quinta-feira, 11 de março de 2021

Quem é o cavaleiro do cavalo branco de Apocalipse?

 



(1) Observamos na narrativa de João que o Cordeiro (Jesus) tem autoridade para abrir os sete selos que selam o livro (Apocalipse 5:5). Quando o Cordeiro abre o primeiro selo, um dos quatro seres viventes chama alguém, dizendo “vem” (Apocalipse 6:1). Então, temos a seguinte descrição: “Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer” (Apocalipse 6:2). Antes de buscarmos o entendimento sobre quem seria esse cavaleiro no cavalo branco, observe que ele tem um coroa, o que indica realeza, autoridade e o arco ilustra poder para vencer, já que ele sai vencendo e para vencer.  


(2) Na sequência, os outros cavaleiros que vêm em seguida, trazem muita calamidade, como mortes, guerras, fomes, etc. São os cavaleiros que vêm sobre os cavalos vermelho, amarelo e preto. Explicado esse contexto, vejamos agora alguns pensamentos sobre quem seria aquele cavaleiro que vem com o cavalo branco: 



(i) O cavaleiro do cavalo branco seria o anticristo? Aqueles que defendem essa posição avaliam que no livro de Apocalipse sempre temos duas realidades se contrapondo o tempo todo, como a mulher e a prostituta, Jerusalém e a Babilônia, o Cordeiro e a besta, etc. Sendo assim, pensam que temos aqui uma realidade encenada. Esse cavaleiro estaria “parecendo” Cristo, mas não era Ele. Ele seria aquele que junto com os outros três cavaleiros trariam muitos males à terra, sendo, portanto, do maligno. Teríamos nesse caso a realidade apontada pelo apóstolo Paulo: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2 Coríntios 11:14). 


(ii) O cavaleiro do cavalo branco seriam as conquistas militares? Teríamos aqui uma figura, por exemplo, do império Romano, que depois seria seguido por outros impérios (os outros cavalos coloridos) que trariam muita dor e calamidades ao mundo. A figura do cavalo branco, do arco, remete ao seu uso por reis vencedores, que os usavam para desfilar depois de suas conquistas. Isso indicaria que o diabo teria algumas vitórias em seus planos na terra. 


(iii) O cavaleiro do cavalo branco seria a propagação do evangelho? Alguns pensam que temos aqui um simbolismo que aponta para o grande poder do evangelho, que se espalha pelo mundo todo. E depois, a hostilidade do mundo contra o evangelho, atrai uma série de juízos de Deus sobre as pessoas (os outros cavalos coloridos). A coroa representaria que o evangelho é do rei Jesus e o arco indicaria que o evangelho iria conquistar grandes vitórias em meio a muitas batalhas. 


(iv) O cavaleiro do cavalo branco seria Jesus Cristo? Essa é a posição aceita pela maioria dos teólogos, principalmente porque Jesus é mencionado junto a um cavalo branco em Apocalipse 19:11, que diz: “Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça”. Além disso, o branco sempre está associado com as coisas de Deus nas Escrituras. Soma-se a tudo isso que a presença de Jesus fazendo Sua obra sempre agita as forças do maligno (que seriam os outros cavalos, o amarelo, o preto e o vermelho citados depois), então, temos que esse cavaleiro se encaixa melhor como sendo o Senhor Jesus. 


(3) Como podemos ver, esta é uma característica de alguns textos de Apocalipse: eles aceitam diversas opiniões que, até fazem sentido. Umas mais, outras menos! Sendo assim, cabe ao estudante da Bíblia conhecer essas opções de interpretação e refletir qual delas melhor se enquadra no contexto. E isso, sem brigas (que infelizmente tem sido muito comuns nas redes sociais).

terça-feira, 9 de março de 2021

7 atitudes de mulheres da Bíblia que todo cristão deveria imitar

 



1-) A humildade de Maria, mãe do Senhor Jesus

Maria foi escolhida dentre diversas moças para ser a mãe do Salvador. Talvez isso pudesse trazer ao coração dela certo orgulho, certa altivez. Mas ela declarou algo que todos nós precisamos declarar diariamente a Deus: “Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada…” (Lc 1:46-48). A humildade de Maria em se colocar nas mãos de Deus e cooperar com o Senhor na grande missão do Salvador é algo realmente fascinante, que todo crente deveria imitar.

 2-) A perseverança na oração de Ana

Ana não tinha uma vida fácil. Seu marido Elcana havia se aproveitado da tradição para ter duas mulheres (1 Sm 1:2). E ainda por cima Ana era estéril, algo que era considerado como uma espécie de maldição em sua época. Era desprezada pela outra esposa do marido e carregava grande tristeza no coração por conta de tudo isso (1 Sm 1:6). Mas não desistiu de seu objetivo de ter um filho e não se entregou à murmuração, antes, foi perseverante na oração e pode declarar: “ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi.” (1Sm 1:20)

3-) A coragem de Maria Madalena para superar o passado

A Bíblia diz que Maria Madalena era uma endemoninhada. Jesus expeliu dela sete demônios (Lc 8:2). Não temos muitos detalhes do passado dessa mulher, mas, certamente, não foi um passado que agradasse a Deus. Mas essa mulher teve a coragem de superar o seu passado negro e ser uma grande serva do Senhor Jesus. Ela é mencionada sempre em companhia dos discípulos e foi a primeira a saber e crer na ressurreição de Jesus Cristo (Mt 28:1). Foi uma mulher que mostrou uma superação inigualável, um verdadeiro retrato da transformação que Deus opera na vida das pessoas. 


