terça-feira, 6 de abril de 2021

O CHAMADO DE ABRAÃO



A chamada de Abrão dá início a um novo capítulo na revelação do AT sobre os propósitos divino de redimir e salvar a raça humana, conforme a narrativa de Gênesis capítulo 12. Começamos usando o nome Abrão, porque só a partir do capítulo 17 de Gênesis é que acontecerá a mudança do seu nome para Abraão (A chamada de Abraão).


Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. 


E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. 


E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gênesis 12:1-3.


A intenção de Deus era que houvesse um homem que o conhecesse e o servisse e guardasse os seus caminhos. Observe Gênesis 18.19.


Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que se separassem das práticas ímpias de outras nações, para fazerem a vontade de Deus. Dessa nação viria Jesus Cristo, o Salvador do mundo, o prometido descendente de mulher (Gn 3.15).


Princípios Importantes da Chamada de Abraão 


Podemos extrair vários princípios importantes da chamada de Abraão.


A chamada exige separação! 


Primeiro, a chamada de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares. (Gn 12.1). Portanto, ele iria se tornar estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Com isso, em Abraão, Deus estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divina na vida deles.


Promessa de uma terra! 


Segundo, Deus prometeu a Abraão uma terra. Portanto, seria uma grande nação através de seus descendentes e uma bênção que alcançaria todas as nações da terra (Gn 12.2,3). O NT ensina claramente que a última parte dessa promessa compre-se hoje na proclamação missionária do evangelho de Cristo (At 3.25; Gl 3.8). Portanto, você que é igreja, tem um papel muito importante nesse aspecto.


Uma Pátria Celestial 


Terceiro, a chamada de Abraão não envolvia somente uma pátria terrestre. Mas, além disso, uma pátria celestial. Sua visão alcançava um lar definitivo não mais na terra. Mas, um lar definitivo no céu. Uma cidade cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus. A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial, onde habitaria eternamente com Deus em justiça, alegria e paz. Veja esses textos bibicos (Hb 11.9,10,14-16; Ap 21.1-4; 22.1-5). Até então, ele seria estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.9,13).


Promessas, mas também compromissos!


Quarto.: A chamada de Abrão continha não somente promessas, mas também compromissos. Deus requeria de Abraão tanto a obediência quanto a dedicação pessoal a Ele. Portante, Abraão precisava dedicar e obedecer, reconhecendo Deus como Senhor. A partir de então, Abraão receberia aquilo que lhe foi prometido.


A obediência e a dedicação demandavam algumas coisas. Portanto, até hoje o princípio é o mesmo, vamos ver.:


Confiança na palavra de Deus, mesmo quando o cumprimento das promessas pareciam humanamente impossível (Gn 15.1-6; 18.10-14).


Obediência a ordem de Deus para deixar a sua terra (Gn 12.4; Hb 11.8), mas hoje, infelizmente poucos querem obedecer a ordem de Deus.


Um esforço sincero para viver uma vida de retidão (Gn 17.1,2).


A extensão da Promessa à Abraão! 


Quinto, a promessa de Deus a Abraão e a sua bênção sobre ele, estendem-se, não somente aos seus descendentes físicos, ou seja, os judeus crentes. Mas também a todos aqueles que com fé genuína (Gn 12.3) aceitarem e seguirem a Jesus Cristo, a verdadeira “posteridade” de Abraão (Gl 3.14,16). Todos os que são da fé como Abraão, são filhos de Abraão (Gl 3.7). Portanto, são abençoados juntamente com ele (Gl 3.9). Com isso, tornam-se posteridade de Abraão, ou seja, herdeiros segundo a promessa (Gl 3.29). Isso inclui receber pela fé “a promessa do Espírito” em Jesus Cristo (Gl 3.14).


Sexto, por Abraão possuir uma fé em Deus, expressa pela obediência, dele se diz que é o principal exemplo da verdadeira fé salvífica (Gn 15.6; Rm 4.1-5,16-24; Gl 3.6-9; Hb 11.8-19; Tg 2.21-23).


