LANA MENSAGEIRO

A Palavra de Deus não muda, mas tem o poder de transformar. “A erva seca e a flor fenece, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente. (Is 40,8)”

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Sara teve relações sexuais com o faraó?

 



Quando Abraão mentiu que Sara era sua irmã, em Gênesis 12:10-20, faraó a tomou por mulher e depois de um tempo a devolveu conforme explica o texto. A minha maior dúvida é se o faraó teve relações sexuais com Sara nesse período, se ele consumou esse casamento? Ele a tomou como sua mulher, havendo assim uma “traição” de Sara que teria, nesse caso, adulterado com faraó já que era casada com Abraão?


Essa história narrada em Gênesis nos traz realmente muitas dúvidas, pois traz um relato bastante resumido do acontecido. Porém, podemos levantar algumas questões que nos ajudarão a pensar nessa resposta e chegar a algumas conclusões:


A esposa de Abraão, Sara, teve relações sexuais com faraó 


 (1) Fica claro no início do texto que Abraão já tinha um trato com Sara para quando fossem a algum local onde houvesse certo assédio sobre ela, já que ela era muito bonita e chamava muita atenção. O trato era falar que eram irmãos: “Dize, pois, que és minha irmã, para que me considerem por amor de ti e, por tua causa, me conservem a vida” (Gênesis 12:13). Por curiosidade, de fato Sara era meia-irmã de Abraão, como nos mostra Gênesis 20:12. Com essa trato firmado, logo ao chegar ao Egito, local onde estavam indo por causa da fome em sua terra (Gênesis 12:1), logo príncipes daquela terra se interessaram por levar Sara para ser mulher de Faraó: “Viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na junto dele; e a mulher foi levada para a casa de Faraó” (Gênesis 12:15). 


(2) Era muito comum que faraós tivessem haréns cheios de “esposas”. O texto não nos diz se esse era o caso desse faraó em específico, mas é provável que Sara tenha sido recrutada aqui para ser mais uma dessas muitas esposas que serviriam ao faraó. Por causa de Sara Abraão ganhou muitas dádivas do rei do Egito: “Este, por causa dela, tratou bem a Abrão, o qual veio a ter ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos” (Gênesis 12:16). Para alguns esse verso indica que se passou um bom período de tempo e que isso significaria que faraó tenha tido relações sexuais com Sara, ou seja, consumado esse casamento. Porém, agora irei demonstrar meu pensamento sobre isso e mostrar porque acho que faraó não teve relações sexuais com Sara.

 

Por que o faraó NÃO teve relações sexuais com Sara

 

(3) Em primeiro lugar o fato de Abraão ter ganhado vários presentes não indica que tenha passado muito tempo. Isso pode ter sido feito de uma vez só quando faraó hospedou Abraão como irmão da sua nova pretendente a esposa. Porém, ainda que tenha passado certo tempo, sabemos que faraó aceitar uma mulher como esposa não significa que ele teria relações com ela imediatamente. Era comum que a mulher passasse por um período de “embelezamento” e cuidados diversos, um tipo de preparação antes da consumação do casamento. Podemos ver isso, por exemplo, no texto que descreve a assunção de Ester como rainha da Pérsia (Veja Ester 2).

 

(4) Outro fato que pesa fortemente para que faraó não tenha tido relações sexuais com Sara é a punição que Deus dá: “Porém o SENHOR puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão” (Gênesis 12:17). Ao meu ver essa punição de Deus parece mais preventiva do que punitiva por um ato já cometido. Por que penso assim? Pelo fato de faraó ter devolvido Sara a Abraão: “E me disseste ser tua irmã? Por isso, a tomei para ser minha mulher. Agora, pois, eis a tua mulher, toma-a e vai-te” (Gênesis 12:19). Se faraó já tivesse consumado o ato sexual e bem assim o casamento, parece-me muito mais provável que faraó mandasse matar Abraão pela mentira e permanecesse com Sara como sua esposa. Ele poderia ter entendido a praga como resultante de uma mentira que estava de pé e iria resolvê-la com a morte de Abraão, o que daria a ele certa legitimidade para ter Sara como esposa.

