terça-feira, 15 de março de 2022

Como foi a transfiguração de Jesus?

A transfiguração aconteceu no alto de um monte, na presença de Pedro, Tiago e João. A aparência de Jesus se transformou e aparecerem Moisés e Elias junto dele. A transfiguração foi uma demonstração da glória de Jesus.

 

Chegou uma altura no ministério de Jesus em que ele começou a explicar aos seus discípulos que em breve ele teria de morrer e ressuscitar. Algum tempo depois, Jesus levou três de seus discípulos – Pedro, Tiago e João – para um monte. Lá, ele foi transfigurado diante de seus olhos (Lucas 9:28-29).

 

O rosto e as roupas de Jesus se tornaram muito brilhantes e Moisés e Elias surgiram conversando com ele sobre sua morte que iria acontecer em breve. Os três discípulos ficaram cheios de medo e Pedro, sem saber o que dizer, sugeriu que montassem três tendas: uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias (Marcos 9:5-6).


Então surgiu uma nuvem que os envolveu. Uma voz de dentro da nuvem disse: “Este é o meu Filho amado. Ouçam-no!” Depois, a nuvem e Moisés e Elias desapareceram, deixando Jesus, normal outra vez, com os discípulos pasmados (Mateus 17:5-8). Jesus lhes disse para não contar a ninguém o que tinha acontecido até que ele tivesse ressuscitado.

 

Qual é o significado da transfiguração?

 

Na transfiguração Jesus revelou sua verdadeira glória. Ele não era apenas um homem; ele era o Filho de Deus, cheio de glória e autoridade (2 Pedro 1:16-18). Jesus revelou seu lado divino na transfiguração.


A transfiguração também foi um sinal que Jesus iria ressuscitar. A transfiguração foi temporária mas na ressurreição a transformação seria permanente. Jesus seria glorificado na ressurreição. Além disso, a transfiguração foi sinal da ressurreição dos mortos. Quando Jesus voltar, todos os salvos também receberão um novo corpo glorificado (1 Coríntios 15:51-53).

 

Moisés e Elias eram os dois maiores profetas do Antigo Testamento. Eles representavam a antiga aliança de Deus com os israelitas. Jesus cumpriu essa aliança de forma perfeita, sem nunca pecar. Na transfiguração, Jesus mostrou que tinha toda a autoridade da Lei de Deus e que veio para cumprir todas as profecias de salvação.

 

Deus confirmou novamente que Jesus era Seu Filho amado, tal como tinha feito no batismo de Jesus (Mateus 3:16-17). Ele mostrou que devemos seguir a Jesus, porque ele tem toda a autoridade de Deus.

Doença, Morte e a Glória de Deus

Ao receber a notícia (morte de Lázaro), Jesus disse: — Essa doença não é para morte, mas para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela.   João 11.4

Há três lições que podemos aprender com esse versículo:

 

1. Deus não cura todas as doenças que enfrentamos.

Isso fica evidente, pois Jesus diz “essa doença não é para morte”. Sendo assim existem doenças que são para morte, doenças que nunca serão curadas por Deus.

O próprio Lázaro morreu mais tarde. Não sabemos a razão, mas sabemos que a doença é um dos meios de nos levar à morte.

Paulo teve seu espinho na carne, podendo isso estar ligado à uma enfermidade física nos olhos (2Co 12.7, Gl 4.13-15); Jacó teve um problema na articulação da coxa causado pelo próprio Deus (Gn 32.25,31); Timóteo tinha problema no estômago e “frequentes enfermidades” (1Tm 5.23); etc. Homens e mulheres de Deus sempre enfrentaram todo tido de doença.

 

2. Deus não é glorificado somente através da cura física, mas também em nossa morte.

Aparentemente esse verso nos ensina que a glória da Deus está exclusivamente ligada à cura da enfermidade – “essa doença não é para morte, mas para a glória de Deus”. “Morte” está em contraste com a “glória de Deus.”

Mas o evangelho de João nos ensina constantemente que a morte de Cristo seria uma oportunidade para glorificar o Pai. Aliás, foi o próprio Pai que disse isso ao Filho. Ao falar de sua morte, Jesus orou ao Pai: “Pai, glorifica o teu nome”. O Pai então respondeu: “Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei.” (Jo 12.28). Isso demonstra que Deus seria glorificado através da morte do Filho.

