terça-feira, 1 de março de 2022

O Corpo de Cristo - I Coríntios 12:12


A FORMAÇÃO DA IGREJA - GÊNESIS 2: 24

 

O Projeto de Salvação do homem, é apresentado na Palavra de várias formas e através de vários atos de Deus, através dos séculos. A criação do homem e da mulher, e o propósito de Deus para eles, nos mostram de forma maravilhosa como este Projeto iria se cumprir na vida do Senhor Jesus e sua Igreja.

 

No Éden, Deus viu que Adão estava só, e formou a Mulher a partir de uma costela retirada do seu corpo, depois de fazê-lo cair em um sono pesado – ele não sentiu dor nesse processo.

 

Quando Adão despertou do sono, Eva foi trazida a ele, que se alegrou quando a viu, e exclamou: “esta é osso dos meus ossos, e carne da minha carne…”

 

A mulher foi criada para ser a ajudadora do homem, que no tempo determinado, deixaria a casa de seu pai para se unir a ela, a fim de viverem em comunhão, em amor, em fidelidade, formando os dois uma só carne.

 

Tudo isso aponta para o Senhor Jesus que um dia deixou a sua Glória e a Casa do Pai, para cumprir o Projeto de Salvação da humanidade, revelado desde o princípio da criação.

 

Jesus estava na eternidade e o Pai o fez sair de sua casa para morrer aqui, na cruz do Calvário. Neste processo, Jesus, ao contrário de Adão, sofreu muito, e sentiu muita dor. Ele caiu em profundo sono – sua morte – mas ao despertar – sua ressurreição – pode contemplar com alegria a sua igreja, a qual foi formada através do seu sacrifício.

 

A mulher do fluxo de sangue

 

“E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara.”

 

Lucas 8:45-47

 

Na história daquela mulher, podemos enxergar um paralelo profético entre a sua história e a história da igreja gentílica, como igreja fiel, como igreja que será arrebatada.

 

Alguns detalhes naquele encontro nos mostram a trajetória da Igreja. Para muitos, um encontro ocasional, mas tudo estava preparado no projeto de Deus porque era profético.

 

a) Jesus não ia para ela, ia a Jairo.

No caminho, houve um encontro. A bênção veio para Israel, mas os seus não o receberam, e a graça de Deus nos alcançou como igreja gentílica. Assim o Senhor nos encontrou.

 

b) Ninguém viu aquele milagre, só Jesus viu.

Há 2 igrejas. Uma igreja que todos veem, outra que só Jesus vê.

 

Qual a igreja que todos veem? A comunidade. O que enxergamos são comunidades, denominações. A multidão.

 

Qual a igreja que só Jesus vê? A igreja fiel. Os fiéis, os salvos, só Ele conhece.

 

Ninguém viu o milagre daquela mulher. Para todos ali, era tudo igual. Para o mundo, é tudo a mesma coisa, todos evangélicos, todas as coisas iguais. Para Jesus, não!

 

“Alguém me tocou!”

 

Há um povo Dele. Que só Ele conhece que só Ele vê.

 

Ninguém vê sua luta. Ninguém vê quando você acorda de madrugada. Ninguém vê o que você passa pelo Evangelho. Ninguém vê o dia difícil que você passa e chega na igreja, põe o paletó e vai pregar dizendo: “O Senhor tem cuidado de nós.”

 

MAS O SENHOR VÊ!

 

c) Aquela mulher ficou oculta por um tempo, ninguém viu o que aconteceu com ela, mas depois ela apareceu e todos viram. 


A igreja de Jesus só Ele vê. Ninguém sabe quem será arrebatado, quem tem Salvação. Uma igreja oculta.

 

Quando todos igreja vai surgir para o mundo? No Arrebatamento. Ali todos verão quem eram os fiéis.

 

d) A Salvação não é uma experiência exterior, quem vem desta vida. Salvação vem da Eternidade, de Jesus 


“…alguém me tocou porque de mim saíu poder…”

 

De mim: Do céu, do que é celestial, do que é além da Razão.

 

e) Só o poder de Deus faz o crente ser fiel

 

Ninguém é fiel porque é forte, mas porque de Jesus saiu poder.

 

Porque a igreja primitiva venceu as perseguições? Porque estava revestida do poder de Deus. Só o poder de Deus faz o crente suportar nesta hora.

