domingo, 15 de abril de 2018

VALORES CRISTÃOS - ÉTICA E OS DIREITOS HUMANOS


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“Direitos Humanos só valem pra bandidos!” – quem nunca ouviu ou falou esta frase? É que infelizmente, em nosso contexto brasileiro quando ouvimos falar de direitos humanos é quase que invariavelmente numa situação em que  um bandido é preso e exposto na mídia. Entretanto, direitos humanos são direitos de todos os homens e mulheres, e muitos destes direitos estão não só garantidos nas leis do país, como também declarados na Palavra de Deus, que como dissemos no estudo da primeira Lição, é universal, supracultural e atemporal. A ONU assim define Direitos Humanos: “Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição”. Veremos no estudo de hoje as bases históricas e, principalmente, bíblicas para os direitos humanos. Bom estudo!
I. A ORIGEM DOS DIREITOS HUMANOS
Poderíamos retroceder muitos séculos para falar dos primeiros documentos de que se tem conhecimento no mundo, como o famoso Código de Hamurabi (documento babilônico), que de alguma forma foram criados para garantir estabilidade social, direitos e deveres do ser humano. Entretanto, didaticamente traremos abaixo alguns dos mais importantes documentos e/ou períodos da história nos quais pretendeu-se dar ênfase à garantia das liberdades individuais ou coletivas. O aluno e o professor da EBD terão que ser pacientes, pois esse primeiro tópico da Lição pretende ser mesmo histórico; então as informações a seguir, colocadas sucintamente, serão úteis para a compreensão da evolução dos direitos humanos, especialmente no contexto ocidental.
– Carta Magna (Inglaterra). A “Grande Carta”, como também é conhecida em português, foi um documento de 1215 (séc. 13) que limitou o poder dos monarcas da Inglaterra, especialmente o do rei João, que o assinou, impedindo assim o exercício do poder absoluto. Resultaram de desentendimentos entre o rei João, o Papa e os barões ingleses acerca das prerrogativas do soberano. Segundo os termos da Carta Magna, o rei deveria renunciar a certos direitos e respeitar determinados procedimentos legais, bem como reconhecer que a Majestade estaria sujeita à lei. Considera-se a Carta Magna o primeiro capítulo de um longo processo histórico que levaria ao surgimento do constitucionalismo (Wikipédia). No Brasil, costumamos nos referir à nossa Constituição Federal como a nossa “Carta Magna”, onde estão os direitos e os deveres dos cidadãos brasileiros, incluindo os que exercem poder.
– Renascimento e Humanismo. Período da história da Europa entre os séculos 14 e 18, no qual se notou grande revolução literária e científica. Chamou-se Renascimento em virtude da intensa revalorização das referências da Antiguidade Clássica, que nortearam um progressivo abrandamento da influência do dogmatismo religioso e do misticismo sobre a cultura e a sociedade, com uma concomitante e crescente valorização da racionalidade, da ciência e da natureza. Neste processo o ser humano foi revestido de uma nova dignidade e colocado no centro da Criação, e por isso deu-se à principal corrente de pensamento deste período o nome de humanismo (Wikipédia). Segundo o comentarista da nossa Lição da EBD, Douglas Baptista, “os humanistas valorizavam os direitos individuais do cidadão e acreditavam no progresso e na capacidade humana”.
– Reforma Protestante. A Reforma Protestante encabeçada por Martinho Lutero, mas com predecessores importantes como John Wycliffe, John Huss e Jerônimo Savonarola, também desempenhou no século 16 importante papel na Europa para o fim do monopólio religioso da Igreja Católica Romana, a partir de ideias também libertárias, que considerava o homem livre para pensar e expressar, e que a tolerância é fundamental. Embora os próprios reformadores tenham falhado em viver plenamente eles mesmos os ideais que defendiam (Lutero perseguiu judeus, Calvino perseguiu e pleiteou a morte de hereges), não se pode negar que a Reforma Protestante em geral representou uma grande revolução para assomar-se a outros movimentos filosóficos na afirmação dos direitos e liberdade de homens e mulheres.
– Iluminismo. Foi um movimento intelectual e filosófico que dominou o mundo das ideias na Europa durante o século 18. As demandas dos iluministas eram: liberdade, progresso, tolerância, governo constitucional e separação entre Igreja e Estado. Na França, por exemplo, foi criada a partir das ideias iluministas a famosa “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” (1789), que pretendia afirmar e garantir a liberdade individual, a tolerância religiosa, oposição à monarquia e aos dogmas fixos do Catolicismo romano, bem como a igualdade entre os homens.
