sábado, 29 de março de 2025

COMENTÁRIO BÍBLICO - CARTA DE JUDAS

O livro de Judas é uma epístola breve, mas poderosa, que aborda temas cruciais como a defesa da fé cristã, a promoção da santidade, e a condenação de heresias. O capitulo único deste livro apresenta uma série de advertências contra falsos mestres e uma exortação à perseverança na fé. 

 

O tema central da epístola de Judas  é a defesa da fé verdadeira contra as contestações e distorções que surgem no meio da comunidade cristã. Judas enfatiza:

 

1. A urgência da defesa da fé: A necessidade de estar em alerta e combater a heresia.

 2. Os perigos do pecado: Exemplos históricos que ilustram as consequências de se afastar de Deus.

 3. A esperança da salvação: A certeza de que aqueles que permanecem em Cristo serão preservados.

 

O livro de Judas é geralmente datado entre 70 e 90 d.C. durante um tempo em que as comunidades  cristãs estão cada vez mais ameaçadas por heresias e imoralidades. Judas, Irmão de Tiago e provavelmente meio-irmão de Jesus, escreve para uma audiência cristã que se vê cercada por falsos mestres


Culturalmente, o ambiente era caracterizado por uma mistura de pensamentos filosóficos, que promovia conhecimento secreto e uma dualidade entre o corpo e o espírito, começou a influenciar certas seitas que se diziam cristãs. Judas visa confrontar essa influencia, enfatizando a importância da fé nas verdades fundamentais do cristianismo.

 

No versículo 14,  Judas menciona a profecia de Enoque, que antevê o julgamento de Deus sobre os ímpios. Isto é significativo, pois liga a mensagem de Judas à tradição profética e estabelece um paralelo escatológico entre a condenação do passado e o juízo final que aguarda aqueles que rejeitam a verdade. A inclusão de referências a acontecimentos históricos como a destruição de Sodoma e Gomorra reforça a certeza do juízo divino. 

 

Esse livro podemos dividi-lo em: 

 

1. Saudações ( vs 1-2)

Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo:

 

(v 1) O autor se identifica como sendo Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago. Pelos menos seis pessoas são chamadas por este nome no Novo Testamento, mas o que mais se identifica é o Judas irmão de Tiago, chamado também de “Tiago irmão do Senhor” (Gl 1.19), o mesmo Tiago autor da Carta que leva seu nome. Portanto, o Judas aqui referido tratava-se de um meio irmão de Jesus. O fato de Judas não se identificar como irmão do Senhor Jesus, mas sim como servo, demonstra sua completa sujeição ao Senhorio de Cristo, como também destaca sua condição de humildade.

 

A carta de Judas é destinada aos amados em Deus Pai, e guardados em Jesus Cristo. Esta carta foi, sem dúvida, dirigida a uma igreja local específica, ou mais propriamente a um grupo específico; os que permaneciam fieis a Cristo apesar de todas as influências negativas evidenciadas naquela igreja. A epístola de Judas é a Escritura do Novo Testamento mais desconhecida dos cristãos modernos, o que é muito lamentável, pois a mais bela bênção a ser encontrada em toda a literatura se acha nesta pequena epístola: "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos, ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo, nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém" (Jd 24-25).

 

As expressões “amados em Deus pai e guardados em Jesus Cristo” comportam um significado que vai além da simples força de expressão ou daquilo que elas aparentam possuir: a preposição “em” introduz uma significação mais profunda que serve como ponto de partida para a introdução de todo conteúdo da carta. A preposição “em” coloca a ação na mão de cada crente em vez de Deus: isso é: “aos que permanece no amor de Deus pai” e “se mantém guardados em Cristo”.

 

(v 2) Misericórdia, paz e amor vos sejam multiplicados.

 

Apesar de ser uma saudação aparentemente comum nas cartas dos apóstolos, a presente saudação de Judas (v2) chama a atenção dos seus leitores para a realidade que será revelada no transcorrer de sua breve premissa. A abundância de misericórdia, paz e amor seriam fundamentais para os manterem unidos e firmes no Senhor, como seria fundamental para que socorressem alguns, que dentre eles estavam sendo arrastados para perdição.

 

2. Propósito da escrita (vs 3-4)

 

(v 3) Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para escrever-vos acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos.

 

A maneira como Judas inicia seu comentário revela um aspecto importante do seu propósito de escrever-lhes. Judas parece afirmar que pretendia escrever-lhes uma palavra de consolo, de conforto espiritual ou ainda uma palavra que lhes traria maior convicção quanto a sua salvação em Cristo Jesus, mas que depois de haver estado a par da verdadeira realidade que eles viviam naquele momento foi forçado a escrever-lhes uma palavra de exortação, de despertamento. O tema é “a defesa da fé que uma vês foi dada aos santos” (v 3b).

 

(v 4) Pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor

 

Judas inicia no (v 4) a exposição do problema principal que o levou a escrever aos seus leitores uma palavra de exortação em vez de consolo, “Porque se introduziram furtivamente certos homens”. Estes supostos crentes se destacaram na igreja local em relação aos demais, mas não de forma positiva, relacionando-se a maturidade cristã, ou a edificação espiritual dos mesmos, mas sim, negativamente. Tornaram-se mestres do engano (Da mesma forma, estes sonhadores contaminam seus próprios corpos, rejeitam as autoridades e difamam os seres celestiais. v 8) ou do disfarce. Eram tão peritos nisso que conseguiram formar um grupo de pessoas que não consideravam os principais fundamentos da fé evangélica.

 

Como menciona Judas, àqueles supostos crentes eram homens ímpios, cujo alvo principal era dissolver a graça de Cristo, tornando-a nulo, e o próprio senhorio de Cristo. O termo “dissolução” sempre aparece na Bíblia relacionada às práticas sexuais ilícitas. Em algumas versões como a (NVI) e (Edição Pastoral) ela é traduzida por “libertinagem” na Bíblia de Jerusalém é traduzida por “licenciosidade”. A libertinagem aparece em Gálatas 5.19-21 (Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem, idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.) como uma das obras da carne, ou da natureza humana caída. Em algumas versões ela é também traduzida por “lascívia” ou sensualidade. Esses homens ímpios que haviam se introduzido furtivamente no contexto daquela igreja era homens que estavam envolvidos com práticas sexuais ilícitas, e viviam como se tais práticas fossem normais, invalidando assim a graça de Cristo.

