sexta-feira, 24 de setembro de 2021

O que é a parábola do grão de mostarda?

A parábola do grão de mostarda, apesar de ser uma das menores parábolas, é muito popular. Este ensinamento de Jesus pode ser encontrado em Mateus 13:31-32, Marcos 4:30-32 e Lucas 13:18-19.

 

Mesmo que pequena, esta parábola nos traz um grande ensinamento sobre a fé e o Reino de Deus. Para entendermos a parábola, devemos anteriormente saber o que é um grão de mostarda.

 

A semente de mostarda é extremamente pequena, tem cerca de 1,5 milímetros de diâmetro. Mas apesar do seu tamanho, depois de germinada, seu tamanho pode alcançar até de 3 metros de altura.

 

O Reino de Deus é como um grão de mostarda 


Nesta pequena parábola Jesus compara o Reino de Deus à semente de mostarda. Apesar de pequena, semeada se torna uma grande árvore e abriga os ninhos dos pássaros.

 

Quando Jesus comparou o reino de Deus ao grão de mostarda, Ele não estava relacionando o tamanho da semente ao tamanho do Reino de Deus, mas ilustrava o poder de crescimento da Palavra do Reino dos Céus. Mesmo em uma pequena dose, a Palavra do Evangelho é capaz de crescer, multiplicar seu tamanho ao ponto de abrigar a todos que procuram por abrigo.

 

Essa ilustração do Reino de Deus, seu poder, crescimento e acolhimento vai de encontro com a palavra liberada no Antigo Testamento em Ezequiel 17:23. O Evangelho é eficaz e uma vez liberado - semeado - é capaz de crescer e acolher, gerando um ambiente rico em vida.

 

Podemos reconhecer nessa ilustração o próprio Evangelho anunciado por Jesus, onde se iniciou de forma simples e com os humildes. Ele teve pescadores como discípulos (Mateus 4:18-22) e entrou em Jerusalém no lombo de um jumentinho (Mateus 21:5). Mas apesar da simplicidade, o Evangelho se espalhou pelos quatro cantos da terra e até hoje gera muitos frutos, filhos e filhas de Deus!

 

Ter a fé como um grão de mostarda


Em Lucas 17:5-6, os apóstolos pedem a Jesus que aumente a fé deles. Jesus foi categórico respondendo no versículo 6: "Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderão dizer a esta amoreira: 'Arranque-se e plante-se no mar', e ela obedecerá".

 

O Apóstolo Paulo nos ensina que "a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos" (Hebreus 11:1) e "sem fé é impossível agradar a Deus". Mesmo pequena, a fé tem que ser baseada na certeza e por isso a fé fundamentada - mesmo que pequena - é capaz de mover o impossível. Essa convicção se dá lendo e ouvindo a Palavra de Deus (Romanos 10:17).

 

Em Mateus 17, os discípulos tentam expulsar um demônio de um homem sem sucesso e Jesus intervem. Em reservado, os discípulos perguntam a Jesus o porquê de não conseguiram expulsar o demônio. Jesus fala da pouca fé que eles tinham, comparando ser menor que um grão de mostarda (Mateus 17:20).

 

Desta maneira podemos entender o real poder da fé e sua eficácia. Se a nossa fé for do tamanho de um grão de mostarda já seria o suficiente para um grande mover em nossas vidas. Por isso, devemos perseguir com todas as forças, crescer em fé, para que através de nós, em fé, possamos realizar grandes coisas em nome de Jesus (João 14:12-14).


O Reino de Deus é como um grão de mostarda


Nesta pequena parábola Jesus compara o Reino de Deus à semente de mostarda. Apesar de pequena, semeada se torna uma grande árvore e abriga os ninhos dos pássaros.


Quando Jesus comparou o reino de Deus ao grão de mostarda, Ele não estava relacionando o tamanho da semente ao tamanho do Reino de Deus, mas ilustrava o poder de crescimento da Palavra do Reino dos Céus. Mesmo em uma pequena dose, a Palavra do Evangelho é capaz de crescer, multiplicar seu tamanho ao ponto de abrigar a todos que procuram por abrigo.

