terça-feira, 12 de outubro de 2021

O que é a Justiça de Deus?

 A Justiça é um atributo de Deus, é uma das Suas características próprias. Ser justo é uma qualidade fundamental da natureza de Deus. A justiça de Deus se manifesta através de Jesus Cristo e é expressa nas Suas ações e no cumprimento das exigências da perfeição do próprio Deus.

 

A Bíblia diz que a Justiça de Deus se revela através do evangelho (Romanos 1:17), as "boas novas", da mensagem de salvação anunciadas ao longo de todas as Escrituras se cumpriu na vida, na morte e na ressurreição de Jesus Cristo. Encontramos na Palavra de Deus o padrão para toda a justiça que precisa ser cumprida por todas as pessoas.

 

Mas o que é justiça?

 

Em termos gerais, justiça é dar a cada um o que lhe é de direito, o que merece. É estar em conformidade com o que é justo, correto. A maioria das pessoas possuem algum senso de justiça. Todos temos consciência de estar num mundo de injustiças e mesmo não sendo muito justas, as pessoas falam ou reclamam a falta de justiça.

 

A justiça é questionada quase sempre quando a requeremos em nosso favor ou quando achamos que alguém merece ser punido ou castigado. Buscamos a nossa justiça própria, carregada de egoísmo, quando queremos ser favorecidos, mas normalmente queremos esquece-la quando ela acusa-nos. Parece que a justiça própria parece estar sempre acima da justiça comum, merecida por todos. Mas será a justiça humana tão distante da Justiça de Deus? Infelizmente a justiça dos homens está carregada de injustiça.

 

Justiça X injustiça

 

Deus é perfeito, reto e plenamente justo, por isso age sempre em conformidade com a Sua Justiça. A Justiça de Deus é reta e cheia de misericórdia. Ele reprova e condena a injustiça porque esta causa destruição e morte. Quando alguém comete injustiça, os danos destrutivos do mal e da morte afetam diretamente ao próprio transgressor, aos outros a quem ele prejudica, além de comprometer a sua relação com Deus, com o mundo e com os seus semelhantes.

 

Um bom exemplo dos danos causados pela injustiça é a história dos irmãos Caim e Abel, na bíblia (Gênesis 4:1-16). Movido por inveja e maldade Caim mata o seu próprio irmão. Esse pecado destruiu a vida do inocente, Abel, afastou Caim de Deus e da sua família. Trouxe maldição à terra, ao seu trabalho e, a sua vida terá sido consumida pelos sentimentos de rejeição, culpa e medo. Deus o afastou, castigando-o pelo seu crime mas o tratou com misericórdia, colocando-lhe um sinal para preservar a sua vida. Assim funciona a justiça de Deus, é revestida de misericórdia.

 

Justiça e Misericórdia

 

Quando pensamos em justiça, logo nos vem à mente o merecido castigo e a punição por algo de errado que se fez. Estas ideias não estão de todo erradas, mas, graças a Deus que a Sua justiça é diferente da nossa. A justiça humana é falha, parcial, corrompível e muitas vezes mesquinha. Isto é, segundo a nossa "justiça", o outro merece sempre ser punido e pagar as consequências dos seus erros. Mas quando somos nós a parte culpada, buscamos sempre recursos para nos auto-inocentar. A justiça de Deus, por outro lado, é leal, reta e infalível. Além disso, a justiça divina é misericordiosa e não oprime ninguém em Seu juízo (Jó 37:23).

 

A justiça de Deus caminha de mãos dadas com a Sua misericórdia. A compaixão de Deus é a disposição graciosa que Ele manifestou de se compadecer da condição humana desde a criação até o final dos tempos. Nesta oferta amorosa, Ele considera o nosso estado miserável e oferece perdão total ao pecador arrependido, quando este crê na Sua bondade e aceita o Seu favor.

 

Contudo, para satisfazer a justiça (esta exige que o culpado seja punido pela sua injustiça), Deus decidiu atribuir a culpa a Si mesmo. Pelo Seu amor e bondade, Jesus Cristo assumiu o nosso lugar e sofreu a punição pelas nossas injustiças, pelos nossos pecados. Através da fé, fomos substituídos graciosamente por Jesus.

