domingo, 15 de outubro de 2023

Estudo Bíblico de Gênesis 2


 

 

O estudo bíblico de Gênesis 2 enfoca, principalmente, a formação e o início da vida humana no mundo criado por Deus. Esse capítulo introduz o tema da história dos céus e da terra. Além disso, Gênesis 2 também serve de preparação para o relato da provação e queda do homem (Gênesis 3:1-24).

 

Gênesis 2 contém o registro de um período muito remoto da história da humanidade. Nesse tempo o primeiro casal ainda habitava o Jardim do Éden; o pecado ainda não havia contaminado a natureza humana. Então, de início, alguém pode perguntar: Como o escritor de Gênesis teve conhecimento desse relato, já que os seres humanos ainda não existiam em parte dele?

 

É claro que a única explicação para isto é considerar que Moisés recebeu essa revelação diretamente do próprio Deus. É por isto que o escritor de Hebreus diz que é pela fé que entendemos que o mundo foi formado pela Palavra de Deus (Hebreus 11:3). Portanto, a genuína fé é essencial para o correto estudo de Gênesis 2 e de toda a Bíblia Sagrada.

 

O Que Era o Jardim do Éden? Qual é a Localização do Jardim do Éden?

 

O Jardim do Éden era o lugar que Deus preparou para que a humanidade vivesse desfrutando de comunhão e paz com Ele. Mas por causa da desobediência, o homem acabou sendo expulso do jardim.

 

O significado da palavra Éden é debatido. Se sua origem for hebraica, então Éden significa “deleite” ou “prazer”, de onde vem a ideia de “paraíso”. Se sua origem for acadiana, então Éden significa “planície”.

 

Como era o Jardim do Éden?

 

A Bíblia diz que Deus plantou um jardim no Éden, na direção do Oriente. Isso indica que Éden era a região na qual o jardim ficava localizado. Nesse jardim Deus colocou o homem que havia criado (Gênesis 2).

 

No jardim Deus fez brotar toda variedade de plantas, ervas e árvores. Havia muitas árvores belas e frutíferas. Entre todas as árvores do Jardim do Éden, duas recebem especial importância e significado: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

 

O fruto da árvore da vida, como o próprio nome sugere, conferia a vida eterna ao homem. Já a árvore do conhecimento do bem e do mal representava um teste moral para o homem, visto que Deus o proibiu de comer de seu fruto. Nesse aspecto, por uma atitude de desobediência, o fruto dessa árvore conferia a morte.

 

A Bíblia também diz que um rio saía do Éden para regar o jardim. Esse rio se dividia dando origem a quatro canais cujos nomes eram: Pisom, Giom, Hidequel (Tigre) e Perat (Eufrates). O termo hebraico utilizado nesse texto também permite a interpretação inversa, ou seja, ao invés de o rio que regava o jardim tornar-se quatro canais, talvez ele fosse formado pela confluência de quatros canais.

 

À luz de Gênesis 2:5 é possível sugerir que no Jardim do Éden também existia algum espaço de terra arável, pronta para o homem lavrar e cultivar. No jardim havia grande variedade de animais, desde animais apropriados para domesticação até animais selvagens e pássaros (Gênesis 2:19,20).

 

Não se sabe por quanto tempo o primeiro casal viveu no Jardim do Éden. Aparentemente essa habitação teve uma longa duração, mas não há como saber (Gênesis 2:8-3:24). Foi no Jardim do Éden que o pecado teve origem na humanidade. Mas foi ali também que pela primeira foi ouvida a promessa de redenção (Gênesis 3:15). Depois de desobedecer a Deus, o homem foi expulso do jardim que era protegido por querubins (Gênesis 3:24).


Onde ficava o Jardim do Éden?

 

Muito provavelmente o Jardim do Éden ficava na região da Mesopotâmia, ao leste da Palestina. Mas ninguém sabe qual era sua localização exata.

 

A Bíblia até fornece algumas informações sobre a região em que ficava localizado o Jardim do Éden. O jardim ficava nas circunvizinhanças das terras de Havilá, Cuxe e o oriente da Assíria. Havilá provavelmente ficava na região da Arábia, talvez próximo ao atual Iraque (cf. Gênesis 10:7,29; 25:18; 1 Samuel 15:7). Já Cuxe possivelmente correspondia à parte do norte da África.

 

Essas terras são relacionadas a quatros rios que estavam em conexão com o rio que regava o jardim. Dois desses rios são conhecidos, o Eufrates e o Tigre. Mas os rios Pisom e Giom são completamente misteriosos para nós.

 

Alguns intérpretes sugerem que os outros dois rios poderiam ser o Indo e o Nilo, formando assim os quatro principais rios da antiguidade. Mas essa hipótese não é conclusiva e é fortemente contestada. Além disso, também é preciso considerar que o dilúvio universal provavelmente alterou muito a superfície da terra.

 

Mas se o Jardim do Éden foi perdido para sempre por causa do pecado, um paraíso muito superior foi prometido àqueles que encontram a remissão de seus pecados pela fé na pessoa de Cristo. Por causa da desobediência do primeiro Adão o homem foi expulso do jardim. Mas por causa da obediência do segundo Adão o homem é convidado a entrar no jardim celestial.

 

No paraíso futuro, no novo céu e nova terra, o povo de Deus viverá em eterna comunhão com Ele. Se no Jardim do Éden o pecado era uma possibilidade real, no novo céu e nova terra essa possibilidade será completamente aniquilada (Apocalipse 21:8; 22:14).