Biblicamente, qualquer profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador que não requer obediência a Ele como Senhor não é a classe de fé que Abraão possuía. Portanto, não é a verdadeira fé salvífica (Jo 3.36). Portanto, sigamos o exemplo que nos foi deixado.

O galo que cantou quando Pedro negou Jesus não era uma ave?

 



(1) Em primeiro lugar, galo e galinha não eram animais desconhecidos dos judeus. Apesar de não ser um animal derivado das terras dos judeus, já havia algum conhecimento sobre esse tipo de animal por ali, veja: “o galo, que anda ereto, o bode e o rei, a quem não se pode resistir” (Provérbios 30:31). Mas não temos de fato menções detalhadas desse animal no Antigo Testamento. Mas será que o galo e a galinha eram conhecidos nos tempos de Jesus? 


(2) A resposta é sim! Em umas de suas mais impressionantes palavras sobre Jerusalém, Jesus usa exatamente esse animal como pano de fundo de Sua fala. Não seria natural Jesus usar um bicho desconhecido para trazer ensinos: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mateus 23:37). Observe que temos a clara menção da cena clássica da mãe galinha toda zelosa pelos seus filhotinhos. De onde Jesus tirou essa cena? De algo desconhecido? Evidente que não! 


(3) Havia também no Novo Testamento o uso do canto do galo como um indicativo de um determinado horário, vejamos: “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã” (Marcos 13:35). Observe que nesse texto o canto do galo é situado entre meia noite e o amanhecer. Como o galo costuma cantar antes da chegada do amanhecer, nesse texto possivelmente se refira ao horário da madrugada, possivelmente a terceira vigília da noite (entre meia noite e três da manhã). Então, nesse contexto aqui, sim, “cantar do galo” se refere a um horário. Vejamos agora o caso de Pedro. 



(4) Feitas essas três observações, agora vamos ao texto onde Jesus diz que Pedro iria negá-lo: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes” (Marcos 14:30). Alguns dizem que esse texto está fazendo menção de um tipo de toque que os romanos davam na madrugada para marcar qual era o horário (parecido com aqueles relógios com sinos que soam em algumas igrejas). Dizem alguns, então, que esse galo mencionado por Jesus não era uma ave, pois os judeus não podiam ter galinheiros em Jerusalém. Vamos analisar se isso é verdade? 


(5) O Talmude (que é um comentário sobre as leis judaicas) diz que os judeus eram proibidos de ter galináceos, pois larvas de insetos que procriavam nos excrementos das galinhas facilitavam a contaminação da carne dos sacrifícios. Isso é um fato. Porém, precisamos pontuar algumas coisas aqui para, então, tirar nossa conclusão: 


(i) Os romanos não tinham proibição alguma de ter galos e judeus que não seguiam as leis judaicas também faziam como queriam. Sendo assim, galos em Israel era algo totalmente possível. A própria citação de Jesus sobre “galinha” que mencionamos acima prova isso. Dessa forma, o canto do galo que Pedro ouviu podia sim ser de um galo (ave) que estava ali; 


(ii) No texto que mencionamos acima em Marcos 14:30, galo vem da palavra grega “alektor”, usada para “galo” ou para “o macho de qualquer ave”. Sendo assim, o escritor estava sim descrevendo uma ave aqui. Nesse sentido, a meu ver não temos nesse texto uma simbologia, mas uma literalidade. 


(iii) A dinâmica da narrativa não parece estar ligada a um horário específico (um sinal tocado em determinada hora), como se Pedro fosse negar Jesus antes da sinalização romana de um determinado horário. O texto parece mostrar certa surpresa, quando Pedro nega Jesus e imediatamente o galo canta. E isso acontece não somente uma vez. 