 

Após aquele milagre, Jesus prosseguiu para Jairo. Jairo é um tipo de Israel. Deus ainda tem um plano para Israel após a grande tribulação, em que Ele virá com a igreja já arrebatada.

 

Os fiéis, o Senhor vê. O fiél não é sustentado por palavras humanas, por emoção, ou por qualquer outra coisa. O fiel é sustentado pelo poder de Deus.

 

O CORPO DE CRISTO

 

I Coríntios 12: 12 

 

Na sua infinita sabedoria, Deus escolheu o CORPO como ilustração para designar a IGREJAO CORPO DE CRISTO. Esta é a comparação mais perfeita que o ESPÍRITO SANTO revelou para nos fazer entender o funcionamento harmonioso da Igreja, e a ação interdependente dos seus membros.

 

DESENVOLVIMENTO   

 

O homem foi feito segundo a imagem e semelhança de Deus. A Igreja como Corpo de JESUS, é a expressão mais clara da sua perfeição e formosura. Ela só é identificada como Corpo de Cristo se manifestar em todos os seus membros a natureza do Senhor Jesus. O próprio Senhor Jesus é a cabeça do Corpo, pois Ele é o Ungido de Deus, e a unção é feita sobre a cabeça.

 

Salmo 133 – Oh quão BOM e quão SUAVE é que os irmãos vivam em UNIÃO…

 

  • BOM – o Pai (não há Bom, senão Deus)
  • SUAVE – o Filho (meu jugo é suave)
  • UNIÃO – o Espírito Santo (o vínculo da paz)  

 

O cérebro, que é o Comando Central, está na cabeça. É dela que partem as ordens que vão dirigir e governar o corpo. Os membros não agem por conta própria nem são independentes, eles estão ligados à cabeça e obedecem às suas ordens.

 

O corpo possui um Sistema Nervoso autônomo, que atua independentemente da vontade humana. Sua função é levar e transmitir todos os comandos que partem da cabeça (cérebro) para os membros do corpo, ou conduzir as impressões sentidas por estes até o cérebro.

 

A vida do corpo está no Sangue, pois o sangue é vida. O sangue é o Espírito Santo que circula por todo o corpo. Ele leva aquilo que produz vida, aquilo que é bom e útil (oxigênio e alimento) à manutenção da vida a cada parte do corpo, e retira aquilo que é prejudicial e danoso ao corpo (CO2, toxinas, organismos causadores de enfermidades, etc.).

 

Existe um tipo de célula no sangue que é responsável pela detecção de organismos estranhos ao corpo (toxinas, vírus e bactérias). Quando isso acontece, estas células mandam uma mensagem ao cérebro, através do sistema nervoso, acionando o Sistema Imunológico do corpo para que venha em defesa da área afetada, lutando contra a invasão dos corpos estranhos – pecado e dificuldades.

 

CONCLUSÃO

Todo pecado que o homem comete, é fora do corpo, mas o que peca contra o Corpo afeta a Justiça e o Juízo.

TATUAGEM – O QUE A BIBLIA NOS FALA?

 

 


 

1 - Jesus fez uma tatuagem na coxa escrito que ele é o Rei dos reis?

 

O contexto do capítulo 19 de Apocalipse é a batalha final. Jesus Cristo de forma esplendorosa se manifesta para acabar com todo o mal. Diversas características Dele são mencionadas por João, que busca descrever o cenário que está vendo na visão. E em uma das partes da descrição, diz: “Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Apocalipse 19:16 – ARA). Primeiro vamos falar sobre a palavra “manto”. É uma peça de roupa que reis, autoridades e pessoas ricas costumavam vestir sobre as outras roupas. Simboliza aqui o poder de Cristo, Sua soberania como Rei sobre todos os reis. Porém, deveria haver algo a mais para diferenciá-lo, já que outros reis também usam mantos.