 

Jesus e a justiça

 

Jesus cumpriu toda a justiça. Foi justo e misericordioso em toda a sua vida e ministério aqui na terra, sem nunca ter pecado. Através Dele Deus revelou a Sua vontade para os seres humanos. A sua vida dividiu a história da humanidade, sendo Ele o maior exemplo e a perfeita justiça que os homens almejavam. Graças a Ele todos podem ter acesso à justiça de Deus, conhecendo-a através da Bíblia e da vida de Jesus Cristo.

 

Quando o homem crê em Jesus, é justificado pela fé. Porém, quando descumpre a Sua vontade e rejeita Deus, age como injusto e desobediente. Essa injustiça (falha, transgressão, maldade, erro, corrupção) também é chamada de pecado na Bíblia (1 João 5:17). O pecado presente na humanidade torna a nossa justiça falha e limitada (Isaías 64:6). Por isso todas as pessoas precisam de um recurso fora de sim mesmos para se aproximarem de Deus.

 

Para resolver o problema do pecado, que precisa ser punido (Romanos 6:23), Jesus se entregou para cumprir a exigência da Sua perfeição. A justiça foi feita. Foi plenamente cumprida em Cristo, sendo punido pelo pecado da humanidade. Com a morte de Jesus, o preço da dívida da culpa e condenação foi pago. Todos que creem Nele podem desfrutar do perdão de pecados. Pelos méritos de Jesus, todo que busca a Sua justiça é considerado justificado e aceito por Deus.

 

Você pode confiar na justiça de Deus!

 


 

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Vale de ossos - Ex 37,1-12

Ezequiel 37: 1-12 “Veio sobre mim a mão do Senhor, e o Senhor me levou em espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos.” 

 

OBJETIVO: Mostrar ao homem que o Senhor é o único Deus, e que só Ele pode operar o milagre da salvação.

 

INTRODUÇÃO

Mesmo cercado num mundo tão conturbado e cheio de guerras, Deus estabeleceu o povo de Israel, fazendo com eles um concerto que, se observado e cumprido, traria para eles paz e prosperidade. O pecado (transgressão do mandamento), a rebeldia (resistência à correção), e obstinação (persistência no erro) do povo ao longo dos anos, caracterizaram a quebra do concerto. Com isso, o Senhor se distanciou de Israel, deixando-o a mercê dos seus inimigos. O cativeiro foi o resultado de anos de sono e frieza espiritual.

 

DESENVOLVIMENTO

O profeta Ezequiel teve uma importante missão. Mesmo sendo cativo como os demais, foi usado por Deus para exortar o povo a se arrepender dos seus pecados, levando-os a crer que o cativeiro teria fim, e que eles voltariam à terra de que o Senhor lhes havia dado. À medida que os anos de cativeiro se passavam, a fé ia se esvaindo, e a esperança do regresso, era cada vez menor.

O Senhor conduz o profeta, em visão, a um vale de ossos secos. O profeta é testemunha de uma situação irreversível: A morte. Porém refere-se a Deus como o único capaz de saber e reverter tal situação.

 

DEUS QUER OPERAR

Uma simples ordem de Deus: “Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor “, e dá-se início a um grande milagre, que resulta na transformação dos ossos secos em um exército grande em extremo.

O vale de ossos é este mundo e os ossos são os homens sem o Senhor; estão secos, sem vida, espalhados pela face do vale ( mundo ) porque não tem a direção do Espírito Santo. Ninguém é capaz de tirá-los desta situação. Só o Senhor tem este poder e sabe como fazê-lo. (Projeto)

Muitos cativos não tinham mais esperança de voltar a terra prometida; pensavam estar cortados, destruídos; achando que a semente de Israel ficaria sepultada para sempre em Babilônia. Muitas pessoas no mundo de hoje estão presas, cativas por este mundo e seus pecados, enfrentando problemas que afirmam não ter mais solução. Estão confusas pois não têm a direção do Espírito.

 

Dúvida?

Alguns servos e servas nesta, última hora, estão com seus corações duvidosos a respeito da volta do Senhor Jesus e envolvidos nas dificuldades que caracterizam este momento final, estão esmorecendo e se conformando com este mundo. O Espírito já não atua mais, e por causa disso, estão cada vez mais secos e sem vida.

