segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Batismo nas águas: Estudo completo sobre o Batismo

Batismo nas águas significa uma cerimônia em que se usa água e por meio da qual uma pessoa se torna membro de uma igreja cristã.

 

BATISMO NAS ÁGUAS SIGNIFICADO

 

O Batismo nas águas significa mergulhar ou imergir.

 

Tais palavras podem significar um rito religioso, ritual de limpeza.

 

No Novo Testamento, se tornou o rito de iniciação na comunidade cristã e era interpretado como morte e nascimento em Cristo.

 

O batismo nas águas é sinal de arrependimento e perdão (Atos 2:38) e união com Cristo (Gálatas 3:26-27), tanto em sua morte como em sua ressurreição (Romanos 6:3-5).

 

O QUE É O BATISMO NAS ÁGUAS?

 

O Batismo nas águas é o anúncio público de uma experiência pessoal. É um ato cristão de obediência e um testemunho público do desejo do crente de se identificar com Cristo e segui-lo.

 

Jesus nos deu seu exemplo e ordenou o ensino sobre o batismo águas. João Batista batizou Jesus no Rio Jordão, deixando-nos o exemplo para fazer o mesmo como uma afirmação pública da nossa fé.

 

Da mesma forma, Jesus mandou que seus discípulos batizassem outros crentes (Mateus 28:19).

 

O batismo nas águas é, portanto, um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. O crente abandona a velha maneira de viver em troca de uma nova vida em Cristo. É símbolo de salvação e não um requisito para a vida eterna.

 

Entretanto, como um ato de obediência, o salvo opta por se batizar. O batismo nas águas indica nosso desejo de dizer à nossa igreja e ao mundo que estamos comprometidos com a pessoa de Jesus e seus ensinamentos.

 

O BATISMO DE JOÃO BATISTA

 

João, o Batista, pregava o “batismo de arrependimento para o perdão dos pecados” (Lucas 3:3). Todos os evangelistas concordam sobre isso (Mateus 3:6-10; Marcos 1:4-5; Lucas 3:3-14).

 

Portanto, reconhecemos o batismo nas águas como símbolo do nosso redirecionamento na vida. Nós nos arrependemos de nossa velha maneira de viver em pecado e desobediência. Mudamos a rota e damos uma nova partida. Mas as origens do batismo de João são difíceis de traçar.

 

Possui semelhanças e diferenças em relação a obrigações e exigências feitas pelos judeus aos pagãos novos convertidos, tais como o estudo da Torá, circuncisão e o ritual do banho para expiar todas as impurezas do passado gentio.

 

RESULTADOS DO BATISMO DE JOÃO BATISTA

 

A prática do batismo nas águas de João tinha os seguintes resultados:

 

1. Era intimamente relacionado com arrependimento radical, não somente dos judeus, mas também dos gentios.

2. Indicava claramente ser preparado para o Messias, que batizaria com o Espírito Santo e traria o batismo de fogo (Mateus 3:11).

3. Simbolizava purificação moral e assim preparava as pessoas para a vinda do reino de Deus (Mateus 3:2; Lucas 3:7-14).

A despeito da óbvia conexão entre o cerimonial de João e a igreja primitiva, o batismo nas águas realmente desapareceu do ministério direto de Jesus.

De início, Jesus permitiu que seus discípulos continuassem o ritual (João 3:22), porém mais tarde aparentemente ele descontinuou essa prática (João 4:1-3), provavelmente pelas seguintes razões:

 

A mensagem de João era funcional, enquanto a de Jesus era pessoal.

 

João antecipou a vinda do reino de Deus, enquanto Jesus anunciou que o Reino já havia chegado.

 

O rito de João era uma passagem intermediária até o ministério de Jesus.

 

O BATISMO DE JESUS

 

O batismo nas águas de Jesus marcou o início de seu ministério.

 

Alguns estudiosos discutem o fato de João Batista, ter batizado Jesus. Entretanto, o propósito e significado do batismo de Jesus permanecem controversos.