 

O texto narra, então (além de diversas outras características), uma inscrição, um tipo de nota explicativa sobre Aquele que estava montado no cavalo branco (Apocalipse 19:11). A nota diz que ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”. Segue-se, então, a dúvida: essa inscrição é uma tatuagem? Isso é pouco provável. Vou explicar porquê: Primeiro que existe certa dúvida sobre a composição do significado desse texto. Como uma inscrição na coxa de Jesus estava visível? Ele estava nu ou em pequenos trajes? isso parece pouco provável, já que a vestidura de um guerreiro não era comumente assim. Alguns argumentam que “coxa” aqui poderia significar também “perna” e essa inscrição estaria, então, em uma parte mais visível da perna, enquanto ele cavalgava sobre o cavalo branco. Mesmo esse pensamento exigiria que Ele tivesse com menos trajes para que a inscrição fosse visível e compreendida por quem o visse.

 

Qual seria, então, o significado da inscrição na coxa? Alguns argumentam que a construção do texto dá a ideia de que o manto onde estava a inscrição caia sobre a coxa, enquanto o cavaleiro cavalgava em seu cavalo branco, então, ficava visível a inscrição. Essa ideia está presente na famosa tradução da Bíblia King James, que traduz assim: “Em seu manto, sobre a coxa, traz escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Apocalipse 19:16 – versão King James). Essa explicação não é livre de dificuldades de interpretação, porém, explicaria o fato da inscrição ser bem visível, já que com o movimentar do cavaleiro o manto faria movimentos para trás e para frente à medida que o cavaleiro parava e se movimentava. Ela também resolveria a questão dos problemas levantados no ponto 2 (um tanto estranha) de um escrito na pele da coxa ser visível.

Seja qual for o entendimento sobre a inscrição na coxa, uma coisa é certa: o texto ali não tem a intenção de defender ou proibir tatuagens. Esse não é o foco de João na sua descrição. Por isso, ainda que haja o entendimento de alguns de que havia uma inscrição na coxa de Jesus, não temos ali qualquer ideia de que fosse uma tatuagem na forma como as pessoas a usam em nossos dias (e também no passado usaram). O texto de Apocalipse nos apresenta muitas coisas simbólicas que devem ser vistas com cautela. Por exemplo: o texto seria simbólico, demonstrando que a identidade do cavaleiro está sobremodo clara a todos? Essa é uma possibilidade, já que diversas características sobre o cavaleiro foram citadas antes dessa, demonstrando que Sua identidade era inquestionável. Todos saberão de quem se trata.

 

2 - Tatuagem é pecado?

 

Fazer tatuagem está muito na moda mas muitas pessoas dizem que é errado. O que a Bíblia diz? Tatuagem é pecado? Quais são os limites? Esses 4 versículos dão a resposta...

 

Só há um versículo que fala diretamente sobre tatuagem. Esse versículo explica que é pecado se tatuar como parte de um ritual de outra religião. A Bíblia não fala mais sobre tatuagem, mas tem alguns princípios gerais que ajudam o crente a decidir se é certo ou não para si.

 

Tatuagem não é brincadeira! Você vai ter de viver com ela pelo resto da vida. Por isso, antes de fazer, se pergunte: "isso vai dar glória a Deus?" Vai dar um bom ou um mau testemunho? Sua consciência permite?

 

Se você fez uma tatuagem, mas sentiu que foi errado e se arrependeu, Deus lhe perdoa! A tatuagem não vai desaparecer, mas você não está mais debaixo de condenação. Deus sempre perdoa quem se arrepende.

 

1. Algumas tatuagens são pecado

 

Não façam cortes no corpo por causa dos mortos nem tatuagens em vocês mesmos. Eu sou o Senhor. Levítico 19,28

 

Esse é o único versículo na Bíblia que fala diretamente sobre tatuagem! (Obviamente não é um tema central da Bíblia.) Deus deu essa regra aos israelitas, para se distinguirem de outros povos. Mas porque era proibido?

 

Em muitas culturas, as pessoas faziam (e ainda fazem) tatuagens como parte de rituais pagãos. Uma tatuagem dessas representaria uma dedicação à idolatria. Assim, podemos concluir que, dependendo das circunstâncias, do significado ou da intenção, certas tatuagens podem ser pecado.

 

2. Glorifique a Deus

 

Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo. 1 Coríntios 6:20

 

A primeira pergunta que você deve fazer quando pensa em fazer uma tatuagem (ou outra coisa qualquer com o corpo) é: isso glorifica a Deus? Qual é a mensagem da tatuagem? Evite algo que possa afetar seu testemunho como cristão.

