sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Quem foi Maria, mãe de Jesus?

 


Maria foi uma mulher judia escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus. Ela era virgem quando ficou grávida pela ação do Espírito Santo. Junto com seu marido José, Maria provavelmente teve um papel importante na educação de Jesus durante sua infância e, mais tarde, se tornou sua seguidora. Ela estava com os outros discípulos de Jesus quando o Espírito Santo desceu no dia de Pentecostes.

 

A Bíblia não fala muito sobre a vida de Maria, mas diz que ela foi muito abençoada, porque foi escolhida para ser a mãe do Salvador do mundo. Em Maria temos um grande exemplo de como o Deus perfeito e imortal pode habitar dentro de um ser humano pecador, transformando sua vida. Podemos aprender muito com a vida de Maria.

 

Maria descobre que vai ficar grávida

 

Maria era uma jovem que morava na cidade de Nazaré, na região da Galileia. Ela estava noiva de um homem chamado José, mas ainda não tinham casado quando um anjo falou com ela. O anjo se chamava Gabriel e contou a Maria que ela era muito abençoada, porque Deus a tinha escolhido para dar à luz o Salvador do mundo (Lucas 1:30-33). Esse era o rei prometido por Deus, que os judeus esperavam há vários séculos.

 

Maria ficou um pouco confusa sobre como poderia ter um filho se ainda era virgem. Então o anjo Gabriel explicou que a criança seria gerada pelo Espírito Santo, não por meios naturais, porque a criança seria verdadeiramente o Filho de Deus. Como prova que aquilo que dizia era verdade, o anjo contou a Maria que sua prima Isabel, que era estéril e idosa, também iria ter um filho em breve (Lucas 1:35-37).

 

Maria creu na mensagem vinda de Deus e concordou em se tornar a mãe de Jesus (Lucas 1:38). Como o anjo tinha predito, ela ficou grávida ainda virgem, cumprindo assim a profecia do Antigo Testamento: “a virgem ficará grávida” (Isaías 7:14). 

 

Por que Deus escolheu Maria para ser mãe de Jesus? 

 

Maria foi escolhida por causa da graça de Deus. Os textos onde Maria é apresentada e que também falam do nascimento de Jesus Cristo não dizem o motivo da escolha.

 

Não sabemos muito sobre Maria, mas o pouco que diz a Bíblia é que era uma virgem, de Belém, da linhagem de Davi, noiva de José, tinha por parente Isabel (a esposa do sacerdote Zacarias e mãe de João Batista), teve outros filhos depois do nascimento de Jesus e seguiu-o em seu ministério. 

 

O que diz o Antigo Testamento acerca de Maria?

 

O Antigo Testamento traz uma referência a quem viria a ser a mãe de Jesus. O Messias viria da linhagem de Davi, nasceria de uma virgem (Isaías 7:14), que seria de Belém (Miquéias 5:2). Com certeza havia muitas jovens virgens de boa reputação naquela época, que viviam em Belém. Mas Deus, escolheu-a, e Maria foi agraciada, ou seja, recebeu o privilégio de dar à luz ao salvador do mundo.

 

Qual foi a atitude de Maria?

 

Maria tinha um coração humilde. Quando ela foi visitada pelo anjo, ficou perturbada com a saudação dele (Lucas 1:29), mas aceitou o seu papel. Ela louvou a Deus com um cântico, considerou-se uma serva, literalmente escrava (Lucas 1:48). Ela demonstrou uma atitude de submissão.

 

Por que ela não deve ser adorada?

 

Porque ela era uma mulher como qualquer outra. Só devemos adorar a Deus, não a homens (Êxodo 20:2-5). A Bíblia diz que Maria foi agraciada, ou seja, achou graça aos olhos do Senhor. A palavra graça, na língua original (grega), quer dizer favor imerecido, ou seja, ela recebeu o privilégio, pela graça de Deus e sem merecer, de ser a mãe de Jesus, colocando-a assim ao mesmo nível de qualquer outra mulher.


No primeiro milagre de Jesus, ela reconheceu quem ela era e quem era Jesus, submetendo-se à vontade dele, mandando os discípulos ter com ele e fazer o que lhes ordenasse, pois ela nada poderia fazer (João 2:1-5). Maria foi muito privilegiada por ter sido escolhida para ser a mãe de Jesus, o Messias tão aguardado pela humanidade. Mas ela não foi a mãe de Deus, porque ela não O gerou, foi o Espírito Santo que gerou Cristo dentro do corpo dela. 

 

O que é a graça de Deus (significado bíblico) 

 

Graça é um favor que não foi merecido. Graça é algo bom que é dado, não porque a pessoa que recebe merece, mas porque a pessoa que dá é generosa. Deus nos oferece a salvação de graça.

 

Quando alguém oferece um presente de graça, significa que quem recebe não tem de pagar pelo presente nem se esforçar por merecê-lo. Graça é um ato de amor incondicional, não depende da pessoa que recebe. A graça revela o bom caráter de quem dá, não de quem recebe.

 

Deus mostra Seu amor por nós através da graça. Nós merecemos castigo por causa de nossos pecados, mas Deus nos enviou Jesus para pagar o preço e nos oferecer a salvação. Mesmo não fazendo nada para merecer, nós podemos ser libertados do poder do pecado, perdoados do castigo eterno e adotados como filhos de Deus, para morar com Ele para sempre (Efésios 2:4-5). Só precisamos ter fé.

 

Ninguém por seu próprio mérito consegue apagar seu pecado e se purificar para entrar no Céu. Por mais que tentamos ser bons, não conseguimos evitar todo pecado. Só Deus pode nos libertar do peso do pecado (1 João 1:8-9). Ele não precisa nos libertar. Ele poderia exigir justiça e condenar todos, mas Ele nos ama. Por isso, Ele nos ofereceu a salvação, de graça.

 

A graça na vida do crente

 

A graça não se limita à salvação no momento em que aceitamos Jesus como nosso salvador. A graça de Deus atua ao longo de nossa vida, nos dando a capacidade para fazer coisas boas e parar de pecar (Efésios 2:8-10). Sozinhos não conseguimos, mas se confiamos em Deus, Ele nos transforma.

 

A graça de Deus também atua quando fazemos coisas erradas depois de convertidos. Quando nos arrependemos do erro, Deus nos perdoa e ajuda a consertar as coisas. Isso não significa que podemos continuar pecando, sem medo das consequências, mas que a graça de Deus é muito grande (Hebreus 4:14-16).

 

Da mesma forma que Deus nos dá Sua graça, nos perdoando muitas vezes de muitos pecados, nós podemos dar graça a outras pessoas, perdoando-as. A graça de Deus muda nossa perspectiva: como posso exigir vingança contra outra pessoa quando Deus, que é perfeito, me perdoou de tantos pecados, em vez de exigir castigo? A graça de Deus nos dá outra chance. A graça de Deus liberta.

 

Maria visita Isabel

 

Quando ouviu que sua prima estava grávida, Maria foi visitar Isabel. O anjo Gabriel tinha profetizado que o filho de Isabel, João Batista, iria preparar o caminho para a vinda do Salvador. Quando Maria, já grávida, chegou na casa de Isabel, o bebê dentro de Isabel saltou de alegria! Assim, Isabel soube logo que Maria estava grávida do Salvador (Lucas 1:42-44).