 

João Batista proclamava que o reino dos céus estava próximo e o que o povo de Deus deveria se preparar para a chegada do Senhor através da renovação da fé em Deus.

 

Para João, isso significava arrependimento, confissão de pecados e prática do bem. Assim sendo, por que Jesus foi batizado nas águas?

 

Se Jesus não era pecador, como o Novo Testamento proclama (2 Coríntios 5:21; Hebreus 4:15; I Pedro 2:22), por que se submeteu ao batismo de arrependimento para perdão dos pecados?

 

Vamos ver então o que os Evangelhos dizem sobre isso.

 

O EVANGELHO DE MATEUS

 

Mateus dá mais detalhes sobre o batismo de Jesus nas águas do que Marcos.

 

Começa destacando a relutância de João Batista em batizar Jesus (Mateus 3:14), persuadido somente depois da explicação:

 

“Deixa por enquanto, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.” (Mateus 3:15).

 

Embora o significado pleno dessas palavras seja impreciso, elas pelo menos sugerem que o batismo de Jesus nas águas era necessário para cumprir a vontade de Deus.

 

Tanto no Antigo como no Novo Testamento (Salmo 98:2-3; Romanos 1:17) a justiça de Deus é vista como a salvação Dele para o Seu povo.

 

Por isso o Messias é “O Senhor é nossa justiça” (Jeremias 23:6, Isaías 11:1-5).

 

Jesus disse a João Batista que seu batismo era necessário para fazer a vontade de Deus em trazer a salvação sobre seu povo.

 

Assim a declaração do Pai no batismo de Jesus nas águas é publicamente.

 

Enfatizava que Jesus era o servo ungido de Deus pronto para iniciar seu ministério, trazendo a salvação do Senhor.

 

O EVANGELHO DE MARCOS

 

Marcos apresenta o batismo de Jesus nas águas como uma preparação necessária para seu período de tentação e ministério.

 

Em seu batismo Jesus recebeu a aprovação do Pai e a unção do Espírito Santo (Marcos 1:9-11).

 

A ênfase de Marcos na relação especial de Jesus com o Pai, “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”(Marcos 1:11), aproxima duas importantes referências do Antigo Testamento.

 

Jesus é apresentado de uma maneira totalmente nova: o Messias reinante (Salmo 2:7) é também o Servo… (Isaías 42:1).

 

A crença popular judaica esperava um Messias reinante que estabeleceria o reino de Deus, não um Messias que sofreria pelo povo.

 

No pensamento dos judeus a chegada do reino dos céus estava também associada com ouvir a voz de Deus e com a dádiva do Espírito de Deus.

 

Versículos Bíblicos sobre o Batismo nas Águas

 

O EVANGELHO DE LUCAS

 

Lucas menciona rapidamente o batismo de Jesus nas águas, colocando-o em paralelo ao batismo de outros que se referiram a João Batista (Lucas 3:21-22).

 

Ao contrário de Mateus, Lucas coloca a genealogia de Jesus depois de seu batismo e antes do início de seu ministério.

 

O paralelo com Moisés, cuja genealogia ocorre logo antes do início de seu trabalho (Êxodo 6:14-25), não é mera coincidência.

 

Provavelmente pretendeu-se ilustrar o papel de Jesus ao trazer livramento (salvação) ao povo de Deus assim como Moisés fez no Antigo Testamento.

 

Em seu batismo nas águas, na descida do Espírito Santo sobre si, Jesus estava apto a desempenhar a missão para a qual Deus o havia chamado.

 

Após ser tentado (Lucas 4:1-13), Jesus entra na sinagoga e declara ungido pelo Espírito para proclamar as boas novas (Lucas 4:16-21).

 

O Espírito se fez presente no Seu batismo nas águas para ungi-lo (Atos 10:37-38).

 

Em seu relato, Lucas identifica Jesus com as pessoas comuns.

 

Isso é visto na história (com Jesus nascido num estábulo e visitado por humildes pastores, Lucas 2: 8-20).