4-) A sabedoria de Mirian para superar as crises

O Faraó havia determinado que cada egípcio deveria matar os meninos que nascessem às hebreias (Ex 1:22). Essa ordem colocou em risco a vida de Moisés, que era ainda um bebê. Mas a estratégia da mãe de Moisés e Mirian, sua irmã, salvou a vida Dele. Mas não foi fácil. A menina Mirian mostrou uma sabedoria grandiosa ao seguir o menino que fora colocado num cesto no rio, convencendo a filha de faraó a entregar o menino à própria mãe para que cuidasse dele por um tempo (Ex 2:7). Ela salvou a vida de Moisés com a sua forma sábia de lidar com as situações adversas!

5-) O temor de Deus da prostituta Raabe

Raabe é menciona na Bíblia como sendo uma prostituta. A Bíblia não esconde o que ela era. Mas também não esconde a mudança que estava ocorrendo no coração dela. Na conversa que teve com os espiões de Israel, que ela escondeu em sua casa com o objetivo de protegê-los, ela nos mostra um grandioso temor a Deus: “Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.” (Js 2:11). Uma grande confissão de temor ao Senhor. Considerando que Raabe vivia em meio a um povo pagão a declaração dela mostra quão grande foi o temor dela. Tão grande foi a atitude dela diante de Deus, que ela faz parte da genealogia de Jesus Cristo (Mt 1:5)

6-) O fervor missionário da mulher samaritana

A mulher samaritana, como todos sabem, teve um grande encontro com Jesus próximo de um poço onde foi buscar água (Jo 4:9). Jesus revela a ela os erros que ela tinha cometido no passado e no presente e traz a ela uma palavra muito poderosa que impactou o coração dessa mulher. Resultado? O fervor missionário tomou conta do coração dessa mulher, que pregou as palavras de Jesus ao seu povo, que não O conhecia: “Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele.” (Jo 4:28-30)

7-) O caráter da mulher virtuosa sem nome de provérbios

Os últimos versos do livro de provérbios são dedicados a louvar o caráter de uma mulher que não tem nome, mas que bem poderia ser algumas das grandes mulheres de Deus que existiram e existem em nossos tempos. Essa mulher apresenta virtudes no cuidado da família, do marido, dos filhos. Na forma honesta e dedicada com que trabalha. No exemplo que dá ao próximo, na forma sabia com que vive sua vida, etc. Esse texto mostra um resumo das qualidades das mulheres de Deus e como elas são importantes.


O que significa “Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres”?

 


(1) Primeiro vamos analisar a questão do animal citado por Jesus: Por que algumas traduções trazem “águias” e outras “abutres”? Pelo contexto podemos entender que o texto não estaria falando da águia, pois a águia não é um animal que voa sobre cadáveres. Assim, o termo abutres parece ser mais correto, claro, no caso de uma interpretação um pouco mais literal do texto (que veremos daqui a pouco). Já o termo águia geralmente é usado em algumas traduções devido a interpretação mais figurada do texto, que estaria falando de uma águia, que era símbolo do império romano, ostentado nos seus estandartes. É por isso que algumas traduções diferem na citação do animal. 



(2) O primeiro significado possível de “onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” está ligado ao contexto e é interpretado por alguns ligado ao dia do juízo final. Observe que antes dessa frase Jesus diz: “Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:26-27). Dentro desse contexto, o verso objeto de nossa análise significaria algo assim: da mesma forma que quando alguém morre, quando vira cadáver, atrai abutres, animais carniceiros, dessa mesma forma, quando o mundo estiver extremamente apodrecido pelo mal, o Senhor Jesus virá executar Seu justo juízo sobre os ímpios apodrecidos. Nesse sentido, essa vinda de Jesus seria visível a todos (V.27), portanto, Seus discípulos não deveriam dar ouvidos a falsos cristos que pudessem aparecer em alguns lugares isolados e escondidos. 


(3) Existe ainda uma segunda interpretação, um pouco diferente. Os que pensam que os versos de 15 a 18 são aplicados exclusivamente a queda de Jerusalém, que já mencionamos, aplicam “onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” de uma maneira muito mais figurada. Jesus estaria falando do judaísmo de sua época, que estava se transformando em cadáver apodrecido (por tê-lo rejeitado). As águias dos estandartes romanos viriam como juízo de Deus sobre esse cadáver. Nessa interpretação os abutres ou águias (nesse caso águias é uma tradução mais apropriada) representam os estandartes do império Romano que viriam sobre Jerusalém e o sobre o judaísmo de forma destrutiva. De fato isso ocorreu na queda de Jerusalém em 70 d.C. Mas isso ainda não seria o final, ainda não seria a vinda de Cristo, daí Ele alertar nos versos 26 e 27 para não acreditarem quando alguém dissesse que aquele tempo era o tempo da Sua segunda vinda. 


(4) Qual é a interpretação correta? Difícil saber ao certo! No entanto, termino essa explicação dizendo aos meus leitores que os textos sobre final dos tempos (chamamos de escatologia na teologia) não são fáceis. Eles causam curiosidade em alguns e muita ansiedade em outros. Mas o grande fato que deve acalmar nossos corações é que Deus é justo, que Ele está conduzindo todas as coisas e que o fato de não entendermos 100% de tudo relacionado aos planos Dele não deve trazer ansiedade aos nossos corações, antes, devemos cuidar de viver do modo que agrada ao Senhor, fazendo Sua vontade. Isso é suficiente para que consigamos, com a ajuda Dele, passar por qualquer coisa que precisemos passar!