Essa ilustração do Reino de Deus, seu poder, crescimento e acolhimento vai de encontro com a palavra liberada no Antigo Testamento em Ez 17,23. O Evangelho é eficaz e uma vez liberado - semeado - é capaz de crescer e acolher, gerando um ambiente rico em vida.


Podemos reconhecer nessa ilustração o próprio Evangelho anunciado por Jesus, onde se iniciou de forma simples e com os humildes. Ele teve pescadores como discípulos (Mt 4,18-22) e entrou em Jerusalém no lombo de um jumentinho (Mt 21,5). Mas apesar da simplicidade, o Evangelho se espalhou pelos quatro cantos da terra e até hoje gera muitos frutos, filhos e filhas de Deus! 

Ter a fé como um grão de mostarda

Em Lc 17,56, os apóstolos pedem a Jesus que aumente a fé deles. Jesus foi categórico respondendo no versículo 6: "Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderão dizer a esta amoreira: 'Arranque-se e plante-se no mar', e ela obedecerá".


O Apóstolo Paulo nos ensina que "a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos" (Hb 11,1) e "sem fé é impossível agradar a Deus". Mesmo pequena, a fé tem que ser baseada na certeza e por isso a fé fundamentada - mesmo que pequena - é capaz de mover o impossível. Essa convicção se dá lendo e ouvindo a Palavra de Deus (Rm 10,17).


Em Mateus 17, os discípulos tentam expulsar um demônio de um homem sem sucesso e Jesus intervem. Em reservado, os discípulos perguntam a Jesus o porquê de não conseguiram expulsar o demônio. Jesus fala da pouca fé que eles tinham, comparando ser menor que um grão de mostarda (Mt 17,20).


Desta maneira podemos entender o real poder da fé e sua eficácia. Se a nossa fé for do tamanho de um grão de mostarda já seria o suficiente para um grande mover em nossas vidas. Por isso, devemos perseguir com todas as forças, crescer em fé, para que através de nós, em fé, possamos realizar grandes coisas em nome de Jesus (Jo 14,12-14).

Três níveis de fé

Ao ouvir isso, Jesus admirou-se e disse aos que o seguiam: "Digo-lhes a verdade: Não encontrei em Israel ninguém com tamanha fé. (Mat 8:10)

 

"Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?" Então ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa bonança. (Mat 8:26)

 

Ele lhe disse: "Deixe que primeiro os filhos comam até se fartar; pois não é correto tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos". Ela respondeu: "Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças". Então ele lhe disse: "Por causa desta resposta, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha". (Mar 7:27-29)

 

E não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles. (Mat 13:58)

 

Quero falar sobre três níveis de fé: a incredulidade, a pequena fé e a grande fé. Várias vezes, quando Jesus era interpelado pelos seguidores, ele classificava a fé dessas pessoas. Aqueles que vinham até Ele buscando algum tipo de alívio ou livramento, normalmente eram classificados por Jesus, como tendo nenhuma, pouca ou muita fé. Essa diferença era crucial, pois aqueles que tinham grande fé obtiveram rapidamente a resposta que precisavam para qualquer que fora as suas necessidades. Os que tinham pouca fé entravam em desespero e, Jesus os ajudava por sua misericórdia. E tem um terceiro grupo: os que não tinham fé (Mt. 13:58) e não puderam obter nada de Jesus.

 

Incrédulos

 

Esse primeiro grupo é aquele que desqualifica Jesus como o Cristo, ao qualificá-lo como um indivíduo qualquer. Esse grupo viu toda a sabedoria de Jesus e viram o que Jesus andava fazendo por onde passava. Mas eles não se atentaram para sua sabedoria divina. Eles atentaram-se em outros detalhes: “Não é esse o filho de Maria? Não é filho de José? Não é irmão de Tiago...?”. Na sua incredulidade eles diziam: “Eu conheço esse homem. Sei quem é o seu pai, sei onde ele estudou, sei com quem ele cresceu, onde ele brincou. Esse não pode ser o messias”

 

Esses são aqueles que hoje na igreja são atraídos pelos prédios, pelos programas e eventos, pelas amizades, pela conveniência. Eles conhecem aqueles que são de Jesus. Eles sabem de onde Jesus veio, mas não compreendem quem o enviou. Eles sabem que Jesus é extremamente sábio, mas não podem enxergar o poder que há em seu nome. São muito religiosos para perceber que Jesus é bem mais que o filho de um carpinteiro.