 

O outro alvo daqueles supostos crentes era combater o senhorio de Cristo, rejeitando assim o próprio Jesus. O termo “soberano” aparece traduzido por “dominador” em algumas bíblias; na Bíblia de Jerusalém é traduzido por “mestre”. A palavra é citada juntamente com o termo Senhor, “nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo, portanto não pode ser um sinônimo daquele. Ele tem paralelo com o termo “dominação” que aparece no versículo 8b. Dominação tem o sentido de “poder absoluto”, isso é, não simplesmente alguém que tem autoridade ou que foi revestido de autoridade por outrem superior ao assumir certa posição ou encargo, mas aquele que tem todo poder, e isso só pode ser uma referência ao domínio espiritual de Cristo, sobre tudo e todos, inclusive sobre as autoridades espirituais do mal.

 

3. Exemplo de julgamento (vs 5-7)

 

(v 5) Embora vocês já tenham conhecimento de tudo isso, quero lembrar-lhes que o Senhor libertou um povo do Egito, mas, posteriormente, destruiu os que não creram.

 

Judas introduz aqui o tema referente ao o juízo de Deus sobre esses homens ímpios. Para reforçar sua palavra Judas se utiliza de alguns exemplos encontrados na Bíblia, para que sua palavra não se baseasse em teses ou suposições, mas na Soberana, Infalível e Eterna Palavra de Deus. O primeiro exemplo foi o dos incrédulos do tempo de Moisés que apesar de terem sido testemunhas de todas as maravilhas de Deus realizadas no Egito, não continuaram acreditando em sua providencia no deserto, na posse da terra da Promessa. A expressão “os que não creram” pode ser traduzida por “os que não continuaram acreditando”. Todos os homens incrédulos morreram no deserto, com exceção de Josué e Calebe. No deserto Deus aplicou o juízo sobre eles e foram todos consumidos.

 

(v 6) E aos anjos que não conservaram suas posições de autoridade mas abandonaram sua própria morada, ele os tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande Dia.

 

O segundo exemplo citado por Judas foi o dos anjos que pecaram provavelmente nos tempos de Noé. Esta citação não consta nos livros canônicos, portanto são desconhecidos dos cristãos modernos. Elas foram extraídas segundo os estudiosos do livro apócrifo de Enoque. Pelo que parece este livro era bem conhecido dos contemporâneos de Judas. Ele não cita fonte, simplesmente faz menção do fato. Alguns identificam esse incidente, “a queda destes seres angelicais” com o relato citado em Gênesis 6.1-2 (Quando os homens começaram a multiplicar-se na terra e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas e escolheram para si aquelas que lhes agradaram.) onde os filhos de Deus coabitaram com as filhas dos homens. Desta união mista surgiram os gigantes. No versículo 6 duas expressões chaves se destacam e merecem ser enfatizadas em nosso estudo “não guardaram o seu principado” e “deixaram a sua própria habitação”.

 

A primeira expressão é traduzida na NVI como “não conservaram suas posições de autoridade” e a segunda “abandonaram sua própria morada”. Na ARA é “não guardaram seu estado original” e “mas abandonaram seu próprio domicílio”. Bíblia de Jerusalém “Não conservaram sua primazia” e “Abandonaram suas moradas” As versões ou traduções da Bíblia citadas acima usam termos diferentes para designar as expressões acima, principalmente a primeira.

 

O sentido exato da primeira expressão seria “não guardaram sua posição original de autoridade” e a segunda realmente significa “morada, domicílio, casa”. O versículo 6 deve ser melhor interpretado a luz do versículo seguinte, “De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo.” esta parte do versículo 7 parece sugerir que aqueles anjos aprisionados cometeram o pecado de prostituição. A expressão “ido após outra carne” indica que aqueles anjos procuravam um corpo para possuir e isso ocorreu antes do dilúvio. Quando os filhos de Deus tiveram relações com as filhas dos homens estavam sob influência destes espíritos o que resultou numa mutação genética grandiosa, surgindo assim a raça dos gigantes.

 

(v 7) De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo.

 

 O terceiro exemplo citado por Judas é o de Sodoma e Gomorra e cidades circunvizinhas. O pecado destas pessoas foi tão grave que o Senhor resolveu destruir a todos. O pecado que marcava a vida dos habitantes daquelas cidades eram a prostituição em suas múltiplas formas. O sodomismo é a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo. Este pecado era praticado pelos habitantes de Sodoma, Gomorra e cidades circunvizinhas o que levou Deus a julgá-los com tamanho juízo. O termo sodomismo é derivado de Sodoma a principal cidade da destruição. Aqueles homens ímpios também estavam envolvidos com essas práticas. Por isso Judas fez questão de mencionar o pecado principal que levou Deus a destruir aquelas cidades. Deus não mudou, portanto o mesmo juízo Ele reserva para aqueles que praticam tais iniquidades.

 

4. caracterização dos ímpios (vs 8-10)

 

(v 8) Da mesma forma, estes sonhadores contaminam seus próprios corpos, rejeitam as autoridades e difamam os seres celestiais.

 

Judas afirma que aqueles supostos crentes, eram tão influentes que se tornaram líderes da comunidade, ou mestres. A semelhança dos anjos, estes falsos mestres contaminaram sua carne, e “rejeitavam toda a autoridade e blasfemava das dignidades”. A ARC traz aqui “e rejeitam a dominação, e vituperam as autoridades”. A Bíblia de Jerusalém traduz “desprezam a Autoridade e injuriam as Glórias”; “rejeitam governo e difamam autoridades superiores” (ARA). Edição Pastoral, “desprezando o senhorio de Cristo e insultando seres gloriosos”. Os termos usados pelas versões para traduzir esta frase variam consideravelmente, contudo, podemos encontrar algum paralelismo entre elas. Dentre as versões Bíblicas a que mais se distancia do sentido exato da expressão é sem dúvida a NVI. O primeiro termo “dominação, autoridade” sempre é traduzido no singular e jamais no plural o que torna a NVI menos provável, pois usa a expressão “autoridades”. A melhor das traduções, por apresentar o melhor sentido é a Edição Pastoral, ela traz “desprezando o senhorio de Cristo e insultando seres gloriosos”. Aqueles supostos crentes tinham com missão primordial combater a autoridade de Jesus em sua Igreja. Portanto, rejeitavam tudo que emanasse Dele, sua graça (v 4), bem como as autoridades construídas por Ele, tanto as do mundo físico quanto as dos mundo espiritual.