 

Diante desse acontecimento, Maria compôs uma canção glorificando a Deus. Ela reconheceu Deus como seu Salvador e profetizou que ela seria para sempre reconhecida como uma mulher muito abençoada (Lucas 1:46-49). Maria não se tornou arrogante, mas deu todo o louvor a Deus.

 

O nascimento de Jesus 

 

Chegou uma hora em que José, o noivo de Maria, descobriu que ela estava grávida. Ele achou que ela tinha sido infiel, mas um anjo lhe explicou a situação e lhe deu o nome do menino: Jesus. Por isso, José casou com Maria, mas eles não tiveram relações até ela dar à luz (Mateus 1:24-25).

 

Na época em que Maria deveria ter o filho, o casal foi para Belém, por causa de um recenseamento. A cidade estava muito cheia, então quando o menino nasceu, tiveram de o colocar dentro de uma manjedoura, por não terem outro lugar para ele (Lucas 2:6-7). Maria foi a mãe do Salvador do mundo, mas não teve nenhum tratamento especial na hora do parto!

 

Quando o menino nasceu, pastores de ovelhas visitaram a família, porque tinham sido avisados sobre o nascimento de Jesus por anjos. Depois disso, Maria e José dedicaram seu filho a Deus no templo, como era costume entre os judeus. Lá, eles receberam profecias sobre como o menino iria mudar o mundo. Maria guardou todos esses acontecimentos em sua memória e refletiu sobre eles (Lucas 2:19).

 

Depois de uma visita de magos do Oriente, Maria e José tiveram de fugir com seu filho para o Egito, porque o rei Herodes queria matar o menino. Eles ficaram algum tempo no Egito, depois voltaram e moraram em Nazaré, onde Jesus cresceu.

 

Maria perde seu filho em Jerusalém

 

Todos os anos, Maria e José iam para Jerusalém com outros parentes para celebrarem a Páscoa. Quando Jesus fez 12 anos, ele também foi com eles. Quando a festa terminou, os pais começaram a viagem para casa, mas não repararam que Jesus não estava com eles! Certamente, o menino estaria com algum de seus primos. Mas, ao fim de um dia de caminhada, não encontraram seu filho.

 

Maria e José voltaram para Jerusalém e procuraram Jesus por três dias. Por fim encontraram seu filho no templo, conversando com os professores que explicavam as Escrituras (Lucas 2:46-47). Maria ralhou Jesus. Ela e José tinham ficado muito aflitos e preocupados com ele! Jesus explicou que o templo era a casa de seu Pai, mas Maria e José não entenderam do que ele estava falando (Lucas 2:48-50).

 

No fim, tudo acabou bem e Jesus não deu mais trabalho a seus pais. Mas esse acontecimento também ficou gravado na memória de Maria.

 

Maria teve outros filhos além de Jesus? Quem eram os irmãos de Jesus?

 

Sim, Maria muito provavelmente teve outros filhos além de Jesus. A evidência bíblica sugere fortemente que Maria teve outros filhos. A Bíblia diz que Jesus tinha quatro irmãos (Tiago, José, Judas e Simão) e pelo menos duas irmãs (Marcos 6:3). Maria era virgem quando Jesus nasceu mas nada na Bíblia indica que ela se manteve virgem depois disso.

 

Irmãos ou primos?

 

A Bíblia diz que Jesus tinha irmãos, não primos. Na língua hebraica não se fazia distinção entre irmão e primo mas o Novo Testamento foi escrito em grego, que tem uma palavra para “irmão” e outra distinta para designar “primo”. Os escritores do Novo Testamento, nas referências acerca de Jesus, usaram a palavra “irmão” (adelfos).

 

Alguns argumentam que o Novo Testamento foi escrito por judeus e para judeus e por isso usaram a palavra grega para “irmão” no sentido hebraico de parente. Mas Lucas era gentio e estava escrevendo para gentios e ele usou a palavra irmão (Lucas 8:19-20). Lucas foi muito cuidadoso na sua escrita e teria usado a palavra “primo” (anepsios) se não fossem realmente os irmãos de Jesus.


Filhos de Maria?

 

A Bíblia não diz que os irmãos de Jesus eram filhos de Maria. Mas também não diz que eram filhos somente de José. Por outro lado, os irmãos de Jesus são mencionados quase sempre com a mãe de Jesus (Mateus 12:46). Claramente eram muito ligados à Maria. E, embora possa ter outros significados, a palavra “adelfos” significa literalmente “saídos do mesmo útero”. Não está explícito que eram filhos de Maria mas está implícito.

 

Um argumento um pouco confuso sugere que os irmãos de Jesus eram na verdade seus discípulos. Jesus tinha discípulos com o mesmo nome que seus irmãos mas, tal como acontece hoje, esses nomes eram muito comuns. Muitos naquela época se chamavam Tiago, José, Judas, Simão e até Jesus! Só entre os Doze Apóstolos havia dois homens chamados Simão, dois Tiago e dois chamados Judas. E os irmãos de Jesus não eram seus discípulos no início; eles pensavam que ele estava louco (Marcos 3:21; João 7:3-5).

 

Maria, sempre virgem? 

 

Nada na Bíblia sugere que Maria ficou sempre virgem nem que precisava manter-se virgem depois do nascimento de Jesus. Isso vem de duas ideias erradas:

 

  1. Sexo é pecado
  2. Maria nunca pecou

 

Na verdade a Bíblia ensina que todos pecaram (Romanos 3:23). Maria não é contada como exceção. Só Jesus nunca pecou. Tal como Jesus esteve dentro de Maria, pecadora como nós, Ele habita também dentro de cada pecador que se arrepende.


O sexo (dentro do casamento) não é pecado. O primeiro mandamento que Deus deu à humanidade foi para se multiplicar (Gênesis 1:28). Jesus nasceu de uma virgem para confirmar Sua natureza divina. Nada indica que depois disso Maria e José não tiveram um casamento normal e aprovado por Deus, produzindo filhos.

 

Maria e o ministério de Jesus

 

Quando Jesus começou seu ministério, ele foi para um casamento na cidade de Caná e Maria também foi. A certa altura, Maria contou a Jesus que o vinho tinha acabado, uma situação muito embaraçosa para os noivos (João 2:1-3). Jesus não tinha realizado nenhum milagre e explicou à sua mãe que sua hora ainda não tinha chegado. Parece que Maria esperava que ele assumisse seu lugar como Rei de Israel, mas Jesus sabia que ainda era cedo para isso.

 

Depois Maria disse aos empregados que eles deveriam fazer o que Jesus lhes ordenasse (João 2:4-5). Jesus mandou encher vários potes grandes com água e a água se transformou em vinho da melhor qualidade! Esse foi seu primeiro milagre.