 

Os que têm pouca fé

 

"Porque vocês estão com medo? Que pouca confiança vocês tem? Então ele se levantou e repreendeu os ventos e as ondas e houve grande calmaria” Mt 8:26

 

"Mais tarde, os discípulos perguntaram a Jesus em particular: “Por que não conseguimos expulsar aquele demônio?”. “Porque a sua fé é muito pequena”, respondeu Jesus. “Eu lhes digo a verdade: se tivessem fé, ainda que do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: ‘Mova-se daqui para lá’, e ele se moveria. Nada seria impossível para vocês", Mt 17,19-20

 

Esse é um segundo grupo de pessoas que conheceram e seguiram a Jesus. Eles ouviram os ensinamentos de Jesus, e espantem-se: até mesmo conviveram diariamente durante anos, com Jesus. Porém ainda assim, não foi suficiente para fazer com que a sua fé fosse incondicional.

 

Eles creem em Jesus.  Eles sabem que Ele é o Messias, o Cristo. Sabem que há poder no Seu nome. Muitos deles  já experimentaram, viram e vivenciaram dos milagres de Jesus, porém a sua fé ainda não desenvolveu o suficiente.

 

O grupo dos que têm pouca fé, quando se deparam com alguma situação maior do que eles podem esperar, ficam sem reação. Não conseguem avançar. Algo semelhante aconteceu com Moisés. Aquele que vira Adonai falar através de uma sarça flamejante que não se consumia. Embora tenha visto todos os sinais que Adonai operou isso não foi suficiente para construir nele uma fé que poderia fazê-lo transpor quaisquer obstáculos.

 

Quando diante do mar, Moisés clama ao Senhor. Deus o responde, porque Moisés tinha fé em Deus. Ele cria que Deus existia. Moisés sabia que o Eu Sou falara com ele, porém, Ele não tinha fé para compreender que o Eu Sou ‘era’ com ele. A resposta de Adonai é muito clara: “Porque você está me invocando? Diga ao povo que marche!” (Ex. 14:15). Essa resposta, muito claramente, foi dada dessa maneira a alguém que já conhecia o poder, o caráter, a destreza daquele que o enviara, mas precisava de um empurrão na fé. Ele não precisava chamar, bastava fazer e confiar que o Senhor agiria.

 

Nesse grupo eu posso incluir os discípulos de Jesus. Constantemente Jesus dizia a seus discípulos: “homens de pouca fé”, embora convivessem diariamente com o mestre. Foi assim quando eles atravessavam o mar e enfrentaram a tempestade (Mt. 8:26). Foi assim quando eles não puderam expulsar um espírito imundo (Mt. 17:19) e em outras ocasiões. Essa repreensão de Jesus deixa claro, que Jesus quer que nossa fé se desenvolva, a ponto de fazermos qualquer coisa em seu nome. A tal ponto de fazermos as mesmas coisas e mais do que Ele fez.


É interessante citar a pouca fé, pois parece estar se falando de quantidade, não de tamanho. Pois o próprio Jesus disse que uma fé do tamanho de um grão de mostarda, poderia mover um monte.

 

"Quem crer em mim fará também as obras que eu faço! Na verdade fará coisas ainda maiores porque eu vou para o Pai"  - João 14:12

 

Os que têm grande fé

 

Se no grupo dos que tinham pouca fé, nós colocamos os discípulos, é interessante falar, que os que foram classificados como tendo grande fé, na sua maioria, nunca tinham visto a Jesus, apenas ouviram falar. O ouvir falar foi suficiente para gerar neles grande fé. Paulo inclusive diz: “a fé vem por ouvir a respeito de Jesus” Rm. 10:17

 

Eles ouviram falar de um ‘tal’ Jesus e creram. Creram a tal ponto de obter imediatamente a resposta da sua petição. Foi assim com o cego (Mt. 9:29), com a mulher do fluxo de sangue, com a mulher siro-fenícia (Mt. 7:27), com o centurião (Mt. 8:10) e vários outros.