 

Deus concluiu a criação (Gênesis 2:1-3)

 

Os três primeiros versículos de Gênesis 2 fazem parte de uma continuação natural do capítulo 1. Esses versículos declaram que toda obra da criação foi concluída por Deus; e que no sétimo dia Ele descansou de tudo o que fizera.

 

Há uma ênfase muito grande nesses versículos acerca do término da criação. Quatro vezes o autor bíblico faz questão de afirmar que Deus concluiu toda sua obra. Isso significa que todos os processos que ocorrem no universo não implicam numa continuação da criação, mas na verdade de que Deus sustenta continuamente a criação que está completa (cf. Hebreus 1:3).

 

Também é importante entender que a afirmação de que Deus descansou no sétimo dia não significa que Ele estava cansado. Essa afirmação é mais um indicativo de que de fato Deus terminou completamente o seu trabalho da criação do mundo. Além disso, ao descansar no sétimo dia Deus estabeleceu um padrão para o ciclo de trabalho do homem, mostrando a necessidade do descanso.

 

A formação do homem (Gênesis 2:4-7)

 

Esses versículos do capítulo 2 de Gênesis expressam de forma muito mais detalhada a criação do homem e da mulher em relação ao capítulo 1 de Gênesis. É como um relato expandido acerca do que ocorreu no sexto dia da criação e a partir dele (Gênesis 1:24-31). Por isto o escritor de Gênesis diz: “Está é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o Senhor Deus os criou” (Gênesis 2:4).

 

É interessante notar a forma com que o escritor se refere a Deus nesse versículo. Ele escreve “Senhor Deus”. No original o que se se tem são os termos YHWH, o nome pessoal de Deus na aliança, e Elohim, um termo muito utilizado no Antigo Testamento para designar Deus como o soberano criador. A combinação desses nomes mostra que o Criador de todas as coisas é também o Deus da aliança com Israel (Êxodo 3:14,15). 

 

Em Gênesis 2 o escritor retrata Deus como um mestre artesão no processo de criação de sua obra de arte a qual Ele dá vida. Assim, ele diz que Deus formou o homem do pó da terra e soprou nas narinas o fôlego de vida. A expressão “soprou” é uma figura de linguagem que representa a atividade criadora do Espírito de Deus. Como resultado, o homem passou a ser “alma vivente” (Gênesis 2:7).

 

Esse versículo também derruba qualquer tentativa de conciliar a teoria da evolução com o criacionismo bíblico. Gênesis 2:7 diz que o homem passou a ser “alma vivente”. Perceba que o texto não diz que um ser vivente se tornou homem. Não houve um processo de evolução. O texto bíblico claramente afirma que o homem não é formado de vida preexistente. Além disso, distintamente de todas as outras criaturas, o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26).

 

A formação da mulher e a vida no jardim (Gênesis 2:8-25)

 

Em seguida o texto bíblico de Gênesis 2 diz que Deus plantou um jardim no Éden e pôs nele o homem. Esse jardim contava com tudo o que o homem necessitava para ter uma vida feliz e de plena comunhão com Deus.

 

Mais uma vez o escritor utiliza a repetição “Senhor Deus” (Gênesis 2:8). Isso está totalmente em harmonia com o que vem a seguir. Foi naquele paradisíaco jardim que o homem foi colocado em prova. Deus testou a obediência do homem em suas obrigações pactuais. Nesse contexto duas árvores aparecem no centro desse teste. A primeira era a árvore da vida. A segunda era a árvore do conhecimento do bem e do mal.

 

Gênesis 2:18 enfoca diretamente a criação da mulher. Atualmente algumas teorias baseadas em antigos folclores judaicos tentam dizer que a mulher de Gênesis 2:18 não é a mesma de Gênesis 1:27. Mas obviamente essas teorias não encontram nenhuma base na Palavra de Deus.

 

Gênesis 2:18 mostra, simplesmente, o processo de criação da mulher de um modo mais detalhado. Esse versículo revela que inicialmente, ainda no sexto dia da criação, havia uma deficiência no estado de vida do homem: faltava-lhe uma auxiliadora. Isso significa que sem a mulher o homem estava incompleto e incapaz de cumprir a tarefa de multiplicar-se e exercer domínio sobre a terra (cf. 1 Coríntios 11:3-12; 1 Timóteo 2:10).

 

O homem foi criado primeiro, e biblicamente isto lhe confere a posição de líder social. Porém o termo “auxiliadora” não implica numa inferioridade da mulher, mas numa inadequação do homem.

 

Gênesis 2 termina com a dádiva do matrimônio. No capítulo 1 de Gênesis, ao falar da criação do homem e da mulher, o foco está em sua sexualidade expressando sua capacidade de procriação (Gênesis 1:26,27). Já em Gênesis 2:25 o foco está no relacionamento social. Marido e esposa devem construir seu próprio lar. Por isso “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24).

 

Quem é Lilith? O que a Bíblia diz sobre ela?

 

Lilith é uma personagem mitológica. Segundo alguns mitos que se tornaram populares na Idade Média, Lilith foi a primeira mulher, criada antes de Eva. Lilith se rebelou e foi expulsa do Éden, tornando-se em um demônio. Vale lembrar que essa história não tem nenhum fundamento bíblico.