 

E através da genealogia (enfatizando a relação de Jesus com toda a humanidade, Lucas 3:38) logo depois do batismo.

 

Assim, Lucas via o batismo nas águas como o primeiro passo de Jesus para se identificar com aqueles que Ele veio salvar.

 

Somente alguém semelhante a nós poderia nos substituir para morrer pelos nossos pecados.

 

Evidentemente Lucas, bem como Marcos e Mateus, estava tentando mostrar que Jesus, como representante divino do povo, tinha se identificado com ele no batismo nas águas.

 

O EVANGELHO DE JOÃO

 

O Evangelho de João não diz que Jesus foi batizado, mas que João Batista viu o Espírito descendo sobre Ele (João 1:32-34).

 

O relato enfatiza que Jesus foi a João Batista durante seu ministério de pregação e batismo nas águas. João Batista reconheceu que Jesus era o Cristo, que o Espírito de Deus estava sobre Ele e que era o Filho de Deus.

 

João Batista também reconheceu que Jesus, batizava com o Espírito Santo, ao contrário de si mesmo (João 1: 29-36).

 

E João Batista descreveu Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

 

O paralelo do Antigo Testamento mais próximo desta afirmação se encontra na passagem do “servo do Senhor” (Isaías 53: 6-7).

 

É possível que “Cordeiro de Deus” seja uma tradução alternativa da expressão aramaica “servo de Deus”.

 

A ideia de Jesus como aquele que tira os pecados das pessoas é obviamente o foco desse Evangelho.

 

Seu escritor sugere que João Batista entendeu que Jesus era o representante prometido e salvador do povo.

 

AS CONCLUSÕES DOS EVANGELHOS SOBRE BATISMO NAS ÁGUAS

 

Nos quatro Evangelhos está claro que o Espírito Santo veio sobre Jesus no seu batismo nas águas para capacitá-lo a fazer a obra de Deus.

 

Os quatro escritores reconheceram que Jesus foi ungido por Deus para cumprir sua missão de trazer salvação ao mundo. Essas ideias são a chave para o entendimento do batismo de Jesus nas águas.

 

Naquela ocasião no início de seu ministério, Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo para ser o mediador entre Deus e o seu povo.

 

No seu batismo nas águas Jesus foi identificado como aquele que carregaria os pecados das pessoas. Jesus foi batizado para se identificar com o povo pecador. Da mesma forma, nós somos batizados para nos identificarmos com o ato de obediência de Jesus.

 

Versículos na Bíblia sobre Batismo nas Águas

 

·         E, tendo Jesus sido batizado, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, e vindo sobre ele. Mateus 3:16

·         E aconteceu naqueles dias que Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. E logo, quando saiu da água, viu os céus se abrirem e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Marcos 1:9-11

·         E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo também Jesus batizado, orando ele, o céu se abriu; e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” Lucas 3:21-22

·         Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Romanos 6:3-4

·         Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Gálatas 3:27-28

 

CONCLUSÃO SOBRE O BATISMO NAS ÁGUAS

 

É bom deixar claro uma coisa, o batismo nas águas não salva ninguém, mas o salvo se batiza. Ou seja, apenas o ato de se batizar nas águas não tornará uma pessoa salva. Porém, uma vez salva, a pessoa reconhece a justiça de Deus e seu mandamento, e aí escolhe ser batizada.

 

Para ser ainda mais claro, não adianta se batizar nas águas se não se converte verdadeiramente de coração. Porque, devemos todos os dias estar renunciando nossas vontades.

 

Portanto, sigamos seu exemplo fazendo uma pública confissão do nosso comprometimento com a vontade de Deus. E seguimos cumprindo todos os dias com a justiça de Deus.

Por que Jesus chorou e 11 lições de suas lágrimas

 

PORQUE JESUS CHOROU?