Verdades sobre o sofrimentos que precisamos aprender

 



(1) O sofrimento atinge a todos

“embora sendo Filho…” (Hebreus 5:8). Jesus é Deus, a Bíblia afirma isso. Porém, observamos que quando se fez homem também teve sobre si os sofrimentos como parte de Sua vida. Não existe nenhuma classe privilegiada que não sofre. Alguns, claro, sofrem mais, outros, menos, mas todos sofrem. Nós sofremos por causa de nossa natureza pecaminosa. Cristo sofreu porque se fez homem e aceitou o sofrimento para nos abençoar. Essa lição nos ajuda a entender que estamos unidos para vencer nossas dores. O apóstolo Pedro trouxe essa verdade consoladora a seus leitores: “resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1 Pedro 5:9). Sofrermos juntos traz menos dor ao nosso sofrimento! Saiba que muitos estão sofrendo e acalme seu coração! 


(2) O sofrimento pode gerar mais do que o sofrimento

“embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hebreus 5:8). Quando achamos que o sofrimento permitido por Deus ou mesmo aquele que nós mesmos provocamos é um fim em si mesmo nos tornamos pessoas que não suportarão passar por ele. Aqui observamos que existiu um aprendizado no sofrimento que Jesus passou! O sofrimento pode produzir bênção! Isso mesmo! Essa é a grande graça derramada por Deus sobre nós. O sofrimento pode frutificar! Mas é preciso uma atitude nossa nessa direção. O texto diz que Jesus “aprendeu”. E eu e você, vamos aprender? Ou vamos apenas reclamar? Ou vamos apenas sentar e chorar? Percebe como tem muito a ver com a forma de olharmos e encaramos os sofrimentos? Se você está sofrendo agora, lute para que o sofrimento gere mais do que dor e angustia, ainda que seja difícil!


(3) O sofrimento pode gerar aperfeiçoamento (quando é bem aproveitado)

“e, tendo sido aperfeiçoado” (Hebreus 5:9). A Bíblia mostra que Jesus foi um bebê, que Ele cresceu em todos os sentidos, em graça, sabedoria e estatura (Lucas 2:52). Isso mostra aperfeiçoamento constante. Mas existe algo que também nos aperfeiçoa: o sofrimento! Ele tem esse poder, é inegável! É claro que quando fala de Jesus, o autor de Hebreus tem em foco o que Jesus fez em Sua obra, o que conquistou vencendo todo Seu sofrimento, angústia, dor, morrendo em nosso lugar para nos salvar! Mas de certa forma todos nós temos também algo a conquistar com nossas dores! Algo a aperfeiçoar! O que será que Deus quer aperfeiçoar em você nesse período difícil de pandemia ou outra dor que você esteja passando? Já pensou por essa ótica? Pensar assim tira um pouco nossa mente do sofrimento e transporta-nos ao caminho da esperança, do aprendizado, da perseverança e de uma série de outros bons frutos que podem nascer em nós nesse tipo de situação! Não é uma bênção? 


(4) O sofrimento pode nos transformar em algo que agrada a Deus

“e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5:9). Quem você é agora? Quem você era antes de começar todo seu sofrimento e dificuldades? E quem você será depois disso? Jesus enfrentou um grande sofrimento e conquistou, tornou-se algo que agradou a Deus! Fez a missão que lhe estava confiada! Qual a missão de Deus para sua vida? Quem Deus quer que você se torne? O fato é que o sofrimento permitido por Deus nos dá ferramentas para nos tornar pessoas melhores, pessoas que agradam a Deus. Pessoas que de forma alguma nos transformaríamos caso tivéssemos uma vidinha mansa e tranquila. Deus é chamado de Pai na Bíblia. E o pai não é aquele que só agrada o filho. O pai é também o que corrige, que disciplina, que ensina. Mas não por prazer de ver sofrer o filho, antes, o pai tem os olhos em quem ele quer que o filho se torne! Você já consegue descobrir, olhando para seus sofrimentos, o que Deus quer que você se torne?

sexta-feira, 5 de março de 2021

Por que Deus mandou Moisés tirar as sandálias dos pés? O que significa?

 


(1) Depois que Deus chamou Moisés ali, enquanto a sarça queimava e não se consumia (Êxodo 3:4), a reação mais natural de Moisés foi se aproximar e atender ao chamado de alguém que o chamava pelo nome (Além, é claro, da sua curiosidade sobre a sarça relatada no verso 3). Ao se aproximar, Deus diz a ele: “Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa” (Êxodo 3:5). 


(2) A primeira coisa a entendermos é porque aquele lugar é “terra santa”. Sabemos que Deus está em todos os lugares, mas ali tivemos uma manifestação especial de Deus. Isso significa que aquele local estava santificado (separado, consagrado) de forma especial por Deus. Não era, naquele momento, simplesmente um lugar comum, pois foi totalmente tomado pela presença viva de Deus. E quando a presença de Deus está manifestada desse jeito, a forma de se aproximar Dele não pode ser de qualquer maneira. Podemos trazer à memória aqui que mais tarde Deus mandou fazer o tabernáculo, onde Sua presença estaria com o povo, e estabeleceu formas que o povo deveria seguir para cultuá-Lo. Sendo assim, Moisés não estava mais em um simples lugar, mas em um lugar santificado pela presença viva de Deus manifestada.



