quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Os três propósitos de Deus para o casamento

Quando se trata de casamento, muitos cristãos acreditam que se forem a uma boa igreja, fizerem um curso de enriquecimento matrimonial e ocasionalmente lerem livros sobre casamento, terão um casamento forte.

 

Seu foco para qual é o propósito do casamento tende a resolver áreas problemáticas, como comunicação, sexo e finanças.

 

No entanto, em Sua Palavra, Deus fornece propósitos estratégicos para o casamento cristão, que são de vital importância para que todos conheçam.

 

A Queda de Satanás e o Casamento

 

Os propósitos de Deus para o casamento estão relacionados com a queda de Satanás. A unidade e harmonia originais da eternidade passada foram um reflexo maravilhoso da imagem de Deus em toda a criação.

 

Os anjos, seres criados por Deus, dependiam inteiramente dEle e eram completamente um com Deus e Sua vontade. Mas o orgulho e a queda de Satanás tornaram-se uma ameaça a essa unidade. O anjo mais bonito da criação de Deus decidiu que não precisava mais de Deus.

 

Desde então, Satanás tem desafiado continuamente a vontade e os propósitos de Deus.

 

A criação da terra, bem como de Adão e Eva, não foi apenas uma reflexão tardia de Deus, mas uma resposta ao desafio de Satanás. Demonstrando a toda a criação que somente a dependência completa de Deus resulta em vida verdadeira.

 

Adão e Eva, e todas as pessoas que o seguiram, têm um interesse tremendo no plano e propósito de Deus para o homem.

 

Nesse contexto, Deus revela três propósitos para o casamento cristão: refletir, reinar e reproduzir. E, devido à importância desses propósitos, Satanás trabalha arduamente para impedir que os cristãos os cumpram.

 

À seguir, vamos analisar melhor esses propósitos.

 

1. Reflita a imagem de Deus

 

Os casamentos cristãos devem refletir a imagem de Deus:

 

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:26-27)

 

Observe a ênfase em “imagem” e “semelhança”. Deus cria “eles” como uma unidade para refleti-Lo. É preciso um homem e uma mulher, em unidade, para refletir verdadeiramente Sua imagem.

 

Quando criticamos nosso cônjuge, ou promovemos divisão e competição, na verdade estamos refletindo a desunião de Satanás e desonrando a Deus.

 

Por outro lado, quando reconhecemos que nosso propósito é refletir a imagem de Deus, somos convencidos pelo Espírito Santo quando não atendemos a esse padrão. Também, o Espírito Santo nos protege do endurecimento de nossos corações uns para com os outros.

2. Reproduza à semelhança de Deus

 

O segundo propósito de Deus para o casamento é reproduzir:

 

“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a;”  (Gênesis 1:28 a)

 

Deus quer que os casais reproduzam filhos, à Sua “semelhança”. Casais competitivos, zangados e divididos não são totalmente capazes de nutrir os filhos à imagem de Deus. Por quê? A fim de ensinar às crianças os princípios do amor ágape, disciplina piedosa, boa e moral, deve primeiro ser modelado pelos pais. Palavras não são suficientes!

 

À medida que os pais põem de lado seu egoísmo inato e confiam em Deus para suprir suas necessidades, os desacordos mesquinhos desaparecem em comparação com seu amor pelos filhos.

 

O casal cristão que não tem filhos pode cumprir esse propósito fazendo outros discípulos de Jesus Cristo.

 

3. Reinar na Guerra Espiritual

 

O terceiro propósito do casamento é reinar:

 

“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a;” (Gênesis 1:28 a)

 

Devemos ser mordomos dos recursos físicos que nos foram confiados e devemos fazer nossa parte no reino espiritual. Uma batalha espiritual continua em cada coração.

 

Somente quando os casais se unirem em unidade e amor, o inimigo de nossas almas será derrotado. Assim como a Divindade representa a unidade perfeita e é uma força da vontade de Deus em Seu universo, o casal cristão deve orar e discernir a vontade de Deus em todas as situações.

 

Dois se tornando um

 

Para cumprir os propósitos de Deus para o seu casamento, ou seja, refletir, reproduzir e reinar juntos; você deve estar em harmonia com seu cônjuge e com Deus.

 

A unidade acontece como resultado de acreditar que Deus os colocou de maneira única, de acordo com a vontade de Deus e uns com os outros. Os resultados práticos são cooperação, união e encorajamento.

 

Em Efésios 6:12, aprendemos: “… nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra as… forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

 

Praticamente, nossa luta não é contra nosso cônjuge, mas contra Satanás, que quer que acreditemos que nosso cônjuge é o problema. Devemos aprender a manter nossos olhos em Jesus Cristo e não nas pessoas.

 

Se você é um casal cristão, ou está pensando em se casar, ou que está casado há algum tempo, ou cujo casamento está com problemas, Deus pode tirar o máximo proveito de sua situação. Apenas volte-se para a Sua Palavra e siga o Seu propósito para o seu casamento.

Novo Céu e Nova Terra

O novo céu e nova terra é uma promessa amplamente ensinada pelas Escrituras. Tal doutrina está presente desde o Antigo Testamento até o Novo Testamento. Naturalmente muitas dúvidas surgem entre os cristãos acerca de como será esse estado futuro e eterno.

 

Apesar de termos muitas referências bíblicas sobre o novo céu e nova terra, claro que muitos detalhes só serão esclarecidos quando, finalmente, estivermos vivendo neles. Neste estudo bíblico, meditaremos sobre o que a Bíblia nos diz acerca do novo céu e nova terra.

 

Quando ocorrerá o surgimento do novo céu e nova terra?

 

Podemos dizer que o estado eterno, com novo céu e nova terra, terá início por ocasião do juízo final. Quando todos forem julgados, os ímpios serão destinados à condenação eterna no lago de fogo, enquanto os santos viverão e reinarão eternamente com Deus, no novo céu e nova terra.

 

O Apóstolo João descreve esse momento da seguinte forma: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap 21:1).

 

Como será criado o novo céu e nova terra?

 

Esse é um ponto que levanta algumas discussões entre os estudiosos. Primeiro, vale ressaltar que a expressão “novo céu e nova terra” deve ser entendida como contemplando o universo inteiro, ou seja, é uma expressão bíblica para se referir a todo universo.

 

Sobre as discussões acerca de como se dará a criação do novo céu e nova terra, alguns acreditam que o universo atual será completamente destruído, no sentido de aniquilado, deixando de existir, e então Deus criará novo céu e nova terra, sem continuidade alguma com o universo atual.