Mas a nossa morte também é uma maneira de glorificar a Deus. Jesus disse que “”se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.” (Jo 12.24). Jesus estava fazendo uma referência direta acerca da sua própria morte, mas também ele fez uma segunda aplicação direta à nossa própria morte: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo irá preservá-la para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará” (Jo 12.24-26). “Seguir” e “servir” Jesus neste contexto implica em “morrer e produzir fruto”.

A honra que o Pai dá a nós é comunhão com o Filho para sempre. É dessa maneira que o “Pai nos honrará”. A recompensa é eterna! Jesus esteve em dois lugares: Cruz e glória. Os discípulos de Jesus que escolhem a cruz também encontrarão com ele em sua glória!

Portanto, até mesmo através da nossa morte Deus glorifica Seu nome. Já foi dito que “o sangue dos mártires é a semente da igreja” (Tertuliano).

 

3. O maior alvo da existência humana é glorificar a Deus e Deus usará todas as oportunidades para que isso aconteça.

Aqui é mais um verso que demonstra o porquê fomos criados. Podemos até achar estranho Jesus dizendo que Lázaro está morto para “a glória de Deus”. Mas é exatamente isso que o texto diz.

Aqui não há espaço para uma visão antropocêntrico da vida, pelo contrário, aprendemos que tudo o que acontece em nossa existência deveria servir para esse grande e maravilhoso propósito – glorificar a Deus.

Não devemos separar a glória de Deus de nossa satisfação e alegria. Jesus nos prometeu a sua própria alegria em João 15.11 – “para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa.”. Mas no contexto da parábola da videira verdadeira de João 15, essa alegria plena só vem na medida em que o Pai é glorificado – “Nisto é glorificado o meu Pai” (15.8). Devemos lembrar que o processo de frutificação implica circunstâncias adversas e sofrimento, o Pai nos “poda, para que produzamos mais fruto ainda” (15.2).

E o processo de podagem é sempre dolorido!

Por que estavam Miguel e Satanás disputando pelo corpo de Moisés (Judas 9)?

Judas versículo 9 refere-se a um evento que não é encontrado em nenhum outro lugar nas Escrituras. Miguel teve de lutar ou disputar com Satanás pelo corpo de Moisés, mas o que isso implicava não é descrito. Uma outra luta angelical é relatada por Daniel, o qual descreve um anjo vindo a ele em uma visão. Este anjo, chamado Gabriel em Daniel 8:16 e 9:21, diz a Daniel que ele foi "resistido" por um demônio chamado "príncipe da Pérsia" até o arcanjo Miguel vir em seu auxílio (Daniel 10:13). Assim, podemos aprender com Daniel que os anjos e demônios lutam batalhas espirituais pelas nações e almas dos homens, e que os demônios resistem aos anjos e tentam impedi-los de fazer a vontade de Deus. Judas nos diz que Miguel foi enviado por Deus para lidar de alguma forma com o corpo de Moisés, o qual o próprio Deus havia enterrado depois da sua morte (Deuteronômio 34:5-6).



Várias teorias têm sido formuladas quanto ao que esta luta sobre o corpo de Moisés era. Uma delas é que Satanás, o acusador do povo de Deus (Apocalipse 12:10), pode ter tentado evitar que Moisés tivesse a vida eterna devido ao pecado de Moisés em Meribá (Deuteronômio 32:51) e ao seu assassinato do egípcio (Êxodo 2:12).



Alguns supõem que a referência em Judas seja a mesma que a passagem em Zacarias 3:1-2: "Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. Mas o anjo do Senhor disse a Satanás: Que o Senhor te repreenda, ó Satanás." Entretanto, as objeções a essa hipótese são óbvias: 

 

(1) A única semelhança entre as duas passagens é a expressão: 'O Senhor te repreenda, ó Satanás!' 

 

(2) o nome "Miguel" não é mencionado na passagem em Zacarias. 

 

(3) Não há qualquer menção ou alusão feita do "corpo de Moisés" em Zacarias.



Também tem sido suposto que Judas esteja citando um livro apócrifo que continha esta narrativa e que isso serve para confirmar que a narrativa é verdadeira. Orígenes (c. 185-254), um estudioso e teólogo cristão primitivo, menciona o livro "A Assunção de Moisés" como existente em seu tempo, contendo essa mesma narrativa sobre a disputa entre Miguel e o diabo pelo corpo de Moisés. Esse livro, agora perdido, era um livro judeu grego e Orígenes supôs que esta era a fonte da narrativa em Judas.