(3) Sendo assim, agora já podemos entender o que significa tirar as sandálias dos pés. Nos altos escalões de reis e autoridades dessas épocas, era muito comum que houvesse palácios, templos sagrados, locais onde construções grandiosas eram erguidas para fins especiais. Moisés conhecia bem isso, já que foi criado pela filha de faraó, evidentemente, no palácio de Faraó (Êxodo 2:10). Tiras as sandálias era um costume antigo que assegurava que os locais sagrados, bem como palácios, não fossem contaminados. A ideia é que uma sandália pisa em todo tipo de imundície enquanto caminhamos, por isso, os pés calçados representavam impureza e contaminação. Tirar as sandálias, então, era um costume que objetivava não contaminar os locais sagrados. Deus usa esse costume para mostrar a Moisés o quão santa Sua presença é. 


(4) Também podemos levantar aqui o sentido de representar respeito, reverência e consideração perante o local em que se estava (um palácio ou local sagrado) e da autoridade presente ali (e, claro, perante os deuses que eles cultuavam). Certamente a pessoa que se recusasse a retirar as sandálias não seria considerada humilde e apropriada para estar no local. Sendo assim, podemos observar que Deus usa esse costume humano para demonstrar a Moisés que a Sua presença santa ali fazia daquele lugar algo como um palácio ou local sagrado (algo bem conhecido de Moisés), daí o pedido para Moisés tirar as sandálias dos pés. Moisés, muito provavelmente, já devia ter tirado as sandálias muitas vezes nos palácios e locais sagrados egípcios, conhecia bem o sentido daquilo que Deus pediu a ele. Mas ali iria conhecer o que de verdade era santo e sagrado, a própria presença viva do Senhor que iria se revelar de forma profunda a ele. 


(5) Os palácios e locais sagrados ganhavam o respeito das pessoas pelo seu luxo e pelas altas autoridades que o frequentavam, mas ali, no deserto, Deus mostra que a Sua presença é o que santifica qualquer local, ainda que seja um local sem qualquer luxo ou recurso. Moisés entende isso claramente ao obedecer a ordem de Deus e receber Dele a mensagem que iria mudar para sempre a sua vida e a vida do povo de Israel, e também, claro, de todo o Egito!


Pesquisadores desvendam o que causou a extinção dos dinossauros

 





'No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia, a escuridão cobria as águas profundas, e o Espírito de Deus se movia sobre a superfície das águas'. - Gn 1,1-2. 


Em Gn 1,1 Deus Criou tudo em perfeitas condições. Os dinossauros viveram neste período. Deus criou também os anjos. Foi neste intervalo que Lúcifer sofreu a queda e vindo a ser o Diabo ou Satanás (Cf. Ez 28,12-17; Is 14,12-18) aqui na terra. Os dinossauros se dividiam em herbívoros e carnívoros e a morte existia. 


Um meteoro caiu na terra destruindo tudo inclusive os dinossauros. Deixando a terra sem forma e vazia conforme o verso 02. 


O verso 03 é a onde Deus começa a refazer tudo incluindo o homem.


Um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos encontrou a prova definitiva do que causou a extinção em massa dos dinossauros. Para eles, o motivo foi mesmo a queda de um asteroide na Terra.


O tema tem gerado discussão entre os estudiosos do assunto. Recentemente, um estudo desenvolvido por alunos de astrofísica em Harvard sugeriu que o fim dos dinossauros teria sido provocado por um cometa.


Para defender a tese do asteroide, a equipe investigou o interior de uma cratera de impacto e confirmou a hipótese. No local, os cientistas encontraram a prova que coloca fim à polêmica: poeira de asteroide.


A descoberta corrobora que nem erupções vulcânicas, ou qualquer outro elemento interno, poderiam ter causado a morte dos dinossauros.


De acordo com os especialistas, o impacto do asteroide com as rochas terrestres acabou por vaporizá-las.


A poeira se espalhou por todo o planeta, bloqueou o sol e causou um inverno global rigoroso e longo, que acabou extinguindo todos os dinossauros.


Com isto fortalece a minha opinião sobre a TEORIA DO INTERVALO em Gênesis 1 entre o verso 1 e 2.




O que significa “Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo”? Rm 86.3

 



(1) Paulo está falando para servos de Deus, escolhidos, predestinados pelo Senhor (Romanos 8:28-30). Para eles, saber quem eram, sua identidade diante do Senhor, era importante para os ensinos que viriam a seguir. Paulo está preparando essa igreja para momentos de perseguição. Observe como ele fala: “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31). Inimigos sempre se levantariam contra os servos de Deus, porém, eles deveriam ter em mente que estavam com o Senhor todo poderoso e, quem está com o Senhor, está do lado da vitória, ainda que haja lutas difíceis a travar! 


(2) Na sequência Paulo fala sobre o grande amor de Deus, que não poupou nem mesmo o Filho, antes, O entregou para morrer em nosso lugar! Que grande amor é esse que cuida de nós (pecadores) em tudo?! (Romanos 8:32). Depois Paulo explica aos irmãos que nada pode romper aquilo que Deus fez por eles (e por nós), nem anular Seu amor; nada pode nos separar do amor de Cristo! Paulo cita algumas das principais dores humanas como incapazes de anular o amor de Deus sobre nossas vidas: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8:35). Você consegue perceber a profundidade disso? Não existe NADA que tenha poder de nos separar no amor de Cristo! 