– Declaração Universal dos Direitos Humanos. O mais importante documento internacional recente, adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro 1948, como resposta da ONU às milhões de vítimas da Segunda Guerra Mundial, especialmente judeus, ciganos e outras etnias que muito sofreram nas mãos dos nazistas. Embora não tenha autoridade legal sobre os países que a adotaram, possui grande peso moral nas decisões jurídicas e políticas em todo mundo, influenciando na criação de leis nacionais e tratados internacionais. O seu primeiro artigo diz: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.
– Constituição Federal ou Constituição Cidadã do Brasil. Promulgada em 1988, “sob a proteção de Deus” (como consta em seu preâmbulo), objetiva assegurar “o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”. Em seu Artigo 5, que trata sobre Direitos e Garantias Fundamentais do indivíduo, da família e da comunidade, têm-se assegurado que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade à igualdade, à segurança e à propriedade…”. Conhecer estes direitos é importante para o cidadão e também para a igreja, para que se possa reclamá-los quando necessário, assim como Paulo, cidadão romano, reclamou seus direitos de defesa (At 22,25-29).
Uma última palavra antes de deixarmos esse tópico com suas muitas informações históricas, é que toda produção humana é passível de imperfeições e erros. Ainda que resultado das aspirações de uma sociedade e da produção intelectual, filosófica e técnica de muitos políticos, juristas e cientistas, nenhum desses documentos que pretendem garantir os direitos humanos são infalíveis. Entretanto, a despeito da necessidade de constante correção e atualização, documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos ou a nossa Constituição Federal servem, ainda que de modo limitado (e às vezes controverso), para garantir um mínimo necessário de ordem na organização social. Como cristãos, prezamos antes e acima de tudo pela Palavra de Deus – não raras vezes confrontada pelas leis dos homens! – mas não negamos em apoio secundário para a garantia dos valores éticos e morais a obediência a estes documentos nacionais e internacionais.
I. A BÍBLIA E OS DIREITOS HUMANOS
O assunto “direitos humanos” está dentro do bojo do grande tema que de quando em quando estamos discorrendo na Escola Dominical: justiça social. Tema este que é comum na Lei de Moisés, nos profetas, nos Evangelhos e nalgumas epístolas gerais, como a de Tiago, irmão de Jesus.
Ressaltamos que enquanto o desfruto desses direitos e o cumprimento desses deveres no contexto secular hoje se dá por garantias legais (ou seja, “posso ou faço porque a Lei me garante”), na ética cristã usufruímos desses direitos e praticamos esses deveres levando em conta os dois mandamentos em que se resumem todas as ordenanças bíblicas: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Lc 10.27). Perceba que quando se fala do bom trato aos estrangeiros, nas mídias seculares sempre se usa e abusa de uma palavra: respeito; mas a grande razão que a Bíblia coloca para nós agirmos com empatia em favor dos estrangeiros é o AMOR, como vê-se nessa passagem: “Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Dt 10,19).
Nunca se ouve falar nos telejornais em “amor pelos estrangeiros”, mas apenas em “respeito”. Só se fala em amor numa conotação sexual, quase sempre de amor entre pessoas do mesmo sexo, o direito dos gays e lésbicas (amor este que o mundo considera um direito, enquanto a Bíblia considera uma perversão da natureza, e, portanto, pecado).
A Bíblia, porém, está sempre nos convidando a ir além, a excedermos em justiça em relação aos descrentes (Mt 5.20). Nas palavras poéticas do apóstolo Paulo, “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,4-7).
Vejamos por assunto alguns dos direitos e deveres que estão postos na Bíblia sagrada no que diz respeito aos direitos humanos:
– Direito à propriedade privada (contra invasões) (Ex 20,17; Pv 22,28). Sem dúvidas, militantes do MST, alinhados à ideologia de esquerda, jamais contariam com respaldo bíblico para sua nefasta prática de invasões à propriedades privadas. A cobiça aos bens alheios, bem como a remoção dos marcos que limitam a propriedade alheia são peremptoriamente reprovados nos termos bíblicos! Comunistas costumam apelar para textos pinçados da Bíblia e retirados de seu contexto, a fim de tentarem respaldar suas práticas ilegais e imorais. O pastor Abraão de Almeida, que noutros tempos fora um comunista ferrenho, retruca os tais dizendo: “À conhecida alegação de que o comunismo foi praticado na Igreja cristã primitiva, quando ‘tudo, porém, lhes era comum’ (At 4,32), respondo que a força motriz entre aqueles crentes era a do amor de Deus derramado em seus corações, e não a do ódio. Somente o cristão pode dizer: ‘o que é meu é teu’, pois o comunista dirá sempre: ‘o que é teu é meu’” (1).