Deus tem provado ao seu povo, a cada culto, que só Ele tem poder para libertar e transformar as pessoas. Só o Senhor tem a capacidade de reverter casos que para nós seriam impossíveis de se resolver. Que só Ele pode nos dar a Salvação e nos livrar da condenação eterna. A nós compete apenas ouvir a Sua voz e entregar o coração, deixando que Ele seja o Senhor das nossas vidas.

 

CONCLUSÃO

Não podemos deixar que o mundo e as dificuldades que cercam o nosso dia-a-dia venham nos tirar a esperança que temos no Senhor. Não podemos nos conformar com este mundo e deixar pra trás a promessa gloriosa da Salvação, a terra prometida, a herança que está preparada para nós desde antes da fundação do mundo.

Este mundo não será a nossa sepultura, mas viveremos para sempre na Pátria celestial com o Senhor. Cristo em nós, esperança da glória!

LAR FIRME NA ROCHA - EM JESUS

 Mt 7:24-27 (Os dois fundamentos) 

 

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumprem, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

 

- Neste texto Jesus afirma que todo aquele que ouve as suas Palavras e as cumpre, é semelhante ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a Rocha. Quando nós estamos ouvindo a voz de Jesus, isto quer dizer que estamos ouvido a sua Revelação, já que Ele fala por revelações. Se o Senhor fala e eu obedeço, minha vida está sendo edificada sobre a Rocha, sobre a Revelação. Deus fala e eu obedeço. Ele continua falando e eu obedecendo. Mas se Ele fala e eu não obedeço, Ele vai parar de falar comigo, pois de que adianta Ele falar comigo, se eu não obedeço? Neste caso a minha casa (vida) está sendo edificada sobre areia. 

 

Aquele que ouve as Palavras do Senhor Jesus e não as obedece, é semelhante ao homem insensato que edifica a sua casa sobre a areia.

 

A Rocha é um bloco compacto e único, enquanto a areia é fragmento de rocha. Se a Rocha é Jesus, e Jesus é a Palavra, então o fragmento representa porções da Palavra que são tomados como fundamento. A Rocha também é tipo da Obra, enquanto a areia é a Religião. Muitos estão tomando fragmentos como base da sua vida e criando religiões para si. Alguns exemplos de fragmento: As testemunhas de Jeová, os Sabatistas, os que só pregam curas, etc.

 

Nós só percebemos a diferença entre as casas (já que por fora elas parecem ser iguais), quando vem sobre elas a Chuva, o Vento e as Enxurradas.

 

As chuvas são as coisas que vêm do mundo (resultado da evaporação do mar). Crentes pulando carnaval para evangelizar os foliões. Bailes dançantes nas Igrejas para entrosar os casais. Réveillon do “povo santo”, ocorrido no Recife. Escola dominical na praia, para atender aos jovens que não vão à Igreja, como aconteceu no Rio de Janeiro. Peças teatrais nas Igrejas, e coisas desta natureza.

 

Houve um pastor que convidou os irmãos para o culto certa noite, porque a irmã  iria oferecer uma gostosa canjica para todos depois do culto.

 

Os ventos são as doutrinas estranhas à Palavra que sopram em várias direções. São os modismos do mundo, as filosofias, a política penetrando nas Igrejas e tudo mais.

 

As enxurradas são as coisas ocultas, que vêm por baixo para derrubar a casa. Fato conhecido foi o da irmã que comprou cerveja para os filhos beberem em casa, a fim de não darem mau testemunho lá fora.

 

Outro irmão tomava uísque escondido do pastor, para baixar o colesterol.

 

Quem está firmado na Obra não se abala com estas coisas, mas quem está na religião sofre as consequências.

 


 

 

Ilustrações Cristãs: O prego do diabo

Um homem, cansado da sua pobre vida difícil, da rotina do dia a dia de trabalho, das lutas, da falta de dinheiro, que geralmente acabava bem antes do final do mês, resolve que algo deveria mudar.

 

Sua vida com Deus já não existia mais, ele não ia à igreja, sua fé tinha enfraquecido ao ponto dele não mais querer servir a um Deus que não lhe dava aquilo que ele queria.

 

Então ele fez uma oração ao diabo. Se Deus não está me dando o que desejo, então apelarei ao diabo, pensou.

 

Então, um grande barulho aconteceu perto dele e o diabo lhe apareceu.

 

– Você me chamou, meu amigo?