 

3. Será que convém?

 

Você vai ter de viver com essa tatuagem a vida toda. Pense muito bem antes de fazer. Você é livre para fazer sua escolha, mas nem tudo convém.

 

Em termos práticos, é preciso ter muito cuidado na hora de fazer uma tatuagem, para não se tornar uma inconveniência. Evite tatuagens e localizações no corpo que poderão prejudicar sua empregabilidade, suas relações familiares e suas amizades (sim, uma tatuagem pode afetar todas essas áreas!)

 

4. Deus perdoa!

 

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. 1 João 1:9

 

Se você já fez uma tatuagem mas o Espírito Santo lhe convenceu que foi errado, há uma solução! Confesse o pecado a Deus e peça perdão. Deus sempre perdoa quem se arrepende. A tatuagem ainda vai estar lá mas você vai poder dormir descansado, sabendo que foi perdoado. Se você está arrependido, Deus não lhe vai cobrar isso na eternidade.

 

3 - É pecado fazer tatuagem em homenagem a Deus?

 

Eu amo muito o Senhor Jesus! Eu gostaria muito de fazer uma tatuagem em homenagem a Ele. Mas estou com muita dúvida sobre isso! Eu estaria cometendo algum pecado caso fizesse uma tatuagem em homenagem a Deus? Ou seja, a minha ideia é fazer um pequeno desenho e uma frase em louvor ao Senhor? Existe algo na Bíblia que me dê essa resposta de forma clara?

 

Tem havido uma moda na atualidade em meio aos cristãos e até daqueles que apenas simpatizam de alguma forma com o cristianismo, de tatuar no corpo imagens que representa de alguma forma o cristianismo, tais como cruzes e outros símbolos do cristianismo, rostos simbolizando Jesus, frases bíblicas, frases em hebraico, etc.

 

A meu ver modas normalmente fazem as pessoas fazerem coisas por impulso apenas para seguir uma tendência ou copiar o que a multidão está fazendo ou mesmo o que uma personalidade famosa faz. Homenagear a Deus com uma tatuagem em forma de imagem, de um versículo ou de uma frase de efeito porque todo mundo está fazendo não me parece uma motivação correta.

 

Infelizmente, basta uma personalidade do mundo gospel aparecer com uma nova modinha e multidões copiam sem sequer refletir sobre aquilo em seu contexto de vida e espiritualidade. Isso é muito perigoso e questionável.

 

Deus leva em conta as motivações com que fazemos as coisas. Por exemplo, até para um ato de bondade de dar esmolas a um necessitado, Jesus orientou que deveria ser feito em secreto, ou seja, aqueles que dão esmolas (algo bom), mas com a motivação de aparecer, transformam seu ato em algo que não agrada a Deus. Com tatuagens é a mesma coisa.

 

Uma homenagem (ou louvor) a Deus é algo que deve acontecer e permanecer primeiramente no coração. Marcar a pele sem que o coração esteja “marcado” nos leva ao pecado da hipocrisia. Eu teria muito temor de fazer uma marca permanente em meu corpo de algo que eu possa não estar vivendo agora ou de algo que eu possa não estar vivendo no futuro, ou para simplesmente “se mostrar” aos outros. A Bíblia é clara quando diz que com Deus não se zomba (Gálatas 6:7).

 

As maiores “homenagens” que podemos fazer a Deus estão no campo espiritual, no campo interior, no campo “secreto” da nossa vida de comunhão com o Senhor. Por exemplo, quando Jesus falou sobre coisas materiais, Ele ensinou: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mateus 6,19). Os verdadeiros tesouros são acumulados “nos céus” (Mateus 6,20). A pergunta que faço é: A homenagem que mais agradaria a Deus na sua vida seria fazer uma tatuagem?

 

Assim, concluo que, antes de marcar nosso corpo com algo permanente, reflitamos primeiro sobre as questões propostas no inicio deste artigo. E quando se tratar de algo com a intenção de homenagear ou louvar a Deus de alguma forma, que reflitamos ainda sobre essas outras questões pontuadas sobre o tipo de homenagem que agrada ao Senhor!

 

Agora quero trazer algumas perguntas que alguém que deseja tatuar seu corpo deveria refletir antes de fazer isso:

 

A - Está fazendo aquela tatuagem para a glória de Deus?