 

Eu quero te revelar um ‘segredo’: a fé pode mudar inclusive, uma sentença do próprio Pai sobre ti. Não estou sendo herege ao declarar isso. Posso dar, pelo ou menos dois exemplos, um sob a Velha Aliança e outro com o próprio Jesus:

 

A mulher siro-fenícia, já tinha recebido uma resposta de Jesus, sobre a sua petição. Jesus dissera que não poderia atende-la pois não seria “correto”, sem antes atender os de casa. Mas a resposta da mulher, lotada de fé na pessoa de Jesus, cheia de convicção de quem Jesus era, do que ele podia fazer, do seu amor e compaixão, sabendo que Deus não fazia distinção entre pessoas, fez com que Jesus mudasse o seu parecer sobre a sua causa.

 

"Por causa desta resposta, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha". (Mar 7:27-29)


Jesus diz a ela que por causa da resposta dela, a filha dela estava já curada. Quanta fé aquela mulher não manifestou para que Jesus mudasse o seu julgamento sobre aquela causa? Mesmo diante de uma resposta dura e até mesmo desanimadora de Jesus, ela perseverou.

 

O segundo exemplo, foi com o rei Ezequias. Todos sabem a história. O próprio Deus mandou Isaías ir até o seu encontro e dizer a Ezequias que os seus dias estavam findando.

 

Naqueles dias Ezequias ficou doente, à beira da morte. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e lhe disse: "Assim diz o Senhor: Ponha a casa em ordem, porque você vai morrer; você não se recuperará". (Isa 38:1)

 

Observe que Adonai dissera que não haveria recuperação para o caso dele. Sabe o que Ezequias fez? Pôs o rosto na parede e começou a clamar ao Senhor e a chorar amargamente. Porque ele fizera isso? Porque Ele sabia que Adonai poderia sim mudar essa situação.  A resposta vira tão rápido, que Isaías se quer havia deixado o Palácio.  Isso é uma grande fé!

 

Note que a grande fé muda qualquer situação. Quando Jesus falou isso aos seus discípulos, ele queria que eles tivessem grande fé: “TUDO é possível para aquele que crê” e “seja feito conforme você crer”.

 

Jesus não despreza a pouca fé, mas ele a repreende. Incentivando-a a ser desenvolvida. E sabe como a fé cresce? Através da leitura da Palavra e da oração no espírito.

 

Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. (Efs 6:16)

 

Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. (Jud 1:20)

 

... Nossa esperança é que, à medida que for crescendo a fé que vocês têm, nossa atuação entre vocês aumente ainda mais, (2Co 10:15)

 

A vontade do Pai é que sejamos cada vez mais parecidos com Jesus, em todas as coisas.

 

Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. (Efs 4:13)

 

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. (1Jo 3:2)

 

Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. (Rom 8:29)


Fermento na Bíblia: Por que era visto de forma tão negativa?

Quais os significados do fermento na Bíblia?


(1) A primeira informação, por mais óbvia que seja, é o que é o fermento. Ele é um agente (uma enzima, um organismo) capaz de provocar a fermentação; levedura. Ele Também pode ser a própria massa de farinha que, tendo azedado, provoca a fermentação em outra massa de pão, quando a esta se mistura.


O fermento penetra toda a massa, a influencia a crescer e muda aspectos como sabor, cheiro e tamanho. Após essa definição simples, devemos compreender que era algo comum na cultura dos israelitas comer pão com fermento (Veja citação em Oséias 7:4).


No entanto, Deus manda que eles tirem o fermento em algumas ocasiões. A mais importante delas é a Pácoa, que era seguida da festa dos pães asmos, ou seja, sem fermento:


“Sete dias se comerão pães asmos, e o levedado não se encontrará contigo, nem ainda fermento será encontrado em todo o teu território” (Êxodo 13:7).


O fermento na Bíblia (Antigo Testamento)


(2) Essa primeira proibição tinha como símbolo a pressa com que israelitas iriam sair do Egito, rapidez essa que não permitiria que a massa ficasse descansando para o fermento fazer o efeito desejado.


Além disso, temos ainda o fermento significando corrupção e degradação em muitas partes da Bíblia. Por exemplo, esse simbolismo estava presente na proibição de se colocar fermento em ofertas levadas ao altar:


“Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará gordura da minha festa durante a noite até pela manhã” (Êxodo 23:18).