 

(5) Mas o fato de não ter consumado o casamento me parece ter sido o motivo dele ter compreendido as pragas enviadas por Deus como sinal de que deveria devolver aquela mulher ao seu verdadeiro marido. Como faraó ficou sabendo que Abraão e Sara estavam omitindo que eram casados? Será que Sara, vendo as pragas enviadas por Deus, contou a verdade antes que faraó consumasse de fato o casamento? Isso é muito possível!

 

(6) Tudo isso me faz pensar que faraó e Sara não tiveram relações sexuais, não consumaram esse casamento. Apesar de o texto não ser suficientemente claro sobre essa questão específica, eu defendo essa posição. A meu ver traz mais harmonia diante de tudo que foi narrado e mostra como Deus protegeu o casal da aliança em meio a esse difícil contexto que eles enfrentaram no Egito.

Postado por Marco Antônio Lana às 17:25 Nenhum comentário:
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sábado, 2 de janeiro de 2021

ESCATOLOGIA – Doutrina das últimas coisas.

Em relação à volta do Senhor Jesus, a única unanimidade que há entre os teólogos é que ela acontecerá. Nos demais aspectos, são várias correntes defendidas. Cada um com sua teoria e opinião. 

 

É praticamente impossível definir como será a volta do Senhor e os demais acontecimentos dos últimos dias. São os mistérios do Senhor!

 

A seguir, transcrevo as principais correntes defendidas pelos teólogos.  

 

Os assuntos são: 

I – A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
II- O ARREBATAMENTO DA IGREJA
III- A TRIBULAÇÃO
IV- O MILÊNIO
V- OS JUÍZOS FUTUROS
VI- AS RESSURREIÇÕES
 

 

I – A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

 

A. Posição Pós-milenista.   

 A segunda vinda de Cristo se dará depois do milênio. 

 

2- Ordem dos acontecimentos:  

A parte final da Era da Igreja (i.e.. Os seus últimos mil anos) é o Milênio, que será uma época de paz e abundância promovida pelos esforços da igreja. Depois disso, Cristo virá. Seguir-se-á então uma ressurreição generalizada, e depois desta um juízo geral e a eternidade. 

3- Método de interpretação:  

A interpretação pós-milenista é amplamente espiritualizada no que tange a profecia. Apocalipse 20, todavia, será cumprido num reino terreno, estabelecido pelos esforços da igreja.  

 

A Segunda vinda de Cristo se dará no fim da época da igreja e não existe um Milênio na Terra. Estritamente falando, os amilenistas creem que a presente condição dos justos no céu é o Milênio, e que não há ou haverá um Milênio terrestre. Alguns amilenistas tratam a soberania de Cristo sobre os corações dos crentes como se fosse o Milênio. 

2- Ordem dos acontecimentos:  

A Era da Igreja terminará num tempo de convulsão, Cristo voltará, haverá ressurreição e juízo gerais e, depois, a eternidade. 

3- Método de interpretação: 


A interpretação amilenista espiritualiza as promessas feitas a Israel como nação, dizendo que são cumpridas na Igreja. De acordo com esse ponto de vista, Apocalipse 20 descreve a cena das almas nos céus durante o período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo.

C. Posição Pré-milenista.   

A segunda vinda de Cristo acontecerá antes do Milênio.


2- Ordem dos acontecimentos:  

A Era da Igreja termina no tempo da Tribulação, Cristo volta à Terra, estabelece e dirige seu reino por 1.000 anos, ocorrem a ressurreição e o juízo dos não-salvos, e depois vem a eternidade.
 

3- Método de interpretação: 


O pré-milenismo segue o método de interpretação normal, literal, histórico-gramatical. Apocalipse 20 é entendido literalmente.
 

4- A questão do arrebatamento:
Entre os pré-milenistas não há unanimidade quanto ao tempo em que vai ocorrer o arrebatamento.
 

A- A Ocasião do Arrebatamento:

Pós-milenistas e amilenistas vêem o arrebatamento da igreja no final desta era e simultâneo com a segunda vinda de Cristo. Entre os pré-milenistas, há vários pontos de vista.