 

Já outros estudiosos defendem que o universo atual não será destruído, mas renovado. Será uma transformação tão profunda que refletirá uma nova criação, mas ainda assim será a continuidade do universo atual.

 

Particularmente entendo que há base bíblica suficiente para que não haja qualquer dúvida de que, na verdade, acorrerá uma renovação. Por exemplo: se considerarmos o texto citado acima em Apocalipse 21:1, o termo grego utilizado para descrever o novo céu e nova terra expressa uma ideia de um “novo mundo”, e não de um “outro mundo”.

 

O mesmo termo também é utilizado em 2 Pedro 3:13, e trata-se do grego kainos que significa algo novo em qualidade. Se fosse algo novo em origem, ou seja, sem qualquer base prévia, o termo grego deveria ser neos.

 

Na Carta aos Romanos, o Apóstolo Paulo nos diz que “a natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados” (Rm 8:19). Paulo continuou explicando que tal expectativa se dá pelo fato de que a criação será “libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Rm 8:21). Obviamente o apóstolo está dizendo que é a criação atual que será libertada dos efeitos do pecado, e não uma nova criação.

 

Por fim, também penso que a aniquilação do universo atual poderia representar um tipo de vitória de Satanás, pois ele teria conseguido corromper de maneira irreversível a criação original de Deus, a ponto de precisar ser completamente descartada para que outra criação seja criada.

 

Portanto, a renovação do universo, além de ser a doutrina bíblica acerca do assunto, também demonstra mais um meio pela qual a soberania de Deus será revelada, quando Ele purificar exatamente a criação que Satanás tentou destruir, removendo todos os efeitos do pecado.

 

Como será o novo céu e nova terra?

 

Muita gente possui uma ideia completamente equivocada acerca do que será o novo céu e nova terra, imaginando ser um paraíso espiritual. Essa ideia foi difundida principalmente na idade média, onde o paraíso futuro sempre era retratado como um lugar etéreo, entre nuvens, onde as pessoas vestidas de branco ficariam flutuando com harpas nas mãos.

 

Na verdade, mesmo dentro das igrejas, alguns cristãos também entendem desta forma, talvez por conta de expressões que remetem a ideia de que passaremos a eternidade num tipo de céu em algum lugar no espaço.

 

Primeiro precisamos dizer que hoje, quando um cristão morre, sua alma vai estar com Deus na morada dEle, um lugar de descanso de sua vida terrena, enquanto aguarda a ressurreição de seu corpo.

 

Porém na eternidade, todos nós teremos corpos ressurretos e glorificados, isto é, não seremos apenas almas. Na verdade, nós podemos dizer seguramente que passaremos a eternidade no céu, desde que entendamos o que será o céu no estado eterno.

 

A doutrina bíblica é a de que haverá uma nova terra na qual passaremos a eternidade, vivendo em corpos ressurretos e desfrutando das belezas desse mundo transformado para a glória de Deus.

 

Entretanto, a Bíblia se refere a esse futuro lar como “novo céu e nova terra”, isso porque Deus habitará conosco, ou seja, esse lugar também será a habitação de Deus. Em outras palavras, não existirá nenhuma separação entre o céu (a morada de Deus) e a terra, ou seja, ambos se fundirão, formando então um único lugar.

 

Logo, a nova terra será o céu, e o céu a nova terra, e nós, habitando a nova terra, também estaremos habitando o novo céu (Ap 21:1-3). Claro que existem mistérios acerca de como tudo isto ocorrerá, mas nossa esperança é de que chegará o dia onde compreenderemos todas estas coisas pessoalmente.

 

As Referências acerca do novo céu e nova terra

 

Como já dissemos, existem muitas passagens bíblicas em referência ao novo céu e nova terra, do Antigo ao Novo Testamento. Praticamente em todas elas a descrição desse futuro glorioso é feito de forma figurada, onde uma realidade indescritível à nossa compressão humana é descrita com símbolos que possamos entender na presente era.

 

Em muitas dessas passagens há também a ocorrência de profecias de dupla referência, isto é, uma única profecia se cumpre em eventos distintos, de modo que algo que já se cumpriu prefigura o cumprimento de algo ainda futuro.

 

Algumas dessas profecias se referem à restauração do povo de Deus do exílio na antiga dispensação e/ou a vinda do Messias. Logo, muitas profecias já tiveram um cumprimento primário na História do povo hebreu, ou se cumprem na nova dispensação com a Igreja de Cristo, porém elas também apontam para um momento futuro, onde serão plenamente cumpridas.

 

Devido as diferentes correntes escatológicas e a discussão acerca do Milênio, os cristãos discordam entre si a respeito de quando se dará esse cumprimento futuro.

 

Uns defendem que tais promessas se cumprirão durante o reino milenar futuro e literal de Cristo na terra (ainda velha terra). Outros defendem que estas promessas encontrarão seu cumprimento no novo céu e nova terra, ou seja, não durarão apenas mil anos, mas perdurarão a eternidade.

 

Se entendermos que a doutrina bíblica aponta para o novo céu e nova terra como o lugar onde as promessas e os propósitos de Deus serão plenamente cumpridos, então perceberemos que em toda a Escritura esse maravilhoso lugar é mencionado de alguma forma.

 

Na promessa feita a Abraão (Gn 17:8), por exemplo, Deus lhe garante que entregaria ao patriarca e a sua descendência a terra de Canaã. Podemos dizer que a terra de Canaã foi um tipo de símbolo que apontava para o futuro sobre a nova terra que está ainda por vir.

 

Isso é o que o escritor da Epístola aos Hebreus entendeu quando escreveu que Abraão “pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus” (Hb 11:9,10).

 

Sobre essa “cidade que tem alicerces” a qual eles esperavam, o mesmo capítulo 11 nos mostra que não se tratava de uma cidade terrena da presente era, mas uma cidade celestial que se encontrará na nova terra. Logo, eles entendiam que a promessa de Deus transcendia a Canaã terrena, e buscavam uma pátria, isto é, a “pátria celestial“, uma cidade a qual Deus lhes preparou (Hb 11:16; cf. Jo 14:2).

 

Quando consideramos a promessa feita em Gênesis 17:8, e a interpretamos à luz de passagens neotestamentárias como essa de Hebreus juntamente com Mateus 5:5, Romanos 4:13 e Gálatas 17:8, entendemos que também somos herdeiros da promessa acerca do novo céu e nova terra, pois em Cristo somos descendência de Abraão.