 

Mais tarde durante seu ministério, os parentes de Jesus acharam que ele não estava bem da cabeça e tentaram impedi-lo de continuar a pregar. Em uma ocasião, Maria veio com seus outros filhos para visitar Jesus onde ele estava pregando. Porém, havia uma multidão no seu caminho. Por isso, enviaram uma mensagem a Jesus, pedindo para ele parar de pregar um pouco para conversar com eles (Marcos 3:31-32). Jesus usou a ocasião para explicar que sua verdadeira família são todos aqueles que fazem a vontade de Deus (Marcos 3:33-35).

 

Jesus não rejeitou sua mãe, mas também não permitiu que ela atrapalhasse seu ministério. Apesar de amar sua mãe, ele tinha de cumprir a vontade de Deus acima de tudo. Seus discípulos também eram sua família.

 

A crucificação

 

Maria foi testemunha da crucificação de Jesus. Ela ficou ao pé da cruz enquanto ele sofria, junto com o apóstolo João. Ao vê-los, Jesus encomendou sua mãe aos cuidados de João. A partir desse dia, João passou a receber Maria como parte de sua família (João 19:25-27).

 

Como filho mais velho, Jesus teria a responsabilidade de cuidar de sua mãe na sua velhice. Mesmo quando estava cumprindo seu propósito de salvar a humanidade, Jesus não se esqueceu de garantir que sua mãe estava bem cuidada. Com esse ato, ele mostrou que cada pessoa individualmente é importante para Deus. Ele se preocupa com todos os detalhes de nossas vidas.

 

O dia de Pentecostes

 

Depois que Jesus morreu e ressuscitou, Maria e os irmãos de Jesus se juntaram aos outros discípulos em oração, aguardando a vinda do Espírito Santo (Atos dos Apóstolos 1:14). A família de sangue e a família espiritual estavam finalmente unidas, pela sua fé em Jesus.

 

No dia de Pentecostes, estavam todos reunidos em um só lugar orando, quando o Espírito Santo desceu sobre eles como línguas de fogo. Eles começaram a falar em outras línguas e a pregar sobre Jesus para outras pessoas e, nesse dia, três mil pessoas se converteram!

 

Depois disso, a Bíblia não nos conta mais nada sobre a vida de Maria.

 

Maria ascendeu ao Céu?

 

A Bíblia não diz em lado nenhum que Maria ascendeu ao Céu. Essa é apenas uma história que se tornou tradição entre alguns grupos cristãos. Mas não existe nenhuma evidência forte que isso tenha acontecido.


Maria precisava de Jesus tanto quanto qualquer outra pessoa. Ela foi muito abençoada, mas ela própria reconheceu que precisava de um salvador. Maria era uma mulher normal e pecadora, mas com fé em Deus. Ela seguia a Deus de todo coração e provavelmente foi um bom exemplo de devoção para Jesus enquanto ele crescia. Mas não existe evidência nenhuma na Bíblia que ela foi perfeita nem que ela tenha subido corporalmente ao Céu, como Jesus fez.

REI DAVI - ESPOSAS E FILHOS


De acordo com a Bíblia Sagrada Davi foi um homem polígamo. Teve oito esposas e mais de 20 filhos. Mas o interessante dessa história é que cinco delas eram originárias e as demais foram tomadas de outros homens. Vamos aos nomes das cônjuges do rei Davi. 

 

Mical foi a primeira e única esposa singular de Davi. Filha do Rei Saul, casou-se com Davi quando ele ainda não era rei (1ª Samuel capítulo 18, vers. 20 em diante e cap. 19, vers. 11). 

 

Pois bem. Como Saul queria matar Davi porque Deus havia entregue o reinado nas mãos dele, Mical ficou sabendo do plano assassino de seu pai e avisou tudo para ele, que fugiu de madrugada para não morrer e sua esposa ficou, em respeito ao seu pai. Para se vingar, Saul acabou com o casamento entre Davi e Mical, entregando-a para um outro homem chamado Palti. (1ª Samuel, cap. 25. vers. 44). 

 

Mical amava demais a Davi e sofreu muito com a separação. Infelizmente Davi não teve filhos com ela porque o casamento durou pouco tempo. 

 

A segunda esposa de Davi se chamava Abigail. Ora, Abigail foi casada com Nabal, um homem rico e muito avarento que desafiou o rei Davi. Nabal morreu doente e Davi se apoderou da mulher dele e se casou com ela (1ª Samuel cap. 25, versículo 36 em diante). 

 

Desse relacionamento nasceu Quileabe (2ª Samuel, cap. 3, vers. 3). 

 

A terceira esposa de Davi foi Ainoã.  O interessante dessa história é que Ainoã era esposa de Saul (1ª Samuel, cap. 14, vers. 50) e quando ficou viúva, já que Saul se matou, Davi a tomou por mulher (1ª Samuel cap. 25, vers. 43). 

 

Como não podia ser diferente, desse matrimônio nasceu Amnon, a primeira vergonha de Davi (2ª Samuel cap. 3, vers. 2). Amnon cometeu incesto e estuprou a própria irmã Tamá. Por causa disso foi assassinado pelo irmão Absalão (2ª Samuel 13, vers. 7 em diante). Mais um casamento de derrota do rei Davi e o primeiro filho problemático do rei. 

 

O quarto casamento de Davi foi com Eglá e está registrado em 2ª Samuel, cap. 3, vers. 5. O interessante é que a Bíblia não diz como se iniciou esse relacionamento e nem como terminou. 

 

Desse quarto relacionamento nasceu Itreão (2ª Samuel, cap. 3, vers. 5). 

 

O quinto matrimônio de Davi foi com Maaca e está registrado em 2ª Samuel, cap. 3, vers. 3. Desse casamento nasceram dois filhos: Absalão e Tamá. Absalão  foi o segundo filho que envergonhou o pai. 

 

Pois bem. Tamá era uma mulher muito bonita e formosa e foi estuprada pelo irmão Amnon, filho de seu pai com Ainoã. Amnon era o filho mais velho de Davi e possivelmente era quem iria assumir o trono com a morte do rei. Mas essa tragédia já era prevista porque Davi se apoderou da viúva de Saul e por isso coisa boa não poderia vir dessa união. 

 

O rei Davi ficou muito irado quando soube do estupro, mas nada fez porque sempre defendeu o seu filho querido Amnon. Mais outra tragédia familiar estava para acontecer: era a vingança de Absalão. 

 

Por dois anos Absalão tratou Amnom friamente sem lhe dirigir palavra. Ao final deste período ele viu a oportunidade de executar o seu plano premeditado, pois Davi já teria dado o caso do estupro por encerrado. 

 

Pois bem. Absalão resolveu fazer justiça com as próprias mãos e se  vingou de Amnom, matando-o e, por conseguinte, vingando o crime praticado contra sua também irmã. 

 

A Bíblia diz que os irmãos Absalão e Amnon nunca se deram bem. A inveja sempre imperou entre eles, já que Absalão nunca havia aceitado uma possível sucessão do trono por parte do irmão mais velho Amnon. 

 

Depois de cometer o crime de assassinato Absalão se refugiou na casa de seu avô materno Talmai, rei de Gesur. 

 

Davi pranteava a morte do seu filho Amnom todos os dias e perseguiu Absalão por três anos. Ao fim deste período, mediante uma arapuca, Joabe conseguiu que ele perdoasse Absalão, permitindo sua volta a Jerusalém. Esse foi mais um erro fatal cometido por Davi, que pagou caro pela indulgência que mostrou para com este filho. 