– Presunção da inocência e direito à defesa em juízo (Nm 35,10-12; Pv 18,17; 1Tm 5,19-21). Jesus Cristo proibiu o julgamento apressado, parcial e condenatório, e advertiu que os que servirem este veneno dele também provarão (Mt 7,1-2). Noutro momento exortou: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (Jo 7,24). O julgamento conforme a reta justiça, permitindo ao acusado ampla defesa, provará se a pessoa acusada é de fato ou não culpada. Sobretudo na época em que vivemos, com a multiplicação de redes sociais onde costumeiramente se criam boatos ou se lançam acusações infundadas para destruir pessoas ou instituições, precisamos saber julgar conforme a reta justiça, para não nos unirmos àqueles que só querem destruir reputações alheias com seus boatos e fake news (notícias falsas).
III. A IGREJA E OS DIREITOS HUMANOS
Qual a posição e os deveres da Igreja em relação aos temas dos direitos humanos? Vejamos:
– Assistência às viúvas (Ex 22,22; 1Tm 5,3; Tg 1,27). Foi em virtude da necessidade das viúvas, que surgiu o ofício do diaconato na igreja (Atos 6). A primeira carta de Paulo a Timóteo sugere que havia um programa robusto de assistência às viúvas (1Tm 5). Como está o programa de assistência social de sua igreja? E o quanto nós, individualmente, temos contribuído para garantir que os direitos das viúvas, que são “verdadeiramente viúvas”, sejam respeitados?
– Assistência aos órfãos (Ex 22,22; Pv 23,10-11; Is 1,17). Aos meninos e meninas que perderam seus pais, vitimados por guerras, crimes, acidentes, doenças ou desastres naturais, que estamos fazendo nós? Estamos tomando parte no serviço social, exercendo dons de socorro e misericórdia (Rm 12,8; 1Cor 12,28) para com os pequeninos, ou estamos a exemplo dos discípulos (Lc 18,15), pensando erradamente que crianças não são um interesse do Senhor? A Escola Dominical no século 18 em Gloucester, Inglaterra, nasceu quando um jornalista congregacional, Robert Raikes, resolveu fazer mais que noticiar fatos, e oferecer às crianças que viviam largadas nas ruas nos dias de domingo (não só órfãs, mas também crianças que tinham pai e mãe) um pouco de instrução cívica, moral e religiosa. Nascia ali o maior movimento de ensino gratuito regular no mundo, e que dura até hoje, ainda que com características quase que exclusivamente religiosas (mas não sem implicações em outras áreas da vida), a nossa Escola Dominical! Como nosso irmão Raikes, podemos fazer muito mais do que ficar trancados em quatro paredes e ir em busca dos que estão lá fora, debaixo das pontes, jogados nas ruas, inclusive nos vícios e nas drogas.
– Socorro aos pobres (Ex 22,25-26; Am 5,11; Gl 2,10). Nosso Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2,11), e nos ordena que também não façamos (Tg 2,1). A Palavra é contundente: “se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado” (Tg 2,9). A igreja não precisa abandonar a oração e a pregação da Palavra para servir às mesas dos pobres, como se fosse correta a substituição da chamada espiritual pela ocupação na provisão material dos pobres. Não! Antes, deve, enquanto proclama o Evangelho, também estimular as boas obras de caridade em favor dos que se encontram desassistidos pela família ou pelo poder público. Mesmo igrejas pentecostais não precisam esperar que em toda necessidade Deus intervenha por meio de um milagre para socorrer a quem precisa, pois ele já nos ordenou: “Lança o teu pão sobre as águas… reparte com sete e ainda com oito…” (Ec 11,1-2). Não podemos em nome da fé negligenciar o amor – o que seria uma grande contradição e hipocrisia. No sermão O médico dos médicos, pregado em 1878, o famoso pregador inglês Charles Spurgeon, disse palavras que cabem muito bem aqui:
“Seria lastimável se se considerasse que a benevolência está separada do cristianismo, porque até agora a coroa da fé em Jesus tem sido o amor aos homens; é realmente, a glória do cristianismo que, onde ela penetrar, levanta prédios totalmente desconhecidos ao paganismo – hospitais, asilos e outras habitações de caridade. O gênio do cristianismo é compaixão pelos pecadores e por aqueles que sofrem. Que a igreja sirva para curar, assim como seu Senhor; se ela não pode derramar poder a partir de um toque na orla da sua veste, nem ‘dizer uma palavra’ para afugentar a enfermidade, que ela esteja entre os mais dispostos a ajudar em tudo quanto possa aliviar a dor ou mitigar a pobreza”