 

No Antigo Testamento, as passagens mais conhecidas e explicitas que descrevem o novo céu e nova terra estão no livro do Profeta Isaías (caps. 65:17-65; 66:22,23). Já no Novo Testamento, existem muitas referências que remetem ao estado eterno, mas certamente as referências de Romanos 8:21-23; 2 Pedro 3:13 e Apocalipse 21-22 são as principais acerca do novo céu e nova terra.

 

Considerando todas estas referências, podemos claramente entender que o novo céu e nova terra será um lugar glorioso, com uma paz sem igual, toda a criação estará restaurada e livre da maldição do pecado, onde haverá abundância de recursos que estarão à disposição de seus habitantes, não existira mais a morte, a tristeza e a dor, será um lugar marcado pela justiça e, principalmente, será a eterna habitação de Deus com Seu povo.

 

Como viveremos no novo céu e nova terra?

 

Bem, como já vimos, não devemos imaginar nossas vidas na nova terra de forma “espiritualizada”, flutuando entre nuvens e cantando durante toda a eternidade num coral. Geralmente sobre essa questão, as pessoas costumam ter dúvidas bem específicas.

 

Alunos já me perguntaram coisas bem curiosas, como por exemplo, se haverá esportes, tecnologia (incluindo a internet), e se haverá alimentação. Ora, para dúvidas tão específicas precisaremos esperar o grande dia em que teremos todas as respostas, pois a Bíblia não nos esclarece nada acerca disso.

 

Todavia, a Bíblia (com principal ênfase no capítulo 21 do Apocalipse) nos fala sobre o que realmente importa sabermos em relação a nossa vida futura. A Igreja de Cristo reinará durante toda a eternidade com Deus, ou seja, na nova terra nós desfrutaremos de comunhão eterna com Deus. Certamente esse é o aspecto mais maravilhoso da nossa vida futura.

 

Como já dissemos, na nova terra não haverá mais lágrimas e sofrimento e a morte não será mais encontrada. Todas essas coisas já serão passadas. Na nova terra também estaremos unidos com todo o povo Deus, juntos, numa única família.

 

Lá poderemos conviver durante toda a eternidade com nossos amigos e entes queridos que partiram no Senhor, como também com grandes homens de Deus a quem conhecemos apenas de ouvir falar, como Noé, Abraão, Moisés, Isaías, Paulo, Pedro, João e tantos outros.

 

Na nova terra nós teremos ocupações. Em Apocalipse 22:3 somos informados de que os servos de Deus o servirão. Lá descansaremos, mas não seremos ociosos, repousaremos de nossas fadigas, mas não do nosso serviço. Porém, será um trabalho glorioso e prazeroso, pois serviremos o nosso Senhor.

 

Ainda no texto do livro do Apocalipse, lemos que na eternidade contemplaremos a face de Deus (Ap 22:4). Com certeza esse é ponto alto da descrição da nossa vida futura. Poderemos ver o nosso Senhor exatamente como Ele é (1Jo 3:2).

 

Aqui vale ressaltar que nossa vida na nova terra será essencialmente diferente e infinitamente superior ao que foi com Adão no Éden. Antes da Queda, sabemos que Deus descia à terra para conversar com Adão na viração do dia.

 

Obviamente isso já era maravilhoso, mas perceba que ainda existia uma distância, pois Deus descia em alguns momentos. Os estudiosos entendem que possivelmente essa manifestação de Deus era sob forma humana. Mas no novo céu e nova terra não haverá qualquer distância, Deus não nos visitará em determinados momentos, mas habitará conosco para todo o sempre.

 

Além de servirmos a Deus, no novo céu e nova terra também reinaremos com Ele pelos séculos dos séculos (Ap 22:5). Seremos servos e reis. Devemos nos lembrar que não merecemos nenhuma destas coisas, tudo isso é graça.

 

Outro aspecto interessante que a Bíblia nos esclarece é que, em corpos ressurretos vivendo na nova terra, os santos não mais se casaram. Pelo menos nesse ponto específico seremos como os anjos (Mt 22:30). Logo, também não haverá mais nascimentos, pois como a morte não existirá também não haverá mais a necessidade de reprodução.

 

Qual será o papel dos anjos no novo céu e nova terra? Como eles se relacionarão com a Igreja?

 

Falando nos anjos, muitas pessoas também se perguntam sobre como será o papel dos anjos no novo céu e nova terra, e como será o nosso relacionamento com eles. Na verdade a Bíblia não fala nada a respeito deste assunto.

 

Todavia, ao que parece a relação entre os anjos e os redimidos permanecerá como é atualmente. Os anjos são “espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb 1:14).

 

Considerando algumas passagens bíblicas que podem servir de base para esclarecer um pouco essa questão, creio que não há dúvidas de que os santos permanecerão sempre mais exaltados do que os anjos (1Co 6:3; Ap 5:11). Seja como for, é certo que o relacionamento entre os anjos e a Igreja será de terna união, e juntos adorarão ao Deus Todo-Poderoso por toda a eternidade.

 

Como será o nosso corpo no novo céu e nova terra?

 

Também não temos todos os detalhes acerca disto, mas com certeza o texto do Apóstolo Paulo aos irmãos de Corinto é bem esclarecedor nesse sentido (1Co 15:50-54). É preciso notar que o texto não explica a composição física do corpo ressurreto, apenas enfatiza que seremos imortais e incorruptíveis, ou seja, não haverá mais nada que nos debilite.

 

Em sua Epístola aos Filipenses, o mesmo apóstolo nos ensina que o corpo ressurreto será semelhante ao corpo glorioso de Cristo ressuscitado (Fp 3:21).


O cristão e a promessa acerca do novo céu e nova terra

 

A doutrina bíblica acerca do novo céu e nova terra deve ser algo presente na vida de todos os cristãos verdadeiros. As promessas sobre esse futuro glorioso devem nos confortar na presente era, enquanto ainda vivemos em um mundo decaído e corrompido pelo pecado.

 

Apesar de hoje não compreendermos todos os detalhes acerca do estado eterno, haverá o dia em que pessoalmente não só entenderemos, mas presenciaremos e participaremos de todas essas coisas.

 

Não há dúvida de que o novo céu e nova terra será algo sem igual, como nunca visto antes. Porém, entre tudo isto, nada poderá se comparar ao prazer de contemplar a face de Deus. Por enquanto só nos resta imaginar o dia em que estaremos profundamente admirados diante do esplendor do Cordeiro.

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Três classes de homens – 1 Coríntios 2-3

Textos base do Sermão: 1 Coríntios 2:9-3:4

“Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.