1. Arrebatamento pré-tribulacional:

A- Significado:

O arrebatamento da Igreja (i.e., a vinda do Senhor nos ares para os Seus santos) ocorrerá antes que comece o período de sete anos da tribulação. Por isso, a Igreja não passará pela Tribulação, segundo este ponto de vista.

 

B- Provas citadas: 

  • A promessa de ser guardada (fora) da hora da provação. (Ap 3.10)
  • A remoção do aspecto de habitação no ministério do Espírito Santo exige necessariamente a remoção dos crentes. (2Ts 2)
  • A tribulação é um período de derramamento da ira de Deus, da qual a Igreja já está isenta. (Ap 6.17, cf. 1Ts 1.10; 5.9)
  • O arrebatamento só pode ser iminente se for pré-tribulacional.    (1Ts 5.6) 

 

2. Arrebatamento mesotribulacional: 

 

A- Significado:

O arrebatamento ocorrerá depois de transcorridos três anos e meio do período da tribulação

 

B- Provas citadas: 

  • A última trombeta de 1Co 15.52 é a sétima trombeta de Apocalipse 11.15, que soa na metade da tribulação.
  • A Grande Tribulação é composta apenas dos últimos três anos e meio da septuagésima semana da profecia de Daniel 9.24-27, e a promessa de libertação da Igreja só se aplica a esse período. (Ap 11.2; 12.6)
  • A ressurreição das duas testemunhas retrata o arrebatamento da Igreja, e sua ressurreição ocorre na metade da tribulação. (Ap 11.3,11) 

 

3. Arrebatamento pós-tribulacional: 

 

A- Significado: 

O arrebatamento acontecerá ao final da Tribulação. O arrebatamento é distinto da segunda vinda, embora seja separado dela por um pequeno intervalo de tempo. A igreja permanecerá na terra durante todo o período da tribulação.

 

B- Provas citadas: 

 

  • O arrebatamento e a segunda vinda são descritos pelas mesmas palavras.
  • Preservação da ira significa proteção sobrenatural para os crentes durante a tribulação, não libertação por ausência (assim como Israel permaneceu no Egito durante as pragas, mas protegido de seus efeitos).
  • Há santos na terra durante a tribulação. (Mt 24.22) 

 

4. Arrebatamento parcial: 

 

A- Significado: 

Somente os crentes considerados dignos serão arrebatados antes de a ira de Deus ser derramada sobre a terra; os que não tiverem sido fiéis permanecerão na terra durante a tribulação.

 

B- Provas citadas: 

Versículos como Hebreus 9.28, que exigem vigilância e preparo. 

 

C- A Descrição do Arrebatamento: 

  • Descida de Cristo.
  • A Ressurreição dos mortos em Cristo
  • A Transformação de corpos mortais para imortais dos crentes vivos na ocasião.
  • O encontro com Cristo nos ares para a subida ao céu.

 

III. A TRIBULAÇÃO
 


É a 70ª semana de Daniel e, portanto, durará sete anos (Dn 9.27). A metade desse período é apresentada pelas expressões “42 meses” e “1.260 dias” (Ap 11.2,3)

A - Sua Distinção:  (Mt 24.21; Ap 6.15-17)

 

B- Sua Descrição: 

  • Julgamento sobre o mundo. As três séries de juízos descrevem esse julgamento (selos, Ap 6; trombeta, Ap 8-9; taças, Ap 16)
  • Perseguição contra Israel. (Mt 24.9,22; Ap 12.17)
  • Salvação de multidões (ap 7).
  • Ascensão e domínio do anticristo (2Ts 2; Ap 13). 

 

C - Seu Desfecho:


A tribulação terminará com a reunião das nações para a batalha de Armagedom e com o retorno de Cristo à terra (Ap 19).

 

IV. O MILÊNIO:   

O Milênio é o período de 1000 anos em que Cristo reinará sobre a terra, dando cumprimento às alianças abraâmica e davídica, bem como à nova aliança.