– Assistência aos encarcerados (Mt 25,36; Hb 13,3). Primeiro, assistência aos nossos irmãos em Cristo, presos em países hostis ao Evangelho “por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9). A Bíblia prevê que socorramos primeiro aos domésticos da fé (Gl 6,10). Mas também, devemos estender a mão de compaixão aos que não conhecemos, como o samaritano que socorreu o homem caído ao chão, sem se importar de onde ele era. Este é um assunto amargo, pois numa época em que a insegurança pública tem custado à sociedade brasileira a violência urbana e a morte de milhares de pessoas todos os anos, quase sempre desejamos impulsivamente o pior fim possível para os criminosos. Entretanto, ressalto, “o amor é benigno”, como diria Paulo. Os ninivitas, na ótica do profeta Jonas, deveriam morrer sem compaixão, devido as muitas atrocidades por eles cometidas contra outros povos. Mas a Deus agradou estender seu braço gracioso e conceder perdão àquela gente. Não deseja fazer o mesmo hoje em favor dos que estão presos? Oremos por eles e levemos a eles o Evangelho que pode de fato e de verdade ressocializá-los e fazê-los mais que cidadãos de bem, cidadãos dos céus! Este foi o compromisso assumido no século 18 por aqueles jovens ingleses apelidados de “O Clube Santo”: John Wesley, Charles Wesley e George Whitefield. Eles oravam juntos, liam a Bíblia juntos, pregavam o Evangelho ao ar livre, mas também visitavam os encarcerados para levar-lhes a mensagem de salvação. Segundo o teólogo Don Thorsen, “Wesley promoveu evangelismo, missões, e vários ministérios sociais. Além de criar escolas e orfanatos para crianças, ele advogou e prol da reforma presidiária e a abolição da escravatura” (2). Imitemos o que é bom!
– Hospitalidade com os estrangeiros (Ex 22,21; Mt 25,35). O mundo vive em nossos dias uma verdadeira crise de imigração. Fugitivos de guerras civis no oriente médio e em países do continente africano buscam refúgio em países europeus ou americanos. Todos os dias os telejornais informam de uma embarcação que afundou nalgum oceano do planeta, enquanto dezenas de pessoas tentavam refugiar-se em outro país onde não há guerra. A igreja deve olhar para essas multidões com a mesma compaixão com que Cristo olhou para as multidões em sua volta, “porque andavam como ovelhas sem pastor” (M 6,34). Devemos orar e estender a mão de auxílio a quem nos pedir, pois independente de cor de pele, etnia e classe social, são nossos semelhantes, que também precisam de um abrigo e de descanso.
– Proteção às mulheres (Ef 5,25; 1Pe 3,7). Jesus foi certamente a pessoa em toda Bíblia que mais conferiu dignidade às mulheres: nasceu de uma pobre virgem de Nazaré; conversou publicamente com uma mulher samaritana; deixou-se ungir por uma mulher pecadora; frequentava regularmente a casa de Maria e Marta; foi ajudado por mulheres ricas; esteve assistido em sua morte por mulheres que lhe acompanharam desde o início de seu ministério; foi visto ressurreto primeiramente por mulheres, e derramou seu Espírito Santo também sobre muitas mulheres, com vistas a também capacitá-las para a maravilhosa obra de Deus! Ao marido é ordenado amar sua esposa sacrificialmente, e também aos homens é advertido não maltratarem suas mulheres, sob pena de terem suas orações interrompidas. Longe de propor uma cultura opressora e machista, embora ressalte o papel de liderança masculina no lar e na igreja (o que não impede a mulher de ter relevante papel na família, na sociedade e na obra do Senhor), a Bíblia enaltece a posição e a função da mulher na família, na igreja e na sociedade! De tal modo que “a mulher sábia edifica a sua casa” (Pv 14.1a)
– Educação dos filhos (Pv 22,6; Ef 6,4). Tanto na Declaração Universal dos Direitos Humanos como na própria Bíblia, encontramos enfatizado o direito proeminente da família sobre o Estado, bem como sua obrigação na educação moral e religiosa dos filhos. Senão vejamos:
“Os pais têm um direito preferencial para escolher o tipo de educação que será dada aos seus filhos” (Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 26, n° 3)
“E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6,4)
Aliás, diga-se de passagem, que o trecho “vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos” também já expressa indiretamente o direito das crianças, tão reivindicado hoje no Estatuto da Criança e do Adolescente. Embora tenha direito de repreender e disciplinar os filhos, nenhum pai tem o direito de provocar-lhes à ira, tratando-os com desrespeito e truculência!
– Trabalho remunerado justamente e respeito na relação patrão-empregado (Ef 6,9; 1Tm 5,18; Tg 5,14). É óbvio que a Bíblia não tem a pretensão de estabelecer a regulamentação do trabalho, inclusive mesmo nos dias do Novo Testamento ainda vemos a prática não totalmente abolida de escravatura (veja-se a carta de Filemon, por exemplo). Todavia, não só a relação senhor e escravo, como também a relação patrão e empregado, devem obedecer rigorosamente princípios bíblicos, de tal modo que o trato humanizado, justo e digno seja conferido ao servo/funcionário e o serviço prestativo, respeitoso e fiel seja oferecido ao senhor/patrão (1Pe 2,18-19; 1Ts 4,6)
Conclusão
Conquanto a maior empreitada da Igreja seja a luta contra o pecado e a evangelização das almas perdidas, ela não pode negligenciar também sua atribuição de ser sal da terra e luz do mundo. Conquanto a pregação deva ser sempre cristocêntrica, ela não pode ser alienada das necessidades reais do ser humano. Não podemos aceitar uma espiritualidade desconectada da humanidade. O Evangelho todo para o homem todo! Assim devemos proclamar e viver.