 

Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

 

Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.” 1 Coríntios 2:12-16

 

“E EU, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?” 1 Coríntios 3:1-4

 

Introdução

Quando consideramos todas as pessoas do mundo, podemos encontrar muitas diferenças. Basicamente, há realmente apenas duas classes de indivíduos. Aqueles que são salvos e aqueles que estão perdidos. Mas, o apóstolo Paulo nos dá outra maneira de considerar a raça humana. 

 

Pelo Espírito de Deus, ele nos deu três divisões de pessoas. O homem “natural“, o homem “carnal” e o homem “espiritual“. 

 

Esses grupos são classificados de acordo com sua capacidade de compreender e receber certas verdades, que é das coisas reveladas a nós pelo Espírito.

 

I. O Homem Natural. (1 Coríntios 2:14)

 

A. Observe suas limitações.

  • Ele não pode receber as coisas do Espírito de Deus.
  • Isso não é tanto uma acusação contra ele, mas simplesmente uma declaração de fato.
  • Ele só pode conhecer “as coisas de um homem”.
  • Ele pode, com a sabedoria do homem, ser capaz de ler as palavras, mas não pode “conhecêlas”.
  • As coisas de Deus são reveladas pelo Espírito de Deus através da Palavra de Deus.
  • Ele não tem discernimento espiritual e faz sua avaliação de acordo com sua sabedoria, que é limitada.

 

B. Sua avaliação da Palavra de Deus.

  • É tolice para ele.
  • Se não podemos entender algo, muitas vezes o chamaremos de tolo ou bobo.
  • Observe o que Paulo disse que os homens estavam chamando de tolos: 1 Coríntios 1:18, 23
  • O homem não salvo ou natural só pode entender as coisas com suas mentes naturais.
  • É por isso que, embora aceitem a crucificação de Cristo como um fato histórico, simplesmente não conseguem ver a importância desse evento para toda a eternidade.

 

C. Seu destino.

  • Paulo disse que eles pereceriam!
  • Alguns disseram que ele está apenas espiritualmente doente e precisa de ajuda ou então morrerá.
  • A Palavra de Deus diz que ele já está morto e precisa de uma ressurreição! (Efésios 2:1)
  • O homem natural está sem Deus e sem esperança.
  • Ele pode ser altamente educado e profundamente religioso, mas está indo para o inferno!

 

II. O Homem Carnal. (1 Coríntios 3:1-4)

 

A. Ele é um “bebê em Cristo”.

  • Isso significa que ele não é um homem natural.
  • “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é”: 2 Coríntios 5:17a
  • Uma nova vida em Cristo, mas algo está errado.
  • Não há nada de errado em ser um bebê em Cristo. Todos nós que nascemos de novo somos bebês em Cristo. No entanto, o problema é quando permanecemos como um bebê.

 

B. Observe suas características.

Ele precisa ser alimentado com mamadeira quando se trata da Palavra de Deus.

  • Isso não é incomum para um bebê… mas com o tempo devemos desenvolver um apetite pela carne da Palavra.
  • A carne precisa ser mastigada por um tempo para ser digerida, mas o leite exige pouco ou nenhum esforço por parte de um indivíduo.
  • É um sinal de imaturidade para um crente não ter apetite pela Palavra de Deus.
  • Quando não comemos direito estamos sujeitos a todos os tipos de problemas.

 

Ele não consegue se dar bem com os outros.

  • Quando um crente se agita e briga com outros cristãos, isso indica carnalidade.
  • Na realidade, é simplesmente um problema de egoísmo!
  • Não há indivíduo mais egoísta do que um bebezinho!
  • Esses crentes coríntios eram egoístas, todos queriam o que queriam!
  • O resultado foi inveja, contenda e divisão na igreja.
  • Essa é a própria fonte de toda divisão ou problema da igreja desde então também.
  • As igrejas não se dividem por doutrina… mas por personalidades!

 

Eles andaram como homens… como os não salvos!

  • A Palavra de Deus instrui o crente a “andar no Espírito”.
  • Ela nos ordena a “andar em amor”.
  • E devemos “manter a unidade do Espírito”.

 

III. O Homem Espiritual. (1 Coríntios 2:15)

 

A. Sua espiritualidade é evidente em seu caráter.

  • A espiritualidade envolve o controle pelo Espírito de Deus. (Efésios 5:18)
  • O Espírito veio para glorificar a Cristo de acordo com João 16:14, então uma pessoa espiritual manifestará Cristo em seu caráter e ações.
  • Uma pessoa espiritual imitará a Cristo em sua conduta.

 

B. Ele é espiritual em seu conhecimento.

  • Depois de quatro ou cinco anos, Paulo esperava que os crentes em Corinto pudessem receber o alimento forte da Palavra.
  • O avanço de uma pessoa no conhecimento da Palavra de Deus é uma característica essencial da espiritualidade genuína.
  • “Aquele que é espiritual julga todas as coisas…”
  • Não há limitação para ele no reino das coisas de Deus.

 

C. Ele é espiritual em sua atitude.

  • A igreja de Corinto foi um exemplo de “desunião”. (1 Coríntios 1:10-17)
  • O homem espiritual terá a mente de Cristo… e estará mais preocupado com os outros do que consigo mesmo.
  • Ele terá uma atitude de serviço.
  • Um homem espiritual desejará exercer seus dons espirituais dentro do corpo de Cristo, sua igreja local.
  • A igreja local é um lugar de atividade e ministério, aqueles que vêm apenas para sentar e observar não são espirituais.
  • Aqueles membros da igreja que estão criando problemas e exigindo atenção constante não são espirituais!
  • Os membros da igreja que não contribuem positivamente para o bem-estar do corpo não são espirituais!

 

Conclusão

  • A pergunta hoje à noite é (1) você está salvo? e (2) se você é salvo, você é espiritual?
  • Você nunca precisa dizer a alguém que você é espiritual, eles poderão ver isso em sua vida. Em seu caráter, seu conhecimento e sua atitude.
  • Se você não é salvo, você pode ser, aceitando a oferta graciosa de Deus que o amou e morreu por você no Calvário.
  • Se você não é espiritual, ou tão espiritual quanto gostaria de ser, você pode ser. Entregue-se a Deus esta noite e seja cheio do Espírito de Cristo em vez do espírito do eu.
  • Comprometa-se a estudar a Sua Palavra com fidelidade e propósito. Envolva-se no ministério desta igreja para a glória de Deus.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Batismo nas águas: Estudo completo sobre o Batismo

Batismo nas águas significa uma cerimônia em que se usa água e por meio da qual uma pessoa se torna membro de uma igreja cristã.