(iv) Em diversos outros textos, quando temos menção de horários em que ocorrem acontecimentos na madrugada, não temos o uso de “galo” para designar esses horários. Seria lógico que se o galo fosse uma designação padrão para esse “toque romano” que marcava horários na madruga, que isso fosse citado mais vezes. Mas o que vemos é que isso não ocorre, pelo contrário, a maioria das citações são as famosas “hora sexta”, “hora nona”, “hora undécima”, etc, que eram a forma mais comum de citação de horários. 


(6) Portanto, finalizo dizendo que não há elementos suficientemente fortes para crermos que o galo mencionado no momento em que Pedro negou Jesus não era uma ave. Tudo no texto aponta para o canto do animal que trouxe à mente de Pedro a negação que fez de Jesus diante das pessoas.(1) Em primeiro lugar, galo e galinha não eram animais desconhecidos dos judeus. Apesar de não ser um animal derivado das terras dos judeus, já havia algum conhecimento sobre esse tipo de animal por ali, veja: “o galo, que anda ereto, o bode e o rei, a quem não se pode resistir” (Provérbios 30:31). Mas não temos de fato menções detalhadas desse animal no Antigo Testamento. Mas será que o galo e a galinha eram conhecidos nos tempos de Jesus? 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Por que Jesus proibia as pessoas de divulgar os milagres e que Ele era o Messias?

 



(1) Vejamos inicialmente um caso de cura onde Jesus proíbe a pessoa de divulgar essa cura. Ele ocorreu quando Jesus curou um leproso: “e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo” (Marcos 1:44). Em alguns casos onde Jesus fez curas, Ele pede à pessoa que não divulgue. O motivo disso parece indicar que Jesus queria, além da obediência da pessoa a qual ele impactou com um milagre, evitar atrair os chamados “caçadores de milagres”, ou seja, interesseiros que começassem a segui-Lo guiados somente pelo interesse, pessoas que iriam atrapalhar o objetivo principal do ministério de Jesus.



(2) Observe que esse leproso se mostra exatamente o tipo de pessoa que Jesus queria evitar, ou seja, que quer o milagre, mas que não ouve as Suas palavras e as obedece: “Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele” (Marcos 1:45). Essa divulgação feita pelo leproso acabou atrapalhando as pregações de Jesus, Ele não podia mais chegar a pessoas que realmente precisavam Dele e que tinham fé verdadeira Nele. Jesus sabia que a divulgação descontrolada dos Seus milagres causaria esse tipo de dificuldade não desejada pelo menos nesse momento.


Por que Jesus proibia as pessoas de divulgar que Ele era o Messias?


(3) Mas além da proibição a pessoas curadas, temos ainda um outro texto onde Jesus proíbe Seus discípulos de mencionarem que Ele era o Messias. Isso ocorreu logo após a confissão de Pedro de que Jesus era o Filho do Deus vivo: “Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo” (Mateus 16:20). Essa proibição de Jesus tem em vista o fato de que as pessoas não estavam preparadas para saber quem Ele era de fato e de forma aberta nesse momento. Observe que os discípulos relataram que as pessoas não tinham uma ideia correta sobre Jesus: “Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas” (Mateus 16:13). Observe como o povo tinha concepções totalmente erradas sobre Jesus, mesmo depois de tudo que Ele demonstrou no meio deles até aqui. Uma pregação mais aberta agora, dizendo que Ele era o Messias, não iria ajudar os planos de Jesus de chegar até a cruz.


(4) Pregar abertamente que Jesus era o Messias iria criar problemas sérios para Jesus. Mas por quê? Temos que ter em mente aqui que o povo judeu esperava um messias político/guerreiro tal como Davi foi, que seria um líder que os libertaria do poder de Roma e faria deles novamente uma nação independente. Mas Jesus já havia dito aos discípulos que Ele iria sofrer e morrer. Jesus evitou com Sua proibição que se formassem “partidos” políticos em defesa ou em crítica a Ele, o que atrapalharia Sua real missão. Ele preferia pregar, mostrar sinais e apontar que era o messias com Seu andar diário e não com Seus discípulos saindo por aí já divulgando essa informação e atribuindo esse título a Ele de forma aberta. Foi uma sábia escolha de Jesus.