domingo, 18 de março de 2018

8 DEFEITOS DE UMA PESSOA QUE AFASTA DE DEUS.

Sabe qual é a única pessoa que pode te impedir de viver perto de Deus e de conquistar tudo aquilo que Ele quer para a tua vida? Você. Não é aquela pessoa que faz questão de ser uma pedra no seu sapato, não é o patrão que não te dá oportunidades, nem mesmo o diabo.

Quando nós temos o desejo genuíno de nos aproximarmos de Deus, nada nem ninguém pode nos afastar d'Ele! Apesar disso, existem algumas atitudes erradas que nós podemos ter e que nos afastam de Deus e da Sua vontade para nós. Evite os seguintes comportamentos se você quer ficar bem perto de Deus!

Preguiça

A preguiça pode te impedir de conhecer melhor a Deus

A preguiça pode te impedir de conhecer melhor a Deus

Deus é um Deus de ação e por isso Ele se alegra quando vê que damos passos de fé e estamos prontos a agir. A Bíblia fala claramente contra a preguiça e o mal que ela pode causar nas nossas vidas (Provérbios 6:9-11).

A preguiça não prejudica apenas o nosso desenvolvimento pessoal e financeiro, mas pode ser fatal para a nossa vida espiritual. Por exemplo, a preguiça pode nos impedir de orar e de ler a Bíblia, o que nos deixa frios espiritualmente, ou seja, mais distantes de Deus.

Faça um esforço, estabeleça um plano e separe um tempo para orar e ler a Palavra. Não é sábio querer começar orando e lendo a Bíblia durante 2 horas, mas comece com 10 minutos por dia e vá aumentando aos poucos. Com o passar do tempo, Deus vai trabalhar na sua vida e você vai se sentir mais forte e mais perto d'Ele.

Fofoca

Fofocar é uma atitude reprovável na Bíblia

Fofocar é uma atitude reprovável na Bíblia

A fofoca é falar sobre aspetos da vida de uma ou mais pessoas sem o seu consentimento. Pode ser revelar segredos de alguém ou até mesmo inventar histórias sobre outras pessoas. Essa atitude normalmente causa discórdia e desunião entre as pessoas, e por isso é um pecado perante Deus. Por esse motivo, a Bíblia nos adverte a não fofocar (2 Timóteo 2:16) e a evitar pessoas fofoqueiras (Provérbios 20:19).

Mesmo que uma pessoa esteja cometendo um erro, falar sobre isso nas costas com outras pessoas não vai ajudar nessa situação. Deus conhece a intenção do nosso coração, e se queremos realmente ajudar, podemos falar diretamente com a pessoa, ou então simplesmente orar por ela. Se as nossas palavras não servem para edificar, é melhor não dizer nada (Efésios 4:29).

Inveja

A inveja nos impede de viver o melhor de Deus nas nossas vidas

A inveja nos impede de viver o melhor de Deus nas nossas vidas

A inveja é uma das obras da carne que são descritas em Gálatas (Gálatas 5:21), o que significa que é um pecado e algo que devemos eliminar das nossas vidas se queremos viver perto de Deus. Ter inveja de alguém é querer ter algo que não é nosso, e isso muitas vezes causa um sentimento de desgosto quando alguém é bem sucedido em determinada área da sua vida.

Um dos segredos da felicidade (e a melhor forma para combater a inveja) é o contentamento (Filipenses 4:12). Devemos dar graças a Deus em todas as circunstâncias e não cobiçar as conquistas dos outros. Isso não significa que você não deve lutar para melhorar as suas condições de vida, mas que você tem que aprender a glorificar a Deus mesmo quando as coisas não correm do jeito que você gostaria (Habacuque 3:17-18).