A- Suas Designações:
 

O Milênio é chamado de “reino dos céus” (Mt 6.10), “reino de Deus”      (Lc 19.11), “reino de Cristo” (Ap 11.15), a “regeneração” (Mt 19.28), “tempos de refrigério”        (At 3.19) e o “mundo por vir” (Hb 2.5).

 

C- Seu Governo: 

  • Seu cabeça será Cristo (Ap 19.16
  • Seu caráter. Um reino espiritual que produzirá paz, equidade, justiça, prosperidade e glória (Is 11.2-5).
  • Sua capital será Jerusalém (2.3). 

 

D- Sua Relação com satanás:


Durante este período satanás estará acorrentado, sendo liberto ao seu final, para liderar uma revolta final contra Cristo (Ap 20). Satanás será derrotado e lançado definitivamente no lago de fogo.

 

V. OS JUÍZOS FUTUROS   

 

Tempo: Depois do arrebatamento da Igreja.

Lugar: No céu.

Juiz: Cristo.

Participantes: Todos os membros do Corpo de Cristo.

Base: Obras posteriores à salvação.

Resultado: Galardões ou perda de galardões.

Textos: 1Co 3.11-15; 2Co 15.10 

 

B- O Julgamento das Nações (ou gentios): 

Tempo: Na segunda vinda de Cristo.

Lugar: Vale de Josafá.

Juiz: Cristo.

Participantes: Os gentios vivos na época da volta de Cristo.

Base: Tratamento dos “irmãos” de Cristo, i.e., Israel.

Resultado: Os salvos entram no reino; os perdidos são lançados no lago de fogo.

Textos: Mt 25.31-46; Jl 3.2 

 

C- O Julgamento de Israel: 

Tempo: Na segunda vinda de Cristo.

Lugar: Na terra, no “deserto dos povos” (Ez 20.35).

Juiz: Cristo.

Participantes: Judeus vivos ao tempo da segunda vinda de Cristo.

Base: Aceitação do Messias.

Resultado: Os salvos entrarão no reino; os perdidos serão lançados no lago de fogo.

Textos: Ez 20.33-38 

 

D- O Julgamento dos Anjos Caídos: 

Tempo: Provavelmente depois do milênio.

Lugar: Não especificado.

Juiz: Cristo e os crentes.

Participantes: Anjos caídos.

Base: Desobediência a Deus ao seguirem a satanás em sua revolta.Resultado: Lançados no lago de fogo.

Textos: Jd 6; 1Co 6.3 

 

E- O Julgamento dos Mortos Não-Redimidos: 

Tempo: Depois do Milênio.

Lugar: Perante o Grande Trono Branco.

Juiz: Cristo.

Participantes: Todos os não-salvos desde o principio da humanidade.

Base: O que faz serem julgados é a rejeição da salvação em Cristo, mas o fogo do juízo é a

demonstração de que pelas próprias más obras merecem a punição eterna.

Resultados: O lago de fogo.

Textos: Ap 20.11-15 

 

VI. AS RESSURREIÇÕES 

A - A Ressurreição dos Justos: (Lc 14.14; Jo 5.28,29)

Inclui os mortos em Cristo, que são ressuscitados no arrebatamento da igreja (1Ts 4.16).

 

 Inclui os salvos durante os período da tribulação (Ap 20.4).

 

Inclui os santos do A. T. (Dn 12.2 – Alguns crêem que serão ressuscitados no arrebatamento; outros pensam que isso se dará na segunda vinda). Todos estes são incluídos na primeira ressurreição. 

 

B- A Ressurreição dos Ímpios: 

 

Todos os não-salvos serão ressuscitados depois do milênio para comparecerem perante o Grande Trono Branco e serem julgados (Ap 20.11-15). Esta segunda ressurreição resulta na segunda morte para todos os envolvidos.

Extraído de “A Bíblia Anotada” Pg 1642-1644

Postado por Marco Antônio Lana às 21:54 Nenhum comentário:
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Há Hierarquia Entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo?

Creio em um só Deus, Uno e Trino. | Enchei-vos do Espírito Santo de Deus ...