As pessoas que saíram de seus túmulos continuaram vivendo?

 





(1) Essa ressurreição de pessoas mortas ocorreu após o momento em que o véu foi rasgado e sinais da natureza foram vistos: “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas…” (Mateus 27:51). Foi uma sucessão de acontecimentos grandiosos ligados a morte de Jesus Cristo. A primeira coisa a se entender aqui é que este é um sinal claro da vitória de Cristo sobre a morte e de como ela trouxe libertação aos servos de Deus. A morte não é o fim! Isso fica claro. Mas alguns outros aspectos interessantes devem ser ainda analisados. 


(2) Quem são esses santos mencionados? A palavra “santo” é usada normalmente para designar servos fieis de Deus, já que santo significa “separado”. Ou seja, são pessoas que reconhecidamente tiveram uma vida de dedicação ao Senhor. Observe, porém, que no verso 52 ele menciona “muitos”. Ou seja, temos aqui um indicativo de um sinal pontual. Algo que Deus fez de forma isolada para acompanhar os outros muitos sinais que davam grandeza a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Esses “muitos” santos não são identificados nominalmente. Mas ao meu ver poderiam ser pessoas falecidas que eram conhecidas naquela região das aparições, caso contrário, como alguém saberia que eram mortos que voltaram à vida e não vivos normais? 


(3) Outro fato que chama a atenção é que essas aparições foram localizadas. Observe que Mateus cita que as aparições ocorreram “na cidade Santa”, ou seja, em Jerusalém, que era o local onde a morte de Cristo ocorreu. Isso também nos mostra que havia uma ligação direta com os outros sinais que ocorreram na cidade após a morte de Jesus (como a escuridão, o estremecer da terra, por exemplo). Deus queria passar uma mensagem pontual, ali, que depois seria espalhada para outros como testemunho. 


(4) As aparições desses mortos que foram ressuscitados também não foram aparições gerais, para todas as pessoas. Mateus narra que apareceram a “muitos”, o que demonstra ao meu ver que eles não permaneceram vivendo na cidade como, por exemplo, Lázaro, que foi ressuscitado por Jesus e permaneceu vivendo novamente. Esses ressuscitados em minha opinião não permaneceram vivendo novamente na terra (como que numa segunda vida), pois isso implicaria em que eles fossem vistos por todos que viviam ao redor deles. Também seria estranho que tal fato extraordinário não fosse narrado por mais ninguém, apenas por Mateus e com poucos detalhes. 


(5) Tudo isso, então, me leva a pensar que foram aparições pontuais, locais, para apenas algumas pessoas, por um breve tempo e que tiveram a função de, com os outros sinais, demonstrar a grandeza do sacrifício de Cristo e dar esperança a todos que morrem de que a morte não é o ponto final para o servo de Deus. Esses mortos ressuscitados fizeram aparições por breve tempo, a algumas pessoas; não sabemos o que ocorreu com eles depois disso, mas, de fato, não parece ser correto afirmar que ficaram vivendo vidas normais na terra após essas aparições.

O que é a ressurreição dos mortos segundo a Bíblia?

 


(1) Ressurreição dos mortos é quando alguém (já morto) volta à vida. A Bíblia apresenta dois significados sobre a ressurreição dos mortos: O primeiro tem a ver com alguns milagres em que pessoas que haviam morrido voltaram à vida. Por exemplo, Lázaro, ressuscitado por Jesus (João 11:43) e muitos outros que não temos notícias mais detalhadas, mas são mencionados na Bíblia (Hebreus 11:35).


O segundo significado tem a ver com o final dos tempos, quando Deus ressuscitará todos os que já morreram: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro…” (1 Tessalonicenses 4:16). 


(2) Nós vamos focar agora no segundo significado de ressurreição dos mortos. A Bíblia é clara a respeito de que Deus já preparou um dia em que todos serão julgados. Esse dia é chamado de dia do juízo ou juízo final: “Em verdade vos digo que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra, no Dia do Juízo, do que para aquela cidade” (Mateus 10:15). 