Egoísmo

Deus tem poder para mudar um coração egoísta

Deus tem poder para mudar um coração egoísta

Alguém já te disse: “O mundo não gira à sua volta”? Se a resposta é sim, provavelmente você estava tendo um comportamento egoísta. O egoísmo faz com que pensemos apenas em nós próprios e não nos preocupemos com aqueles que estão à nossa volta.

O oposto de egoísmo é altruísmo e Jesus é o maior exemplo altruísta que podemos ter. Ele não pensou n’Ele próprio, mas pensou em cada um de nós, tendo ido até à cruz, onde morreu pelos nossos pecados, reconciliando com Deus todos os que acreditam no Seu sacrifício.

A Bíblia nos confronta a amar os outros como a nós mesmos (Mateus 22:39) e a considerar os outros superiores a nós (Filipenses 2:3-4). Mas para isso acontecer, temos que amar a Deus em primeiro lugar e deixar que o Seu amor perfeito transforme as nossas vidas, eliminando todos os vestígios de egoísmo.

Ganância

Quem é ganancioso entristece a Deus

Quem é ganancioso entristece a Deus

A Bíblia é muito clara: o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (1 Timóteo 6:10). Algumas pessoas interpretam erradamente esta passagem bíblica, dizendo que “o dinheiro é a raiz de todos os males”. Mas ter dinheiro não é o problema. O dinheiro é algo neutro: pode ser usado para fazer coisas boas ou más.

A Bíblia fala de vários homens com temor a Deus que eram bastante prósperos em termos de bens, como Jó e Abraão. O problema é quando nós amamos o dinheiro em primeiro lugar e não a Deus.

O próprio Jesus disse que não é possível servir a Deus e ao dinheiro (Lucas 16:13). Quando nós amamos o dinheiro, Deus perde a importância nas nossas vidas. Algumas das maiores atrocidades cometidas neste mundo são cometidas graças ao amor ao dinheiro.

Ame a Deus acima de todas as coisas e não deixe o dinheiro controlar a sua vida e sentimentos e dessa forma você estará mais próximo de Deus.

Ira descontrolada

A ira descontrolada e prolongada não é de Deus

A ira descontrolada e prolongada não é de Deus

Um momento de descontrole e ira pode ser suficiente para destruir vidas, a sua e a de outras pessoas. A ira em si não é um pecado, porque a Bíblia diz que é possível nos irarmos sem pecar (Efésios 4:26). Há momentos na nossa vida em que é normal nos irarmos com alguma situação. Até Jesus se irou quando viu que os mercadores faziam negócio na casa do Seu Pai.

O grande problema é quando a ira vem de forma prolongada e descontrolada. Quando a ira controla a nossa vida, nos afastamos de Deus. A mansidão é um dos aspetos do fruto do Espírito e através dela nós podemos impedir que a nossa ira se transforme em pecado.

A Palavra de Deus manda que sejamos pacificadores e mansos com as pessoas à nossa volta (Tito 3:2).

Imoralidade sexual

Quem pratica imoralidade sexual se afasta de Deus

Quem pratica imoralidade sexual se afasta de Deus

O nosso corpo é o templo do Espírito Santo e quando praticamos algum tipo de imoralidade sexual está pecando contra o próprio corpo, profanando a moradia do Espírito Santo (1 Coríntios 6:18-19) e causando uma separação em relação a Deus.

A imoralidade sexual consiste em pecados sexuais. O sexo não é uma coisa má, foi criado por Deus para ser vivido entre duas pessoas casadas. Por ser o criador da sexualidade, Deus determina a maneira correta de ser vivida. Qualquer atividade sexual praticada fora do casamento é imoralidade sexual, ou seja, é pecado.

Precisamos viver cheios do Espírito Santo que nos concede o domínio próprio para conseguir resistir às tentações e fugir da imoralidade sexual.

Idolatria

A Bíblia condena a idolatria

A Bíblia condena a idolatria

Muitas pessoas não entendem o conceito de idolatria, dizendo que idolatria é apenas o ato de adorar alguma imagem ou outro Deus. Mas a verdade é que a idolatria pode ser algo bem mais sutil (e por isso mais perigoso). Idolatria é colocar alguma coisa ou alguma pessoa no lugar de Deus.

Um ídolo não necessariamente é uma estátua, pode ser o seu pai, mãe, marido, esposa, filho, filha, pastor, etc. Qualquer pessoa que assume a importância que só Deus merece ter está originando idolatria nas nossas vidas.

Podemos não nos curvar fisicamente perante outros deuses ou estátuas, mas muitas vezes colocamos a nossa esperança e a nossa confiança em coisas que não são Deus, como a estabilidade financeira ou mesmo a família. Deus não divide a Sua glória com ninguém, porque isso coloque Deus sempre em primeiro lugar na sua vida e Ele acrescentará tudo o resto que você precisar (Mateus 6:33)!