Em essência, não existe qualquer hierarquia entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isso significa que as três pessoas da Trindade são absolutamente iguais em poder, honra, majestade e glória. Pai, Filho e Espírito Santo são um único Deus! Por isto, o Filho é plenamente divino, assim como o Pai e o Espírito.

 

Mas há alguns textos bíblicos que parecem indicar que existe uma certa hierarquia entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O apóstolo Paulo, por exemplo, escreve aos cristãos de Corinto dizendo que Deus, o Pai, é o cabeça de Cristo (1 Coríntios 11:3). O próprio Jesus Cristo, durante seu último discurso antes da crucificação, avisou aos seus discípulos que Ele iria para o Pai e disse: “Porque o Pai é maior do que eu” (João 14:28).

 

É verdade que algumas seitas acabam utilizando esses versículos para negarem a plena divindade de Cristo, e apontar uma falsa hierarquia essencial entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A teologia responde esta questão corretamente falando da Trindade em dois aspectos diferentes. São eles: ontológico e econômico. No primeiro não há hierarquia entre o Pai, o Filho e o Espírito; enquanto no segundo há uma certa organização hierárquica. Vejamos melhor a seguir.

 

Pai, Filho e Espírito Santo são iguais em essência 


A Bíblia afirma a igualdade ontológica da Trindade. A palavra “ontologia” vem da união de dois termos gregos, ontos, “ser”, e logia, “estudo”. Portanto, quando se fala em Trindade Ontológica se refere à Trindade em sua essência. Nesse sentido, definitivamente não existe hierarquia entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Se ontologicamente houvesse alguma hierarquia ou subordinação entre as três pessoas da Trindade, isto significaria que uma seria mais divina que outra. Claro que não é isto que a Bíblia ensina. Como já foi dito, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são plenamente Deus

 

Apesar de serem três Pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito são o único e verdadeiro Deus; por isto são essencialmente iguais. Pai, Filho e Espírito são da mesma natureza, compartilham os mesmos atributos e são igualmente dignos, eternos e divinos.


As três Pessoas da Trindade existem, coexistem e se relacionam eternamente. Portanto, nunca houve um momento em que o Pai existiu sem que houvesse o Filho e o Espírito. Por exemplo: o Filho não veio a se tornar Filho do Pai num determinado tempo, mas Ele é o Filho por toda eternidade (cf. Marcos 1:11; João 1:11; 3:16; 17:5,24). O Pai está no Filho, o Filho está no Pai, e o Espírito é tanto do Pai quanto do Filho (João 10:38; Romanos 8:9).


A hierarquia econômica entre Pai, Filho e Espírito

 

O Pai, o Filho e o Espírito Santo, que são iguais ontologicamente, executam funções específicas na obra da criação e na história da redenção. Por exemplo: o Pai inicia, o Filho concorda e o Espírito executa a vontade divina. Então na economia da salvação, as três pessoas da Trindade assumiram papeis específicos. O Pai planejou a salvação, o Filho executou o plano concebido pelo Pai, e o Espírito é quem aplica a obra da redenção na vida do homem. É a isto que a teologia chama de Trindade Econômica.

 

Nessa relação econômica, o Pai enviou o Filho, e o Espírito foi enviado do Pai e do Filho. Então é somente nesse aspecto que a teologia diz que há uma hierarquia entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Trata-se de um tipo de hierarquia funcional expressa na forma como o Pai, o Filho e o Espírito Santo se organizaram para salvar o homem. 


É nesse sentido que o Filho aparece amorosamente e livremente subordinado ao Pai, declarando ser menor do que Ele, e juntos enviam o Espírito Santo. Mas além dessa classificação econômica, a Bíblia Sagrada não deixa dúvida de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas de mesma posição e importância (cf. Romanos 15:16; 2 Coríntios 13:14; Hebreus 9:14; 1 Pedro 1:2).

Postado por Marco Antônio Lana às 20:42 Nenhum comentário:
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

SANTISSIMA TRINDADE

O que é a Trindade?