 

– Quem é você, perguntou o homem

 

– Eu sou o diabo, você orou a mim e aqui estou eu para atender aos seus desejos! O que você quer, meu caro rapaz?

 

– Eu gostaria muito de ter uma casa grande, uma condição de vida boa, que me tirasse de todo esse sofrimento terrível.

 

– Só isso? Lhe disse o diabo com um sorrisinho irônico no rosto.

 

– Venha cá, me acompanhe, te levarei a um lugar.

 

– Vamos, disse o homem.

 

– Está vendo aquela mansão enorme ali naquele condomínio fechado? Vamos entrar nela para você ver o que é ter uma vida boa!

 

– Sim, é linda!

 

– Eu te darei aquela mansão todinha com tudo que tem dentro. Você será muito rico, dará grandes festas, nunca mais passará problemas financeiros. Mas eu quero algo em troca!

 

– O que tenho que fazer para você para ter tudo isso? Disse o homem com os olhos brilhando.

 

– Está vendo aquele prego na parede da sala da mansão? A minha condição é que aquele prego sempre será meu e eu posso fazer com ele o que eu bem quiser. Aceita?

 

O homem achou bem estranha a condição, mas a achou muito fácil e aceitou o acordo.

 

Alguns anos mais tarde ele ficou riquíssimo e comprou aquela mansão que o diabo lhe mostrou. Tudo era dele agora, assim como o diabo lhe tinha prometido.

 

Para comemorar sua nova vida, seu sucesso, o homem resolveu dar uma grande festa. Convidou todos os grandes homens de negócios da cidade, apenas gente rica.

 

A festa corria bem, quando, de repente, um homem entrou na festa com um pedaço de uma carniça podre terrivelmente fedorenta e pendurou naquele prego que ficava bem no meio da sala, na parte mais linda da casa.

 

Logo o homem, agora rico e incomodado com o fedor e com as reclamações de seus convidados, chamou os seguranças e ordenou que esse tal homem fosse retirado da festa e aquela carniça retirada do meio da sala e tudo fosse rapidamente higienizado.

 

No entanto, aquele homem que pendurou a carniça no prego chegou bem perto do dono da casa e lhe disse:

 

– Lembra de mim? Eu sou o diabo, lhe dei tudo isso aqui que você tem com a condição de que aquele prego sempre seria meu e eu pudesse fazer dele o que bem entender. Hoje vim cobrar meu direto e essa carniça não poderá sair daquele prego a menos que eu queira!

 

Com todo aquele fedor na sala da mansão, todos os convidados se sentiram incomodados e foram embora, ficando aquele homem sozinho, tendo de suportar dia após dia tudo aquilo que o diabo quisesse pendurar naquele prego!

 

Ensinamento: Não podemos permitir que o diabo tenha sequer um “prego” em nossas vidas. Se permitirmos que ele tenha mesmo que seja um pedacinho dela, uma pequena parte, ele poderá transformar a nossa vida nas coisas mais desagradáveis que possamos imaginar. Ele “pendurará” mais cedo ou mais tarde as piores coisas possíveis para destruir a nossa paz!

O que significa que Jesus veio por meio de água e sangue em 1 João 5:6?

 Jesus veio por meio de água e sangue

 

(1) O apóstolo João está falando sobre a importância da fé em Jesus Cristo, da demonstração de um amor genuíno por Ele. João quer demonstrar a grandeza de Jesus e a realidade de Seu ministério quando da Sua vinda a esse mundo.

 

Nesse contexto ele diz: “Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade” (1 João 5:6).

 

João não explica aqui o que seria o simbolismo dessa água e sangue. Seus leitores originais deveriam conhecer bem essa linguagem.

 

Mas para nós causa certas dúvidas que iremos resolver levantando algumas possibilidades de significados dela.

 

Água e sangue (possibilidades)

 

(2) Muitos significados já foram levantados para a expressão água e sangue, vou demonstrar alguns a seguir e depois quero opinar sobre o que acho mais correto dentro do contexto trabalhado aqui pelo apóstolo João:

 

a) Água e sangue seriam o batismo (água) e a morte de Cristo (sangue). Esses foram dois acontecimentos narrados de forma detalhada pelos evangelistas e, portanto, conhecidos em detalhes pelos leitores de João. 


b) Água e Sangue seriam os líquidos que saíram do lado de Jesus, que foi perfurado pela lança quando estava na cruz. Alguns pensam que esse significado seria plausível, pois João combate em sua carta o ensino dos docetistas, que pregavam que Jesus não teve um corpo material, antes, ele veio somente em espírito.