 

Passados três anos, Absalão também se rebelou contra o pai, tentando destroná-lo e matá-lo. Com a ajuda Aitofel, homem de confiança de Davi, tentou dar um golpe de estado para assumir o trono. 

 

Pois é. Ele começou a roubar a simpatia do povo se fazendo de amigo de todos e foi para Hebrom e ali se declarou rei, contando com o apoio de muita gente, inclusive do homem de confiança de Davi, Sr. Aitofel. 

 

A partir de então Davi teve que deixar Jerusalém para se proteger e planejar sua resistência. Quando Absalão soube que Davi tinha deixado Jerusalém foi para a cidade e se apoderou do trono de seu pai. 

 

Pra piorar a situação, Absalão cometeu imensa torpeza ao se relacionar sexualmente com as esposas de Davi, em frente de todo o povo de Israel (2ª Samuel, cap. 16, vers. 20/23). Mais uma vergonha para o pai. Mas veja que Absalão era filho de Davi com a viúva de Saul. Só podia dar nisso. Pagou caro pelas besteiras que fez. 

 

Mas essa história não ficou assim. Davi era um homem de guerra e por mais que lhe doesse, era preciso derrotar seu próprio filho Absalão. Joabe, que era o comandante do exército de Davi, organizou a resistência e atraiu Absalão e seus seguidores à floresta de Efraim e ali os derrotou. Absalão fugiu montado numa mula, mas seus belos cabelos ficaram presos nos galhos de uma árvore. 

 

Davi tinha dado ordens para não matarem seu filho, mas não foi obedecido e Absalão foi atingido por Joabe  e depois morto por dez homens. Estava morto o rebelde Absalão. Tudo está escrito em 2ª Samuel do capítulo 13 ao 18. 

 

Fiz questão de destacar um pouco mais sobre esses dois filhos de Davi porque foram filhos da vergonha, de um casamento usurpador que começou errado e só poderia ter trazido consequências trágicas. Amnon e Absalão, dois filhos problemáticos, fruto de casamentos errados de Davi, um homem polígamo. 

 

A sexta esposa de Davi se chamava Hagite. Não se tem muita informação desta mulher, mas alguns registros dão conta de que ela era uma dançarina muito bonita e Davi se encantou por ela. O início do relacionamento está registrado em 2ª Samuel, cap. 3, vers. 4. 

 

Desse casamento nasceu Adonias (2ª Samuel, cap. 3, vers. 4). O terceiro filho problemático de Davi. O que tentou se apoderar do trono de Israel quando seu pai estava velho (1ª Reis, cap. 1). 

 

Diz a Bíblia que com a morte de Amnon e Absalão, Adonias passou a ser o filho mais velho de Davi e o primeiro na ordem sucessiva. Era ele quem deveria assumir o trono quando Davi falecesse. 

 

Acontece que, quando Davi já estava bem velhinho e sem condições físicas de reinar, já que a saúde não permitia, seu filho Adonias vendo aquela situação resolveu usurpar o trono e assumiu o reinado, mesmo sem o consentimento do pai (1ª Reis, cap. 1).  

 

Só que, conforme irei descrever no oitavo casamento de Davi, Betsaba não aceitou essa situação e fez seu esposo jurar por Deus que o rei seria seu filho Salomão. Com isso, Adonias foi destronado e quem assumiu foi realmente seu irmão Salomão. 

 

Por causa disso, Adonias foi assassinado pelo irmão Salomão. Mais uma tragédia na família de Davi. O terceiro filho da perdição. Irmão matando irmão (1ª Reis, cap. 2, vers. 13 ao 25). 

 

O sétimo casamento de Davi ocorreu com Habital. Esse matrimônio está registrado em 2ª Samuel, cap. 3, vers. 4 e da mesma forma a Bíblia não diz como se iniciou esse relacionamento. 

 

Dessa união nasceu Sefatias (2ª Samuel, cap. 3, vers. 4). 

 

E por fim, o oitavo casamento de Davi se deu com Betsaba.

Bate-Seba, ou Batseba, foi uma das esposas de Davi e mãe do rei Salomão. A história de Bate-Seba ficou conhecida na Bíblia no contexto do pecado do rei Davi. Antes de se casar com o rei de Israel, Bate-Seba era esposa de Urias, o heteu.

 

A Bíblia diz que Bate-Seba era filha de Eliã e neta de Aifoel, o gilonita (2 Samuel 11:3; 23:34). O seu nome provavelmente significa “filha de um juramento” ou “sétima filha”. Ela também é chamada no texto bíblico de Bate-Sua, que significa “filha de abundância” (1 Crônicas 3:5).

 

Bate-Seba e Urias

 

Antes de seu envolvimento com Davi, Bate-Seba era mulher de Urias, um soldado heteu do exército de Davi. A Bíblia não traz qualquer informação ou detalhe da vida pessoal de Bate-Seba e Urias.

 

Tudo o que se sabe é que num certo dia Bate-Seba foi vista por Davi enquanto se lavava. Como ele a viu do terraço de seu palácio, de alguma maneira o lugar em que Bate-Seba estava se banhando não era totalmente reservado. Naquele tempo Urias estava no campo de batalha a serviço do exército de Israel. Qualquer intimidade conjugal entre ele e Bate-Seba ocorreu antes desses acontecimentos.

 

Davi ficou impressionado com a beleza de Bate-Seba e não conseguiu subjugar seus desejos pecaminosos. Inicialmente ele não sabia quem era Bate-Seba, mas logo foi informado por seus servos que tratava-se da esposa de um de seus guerreiros. Mesmo assim Davi ordenou que a mulher fosse levada ao seu palácio. Ali ele se deitou com Bate-Seba e concretizou seu pecado de adultério.

 

Após ter seduzido Bate-Seba, o rei Davi descobriu que ela havia engravidado dele. Então ele tentou a todo custo fazer com que Urias pensasse que o filho era dele. Para tanto, ele mandou que Urias retornasse à cidade de Jerusalém na tentativa de convencê-lo a ir para casa e se deitar com Bate-Seba. Caso isso acontecesse, ele não suspeitaria da gravidez dela.

 

Mas Urias não aceitou ir para sua casa e se deitar com a sua esposa enquanto seus companheiros estavam engajados numa guerra. Inclusive, Davi chegou até a embriagá-lo, mas ele não cedeu. Foi então que Davi se afundou ainda mais no pecado ao ordenar que Urias fosse colocado na frente da batalha para ser morto (2 Samuel 11). 


Davi e Bate-Seba 


Depois de ter passado o luto de Bate-Seba pela morte de seu marido, Davi a tomou como esposa. Talvez em sua cabeça naquele momento ele pensava que tinha resolvido todos os problemas e sua reputação e a honra de Bate-Seba estavam preservadas. Tudo parecia quieto e escondido, mas Deus havia visto o que Davi fez e definitivamente não se agradou.