Trindade é a palavra que usamos para descrever Deus que, sendo um só, tem três “pessoas”: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A palavra Trindade, que significa mais ou menos “três em um” ou “um que é três”, não aparece na Bíblia mas é usado para explicar o conceito bíblico que Deus é um mas é três. Essa ideia é difícil de entender mas está bem presente na Bíblia (Mateus 28:19).

Deus é um só? Ou há vários deuses?

A Bíblia deixa claro: só há um Deus. Não existem vários deuses, apenas um, o Deus da Bíblia, que é supremo (Isaías 44:6; Romanos 3:30). A Bíblia não fala de três deuses, fala de só uma pessoa que é Deus. É por isso que chamamos o Cristianismo de uma religião monoteísta, porque acredita que só existe um Deus e não vários (panteísmo). A Trindade não é um conjunto de três deuses.

Então, Deus é um ou é três?

Deus é três em um. Sendo um, Ele tem três “pessoas” ou “identidades”. É um pouco como um ovo, que tem a clara, a gema e a casca. Juntos são o ovo mas são três partes diferentes do mesmo ovo. Como o ovo, as três “pessoas” de Deus juntas são um só Deus. Mas, diferente das partes do ovo, cada “pessoa” (Pai, Filho, Espírito Santo) é em si Deus, não apenas uma parte. Por isso é normal chamar de “pessoas”, porque cada um é distinto, com uma função diferente. É um pouco como uma mente coletiva, três indivíduos com a mesma mente. Mas as três “pessoas” de Deus estão muito mais interligadas.

Jesus disse “quem me vê, vê o Pai” (João 14:9). Quando o Espírito Santo age na nossa vida, é a totalidade de Deus agindo em nós, através do Espírito Santo. A Bíblia constantemente mistura os três, já que quando falamos de um, falamos também de Deus no seu todo.

Sabemos pela Bíblia que cada um dos elementos da Trindade tem algumas funções diferentes mas é difícil distinguir exatamente o Pai do Filho e do Espírito Santo, porque no final são todos a mesma pessoa (João 10:30); as suas ações nunca são completamente independentes. As três pessoas da Trindade são interdependentes.

Provavelmente não é possível compreender totalmente o conceito de Trindade, porque somos seres limitados e não há nada igual a Deus para comparar (Isaías 40:18). É importante lembrar que Deus não é limitado como nós. Tal como Ele não está preso às regras do tempo e do espaço, também não é limitado pelas regras da matemática, que diz que uma pessoa não pode ser um e três ao mesmo tempo. Deus é infinitamente mais complexo que nós.

O que a Bíblia ensina sobre a Trindade?

A Bíblia ensina que Deus, sendo um só, é Pai, Filho e Espírito Santo. Não existem três deuses; somente existe um, com três manifestações, ou “pessoas”. A Bíblia ensina que o Pai é Deus, Jesus é Deus e o Espírito Santo é Deus.
A Bíblia fala sobre a Trindade?

A palavra “Trindade” não aparece na Bíblia mas é usado para dar nome ao conceito bíblico que o Pai, Filho e o Espírito Santo são a mesma pessoa. A Bíblia ensina claramente que há só um Deus (Isaías 44:6). Não há outros deuses. Mas a Bíblia também ensina que Deus tem três “pessoas” distintas:

O Pai - Deus Pai é a origem de todas as coisas. Toda a vontade e todos os planos de Deus estão expressos em Deus Pai (João 5:19). Ele é soberano sobre todas as coisas e é o Juiz de todo o mundo.

O Filho - O Filho é a manifestação visível de Deus: Jesus. Jesus é Deus em forma humana, que conseguimos ver e compreender (João 1:14). Através de Jesus, Deus trouxe a salvação ao mundo. Jesus nos dá acesso ao Pai e cobre nossos pecados.

O Espírito Santo - O Espírito Santo é Deus agindo em nós. Deus mora em nossos corações através do Espírito Santo (1 Coríntios 2:11-12). O Espírito Santo nos capacita a crer e a entender as coisas de Deus. Ele também nos ajuda a orar e a ter um relacionamento íntimo com Deus.