 

c) Água e Sangue seriam a purificação (água) a redenção que recebemos pelo morte de Jesus, pelo derramamento de Seu (sangue).

 

Os que pensam nesse significado dizem que João quer mostrar os resultados da ação de Cristo, ou seja, os resultados que a vinda e morte de Cristo provocaram na vida das pessoas.

 

d) Os sacramentos do batismo (água) e da ceia do Senhor (Sangue). Quem pensa nesse significado pensa que João tem em vista mostrar a importância dos sacramentos que Jesus Cristo deixou e deu como modelo para Sua igreja.

 

Todas essas interpretações são razoavelmente possíveis, mas qual delas será que está mais em harmonia com o contexto?

 

(3) Ao meu ver o primeiro significado (Batismo e morte de Cristo) se encaixa de forma mais correta na explicação do apóstolo João.

 

Como João está querendo demonstrar a realidade da vinda de Jesus e de Sua missão, parece-me apropriado que ao citar água e sangue estivesse focando a atenção nos dois principais acontecimentos na vida de Jesus, que foi o Seu batismo (carregado com o testemunho do Pai e do Espírito Santo) e a Sua missão sendo completada quando morre pelo pecadores na cruz (derramando Seu sangue).

 

Ou seja, foi por meio do cumprimento pleno de Sua missão (nascimento e morte), de Sua vitória completa na cruz, que Jesus Cristo se tornou plenamente nosso salvador.

 

Isso responde as objeções daqueles que achavam que Jesus não tinha vindo em carne e ossos e também demonstra que não somente veio, mas também cumpriu plenamente Sua missão e isso deve fazer os crentes adorarem e crerem em Cristo.

sábado, 9 de outubro de 2021

AS CAPAS DE ESTEVÃO - At 7,58

“E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo.” Atos 7:58 

 

INTRODUÇÃO

 

Aquele foi um momento muito especial na história do Evangelho. Um testemunho verdadeiro foi dado. A verdade incomodou e incomoda até hoje. Estevão iria morrer por conta do seu testemunho. O que iria sobrar depois da morte de Estevão? Só as capas. 

 

DESENVOLVIMENTO 

 

O que fizeram com Estevão? Que momento Saulo estava de sua vida? O que iria ser posto diante dele? 

 

A formação do jovem Saulo

 

Ele era um jovem, a bíblia não diz se nessa ocasião ele já era um perseguidor.

 

Pode ser que naquele momento Saulo estivesse em processo de formação, a Palavra não diz qual o intervalo de tempo entre o último versículo do capítulo 7 (em que ele era um jovem) e o primeiro do capítulo 8 (em que provavelmente ele não era mais um jovem, era um homem com uma formação religiosa, o perseguidor, o que respirava ameaças), mas não se pode afirmar que o homem que “respirava ameaças” era o jovem Saulo que viu as capas de Estevão ou um homem já maduro.

 

Logo nesse momento de processo de formação, o jovem Saulo se depara com as capas de Estevão, certamente manchadas de sangue. 

 

O que aconteceu com Estevão?

 

Saulo, muito provavelmente (ainda que não esteja explícito na Palavra), viu o testemunho de Estevão. Já a sua morte ocorreu fora da cidade. O testemunho e o momento onde ele viu o céu aberto e o Senhor Jesus a destra do Pai, dentro da cidade. O apedrejamento, fora da cidade.

 

Dentro da Revelação (A Palavra revelada), a Palavra mostra o testemunho vivo, existe a direção do Espírito Santo para a vida do jovem, existe o Espírito de conselho, existe o Espírito de Fortaleza. Dentro da Revelação, a Palavra leva o jovem a ver os céus abertos. Fora da Revelação, ocorre a morte da Bíblia: 

 

A) O expulsaram

 

Vivemos um momento hoje onde expulsaram a Revelação. Não há direção do Senhor. Não há dons. Jovens sendo formados como crentes sem experiência com os dons espirituais, sem o ensino da Palavra revelada para a formação do lar, sem o ensino da Palavra revelada para a vida profissional. Ensinos sem a Revelação da Palavra; 

 

B) O apedrejaram

 

Usaram pedras. Hoje usam os argumentos desta vida, humanos, para levar o jovem para longe da Revelação. Estevão morre pelas pedras. As pedras são os recursos e os argumentos desta vida. A voz do Senhor sai do meio da Religião por conta dos argumentos. Mas a Palavra não morre, ela se transfere, muda de destino. Veja que só a matéria de Estevão morreu, porque ele diz em invocação: “Senhor Jesus, recebe meu espírito.”. Estevão foi para o Senhor.