 

(v 9) Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: "O Senhor o repreenda! "

 

Mas quando o Arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda. Aqueles falsos mestres blasfemavam de tudo inclusive da própria autoridade de Satanás, coisa que nem mesmo o Arcanjo Miguel “príncipe do Povo de Deus” teve a ousadia de fazer, antes recorreu à autoridade maior, aquele próprio que o havia constituído, isso é; Deus. Contudo, não estamos com isso dizendo que Deus constituiu Lúcifer como Tentador, mas como o próprio termo significa, “Anjo de luz”. Apesar de ter se rebelado contra Deus, Lúcifer não deixou de ser uma autoridade constituída por Deus, pois ainda continua sendo servo de Deus, estando sob sua autoridade.

 

(v 10) Todavia, esses tais difamam tudo o que não entendem; e as coisas que entendem por instinto, como animais irracionais, nessas mesmas coisas se corrompem.

 

Quanto menor nossa dependência de Deus, maior será nossa dificuldade em entender as coisas de Deus. Esses mestres estavam totalmente alheios a vida de Deus, por isso eram ignorantes, sem conhecimento, e por isso blasfemavam de tudo. Eram tão insensíveis que nem mesmo as coisas naturais, ou as de alcance comum eram por eles compreendidas, por isso são chamados aqui de animais irracionais, ou bestas. Eram, na verdade, ainda piores que os animais irracionais pois os tais agem geralmente por instinto natural e por isso são previsíveis, aqueles, no entanto, eram totalmente imprevisíveis na prática do mal.

  

5. Exortação à resistência (vs 11-13)

 

(v 11) Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim, buscando o lucro, caíram no erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Corá.

 

Judas cita o nome de três dos principais pecadores ou ímpios da Bíblia, comparando aos falsos crentes que vem tratando.

 

Caim cometeu o primeiro homicídio na Bíblia, levantou-se contra seu irmão e o matou. O que levou Caim a cometer tal prática foi a inveja e ódio que dominava seu coração (Disse, porém, Caim a seu irmão Abel: "Vamos para o campo". Quando estavam lá, Caim atacou seu irmão Abel e o matou. - Gn 4.8). O caminho de Caim é o caminho dos invejosos, ignorantes, homicidas, etc.

 

Balaão era adivinho. Um falso profeta que foi convocado por Balaque para amaldiçoar o povo de Israel (Nm 22). O prêmio de Balaão é o presente oferecido por Balaque para que Balaão amaldiçoasse o povo de Israel. Esse prêmio representa o mercenarismo nas igrejas que leva as pessoas a fazerem a obra de Deus por motivos egoístas.

 

O terceiro personagem ímpio citado por Judas foi Corá. Corá era um levita, trabalhava auxiliando os sacerdotes nos serviços da tenda, mas desejava ser o líder ou chefe do povo em lugar de Moisés e Arão. Este, associando-se a Datã e Abirão, levantaram um grande motim contra Moisés e Arão, desencadeando uma forte rebelião contra Deus e contra sua autoridade constituída. Em seu Juízo contra Corá, Datã, e Abirão, Deus fez com que a terra abrisse sua boca e os consumissem vivos. Quantos aos demais rebeldes Deus fez com que fogo do céu descesse e consumisse a todos (Nm 16.1ss)

 

(vs 12-13) Esses homens são rochas submersas nas festas de fraternidade que vocês fazem, comendo com vocês de maneira desonrosa. São pastores que só cuidam de si mesmos. São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz. São ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos; estrelas errantes, para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas.

 

No versículo (12), Judas torna mais específica a designação daqueles supostos crentes. Ele inicia descrevendo-os apenas como “certos homens (v 4)”, depois como “estes falsos mestres”, e por último como “pastores que se apascentam a si mesmos”. Estes homens ímpios estavam sempre presentes nas festas de fraternidade, e o incrível é que a eles eram dadas sempre a primazia entre os irmãos. Judas usa várias figuras para ilustrar a condição repreensível daqueles homens.

 

1 - Nuvens sem água, que o vento leva de um lado para o outro. Significa a instabilidade daqueles homens.

2 - Árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desraigadas. Significa a vida infrutífera e insensível deles.

3 - Ondas furiosas do mar, espumando as suas próprias torpezas. As águas furiosas fazem sair de si as impurezas pelas espumas espessas, isso representa a impureza moral e espiritual daqueles homens.

4 - Estrelas errantes, para os quais tem sido reservado para sempre o negrume das trevas. As estrelas errantes podem representar os anjos caídos acima mencionados, cuja condenação é irrevogável, mas pode literalmente referir-se aos corpos celestes “astros” dos céus cujo brilho é insignificante por estarem longe do alcance dos raios solares, ou ainda referir-se os pequenos corpos celestes que se desencadeiam de sua orbita e se precipitam na escuridão do abismo.

 

6. Exortação à fé (vs 14-16)

 

(vs 14-15) Enoque, o sétimo a partir de Adão, profetizou acerca deles: "Vejam, o Senhor vem com milhares de milhares de seus santos, para julgar a todos e convencer a todos os ímpios a respeito de todos os atos de impiedade que eles cometeram impiamente e acerca de todas as palavras insolentes que os pecadores ímpios falaram contra ele".

 

Aqui mais uma vez Judas se utiliza de uma fonte apócrifa conhecida como o “livro de Enoque”. Sem dúvida, também era uma literatura de gênero apocalíptica, de muita circulação naqueles dias. O evento aqui mencionado é uma referência ao segundo advento de Cristo, designado pelo título de segunda fase da segunda vinda ou vinda gloriosa de Cristo que se dará no fim da grande Tribulação para exterminar os inimigos de Israel e implantar o Reino milenar. Os santos mencionados na profecia de Enoque é sem dúvida, a igreja, que antes foi arrebatada para estar com Cristo e agora aparece triunfante com Ele. Alguns, no entanto, prefere identificar esses santos como sendo anjos a serviço Senhor dos senhores e Rei dos reis, Jesus. Contudo, isso parece ser improvável pelo fato de este evento ser de Juízo, Condenação e Triunfo. Paulo diz que os crentes um dia seria dado o privilégio de julgar as nações e mesmos os anjos. Este é, sem dúvida, um dos textos na Bíblia que anuncia o triunfo de Cristo com sua igreja.

 

(v 16) Essas pessoas vivem se queixando e são descontentes com a sua sorte, seguem os seus próprios desejos impuros; são cheias de si e adulam os outros por interesse.

 

Judas torna a mencionar as características negativas daqueles supostos mestre e acrescenta ainda que eram aduladores ou bajuladores para alimentar suas intenções egoístas. Viviam uma vida de aparente piedade, mas negavam a eficácia dela.