(3) A Bíblia também nos revela que nossos corpos mortais serão ressuscitados nesse dia e transformados para refletir a nova realidade da vida eterna: “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15:52). Observe que nesse momento final da história ocorrerá a ressurreição dos mortos. Mas observe que os mortos ressuscitarão incorruptíveis. Incorruptível significa não sujeito à corrupção, ou seja, nossos corpos não irão mais sofrer os problemas da vida terrena, eles serão transformados em um corpo diferente para viver a eternidade. A Bíblia não nos revela em detalhes essa questão, apenas diz que vai acontecer. 


(4) A ressurreição dos mortos será também um momento que trará cada um de nós perante o tribunal de Deus. Todos serão julgados: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Apocalipse 20:12). Esse julgamento separará os salvos dos condenados. Os salvos, como sabemos, aqueles que têm seus nomes inscritos no Livro da Vida habitarão para todo o sempre no céu, na presença de Deus: “Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Apocalipse 21:3).


(5) Ao mesmo tempo, aqueles que rejeitaram o Senhor e não tinham seus nomes inscritos no Livro da Vida, serão condenados ao sofrimento eterno: “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Apocalipse 20:15). Essa condição final dos condenados é chamada na Bíblia de segunda morte, ou seja, é a total e eterna separação de Deus (Apocalipse 20:14).


(6) Dessa forma, a ressurreição dos mortos será um importante acontecimento que marcará a finalização do plano de Deus com relação a nós e com relação a este mundo como ele é. Marcará também a salvação eterna no paraíso de Deus para os que são salvos e a condenação eterna, a total distância de Deus, a todos aqueles que foram condenados, assim como o próprio Jesus exemplificou: “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41).


(7) Por isso, é muito importante que você que está lendo este estudo entregue sua vida a Jesus agora mesmo. É somente estando aos pés de Jesus Cristo que somos salvos, pois Ele se entregou por nós na cruz para que tenhamos vida eterna no paraíso de Deus!

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Isaías 40:31: Mas os que esperam no Senhor

 

Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

Isaías 40:31 ACF

O contexto geral do capítulo 40 de Isaías era uma necessidade de mudança de prioridades, conceitos e como o povo de Israel enxergava Deus, pois eles reclamavam que o Senhor não olhava por eles, não atendia seus pedidos.

Neste versículo de Isaías 40:31, o profeta usa a imagem ilustrativa de uma águia para fazer uma ponte interessante acerca daqueles que confiam no Senhor irão ter suas forças renovadas, pois é o próprio Senhor quem dá força e vigor a quem está cansado (dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor) Isaías 40:29. A águia demonstra força, vigor, foco, perseverança, coragem, paciência por isso é trazida aqui, neste versículo, como exemplo.

Temos situações na vida em que ficamos mesmo cansados e sem esperança. Por vezes, trocamos a confiança em Deus por nós mesmos, na nossa força, no nosso entendimento. Mas é durante a espera que nossa fé é testada, somos fortalecidos, nossa motivação e prioridades são ajustadas. Isto para que sejamos mais maduros na fé, na intimidade com o Senhor e, em que nosso caráter também é moldado.

Nos lembremos que a força vem de Deus e não de nós mesmos (Isaías 40:26-29).

Sabendo que Deus é nossa força, isso deve nos levar a confiar plenamente e entregar nossa vida a Ele. Deus nunca perdeu o controle e nada passa despercebido aos Seus olhos. 


Como vencer as dificuldades do mundo pela Fé?

 



Introdução 

Vivemos num mundo com grande diversidade de crenças e religiões, mesmo assim, sabemos que trata-se de um mundo caído e perdido. Apesar de existirem muitas rotas espirituais, a Bíblia nos aponta somente um  caminho e um único Deus verdadeiro. Para alguns pode parecer exclusivista, mas somente Jesus Cristo é o caminho que conduz à Vitória (João 14:6). 