A questão essencial é, então, se a história é "verdadeira". Qualquer que seja a origem da narrativa, Judas de fato aparenta referir-se à disputa entre Miguel e o diabo como verdadeira. Ele fala dela da mesma forma em que teria feito se tivesse falado da morte de Moisés ou de quando ele feriu a rocha. E quem pode provar que não é verdade? Qual a evidência de que não é? Há muitas alusões aos anjos na Bíblia. Sabemos que o arcanjo Miguel é real, há menção frequente do diabo e há inúmeras afirmações de que os anjos bons e maus fazem parte de transações importantes na terra. Como a natureza dessa disputa particular sobre o corpo de Moisés é totalmente desconhecida, a conjetura é inútil. Não sabemos se houve uma discussão sobre a posse do corpo, o enterro do corpo ou qualquer outra coisa.



No entanto, há duas coisas que sabemos com certeza: primeiro, a Escritura é inerrante. A inerrância das Escrituras é um dos pilares da fé cristã. Como cristãos, temos o objetivo de nos aproximar das Escrituras com reverência e oração, e quando encontramos algo que não entendemos, oramos mais, estudamos mais e, se a resposta ainda nos escapa, humildemente reconhecemos nossas próprias limitações em face da perfeita palavra de Deus.



Segundo, Judas 9 é a suprema ilustração de como os cristãos devem lidar com Satanás e seus demônios. O exemplo de Miguel se recusando a pronunciar uma maldição sobre Satanás deve ser uma lição para os cristãos em como se relacionar com as forças demoníacas. Os crentes não devem enfrentá-los, mas sim buscar o poder de intervenção do Senhor contra eles. Se um ser tão poderoso quanto Miguel deixou que o próprio Deus lidasse com Satanás, quem somos nós para tentar censurar, expulsar ou comandar os demônios?

segunda-feira, 14 de março de 2022

O QUE É IMPUREZA E COMO PODEMOS NOS PURIFICAR E SANTIFICAR

 

Marco Antonio Lana - Teólogo Bíblico


O que é impureza na Bíblia?

 

Impureza na Bíblia é tudo que contamina a pessoa. Impureza é sujeira espiritual. Cada pessoa precisa ser limpa da impureza porque ela causa grandes problemas na vida espiritual. A impureza na Bíblia inclui a imoralidade sexual, mas não só.

 

Jesus explicou que a verdadeira impureza não é a sujeira física (terra, micróbios...). A impureza que é realmente perigosa é a impureza do coração. Em Marcos 7,21-23 Jesus listou algumas das coisas que nos tornam impuro:

 

Maus pensamentos; Imoralidade sexual; Roubo; Homicídio; Adultério; Cobiça; Maldade; Engano; Devassidão; Inveja; Calúnia; Arrogância; Insensatez.

 

Em um sentido geral, todo pecado é impureza. O pecado contamina o coração e envenena o relacionamento com Deus. A impureza do coração afeta as ações e estraga a vida. Perante Deus todos nós estamos impuros, porque todos pecamos (Romanos 3:23-24).

 

A impureza corrompe. Quando o coração é impuro, tudo à volta da pessoa se torna impuro, uma desculpa para pecar (Tito 1:15). Coração impuro distorce até as situações mais puras e inocentes.

 

Como posso me purificar?

 

Somente Jesus pode purificar do pecado. Ninguém pode se purificar sozinho. O preço do pecado é muito alto e não o podemos pagar. Por isso, Jesus veio para pagar o preço por você.

 

Se você se arrepender e confessar seu pecado a Deus, Ele vai lhe purificar (1 João 1:8-9). Você não precisa viver mais com a sujeira do pecado. Por causa de Jesus, você pode ser puro e ter comunhão com Deus.

 

Isso não significa que você nunca mais vai pecar. Enquanto você ainda está aqui no mundo, você pode ser contaminado pelo pecado. Mas quando você entende que pecou e se arrepende, você pode pedir perdão e Jesus lhe purificará novamente. Jesus vai lhe ajudar a se purificar do pecado ao longo de sua vida. Isso se chama santificação.

 

O que é a santificação?