 

O mito de Lilith surgiu entre os judeus e a sua história poderá ter sido criada por influência da religião da Babilônia, lugar que tinha uma deusa cruel com um nome parecido. A cultura judaica foi marcada pelo exílio na Babilônia sofrendo muitas influências pagãs. Mais tarde, o mito judaico ganhou alguma popularidade entre os cristãos, mas nunca foi aceite como parte da fé cristã.

 

Significado do nome Lilith

 

O nome Lilith tem origem da palavra acadiana lilitu, que significa "pertencente à noite" ou "da noite". Segundo a cultura suméria e babilônica, o nome Lilith está relacionada a uma categoria de demônios e espíritos malignos.

 

Lilith, Adão e Eva

De acordo com a lenda, Deus criou primeiro Adão e Lilith do pó da terra. Assim, a primeira mulher de Adão não foi Eva. Mas Lilith não era submissa a Adão. Ela tinha sido criada da mesma forma que Adão, por isso exigia igualdade e não aceitava ser dominada pelo marido. A briga entre Adão e Lilith se tornou tão grande que ela tomou o nome de Deus em vão e abandonou o jardim do Éden.

 

Deus enviou três anjos para convencer Lilith a voltar para o Éden e se submeter a Adão, mas ela escolheu rejeitar a reconciliação. Por isso, Lilith se tornou em um demônio. Adão ficou sozinho e triste, então Deus criou Eva para ser sua companheira. Eva foi criada a partir da costela de Adão, diferente de Lilith, e aceitou a sua posição de submissão ao marido.

 

Algumas estórias ainda acrescentam que Lilith foi a serpente que convenceu Eva a comer do fruto proibido. Ela tinha ciúmes de Eva e Adão, por isso decidiu destruí-los, levando-os a pecar.


Versículo de Lilith na Bíblia

 

O único possível versículo de referência a Lilith é Isaías 34:14. Nessa passagem, a palavra hebraica traduzida como “criaturas noturnas” é parecida com Lilith. A criatura mencionada representa um demônio ou uma criatura da noite, que assombraria a terra de Edom depois da sua destruição. Todas as criaturas nessa passagem são símbolos da desolação de Edom, que seria castigado por seus pecados. Como o texto é simbólico, não podemos dizer que essa criatura existe mesmo ou se é só uma metáfora.

 

A referência a “Lilith” no livro de Isaías foi escrita muito tempo antes de surgirem os mitos sobre a mulher que existiu antes de Adão. Não há nenhuma ligação entre as duas histórias exceto o nome.

 

Portanto, não há nada na Bíblia que sugere que a história de Lilith seja verdadeira. O relato da criação, em Gênesis, somente fala sobre um homem e uma mulher: Adão e Eva. Eles foram criados como iguais, para complementarem um ao outro (Gênesis 1:27; Gênesis 2:18). Não há razão para crer que houve outra mulher antes de Eva.

 

O mito de Lilith não acrescenta nada de útil à história da Bíblia nem tem nenhum ensinamento bíblico. Na verdade, até contradiz a Bíblia. A Bíblia diz claramente que a serpente que enganou Eva era o diabo (Apocalipse 12:9). Não era Lilith.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

4 coisas que faremos no céu


 

 

1- Teremos um trabalho significativo (Gênesis 2:15; Isaías 65:21-23, Apocalipse 22:3)

‘O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cultivá-lo e tomar conta dele’,  - Gênesis 2:15

‘Naqueles dias, habitarão nas casas que construíram e comerão dos frutos de suas próprias videiras. Invasores não habitarão em suas casas, nem lhes tomarão suas videiras. Pois meu povo terá vida longa como as árvores; meus escolhidos terão tempo para desfrutar tudo que conseguiram com grande esforço. Não trabalharão inutilmente, e seus filhos não serão condenados à desgraça. Pois são um povo abençoado pelo Senhor, e seus filhos também serão abençoados’. - Isaías 65:21-23

‘Não haverá mais maldição sobre coisa alguma, porque o trono de Deus e do Cordeiro estará ali, e seus servos o adorarão’.  - Apocalipse 22:3

 

Antes da queda da humanidade, Adão e Eva tiveram um trabalho significativo. Eles supervisionaram a criação de Deus, cuidaram uns dos outros e até foram convidados a expressar sua criatividade dando nomes aos animais.

O trabalho deles não era penoso, excessivamente difícil, estressante, humilhante ou algo feito de má vontade. Tudo neste momento foi bom, incluindo o trabalho deles. Mas quando o pecado e a morte entraram no mundo, suas vidas e suas obras tornaram-se uma sombra do que já foi.

Mas algum dia, mais uma vez, teremos uma comunidade significativa onde temos empregos, construímos casas e trabalhamos dentro do reino de Deus para a glória Dele. Mais uma vez, esperamos ansiosamente pelo nosso trabalho, e cada aspecto dele nos dará significado pessoal, será benéfico para os outros e glorificará a Deus. Viveremos para servi-Lo, e ficaremos felizes em fazê-lo.

 

2. Vamos festejar com Deus (Mateus 8:11; Apocalipse 19:9)

‘E também lhes digo: muitos virão de toda parte, do leste e do oeste, e se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó no banquete do reino dos céus’.   - Mateus 8:11

‘E o anjo me disse: "Escreva isto: Felizes os que são convidados para o banquete de casamento do Cordeiro". E acrescentou: "Essas são as palavras verdadeiras de Deus"’. - Apocalipse 19:9

Jesus deu continuidade a uma tradição que começou no Antigo Testamento, atribuindo a vida com Deus como abundância, especialmente quando se tratava de festas. Comer e beber era uma maneira adequada de pensar sobre o tempo gasto com Deus no céu.