 

7. Encaminhamento dos fieis (vs 17-23)

 

(vs 17-19) Todavia, amados, lembrem-se do que foi predito pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles diziam a vocês: "Nos últimos tempos haverá zombadores que seguirão os seus próprios desejos ímpios". Estes são os que causam divisões entre vocês, os quais seguem a tendência da sua própria alma e não têm o Espírito.

 

Judas recomenda seus leitores a recordar solenemente das palavras ou advertências dos outros apóstolos quanto à manifestação destes falsos doutores. Seriam homens escarnecedores que andariam segundo seus desejos pervertidos. Eram elementos estranhos no seio da igreja e responsáveis por destruir a unidade da igreja.

 

Vs 20-21). Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna.

 

Judas apresenta a conduta que os verdadeiros servos de Deus deveriam adotar para não serem também alvos daquelas armas ardilosas. 

 

1. Através do crescimento espiritual ou exercício da fé cristã.

2. Através da constante dependência do Espírito Santo ou entrega pessoal a ele.

3. Mantendo-se firme no amor de Deus.

4. Confiando inteiramente na misericórdia de Cristo e sua promessa de salvação.

 

Estes dois últimos pontos trazem a memória o tema já anteriormente apresentado por Judas em sua saudação (v 2), que como já dissemos era uma preparação ao assunto que seria proposto. A defesa da fé e uma urgente missão de resgate. Isso só seria possível através das virtudes acima mencionadas.

 

(v 22- ) Tenham compaixão daqueles que duvidam; salvem outros, arrebatando‑os do fogo; a outros, ainda, mostrem misericórdia, com temor, odiando até a roupa contaminada pela carne.

 

Judas menciona um dos propósitos que o levou a escrever aquela carta. Tratava-se de uma missão de resgate urgentíssima em prol de um pequeno grupo que pela influência dos falsos pastores ou mestres estavam em cima do muro. Estavam confusos, duvidosos, e não sabiam mais como e por quem decidir. Esses, com certeza, não eram os homens ímpios que haviam se introduzido furtivamente entre eles (v 4), para Judas estes não são dignos de arrependimento pois sua condenação já havia sido sentenciada e aguardava apenas o momento propício para ser manifestada. Os que aqui são descritos como “duvidosos” eram os que não possuíam muito discernimento para aprovar ou reprovar a conduta e os ensinos daqueles falsos mestres e, portanto, carecia urgentemente de orientação espiritual para terem condições de decidir pela verdade. Eles estavam correndo um grande risco, se não fossem socorridos a tempo entrariam na mesma condenação daqueles falsos mestres.

 

A expressão “e de outros tende misericórdia com temor” refere-se sem dúvida aqueles que poderiam ser alvos dos ensinos daqueles falsos mestres em toda parte. Os leitores de Judas deveriam tanto resgatar os que se haviam desviados da fé como prevenir os que estavam de pé. A famosa frase “abominando até a túnica manchada pela carne”, refere- se à renúncia pessoal de cada crente em prol daquela causa que poderia custar o próprio sangue ou a própria vida ou ainda os maiores flagelos possíveis, a semelhança daqueles que haviam padecido grandemente por causa da obra de Deus, como o próprio Jesus, Tiago, Estevão, Paulo e muitos outros anônimos cujos nomes não foram registrados na Bíblia, mas que com certeza eram conhecidos dos leitores de Judas.

 

 8. Conclusão e louvor (vs 24-25)

 

(vs 24-25) Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém.

 

Como já mencionamos no início, aqui podemos encontrar a mais bela de todas as bênçãos relacionadas na bíblia. Ela menciona o ato de Deus de preservar o crente da queda espiritual e a sua providência em nos conduzir ao seu futuro reino celestial.

 

Aplicação Prática:

 

Os ensinamentos de Judas são ainda relevantes  e aplicáveis hoje. Entre as aplicações  práticas  destacam-se:

 

1. Vigilância - Como cristãos, devemos estar atentos a ensinamentos que distorcem a verdade. É importante  estudar as Escrituras e conhecer a doutrina para podermos discernir  o certo e o errado.

2. Compromisso com a santidade -  Judas nos chama a viver de maneira  digna da vocação que recebemos, buscando, sempre a pureza e a santidade em nossas vidas.

3. Ação em comunidade - A palavra de Judas também nos lembra da importância de estarmos unidos  na fé, ajudando uns aos outros a resistir  as tentações e dúvidas.

 

Curiosidades - 


Menção de Enoque - O uso de uma profecia atribuída a Enoque, um personagem que aparece somente em Gênesis e em textos apócrifos, destaca a diversidade da tradição oral de judaica que permeava a cultura cristã primitiva. 


Semelhança com 2 Pedro - Há considerável sobreposição temática entre Judas e a segunda carta de Pedro, com ambos abordando questões de falsos mestre e suas consequências. 

sábado, 22 de março de 2025

Quem Foi Isbi-Benobe na Bíblia?

Isbi-Benobe foi um guerreiro filisteu que descendia dos gigantes. A breve história de Isbi-Benobe ficou conhecida na Bíblia pelo fato de ele quase ter conseguido matar o rei Davi durante uma batalha. Inclusive, depois desse embate contra Isbi-Benobe, Davi acabou sendo aconselhado pelos líderes militares a não ir mais à guerra liderando as tropas israelitas.

 

O nome Isbi-Benobe provavelmente indica alguém que habitava em Nobe. Porém, alguns intérpretes chamam a atenção para a possibilidade de este não ser um nome pessoal. Isso porque o nome Isbi-Benobe, no hebraico Yishbi-Benob, é a vocalização da leitura corretiva do texto proposta pela tradição massorética, conhecida como Qere.

 

Para quem não sabe, o texto bíblico hebraico é consonantal, ou seja, formado apenas por consoantes. Então, estudiosos judeus medievais que trabalharam para preservar o texto bíblico, adicionaram sinais ao texto original para indicar como ele deveria ser lido ou pronunciado corretamente. Por isso, o Qere basicamente é “como o texto deve ser lido”, enquanto o texto hebraico consonantal da forma como foi originalmente escrito, ou seja, sem esses sinais ou vocalizações dos massoretas, é conhecido como Kethib.

 

Essa questão, algumas vezes, pode mudar a interpretação de uma determinada passagem bíblica. No caso particular de Isbi-Benobe, a leitura do texto com os apontamentos dos massoretas parece favorecer a ideia de que este seja um nome pessoal. Porém, o texto hebraico como originalmente foi escrito, também pode ser entendido como que se referindo apenas a um grupo genérico de filisteus provenientes de Nobe, dentre os quais havia um guerreiro descendente de Rafa, e cuja ponta de sua lança pesava quase quatro quilos. Perceba que se esse entendimento for adotado, então o guerreiro em questão é anônimo no registro bíblico.