Para refletir

Depois de ler estes defeitos, será que há algum que faz parte da sua vida? Ore e peça a Deus para sondar o seu coração, pois Ele te conhece e quer estar bem perto de você. Se você se identificou em algum desses defeitos, peça perdão e volte para o Pai, que está de braços abertos para te receber!

MARCO ANTÔNIO LANA - TEÓLOGO BÍBLICO E ESCATÓLOGO

sexta-feira, 16 de março de 2018

ÉTICA CRISTÃ, PENA DE MORTE E EUTANÁSIA.



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TEXTO ÁUREO

"O SENHOR é o que tira a vido e a dá; faz descer à sepultura e faz tomar a subir dela." (1 Sm 2.6)

VERDADE PRÁTICA

A pena de morte e a eutanásia violam a soberania divina. A vida foi dada por Deus e, portanto, pertence a Ele.

LEITURA BÍBLICA

Romanos 13.3-5; 1Samuel 2.6,7; João 8.3-5,7,10,11

Romanos 13.3-5
3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.
4 Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.
5 Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.

1Samuel 2.6,7
6 O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.
7 O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta.

João 8.3-5,7,10,11
3 E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério;
4 E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando.
5 E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?
7 E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.
10 E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Mostrar a perspectiva bíblica acerca da pena de morte;
- Expor o conceito e as implicações éticas da eutanásia;
- Conscientizar sobre o aspecto sacro da vida.


I - A PENA DE MORTE NAS ESCRITURAS

O Antigo Testamento prescreve a pena de morte. O Novo Testamento reconhece a existência da pena capital, mas não normatiza o assunto.

1. No Antigo Testamento. No pacto com Noé e na Lei de Moisés a pena de morte aparece como punição retributiva: "sangue por sangue e vida por vida" (Gn 9.6; Êx 21.23). Um dos propósitos era punir com a morte o culpado por assassinato premeditado (Êx 21.12). Essa prescrição não contraria o sexto mandamento, pois o verbo hebraico rãtsah presente na expressão "Não matarás" (Êx 20.13), significa "não assassinarás", isto é, proíbe efetivamente o homicídio doloso ou qualificado.

Então, ao indivíduo era proibido matar, e, quando alguém matava, a lei exigia que o Estado fizesse justiça. Para o devido processo legal ao menos duas testemunhas eram requeridas para a efetivação do processo (Dt 17.6). Assim, a morte do homicida era vista como justiça contra a impunidade. Porém, havia exceções. Quando Davi adulterou e premeditou a morte de Urias, a pena não foi aplicada ao monarca (2Sm 11.3,4,15; 12.13). Neste caso. Deus tratou pessoalmente do pecado do Rei (2Sm 12.10-12).

2. No Novo Testamento.

Aos Romanos, Paulo constata a legalidade da pena de morte e a legitimidade do Estado em usar a espada como punição ao transgressor (Rm 13.4). No entanto, o apóstolo não normatiza a aplicação da pena, não ordena e nem proíbe, apenas reconhece a existência da lei como dispositivo punitivo.
O evangelista João registrou o caso da mulher apanhada em adultério (Jo 8.4). Os escribas e fariseus exigiram o parecer de Jesus sobre a aplicação da pena de morte para a adúltera (Jo 8.5). Entretanto, os acusadores comportaram-se de modo parcial trouxeram somente a mulher para ser julgada, enquanto a lei exigia a presença das testemunhas e também do adúltero (Nm 35.30; Lv 20.10). Cristo se recusou a participar deste juízo temerário e ilegítimo. Absolveu a mulher da punição, a perdoou e a exortou a deixar o pecado (Jo 8.11).

II - EUTANÁSIA: CONCEITOS E IMPLICAÇÕES

1. O conceito de eutanásia.

Etimologicamente a palavra "eutanásia" tem origem em dois termos gregos: eucom o significado de "boa" ou "fácil" e, thánatos, que significa "morte". A junção destes dois termos resulta na expressão "boa morte", também conhecida como "morte misericordiosa".

O vocábulo foi inicialmente usado pelo filósofo inglês Francis Bacon (1561-1627). No sentido técnico, a "eutanásia" significa antecipar ou acelerar a morte de pacientes em estágio terminal ou que estejam padecendo de dores intensas em consequência de alguma doença incurável. É o ato de matar o doente para não prolongar o grave quadro de seu sofrimento e de seus familiares. As formas usadas podem ser classificadas em eutanásia passiva ou ativa. A primeira consiste em desligar as máquinas e aparelhos que mantém o paciente vivo e a segunda requer a aplicação de qualquer droga que possa acelerar o processo de morte.