Reclinar-se à mesa com aqueles a quem Deus convidou, alegrar-se, comer boa comida e beber bem. Quem poderia dar uma festa melhor do que Deus? Ninguém! Mas essas não serão as festas sobre as quais alguns de nós contaremos histórias embaraçosas de nossos dias de faculdade ou de nossos anos selvagens. Estes serão dedicados a celebrar a Deus, a desfrutar de Sua abundante graça, paz e bondade, e não haverá ações pecaminosas antes ou depois. Teremos as maiores festas de honra a Deus que alguém já viu.

 

 

 3. Vamos adorar (Apocalipse 7:9, 19:5-7)

‘Depois disso, vi uma imensa multidão, grande demais para ser contada, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro. Usavam vestes brancas e seguravam ramos de palmeiras’.  - Apocalipse 7:9.

‘E do trono veio uma voz que dizia: "Louvem nosso Deus, todos os seus servos, todos os que o temem, pequenos e grandes". Em seguida, ouvi outra vez algo semelhante ao som do clamor de uma grande multidão, como o som de fortes ondas do mar, como o som de violentos trovões: "Aleluia! Porque o Senhor, nosso Deus, o Todo-poderoso, reina. Alegremo-nos, exultemos e a ele demos glória, pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, - e sua noiva já se preparou.’ - Apocalipse 19:5-7

 

Muitos de nós adoramos a Deus com música de adoração agora. Ela nos conecta a Deus, ajuda a reforçar ou construir uma boa teologia (se a música for teologicamente correta!), e faz algo para nos conectar a Deus que aparentemente nada mais pode.

Pense nisso, não vamos apenas cantar sobre Deus, nós estaremos cantando e adorando a Ele em Sua presença ! Veremos Deus face a face. Imagine olhar nos olhos de Jesus e, como Tomé, que foi convidado a ver as feridas de Jesus, nós também vemos o preço que foi pago por nós.

Como poderíamos fazer outra coisa senão adorar?

Como poderíamos encontrar o rei e não nos curvar? Não se ajoelhar? Como não adorar com tudo o que temos?

 

4. Finalmente governaremos como Deus sempre quis (Gênesis 2:19, Apocalipse 22:5)

‘O Senhor Deus formou da terra todos os animais selvagens e todas as aves do céu. Trouxe-os ao homem para ver como os chamaria, e o homem escolheu um nome para cada um deles.’ - Gênesis 2:19

‘E não haverá noite; não será necessária a luz da lâmpada nem a luz do sol, pois o Senhor Deus brilhará sobre eles. E reinarão para todo o sempre’. – Ap 22,5

Por último, reconheceremos o Rei, Sua autoridade e poder, Seus caminhos e Seu Reino. E Ele também nos reconhecerá. Desde o início da criação, Deus nos pediu para reinar e governar com Ele e sob Ele.

Nós não governamos ao lado Dele, pois não há ninguém que possa se igualar a Deus. Ficaremos felizes de estar sob Seu reinado. Mas Deus sempre teve a intenção de nos dar domínio sobre partes de Sua criação.

De Gênesis em diante, Deus nos pediu para governar o que Ele criou ao buscá-Lo. Isso inclui os animais, a terra e uns aos outros. Quando estivermos no céu, finalmente seremos capazes de governar a criação de maneira justa, correta e perfeita, porque seremos sem pecado e teremos Deus para nos guiar.

 

3 grandes razões pelas quais o céu será melhor do que pensamos

 

Além das quatro coisas mencionadas acima, há grandes realizações que devem nos dar não apenas esperança, mas uma alegria incrível, enquanto aguardamos o que faremos (e poderemos) fazer no Céu. Abaixo estão três grandes.

 

1. Vida Continuada

Nossa vida no céu será mais ou menos assim. No Céu, como na Terra, haverá terra, montanhas, oceanos, animais, pessoas, sociedade, comida e uma infinidade de outras coisas que reconheceremos. Aqui está o ponto:

Se a vida no Céu fosse completamente irreconhecível da nossa vida na Terra, então não teríamos muito o que esperar. No Céu, as melhores partes serão melhoradas, as piores serão removidas.

 

2. Criação Aperfeiçoada

Nós gostamos da criação agora, e ela é falha. Imagine como será quando estiver perfeita!

Gostamos de ver as montanhas, entrar no oceano, apreciar o pôr do sol ou observar a vida selvagem. Mas partes de nossa criação também não funcionam direito. Há desastres, erosões, tragédias que acontecem por causa da natureza e a extinção de espécies. E mesmo para nós, não trabalhamos como deveríamos. Neste momento, nós e todos os animais do planeta podemos ficar doentes, feridos ou morrer.

No Céu, nos é prometido que não haverá mais doença, morte, tristeza e remorso. Estaremos em uma criação perfeita com nosso criador perfeito.

 

3. Tempo Infinito

Este último pode ser o mais difícil para nossas mentes entenderem. Somos seres limitados ao tempo, acostumados a um tempo limitado, e é por isso que é impossível entender completamente um Deus atemporal. Algum dia você e eu não seremos eternos (o que significa que não temos começo e fim), mas teremos a vida eterna daqui para frente.

Pense desta forma: o que você poderia realizar com tempo ilimitado?