 

O embate entre Isbi-Benobe e Davi

 

Todos conhecem a história de como Davi derrotou Golias, o gigante que desafiou Israel em nome dos filisteus. Mas nem todos sabem que tempos depois, foi a vez de Davi quase ser morto por outro gigante.

 

Conforme explicado, apesar de não se ter total certeza a respeito de seu nome, é amplamente aceito entre os intérpretes de que, de fato, Isbi-Benobe era mesmo um homem de grande estatura. O texto bíblico diz que ele era descendente de Rafa (2 Samuel 21:16).

 

A maioria dos comentaristas concorda que esta é uma referência aos refains, que eram um grupo de gigantes. Inclusive, no texto bíblico o termo “refains” também pode se referir aos emins, zanzumins e anaquins. Essas pessoas, conhecidas por sua grande estatura, foram expulsas durante as conquistas de Josué, mas parece que alguns de seus representantes se estabeleceram entre os filisteus.

 

Apesar das poucas informações bíblicas sobre Isbi-Benobe, é fácil concluir que ele era um guerreiro habilidoso. O texto bíblico diz que ele usava armas novas, e a ponteira de bronze de sua lança pesava mais de três quilos. Curiosamente, a ponta da lança do gigante Golias pesava o dobro disso.

 

De acordo com o escritor bíblico, Isbi-Benobe atacou o rei Davi e esteve a ponto de quase matá-lo. Àquela altura Davi já estava esgotado pela batalha. Então, Abisai, o sobrinho de Davi que também era um dos seus guerreiros valentes, socorreu o rei e matou o gigante filisteu.

 

O texto bíblico não se preocupa em datar essa batalha em que Isbi-Benobe quase derrotou Davi. Alguns acreditam que essa guerra deva ter ocorrido ainda no início do reinado unificado de Davi, talvez antes de Jerusalém ter se tornado a capital política e religiosa do reino de Israel. Já outros acreditam que essa batalha deva ter ocorrido num tempo posterior, quando o rei Davi talvez já estivesse mais envelhecido.

 

O impacto do confronto entre Davi e Isbi-Benobe

 

Fica claro no texto bíblico que Davi escapou por pouco contra Isbi-Benobe. Mas a ação rápida de Abisai, o irmão de Joabe, também significou mais uma demonstração da providência divina em proteger o rei conhecido por ser um homem segundo o coração de Deus.

 

Conduto, o susto naquela batalha fez com que os homens de Davi não permitissem mais que ele voltasse a lutar. Os comandantes israelitas observaram a vulnerabilidade do rei e concluíram unânimes que Davi era muito valioso à nação para ser posto em risco nos campos de batalha. Eles declaram, então, que aquele teria sido o último embate militar em que Davi havia atuado como comandante.

 

A linguagem simbólica empregada nesta parte do texto bíblico é notável: Davi é descrito como a “lâmpada de Israel,” uma metáfora ricamente enraizada no contexto litúrgico e espiritual do povo hebreu. Os servos de Davi se preocupavam que essa lâmpada se apagasse, ou seja, eles temiam que o rei fosse morto numa batalha e com isso sua dinastia desaparecesse (2 Samuel 21:17).

 

Esta imagem da “lâmpada” faz eco ao candelabro perpetuamente aceso no santuário, que servia como um símbolo da constante presença e favor de Deus. Ao designar Davi como a “lâmpada de Israel”, o texto sugere não apenas que ele era a figura central na estrutura política e religiosa da nação, mas também o veículo através do qual a aliança divina é mantida e suas bênçãos derramadas sobre todo o povo (cf. 1 Reis 11:36; 15:4; 2 Reis 8:19; 2 Crônicas 21:7).

 

Além disso, essa metáfora da lâmpada designava Davi não apenas como aquele que, no papel de líder do povo, era responsável por manter acesa a luz da dependência e do favor divinos em Israel, mas também como aquele que servia como o meio pelo qual essa luz era projetada para iluminar e abençoar as nações circundantes (cf. 2 Samuel 22.29).

 

Depois, a história bíblica confirma que o Messias prometido veio da casa de Davi. Em Jesus Cristo são cumpridos todos os símbolos e promessas prefigurados em Davi e sua dinastia. Jesus é a verdadeira Luz do mundo capaz de iluminar aqueles que andam em trevas. Essa Lâmpada nunca se apagará, e seu reino jamais terá fim.

domingo, 16 de março de 2025

O que é o pecado para Deus segundo a Bíblia

Pecado é não estar em conformidade com o padrão de Deus, seja em estado, disposição ou ação. Pecar significa transgredir a lei de Deus, "errar o alvo".

 

O pecado atingiu toda a humanidade desde Adão e Eva e, ao longo da Bíblia, pode ser entendido de duas maneiras: estado de pecado (escravidão) e ações pecaminosas (prática do pecado). O pecado tem consequências e deve ser punido para cumprimento da justiça. Mas Deus oferece solução para o problema do pecado: concedendo perdão através de Jesus Cristo.

 

O pecado é um dos temas centrais da Bíblia. Por isso, entender o que é pecado é essencial para a fé cristã. Além disso, reconhecer e se arrepender são chaves para avançar na caminhada com Deus de forma plena e saudável.

 

Origem do Pecado

 

Pecado não existe por si, ou seja, não existe uma entidade que se chama "Pecado" que luta contra Deus, como um igual. Mas o pecado é justamente a negação da vontade de Deus. A Bíblia relata o primeiro pecado da humanidade e a história de como Deus tratou desse problema desde então. Assim, as Escrituras tanto registram o primeiro pecado, como traduzem a resposta progressiva de salvação do domínio das trevas.

 

Segundo a Bíblia, entendemos que o pecado teve duas origens: a origem nos anjos e a origem na humanidade.

 

Pecado dos Anjos

 

Quem primeiro pecou contra Deus foi Satanás, na rebelião dos anjos (2 Pedro 2:4). Não sabemos exatamente o momento da queda dos anjos, mas teria provavelmente ocorrido antes do pecado de Adão e Eva, porque o próprio Satanás estava lá para tentá-los (Apocalipse 12:9), já em rebelião contra Deus.