 

BATISMO NAS ÁGUAS SIGNIFICADO

 

O Batismo nas águas significa mergulhar ou imergir.

 

Tais palavras podem significar um rito religioso, ritual de limpeza.

 

No Novo Testamento, se tornou o rito de iniciação na comunidade cristã e era interpretado como morte e nascimento em Cristo.

 

O batismo nas águas é sinal de arrependimento e perdão (Atos 2:38) e união com Cristo (Gálatas 3:26-27), tanto em sua morte como em sua ressurreição (Romanos 6:3-5).

 

O QUE É O BATISMO NAS ÁGUAS?

 

O Batismo nas águas é o anúncio público de uma experiência pessoal. É um ato cristão de obediência e um testemunho público do desejo do crente de se identificar com Cristo e segui-lo.

 

Jesus nos deu seu exemplo e ordenou o ensino sobre o batismo águas. João Batista batizou Jesus no Rio Jordão, deixando-nos o exemplo para fazer o mesmo como uma afirmação pública da nossa fé.

 

Da mesma forma, Jesus mandou que seus discípulos batizassem outros crentes (Mateus 28:19).

 

O batismo nas águas é, portanto, um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. O crente abandona a velha maneira de viver em troca de uma nova vida em Cristo. É símbolo de salvação e não um requisito para a vida eterna.

 

Entretanto, como um ato de obediência, o salvo opta por se batizar. O batismo nas águas indica nosso desejo de dizer à nossa igreja e ao mundo que estamos comprometidos com a pessoa de Jesus e seus ensinamentos.

 

O BATISMO DE JOÃO BATISTA

 

João, o Batista, pregava o “batismo de arrependimento para o perdão dos pecados” (Lucas 3:3). Todos os evangelistas concordam sobre isso (Mateus 3:6-10; Marcos 1:4-5; Lucas 3:3-14).

 

Portanto, reconhecemos o batismo nas águas como símbolo do nosso redirecionamento na vida. Nós nos arrependemos de nossa velha maneira de viver em pecado e desobediência. Mudamos a rota e damos uma nova partida. Mas as origens do batismo de João são difíceis de traçar.

 

Possui semelhanças e diferenças em relação a obrigações e exigências feitas pelos judeus aos pagãos novos convertidos, tais como o estudo da Torá, circuncisão e o ritual do banho para expiar todas as impurezas do passado gentio.

 

RESULTADOS DO BATISMO DE JOÃO BATISTA

 

A prática do batismo nas águas de João tinha os seguintes resultados:

 

1. Era intimamente relacionado com arrependimento radical, não somente dos judeus, mas também dos gentios.

2. Indicava claramente ser preparado para o Messias, que batizaria com o Espírito Santo e traria o batismo de fogo (Mateus 3:11).

3. Simbolizava purificação moral e assim preparava as pessoas para a vinda do reino de Deus (Mateus 3:2; Lucas 3:7-14).

A despeito da óbvia conexão entre o cerimonial de João e a igreja primitiva, o batismo nas águas realmente desapareceu do ministério direto de Jesus.

De início, Jesus permitiu que seus discípulos continuassem o ritual (João 3:22), porém mais tarde aparentemente ele descontinuou essa prática (João 4:1-3), provavelmente pelas seguintes razões:

 

A mensagem de João era funcional, enquanto a de Jesus era pessoal.

 

João antecipou a vinda do reino de Deus, enquanto Jesus anunciou que o Reino já havia chegado.

 

O rito de João era uma passagem intermediária até o ministério de Jesus.

 

O BATISMO DE JESUS

 

O batismo nas águas de Jesus marcou o início de seu ministério.

 

Alguns estudiosos discutem o fato de João Batista, ter batizado Jesus. Entretanto, o propósito e significado do batismo de Jesus permanecem controversos.

 

João Batista proclamava que o reino dos céus estava próximo e o que o povo de Deus deveria se preparar para a chegada do Senhor através da renovação da fé em Deus.

 

Para João, isso significava arrependimento, confissão de pecados e prática do bem. Assim sendo, por que Jesus foi batizado nas águas?

 

Se Jesus não era pecador, como o Novo Testamento proclama (2 Coríntios 5:21; Hebreus 4:15; I Pedro 2:22), por que se submeteu ao batismo de arrependimento para perdão dos pecados?

 

Vamos ver então o que os Evangelhos dizem sobre isso.

 

O EVANGELHO DE MATEUS

 

Mateus dá mais detalhes sobre o batismo de Jesus nas águas do que Marcos.

 

Começa destacando a relutância de João Batista em batizar Jesus (Mateus 3:14), persuadido somente depois da explicação:

 

“Deixa por enquanto, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.” (Mateus 3:15).

 

Embora o significado pleno dessas palavras seja impreciso, elas pelo menos sugerem que o batismo de Jesus nas águas era necessário para cumprir a vontade de Deus.

 

Tanto no Antigo como no Novo Testamento (Salmo 98:2-3; Romanos 1:17) a justiça de Deus é vista como a salvação Dele para o Seu povo.

 

Por isso o Messias é “O Senhor é nossa justiça” (Jeremias 23:6, Isaías 11:1-5).

 

Jesus disse a João Batista que seu batismo era necessário para fazer a vontade de Deus em trazer a salvação sobre seu povo.

 

Assim a declaração do Pai no batismo de Jesus nas águas é publicamente.

 

Enfatizava que Jesus era o servo ungido de Deus pronto para iniciar seu ministério, trazendo a salvação do Senhor.

 

O EVANGELHO DE MARCOS

 

Marcos apresenta o batismo de Jesus nas águas como uma preparação necessária para seu período de tentação e ministério.

 

Em seu batismo Jesus recebeu a aprovação do Pai e a unção do Espírito Santo (Marcos 1:9-11).

 

A ênfase de Marcos na relação especial de Jesus com o Pai, “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”(Marcos 1:11), aproxima duas importantes referências do Antigo Testamento.

 

Jesus é apresentado de uma maneira totalmente nova: o Messias reinante (Salmo 2:7) é também o Servo… (Isaías 42:1).

 

A crença popular judaica esperava um Messias reinante que estabeleceria o reino de Deus, não um Messias que sofreria pelo povo.

 

No pensamento dos judeus a chegada do reino dos céus estava também associada com ouvir a voz de Deus e com a dádiva do Espírito de Deus.