(3) Agora Paulo usa uma citação do Salmos 44:22 para provar tal realidade nas Escrituras, quando diz: “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro” (Romanos 8:36). Isso significa que o servo de Deus vive em um mundo hostil, enfrentando muitas dificuldades, assim como um animal caçado para ser abatido, porém, essa realidade, ainda que difícil, não significa que Deus nos desamparou, antes, pelo contrário, Ele está conosco, como mostra na sequência: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8:37). Deus nos amou tanto que Ele nos livra nas tribulações e não das tribulações. A vitória final é de Deus e de Seus servos! Eles, no mundo, são tratados como ovelhas caminhando ao matadouro, mas estão debaixo do amor de Deus, que nunca os desampara. A vitória final é dos servos do Senhor e isso não ocorre nesse mundo, mas no céu!  


(4) Sendo assim, quando Paulo diz que “somos entregues à morte o dia todo” está falando da realidade do cristão! Ele não pertence a esse mundo! Ele é perseguido nesse mundo. Ele passa sofrimentos nesse mundo. Ele é oprimido aqui. Uns mais outros menos! Podemos cair no erro de achar que isso tudo indique que Deus não está conosco, porém, Paulo quer ensinar justamente o contrário: nada pode nos separar desse amor de Deus. Já somos vencedores e vencemos por causa do nosso Deus que nos ama, nos guia, nos conduz pelo caminho da luz! Glória a Deus!

Usos errados da Bíblia sobre o coronavírus

 


(1) OS CRISTÃOS DA ANTIGUIDADE ERAM MAIS CORAJOSOS E TINHA MAIS FÉ? 


Esse é um argumento totalmente descabido. Os cristãos da antiguidade resistiram bravamente a perseguições contra sua fé por causa do nome de Cristo, isso é fato. Porém, o que temos hoje por conta do coronavírus não é perseguição contra a fé cristã. O comércio, shoppings, lojas, locais que têm aglomerações de pessoas estão fechando como forma de proteção contra um espalhamento rápido da doença que não conseguiria ser atendido pelos serviços de saúde. Que perseguição existe nisso? Nenhuma! Nessa questão, portanto, não existe qualquer perseguição específica contra a igreja por conta do exercício da fé, logo, não dá para comparar o fechamento preventivo de igrejas por conta de aglomerações com perseguições à fé cristã vistas no passado. A fé da igreja verdadeira continua firme no Senhor Jesus! 


(2) OS PROFETAS DA ANTIGUIDADE REPREENDIAM AS PRAGAS, OS DE HOJE FECHAM AS IGREJAS?


Temos acima mais um argumento absurdo e mentiroso. Os profetas sempre trouxeram a palavra de Deus às pessoas e oravam com humildade diante das dificuldades. Isso é fato. Porém, Noé repreendeu o dilúvio? Não! José do Egito repreendeu a fome quando soube o sonho de Faraó? Não! Jeremias e Isaías repreenderam o cativeiro mandado por Deus? Não! Quando José e Maria ficaram sabendo do plano de matança dos bebês eles repreenderam isso? Não, antes, foram fugidos ao Egito para proteger a criança. O que vemos na Bíblia é que cada servo de Deus agia conforme a direção de Deus em suas épocas. Fechar os templos hoje em recomendação às autoridades, ao meu ver, é uma decisão sensata, de amor, de respeito ao próximo. É uma forma da igreja mostrar respeito à sociedade e se organizar de outras formas para ser sal e luz! Não é falta de coragem! 


(3) OS PASTORES ESTÃO FECHANDO A IGREJA DE CRISTO! QUE ABSURDO? 


Temos mais um argumento confuso e incorreto. Quando se fecham templos não significa que a igreja de Cristo está sendo fechada. Os templos são apenas locais de culto e não a igreja de Cristo (1 Pedro 2:9). Muitos confundem “paredes” com a igreja do Senhor, o que é um erro! Sendo assim, a igreja de Cristo está plenamente aberta, está se organizando e cultuando de outras formas, sendo igreja no mundo de formas criativas. Eu mesmo tenho atendido irmãos, evangelizado, criado mensagens aqui pela internet e trazendo, dessa forma, a palavra de Deus para a igreja de Cristo! A igreja de Cristo não pode ser fechada, pois Ela é de Cristo e não nossa! Ela não é parede, tijolo, ela é feita de pessoas, de servos do Senhor. Ela está viva, não pode ser morta, paralisada; a palavra de Deus não está algemada: “pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor; contudo, a palavra de Deus não está algemada” (2 Timóteo 2:9).



(4) EM 2 CRÔNICAS 7:11-22 DEUS MANDA IR À IGREJA PARA ORAR CONTRAS AS PESTES? 


É absurda a interpretação acima. O texto citado acima está inserido na inauguração e consagração do templo de Salomão, templo esse que substituiu o tabernáculo. Sabemos que no Antigo Testamento o templo foi um local central de culto, onde sacrifícios eram levados, onde orações eram feitas e onde a presença de Deus era manifestada de forma especial através da arca da aliança, colocada ali nesse templo. Mas é assim também após Cristo? Temos que ir lá em Jerusalém orar contra os males que nos assolam, sendo que tal templo nem existe mais ali? A igreja (de tijolos) hoje em dia é o templo de antigamente? Óbvio que não! Jesus ensina de outra forma: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mateus 6:6). Portanto, nesse momento de pandemia, deveríamos ter mais crentes orando em seus quartos, em uma atitude de amor ao próximo, do que crentes teimosos em desobedecer às autoridades de saúde achando que orar “na igreja” confere maior poder a oração! 


(5) NENHUMA PESTE CHEGARÁ À MINHA TENDA, É PROMESSA DE DEUS (SALMOS 91:10)?