Porém, em algumas ofertas o fermento era permitido, como, por exemplo, a oferta de paz: “Com os bolos trará, por sua oferta, pão levedado, com o sacrifício de sua oferta pacífica por ação de graças” (Levítico 7:13).


O fermento na Bíblia (Novo Testamento)


(3) Com o passar do tempo, o fermento foi sendo cada vez menos usado na cultura judaica, não só devido à demora na preparação das massas, mas também porque ele foi ganhando cada vez mais esse aspecto simbólico de corrupção e decadência moral.


Ou seja, ele passou a ser visto como algo que representava o oposto da santidade que Deus desejava. Jesus usou várias vezes esse aspecto negativo, por exemplo, falando sobre o fermento dos fariseus, que comparou a sua doutrina maligna e sua hipocrisia:


“Então, entenderam que não lhes dissera que se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus” (Mateus 16:12).


(4) Existe muitas discussão se Jesus teria usado o fermento como simbolizando algo positivo em Mateus 13:33: “Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado”.


Alguns pensam que essa mulher mencionada por Jesus seria a representação do maligno e o fermento simboliza o mal que ele tenta adicionar em meio aos servos de Deus para contaminá-los.


Já outros pensam que Jesus estava falando aqui do poder de “contaminação” positivo do reino de Deus, usando o fermento de forma positiva.


(5) O fato é que, simbolicamente, o fermento é usado na maioria das vezes na Bíblia como representando o mal e características dele.


O apóstolo Paulo também fez esse uso negativo, quando manda que nos livremos dos aspectos negativos, imorais e corruptos do velho homem sem Deus:


“Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado” (1 Coríntios 5:7 – NVI).


Observe que Paulo usa simbolicamente a massa sem fermento simbolizando uma vida sem a contaminação do mal, influenciada por Cristo.


E, consequentemente, usa o fermento como sendo tudo de ruim, toda contaminação maligna que deve ser deixada quando nos entregamos a Jesus Cristo.




quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Potifar, eunuco do faraó. Como entender isto?


https://youtu.be/piqT0FQHbPE


Gênesis  39:1 (JFA)  E JOSÉ foi levado ao Egito, e Putífar, eunuco de Faraó, capitão da guarda, varão egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá.


Gênesis  39:7 (JFA)  E aconteceu, depois destas coisas, que a mulher do seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo.


Potifar era casado, alem das outras atividades junto ao Reinado de Faraó. E para que não reste duvidas; "eunuco" não é uma situação de castrado; visto que o mesmo tinha esposa.


“EUNUCO” EM QUE SENTIDO?

O termo grego eu•noú•khos, traduzido “eunuco”, pode se referir a um homem privado de sua capacidade de procriação ou simplesmente a um alto funcionário da corte. Pode ser que funcionários da corte responsáveis pelo harém de um rei fossem de fato castrados, mas a castração não era um requisito para outros funcionários, como o copeiro ou o tesoureiro do rei.

O eunuco etíope a quem Filipe batizou pelo visto era um funcionário desse tipo, pois era encarregado do tesouro real. Para efeito de comparação, ele era como um ministro da fazenda.

O etíope também era um prosélito, ou seja, um não judeu que se tornou adorador de Jeová. Na verdade, ele estava voltando de Jerusalém, onde havia ido adorar a Jeová. (Atos 8:27) Por causa disso, pode-se concluir que o etíope não era eunuco em sentido literal, pois a Lei mosaica proibia homens castrados de se tornar parte da congregação de Israel. — Deuteronômio 23:1.

O que é Eunuco:

Eunuco é um homem castrado, que teve os testículos e/ou o pênis removidos. No sentido figurado o termo é usado com o significado de “estéril”, “impotente”, “fraco” ou “inútil”.


No Oriente Médio e na China, o eunuco era o guarda encarregado de cuidar dos haréns, local da casa reservado às esposas e odaliscas. Para se tornar eunuco, o homem guardião era escolhido pela sua incapacidade sexual, que poderia ser causada por um problema congênito ou por ter sido sujeito à castração.