 

O Senhor enviou o profeta Natã para denunciar o pecado de Davi e expor sua miséria. Primeiro Natã contou a Davi um  tipo de parábola e tudo isso aconteceu de tal forma que antes mesmo de cair em si Davi ficou revoltado com a situação descrita pelo profeta e declarou que era digno de morte o homem que tivesse cometido tal pecado. Então quando soube que tratava-se de seu próprio caso, o rei de Israel se lamentou profundamente.

 

Mas  Davi era um homem segundo coração de Deus. Ele temia ao Senhor e tinha verdadeiro zelo e compromisso com a vontade de Deus. O Salmo 51 mostra toda sua contrição ao entender que havia transgredido a Lei do Senhor que ele tanto amava e se deleitava.

 

Contudo, apesar do arrependimento genuíno e sincero de Davi, o filho de seu adultério veio a morrer (2 Samuel 12). Depois, já legalmente casados, juntos Davi e Bate-Seba foram pais de outros quatro filhos: Salomão, Siméia, Sobabe e Natã (1 Crônicas 3:5).


A rainha mãe 


De todos os filhos de Bate-Seba e Davi, sem dúvida Salomão foi o mais ilustre. Inclusive, a coroação de Salomão aconteceu num momento em que havia uma conspiração para que seu meio irmão, Adonias, assumisse o trono de Israel. Então Bate-Seba, juntamente com o profeta Natã e o sacerdote Zadoque, foram importantes para que Adonias não tivesse sucesso em sua reivindicação. Eles conseguiram fazer com que rapidamente Davi proclamasse Salomão como rei. Quando isso aconteceu, Bate-Seba se tornou rainha mãe em Israel.

 

Mais tarde o mesmo Adonias se empenhou em persuadir Bate-Seba para que ela pedisse que o rei Salomão  lhe desse Abisague como esposa. Abisague havia sido esposa de Davi. Nesse contexto Adonias acabou sendo morto (1 Reis 1-2). Por fim, como a mãe de Salomão, Bate-Seba é mencionada no Novo Testamento ao ser incluída na genealogia de Jesus (Mateus 1:6).

 

Quem foi o rei Salomão?

 

O rei Salomão foi o rei mais sábio de Israel. Ele era filho do rei Davi e construiu o primeiro templo de Jerusalém. Durante seu reinado, Israel viveu uma época de grande paz e prosperidade.

 

Salomão começa a reinar

 

Salomão era filho de Davi com Bate-Seba, depois que se casaram. Deus prometeu que, de todos os filhos de Davi, Salomão seria seu sucessor (1 Crônicas 22:9-10). Quando Davi estava muito velho, Adonias, outro filho seu, se autoproclamou rei. Então Davi tomou frente e mandou proclamar Salomão rei. Salomão ficou com a oposição e seu reinado foi estabelecido.


Salomão obedecia a Deus, como seu pai Davi. Um dia Deus apareceu a Salomão num sonho e lhe disse que podia pedir o que quisesse (1 Reis 3:5). Salomão pediu sabedoria para governar bem. Isso agradou a Deus, que lhe deu muita sabedoria e também riquezas, fama e vida longa.

 

Salomão provou que era sábio quando resolveu uma disputa entre duas prostitutas. Cada uma tinha um bebê mas um tinha morrido. As duas diziam ser a mãe do filho vivo e não havia forma de saber quem dizia a verdade. Então Salomão mandou cortar o menino vivo a meio e dar metade a cada uma. A mulher que não era a mãe concordou mas a verdadeira mãe implorou pela vida do filho (1 Reis 3:24-26). Assim, Salomão entregou o filho à mãe verdadeira. 


As obras de Salomão 


Salomão administrou Israel muito bem e ficou muito rico. Ele investiu em obras públicas em várias cidades de Israel e desenvolveu o comércio internacional. Salomão construiu um palácio para si e fez um grande templo para Deus em Jerusalém. 


Israel viveu em paz com seus vizinhos durante o reinado de Salomão. Ele estabeleceu alianças e tratados comerciais com vários países. Sua fama se espalhou e pessoas de muitos lugares vinham provar sua sabedoria. A visita mais ilustre foi a rainha de Sabá, que ficou impressionada com a sabedoria e a riqueza de Salomão (1 Reis 10:4-5). 


Salomão tinha muitos interesses. Ele construiu jardins e estudou plantas e animais. Também escreveu e juntou muitos provérbios (1 Reis 4:32). Salomão escreveu ou patrocinou: 


  • Provérbios
  • Eclesiastes
  • Cânticos
  • Salmos 72
  • Salmos 127

 

A velhice de Salomão

 

Na sua velhice Salomão se desviou de Deus. Ele tinha casado com muitas mulheres estrangeiras que adoravam outros deuses. Para agradar suas mulheres, Salomão construiu altares a esses deuses e se esqueceu do Deus verdadeiro (1 Reis 11:4).

 

Por causa de seu pecado, Deus levantou adversários contra Salomão (1 Reis 11:10-11). Um desses adversários foi Jeroboão, que mais tarde dividiu o reino de Israel em duas nações: Israel e Judá. Jeroboão se tornou rei de Israel e Roboão, filho de Salomão, se tornou rei de Judá.

 

Salomão era muito sábio mas ele acabou se desviando da fonte de toda a sabedoria: Deus (Provérbios 9:10). Por causa disso, ele perdeu a sabedoria para manter a paz e não conseguiu ensinar sabedoria a seu filho, que perdeu grande parte do reino.

3 influências positivas na vida de Davi

Davi foi o rei mais famoso de Israel, que era um homem “segundo o coração” de Deus. Mas por trás de todo grande herói há pessoas menos conhecidas que são uma influência importante em sua vida. Essas pessoas guiaram e ajudaram Davi a ser o grande rei que ele foi, ensinando-lhe lições importantes.

 

Três pessoas que foram uma influência positiva na vida de Davi foram:

 

1. Jônatas

Jônatas era filho do rei Saul e o melhor amigo de Davi. Ele era o herdeiro do trono mas sabia que Davi iria ser o próximo rei. Mesmo assim, Jônatas não tinha inveja de Davi e sempre o apoiou. Jônatas era humilde; ele aceitou a vontade de Deus e não procurou sua própria glória (1 Samuel 23:16-18).


Jônatas foi um exemplo de amizade e lealdade para Davi. Quando Saul tentou matar Davi, Jônatas o ajudou a fugir. Sem a ajuda de Jônatas, Davi poderia ter morrido às mãos de Saul. Além de lhe dar presentes, Jônatas provavelmente ensinou Davi coisas importantes sobre a guerra e como ser rei (1 Samuel 18:3-4).

 

Jônatas morreu em batalha mas Davi nunca se esqueceu de seu grande amigo, que foi tão grande influência na juventude.


2. Abigail

 

Abigail era uma mulher bonita e inteligente mas ela era casada com um homem ruim chamado Nabal. No tempo quando Davi estava fugindo de Saul, seus homens protegeram os servos de Nabal que estavam no campo. Mas, quando Davi pediu alguma ajuda a Nabal, este se recusou e o insultou. Davi ficou tão zangado que decidiu matar todos os homens da família de Nabal! - 1 Samuel 25:21-22

 

Quando ouviu o que tinha acontecido, Abigail preparou um presente e foi falar com Davi. Ela o acalmou e o convenceu a não se vingar. Pouco depois Nabal morreu de causas naturais e Davi tomou Abigail como sua esposa. Abigail impediu Davi de cometer pecado por estar irado (1 Samuel 25:39).