 

Versículos Bíblicos sobre o Batismo nas Águas

 

O EVANGELHO DE LUCAS

 

Lucas menciona rapidamente o batismo de Jesus nas águas, colocando-o em paralelo ao batismo de outros que se referiram a João Batista (Lucas 3:21-22).

 

Ao contrário de Mateus, Lucas coloca a genealogia de Jesus depois de seu batismo e antes do início de seu ministério.

 

O paralelo com Moisés, cuja genealogia ocorre logo antes do início de seu trabalho (Êxodo 6:14-25), não é mera coincidência.

 

Provavelmente pretendeu-se ilustrar o papel de Jesus ao trazer livramento (salvação) ao povo de Deus assim como Moisés fez no Antigo Testamento.

 

Em seu batismo nas águas, na descida do Espírito Santo sobre si, Jesus estava apto a desempenhar a missão para a qual Deus o havia chamado.

 

Após ser tentado (Lucas 4:1-13), Jesus entra na sinagoga e declara ungido pelo Espírito para proclamar as boas novas (Lucas 4:16-21).

 

O Espírito se fez presente no Seu batismo nas águas para ungi-lo (Atos 10:37-38).

 

Em seu relato, Lucas identifica Jesus com as pessoas comuns.

 

Isso é visto na história (com Jesus nascido num estábulo e visitado por humildes pastores, Lucas 2: 8-20).

 

E através da genealogia (enfatizando a relação de Jesus com toda a humanidade, Lucas 3:38) logo depois do batismo.

 

Assim, Lucas via o batismo nas águas como o primeiro passo de Jesus para se identificar com aqueles que Ele veio salvar.

 

Somente alguém semelhante a nós poderia nos substituir para morrer pelos nossos pecados.

 

Evidentemente Lucas, bem como Marcos e Mateus, estava tentando mostrar que Jesus, como representante divino do povo, tinha se identificado com ele no batismo nas águas.

 

O EVANGELHO DE JOÃO

 

O Evangelho de João não diz que Jesus foi batizado, mas que João Batista viu o Espírito descendo sobre Ele (João 1:32-34).

 

O relato enfatiza que Jesus foi a João Batista durante seu ministério de pregação e batismo nas águas. João Batista reconheceu que Jesus era o Cristo, que o Espírito de Deus estava sobre Ele e que era o Filho de Deus.

 

João Batista também reconheceu que Jesus, batizava com o Espírito Santo, ao contrário de si mesmo (João 1: 29-36).

 

E João Batista descreveu Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

 

O paralelo do Antigo Testamento mais próximo desta afirmação se encontra na passagem do “servo do Senhor” (Isaías 53: 6-7).

 

É possível que “Cordeiro de Deus” seja uma tradução alternativa da expressão aramaica “servo de Deus”.

 

A ideia de Jesus como aquele que tira os pecados das pessoas é obviamente o foco desse Evangelho.

 

Seu escritor sugere que João Batista entendeu que Jesus era o representante prometido e salvador do povo.

 

AS CONCLUSÕES DOS EVANGELHOS SOBRE BATISMO NAS ÁGUAS

 

Nos quatro Evangelhos está claro que o Espírito Santo veio sobre Jesus no seu batismo nas águas para capacitá-lo a fazer a obra de Deus.

 

Os quatro escritores reconheceram que Jesus foi ungido por Deus para cumprir sua missão de trazer salvação ao mundo. Essas ideias são a chave para o entendimento do batismo de Jesus nas águas.

 

Naquela ocasião no início de seu ministério, Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo para ser o mediador entre Deus e o seu povo.

 

No seu batismo nas águas Jesus foi identificado como aquele que carregaria os pecados das pessoas. Jesus foi batizado para se identificar com o povo pecador. Da mesma forma, nós somos batizados para nos identificarmos com o ato de obediência de Jesus.

 

Versículos na Bíblia sobre Batismo nas Águas

 

·         E, tendo Jesus sido batizado, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, e vindo sobre ele. Mateus 3:16

·         E aconteceu naqueles dias que Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. E logo, quando saiu da água, viu os céus se abrirem e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Marcos 1:9-11

·         E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo também Jesus batizado, orando ele, o céu se abriu; e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” Lucas 3:21-22

·         Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Romanos 6:3-4

·         Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Gálatas 3:27-28

 

CONCLUSÃO SOBRE O BATISMO NAS ÁGUAS

 

É bom deixar claro uma coisa, o batismo nas águas não salva ninguém, mas o salvo se batiza. Ou seja, apenas o ato de se batizar nas águas não tornará uma pessoa salva. Porém, uma vez salva, a pessoa reconhece a justiça de Deus e seu mandamento, e aí escolhe ser batizada.

 

Para ser ainda mais claro, não adianta se batizar nas águas se não se converte verdadeiramente de coração. Porque, devemos todos os dias estar renunciando nossas vontades.

 

Portanto, sigamos seu exemplo fazendo uma pública confissão do nosso comprometimento com a vontade de Deus. E seguimos cumprindo todos os dias com a justiça de Deus.

Por que Jesus chorou e 11 lições de suas lágrimas

 

PORQUE JESUS CHOROU?

 

Jesus, o Filho de Deus, veio ao mundo como um ser humano. Ele experimentou a plenitude da humanidade, incluindo algo que conhecemos muito bem: emoções. Pode ser surpreendente pensar que Jesus chorou. Não uma vez, mas o Novo Testamento registra três vezes que Jesus mostrou Seus sentimentos através de Suas lágrimas.

 

Vamos dar uma olhada nos textos bíblicos onde encontramos esses episódios.

 

As 3 Vezes que Jesus Chorou

 

1ª Vez que Jesus Chorou:

 

“Jesus chorou.” (João 11:35)

 

João 11:35 é o versículo mais curto nas traduções portuguesas da Bíblia. Esse versículo de duas palavras do livro de João nos fala da reação de Jesus quando chegou ao túmulo de Lázaro, que havia morrido quatro dias antes (João 11:39). Jesus e Lázaro eram amigos íntimos. Lázaro era irmão de Maria e Marta. A Bíblia nos diz que Jesus os amava (João 11:5).

 

Toda aquela dor pela morte de Lázaro levou Jesus às lágrimas. Mais tarde, ele transformou a tristeza em alegria quando ressuscitou Lázaro (João 11:38-44). Mas esse milagre foi o ponto de inflexão que fez os líderes religiosos decidirem matá-lo (João 11:45-53).