Há projetos aos quais você não consegue chegar, livros que não foram escritos, paixões não realizadas e viagens que você provavelmente nunca fará. Há tempo perdido com entes queridos e amigos que você nunca pode recuperar, palavras ditas tarde demais e milhões de oportunidades e momentos cruciais perdidos.

Mas esse não será o caso algum dia. Algum dia, haverá apenas dias intermináveis. Teremos todo o tempo do mundo, ou deveríamos dizer, todo o tempo no céu .

Antes da queda da humanidade, Adão e Eva tiveram um trabalho significativo. Eles supervisionaram a criação de Deus, cuidaram uns dos outros e até foram convidados a expressar sua criatividade dando nomes aos animais.

O trabalho deles não era penoso, excessivamente difícil, estressante, humilhante ou algo feito de má vontade. Tudo neste momento foi bom, incluindo o trabalho deles. Mas quando o pecado e a morte entraram no mundo, suas vidas e suas obras tornaram-se uma sombra do que já foi.

Mas algum dia, mais uma vez, teremos uma comunidade significativa onde temos empregos, construímos casas e trabalhamos dentro do reino de Deus para a glória Dele. Mais uma vez, esperamos ansiosamente pelo nosso trabalho, e cada aspecto dele nos dará significado pessoal, será benéfico para os outros e glorificará a Deus. Viveremos para servi-Lo, e ficaremos felizes em fazê-lo.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

E o Pecado Entra no Mundo

 


 

Rm 5.12-21     

12  Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

13  Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.

14  Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

15  Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos.

16  O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.

17  Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.

18  Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.

19  Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.

20  Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,

21  a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

Do versículo12 ao 21: nova divisão no capítulo 5, totalmente dedicada a falar da entrada do pecado no mundo, do terrível efeito que causou e da espetacular solução divina para o problema.

A nova divisão tem alguma conexão com a anterior?

Sim. Paulo havia assumido que todos éramos pecadores - versículos 8 e 10. Talvez sentiu vontade de explicar porque afirmou algo tão forte e desagradável. v.12 - Um dos versículos mais importantes da Bíblia.

Temos quatro afirmações aqui. Terríveis, mas bem claras. Vejamos cada uma, mudando a ordem:

 

1) O pecado entrou no mundo por um só homem.

É tão óbvio que não precisamos especular sobre quem é esse homem: Adão (duas vezes – versículo 14)

 

2) Todos pecaram juntamente com Adão.

Jamais iremos compreender totalmente esse fato. Mas Deus considerou cada ser humano como se estivesse pecando juntamente com Adão (que continha potencialmente a raça humana).

Uma semente ruim gera árvore ruim, ou seja, a árvore está potencialmente contida na semente.

O fato é que é assim como a Bíblia diz, quer você compreenda ou não, quer concorde ou não.

Saiba que, aos olhos de Deus, quando Adão pecou, você estava pessoalmente pecando também.

É exatamente por isso que todos nascem pecadores.

 

3) O pecado trouxe a morte ao mundo

Esse fato é exatamente o cumprimento do que Deus dissera a Adão em Gênesis 2.14-17:

O nome do terceiro rio é Tigre; é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto é o Eufrates. Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Aqui se refere à morte física ou espiritual? Ambas.

* Física: degeneração do corpo, volta ao pó.

* Espiritual: separação de Deus; sem comunhão com Ele.

 

4) A morte passou a todos os homens

Consequência lógica: se todos pecaram com Adão e o pecado trouxe a morte, então a morte envolveu todos.

Não diz quase todos, mas todos que nasceram de homem e mulher, sem exceção.

(Essa afirmação não inclui Cristo. Lembre-se que Ele só teve mãe humana).

 

- Uma criança de um dia, é pecadora e condenada? Sim! E o fato de ela morrer, é exatamente a prova de que tem o pecado dentro. Se não fosse, não morreria!

 - E vai para o céu?

- Penso que sim, não porque não tem pecado, mas porque Cristo disse que o reino dos céus é das criancinhas. E os pecados delas? Cristo pagou. E de alguma forma dispensaria o exercício de fé pessoal. A Bíblia não explica esse detalhe.

v. 3-14

Versículos difíceis. Quase uma prova da afirmação do versículo 12.

A ideia é: “Vou provar que a morte passou a todos os homens, como consequência do pecado de Adão, e não por pecados pessoais cometidos após o nascimento.

Antes da lei, os homens pecavam, mas não à semelhança da transgressão de Adão, ou seja, pecavam, mas sem estar desobedecendo a alguma ordem direta de Deus (Adão recebeu ordem explícita de não comer o fruto).

Só que, se eles tivessem nascido inocentes e depois pecado sem receber qualquer ordem explícita (lei), Deus não teria imputado a eles esses pecados. E se pecados não eram imputados, então não precisavam morrer. Só que morriam! (v. 14).

O fato de morrerem, portanto, prova que já traziam o pecado dentro de si, e com o pecado, a mortalidade.”

Irmão em Cristo: é muito importante você aprender isso e saber mostrar pela Bíblia que todo ser humano nasce com pecado dentro, morto espiritualmente, separado de Deus.

Amigo: você continua nessa terrível situação.

v. 14b: … Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir

Literal: Adão, que era tipo do que havia de vir (tipo é algo ou alguém que, embora literal, servia como figura ou ilustração de algo ou alguém mais importante, que viria depois).