 

Pecado na Humanidade

 

Entre os humanos o pecado entrou em ação quando Adão e Eva fizeram o que Deus tinha proibido: comeram o fruto do conhecimento do bem e do mal (Romanos 5:14). Ainda que tenha sido Satanás que os seduziu a fazerem isso, a culpa é do casal.

 

Quando o pecado entrou na humanidade, todos os humanos passaram a ser culpados do pecado, e indiscutivelmente todos pecaram contra Deus (Romanos 5:12). Além disso, não existe uma pessoa que não peque ou que possa resistir ao pecado em todas as ocasiões (com exceção de Jesus).

 

A natureza e o estado do pecado

 

A natureza do pecado se traduz na ofensa direta contra Deus. É a disposição natural humana de se afastar de Deus e de seus conselhos. É a falha em seguir o caminho proposto por Deus, desviando-se para viver noutro rumo, conforme a sua própria maneira. O estado de pecado é essa condição (carne), que abrange a todas as pessoas universalmente. Todos temos pecado (1 Jo. 1:8), estamos condicionados a essa natureza pecaminosa.

 

Escravidão do pecado

 

A escravidão pelo pecado é o estado em que todas as pessoas nascem e se encontram naturalmente após Adão (Romanos 3:10-12). Nesse estado as pessoas estão servindo a Satanás (Efésios 2:1-2), o príncipe deste mundo, de forma inconsciente.

 

Mesmo quando nascemos, é dito que estamos mortos em espírito, pois estamos separados de Deus e condenados pelo nosso estado de servidão ao pecado.

 

Como está escrito:

 

"Não há nenhum justo, nem um sequer” - Romanos 3:10

 

“Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados” - Efésios 2:1

 

Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida”. - Romanos 6:17

 

Atos pecaminosos

 

Os atos de pecado são atitudes específicas que ofendem a Deus e às pessoas. São atitudes ou práticas que Ele proíbe expressamente.

 

Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus”. - Gálatas 5:19-21

 

Deus criou todas as coisas e nele não habita nenhum mal ou trevas. Como Criador, estabeleceu regras e padrões de como a vida deve ser vivida. Portanto, todo e qualquer desvio dessa norma é uma ofensa contra o Criador de todas as coisas.

 

Além de ofender a Deus, a prática do pecado também é maléfica para as pessoas que praticam e para outros ao seu redor. Por exemplo, a mentira ofende a Deus (que é a Verdade), ofende a quem recebeu a mentira e prejudica o próprio mentiroso.

 

Dessa forma podemos nos assegurar que o viver santo, de acordo com a vontade de Deus, é o melhor para todas as pessoas.

 

O conhecimento do pecado

 

Conhecer o pecado é essencial para a vida cristã. Listas como as descritas pelo apóstolo Paulo aos Gálatas (mencionado acima), ou 2 Timóteo 3:2-4 nos ajudam a ter bem claro contra o que estamos a lutar todos os dias.

 

Justamente para conhecermos o pecado é que Deus deu a Lei do Antigo Testamento. A Lei não oferecia salvação, como Jesus oferece. Mas é graças a ela que podemos reconhecer nossos pecados, e entender o quão longe estamos do padrão de excelência e santidade de Deus. O apóstolo Paulo é testemunha disso quando diz que:

 

De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da Lei”. - Romanos 7:7

 

Assim, a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé”. - Gálatas 3:24

 

Solução para o pecado

 

O pecado inclui estados de depravação, culpa, incapacidade humana, condenação e consequentemente de morte. A cobiça interior atrai, seduz e gera o pecado. E quando este é praticado, gera a morte Tiago 1:14-15. O salário do pecado, seu pagamento justo e devido é a morte (física e espiritual), deixando o pecador longe da presença de Deus eternamente.

 

Mas Deus, pelo seu amor e misericórdia (Efésios 2:4-6) resolveu o problema do pecado que nos subjugava:

 

Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz”... - Colossenses 2:13-14

 

A vitória de Cristo Jesus

 

Desde o momento em que o pecado entrou na Criação, Deus teve um plano de redenção. Ao enviar seu Filho, a segunda pessoa da Trindade, para se sacrificar por toda humanidade.

 

Paulo diz que Jesus é um segundo Adão, pois assim como por meio de Adão as pessoas encontraram a morte espiritual, por meio de Cristo as pessoas encontram Vida e a entrada para a Eternidade.

 

“Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. De fato, muitos morreram por causa da transgressão de um só homem, mas a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só, Jesus Cristo, transbordou ainda mais para muitos”. - Romanos 5:15

 

A luta diária

 

Ao invés de sermos escravizados pelo pecado, agora devemos nos sujeitar a Cristo e entregarmos nossa vida em "escravidão" a Ele.

 

Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça”. - Romanos 6:17-18

 

Cristo nos libertou da escravidão do pecado. Mas isso não significa que os cristãos se tornam perfeitos em conduta. Ou seja, o cristão, ainda peca. Porém, o pecado deve lhe causar constrangimento e lamento, e ele deve se arrepender naturalmente.

 

O apóstolo Paulo escreveu sobre sua luta interna contra o pecado, e isso nos ensina muito sobre a nossa própria relação com o pecado:

 

“Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a Lei é boa. Nesse caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo”. - Romanos 7:14-18

 

O pecado não nos domina mais, mas habita em nós. A vida cristã passa a ser uma luta constante contra o pecado, tendo como objetivo a santidade. Deus exige que nós andemos como Jesus andou, e Ele foi perfeito em tudo. 

 

A vida de santidade e de boas obras agrada a Deus e transmite Seu caráter através da nossa vida!

 

Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam”. - Gálatas 5:16-17

 

Se tropeçarmos na nossa caminhada, e certamente iremos tropeçar, devemos confessar a Deus. Ele nos exige santidade, mas é bondoso para nos perdoar quando pecamos.

 

O apóstolo João deixa claro, que ainda pecamos, mas quando pecarmos devemos confiar em Jesus Cristo:

 

Meus filhinhos, escrevo a vocês estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”. - 1 João 2:1

sábado, 15 de março de 2025

Qual o Significado da Armadura de Deus?

A armadura de Deus é a completa virtude espiritual provida por Deus aos crentes a fim de capacitá-los para a guerra contra as forças do mal. A ordem bíblica é para que os cristãos estejam revestidos de toda a armadura de Deus. Através do estudo bíblico do capítulo 6 da Epístola aos Efésios, podemos estar conhecendo a armadura de Deus da forma correta (Efésios 6:10-20).