 

Davi aprendeu uma grande lição com Abigail: deixar a vingança com Deus. Essa foi uma lição importante para várias outras situações em sua vida.


3. Natã

 

O profeta Natã era conselheiro de Davi durante seu reinado. Natã recebia mensagens de Deus e as transmitia a Davi. Mesmo quando a mensagem não era favorável ao rei, Natã tinha coragem e dizia tudo que Deus mandava.

 

Quando Davi cometeu adultério com Bate-Seba e organizou a morte de seu marido, Deus enviou Natã para repreender Davi. Natã foi sábio e contou uma história que fez Davi entender a gravidade de seu pecado (2 Samuel 12:5-7). Em vez de ficar irado com o profeta, como tantos outros reis, Davi se arrependeu e confessou seu pecado (2 Samuel 12:13).

 

Natã foi um exemplo de coragem e fidelidade a Deus para Davi. Ele ajudou Davi a se manter nos caminhos do Senhor e a se reconciliar com Deus quando pecou.

História de Mefibosete na Bíblia

Mefibosete era o filho de Jônatas, o melhor amigo do rei Davi. Depois que Jônatas morreu, Davi tomou conta de Mefibosete, por amor ao seu amigo.

 

Mefibosete era neto de Saul, o primeiro rei de Israel. Saul se desviou de Deus, por isso Deus escolheu Davi para ser o próximo rei. Jônatas, o pai de Mefibosete e o filho mais velho de Saul, se tornou amigo de Davi e o apoiava.

 

Mesmo sabendo que Davi iria ser o próximo rei, e não ele, Jônatas defendeu Davi e o protegeu da inveja de Saul. Davi e Jônatas eram amigos tão próximos que estabeleceram uma aliança de amizade (1 Samuel 20:16-17).


O que significa o nome Mefibosete

 

Não há uma certeza sobre o nome de Mefibosete. Alguns dizem que significa algo vergonhoso, que causa vergonha. Na Bíblia, encontramos duas pessoas com este nome: um citado em 2 Samuel 4:4, que era neto de Saul e filho de Jônatas e o outro em 1 Crônicas 8:34, filho de Saul com uma concubina chamada Rispa (2 Samuel 21:8).

 

Podemos, no entanto, verificar que na Septuaginta (a versão em grego do Antigo Testamento) há o nome de Meribe-Baal ou Memfibaal (tirando a pessoa da passagem bíblica de 2 Samuel 21:8). Por causa destas divergências, o nome de Mefibosete pode ter traduções como: “aquele que luta com Baal”; “heróis de Baal” (1 Crônicas 8:34).

 

Estamos estudando o Mefibosete, filho de Jônatas. Seu primeiro nome fora meribe-baal, pela sua semelhança ao deus dos cananeus, então o nome dele foi mudado para ishboset (algo como homem de vergonha). Passou-se mais algum tempo e, aparece o nome de Mefibosete. No passar do tempo, a transcrição do nome foi alterada. Houve substituições nas palavras e terminações, que davam outra conotação como ba´al por boshet. Podemos verificar um exemplo em 1 Reis 18:19-25, pela tradução da Septuaginta. Nesta passagem está como “profetas de vergonha” invés de “profetas de Baal”.

 

A história de Mefibosete

 

Mais tarde, em uma batalha, Jônatas morreu junto com seu pai Saul. Quando a notícia chegou à casa de Jônatas, a babá de Mefibosete pegou nele e fugiu para salvar sua vida dos inimigos. Mas ela se descuidou e deixou o menino cair. Assim, ele ficou com os dois pés aleijados pelo resto da vida. Mefibosete foi levado para Lo-Debar, um lugar em Gileade. Ele tinha cinco anos de idade quando isso aconteceu (2 Samuel 4:4).

 

Passado bastante tempo, quando Davi já estava estabelecido como rei de todo Israel, ele se lembrou de Jônatas e quis continuar a honrar sua amizade. Um antigo servo de Saul lhe contou sobre Mefibosete e Davi mandou chamá-lo. Quando Mefibosete chegou, Davi lhe devolveu todas as terras de seu avô Saul e o convidou a morar com ele. Ele também colocou um homem chamado Ziba para tomar conta da propriedade de Mefibosete (2 Samuel 9:6-7).

 

A amizade de Davi com Jônatas era muito maior que sua inimizade com Saul! Davi poderia ter visto Mefibosete como um rival ao trono mas ele apenas o viu como o filho de seu melhor amigo.

 

Mefibosete e Ziba

 

Anos mais tarde, quando um dos filhos de Davi tentou roubar o trono, Davi teve de fugir de Jerusalém. Durante a fuga, Ziba, o servo de Mefibosete chegou com provisões para ajudar Davi. Quando Davi perguntou onde estava Mefibosete, Ziba respondeu que ele tinha ficado em casa porque queria retomar o trono. Zangado com a ingratidão de Mefibosete, Davi deu toda a propriedade dele a Ziba (2 Samuel 16:2-4).

 

Algum tempo depois, quando Davi derrotou os traidores e voltou para casa, Mefibosete veio ao seu encontro. Ele não tinha se arrumado desde que Davi tinha partido, em sinal de tristeza! Davi perguntou por que Mefibosete não tinha ido com ele e Mefibosete explicou que Ziba o tinha traído. Sendo aleijado dos pés, Mefibosete precisava de seu jumento para ir ao encontro de Davi para lhe dar seu apoio, mas Ziba ignorou sua ordem e partiu sem ele (2 Samuel 19:26-28).

 

Tendo ouvido duas histórias diferentes, Davi decidiu que Mefibosete e Ziba deveriam dividir a propriedade entre si. Mas Mefibosete disse que Ziba podia ficar com tudo! Ele apenas estava preocupado com o bem de Davi (2 Samuel 19:29-30).


O que podemos aprender com Mefibosete?

 

Mefibosete sofreu muito com as consequências das ações de outras pessoas mas isso não destruiu seu caráter. Mefibosete nos ensina sobre:

 

  • Gratidão – apesar de todas as coisas ruins que lhe aconteceram, Mefibosete era grato pelas bênçãos que recebeu
  • Humildade – Mefibosete não se achava superior nem procurou se exaltar acima de outras pessoas, tentando ser rei
  • Contentamento – a alegria de Mefibosete não dependia da quantidade de seus bens

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Por que Jesus montou em um burro em vez de um cavalo quando Ele entrou em Jerusalém pouco antes de sua morte?

Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, no monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: “Vão ao povoado que está adiante e, ao entrarem, encontrarão um jumentinho amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui. Lucas 19:29,30

 

Burro é citado diversas vezes na Bíblia

 

No Oriente, o jumento (burro) sempre desempenhou um papel muito mais importante do que entre nós, ocidentais, e por conta disso achamos sua citação tão frequentemente mencionado na Bíblia. Em primeiro lugar é o animal de sela universal do Oriente, animal de sela é um animal que se monta. Para o ocidente o burro deixou de ser regularmente utilizado para os fins da sela, e só casualmente empregado por alguns como uma besta de carga.