Cristo é chamado de último Adão em 1Corintios 15.45:

Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.

v. 15-19

Trecho longo, difícil, um pouco repetitivo. Resumirei a ideia geral.

É importante notar a analogia:

* Adão: primeiro da raça humana

* Cristo: primeiro da raça dos filhos de Deus, sem pecado, obediente a Deus, com natureza divina (nós crentes, temos essa natureza divina implantada).

Explicação resumida dos v. 17-19

 

Adão: ofensa, desobediência, que trouxe condenação sobre ele.

Resultado: o pecado dele contaminou toda a raça da qual ele era o cabeça. Isso gerou juízo sobre todos os homens para condenação, pois se tornaram pecadores.

Observe que mesmo os que não pecaram como Adão, ou seja, desobedecendo ordem direta, pecaram e morreram. A morte reinou sobre todos.

 

Cristo: obediência, ato de justiça.

Resultado: a obediência dEle gerou graça, dom (presente) e justiça de Deus, extendida e oferecida a todos os homens. Todos os que desejarem e aceitarem, receberão justificação que dá vida, se tornarão justos e reinarão em vida eternamente.

 Aqui vale o mesmo princípio aplicado em Adão, só que envolve bençãos: mesmo os que não obedeceram como Cristo, ou seja, totalmente, recebem a graça vinda da obediência dEle.

 

Mas essa explicação ainda falta algo importante.

O que falei até aqui, pode deixar a ideia de que a reação de Deus ao comportamento de Adão e de Cristo foram semelhantes na sua natureza e intensidade.

 Adão pecou, Deus imputou o pecado a todos os da raça dele (Adão) e foram condenados. Cristo obedeceu, Deus justificou todos os da raça dEle, que usufruíram da justiça vindo dessa obediência e receberam vida eterna.

Mas Paulo quer chamar a atenção de que a graça proveniente da obediência de Cristo é muitíssimo maior do que a condenação vinda da ofensa de Adão. Sem termos de comparação. Esse é o foco dos v. 15-16.

Explicação resumida dos v. 15-16

Se um só pecado, de um só homem, gerou a morte a toda uma raça, já imaginaram qual o resultado de milhões, bilhões de pecados e ofensas?

Um observador colocaria a mão na cabeça, apavorado: Meu Deus, o que virá agora? Não posso nem imaginar a magnitude da explosão da ira de Deus com tantos pecados e ofensas.

Pois o resultado é que um só, Cristo, veio, obedeceu e Deus reagiu com uma graça ultra gigantesca, suficiente para cobrir todas as ofensas de todos os homens.

Uma super-graça, muitíssimo maior do que a ira provocada por tanta ofensa. Em suma:

O rigor com que Deus reagiu ao pecado de Adão, é muitíssimo menor em intensidade do que a graça com que Ele reagiu à obediência de Cristo.

Toda a passagem culmina nos v. 20-21, que é explicação e resumo de tudo:

 v. 20-21

Vindo a lei de Moisés, ficou evidente a multiplicação de pecados. Os homens confirmavam a sua pecaminosidade e atestavam o seu estado de condenação.

 Mas foi exatamente nesse meio pecaminoso, podre, corrupto, onde abundava o pecado, que brilhou a luz do Salvador e superabundou a graça!

 

O pecado reinava soberano, matando todos.

Mas só até o dia em que veio o Senhor Jesus e, com a Sua obediência, vivendo de maneira totalmente puro e morrendo na cruz, fez reinar a graça de Deus, que justificou a muitos, para vida eterna!

Fico um pouco frustrado por não podermos captar a profundidade do amor de Cristo por nós, da graça de Deus, da capacidade de Deus em perdoar.

 

Termino com quatro observações:

1) A Bíblia diz que um só pecado, de um só homem, gerou a morte e condenação de todos.

Por que? Porque a santidade de Deus é tamanha, que exigia isso.

 

2) O valor do sangue de Cristo. Se um só pecado de um só homem causou tanto estrago e provocou tanta ira de Deus, imagine bilhões de pecados. Pois o sangue de Cristo, sozinho, tem poder para cobrir todas as ofensas

 

3) Embora seja importante lembrar do valor do sangue de Cristo, devemos ter cuidado para não tratar tudo como fria questão de aritmética: “Meus pecados ofenderam muito a grande sensiblidade de Deus. Mas quando exercíto a  fé, Cristo aplicou o sangue dEle sobre os meus pecados, e como o sangue dEle tem mais peso do que minhas ofensas, logo estou tranquilo.”

 

Está certo, mas incompleto. Falta algo importantíssimo: a capacidade de perdoar, de Deus.

 

Você, crente, foi alvo de muita misericórdia.


4) Seus pecados, irmão, não deixaram de ofender a Deus porque você agora é salvo. Continua ferindo tremendamente a santidade de Deus. Talvez ainda até mais, porque você agora é filho dEle, conhece as coisas espirituais.

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Estudo Bíblico de Gênesis 1

Gênesis 1 apresenta Deus como o criador do cosmos. Um estudo bíblico de Gênesis 1 revela que esse capítulo não serve apenas como introdução do próprio livro, mas de toda a Escritura. Através de sua Palavra, Deus criou todas as coisas. É sobre essa doutrina que o restante de toda narrativa bíblica se desenvolve.

 

1- O início da criação (Gênesis 1:1-2)

O escritor de Gênesis abre seu livro dizendo: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). Esta é a primeira frase da Bíblia Sagrada, e não poderia ser mais apropriada. Qualquer pessoa que desejar saber quem é Deus encontra uma reposta clara e direta já na primeira frase da Escritura: Deus é o criador do universo!