 

Jesus, o Filho de Deus, veio ao mundo como um ser humano. Ele experimentou a plenitude da humanidade, incluindo algo que conhecemos muito bem: emoções. Pode ser surpreendente pensar que Jesus chorou. Não uma vez, mas o Novo Testamento registra três vezes que Jesus mostrou Seus sentimentos através de Suas lágrimas.

 

Vamos dar uma olhada nos textos bíblicos onde encontramos esses episódios.

 

As 3 Vezes que Jesus Chorou

 

1ª Vez que Jesus Chorou:

 

“Jesus chorou.” (João 11:35)

 

João 11:35 é o versículo mais curto nas traduções portuguesas da Bíblia. Esse versículo de duas palavras do livro de João nos fala da reação de Jesus quando chegou ao túmulo de Lázaro, que havia morrido quatro dias antes (João 11:39). Jesus e Lázaro eram amigos íntimos. Lázaro era irmão de Maria e Marta. A Bíblia nos diz que Jesus os amava (João 11:5).

 

Toda aquela dor pela morte de Lázaro levou Jesus às lágrimas. Mais tarde, ele transformou a tristeza em alegria quando ressuscitou Lázaro (João 11:38-44). Mas esse milagre foi o ponto de inflexão que fez os líderes religiosos decidirem matá-lo (João 11:45-53).

 

2ª Vez que Jesus Chorou:

 

“E, chegando perto, viu a cidade e chorou sobre ela” (Lucas 19:41)

 

Lucas 19:28-40 nos fala da entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém alguns dias antes de Sua crucificação. É quando vem o versículo 41. Lucas é o único evangelista que registrou essa reação de Jesus.

 

Nosso Salvador sabia que o povo de Jerusalém logo O rejeitaria e condenaria. Ele também conhecia a calamidade que viria sobre aquela cidade por causa disso (Lucas 19:44), o que aconteceu algumas décadas depois, em 70 d.C.

 

3ª Vez que Jesus Chorou:

 

“O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.” (Hebreus 5:7)

 

O contexto deste versículo não identifica quando esse evento aconteceu, mas fica claro que foi muito próximo da morte de Jesus. Alguns estudiosos atribuem essa referência às orações de Jesus no jardim do Getsêmani, pouco antes de ser preso (Mateus 26:36-56; Marcos 14:32-52; Lucas 22:40-53; João 18:1-11). 

 

Embora nenhum dos evangelistas tenha mencionado que Jesus chorou, eles escreveram que Jesus estava muito triste (Mateus 26:37; Marcos 14:33-34) e em tal agonia que suou gotas de sangue (Lucas 22:44).

 

Outros estudiosos argumentam que Hebreus 5:7 aconteceu enquanto Jesus estava na cruz. Eles apontam para o Salmo 22:24 como o momento em que o Pai ouviu as orações de Jesus, conectando o Salmo 22 à crucificação e ressurreição de Jesus. 

 

Observe que Hebreus 2:12 também faz essa conexão quando o autor cita o Salmo 22:22 como palavras ditas pelo próprio Cristo Jesus. Jesus também citou o Salmo 22:1 quando Ele estava na cruz (Mateus 27:46; Marcos 15:34).

 

Embora as Escrituras não deixem claro por que Jesus chorou em todas essas ocasiões, ainda podemos encontrar possíveis razões para Suas lágrimas e aprender com elas. Então, vamos dar uma olhada em 11 lições que as lágrimas de Jesus nos ensinam sobre Ele e como devemos aplicá-las em nossas vidas.

 

11 Lições para Nós

 

Lições sobre Jesus chorando

 

Lição 1: Jesus era totalmente humano

 

A Bíblia nos ensina que Jesus Cristo é totalmente Deus e totalmente humano (João 1:1,14; Colossenses 2:9; Tito 2:13; 1 João 4:2). Ele não carecia de atributos divinos ou humanos quando veio à terra. Esse conceito está além do que nossas mentes limitadas podem entender, mas é isso que as Escrituras afirmam.