 

A voz do Espírito não morre, ela vai estar no meio de um povo fiel, onde houver uma Obra onde o Espírito Santo tenha liberdade de falar. Morre a vida da Palavra, fica a letra, mas a voz do Espírito fala no meio de um povo fiel. 

 

Os resultados

 

Na Revelação você encontra o testemunho, você vê os céus abertos. O jovem vê qual o projeto de Deus para todos os campos de sua vida. Fora da Revelação, é isso que a Religião faz com a bíblia, matou a bíblia . A Religião destrói o profético. Esconde o espiritual. Foi fora da cidade. A Religião não quer jovem batizado com o Espírito Santo. Não quer jovem consultando ao Senhor. Ela pega a Palavra e a leva para fora da Revelação, do profético. A cidade é a Revelação, o espiritual, o profético de Deus. Estevão a Palavra. Foi apresentado ao jovem Saulo as capas, uma Palavra sem vida. Um Evangelho que não transforma, que não liberta o jovem, que não fala de Salvação. 

 

A classe de jovens

 

Quando olhamos para a classe de jovens, não estamos olhando para o futuro, mas para o presente. Uma grande parte das atividades da Obra tem um jovem envolvido. Os jovens estão envolvidos ativamente com a Obra. O Senhor tem operado na vida dos jovens. Tem usado os jovens. Hoje precisamos ter uma preocupação muito especial com esta classe. Que preocupação? Para que tenham BASE: Uma experiência de Salvação. Que conheçam a Revelação. Que tenham conhecimento do projeto de Deus para suas vidas. 

 

O que tem sido posto diante dos jovens nos dias de hoje: As capas de Estevão

 

Um Evangelho tem sido posto diante dos jovens, não só na igreja, mas na internet, nos meios sociais, no mundo, em toda parte. O jovem ouve falar do Evangelho em todo lugar. Fizeram questão de pegar as capas de Estevão e colocaram aos pés do jovem Saulo. Aquelas capas eram a prova da morte de Estevão.

 

É o que tem sido apresentado aos jovens hoje em muitos lugares. Muitos jovens tem recebido ensinos terríveis, contrários a Palavra, porque não tem Revelação. Tem sido colocado muitas coisas aos pés dos jovens. Uma palavra sem revelação. As capas de Estevão mostravam que ele morreu. É um Evangelho morto sido apresentado ao jovem. Que jovem não precisa ter experiências com Deus, que não precisa se santificar, que não precisa buscar ao Senhor. 

 

Deus tinha um plano para a vida do jovem Saulo

 

O jovem Saulo ainda não conhecia a verdade. Louvado seja Deus que já havia um projeto para a vida do jovem Saulo. Ele iria ter uma experiência pessoal capaz e o fazer discernir entre verdade e mentira.

 

CONCLUSÃO

 

O Evangelho que tem sido apresentado aos jovens aí fora hoje é como as capas de Estevão, sem vida. As capas da morte. É este Evangelho sem vida que você quer? Ou o Evangelho que traz a Palavra viva, que separa o jovem do mundo. Se você quer viver sem consultar ao Senhor, você quer as capas de Estevão. Se você não quer compromisso com a Obra, você quer as capas de Estevão.

 

Não queira as capas de Estevão, queira o seu testemunho vivo, queira viver a experiência dele. Queira a Obra do Espírito Santo na sua vida. Entra na cidade, na Revelação que o Senhor falará contigo todos os dias da sua vida.

 

“…E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.”

A FORMAÇÃO DA IGREJA - GÊNESIS 2: 24

Introdução

O Projeto de Salvação do homem, é apresentado na Palavra de várias formas e através de vários atos de Deus, através dos séculos. A criação do homem e da mulher, e o propósito de Deus para eles, nos mostram de forma maravilhosa como este Projeto iria se cumprir na vida do Senhor Jesus e sua Igreja.