A expressão “armadura de Deus” traduz uma palavra grega que se refere ao equipamento completo de um soldado de infantaria. A palavra para armadura no texto é o grego panoplia que vem de pan, que significa “toda”, e hopla, que significa “armas”. Por isso o apóstolo Paulo enfatiza que os crentes devem tomar “toda a armadura de Deus”. Essa armadura espiritual é formada por diferentes elementos, mas é também uma perfeita unidade.

Isso significa que no ensino bíblico não faz sentido usar apenas uma ou outra arma espiritual e desprezar as demais. Ou alguém está vestido com toda a armadura de Deus ou está completamente vulnerável aos ataques de Satanás.

 

Por que devemos vestir a armadura de Deus?

Devemos estar vestidos de toda a armadura de Deus porque cada cristão verdadeiro está envolvido em uma intensa batalha espiritual. Antes de falar especificamente sobre a batalha espiritual que todo crente está envolvido, Paulo já havia falado algumas coisas fundamentais que nos ajudam a entender por que é necessário que o crente esteja vestido de toda armadura de Deus.

Primeiro, ele falou sobre a beleza do plano eterno e soberano de Deus para a salvação. Depois, ele falou sobre a posição da Igreja em Cristo; destacando as bênçãos e os privilégios desfrutados pelo salvos, bem como os deveres em sua caminhada na fé em direção à santidade em todas as esferas da vida através da capacitação do Espírito Santo.

Mas Paulo também explica que tudo isso não seria algo fácil e sem oposição. Os crentes seriam desafiados e teriam que provar dia após dia que realmente foram chamados por Deus. A vida cristã não se resume apenas às bênçãos da salvação, mas também inclui nossa posição contra os desejos pecaminosos da carne e as forças espirituais das trevas.

Satanás e seu exército demoníaco se dedicam completamente a fazer oposição a Cristo e seu povo. As forças do mal querem destruir a obra de Deus. A realidade dessa guerra não pode ser subestimada. Não se trata de uma simples luta contra meros seres humanos. O apóstolo Paulo diz que “nossa luta não é contra carne e sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Efésios 6:12).

Isso explica perfeitamente por que devemos estar vestidos com a armadura de Deus. Sem essa armadura providenciada pelo Senhor não temos qualquer chance nessa guerra. O texto bíblico explica a importância fundamental dessa armadura para a vida cristã.

Por duas vezes o texto diz: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderes ficar firmes contra as ciladas do diabo”; e: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Efésios 6:11,13).

 

O que significa vestir toda a armadura de Deus?

 

A Bíblia diz que estar vestido de toda a armadura de Deus significa estar fortalecido no Senhor e na força do seu poder (Efésios 6:10). Revestir-se da armadura de Deus implica em viver a vida cristã da forma correta e plena; significa estar de pé no poder sustentador de Deus.

À parte de Cristo, o cristão nada pode fazer. A fonte do poder do cristão é o próprio poder de Deus (João 15:1-5). As Escrituras revelam claramente o quão infinito é o poder de Deus. Mas o que Paulo quer dizer com “a força do seu poder”? Nessa expressão o apóstolo basicamente usa as mesmas palavras de quando ele fala sobre o poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos; bem como ressuscitou os crentes de seu estado de morte espiritual (Efésios 1:19; 2:4-6).

Então vestir toda a armadura de Deus é buscar esse poder de Deus, e ser infundido por ele. O mesmo apóstolo certa vez disse: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). Esta declara explica de forma prática o que significa revestir-se da armadura de Deus. Somente alguém vestido com toda a armadura de Deus pode dizer algo assim.

 

A importância da armadura de Deus

Dissemos que vestir a armadura de Deus significa estar apto, pelo poder e virtude do Senhor, a resistir aos ataques malignos. Essa verdade reforça a ideia de que precisamos conhecer muito bem o contexto em que usamos a armadura de Deus.

Em primeiro lugar, foi Cristo quem derrotou definitivamente Satanás e conquistou na cruz o poder do pecado e da morte (Romanos 5:18-21; 1 Coríntios 15:56,57; Hebreus 2:14). Portanto, lutamos numa guerra cuja vitória já foi conquistada.

Em segundo lugar, apesar de ser um exército derrotado, as forças das trevas se empenham em causar o máximo de estrago possível antes de sua ruína final no dia do glorioso retorno de Cristo. Satanás e os demônios não podem escapar do destino que já lhes foi decretado por Deus. Por onde quer que vão eles arrastam sobre si a maldição do juízo divino. Mas enquanto eles caminham para o local de sua condenação eterna, eles atacam os soldados do Reino de Deus.

Então vestidos da armadura de Deus, nosso papel é semelhante a um soldado que monta guarda num território conquistado. A luta do crente é fundamentada na vitória conquistada por Cristo. Por isso Paulo é enfático ao falar: Estais firmes! Resistam! Vigiem e perseverem! (Efésios 6:10,13,14,18). Mas não confunda isto com um papel meramente passivo e defensivo. Em sua resistência os crentes se defendem, mas também atacam. É uma resistência ofensiva que faz com que o inimigo fuja em retirada (Tiago 4:7).

Além disso, vestir-se da armadura de Deus também é algo que inclui tanto a soberana graça de Deus como a responsabilidade humana. É o crente quem deve vestir-se com essa armadura; é o crente quem deve usá-la completamente em sua vida diária. Contudo, Deus é quem providenciou essa armadura; Ele é quem forjou essas armas e como uma dádiva Ele entregou sua armadura aos seus filhos. Por isso sem o poder divino, ninguém é capaz de usar a armadura de Deus.

 

Os elementos da armadura de Deus

O apóstolo Paulo usou certas armas que equipavam um soldado da infantaria nos tempos antigos como figura das armas espirituais que equipam os crentes. É possível que ele tivesse em mente um soldado romano; embora o equipamento pessoal de guerra dos romanos em sua época tivesse algumas pequenas diferenças da armadura que ele descreve.

Por isso que alguns comentaristas dizem que provavelmente Paulo tenha combinado essa figura do soldado romano com algumas referências do Antigo Testamento que retratam Deus, ou o Messias, como um guerreiro. Por exemplo: o profeta Isaías fala de Deus vestido de justiça como de uma couraça, e com o capacete da salvação na cabeça (Isaías 59:17; cf. Isaías 11:5; 49:2). De forma maravilhosa e extraordinária, Paulo explica que agora Deus dá aos crentes essas armas.

Outra questão discutida sobre a armadura de Deus é como devemos entender o seu caráter. Há duas interpretações. A primeira diz que a armadura de Deus deve ser vista como sendo o próprio Cristo e tudo aquilo que Ele conquistou na cruz em nosso favor. Então a armadura de Deus são os méritos de Cristo imputado por Deus em nós.