B - O tipo de desenho é biblicamente aceitável?

C - A tatuagem irá causar escândalo nos mais fracos na fé ou alguma desobediência da minha parte?

D - Na minha idade já tenho maturidade para fazer uma marca permanente?

E - Estou respeitando a lei no que se refere a idade mínima (18 anos)?

F - Minhas dúvidas são maiores do que minhas certezas?

 

4 - Então, crente pode ou não pode fazer tatuagem?

 

O novo testamento não aborda diretamente a questão das tatuagens. Hoje o cristão está sob a nova aliança, e portanto tudo lhe é permitido - mas nem tudo lhe convém (1 Coríntios 6,12). É aí que cada um deve analisar seus motivos e fazer essa pergunta a si mesmo: De que maneira estarei exaltando a Cristo fazendo uma tatuagem?

 

Lembre o que Paulo disse em 1 Coríntios 10,31 - "Assim, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus."

 

É possível eu fazer uma tatuagem para a glória de Deus? Se você conseguir responder a essa pergunta, e o Espírito Santo lhe der uma consciência tranquila sobre o que está fazendo, você é livre para fazer uma tatuagem.

 

Recorde também que existem várias passagens que nos dizem que o corpo do cristão é algo especial, que deve ser tratado com respeito - é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6,19).

 

Uma tatuagem é uma coisa permanente (ou quase - remoções são processos muitas vezes caros, dolorosos e ineficazes). Por isso, pense muito bem antes de tomar a decisão de fazer uma tatuagem.

 

Se você pertence a uma igreja, fale com o seu pastor, ou alguém da liderança, que pode te orientar nessa decisão.

 

5 - Já fiz, e agora?

 

Se você fez uma tatuagem, mas se sente convicto que foi errado, peça perdão a Deus. Deus perdoa todos que se arrependem (1Jo 1,9). A tatuagem não vai desaparecer, mas Deus se preocupa mais com seu coração.

 

Se você tem possibilidade, existem alguns tratamentos para remover tatuagens. Mas esse processo é caro e pode não remover totalmente. Se você se arrependeu não fique preocupado, Deus já lhe perdoou.

 

CONCLUINDO

Se depois de todas essas reflexões a intenção de fazer uma tatuagem permanecer intacta diante de todos os questionamentos, creio não ser pecado fazer. Porém, caso haja dúvidas, melhor não fazer, pois como Paulo orientou em um assunto diferente, mas que também lança luz sobre esse contexto: “Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado.” (Romanos 14,23).

 

Por - Marco Antonio Lana (Teólogo - Biblista)

 

Quem Eram os Coraítas? Quem Foi Corá? Como Foi a Rebelião de Corá

 

 

Marco Antonio Lana (Teólogo - Biblista)

 

Quem Foi Corá na Bíblia? Como Foi a Rebelião de Corá?

 

Corá foi um israelita da tribo de Levi e descendente da casa de Coate através de Isar. A história de Corá é conhecida na Bíblia por causa da rebelião que ele promoveu contra a liderança de Moisés e Arão. Corá viveu durante o tempo da peregrinação do povo de Israel rumo à Terra Prometida.

 

Em algumas traduções bíblicas Corá também é chamado de Coré. O significado do nome Corá é incerto. Alguns intérpretes sugerem que esse nome talvez signifique “calvície”. Pelo menos outros três homens são citadas na Bíblia com este mesmo nome. Dois deles eram descendentes de Esaú e foram chefes tribais de Edom (Gênesis 36:5-18; 1 Crônicas 1:35). O outro Corá foi um dos filhos de Hebrom incluídos na tribo de Judá (1 Crônicas 2:43). Obviamente esses homens não devem ser confundidos com o Corá mais conhecido na Bíblia.

 

A história de Corá

 

Como foi dito, Corá pertencia à tribo de Levi. Ele era da casa de Isar, e provavelmente neto de Coate. Corá foi contemporâneo de Moisés e Arão, apesar de ser mais jovem que eles (cf. Êxodo 6:16.24; Números 16). Segundo as informações sobre sua linhagem, Corá era aparentado de Moisés e Arão. Os dois irmãos eram filhos de Anrão. Anrão era filho de Coate, assim como Isar, pai de Corá.