Na seguinte passagem da Bíblia, Jesus faz referência a três tipos de eunucos:


“Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o.” (Mateus, 19:12).


Temos nesta passagem três tipos de eunuco:


1 - Homens que já nasceram assim;

2 - Homens que foram castrados;

3 - Homens que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus;

domingo, 19 de setembro de 2021

A TRAJETÓRIA DO HOMEM ESCOLHIDO - Êxodo 2: 15 – 22

INTRODUÇÃO

Existem três tipos de pessoas: os chamados, os escolhidos e os fiéis.

A Palavra diz que muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Isto significa que o chamado é para todos, isto é, Deus dá a todos a oportunidade de conhecê-Lo, mas só escolhe aqueles que se unem voluntariamente a Ele através de um processo seletivo feito pelo próprio Deus, o qual se consolida com uma aliança.

Existe o terceiro tipo de pessoas, que são os fiéis. Estes são aqueles que não só se unem ao Senhor através de uma aliança, mas também o servem de todo o coração, obedecendo à sua vontade e lutando juntamente com o Cordeiro, conforme está escrito em Apocalipse 17: 14. Tudo está exposto na Palavra e é através dela que o homem é chamado. Mesmo estando longe, fomos chamados e escolhidos para sermos fiéis ao Senhor.

A salvação na vida de uma pessoa se dá quando ela tem a mesma visão que João teve, quando disse: “Eis o Cordeiro de Deus…”


Desenvolvimento

Nosso estudo tem como propósito observar todo este processo através daquilo que aconteceu com Moisés na terra do Egito.


A FUGA

Moisés, que não era egípcio e sim hebreu, vivia naquele país servindo a faraó com toda a sua capacidade, mas não pertencia à sua casa. Certo dia indispôs-se com um egípcio e o matou. A partir daí passou a ser perseguido e ameaçado de morte por faraó e teve que fugir do Egito para o deserto, onde não havia nenhum caminho e nem direção a seguir e chegou, pela misericórdia do Senhor, a um oásis onde havia um poço e lá se assentou.

O homem no mundo vive uma situação semelhante à de Moisés no Egito, servindo ao adversário, ao pecado e exposto à morte todos os dias. Por isso Deus quer que ele fuja do mundo e é aí que se dá o chamado. O Senhor procura, através da orientação do seu Espírito, convencer o homem a deixar o mundo e começar a procurar, até encontrar, o oásis onde está o poço.


O POÇO

No deserto há uma descompensação de temperatura que provoca um grande desgaste no organismo humano; de dia o calor é escaldante e de noite o frio é intenso. Por isso a pessoa que atravessa um deserto, chega a ao oásis totalmente abatida e carente de assistência. Foi no oásis, após atravessar o deserto, que Moisés encontrou um poço e bebeu de sua água.


A partir de então ele entendeu que Deus tinha um novo projeto para sua vida. Lá ele encontrou também com as sete filhas do sacerdote de Midiã, que chegaram com seus rebanhos ao poço e encheram sua pias de água para dar de beber às ovelhas.


A igreja sempre está indo ao poço, para buscar a revelação e os sinais do Senhor, a fim de que o rebanho tenha a benção que enche o coração. Quando o homem chega na igreja e encontra um povo cheio das revelações do Espírito, acaba tendo uma experiência com o Senhor Jesus, através da Palavra revelada e dos sinais do Espírito Santo, passando a entender assim que Deus tem uma vida nova e diferente para ele, e suas forças são renovadas pela bênção do Senhor.


OS PASTORES

Grupo que surgiu, não com o propósito de cuidar das ovelhas ou dar-lhes água, mas para perturbá-las e afugentá-las. Nesta hora também têm se levantado vários grupos para trazer perturbações e prejuízos para a Obra do Senhor, usando o título de “pastores”, pregando um evangelho materialista que não transforma, sem cuidar dos necessitados e fazendo comércio com as ovelhas. O homem que teve o chamado do Senhor e uma experiência com Ele, não aceita as investidas de tais grupos de “pastores” e sempre está pronto a rejeitar seus argumentos.