O salmo citado é Salmos 91:10: “Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda”. Esse salmo ensina que o servo de Deus nunca passará por nenhuma dificuldade? Que nenhum tipo de dor chegará até ele? Que nenhuma doença chegará à sua casa? Se esse fosse o ensino correto desse salmo, Jesus teria, então, mentido quando disse: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33). Tanto o ensino de Jesus, quando o ensino do Salmo 91:10 indicam que aquele que está “em Deus” (Salmos 91:1) está cuidado por Deus de forma que o Senhor não permitirá que os males separem tal pessoa Dele. Está falando do cuidado, do acompanhamento do Senhor aos Seus servos e não de uma isenção dos servos de Deus diante dos males do mundo. O mal não terá poder de separar os verdadeiros servos do Senhor! Não temos aqui, como alguns pensam, um incentivo a uma ousadia irresponsável para se expor a perigos como se fossemos “homens de ferro”! Nem Jesus aceitou tal interpretação quando o diabo usou esse texto para tentá-Lo a pular do pináculo do templo! (Mateus 4:5-6). Fico surpreso em ver pastores usando esse texto para estimular uma atitude irresponsável de furar as orientações sensatas das autoridades de saúde para mostrar que você é um “crentão” cheio de fé! 


(6) O QUE A IGREJA PODE FAZER SE ESTÁ FECHADA? COMO SEREMOS SAL E LUZ? 


Conforme expus no ponto 3 é incorreto pensar que a igreja sejam as paredes de um determinado local. Sendo assim, ainda que o prédio esteja fechado, a igreja, hoje, tem em mãos grandiosas ferramentas para cumprir seu papel no mundo. Orar, jejuar, estudar a Bíblia, evangelizar pelos meios eletrônicos, atender pessoas que sofrem de forma pontual, se solidarizar com vizinhos, etc, etc, etc. As formas são muitas de ser sal e luz, basta querer! Além disso, a situação é temporária. Logo voltaremos “à programação normal”. Por isso, se seu pastor e líderes orientaram o fechamento do prédio onde se reúnem, respeitem, apoiem, orem, mobilizem-se de outras formas! Juntos abençoaremos o mundo! 


(7) VOU OBEDECER A DEUS, NÃO A HOMENS COMO PEDRO ENSINA EM ATOS 5:29? 


Em Atos 5:29 Pedro e os demais apóstolos estavam sendo perseguidos por pregar sobre Jesus Cristo. A perseguição vinha do Sinédrio e era focada em calá-los sobre a pregação do nome de Jesus. É o mesmo caso do fechamento temporário das igrejas atualmente? De forma nenhuma. Observe que Pedro ensinou muito bem que existem ordens de autoridades que seriam desrespeitadas, quando elas fossem de perseguição contra Cristo, de cerceamento do dever de proclamar o evangelho. Isso porque existia uma ordem superior de Deus para a proclamação da Palavra. Nesse caso, sim, eu não obedecerei a ordens de homens! Mas isso se estende a qualquer ordem das autoridades? Claramente que não! 


Observe que Paulo também falou do tema e explicou que existem motivos justos onde as autoridades deveriam ser ouvidas e respeitadas: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Romanos 13:1-2). A pergunta é: Nossas autoridades estão perseguindo a fé, proibindo a pregação do evangelho, prendendo pregadores, matando pastores? Ou estão em seu papel trazendo medidas sensatas e corretas para abençoar o povo? É cristalino que a segunda opção é verdadeira! Sendo assim, a resistência a essas boas instruções das autoridades representa um erro do crente que a resiste!

quinta-feira, 4 de março de 2021

Por que as pessoas rasgavam as vestes na Bíblia?

 



(1) A primeira menção do costume de rasgar as vestes é citada em Gênesis 37:29, que diz: “Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes”. O contexto aqui é a história da venda de José do Egito pelos irmãos. Rúben, ao chegar na cisterna onde o irmão estava e não encontrando-o ali, porque os irmãos o haviam vendido para os ismaelitas, rasga suas vestes! Aqui temos um sinal de preocupação, porém, Rúben se preocupou com sua própria situação, pois, sendo o primogênito, seria cobrado pelo que ocorreu com José. Rasgar as vestes podia significar grande preocupação e desespero diante de situações difíceis. Veja, por exemplo, quando o rei Ezequias, em profundo desespero diante das ameaças de Senaqueribe contra Jerusalém, também rasga suas vestes: “Tendo o rei Ezequias ouvido isto, rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco e entrou na Casa do SENHOR” (Isaías 37:1).



(2) Na sequência, temos mais uma menção interessante: “Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias” (Gênesis 37:34). Aqui observamos que rasgar as vestes era usado também em situações de luto pela morte de alguém. Simbolizava dor e tristeza. No primeiro caso, Rúben rasgou suas vestes por preocupação e desespero egoísta, já aqui Jacó rasgou as vestes pela grande dor da perda de um filho que muito amava! 


(3) Na ocasião em que Israel estava no deserto, quando Moisés mandou doze espiões para verificar a terra de Canaã e dez deles deram um péssimo relatório, o povo chorou e murmurou (Números 14:1-2) e quis levantar um novo líder para voltarem ao Egito (Números 14:4). Veja o que Josué e Calebe, integrantes do grupo de doze espiões, fizeram: “E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes” (Números 14:6). Observe que rasgar as vestes aqui é uma forma de protesto, de chamar a atenção do povo para que enxergassem a loucura que estavam pensando em fazer. 