Apesar de haver uma tendência natural no ser humano de crer em algo e de buscar o que lhe transcende, nem sempre conseguimos acertar o alvo. A sua fé deve ser genuína e verdadeira na pessoa certa que é Cristo. Ele é o socorro nas horas de angústia, Ele é o amigo fiel que lhe ama, é o Salvador eterno. Vale a pena depositar a sua fé no Senhor.

O que é a Fé?

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.
Hebreus 11:1

A fé verdadeira tem como base o próprio Deus, Criador único e verdadeiro, e em tudo que Ele disse, nas Sagradas Escrituras. Diferentemente do que muitos pensam, a fé em Deus e na Sua Palavra, não é uma fé cega ou sem bases para a compreensão humana.

Deus nos deixou provas suficientes, escritas e através da vida de Jesus Cristo, para termos uma fé sólida em tudo o que Ele nos disse na Bíblia. Desde o princípio Ele tem se revelado à humanidade e quer que creiamos no Seu Cristo para termos acesso a vida eterna. 

O que significa ter fé em Jesus

Crer é mais que saber, ter simpatia ou aceitar racionalmente que Deus existe. Ter fé em Cristo implica em confiar, depender, aceitar, se envolver, se entregar e descansar em Deus. Crer em Jesus significa confiar que Ele é o Senhor e é suficiente para nos ajudar, cuidar e salvar. O crente em Jesus não precisa de "ajudantes" ou crenças auxiliares! Jesus Cristo é o autor e aperfeiçoador da nossa fé (Hebreus 12:2)

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.
Atos 4:12

O alvo da fé

O objetivo central da fé em Cristo é a salvação (1 Pedro 1:6-9). Podemos crer num futuro melhor, crer em curas, sinais, milagres e bençãos materiais, mas tudo isso é passageiro e secundário (1 Coríntios 15:19). O alvo principal da fé em Jesus é a vida eterna (João 3:16). E esta vida abundante já começa aqui, quando confiamos tudo nas poderosas mãos do Senhor. Temos essa confiança pela fé que nos acompanhará pela eternidade.

Princípios da Fé na Bíblia

  • A fé salvadora inclui conhecimento, aprovação e confiança pessoal em Jesus - Romanos 10:14, Tiago 2:19
  • A fé nasce quando damos ouvidos à Palavra de Deus - Romanos 10:17 "... a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus..." 
  • A fé é um mandamento bíblico - Marcos 11:22 "Respondeu Jesus: "Tenham fé em Deus."; Hebreus 11:6, Lucas 8:50, Provérbios 3:5, Isaías 26:4, Salmos 37:3
  • A fé é o dever fundamental do cristão - João 6:28-29 - "...A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou".
  • A fé é um mandamento que deve estar unida ao amor - 1 João 3:23 "... que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros..."
  • A fé é uma arma defensiva - Efésios 6:16 - "embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno."
  • A fé sem frutos é irrelevante - Tiago 2:17 " a fé, se não tiver obras, por si só está morta."
  • O crente é justificado pela fé - Hebreus 10:38 "Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele". Romanos 5:1, Romanos 1:17, Gálatas 3:11
  • A fé é essencial para quem quer se aproximar de Deus:

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.
Hebreus 11:6

Use a Fé para Vencer 

Imagem de soldado combate com armadura e escudo - Versículo Efésios 6:16 - Escudo da Fé


A fé é uma arma poderosa contra os males do mundo e contra o Inimigo implacável das nossas almas. Em Efésios 6:13-17 vemos o escudo da Fé aliado às outras peças fundamentais da armadura de Deus. Revista-se todos os dias e esteja preparado contra os inimigos do Senhor.  