2. As implicações da eutanásia.

A prática da eutanásia tem implicações de ordem Legal, moral e ética. Nos aspectos legais, a Constituição Brasileira assegura a "inviolabilidade do direito à vida" (Art. 5°). Assim, a "eutanásia" é tipificada como crime no Código Penal Brasileiro (Art. 122). No entanto, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei n° 236/12 (Novo Código Penal) onde o juiz poderá deixar de aplicar punição para quem cometer a eutanásia seja ela passiva ou ativa. Nas questões de ordem moral nos deparamos com a violação do sexto mandamento "Não matarás" (Êx 20.13), e, quando a "eutanásia" é consentida pelo paciente, surge o problema do pecado de suicídio. Pergunta-se ainda:

·         A quem mais interessa a eutanásia? Ao paciente ou ao seu Plano de Saúde?

As motivações parecem ser mais econômicas que humanitárias.

As indagações éticas podem ser assim resumidas:

·         É lícito exterminar pessoas doentes?
·         Quem tem poder para decidir sobre a morte?


III – A VIDA HUMANA PERTENCE A DEUS

1. A fonte originária da vida.

A Bíblia ensina que Deus trouxe o universo à existência (Gn 1,1) e que Ele próprio sustenta todas as coisas (Hb 1,3). Deus não criou somente a matéria, mas criou também toda a espécie de seres vivos, bem como o ser humano (Gn 1.21-27; Cl 1.16).

A humanidade, como obra prima, é uma criação especial e distinta. Deus a criou sua imagem e semelhança (Gn 1.27), característica não dada a outra criatura. A vida humana passou a existir por causa da vontade do Altíssimo, bem como permanece agora: "todas as coisas subsistem por Ele" (Cl 1.17). O Criador tem o controle soberano de toda a vida (Dt 32.39; Lc 12.7), e esta tem origem Nele: "pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração e todas as coisas" (At 17.25). Portanto, o Deus vivo é a fonte originária da vida e só Ele tem autoridade exclusiva para concedê-la ou tirá-la (1Sm 2.6).

2. O caráter sagrado da vida.

A vida humana é sagrada porque a sua origem é divina. Por conseguinte, existe a proibição de alguém tirar intencionalmente a vida de outro ser humano (Êx 20.13). A dignidade da vida humana deve ser protegida e preservada antes e depois do nascimento, desde o momento da concepção até o seu último instante de vida (SI 139-13-16; 116.15). A vida deve ser respeitada e valorizada como dádiva divina (2 Pe 1.3). No caso de alguma enfermidade, o paciente tem o direito de receber tratamento adequado tanto na busca da cura como no alívio de suas dores. Procedimentos dolorosos e ineficazes podem ser evitados a fim de resguardar a dignidade humana, porém, exterminar a vida é uma afronta ao Príncipe da Vida (At 3.15). Se a vida é sagrada por ocasião da concepção, logo, não poderá deixar de sê-La em seu derradeiro dia. Buscar a morte como alívio para o sofrimento é decisão condenada nas Escrituras. Jó, por exemplo, embora sofrendo dores terríveis, reconheceu o caráter sagrado da vida e não aceitou a sugestão de sua esposa em amaldiçoar a Deus e morrer (Jó 2.9). Por fim, o patriarca enalteceu a soberania divina sobre a existência humana (3042.2).

CONCLUSÃO

A vida humana, sua sacralidade e dignidade, têm origem em Deus.
Atentar contra esse dom divino é colocar-se contra a soberania de Deus, o autor da vida. O poder absoluto sobre a vida e a morte pertence a Deus. A atual ideologia que propaga o direito do homem em exterminar a própria vida, ou a do outro, viola o propósito divino (Jo 10.10).

PARA REFLETIR

A respeito do tema "Ética Cristã, Pena de Morte e Eutanásia", responda:

• Para o efetivo processo legal da pena de morte no Antigo Testamento, o que era necessário?
Para o devido processo legal ao menos duas testemunhas eram requeridas para a efetivação do processo (Dt 17.6).

• o que Paulo constatou, segundo a Epístola aos Romanos?
Aos Romanos, Paulo constata a legalidade da pena de morte e a legitimidade do Estado em usar a espada como punição ao transgressor (Rm 13.4).

• Quais implicações a eutanásia tem?
A prática da eutanásia tem implicações de ordem legal, moral e ética.

• O que a Bíblia ensina em relação à fonte originária da vida?
A Bíblia ensina que Deus trouxe o universo à existência (Gn 1.1) e que Ele próprio sustenta todas as coisas (Hb 1.3).

• Segundo a lição, por que a vida humana é sagrada?
A vida humana é sagrada porque a sua origem é divina.