 

2ª Vez que Jesus Chorou:

 

“E, chegando perto, viu a cidade e chorou sobre ela” (Lucas 19:41)

 

Lucas 19:28-40 nos fala da entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém alguns dias antes de Sua crucificação. É quando vem o versículo 41. Lucas é o único evangelista que registrou essa reação de Jesus.

 

Nosso Salvador sabia que o povo de Jerusalém logo O rejeitaria e condenaria. Ele também conhecia a calamidade que viria sobre aquela cidade por causa disso (Lucas 19:44), o que aconteceu algumas décadas depois, em 70 d.C.

 

3ª Vez que Jesus Chorou:

 

“O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.” (Hebreus 5:7)

 

O contexto deste versículo não identifica quando esse evento aconteceu, mas fica claro que foi muito próximo da morte de Jesus. Alguns estudiosos atribuem essa referência às orações de Jesus no jardim do Getsêmani, pouco antes de ser preso (Mateus 26:36-56; Marcos 14:32-52; Lucas 22:40-53; João 18:1-11). 

 

Embora nenhum dos evangelistas tenha mencionado que Jesus chorou, eles escreveram que Jesus estava muito triste (Mateus 26:37; Marcos 14:33-34) e em tal agonia que suou gotas de sangue (Lucas 22:44).

 

Outros estudiosos argumentam que Hebreus 5:7 aconteceu enquanto Jesus estava na cruz. Eles apontam para o Salmo 22:24 como o momento em que o Pai ouviu as orações de Jesus, conectando o Salmo 22 à crucificação e ressurreição de Jesus. 

 

Observe que Hebreus 2:12 também faz essa conexão quando o autor cita o Salmo 22:22 como palavras ditas pelo próprio Cristo Jesus. Jesus também citou o Salmo 22:1 quando Ele estava na cruz (Mateus 27:46; Marcos 15:34).

 

Embora as Escrituras não deixem claro por que Jesus chorou em todas essas ocasiões, ainda podemos encontrar possíveis razões para Suas lágrimas e aprender com elas. Então, vamos dar uma olhada em 11 lições que as lágrimas de Jesus nos ensinam sobre Ele e como devemos aplicá-las em nossas vidas.

 

11 Lições para Nós

 

Lições sobre Jesus chorando

 

Lição 1: Jesus era totalmente humano

 

A Bíblia nos ensina que Jesus Cristo é totalmente Deus e totalmente humano (João 1:1,14; Colossenses 2:9; Tito 2:13; 1 João 4:2). Ele não carecia de atributos divinos ou humanos quando veio à terra. Esse conceito está além do que nossas mentes limitadas podem entender, mas é isso que as Escrituras afirmam.

 

Como homem, Jesus experimentou tudo o que um humano faz, incluindo emoções humanas. Ele sentiu tristeza (Mateus 26:37), maravilha (Mateus 8:10), agonia (Lucas 22:44). E Ele chorou. Seu corpo não era apenas uma espécie de concha para um ser divino (Lucas 24:39).

 

Seu choro, entre outras manifestações, mostra a humanidade de Jesus e confirma que Ele experimentou a vida humana em todos os aspectos. É por isso que o autor de Hebreus diz que temos um Sumo Sacerdote que pode nos entender tão bem (Hebreus 4:14-16).

 

Lição 2: Jesus mostrou compaixão por aqueles que estavam sofrendo

 

O Evangelho de João nos conta que, antes de Jesus chegar à cidade de Betânia, onde estava localizada a tumba de Lázaro, Ele já sabia que ia ressuscitar seu bom amigo (João 11:11-15). Seu propósito era mostrar a glória de Deus e ser glorificado por meio desse maravilhoso milagre (João 11:4). No entanto, uma pergunta lógica vem à mente: se Jesus sabia disso, por que chorou?

 

Ele chorou porque sentiu compaixão por aqueles que sofriam por Seu querido amigo, especialmente as irmãs de Lázaro. Mesmo que Ele fosse resolver o problema milagrosamente, Ele ainda participava da tristeza e do sofrimento das pessoas ali.

 

Lição 3: Jesus estava preocupado com a falta de fé das pessoas

 

Quando Jesus encontrou Marta no local do sepultamento de Lázaro, Ele disse a ela que iria ressuscitá-lo (João 11:20-28). No entanto, tanto ela quanto Maria mais tarde disseram a Jesus que seu irmão não teria morrido se Ele tivesse chegado mais cedo (João 11:21,32). Então, a Bíblia nos diz que Jesus “gemeu no espírito e ficou perturbado” (João 11:33 KJV), pouco antes de chorar.

 

Alguns dias antes, os discípulos de Jesus também não acreditaram nEle quando Ele lhes contou Seu plano (João 11:11-16). Parece que todos ali pensaram que era tarde demais para Jesus fazer algo a respeito (João 11:37). 

 

Lázaro já estava morto há quatro dias (João 11:39). Isso pode sugerir que Jesus também chorou por causa da falta de fé deles. Ninguém acreditava que a ressurreição de Lázaro fosse possível. Eles provavelmente não pensaram que o poder de Jesus poderia trazer um homem morto de volta à vida.

 

Lição 4: Jesus mostrou tristeza por aqueles que O rejeitaram

 

Ao entrar na cidade de Jerusalém, Jesus chorou ao pensar na grande destruição que se abateria sobre a cidade como consequência de sua rejeição a Ele (Lucas 19:41-44). Ele estava triste porque sabia que a grande cidade não desfrutaria de Sua paz.

 

Poucos dias depois, o povo de Jerusalém pediu a Pilatos que crucificasse Jesus, apesar de Ele ser um homem inocente (Lucas 23:13-25). Ainda assim, Ele estava triste por eles (Lucas 23:27-29). Observe que esta não foi a primeira vez que Jesus expressou Sua tristeza pela rejeição de Jerusalém (veja Mateus 23:37-39).

 

Lição 5: Jesus suportou um sofrimento inimaginável em nosso lugar

 

A última vez que Jesus chorou foi perto do momento de Sua morte, como explicado anteriormente. Ele havia sofrido uma profunda agonia no jardim do Getsêmani em antecipação ao que estava por vir. Logo depois, Ele foi preso, torturado, humilhado e desprezado. Então, Ele foi crucificado. Esta sentença de morte foi a condenação mais humilhante que o Império Romano impôs aos piores criminosos.

 

Na cruz, Jesus levou sobre Si os pecados do mundo (1 João 2:2), então Ele satisfez a ira de Deus (Isaías 53:5-11; Hebreus 9:26). Ali, de alguma forma, Ele experimentou o abandono do Pai (Mateus 27:46; Marcos 15:34; Salmo 22:1).