Vencendo os inimigos da Fé

  1. Dúvida - Quem duvida é inconstante, ora acha que crê mas quando a dificuldade vem, tudo se transtorna (Tiago 1:6). Diversas vezes Jesus repreendeu a dúvida de seus discípulos (ex. Pedro quando afundava no mar - Mateus 14:31).  A dúvida pode ser natural (humana) ou diabólica, mas a fé quando se apoia no poder de Deus, é sobrenatural.
  2.  Incredulidade - A desconfiança momentânea ou que rejeita totalmente o que Deus diz e faz é pecado (João 16:8-9). A descrença está quase sempre associada à malícia, esperteza ou indiferença. Alguns crentes na Bíblia tiveram momentos em que deslizaram e não creram (ex. Zacarias quando na velhice lhe foi prometido um filho famoso - Lucas 1:20). Todos somos incentivados a crer pois, tudo é possível ao que crê (Marcos 9:23).
  3. Medo - O temor é outro inimigo da fé. Quando sentimos medo, incerteza, ansiedade ou pavor precisamos rapidamente agarrar-nos em Deus, pela fé. Ao pai desesperado pela vida da filha, Jesus disse: "não temas, crê somente!" (Marcos 5:36) O medo paralisa-nos e nos deixa infrutíferos, mas Deus quer que avancemos confiantes nele sempre! Confie e não tenha medo, pois tudo é possível para Deus! (Lucas 1:37)

Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento;
reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.
Provérbios 3:5-6

Exemplos bíblicos de vitoriosos pela Fé

A confiança em Deus proporciona ao crente uma vida vitoriosa, diante das lutas e dos problemas neste mundo. O Senhor é soberano, refúgio e fortaleza, Ele sustenta os Seus filhos na alegria e na tristeza. Há inúmeros exemplos de fé vitoriosa na Bíblia. Viva pela fé, como: 

  • Heróis da antiguidade - Hebreus 11:33 - "os quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões..." É longa a lista dos primeiros heróis da fé no capítulo 11 de Hebreus.
  • Davi - 1 Samuel 17:37 - "Disse mais Davi: O Senhor me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu. Então, disse Saul a Davi: Vai-te, e o Senhor seja contigo."
  • Centurião - Mateus 8:8,10 - "Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.(...) Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta."

Conclusão: Viva pela Fé!

Deus nos convida a crer todos os dias. E se a nossa fé é pequena, podemos pedir como os apóstolos de Jesus fizeram: "Aumenta-nos a fé" (Lucas 18:8). Crer é uma questão de escolha. A vida é feita de escolhas. Você escolhe confiar em Deus ou apenas se simpatizar com as promessas que Ele fez. Mas como tudo na vida, a fé exige uma decisão, um passo que lhe comprometerá por completo. Comprometa-se a crer em Jesus!

Se decidiu crer, permaneça firme na fé em Cristo! Mais cedo ou mais tarde, a sua fé será testada pelas circunstâncias da vida, que colocarão em check toda a sua confiança no Senhor. Não tenha medo, não desanime, não duvide, mas creia!

7 consequências de ser uma pessoa pessimista

 


1-) Desespero

Moisés havia enviado doze espiões para observar a terra de Canaã, que Deus havia prometido dar ao Seu povo (Números 13). Após chegarem da tarefa, dez dos espiões trouxeram um relatório extremamente pessimista, ao passo que dois deles foram extremamente otimistas, pois criam em Deus. O que aconteceu após a leitura desse relatório foi isso: “Então, naquela noite, todo o povo gritou e chorou” (Números 14:1). Pessimistas são tragados pelo seu próprio pessimismo, pois não conseguem olhar além da “nuvem escura” que eles mesmos criam diante das situações. O povo de Israel se desesperou, sendo contaminado por um pessimismo destrutivo que não considerou a ação do Deus que os protegia até aquele momento. A consequência foi um desespero gigantesco que estourou em gritos e choro e não em racionalmente resolverem a situação que estava diante deles.