(4) Depois do rei Acabe ouvir da boca do profeta Elias sobre os juizos de Deus sobre ele, Jezabel e sua família (1 Reis 21:17-26). Depois de ouvir as palavras do profeta, a Bíblia mostra a atitude de Acabe: “Tendo Acabe ouvido estas palavras, rasgou as suas vestes, cobriu de pano de saco o seu corpo e jejuou; dormia em panos de saco e andava cabisbaixo” (1 Reis 21:27). Rasgar as vestes também era sinal de humilhação e arrependimento. Podemos ver nessa história que Deus suavizou Seu julgamento sobre Acabe por conta desse arrependimento dele (1 Reis 21:28). 


(5) Uma outra menção interessante sobre rasgar as vestes é a do sumo sacerdote Caifás, que interrogou Jesus. Após Caifás lhe questionar sobre Ele ser o Cristo, Jesus responde de forma clara que eles veriam o filho do homem assentado à destra de Deus (Mateus 26:64). Diante disso, veja o que ocorre: “Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!” (Mateus 26:65). Aqui rasgar as vestes indica um tipo de horror diante de uma barbaridade que está acontecendo. É um tipo de protesto também, porém, realizado por uma alta autoridade diante de um absurdo muito grande. Claro, nesse caso, achavam que Jesus estava dizendo algo errado, porém, não estava. 


(6) Sendo assim, temos aqui os principais usos de rasgar as vestes na bíblia. Recapitulando, pode significar desespero, preocupação, também luto por uma grande perda, um protesto diante de situações erradas, humilhação e arrependimento e, por fim, um tipo de protesto diante de uma blasfêmia grave. Hoje em dia não existe esse costume em nossa cultura. E também não temos ordens bíblicas para fazê-lo.

terça-feira, 2 de março de 2021

O que é o chamado de Deus?



O chamado de Deus é o plano que Ele tem para cada pessoa e que Ele nos convida a seguir. Há um chamado de Deus que é universal e há chamados individuais. Todos precisamos atender ao chamado de Deus. 

Um chamado é uma vocação ou uma orientação. O chamado acontece quando sentimos que algo nos chama para seguir um certo caminho em nossa vida.


O chamado de Deus para todos

Todos temos um chamado de Deus! Todos somos chamados a adorar a Deus e, enquanto estamos longe dele, nunca nos sentimos completos. Nosso grande chamado é para ter um relacionamento com Deus. Somente quando atendemos ao chamado de Deus e nos voltamos para Ele, arrependendo-nos de nossos pecados, encontramos o verdadeiro sentido para nossa vida (Efésios 1:18-19).

O chamado de Deus é para todas as pessoas mas nem todos aceitam (Mateus 22:14). Mas para aqueles que ouvem o chamado e seguem a Jesus, Deus dá uma vida nova.

O chamado de Deus também tem um lado prático: quem é salvo é chamado para obedecer a Deus e fazer boas obras. Essa é nossa vocação: fazer a vontade de Deus (Efésios 4:1-4). Quando nos aproximamos de Deus, aprofundando nosso relacionamento com Ele e obedecendo a Seus mandamentos, encontramos a paz e o significado que procuramos.


O chamado individual

Além do grande chamado para amar e obedecer a Deus, algumas pessoas também recebem um chamado mais específico. Esse chamado pode ser para fazer determinado trabalho, assumir um ministério ou ir para algum lugar (Atos dos Apóstolos 13:2).

Deus tem um plano para cada vida. Mesmo quando não recebemos um chamado muito claro, sabemos que Deus está no controle e está nos guiando. Quando procuramos seguir o chamado universal de Deus e buscamos Sua vontade, Ele guia nossa vida.


Chamados que não vêm de Deus

Nem todo chamado vem de Deus. As tentações nos chamam para o pecado. Por isso, precisamos aprender a distinguir entre o chamado de Deus e o chamado de nossos desejos errados, que levam ao pecado

O chamado de Deus traz paz ao coração mas chamados errados trazem problemas de consciência. Esses chamados podem parecer bons de início mas qualquer coisa não dá paz. O chamado de Deus é sempre melhor.

O chamado de Deus é o plano que Ele tem para cada pessoa e que Ele nos convida a seguir. Há um chamado de Deus que é universal e há chamados individuais. Todos precisamos atender ao chamado de Deus. 

Um chamado é uma vocação ou uma orientação. O chamado acontece quando sentimos que algo nos chama para seguir um certo caminho em nossa vida.


O chamado de Deus para todos

Todos temos um chamado de Deus! Todos somos chamados a adorar a Deus e, enquanto estamos longe dele, nunca nos sentimos completos. Nosso grande chamado é para ter um relacionamento com Deus. Somente quando atendemos ao chamado de Deus e nos voltamos para Ele, arrependendo-nos de nossos pecados, encontramos o verdadeiro sentido para nossa vida (Efésios 1:18-19).

O chamado de Deus é para todas as pessoas mas nem todos aceitam (Mateus 22:14). Mas para aqueles que ouvem o chamado e seguem a Jesus, Deus dá uma vida nova.

O chamado de Deus também tem um lado prático: quem é salvo é chamado para obedecer a Deus e fazer boas obras. Essa é nossa vocação: fazer a vontade de Deus (Efésios 4:1-4). Quando nos aproximamos de Deus, aprofundando nosso relacionamento com Ele e obedecendo a Seus mandamentos, encontramos a paz e o significado que procuramos.