 

A santificação é a dedicação a Deus, se separando do pecado. Quando uma pessoa aceita Jesus como seu senhor e salvador, acontece a santificação. Através da santificação, a atitude e o caráter do crente são transformados por Deus.

 

Quando acontece a santificação?

 

A Bíblia fala da santificação como uma coisa que já aconteceu, está acontecendo e ainda vai acontecer.

 

Fomos santificados – no momento em que você aceita Jesus em sua vida, você é santificado. A sua vida é dedicada a Deus, não mais ao pecado. Você agora é santo. - 1 Coríntios 1:2; 1 Coríntios 6:11

 

Estamos sendo santificados – a santificação é também uma coisa progressiva na vida do crente, transformando o seu caráter para ser mais e mais como Jesus. Com o tempo Deus vai lidando com os diferentes problemas e pecados na nossa vida. À medida que o relacionamento com Deus se vai aprofundando, Ele vai mostrando áreas da vida que precisam ser transformados e ajuda a mudar. É um crescimento. - 2 Coríntios 3:18; 2 Coríntios 7:1

Vamos ser santificados – quando Jesus vier nos buscar, seremos completamente santificados, livres de todo o pecado e impureza. Aí teremos sido aperfeiçoados viveremos eternamente com Cristo. - 1 Tessalonicenses 5:23-24

 

Como posso ser santificado?

 

Se você aceitou Jesus como seu salvador, você já foi salvo e santificado. Para crescer em santificação, você precisa deixar Deus trabalhar em sua vida, mesmo nas áreas mais secretas e doloridas. É Deus quem santifica você, pela ação do Espírito Santo (2 Tessalonicenses 2:13). O Espírito nos ajuda a resistir à tentação e a vencer o pecado. Sem a ajuda do Espírito Santo, sua vida não vai mudar.

 

Se você quer ser cada vez mais santificado, você precisa estudar a Bíblia. Não é só ler, é procurar entender e aplicar à sua vida. A Bíblia é a palavra de Deus e nos santifica (João 17:17). Você precisa aprender da Bíblia. Você também precisa obedecer. Se você obedece a Deus, você coopera com Ele para a santificação; se você desobedece, você resiste contra a santificação.

 

Mas o mais importante para a santificação é a fé. Se você acredita que Jesus pode mudar sua vida e você vai entregando todas as áreas da sua vida a Ele, então Ele pode transformar sua vida. O processo de santificação permite a você viver toda a abundância de vida que Deus prometeu. Você só precisa o deixar agir e seguir Sua direção.

 

Como devemos nos santificar?

 

Devemos nos santificar obedecendo a Deus. A santificação acontece progressivamente ao longo da vida, pela ação do Espírito Santo. Para nos santificarmos, precisamos deixar Deus trabalhar em nossas vidas.

 

O que significa se santificar?

 

Se santificar é ser transformado por Deus, para viver de maneira que O agrada. Quando alguém se converte, ele é santificado – separado do pecado para viver para Deus. Mas a santificação também é um processo de libertação do pecado com a ajuda de Deus (2 Coríntios 7:1).

 

A santificação só acontece pela ação de Deus. Ninguém pode se santificar sozinho. O primeiro passo para a santificação é crer em Deus e aceitar Jesus como seu salvador (1 Coríntios 6:11).

 

Atenção: se santificar não é seguir um conjunto de regras rígidas. A santificação acontece no interior, quando deixamos Deus trabalhar em nosso coração (Colossenses 2:6-8). Essa mudança interior depois se reflete no exterior, em nossa vida diária e na convivência com outras pessoas.

 

Como se santificar

 

Orando – peça a Deus para lhe mostrar como viver de maneira santa; orar também ajuda a desenvolver um relacionamento de intimidade com Deus

 

Lendo a Bíblia – a Bíblia nos ensina o que agrada a Deus e nos dá um grande exemplo para seguir: Jesus

 

Indo à igreja – conviver com outros crentes é muito importante para aprender a aplicar o ensino da Bíblia de forma prática na comunidade – Hebreus 10:25

 

Prestando atenção – que áreas de sua vida você acha que precisam de mudança? Como é que aquilo que você está aprendendo da Bíblia pode mudar sua forma de pensar e agir?