Após se livrar dos falsos pastores, Moisés deu de beber às ovelhas do sacerdote de Midiã. Quando o novo convertido tem uma experiência com o Senhor e testemunha disso diante da igreja, ela se alegra e recebe o renovo e o refrigério necessário à sua vida espiritual. Essa experiência é uma bênção para a igreja, ela a bebe com satisfação e recebe crescimento e vida.


A PERGUNTA DO PAI – ONDE ESTÁ ELE ?


O Senhor sempre está interessado em saber onde está o novo convertido. Quando a igreja negligencia na assistência, Ele pergunta: “Porque deixaste o homem no deserto ? Chamai-o para que coma pão”. Deus não quer que aquele que chega à igreja fique sem assistência e volte para o mundo. Ele quer que a igreja o ajude a se firmar na caminhada e o conduza à casa do Pai para que coma pão (se alimente de Jesus – o Pão da Vida) e se fortaleça alcançando a salvação e a vida eterna. Jesus disse que na casa do Pai havia muitas moradas, e a igreja precisa estar atenta àqueles que são chamados do meio do deserto e chegam ao oásis (Obra), pois a sua salvação depende da ajuda e da assistência dada pela igreja.


Se o homem que chega ao poço não receber a devida assistência, pode voltar a perder-se no deserto e cair nas mãos de faraó, vindo a morrer sem salvação. Mas se a igreja pagar um preço, assistindo ao novo convertido, com jejuns, orações e madrugadas, a batalha espiritual que se trava em torno dele será ganha e ele alcançará a eternidade.


MOISÉS COM O PAI


Na casa do Pai, Moisés foi bem recebido e comeu pão. É na igreja que o novo convertido vai receber o alimento, a Palavra revelada, o Pão da vida, que é o Senhor Jesus. Através da vida no corpo, o novo convertido vai aos poucos se firmando e fortalecendo espiritualmente, recebendo a assistência e a ajuda da igreja para que possa aprender a caminhar.


Depois de fugir do Egito, atravessar o deserto, chegar ao poço no oásis, conhecer as sete filhas e entrar na casa, o Pai faz uma pergunta que revela o seu desejo de que o homem habite ali com Ele. O homem então decide se aceita o convite do Pai, e sua escolha depende de sua resposta. Quando o homem responde não, o seu chamado perde o valor. Mas quando ele responde sim, passa à condição de escolhido por Deus. Moisés consentiu em morar na casa do sacerdote de Midiã.


MOISÉS CASA COM ZÍPORA


Após consentir em morar naquela casa, e com aquela família que o acolheu tão bem, Moisés recebeu do Pai, sua filha primogênita (a primeira) como mulher. Ela representa a primeira aliança de Deus com o homem que é escolhido, e a partir daquele momento Moisés foi considerado como um filho naquela casa e um membro daquela família, tornando-se fiel a todos os princípios nela existentes, compartilhando de suas alegrias, tristezas, responsabilidades e bens.


Após o casamento, Moisés e Zípora tiveram um filho chamado Gerson, fruto do compromisso com aquilo que pertence ao Pai. A forma como encaramos o nosso chamado e a nossa escolha, é quem vai determinar a nossa fidelidade. Hoje nós temos um compromisso com o Pai, e este compromisso precisa produzir frutos que permaneçam para a eternidade.


Marco Antonio Lana (Teólogo Bíblico)


O que é o terceiro céu mencionado na Bíblia? Existe mais de um céu?

O que é o terceiro céu mencionado na Bíblia?


(1) A menção do terceiro céu está neste texto: “Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)” (2 Coríntios 12:2).


Paulo está explicando sobre uma experiência que ele teve muito tempo atrás, onde esteve em um lugar especial e recebeu ali revelações grandiosas de Deus (2 Coríntios 12:4).


(2) O próprio apóstolo Paulo define esse terceiro céu onde ele esteve como sendo o paraíso: “foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir” (2 Coríntios 12:4).


Ou seja, esse lugar em que Paulo esteve é o que a Bíblia chama de paraíso e também em algumas ocasiões ela o chama de o lugar onde Deus habita: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada” (Salmos 115:3).


Com isso já temos claro que terceiro céu é uma referência ao lugar da habitação de Deus, ao paraíso. Porém, se Paulo usa a expressão terceiro céu, isso seria uma indicação que existem outros céus?


Onde fica o primeiro céu?