 

Como homem, Jesus experimentou tudo o que um humano faz, incluindo emoções humanas. Ele sentiu tristeza (Mateus 26:37), maravilha (Mateus 8:10), agonia (Lucas 22:44). E Ele chorou. Seu corpo não era apenas uma espécie de concha para um ser divino (Lucas 24:39).

 

Seu choro, entre outras manifestações, mostra a humanidade de Jesus e confirma que Ele experimentou a vida humana em todos os aspectos. É por isso que o autor de Hebreus diz que temos um Sumo Sacerdote que pode nos entender tão bem (Hebreus 4:14-16).

 

Lição 2: Jesus mostrou compaixão por aqueles que estavam sofrendo

 

O Evangelho de João nos conta que, antes de Jesus chegar à cidade de Betânia, onde estava localizada a tumba de Lázaro, Ele já sabia que ia ressuscitar seu bom amigo (João 11:11-15). Seu propósito era mostrar a glória de Deus e ser glorificado por meio desse maravilhoso milagre (João 11:4). No entanto, uma pergunta lógica vem à mente: se Jesus sabia disso, por que chorou?

 

Ele chorou porque sentiu compaixão por aqueles que sofriam por Seu querido amigo, especialmente as irmãs de Lázaro. Mesmo que Ele fosse resolver o problema milagrosamente, Ele ainda participava da tristeza e do sofrimento das pessoas ali.

 

Lição 3: Jesus estava preocupado com a falta de fé das pessoas

 

Quando Jesus encontrou Marta no local do sepultamento de Lázaro, Ele disse a ela que iria ressuscitá-lo (João 11:20-28). No entanto, tanto ela quanto Maria mais tarde disseram a Jesus que seu irmão não teria morrido se Ele tivesse chegado mais cedo (João 11:21,32). Então, a Bíblia nos diz que Jesus “gemeu no espírito e ficou perturbado” (João 11:33 KJV), pouco antes de chorar.

 

Alguns dias antes, os discípulos de Jesus também não acreditaram nEle quando Ele lhes contou Seu plano (João 11:11-16). Parece que todos ali pensaram que era tarde demais para Jesus fazer algo a respeito (João 11:37). 

 

Lázaro já estava morto há quatro dias (João 11:39). Isso pode sugerir que Jesus também chorou por causa da falta de fé deles. Ninguém acreditava que a ressurreição de Lázaro fosse possível. Eles provavelmente não pensaram que o poder de Jesus poderia trazer um homem morto de volta à vida.

 

Lição 4: Jesus mostrou tristeza por aqueles que O rejeitaram

 

Ao entrar na cidade de Jerusalém, Jesus chorou ao pensar na grande destruição que se abateria sobre a cidade como consequência de sua rejeição a Ele (Lucas 19:41-44). Ele estava triste porque sabia que a grande cidade não desfrutaria de Sua paz.

 

Poucos dias depois, o povo de Jerusalém pediu a Pilatos que crucificasse Jesus, apesar de Ele ser um homem inocente (Lucas 23:13-25). Ainda assim, Ele estava triste por eles (Lucas 23:27-29). Observe que esta não foi a primeira vez que Jesus expressou Sua tristeza pela rejeição de Jerusalém (veja Mateus 23:37-39).

 

Lição 5: Jesus suportou um sofrimento inimaginável em nosso lugar

 

A última vez que Jesus chorou foi perto do momento de Sua morte, como explicado anteriormente. Ele havia sofrido uma profunda agonia no jardim do Getsêmani em antecipação ao que estava por vir. Logo depois, Ele foi preso, torturado, humilhado e desprezado. Então, Ele foi crucificado. Esta sentença de morte foi a condenação mais humilhante que o Império Romano impôs aos piores criminosos.

 

Na cruz, Jesus levou sobre Si os pecados do mundo (1 João 2:2), então Ele satisfez a ira de Deus (Isaías 53:5-11; Hebreus 9:26). Ali, de alguma forma, Ele experimentou o abandono do Pai (Mateus 27:46; Marcos 15:34; Salmo 22:1).