O que Os Dez Leprosos podem ensinar à você sobre Cura e Gratidão

 


 Marco Antonio Lana (Teólogo Bíblico)

 

Jesus estava dirigindo-se a Jerusalém. Mas no caminho entre Samaria e a Galileia adentrou em uma pequena aldeia. E veio ao seu encontro dez leprosos que de longe clamavam:

 

“-Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós“. Jesus em uma palavra profética diz a eles: Ide e mostrai aos sacerdotes. E enquanto eles iam ficavam sarados e limpos da lepra.

 

“Respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?”  (Lucas 17 : 17)

 

1 - O que significa lepra na Bíblia?

 

A lepra na época de Jesus, os doentes eram considerados imundos, eram excluídos da sociedade e viviam desprezados por todos.

 

Imaginemos a dor desses dez leprosos, a dor da doença, a dor da discriminação, do desprezo de viver afastado da sociedade, dos seus familiares, somente um milagre da parte do Senhor poderia curá-los.

 

Os sacerdotes davam o veredito se era realmente a doença ou não. Se sim, a pessoa que estava com lepra deveria se afastar e se isolar.

 

A lepra no mundo espiritual representa o pecado, a vida levada de qualquer modo. Jesus não veio por acaso a este mundo. Ele veio para que fôssemos limpos da lepra que nos afasta de Deus.

 

O pecado tira o homem do real propósito do Senhor, acaba com a intimidade entre a criação e o Criador.

 

O nosso Mestre Jesus não precisava, mas ele foi ao encontro daqueles  leprosos, vendo a situação deles lançou uma palavra profética e todos ficaram curados.

 

Nesse dia ele diz a mesma coisa: “Ide e mostrai para a sua família, amigos, chefe, esposo (a) o que Deus já fez por você”. Creia no poder da palavra de Jesus.

 

Uma situação comum reuniu os dez leprosos

 

Entre os dez leprosos que Jesus curou, havia judeus e também samaritanos, que foram reunidos por sua aflição comum.

 

Os judeus desprezavam os samaritanos como apóstatas – pessoas que rejeitaram a fé – os dois grupos geralmente evitavam um ao outro (Mt 10,05; Lc 9,52-55).

 

Mas, no desespero de sua condição, essas pessoas ignoraram essa animosidade habitual e compartilhou uma comunhão de sofrimento.

 

Conscientes de sua “impureza” e o risco de transmissão da sua doença contagiosa, os dez leprosos tiveram cuidado para não se aproximar muito de Jesus quando eles clamaram: “Mestre, tem misericórdia de nós”.

 

Aqui vemos que a distância não impede que Jesus manifeste sua graça e decisão de realizar o milagre sobre nós.

 

Ide e mostrai aos sacerdotes

 

Jesus não curou essas pessoas no local; em vez disso, deu-lhes ordem para mostrar-se aos sacerdotes (Lc 17,14).

 

A Lei mosaica estipulava que a cura da lepra tinha que ser certificada pelos sacerdotes (Lv 14,1-32) – desta forma, uma pessoa era declarada limpa e já não era um pária social.

 

Sensível a todos os aspectos da sua dor, a intenção de Jesus era, não só para restaurar essas pessoas para a saúde, mas também para garantir que elas seriam totalmente restauradas a sociedade normal, recebendo oficialmente um atestado de saúde.

 

Talvez este grupo de dez leprosos tenha ouvido falar sobre as maravilhas que Jesus estava realizando por toda a Galileia.

 

O seu clamor por misericórdia estava cheio de fé expectorante. Eles acreditavam que Jesus poderia realizar milagres outra vez, curando-os.

 

Eles podem ter deixado Jesus cheio de esperanças e extremamente confiante.

 

Jesus cura os dez leprosos no caminho

 

Ainda marcados pela devastação da doença, eles podem ter partido decepcionados, imaginando como os sacerdotes iriam responder a eles.

 

Em todo o caso, foi apenas depois que eles seguiram o seu caminho, obedecendo à diretiva de Jesus, que eles foram curados.

 

Aqui vemos que muitas vezes o Senhor nos promete, no caso deles, a cura, nós achamos que vamos ter que percorrer um caminho maior do que suportamos até alcançarmos nossa cura.

 

Talvez eles também tivessem pensado que seria um caminho longo até chegar aos sacerdotes, mas no meio do caminho eles foram curados.

 

Isso nos mostra que sempre devemos ter fé de que as coisas vão acontecer, mesmo se acharmos que o caminho é longo demais e que não vamos conseguir chegar, devemos continuar andando, pois Deus pode nos surpreender no meio do caminho.

