entre os dois tesouros, porque a visão não é boa, terá uma vida mal direcionada e não alcançará o verdadeiro tesouro. Você precisa olhar como os olhos de Deus, para ver o verdadeiro valor da vida.

  1. A QUESTAO DAS RIQUEZAS.

“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.” (Mt 6,24).

O cristão está em busca do tesouro do céu, com seus olhos firmes nele, e por isso não pode servir a dois senhores ao mesmo tempo. Jesus não permite duplicidade, é um ou outro. Por traz dessas palavras está a figura de escravo e dono do escravo. “Pode-se trabalhar para dois empregadores, mas nenhum escravo pode ser propriedade de dois senhores. Ter um só dono e prestar serviço de tempo integral são da essência da escravidão (McNeile).

Jesus não proíbe o cristão de ser rico, mas sim de entregar seu coração à riqueza, pois seu coração já pertence a Deus. Sendo assim o cristão está em tempo integral a serviço de Jesus Cristo, o Senhor.

“O acumulo de riqueza é uma ocupação tão absorvente que, mais cedo ou mais tarde, o dinheiro escraviza suas vitimas e as leva a desprezarem a Deus” (Tasker).

  1. A QUESTAO DA ANSIEDADE – (Mt 6,25-34).

A ambição secular causa muita ansiedade – “Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.” (v 31-32), mas o cristão é diferente, pois seu tesouro está no céu, sua visão está no investimento interno. O cristão não serve a dois senhores, não é escravo do desejo de ficar rico, sua ambição é outra. Assim sendo, este tipo de ansiedade é completamente inútil.

I.              Por causa do valor da vida.

“Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?” (v 25-26).

O ser humano não depende apenas de alimentos e vestes, pois sua vida é eterna e está acima de todas essas coisas (Mt 4,4; 1Cor 15,19.32).

II.            Por não promover resultados.

“Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?” (v 27).


Por mais ansioso que alguém esteja não poderá aumentar 25 cm à sua estatura. A ansiedade não produz resultados na vida de ninguém, pode até piorar a situação (Sl 46,10).

III.           Por demonstrar mundanismo.

“São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.” (v 32).

Os gentios (pessoas que não confiam em Deus) é que vivem ansiosos, perdem o sono, apetite, porque estão em busca de um tesouro terreno.

IV.          Por não resolver o mal da manhã.

“Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.” (v 34).

Por mais que alguém seja precavido, o amanhã trará situações a serem resolvidas e ninguém poderá resolver todas as questões no mesmo dia. É de grande sabedoria não sofrer (ficar ansioso) com supostos problemas do dia de amanhã, ainda mais quando os nossos olhos e motivação estão no reino de Deus e sua justiça.

É importante lembrar que esse ensino não é contra trabalho e esforço, portanto não estar ansioso não tem nada a ver com a preguiça e vida negligente, mas sim com uma firme dependência e confiança no Pai celeste (“Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar.” Sl 127,2).

  1. CONCLUSÃO.

A ambição do cristão é o reino de Deus e sua justiça. Trabalhar para ver toda criatura recebendo o reino de Deus em sua vida é ter sede de fome de justiça, amando e promovendo o bem estar de todas as pessoas. É o que todos os cristãos devem buscar!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SERMÃO DA MONTANHA - LIÇÃO 11 - A ORAÇAO QUE DEUS ENTENDE. COM CERTEZA!


“Cobiçais, e não recebeis; sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais; litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões.” (Tg 4,2-3).


  1. INTRODUÇÃO.

Jesus nos presenteia com as pérolas mais valiosas que devemos buscar em ração. Veja os tesouros apresentados na oração modelo.

  1. O MANDAMENTO ESQUECIDO.

“PAI NOSSO, que estais no céu” (Mt 6,9).

É incrível como apenas uma frase inicial de oração pode conter tanta luz para a vida do cristão! Note.

                      I.    Comunhão com o Pai celestial.

Adão, mesmo antes do pecado, com toda sua intimidade, não ousou chamar a Deus de Pai. Tão pouco Noé, com sua fé secular, homem que andou com o Senhor, um monumento de graça e luz no meio de uma geração pervertida e corrupta. O velho pai da fé, Abraão, amigo de Deus, jamais ousou apresentar-se diante do Altíssimo com toda essa intimidade. Mesmo Davi, o “rei” da comunhão, do louvor e da adoração, se referia ao Senhor como Rocha, altíssimo, Fortaleza, Socorro, Guarda de Israel, Rei... e muito intimamente chegou ao expediente poético de Pastor. Porém é em Jesus que o relacionamento pai/filho entre o Criador Santo e suas criaturas pecadoras é celebrado de modo incrivelmente elevado e próximo: Pai Celestial”.

“Tratar a Deus como Pai reflete nossa consciência acerca de um Deus pessoal, amoroso e poderoso.” (J. Stott).

                    II.    Comunhão com os outros filhos – irmãos.

Não é “meu pai”, e sim “Pai nosso”. O cristão que não sabe relacionar-se não sabe orar.

a)    “E perseveravam na comunhão e nas orações... Todos os que creram estavam juntos... Diariamente perseveravam unânimes” (At 2,42,44,4 6);
b)    “... se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus.” (Mt 18,19);
c)    “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz dentro de ti.” (Sl 122,1.8).