O chamado individual 

Além do grande chamado para amar e obedecer a Deus, algumas pessoas também recebem um chamado mais específico. Esse chamado pode ser para fazer determinado trabalho, assumir um ministério ou ir para algum lugar (Atos dos Apóstolos 13:2).

Deus tem um plano para cada vida. Mesmo quando não recebemos um chamado muito claro, sabemos que Deus está no controle e está nos guiando. Quando procuramos seguir o chamado universal de Deus e buscamos Sua vontade, Ele guia nossa vida. 


Chamados que não vêm de Deus 

Nem todo chamado vem de Deus. As tentações nos chamam para o pecado. Por isso, precisamos aprender a distinguir entre o chamado de Deus e o chamado de nossos desejos errados, que levam ao pecado.

O chamado de Deus traz paz ao coração mas chamados errados trazem problemas de consciência. Esses chamados podem parecer bons de início mas qualquer coisa não dá paz. O chamado de Deus é sempre melhor.

O que quer dizer “Levantai, ó portas, as vossas cabeças”?

 



(1) O texto onde essa expressão aparece é Salmos 24:7, que diz: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória”. Ela é repetida também no verso nove do mesmo capítulo. Nesses versos temos uma exaltação da grandeza do Senhor e de Sua vitória sobre os inimigos. O Senhor é apresentado como um guerreiro chegando de uma batalha onde triunfou: “Quem é o Rei da Glória? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas” (Salmos 24:8).


(2) O grande e poderoso Senhor chegou triunfante. Aquele que narra Sua grande vitória olha para as portas e portões da cidade e os personifica, ou seja, os trata como se tivessem vida. Por maiores que possam ser as portas e portões, são considerados baixos demais para que o Rei passe com toda Sua grandeza e glória. O salmista quer mostrar a grandeza do Senhor a quem Ele serve. Quando ele cita “levantai, ó portas, as vossas cabeças” está dizendo que a parte superior da porta (que ele chama de cabeça), que limita o seu tamanho na vertical, é pequena demais para que o grande Senhor passe por elas!


(3) As portas deveriam, então, se alargar. A glória do Senhor que estava passando triunfante era grande demais para ser contida! Poeticamente as portas ganham vida na escrita do salmista, que fala a elas que será necessário se abrirem bem, alargar-se ao máximo, pois o Senhor retorna vitorioso, glorioso, triunfante e deve ser recebido com as maiores honras e glórias. A ordem dada para que as portas se alarguem é repetida duas vezes (24:7 e 24:9) o que traz uma ideia de ênfase, de destaque. A ideia é que fique destacada a grandeza do Senhor que vem triunfante!


(4) Temos ainda no texto a ideia de que o Senhor havia saído para uma batalha, já que está voltando a entrar pelas portas. O Senhor é aquele que guerreia pelo Seu povo e volta com a vitória! Não existem inimigos para Ele. Esse salmo prefigura a vitória de Jesus Cristo, o guerreiro divino, que se fez homem, que venceu todos os inimigos e para quem todas as portas se abrem, pois Nele está toda a plenitude do poder de Deus! Nem mesmo a morte conteve Seu poder, Ele triunfou sobre tudo e todos!

 

João Batista duvidou que Jesus era o Messias?

 


(1) O texto que é objeto da sua dúvida é o seguinte: “Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mateus 11:2). Comecemos fazendo algumas observações sobre o contexto: Aqui João Batista já estava preso. Já havia acontecido o batismo de Jesus, narrado em Mateus 3. O ministério de Jesus já havia começado e as notícias sobre as grandezas feitas por Jesus começaram a correr por toda Israel como nos narra Lucas 7:19. 




(2) Tudo isso deve ter gerado grande expectativa em João Batista, pois uma das grandes obras atribuídas ao Messias seria a de trazer liberdade aos cativos, liberdade aos que estavam presos: “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados” (Isaías 61:1). Sendo assim, João Batista certamente não entendia porque ainda permanecia preso, perseguido, já que o Messias estava em cena. Por que o Messias permite que eu permaneça aqui preso injustamente? Essa dúvida certamente ecoava no coração de João.


(3) Portanto, chegamos a uma primeira conclusão de que João Batista não está aqui sendo descrente de que Jesus era o Messias, como que tendo falta de fé. João Batista está buscando entender a atividade do Messias. Será que existe algo que não compreendi bem? Esse poderia muito bem ter sido o pensamento de João. Ele, então, pede que seus discípulos busquem esclarecimentos diretamente com Jesus. 


(4) O esclarecimento de Jesus foi o seguinte: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Mateus 11:4-5). Observe que na resposta de Jesus Ele trouxe à tona as obras que estava realizando, obras essas claramente ligadas a ação do Messias no mundo, profetizadas no Antigo Testamento (Por exemplo, em Isaías 35:5-6). O que Jesus quis mostrar a João Batista é que a agenda de Deus estava sendo cumprida. Apesar de não estar sendo feita como João desejava, Deus estava agindo conforme Sua vontade soberana. João deveria estar atento a isso! 


(5) Tudo isso nos ajuda a entender que nem sempre nós, humanamente falando, conseguimos compreender os desígnios de Deus de forma plena e detalhada. Isso ocorre por causa de nossa limitação. Temos que aprender a equilibrar nossas expectativas e nos submeter a vontade do Senhor, ainda que ela esteja parecendo contrária ao que esperamos. Foi o que João Batista fez depois de ser instruído por Cristo. Ele entendeu que deveria confiar na ação de Deus. Entendeu que o Senhor faria o melhor! Faria da melhor maneira! Faria da forma mais abençoadora para que Seu nome fosse engrandecido!