2-) Murmuração

Seguido do desespero, o resultado mais comum que aparece na vida dos pessimistas é a murmuração, que é, no contexto bíblico, uma atitude de ingratidão e falta de fé em Deus. Pessimistas adoram reclamar! Após uma noite em desespero, aquele povo poderia seguir o caminho dos otimistas, buscando a Deus e orando pela vitória contra os inimigos, porém, eles fizeram o seguinte: “Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão” (Números 14:2). Ao invés de clamar o pessimista prefere reclamar, murmurar. Murmuração geralmente não resolve problemas. Por isso, o pessimista cria um círculo vicioso de más consequências por causa de seu comportamento.

3-) Ingratidão

O povo que agora cultiva o pessimismo em seu coração, pouco tempo atrás clamava a Deus para que Ele os libertasse da dura escravidão. Deus os libertou, fez grandiosos feitos, os alimentou no deserto, os protegeu do sol e do frio. Mas pessimistas não conseguem ver e reconhecer as coisas boas, antes, guardam no coração a ingratidão. Veja como o povo pessimista agiu: “E por que nos traz o SENHOR a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?” (Números 14:3). Nada do que receberam de bênçãos das mãos de Deus valeu para eles. Pessimistas exalam ingratidão por causa do seu olhar negativo para tudo que ocorre. Eles têm memória curta, não costumam lembrar-se de benefícios recebidos, por isso, são ingratos.

4-) Apostasia

Apostasia é quando uma pessoa abandona a sua fé. Quando lemos as narrativas do livro de Êxodo vemos o povo vibrando quando Deus enviou grandiosas pragas ao Egito, quando abriu o Mar Vermelho, quando deu água e alimento a eles no meio do deserto, quando fez promessas de dar-lhes uma boa terra por herança, etc. Mas quando chegaram as primeiras provações o povo logo se esqueceu de tudo e cogitou abandonar a fé e voltar a escravidão: “E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito” (Números 14:4). Os pessimistas não suportam a provação. Eles querem viver uma vida de moleza e estão prontos a buscar essa “vida” em qualquer coisa que lhes dê isso, mesmo que seja na escravidão ou em outros deuses. Voltar ao Egito significava que o povo queria romper a aliança que havia feito com Deus, queria abandoná-lo, rejeitá-lo, como se Deus não fosse nada e a aliança feita não tivesse validade.

5-) Fraqueza

A visão dos dez espiões pessimistas demonstra como o coração dos pessimistas é fraco. Apesar de verem o poder de Deus e terem ouvido e visto as promessas do Senhor com manifestações de grande poder, eles mesmos declaram: “Porém os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós” (Números 13:31). Os pessimistas enfraquecem suas próprias forças porque criam ansiedade e estresse desnecessários a si mesmos. Não estão dispostos a lutar, por isso, qualquer obstáculo parece grande demais para eles.

6-) Baixa autoestima

O pessimismo leva as pessoas ladeira abaixo. Isso porque gera sentimentos de inferioridade e fraqueza, que por sua vez, geram uma baixa autoestima extremamente prejudicial. Os dez espiões pessimistas se enxergaram como insetos perto dos habitantes da terra prometida: “e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos” (Números 13:33). O pessimista quando está em paz costuma cultivar o orgulho, mas havendo provações duras, costuma ter baixa autoestima, ainda que tente escondê-la.

7-) Visão distorcida da realidade

A baixa autoestima gerada pelo pessimismo do povo israelita foi tão forte que fez com que eles tivessem uma visão distorcida dos fatos. Além de enxergarem-se com uma visão distorcida, também inventam que o povo inimigo os via como insetos: “e assim também o éramos aos seus olhos” (Números 13:33). Quando eles se enxergam como insetos perto do outro povo, veem algo distorcido, pois mesmo sendo escravos no Egito, Deus havia ido ao socorro deles. Por que Deus os abandonaria agora? A distorção que o pessimismo causa é extremamente prejudicial.

Agora que você conhece algumas das consequências de cultivar o pessimismo, será que vale à pena cultivá-lo em sua vida? Os espiões otimistas, que viram as mesmas coisas que os pessimistas, foram os únicos que entraram na terra prometida: não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num” (Números 14:30). O otimismo é muito mais rentável que o pessimismo. A escolha é de cada um!