 

No Oriente, o burro, é montado por pessoas do mais alto nível que possuem a sela e o arreio decorados os do cavalo. Na Bíblia existem diversos exemplos de como o jumento era usado, por exemplo, descobrimos que Abraão, um homem excepcionalmente rico, e um chefe de alta posição, fez uso de um jumento para a sela. Foi em um jumento que ele viajou durante seus três dias de Beersheba para Moriah, quando foi chamado para provar sua fé, sacrificando Isaac.

 

Na manhã seguinte, Abraão levantou-se e preparou o seu jumento. Levou consigo dois de seus servos e Isaque seu filho. Depois de cortar lenha para o holocausto, partiu em direção ao lugar que Deus lhe havia indicado. Gênesis 22:3

 

Os Juízes montavam burros

 

No livro de Juízes vemos que montar um jumento (burro) está realmente relacionado como uma marca de alto escalão.

 

Depois dele veio Jair, de Gileade, que liderou Israel durante vinte e dois anos. Teve trinta filhos, que montavam trinta jumentos. Eles tinham autoridade sobre trinta cidades, as quais até hoje são chamadas povoados de Jair e ficam em Gileade. Juízes 10:3,4

 

Aqui nós temos o curioso fato do historiador mencionar que os grandes homens, os filhos do homem principal em Israel, cada um deles sendo o governante de uma cidade, montou num jumentinho. Vemos essa mesma anomalia ocorrer apenas dois capítulos de distância.

 

Depois dele, Abdom, filho de Hilel, de Piratom, liderou Israel. Teve quarenta filhos e trinta netos, que montavam setenta jumentos. Abdom liderou Israel durante oito anos. Juízes 12:13,14

 

Zacarias profetiza a entrada de Cristo sobre um burro

 

Daí, vemos que o uso de um burro como animal de sela era comum e não significava necessariamente humildade. Pelo contrário era considerado uma marca de prestígio. Portanto se faz necessário entender o costume do povo do Oriente para não perverter o sentido de algum versículo como o da profecia de Zacarias:

 

Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta. Zacarias 9:9

 

Agora esta passagem, bem como o que descreve seu cumprimento tantos anos depois, tem sido muitas vezes tomada como uma prova da mansidão e humildade de nosso Salvador em estar montado sobre tão humilde animal quando ele fez sua entrada em Jerusalém. O fato é que não houve humildade no caso, nem foi o ato assim entendido pelo povo. Ele montou num jumento como qualquer príncipe ou governante teria feito quando envolvido em uma viagem tranquila, o cavalo permanecia reservado para a guerra, como, aliás, é mostrado de forma muito clara no contexto deste verso. Para depois de escrever as palavras que acabam de ser citados, podemos ler:

 

Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e os arcos de batalha serão quebrados. Ele proclamará paz às nações e dominará de um mar a outro, e do Eufrates até aos confins da terra. Zacarias 9:10

 

Quando o versículo se refere a “manso e humilde”, se refere a pessoa de Jesus Cristo, um príncipe, não da guerra, como tinha sido todos os outros reis famosos da história de Israel, mas de paz.

 

O que os judeus esperavam

 

O ponto chave aqui é, os judeus esperavam algum tipo de libertador da opressão romana, um tipo de Davi, alguém que levasse os judeus a vitória através da luta armada, portanto alguém dessa natureza estaria montado em um cavalo com uma variedade de homens preparados para batalha.

 

Mas Ele veio como o arauto da paz, não da guerra, e embora manso e humilde, mas um príncipe, cavalgando como se tornou um príncipe, em um potro de um asno que não tinha nada de inferior ao cavalo. O ato em sí não foi considerado como humilde pela maneira em que Jesus foi recebido pelo povo, aceitando-O como o Filho de Davi, que vem em nome do Altíssimo, e saudando-o com o grito de “Hosana! ”

 

Salva-nos, Senhor! Nós imploramos. Faze-nos prosperar, Senhor! Nós suplicamos. Bendito é o que vem em nome do Senhor. Da casa do Senhor nós os abençoamos. Salmos 118:25,26

 

Assim, vemos que os burros foram selecionados para pessoas de alto escalão, especialmente para aqueles que exerceram o cargo de um juiz.

 

Vocês, que cavalgam em brancos jumentos, assentam-se em ricos tapetes, que caminham pela estrada, considerem! - Juízes 5:10 

 

Conclusão

 

Jesus montou um burro porque isso demonstrou que Ele era um príncipe, como diz as escrituras o Príncipe da Paz.

 

Quem eram os filhos de Deus e as filhas dos homens em Gênesis 6:1-4?

Gênesis 6:1-4 se refere aos filhos de Deus e às filhas dos homens. Várias sugestões têm existido quanto a quem eram os filhos de Deus e por que os filhos que tiveram com as filhas dos homens cresceram em uma raça de gigantes (isso é o que a palavra Nephilim parece indicar).



Os três principais pontos de vista sobre a identidade dos filhos de Deus são: 1) eles eram anjos caídos, 2) eram poderosos governantes humanos, ou 3) eles eram descendentes devotos de Sete se casando com os descendentes ímpios de Caim. Algo que dá peso à primeira teoria é o fato de que no Antigo Testamento a expressão "filhos de Deus" sempre se refere a anjos (Jó 1:6, 2:1; 38:7). Um problema potencial com isso encontra-se em Mateus 22:30, o qual indica que os anjos não se casam. A Bíblia não nos dá nenhuma razão para acreditar que os anjos tenham um gênero ou sejam capazes de se reproduzir. Os outros dois pontos de vista não apresentam este problema.



A fraqueza do segundo e terceiro pontos de vista é que machos humanos comuns casando-se com fêmeas humanas comuns não explica por que os filhos eram "gigantes" ou "valentes que houve na antiguidade, os homens de fama". Além disso, por que Deus decidiria trazer o dilúvio sobre a terra (Gênesis 6:5-7) quando nunca tinha proibido poderosos machos humanos ou descendentes de Sete de se casarem com fêmeas humanas comuns ou descendentes de Caim? O julgamento vindouro de Gênesis 6:5-7 está ligado ao que aconteceu em Gênesis 6:1-4. Somente o casamento obsceno e perverso de anjos caídos com mulheres humanas aparenta justificar julgamento tão severo.



Como observado anteriormente, a fraqueza do primeiro ponto de vista é que Mateus 22:30 declara: "Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu." No entanto, o texto não diz "os anjos não são capazes de se casarem". Pelo contrário, indica apenas que os anjos não se casam. Segundo, Mateus 22:30 está se referindo aos "anjos no céu", e não aos anjos caídos que não se preocupam com a ordem criada por Deus e buscam ativamente maneiras de interromper o Seu plano. O fato de que os santos anjos de Deus não se casam ou não se envolvem em relações sexuais não significa que o mesmo seja verdadeiro sobre Satanás e seus demônios.