(3) Quando Paulo nomeia o paraíso de Deus como terceiro céu ele parece estar fazendo uma separação didática que era bem conhecida em sua época.


Sendo assim, o primeiro céu seria aquele que é o mais próximo de nós, de nossa vista, aquele onde podemos ver os pássaros voando e as nuvens, além de outros fenômenos meteorológicos, daí ser ele o primeiro nível.


“Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez” (Gênesis 1:9). E ainda outro texto interessante:


“Quem há semelhante ao SENHOR, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? (Salmos 113:5-6). Esse céu obviamente é referência ao ambiente mais próximo de nós seres humanos, onde acontece a nossa vida!


Onde fica o segundo céu?


(4) Já o segundo céu seria uma referência ao segundo nível dos céus, ou seja, aquele onde ficam as estrelas, as constelações e os luzeiros, que conhecemos mais popularmente por espaço sideral.


“Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos” (Gênesis 1:14).


Esses luzeiros, apesar de podermos vê-los (alguns), estão a um nível extremamente distante aqui da terra, daí poderem ser classificados como “segundo céu” de forma didática.


Onde fica o terceiro céu?


(5) O terceiro céu aponta para uma realidade espiritual e não física. É o nível que não pode ser visto pelo olho humano, onde a Bíblia aponta que Deus tem o Seu trono:


“O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens” (Salmos 11:4).


Ele é a realidade espiritual, ainda bem obscura para nós humanos, mas que foi descrita na Bíblia por diversas vezes como um lugar existente e habitado não só por Deus, mas também por criaturas celestiais.



Marco Antonio Lana (Teólogo Bíblico)


Em Provérbios a Bíblia manda quem sofre se embriagar para esquecer o sofrimento? Pv 31,6-7

A Bíblia aprova a embriaguez em Provérbios 31:-6-7?


(1) Vários textos bíblicos falam contra a embriaguez. Vejamos este: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio” (Provérbios 20:1).


Além desse texto claro, temos outros que falam também contra a embriaguez e as bebedices, ou seja, o uso excessivo do álcool, como Gálatas 5:21, 1 Pedro 4:3, etc. Ou seja, é bem claro que Deus não se agrada das bebedices e da embriaguez.


(2) O texto que você citou diz o seguinte: “Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito; para que bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais” (Provérbios 31:6-7). 


Numa primeira olhada realmente parece que esse texto se trata de uma ordem “dai” para que as pessoas mais pobres, amarguradas, sejam embriagadas para esquecer a sua condição difícil de vida. Mas esta conclusão é errada.


(3) Esse texto está inserido em uma série de conselhos dados ao rei Lemuel pela sua mãe (Provérbios 31:1). Dentre esses conselhos nos chama a atenção exatamente o conselho para não se embriagar:


“Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos” (Provérbios 31:4-5).


(4) O que se segue é a palavra de Provérbios 31:6-7. Esse conselho dessa mãe geralmente é entendido como uma fala sarcástica.


Ou seja, a mãe do rei Lemuel está trazendo ao filho justamente a ideia de que a embriaguez não é a solução, ou é uma solução falsa, já que uma pessoa embriagada piora ainda mais a sua pobreza e amargura, já que não consegue enfrentar os desafios com a cabeça erguida e muito menos esquece sua condição difícil.


O sarcasmo é usado como ironia para criticar quem lida com a causa dos pobres dessa forma, tornando as pessoas ainda mais miseráveis.


(5) No verso seguinte a mãe do rei Lemuel traz o que deveria ser feito efetivamente em favor dos pobres e amargurados: “Abre a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados” (Provérbios 31:8-9).


A solução não era dar bebida (o que seria uma espécie de maquiagem do problema), antes, a solução era enfrentar o problema da corrupção na raiz, com atitudes concretas. Ajudar o pobre de fato com aquilo que pode trazer bênçãos à sua vida!


(6) Sendo assim, o conselho dessa mãe ao filho rei não deve ser entendido como sendo uma aprovação ao uso excessivo de bebida alcoólica. Pelo contrário, a Bíblia é a favor da lucidez para resolver os problemas mais difíceis da vida e não do álcool como uma via para esquecer momentaneamente as questões que nos afligem.