 

As lágrimas de Jesus nos lembram do que Ele passou por nós. Jesus Cristo, o Filho de Deus, o único ser humano sem pecado que já viveu, pagou o preço do nosso pecado para nos permitir ser perdoados e ter a vida eterna com Deus (João 3:16; Romanos 5:1,8-9) .

 

Lição 6: Jesus se preocupa conosco

 

Observando os três episódios que mencionam que Jesus chorou, podemos notar como Jesus se importa conosco, humanos. Primeiro, Ele chorou com aqueles que estavam sofrendo, sem ignorar sua dor. Em segundo lugar, Ele chorou por aqueles que O rejeitariam, não ignorando seu terrível destino. Terceiro, Ele chorou ao Pai, não desistindo de Sua missão de pagar o terrível preço por nossos pecados.

 

As lágrimas de Jesus mostram que Ele se importa conosco. Na verdade, Ele mostrou o quanto nos ama (João 15:13), mesmo que não mereçamos (Romanos 5:8). E essas lágrimas também nos lembram de uma promessa preciosa: um dia, o próprio Deus enxugará toda lágrima de nossos olhos, e não haverá mais motivo para chorar, nunca mais (Apocalipse 21:4).

 

Lição 7: Jesus se entristeceu com o pecado do povo

 

Esses três episódios em que Jesus chorou nos dão alguns exemplos das consequências do pecado que trouxeram lágrimas de tristeza aos olhos de nosso Senhor:

 

·         A morte de Lázaro foi um lembrete da realidade da morte trazida pelo pecado. A Bíblia nos diz que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). A morte primeiro entrou no mundo com a queda de Adão e Eva (Gênesis 2:16-17, 3:17-19,22-24).

 

·         As pessoas na cidade de Jerusalém pecaram quando rejeitaram Jesus.

 

·         Jesus nunca pecou (Hebreus 7:26; 1 Pedro 2:22), mas Ele mesmo pagou o preço do nosso pecado e sofreu suas consequências (2 Coríntios 5:21). A própria morte de Jesus aconteceu por causa do pecado, nosso pecado. Nosso amoroso Pai deu Seu próprio Filho para pagar por eles (João 3:16).

 

O pecado foi à razão subjacente que trouxe essas lágrimas aos olhos de Jesus.

 

Lição 8: Devemos chorar sobre o nosso pecado

 

Exceto por Jesus, todo ser humano peca (Romanos 3:23). Essa é a realidade de nossa natureza humana caída. No entanto, não podemos nos acostumar com isso. Toda vez que percebemos que desobedecemos a Palavra de Deus, isso deve trazer uma sensação de profunda tristeza e nos fazer chorar.

 

Jesus chorou pela presença do pecado no mundo e suas consequências. Ele chorou pelo sofrimento que passou para pagar pelos nossos pecados. Não devemos esquecer isso. Devemos ter em mente a calamidade do pecado, quão terrível é e o que representa: uma ofensa ao nosso amoroso Deus. Se O amamos, devemos chorar por nossos pecados (Tiago 4:8-9).

 

Lição nº 9: Devemos chorar pelos pecados dos outros

 

Quando Jesus enfrentou a incredulidade e a rejeição, sentiu tristeza pelo povo. Ele chorou sobre o pecado deles e suas consequências. O profeta Jeremias chorou “rios de lágrimas” pela destruição de Jerusalém (Lamentações 3:46-51), que foi consequência dos pecados da nação de Israel. O apóstolo Paulo chorou pelos crentes e incrédulos (Atos 20:31; Romanos 9:1-3; 2 Coríntios 2:4; Filipenses 3:18).

 

Esses são exemplos que devemos seguir. Em vez de julgar as pessoas (Tiago 4:12), devemos chorar por seus pecados (Salmo 119:136). Devemos sentir tristeza e orar por eles, pedindo a Deus para perdoá-los, ajudá-los a se arrepender e mudar seus caminhos.