Ao dizer “no princípio criou Deus”, o texto bíblico também declara a eternidade de Deus. Quando Deus iniciou a obra da criação nem mesmo o tempo existia, por isso o autor bíblico se limita a dizer “no princípio”. Nesse princípio somente Deus existia, ou seja, somente Ele é eterno. Ele é de eternidade em eternidade (cf. Salmo 90:2  - ‘Antes que os montes nascessem, antes que formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus’.).

O texto também destaca a imensidão da majestade do Criador. O substantivo masculino “Deus” traduz o hebraico Elohim. Essa palavra hebraica é uma das mais utilizadas no Antigo Testamento para se referir a Deus, e consiste numa forma plural que indica intensidade e plenitude. 

Gênesis 1 começa mostrando que num primeiro momento a terra era sem forma e vazia. Isso significa que nesse estágio a terra, bem como o próprio universo organizado, era inabitável. Então o texto diz que o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Isso significa que o Espírito de Deus foi quem trouxe ordem ao caos e transformou a terra em um lugar apropriado para receber vida. A Bíblia diz claramente que a criação foi obra do Deus Trino (Gênesis 1:2,26; Salmos 33:6,9; 148:5; João 1:1-3; Colossenses 1:15-17; Hebreus 1:2; 11:3).

 

2- Os dias da criação em Gênesis 1

Gênesis diz que Deus criou o mundo num total de seis dias e no sétimo descansou. Existe muita discussão acerca da natureza desses dias. Alguns pensam que os dias são simbólicos e representam eras. Outros pensam que os dias da criação foram literais. Há ainda aqueles que defendem que Gênesis 1 trata-se simplesmente de um mito que no fim transmite a moral de que existe um Criador.

Obviamente a última interpretação afronta a Escritura. Se entendermos que os primeiros capítulos de Gênesis são simplesmente folclóricos, não restará nenhuma base onde repousará as doutrinas da criação, do pecado e da redenção.

A interpretação que diz que os dias de Gênesis 1 são simbólicos também enfrenta problemas. Se reconhecermos que Gênesis 1 é uma narrativa histórica, não haverá outra possibilidade a não ser interpretar o texto como de fato ele é.

 

3- A sequência da criação (Gênesis 1:3-33)

Gênesis 1 apresenta a sequência da ordem dos atos criativos de Deus em duas tríades de dias. Na primeira tríade Deus iniciou a criação e deu sua forma inicial básica. Ao dizer que no princípio Deus criou os céus e a terra, o escritor de Gênesis se refere ao universo organizado, o cosmos (cf. Gênesis 2:1-4; Deuteronômio 3:24; Isaías 65:17; Jeremias 23:24). Então Deus fez a separação da luz e das trevas e preparou a terra para abrigar vida, começando pela vegetação (dias 1, 2 e 3). Na segunda tríade Deus estabeleceu os luminares e povoou o habitat que estava pronto com peixes, aves, animais e seres humanos (dias 4, 5 e 6).

Embora Gênesis 1 não relate explicitamente, em algum momento dentro desse processo criativo os seres celestiais foram criados. A Bíblia não fornece detalhes acerca disto, apenas informa que Deus criou os seres angélicos (cf. Salmo 148:1-5; Neemias 9:6; Colossenses 1:16).

É interessante notar que em Gênesis 1 cada dia criativo segue um padrão. O autor bíblico inicia cada dia da criação com a seguinte declaração: “Disse Deus […]”. Com isso ele enfatiza ainda que Deus criou todas as coisas por meio de sua Palavra. Na sequência o escritor mostra cada uma das ordens de Deus: “Haja […]”. Depois o escritor mostra o resultado da ordem divina: “E assim se fez […]”; e revela o contentamento do Criador: “E viu Deus que isso era bom”.

 

4- Dinossauros na Bíblia – Leviatã e Beemote


Primeiramente, saiba que a palavra “dinossauro” só passou a existir a partir do século XIX, mais precisamente em 1841, com o paleontólogo britânico Richard Owen. Logo, não espere encontrar essa palavra na Bíblia, pois esta foi escrita muito tempo antes dos fósseis de dinossauros serem encontrados. Mas, se eles realmente existiram, então a Bíblia deve ter falado deles usando outra palavra, não?

Sim, a Bíblia fala sobre os dinossauros, porém referindo-se a eles como “Leviatã” e “Beemote”.

dinossauros

A primeira referência a dinossauros está em Gênesis 1:21: “Deus criou as grandes baleias”. A palavra hebraica para baleias é tanniym, que significa monstro. Esta palavra surge mais de 20 vezes em toda a Bíblia.

Pelo relato da criação, percebe-se que os dinossauros aquáticos (também conhecidos como plesiossauros) foram criados no quinto dia (Gênesis 1:21) e os dinossauros terrestres, no sexto dia da Criação (Gênesis 1:24).


Leviatã

Isaías 27:1: “Naquele dia, o Senhor com sua espada severa, longa e forte, castigará o Leviatã, serpente veloz, o Leviatã, serpente tortuosa; matará no mar a serpente aquática”. Este tipo de dragão marinho é chamado Leviatã.