 

A Bíblia não registra detalhes sobre a biografia ou a vida pessoal de Corá. A narrativa bíblica se concentra em descrever o triste episódio da rebelião que Corá promoveu e liderou; bem como o terrível castigo que ele sofreu por conta de seu pecado.

 

Corá fomentou uma rebelião contra a liderança de Moisés e o sacerdócio de Arão. O movimento rebelde de Corá entre os levitas (coatitas) se uniu a outro movimento de oposição liderado por Datã, Abirão e Om, da tribo de Rúben. Esses homens sentiam inveja da liderança que Deus constituiu sobre Israel com Moisés e Arão.

 

A rebelião de Corá

 

Basicamente a rebelião de Corá, Datã, Abirão e Om acusava Moisés e Arão de terem se colocado acima do restante do povo de Israel (Números 16:3-13). Moisés e Arão foram acusados de reivindicarem uma santidade a si próprios e desprezarem a santidade de toda congregação de Israel. Especialmente Arão foi acusado de ter se apropriado da posição de sacerdote (Números 16:7-11). Moisés ainda foi acusado de ter falhado em conduzir Israel à Terra Prometida, e ao invés disso ter feito a si próprio rei e levado o povo a uma situação instável em pleno deserto (Números 16:12-14).

 

Nesse contexto Moisés acusou Corá e os levitas de tentarem se tornar sacerdotes a qualquer custo, enquanto eles deveriam estar satisfeitos por já serem levitas. O sacerdócio havia sido confiado apenas à casa de Arão e os demais levitas tinham que aceitar isso.

 

Então Moisés fez uma proposta aos levitas que haveria de provar quem realmente havia sido escolhido por Deus para liderar o povo e ocupar o sacerdócio. No outro dia os levitas do grupo de Corá teriam que oferecer incenso ao Senhor. Assim, Deus haveria de confirmar seu escolhido (Números 16:5-7).

 

Mas parece que os rebeldes liderados por Corá, Datã, Abirão e Om conseguiram o apoio maciço da congregação de Israel (Números 16:19). Moisés e Arão ficaram quase que sozinhos contra o restante do povo. A situação foi tão grave que Moisés e Arão tiveram que interceder a Deus para que Ele não destruísse toda a congregação de Israel (Número 16:20-22).

 

Naquele clima tenso Moisés e Arão ficaram isolados, aparentemente contando com o apoio apenas dos 70 anciãos de Israel (Números 16:25). Os líderes da revolta, Corá, Datã e Abirão, juntamente com suas casas, também ficaram separados dos demais israelitas. Provavelmente outros 250 levitas com seus incensários também ficaram destacados do povo, enquanto o restante dos israelitas ficou observando o que haveria de acontecer.

 

Corá foi engolido pela terra

 

Moisés sabia que somente com uma intervenção divina aquela crise seria resolvida. Então Moisés disse que se nada acontecesse com os rebeldes, isso significaria que ele não era enviado do Senhor. Mas se algo de sobrenatural acontecesse, e a terra se abrisse para que os rebeldes fossem tragados vivos para o abismo, então os israelitas saberiam que Corá, Datã e Abirão tinham se levantado contra o próprio Deus (Números 16:28-30).

 

Imediatamente após Moisés ter falado essas coisas, a Bíblia diz que a terra se abriu debaixo dos rebeldes. Aqueles homens, juntamente com suas casas e todos os seus bens, foram engolidos. Corá e o seus pereceram bem diante da congregação de Israel (Números 16:31-33). Os duzentos e cinquenta levitas simpatizantes de Corá que ofereciam incenso, também foram consumidos pelo fogo da parte do Senhor (Números 16:35).

 

Diante do juízo de Deus derramado sobre Corá, Datã e Abirão e seus homens, os israelitas fugiram apavorados. Eles ficaram com medo de também serem engolidos pela terra (Números 16:34). Mas apesar dessa demonstração clara do juízo de Deus sobre eles, ainda assim os israelitas continuaram tumultuando e fazendo oposição a Moisés e Arão. Foi nesse contexto que a vara de Arão floresceu. Isso confirmou que o sacerdócio da casa de Arão era escolha de Deus (Números 16:41-17:13).