 

 

Lição 10: Chorar não é sinal de fraqueza

 

As lágrimas de Jesus nos mostram que há situações em que chorar não é apenas apropriado, mas é a coisa certa a se fazer. A Bíblia nos diz para “alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram” (Romanos 12:15). Foi isso que Jesus fez em Betânia. Ele também expressou Sua tristeza e agonia através de Suas lágrimas. Ele não os escondeu. O Antigo Testamento nos diz que o Messias seria “um homem de dores e que sabe o que é padecer” (Isaías 53:3).

 

Jesus nos mostrou que não há problema em sofrer, reconhecer nossa dor em tempos de dificuldade e chorar, mesmo que acreditemos que tudo ficará bem no final. Lágrimas não são um sinal de incredulidade. Devemos aprender com Jesus e ser livres para expressar nossa dor, nossa tristeza e chegar a Deus com nossas lágrimas porque Ele não as ignora (Salmo 34:15, 56:8).

 

Lição 11: As lágrimas de Jesus nos inspiram a seguir Seu exemplo

 

Há muitas lições que podemos aprender com as lágrimas de Jesus. Podemos aprender com Ele e seguir Seu exemplo sempre que estivermos em circunstâncias semelhantes:

 

·         Quando nos encontramos entre pessoas que sofrem, devemos ter empatia e chorar com elas (Romanos 12:15).

·         Quando vemos incredulidade nos outros, ainda devemos crer (2 Coríntios 5:7).

·         Quando as pessoas nos rejeitam e a mensagem do Evangelho que trazemos, não devemos nos sentir ressentidos ou vingativos (Mateus 5:11-12; Romanos 12:19). Devemos sentir tristeza pelo pecado que os mantém longe do único Deus verdadeiro (Lucas 23:34, Atos 7:59-60).

·         Quando sofremos por Jesus, devemos estar confiantes no plano de Deus (Romanos 8:28-29). Mesmo se morrermos, sabemos que quando Jesus voltar no último dia, Ele nos ressuscitará e desfrutaremos a vida eterna com Ele (João 6:40).

 

Conclusão

Jesus Cristo chorou com aqueles que estavam sofrendo, mesmo sabendo que resolveria a situação em pouco tempo. Ele chorou por aqueles que O rejeitaram, pois Ele sabia as consequências de suas escolhas. E, quando Ele mesmo estava sofrendo, Ele chorou ao Pai, ao Único que poderia fazer algo a respeito. 

 

Que possamos aprender com Ele e fazer o nosso melhor para viver nossas vidas de uma maneira que honre Suas lágrimas e traga glória a Deus.

Sermão: O Desafio da Cruz

TEXTO Sermão sobre a Cruz: Mateus 16: 24-25

 

“24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; 25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.”

 

PROPOSTA:

 

Estudaremos o desafio da cruz a Cristo, ao cristão e à Igreja.

 

OBJETIVOS:

 

O ouvinte deve ser capaz de explicar os desafios que o Cristo enfrentou enquanto ele estava na terra, perceber e aplicar como esses desafios que Ele enfrentou se relacionam com nossa caminhada de fé hoje e mostrar o relacionamento subsequente entre o cristão e a igreja: como um cristão fiel sempre se preocupará com a igreja e seu trabalho.

 

Com esta lição, espero aumentar a determinação de cada membro de imitar a Cristo e de se preocupar com o bem-estar da igreja.

 

INTRODUÇÃO deste Sermão sobre a Cruz:

 

A. Sobre o texto:

1) Mateus 6:33 “Mas buscai primeiro…”

2) Devemos, antes de mais nada, dedicar-nos a Cristo e imitar sua vida.

 

Vejamos então, o desafio da Cruz para…

 

I. O CRISTO – O DESAFIO DE PROVER A SALVAÇÃO DO HOMEM.

 

A. O desafio de deixar o céu.

 

1) João 1: 1 – define o que significa estar em igualdade com Deus:

 

Ele estava com Deus: 

Era Deus;

Todas as coisas feitas por ele;

Uma imagem de igualdade absoluta.