 

Desenvolvimento

No Éden, Deus viu que Adão estava só, e formou a Mulher a partir de uma costela retirada do seu corpo, depois de fazê-lo cair em um sono pesado – ele não sentiu dor nesse processo.

Quando Adão despertou do sono, Eva foi trazida a ele, que se alegrou quando a viu, e exclamou: “esta é osso dos meus ossos, e carne da minha carne…”

A mulher foi criada para ser a adjutora (ajudadora) do homem, que no tempo determinado, deixaria a casa de seu pai para se unir a ela, a fim de viverem em comunhão, em amor, em fidelidade, formando os dois uma só carne.

Tudo isso aponta para o Senhor Jesus que um dia deixou a sua Glória e a Casa do Pai, para cumprir o Projeto de Salvação da humanidade, revelado desde o princípio da criação.

Jesus estava na eternidade e o Pai o fez sair de sua casa para morrer aqui, na cruz do Calvário. Neste processo, Jesus, ao contrário de Adão, sofreu muito, e sentiu muita dor. Ele caiu em profundo sono – sua morte – mas ao despertar – sua ressurreição – pode contemplar com alegria a sua igreja, a qual foi formada através do seu sacrifício.

 

Conclusão

Um dia – no dia do arrebatamento – a igreja será trazida por Deus, para ser entregue ao Senhor Jesus, que a receberá na eternidade como sua esposa, aquela que foi gerada na sua morte e que é um corpo junto com Ele.

Por que Deus rejeitou a oferta de Caim e aceitou a oferta de Abel?

(1) Comecemos analisando o texto: “Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta, ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou…” (Gênesis 4:3-5)

 

Em primeiro lugar é preciso observar que Deus não pode ser comprado por uma oferta. Não podemos enganar Deus com bajulações.

 

A visão de Deus se uma oferta é correta ou não, está mais ligada ao coração e motivação daquele que ofertou do que com a oferta em si. Sendo assim, observe bem estes detalhes no texto…

 

(2) Observe que Deus se agradou “de Abel” e “de sua oferta”. Primeiro o Senhor olhou para o coração e a motivação de Abel, e depois observou que sua oferta era adequada.

 

Da mesma forma Deus não se agradou “de Caim” e “de sua oferta”. Algo no coração e motivação de Caim não agradou a Deus. Mas que ‘algo’ era esse?

 

(3) Observe que a atitude inicial de Caim após a sua rejeição e de sua oferta demonstrou o que de verdade ele tinha em seu coração:

 

“…Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante” (Gênesis 4:5).

 

Ele não amava a Deus com profundidade! Poderíamos compará-lo àqueles religiosos fariseus que apenas acham que adoram a Deus externamente, mas seus corações estão distantes do Pai. Ele levou uma oferta compatível com seu mal coração, só para cumprir um “ritual”.

 

(4) Observe que Caim se irou, permitiu que a ira mudasse até o seu rosto, matou seu irmão cruelmente e foi malcriado com Deus, quanto Ele pergunta onde estava o irmão:

 

“Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gênesis 4:9)

 

Isso deixa claro que Deus o rejeitou porque ele era maligno. Não tinha a ver única e exclusivamente com a oferta em si. A oferta apenas refletiu o que havia em seu coração…

 

(5) Voltando a questão da oferta, veja que Caim trouxe uma oferta “do fruto da terra”. Algo que não lhe custou nada. Quem sabe algo que ele pegou em qualquer lugar e ofereceu a Deus. Temos ali a ideia de alguém que não trouxe algo realmente valoroso e de coração a Deus!

 

(6) Abel, por sua vez, deu algo das “primícias do seu rebanho e da gordura deste”. Primícias é a parte mais preciosa de algo, a primeira parte.

 

Abel ofereceu a Deus o melhor que tinha, enquanto Caim não se preocupou muito com o que ofereceu. Isso ocorreu por causa do que já existia dentro de seus corações. Caim tinha um coração maligno. Abel tinha um coração de adorador.

 

Quem oferta pode até enganar homens, mas nunca poderá enganar o Deus que conhece os corações no mais profundo! Foi assim que Caim foi rejeitado! Ele não passou pela avaliação completa de Deus, que vê muito mais que ofertas, que vê o coração do ofertante!