Em algumas versões das Escrituras, a palavra “Leviatã” é traduzida como crocodilo. Porém, ao analisarmos a descrição bíblica do animal, percebemos que não se trata de um simples crocodilo, mas de um dinossauro. Veja:

“Acha que ele [o Leviatã] vai fazer acordo com você, para que você o tenha como escravo pelo resto da vida? Acaso você consegue fazer dele um bichinho de estimação, como se ele fosse um passarinho, ou pôr-lhe uma coleira para as suas filhas? Poderão os negociantes vendê-lo? Ou reparti-lo entre os comerciantes? Você consegue encher de arpões o seu couro, e de lanças de pesca a sua cabeça? Se puser a mão nele, a luta ficará em sua memória, e nunca mais você tornará a fazê-lo. Esperar vencê-lo é ilusão; só vê-lo já é assustador. Ninguém é suficientemente corajoso para despertá-lo. […] Não deixarei de falar de seus membros, de sua força e de seu porte gracioso. Quem consegue arrancar sua capa externa? Quem se aproximaria dele com uma rédea? Quem ousa abrir as portas de sua boca, cercada com seus dentes temíveis? Suas costas possuem fileiras de escudos firmemente unidos; cada um está tão junto do outro que nem o ar passa entre eles; estão tão interligados, que é impossível separá-los. Seu forte sopro atira lampejos de luz; seus olhos são como os raios da alvorada. Tições saem da sua boca; fagulhas de fogo estalam. Das suas narinas sai fumaça como de panela fervente sobre fogueira de juncos. Seu sopro faz o carvão pegar fogo, e da sua boca saltam chamas. Tanta força reside em seu pescoço que o terror vai adiante dele. As dobras da sua carne são fortemente unidas; são tão firmes que não se movem. Seu peito é duro como pedra, rijo como a pedra inferior do moinho.” – Jó 41:4-24

A passagem bíblica de Salmo 104:26 chega mesmo a quase comparar o leviatã a um navio, pois diz: “Nele passam os navios, e também o Leviatã, que formaste para com ele brincar”. O Leviatã é descrito como um animal temido, de pele tão espessa que nem espada ou pedra o afugentava e que cuspia fogo. Nem se compara a um simples crocodilo! Trata-se claramente de um dinossauro marinho, provavelmente um Kronossauro, um Hadrossauro ou um Plesiossauro, pois estes possuíam uma estrutura craniana com órgãos em forma de bexigas e câmaras, provavelmente usadas para armazenar substâncias químicas e lançar substâncias inflamáveis (ou seja, eles cuspiam fogo, assim como o Leviatã).

Curiosamente, lemos no verso 9 de Jó 41: “eis que a sua esperança falhará”, uma clara e evidente referência à sua extinção.


Beemote

“Veja o Beemote que criei quando criei você e que come de capim como o boi. Que força ele tem em seus lombos! Que poder nos músculos do seu ventre! A cauda dele balança como o cedro; os nervos de suas coxas são firmemente entrelaçados. Seus ossos são canos de bronze, seus membros são varas de ferro. Ele ocupa o primeiro lugar entre as obras de Deus. No entanto, o seu Criador pode chegar a ele com sua espada. Os montes lhe oferecem os seus produtos, e todos os animais selvagens brincam por perto. Sob os lotos se deita, oculto entre os juncos do brejo. Os lotos o escondem à sua sombra; os salgueiros junto ao regato o cercam. Quando o rio se enfurece, ele não se abala; mesmo que o Jordão encrespe as ondas contra a sua boca, ele se mantém calmo. Poderá alguém capturá-lo pelos olhos, ou prendê-lo em armadilha e enganchá-lo pelo nariz?” – Jó 40:15-24

Algumas versões traduzem “Beemote” como hipopótamo ou elefante, mas o animal aí referido não possui características nem de hipopótamo nem de elefante. A descrição bíblica indica que o animal possuía uma cauda grande e potente, pois é comparada com o cedro – árvore alta, forte e resistente. Ora, hipopótamos ou elefantes não possuem uma cauda como esta, descrita no v. 17. A declaração é que tal animal se alimentava em lugares altos, diferente do hipopótamo e do elefante. Juntamente com o v. 23 concluímos que se trata de um animal muito grande e pesado, pois não se alarmava com enchentes, mesmo de um rio como o Jordão, com um considerável volume de águas.

Além disso, o hipopótamo não é encontrado na região geográfica que descreve esse acontecimento bíblico. As particularidades deste animal apresentadas nesses versos são as de um dinossauro herbívoro, provavelmente um braquiossauro, que media aproximadamente 25 metros de comprimento, 15 metros de altura e pesava cerca de 90 toneladas.


  • Mas esses animais não viveram há milhões de anos?

Muitos fósseis de grandes répteis “pré-históricos” contêm Carbono 14 detectável, algo que não deveria ocorrer se ele tivessem milhões de anos. O C14 só poderia durar cerca de poucos milhares de anos, e não milhões de anos. O C14 faz com que esses animais “pré-históricos” estejam mais próximos de nós na história. Além do C14, tecidos moles com aparência de fresco e não mineralizados estão sendo constantemente encontrados em fosseis; algo assim não poderia durar muito mais do que 3 a 5 mil anos. Também podemos contar com relatos históricos e literários (heródoto, Marco Polo, Beowulf, etc.), pinturas rupestres variadas (Utah, Queensland, etc.) e artefatos de diferentes culturas (Inca, China, Uruk, etc.) que descrevem criaturas extremamente semelhantes aos dinossauros e outros répteis “pré-históricos” vivendo em contato com o ser humano.