 

2) Filipenses 2: 5 – não considerava a igualdade com Deus uma coisa a ser alcançada.

 

3) Veja Colossenses 1:15-16 que diz:

 

“15 O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação 16 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele”.

 

4) Em Colossenses 2: 9 está escrito:

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.”

 

B. O desafio de viver como homem.

 

1) Tentação nas mãos de Satanás. Veja Hebreus 2:18

“Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.”

 

 Veja Hebreus 4:15 que diz:

 

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”

 

2) Pobreza. Ele poderia ter vindo como um rei ou príncipe… Veja Mateus 8:20 que diz:

 

“E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.”

 

3) Ele teve que lidar com sua própria morte. Veja em Lucas 22: 42-44 que diz:

 

“42 Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. 43 E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. 44 E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.”

 

C. O desafio de morrer como filho de Deus.

 

1) A rejeição pelos Seus. Em Mateus 26:56 está escrito:

 

“Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.”

 

2) A “rejeição” de seu Pai. Veja Marcos 15:34 onde diz:

 

“E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15:34).

 

3) A rejeição do Seu poder. Mateus 26:53 vai dizer:

 

“Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?”

 

Um anjo feriu 70.000 em 2 Samuel 24:15.

Um anjo feriu 185.000 assírios em 2 Reis 19:35;

E um anjo fechou a boca de uma cova de leões em Daniel 6:22.

 

II. O CRISTÃO – O DESAFIO DA IMITAÇÃO DE CRISTO

 

A. O Desafio da Obediência. A verdadeira obediência é uma coisa difícil. Devemos ser obedientes como o Cristo foi obediente.

 

1) Em Hebreus 5: 8- 9 está escrito:

 

“8 Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. 9 E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem“.

 

2) 2 Coríntios 10: 5

 

“Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo“.

 

3) 1 João 5: 3

 

“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.”

 

B. O Desafio da Humildade – Devemos ser humildes como o Cristo foi humilde.

 

1) Filipenses 2: 5

 

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”.

 

2) Mateus 18: 4

 

“Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.”

 

3) 1 Pedro 5: 6

 

“Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte”.

C. O Desafio da Fidelidade – Devemos ser fiéis como Cristo foi fiel.

 

1) A fidelidade é como uma caminhada – 2 Coríntios 5: 7

 

“Porque andamos por fé, e não por vista”.

 

2) A fidelidade é como uma corrida – Hebreus 12: 1, 2

 

“1 PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta,

 

2 Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

 

3) A fidelidade pode envolver a morte – Apocalipse 2:10

 

“Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

 

III. A IGREJA – O DESAFIO DE SER A NOIVA DE CRISTO

 

A. O desafio da pureza.

 

1) O amor de Cristo pela igreja exige que ela seja mantida pura – (Efésios 5: 25-27).

 

2) Pureza Moral – 1 Tessalonicenses 4: 3-7. A igreja e todos os membros devem ser moralmente puros.

 

3) Pureza Doutrinária – 2 Timóteo 1:13

 

B. O Desafio da Unidade

 

1) Efésios 4: 1-6

 

2) 1 Coríntios 12: 13-20

 

C. O desafio da estabilidade

 

1) 1 Timóteo 3:15

 

CONCLUSÃO deste Sermão sobre a Cruz:

 

A. Cada um de nós tem um desafio diante de nós esta manhã.

 

1) O desafio do Cristo.

 

2) O desafio do cristão.

 

3) O desafio da Igreja.

 

4) Essas três coisas constituem o desafio da cruz.

 

5) Mateus 16:24, 25.

 

“Disse então Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois todo aquele que quiser salvar a sua vida, a perderá; e todo aquele que perder a sua vida por minha causa, a encontrará.”

 

B. Apelo

 

1) Para Cristão

 

a. Você aceitará o desafio da cruz hoje?

 

2) Para não cristãos

 

    Ouvir

    Acreditar

    Arrepender-se

    Confessar

    Ser batizado.