 

As lágrimas de Jesus nos lembram do que Ele passou por nós. Jesus Cristo, o Filho de Deus, o único ser humano sem pecado que já viveu, pagou o preço do nosso pecado para nos permitir ser perdoados e ter a vida eterna com Deus (João 3:16; Romanos 5:1,8-9) .

 

Lição 6: Jesus se preocupa conosco

 

Observando os três episódios que mencionam que Jesus chorou, podemos notar como Jesus se importa conosco, humanos. Primeiro, Ele chorou com aqueles que estavam sofrendo, sem ignorar sua dor. Em segundo lugar, Ele chorou por aqueles que O rejeitariam, não ignorando seu terrível destino. Terceiro, Ele chorou ao Pai, não desistindo de Sua missão de pagar o terrível preço por nossos pecados.

 

As lágrimas de Jesus mostram que Ele se importa conosco. Na verdade, Ele mostrou o quanto nos ama (João 15:13), mesmo que não mereçamos (Romanos 5:8). E essas lágrimas também nos lembram de uma promessa preciosa: um dia, o próprio Deus enxugará toda lágrima de nossos olhos, e não haverá mais motivo para chorar, nunca mais (Apocalipse 21:4).

 

Lição 7: Jesus se entristeceu com o pecado do povo

 

Esses três episódios em que Jesus chorou nos dão alguns exemplos das consequências do pecado que trouxeram lágrimas de tristeza aos olhos de nosso Senhor:

 

·         A morte de Lázaro foi um lembrete da realidade da morte trazida pelo pecado. A Bíblia nos diz que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). A morte primeiro entrou no mundo com a queda de Adão e Eva (Gênesis 2:16-17, 3:17-19,22-24).

 

·         As pessoas na cidade de Jerusalém pecaram quando rejeitaram Jesus.

 

·         Jesus nunca pecou (Hebreus 7:26; 1 Pedro 2:22), mas Ele mesmo pagou o preço do nosso pecado e sofreu suas consequências (2 Coríntios 5:21). A própria morte de Jesus aconteceu por causa do pecado, nosso pecado. Nosso amoroso Pai deu Seu próprio Filho para pagar por eles (João 3:16).

 

O pecado foi à razão subjacente que trouxe essas lágrimas aos olhos de Jesus.

 

Lição 8: Devemos chorar sobre o nosso pecado

 

Exceto por Jesus, todo ser humano peca (Romanos 3:23). Essa é a realidade de nossa natureza humana caída. No entanto, não podemos nos acostumar com isso. Toda vez que percebemos que desobedecemos a Palavra de Deus, isso deve trazer uma sensação de profunda tristeza e nos fazer chorar.

 

Jesus chorou pela presença do pecado no mundo e suas consequências. Ele chorou pelo sofrimento que passou para pagar pelos nossos pecados. Não devemos esquecer isso. Devemos ter em mente a calamidade do pecado, quão terrível é e o que representa: uma ofensa ao nosso amoroso Deus. Se O amamos, devemos chorar por nossos pecados (Tiago 4:8-9).

 

Lição nº 9: Devemos chorar pelos pecados dos outros

 

Quando Jesus enfrentou a incredulidade e a rejeição, sentiu tristeza pelo povo. Ele chorou sobre o pecado deles e suas consequências. O profeta Jeremias chorou “rios de lágrimas” pela destruição de Jerusalém (Lamentações 3:46-51), que foi consequência dos pecados da nação de Israel. O apóstolo Paulo chorou pelos crentes e incrédulos (Atos 20:31; Romanos 9:1-3; 2 Coríntios 2:4; Filipenses 3:18).

 

Esses são exemplos que devemos seguir. Em vez de julgar as pessoas (Tiago 4:12), devemos chorar por seus pecados (Salmo 119:136). Devemos sentir tristeza e orar por eles, pedindo a Deus para perdoá-los, ajudá-los a se arrepender e mudar seus caminhos.

 

 

Lição 10: Chorar não é sinal de fraqueza

 

As lágrimas de Jesus nos mostram que há situações em que chorar não é apenas apropriado, mas é a coisa certa a se fazer. A Bíblia nos diz para “alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram” (Romanos 12:15). Foi isso que Jesus fez em Betânia. Ele também expressou Sua tristeza e agonia através de Suas lágrimas. Ele não os escondeu. O Antigo Testamento nos diz que o Messias seria “um homem de dores e que sabe o que é padecer” (Isaías 53:3).

 

Jesus nos mostrou que não há problema em sofrer, reconhecer nossa dor em tempos de dificuldade e chorar, mesmo que acreditemos que tudo ficará bem no final. Lágrimas não são um sinal de incredulidade. Devemos aprender com Jesus e ser livres para expressar nossa dor, nossa tristeza e chegar a Deus com nossas lágrimas porque Ele não as ignora (Salmo 34:15, 56:8).

 

Lição 11: As lágrimas de Jesus nos inspiram a seguir Seu exemplo

 

Há muitas lições que podemos aprender com as lágrimas de Jesus. Podemos aprender com Ele e seguir Seu exemplo sempre que estivermos em circunstâncias semelhantes:

 

·         Quando nos encontramos entre pessoas que sofrem, devemos ter empatia e chorar com elas (Romanos 12:15).

·         Quando vemos incredulidade nos outros, ainda devemos crer (2 Coríntios 5:7).

·         Quando as pessoas nos rejeitam e a mensagem do Evangelho que trazemos, não devemos nos sentir ressentidos ou vingativos (Mateus 5:11-12; Romanos 12:19). Devemos sentir tristeza pelo pecado que os mantém longe do único Deus verdadeiro (Lucas 23:34, Atos 7:59-60).

·         Quando sofremos por Jesus, devemos estar confiantes no plano de Deus (Romanos 8:28-29). Mesmo se morrermos, sabemos que quando Jesus voltar no último dia, Ele nos ressuscitará e desfrutaremos a vida eterna com Ele (João 6:40).

 

Conclusão

Jesus Cristo chorou com aqueles que estavam sofrendo, mesmo sabendo que resolveria a situação em pouco tempo. Ele chorou por aqueles que O rejeitaram, pois Ele sabia as consequências de suas escolhas. E, quando Ele mesmo estava sofrendo, Ele chorou ao Pai, ao Único que poderia fazer algo a respeito. 

 

Que possamos aprender com Ele e fazer o nosso melhor para viver nossas vidas de uma maneira que honre Suas lágrimas e traga glória a Deus.