Que maravilha é uma vida de comunhão com o Pai e seus filhos. Ela diminui a distancia entre o pai que está nos céus e os filhos que estão aqui na terra. Todo o universo fica pequeno quando uma família esta reunida em comunhão.

  1. A SUBMISSÃO.

“Teu nome... Teu reino... Tua vontade...” (Mt 6,9-10).

A existência humana só tem sentido quando se posiciona sob Deus; isso deve ser refletido em nossa conversa com Ele. Primeiro Ele, depois eu. Segundo João Batista: “Convém que Ele cresça e eu diminua”.

Quando a Igreja foi pela primeira vez perseguida e ameaçada (At 4,23-31) reuniu-se para oração, com dois passos firmes.

I.              Entronizar o Pai: “Tu, Soberano Senhor” (At 4,24).

II.            Priorizar o reino: Concede aos teus servos que anunciem” (At 4,30-31).

a)    “Com intrepidez a Tua palavra”.
b)   “Enquanto estendes a mão para fazer curas” Note que os sinais não eram para o bem estar da igreja, mas para acompanhar a pregação dp Evangelho, e foi o que aconteceu (At 4,31). Por isso é tão importante saber que a prioridade de oração é o Pai e seu reino, sem submissão não há oração. “Teu nome, Teu reino e Tua Vontade”

Responda bem rápido: Por que uma criança desmamada ainda deseja os braços da mãe (Sl 131)? É porque ela, mesmo não dependendo mais do alimento vital dos seios maternos, ainda mantém uma relação de submissão e dependência – ou seja: os braços da mãe. É o colo pelo colo. A busca de Deus por causa de Deus.

É isto que deve refletir nossa oração: a consciência clara de que a vida só em sentido quando o Pai (seu nome, reino e vontade) vem em primeiro lugar (Mt 6,33; Sl 37,5). A oração verbaliza essa posição espiritual.

  1. PEDIDOS NOBRES.

Pão, perdão e livramento (Mt 6,11-13).

Os melhores antídotos contra o egoísmo são a comunhão e a submissão (ao Pai e aos seus filhos). Um cristão ajustado a esses dois trilhos não fala bobagens na presença de Deus (Ecl 5,1-2), não almeja ilusões, não é mesquinho em suas petições. Tiago, sempre tão objetivo, nos diz: “Cobiçais, e não recebeis; sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais; litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões.” (Tg 4,2-3). Quem ainda não resolveu se almeja a valorização de seu próprio nome – ou o do Pai; o estabelecimento de seu próprio reino – ou o do Pai, e a realização de sua vontade – ou a do Pai, não deve prosseguir desse ponto para frente na oração. Sugerimos que volte ao inicio, até que este assunto esteja resolvido na alma. Assim, não vale a pena continuar, é melhor mudar de religião. Há outras no “mercado da fé” que se ajustam melhor aos desejos pessoais de seus fieis.

Vejamos três pedidos de ouro:

I.              Pão de cada dia.

Deus ensinou essa lição a Israel com o maná do deserto (Ex 16,1-10). Aquele pão era suficiente para um dia – nem mais, nem menos.. Cada dia.

Como nós gostamos de pedir o pão do semestre! Há cristãos que não dormem se não tiverem a segurança financeira para o mês.

Quando Pedro precisou de uma moeda para pagar o imposto, Jesus fez com que ele fisgasse um peixinho, que veio premiado com uma moeda na boca, correspondente ao valor exato do imposto dos dois (Mt 17,24-27).

Que coisas serão acrescentadas aos que buscarem o reino em primeiro lugar (Mt 6,33)? O que comer e o que vestir (Mt 6,25). Uma vida simples. As riquezas não estão incluídas “nestas coisas” (Mt 6,24).

Jesus nos ensina a ser simples quando falarmos em bens materiais na presença do Pai celestial e ponto final. Não decrete, não conquiste, não declare... simplesmente peça o “o pão de cada dia” ao Pai celestial, ele sabe do que você necessita (Mt 6,32).

Alem do “pão de cada dia” devemos pedir.

II.            O perdão de cada dia.

A melhor parábola para nos convencer da inevitável necessidade do exercício diário do perdão de Deus e do próximo é a do “credor incompassivo” (Mt 18,23-35), que rogou e recebeu o perdão de uma grande divida, mas não soube “repassar” a misericórdia perdoando uma pequena. Acabou  perdendo sua dose de misericórdia. Ele não quis perdoar alguém que lhe devia 400 gramas de prata, mesmo tendo recebido o perdão de uma divida de 350 mil quilos de prata. A diferença é muito grande!

Se você tem “retido” perdão a alguém, pare agora mesmo de orar – não está valendo nada mesmo – e corra a perdoar seu próximo, depois volte e faça sua oferta (Mt 5,23-26; Mc 11,25-26).

III.           O livramento de cada dia.

“Não nos deixes..., mas livra-nos do mal”

Você pode evitar ser muito tentado (Sl 1,1-2), mas não conseguirá deixar de ser tentado, porque a cobiça está dentro de cada um de nós (Tg 1,13-15). Portanto esse terceiro pedido de ouro é muito importante.

  1. CONCLUSÃO.

É tão belo o final dessa oração modelo, especialmente porque Jesus retoma o sentido mais valioso de nossa vida: glorificar a Deus – “pois tu é o reino, o poder e a gloria para sempre”.  Reflita nessa sabedoria em sua oração de agora em diante. Ensine isto aos outros. Que assim seja.

Ver a oração do Pai nosso no site