Sendo assim, a primeira posição é a mais provável. Sim, é uma "contradição" interessante dizer que os anjos não têm gênero e depois dizer que os "filhos de Deus" eram anjos caídos que procriaram com mulheres humanas. No entanto, embora os anjos sejam seres espirituais (Hebreus 1:14), eles podem aparecer em forma humana e física (Marcos 16:5). Os homens de Sodoma e Gomorra quiseram ter relações sexuais com os dois anjos que estavam com Ló (Gênesis 19:1-5). É plausível que os anjos sejam capazes de assumir a forma humana, até mesmo ao ponto de duplicar a sexualidade humana e, possivelmente, a reprodução. Por que os anjos caídos não fazem isso mais vezes? Parece que Deus aprisionou os anjos caídos que cometeram esse pecado perverso para que os outros anjos caídos não fizessem o mesmo (como descrito em Judas 6). Os anteriores intérpretes hebraicos e escritos apócrifos e pseudoepígrafos são unânimes em manter a visão de que os anjos caídos são os "filhos de Deus" mencionados em Gênesis 6:1-4. Isto de forma alguma encerra o debate. Além disso, a visão de que Gênesis 6:1-4 envolve anjos caídos se casando com as fêmeas humanas tem uma forte base contextual, gramatical e histórica.

Quem sao as duas testemunhas em apocalipse - Ap 11

Há três pontos de vista principais sobre a identidade das duas testemunhas em Apocalipse 11:3-12:

1) Moisés e Elias, 

2) Enoque e Elias, e 

3) dois crentes desconhecidos a quem Deus chama para serem Suas testemunhas nos tempos finais.

 

Moisés e Elias são vistos como possibilidades devido ao poder das testemunhas de transformar a água em sangue (Apocalipse 11:6), pelo qual Moisés é conhecido (Êxodo capítulo 7). As duas testemunhas também têm o poder de destruir pessoas com fogo do céu (Apocalipse 11:5), pelo qual Elias é conhecido (2 Reis capítulo 1). Também dando força a essa visão é o fato de que Moisés e Elias apareceram com Jesus na transfiguração (Mateus 17:3-4). Além disso, a tradição judaica espera que Moisés e Elias retornem no futuro. Malaquias 4:5 prevê a vinda de Elias, e alguns judeus acreditam que a promessa de Deus de levantar um profeta como Moisés (Deuteronômio 18:15, 18) também precise do retorno de Moisés.



Enoque e Elias são vistos como possíveis identidades das duas testemunhas porque são os dois indivíduos na história que nunca experimentaram a morte (Gênesis 5:24; 2 Reis 2:11). O fato de que nem Enoque e nem Elias morreram parece capacitá-los para a morte e ressurreição das duas testemunhas (Apocalipse 11:7-12). Os defensores deste ponto de vista alegam que Hebreus 9:27 (todos os homens morrem uma vez) desqualifica Moisés de ser uma das duas testemunhas, já que Moisés já morreu uma vez (Deuteronômio 34:5). Entretanto, existem vários outros na Bíblia que morreram duas vezes - por exemplo, Lázaro, Dorcas e a filha de Jairo - então não há realmente nenhuma razão para que Moisés seja eliminado com base nisso.



A terceira visão sustenta essencialmente que Apocalipse capítulo 11 não atribui nenhum nome famoso às duas testemunhas. Se as testemunhas fossem Moisés e Elias, ou Enoque e Elias, por que a Escritura ficaria em silêncio sobre suas identidades? Deus é perfeitamente capaz de tomar dois crentes "comuns" e capacitá-los a realizar os mesmos sinais e maravilhas como Moisés e Elias. Não há nada em Apocalipse 11 que exija que assumamos uma identidade "famosa" para as duas testemunhas.



Qual ponto de vista é o correto? Não sabemos ao certo. A possível fraqueza da primeira visão é que Moisés já morreu uma vez e, portanto, não poderia ser uma das duas testemunhas (uma vez que sua morte seria uma contradição de Hebreus 9:27). No entanto, os defensores deste ponto de vista argumentam que todas as pessoas que foram milagrosamente ressuscitadas na Bíblia (por exemplo, Lázaro) mais tarde morreram novamente. Hebreus 9:27 pode ser visto, então, como uma "regra geral" e não um princípio universal. Quanto às previsões da Bíblia sobre a vinda de Elias e do profeta como Moisés, o Novo Testamento deixa claro que essas profecias foram cumpridas por João Batista e pelo próprio Jesus, respectivamente.



Não há fraquezas claras para a segunda visão de Enoque e Elias, pois resolve o problema de "morrer uma vez". Faz sentido que Deus possa ter levado Enoque e Elias ao céu sem morrerem a fim de "salvá-los" para um propósito especial mais tarde. Também não há pontos fracos claros para a terceira possibilidade.



Todas as três visões são interpretações plausíveis, mas não podemos ter absoluta certeza sobre nenhuma delas, uma vez que a Bíblia não revela as identidades das testemunhas. Os cristãos, portanto, não devem ser dogmáticos sobre esta questão.

Quem são os 144 mil selados? Ap. 7:2-4

Os 144 mil selados são são uma visão do livro de Apocalipse sobre os servos de Deus dentre as tribos de Israel. Eles receberão um selo na testa para mostrar que são servos de Deus. Os 144 mil selados irão para o Céu, junto com muitas outras pessoas de todas as nações.

 

Os 144 mil surgem em Apocalipse 7:2-4, depois da abertura do sexto selo. Um anjo segurando o selo de Deus mandou selar as testas dos servos de Deus antes de trazer destruição sobre a terra. 144 mil foram selados: 12 mil de cada uma das 12 tribos de Israel.

 

Junto com os 144 mil estava uma multidão incontável de todas as nações do mundo, vestidos de branco e louvando perante o trono de Deus. Essas pessoas tinham passado por uma grande tribulação e tinham sido purificados por Jesus, o Cordeiro (Apocalipse 7:13-15). Todos eles morarão no Céu, junto do trono de Deus. 


Apocalipse 14:1 explica que o selo nas testas dos 144 mil é o nome de Deus. Os 144 mil são pessoas virgens, que seguem Jesus por todo lado, e que não têm mancha alguma. São puros, representando o melhor da humanidade (Apocalipse 14:4-5).

 

O que representam os 144 mil?

 

Os 144 mil representam pessoas totalmente dedicadas a Deus, que rejeitam o pecado e fazem o que é certo. Eles estão em contraste com as pessoas que receberam a marca da besta, que estão condenadas porque adoram um deus falso (Apocalipse 14:9-11).

 

144 mil representa um número completo de pessoas. 12 mil de cada uma das 12 tribos de Israel representa um grande número de pessoas. Mas os 144 mil não são os únicos que serão aprovados e levados para o Céu. A multidão de todas as nações que irá com eles será incontável.

 

A Bíblia diz que os 144 mil virão de Israel.

  • Judeus de nascença – israelitas que se convertem a Cristo.

 

Por que foram selados?

 

Antigamente, selos eram usados para marcar documentos e garantir que eram autênticos. Cada selo era único, por isso o selo de uma pessoa não podia ser confundido com o selo de outra. O selo na testa dos 144 mil deixaria bem claro que eles pertencem a Deus. Todos poderiam ver que são servos de Deus. O selo também poderá representar a proteção de Deus.