Nesse aspecto vestir a armadura de Deus é vestir-se do próprio Cristo. Por exemplo: vestir a couraça da justiça é vestir-se da justiça de Cristo; vestir o cinturão da verdade é vestir-se da verdade de Cristo etc.

A segunda interpretação diz que a armadura de Deus deve ser vista como um conjunto de virtudes morais que os crentes devem demonstrar em suas vidas a fim de não dar ocasião ao diabo. Por exemplo: vestir a couraça da justiça significa ter uma conduta de vida reta e justa.

A primeira interpretação sem dúvida parece ser a que melhor se harmoniza ao contexto; afinal, Paulo diz que os crentes devem ser fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Conduto, a segunda interpretação não deve ser completamente anulada. Isto porque aquele que está vestido da justiça de Cristo, por exemplo, necessariamente procurará ter uma vida caracterizada pela retidão. Então a segunda pode ser vista como uma consequência da segunda.

 

Cinturão da verdade

O primeiro elemento da armadura de Deus citado por Paulo é o cinturão da verdade. Ele diz: “Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade” (Efésios 6:14). Aqui o apóstolo tinha em mente o cinturão de couro que os soldados usavam. Esse cinturão protegia a região do baixo abdômen e tinha papel fundamental para todo restante da armadura. Ele prendia a túnica do soldado, sustentava a couraça e servia de suporte para a espada.

Na armadura de Deus, essa verdade não é outra senão a verdade de Cristo; a veracidade do Evangelho. O próprio Jesus declara: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará “; e ainda: “Eu sou o caminho a verdade e a vida“ (João 8:33; 14:6).

Vestir o cinto da verdade é se vestir da verdade de Cristo. É ter sua vida sustentada pela verdade da Palavra de Deus. Consequentemente, aquele que está vestido da verdade de Cristo também terá uma vida marcada pela autenticidade, pela sinceridade. Ele jamais apoiará o engano.

 

Couraça da justiça

Após falar do cinturão da verdade, Paulo diz que o crente deve vestir a couraça da justiça (Efésios 6:14). A couraça era um traje feito de metal ou um combinado de couro duro, e que protegia o tronco do soldado, onde estavam o coração e outros órgãos vitais.

Como já foi exemplificada aqui, a couraça da justiça fala da própria justiça de Cristo imputada no crente. Mas essa justiça imputada obviamente irá conduzir o crente a uma justiça prática e diária. Saiba mais sobre a couraça da justiça.

 

Calçados com o Evangelho da paz

Paulo diz: “Calçai os pés com a preparação do Evangelho da paz” (Efésios 6:15). Os soldados romanos usavam calçados feitos de couro duro com o solado cravejado com pregos agudos. Esses calçados davam estabilidade ao soldado, pois se prendiam ao chão.

Ao usar a analogia do calçado do soldado como figura da prontidão do Evangelho da paz, o apóstolo fala da segurança, da confiança e do conforto que há nas boas-novas da reconciliação com Deus pela obra de Cristo. O crente só pode lutar na batalha espiritual se tiver em paz com Deus através de Cristo.

 

Escudo da fé

O crente deve estar embraçando sempre o escudo da fé, com o qual ele poderá apagar os dardos inflamados do Maligno (Efésios 6:16). Paulo aqui usa a figura do escudo romano oval e retangular que tinha pouco mais de um metro de altura. Ele era grande o suficiente para cobrir todo o corpo do soldado que se encolhia atrás dele.

Esses escudos muitas vezes eram umedecidos para poder apagar as flechas incendiárias lançadas pelos inimigos. Paulo compara essas flechas que causavam grande estrago com as tentações lançadas por Satanás contra os crentes. Mas a plena confiança em Deus e em Sua Palavra é um escudo eficaz contra essas setas. A fé viva, verdadeira, contínua e inabalável é o escudo forte do crente.

 

Capacete da salvação

O texto bíblico diz que o crente deve tomar o capacete da salvação (Efésios 6:17). Nem é preciso explicar o quão importante é o capacete para um soldado num campo de batalha. Na armadura de Deus, o capacete é o capacete da salvação.

Um dos principais intentos de Satanás é lançar dúvidas quanto à salvação do crente. Mas equipado com o capacete da salvação, o Cristão permanece firme nas promessas de Deus acerca da segurança eterna de sua salvação.

 

Espada do Espírito

Vestido com o capacete da salvação, o crente também deve estar empunhando a espada do Espírito. Naquele tempo, a espada era a arma mais eficaz de um soldado da infantaria. Nenhum soldado ia para o campo de batalha sem portar uma espada.

Assim também deve ser o crente na batalha espiritual. O tipo de espada usada por Paulo em sua analogia era uma arma curta e letal, usada tanto para se defender quanto para atacar. O próprio apóstolo claramente explica que a espada do Espírito é a Palavra de Deus (Efésios 6:17).

 

Como vestir e usar a armadura de Deus?

O apóstolo Paulo termina sua analogia sobre a armadura de Deus ensinando como o cristão pode vestir essa armadura. Ele diz que é somente por meio de te uma vida de oração que o crente pode estar devidamente equipado com a armadura de Deus e pronto para a guerra espiritual.

Já dissemos que o cristão nada pode fazer por suas próprias forças. A fonte de sua força é o poder do próprio Deus. Assim como um soldado deve estar em completa comunhão com seu comandante através de uma comunicação apropriada, o crente deve estar em plena comunhão com Deus através da oração.

O apóstolo ainda é bem específico em falar sobre como deve ser a vida de oração do soldado de Deus. Ela deve incluir orações e súplicas, isto é, uma variedade que inclui adoração, ação de graças, confissão, intercessão e petição. Quanto à frequência, ela deve ser em todo tempo.

A vida de oração daquele que veste a armadura de Deus deve ser no Espírito. Isso significa que a oração do crente deve estar submissa e alinhada à vontade de Deus. Paulo ainda aponta a vigilância como o modo que caracteriza a vida de oração do cristão, e fala da necessidade da perseverança.

Então vestido da armadura de Deus, os alvos da oração do crente deve ser “todos os santos” (Efésios 6:18). Num campo de batalha, um bom soldado sempre deve ser solidário, encorajador e comprometido aos companheiros que lutam ao seu lado. Então que possamos entender esta urgente verdade bíblica, e que tomemos posse cada vez mais da armadura de Deus que nos foi providenciada por Ele.