 

Os filhos de Corá

 

A Bíblia também fala sobre os descendentes de Corá que foram porteiros e cantores no coro do Templo (1 Crônicas 9:19; 2 Crônicas 20:19). Inclusive o texto bíblico informa que os filhos de Corá não morreram (Números 26:11). Alguns estudiosos sugerem que esses coraítas (filhos de Corá) eram descendes de outro Corá, mas essa hipótese é muito improvável.

 

Os filhos de Corá eram uma família levita do clã dos coatitas. Os filhos de Corá também são chamados na Bíblia de coraítas. Os coraítas descendiam de Corá, um levita da casa de Coate através de Isar (Êxodo 6:24; Números 26:58; 1 Crônicas 6:22-38; 9:19-32; 26:1-19).

 

Corá ficou conhecido na Bíblia por ter sido engolido pela terra quando se opôs a liderança e o sacerdócio de Moisés e Arão, respectivamente (Números 16). Alguns estudiosos defendem que os filhos de Corá não descendiam do rebelde Corá, mas de outra pessoa da mesma família que também tinha o mesmo nome.

 

Mas apesar de Corá ter sido tragado com todos os seus bens e sua casa, a Bíblia faz questão de informar que os filhos de Corá não morreram com ele (Números 26:10,11). Isso parece indicar que os filhos de Corá não acompanharam o seu pai em sua rebelião.

 

O texto bíblico até menciona os nomes dos filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe (Êxodo 6:24). Portanto, é completamente possível que os coraítas que aparecem no tempo da monarquia em Israel sejam mesmo descendentes dos filhos do Corá que foi morto pelo juízo de Deus.

 

Se este for o caso, então a história dos filhos de Corá é um exemplo claro e prático do que Deus falou através do profeta Ezequiel: “O indivíduo que pecar, este morrerá! O filho não levará a culpa do pai, tampouco o pai será culpado pelo pecado do filho. Assim, a justiça do justo lhe será creditada, e a malignidade do ímpio lhe será devidamente cobrada com a vida” (Ezequiel 18:20).

 

O que os filhos de Corá faziam?

 

Os filhos de Corá eram levitas. Portanto eles se ocupavam de todas as atividades que eram de responsabilidade dessa tribo. Basicamente eles serviam como auxiliares dos sacerdotes e desempenhavam várias funções no Tabernáculo e posteriormente no Templo em Jerusalém.

 

O livro de Crônicas diz que os filhos de Corá eram porteiros no Tabernáculo e no Templo (1 Crônicas 9:17; 26:1). Os coraítas também estavam entre os cantores levitas que foram constituídos pelo rei Davi para “dirigir o canto na Casa do Senhor, depois que a Arca teve repouso” (1 Crônicas 6:31).

Eles ministravam diante do Tabernáculo com cânticos, e continuaram seu ministério em Jerusalém quando o rei Salomão edificou o Templo (1 Crônicas 6:31-48; 15:17; 2 Crônicas 20:19; 29:13). Mais tarde, já durante o reinado do rei Josafá, os filhos de Corá também foram contados entre os levitas que louvaram a Deus em alta voz numa batalha que Israel não precisou lutar (2 Crônicas 20:19).

 

A Bíblia também fala de alguns coraítas de Benjamim que se juntaram a Davi em Ziclaque. Esses coraítas eram guerreiros habilidosos que ficaram ao lado de Davi enquanto ele sofria perseguição por parte do rei Saul (1 Crônicas 12:6). Entre os coraítas mais ilustres citados nas genealogias bíblicas estavam o profeta Samuel e Hemã, o cantor (1 Crônicas 6:22,28,33).

 

Os filhos de Corá foram autores de Salmos

 

O título de alguns salmos atribui sua autoria aos filhos de Corá. São eles: Salmos 42-49, 84, 85, 87, 88. O Salmo 43 não traz em seu cabeçalho a identificação dos filhos de Corá. Mas como originalmente os Salmo 42 e 43 formavam um único salmo, então ele também é considerado de autoria dos filhos de Corá.

 

Apesar de o cabeçalho de cada um desses salmos indicar a autoria dos filhos de Corá, em nenhum lugar é especificado exatamente quais os descendentes de Corá foram os responsáveis por compor esses salmos. Imagina-se que tenha sido os coraítas que se ocuparam na adoração do culto a Deus.