 

O tamanho do nosso milagre é correspondente ao tamanho da nossa fé, por isso temos que orar pedindo ao Senhor que sempre tenhamos fé Nele em todos os momentos.

 

Dez leprosos são curados, mas um voltou para agradecer

 

Ele não tocou um nenhum deles, bastou uma simples palavra e eles ficaram totalmente restaurados.

 

Porém o que mais me chama a atenção nesta passagem Bíblica, é que A Poderosa Palavra de Deus nos revela que somente um dos dez leprosos voltou para Agradecer a Jesus pela Cura Proferida por Ele na sua vida, ele caiu aos pés de Jesus, com rosto em terra e O Adorou.

 

Jesus perguntou ao samaritano: Mas não foram dez os limpos? Onde estão os nove?

 

Porém não houve quem voltasse para dar Glória a Deus pelo Milagre em suas vidas.

 

O que aprendemos e refletimos com esta passagem, é que muitas pessoas querem apenas as Bênçãos de Deus mas não querem ter compromisso com O Dono da Benção que é Jesus.

 

Muitos recebem as Bênçãos de Deus, são curados, são libertos, recebem Milagres em suas vidas da Parte do Senhor, porém não voltam para Glorificar a Deus, para Agradecê-lo, esquecem de onde vieram os milagres e quem os fez.

 

O Senhor quer um coração puro, verdadeiro, que O Glorifique e O Adore em Espírito e em Verdade.

 

Que a sua mão direita não veja o que você realizou com a esquerda

 

Todos os dez foram curados, mas somente um deles, um samaritano, um estrangeiro, voltou para agradecer.

 

O Samaritano, que embora tivesse também a descendência genética de Abraão, era de outra religião, não reconhecida pelos Judeus, habitantes do sul de Israel. Ele era do norte, originário dos remanescentes das dez tribos do norte.

 

Ele se jogou aos pés de Jesus e O agradeceu pelo milagre. Isso nos mostra que sempre devemos agradecer a Deus por tudo, nos prostrando aos Seus pés e O adorando.

 

Também nos ensina que devemos fazer o bem sem esperar um agradecimento, pois nem sempre as pessoas que ajudamos vão voltar para nos agradecer pelo bem que a fizemos.

 

Jesus sabia que somente um iria voltar, pois Ele é Deus, e sabe de todas as coisas, mas disse aquilo em voz alta para que as pessoas que estavam ao Seu redor pudessem aprender que nem sempre todos vão voltar para agradecer.

 

Às vezes Deus nos dá livramentos grandes e nem percebemos, às vezes Ele nos dá um livramento de envenenamento, de alguma doença, de atropelamento ou até mesmo de traição, e não agradecemos.

 

Quando estamos doentes e oramos para que a dor diminua ou vá embora, ou para que sejamos curados, muitas vezes quando o milagre acontece, não agradecemos.

 

Quando oramos para Deus abrir portas de emprego ou uma vaga na faculdade, muitas vezes conseguimos e não agradecemos. Devemos sempre nos lembrar que devemos agradecer o Senhor em todos os momentos.

 

Jesus cura os dez leprosos, palavras finais.

 

Deus nos estende Suas Poderosas Mãos a todos os instantes para nos ajudar, porém poucos são os que reconhecem O Dono da Benção, poucos são os que Glorificam a Deus pelos Milagres Proferidos pelo Senhor em suas vidas.

 

Infelizmente muitos se esquecem de Jesus e do que Ele fez, apenas querem as Bênçãos porém não querem Buscar O Dono das Bênçãos.

 

Seja agradecido, pois a graça de Deus não está sobre nós por nossa honra ou mérito.

 

Graça é um favor imerecido e muitos tem se esquecido disso. Dez foram curados, mas somente “um” se prostrou e agradeceu a Jesus pelo grande milagre.

 

Se o Senhor tem te abençoado, seja grato (a). Conte as pessoas ao seu redor, glorifique e exalte a Deus.

 

Não faça como os outros nove; receberam o milagre, mas não foram gratos. Contemplaram o dom de Deus, mas não souberam reconhecer.

 

Jesus esta indo ao seu encontro hoje, um grande milagre vai acontecer. Mas você está pronto (a) para reconhecer e agradecer?

 

“Agradeço-te não pelas coisas que podes me dar, mas sim por tudo que já tens feito por mim!”