A grande manifestação da Trindade aconteceu no batismo de Jesus. O Filho, Jesus, estava lá em forma humana, o Espírito Santo desceu como uma pomba e o Pai falou dos céus (Lucas 3:21-22). Jesus também ordenou que os discípulos fossem batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28:19).

Jesus é Deus?

Sim, Jesus é Deus. A Bíblia deixa isso bem claro, Deus é uma Trindade: 3 em 1. Pode parecer estranho, mas Deus é maior do que a nossa capacidade de compreendê-lo. Somos criatura, obra do Criador.

O que os homens sabem de Deus foi revelado pelo próprio Deus, através do Filho por meio do Espírito Santo (Lucas 10:21-24).

Nós somos corpo, alma e espírito, Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus é o Filho de Deus, está com Deus e é Deus (João 1:1). O Pai, o Filho e o Espírito Santo estavam juntos desde o princípio (João 1:2). Ao vir para a terra, o Filho tomou a forma humana: Jesus (Isaías 9:6, Mateus 1:20-23 e Mateus 3:16-17), "o Verbo que se fez carne e habitou entre nós" (João 1:14).

Algumas pessoas argumentam o fato de Jesus estar junto a Deus de que Ele não seria Deus. Na verdade, só a essência de Deus poderia estar com Deus desde a eternidade, pois antes de tudo, só Deus existia (lembre-se: Deus é 3 em 1). Outras passagens são muito claras ao afirmar que Jesus é Deus (João 10:30, Tito 2:13 e Colossenses 1:15-17).


Jesus afirmou ser Deus

Jesus não disse exatamente essas palavras “eu sou Deus”, assim como não há nenhuma referência bíblica de que Ele tenha dito “eu sou homem”. Mesmo assim, encontramos no Evangelho várias formas em que Jesus afirmou ser Deus:

Jesus deixou que as pessoas o adorassem (Mateus 28:9) – Jesus não recusou ser adorado. Jesus era judeu, os judeus acreditavam que só deviam adorar a Deus, nunca a homens. 


Jesus perdoava pecados (Marcos 2:5-7) – Ele não estava perdoando pecados feitos contra Ele próprio, mas todos os pecados das pessoas! Os religiosos da época ficaram chocados, porque só Deus poderia perdoar os pecados, visto que todo o pecado é uma ofensa contra Deus.
 

Jesus afirmou ser o Eu Sou (João 8:28; João 8:58-59) – Quando Moisés perguntou a Deus qual era Seu nome, Deus respondeu: Eu Sou (Êxodo 3:13-14). Jesus afirmou ser o Eu Sou, quando foi questionado quem Ele era. Os judeus quiseram matá-lo quando ouviram a resposta, pois estava claro que Jesus afirmou ser Deus.
Jesus disse que Ele e Deus eram um (João 10:30-33) – Isso seria o mesmo que dizer: Eu sou Deus! Tanto que os judeus ao entenderam isto tentaram apedrejá-lo.
Jesus afirmou ser o caminho, a verdade e a vida (João 14:6) – Só Deus poderia dar acesso a Ele próprio. Jesus afirmou ser - tudo no singular - o caminho, a verdade e a vida. Ninguém - absolutamente nada e ninguém - chegaria ao Pai senão fosse por intermédio dele.
 

Jesus afirmou ser a única Salvação (João 5:24 e João 14:23) - Nenhum líder espiritual disse que a salvação viria por ele próprio. Tal afirmação cairia por terra quando o indivíduo morresse. Jesus não somente afirmou ser a Salvação (João 11:25), como ressuscitou e venceu a morte! (Mateus 28:5-6 e Romanos 6:9)

Muitas destas afirmações foram registradas por João Evangelista - discípulo de Jesus - que ouviu e testemunhou todas essas coisas. Os judeus teriam aceitado um Messias, profeta ou líder espiritual sem problema, pois já estavam a espera que Ele viesse. A razão porque muitos se recusaram a aceitar a Jesus e o mataram, foi justamente porque Ele dizia ser Deus.

Jesus revelou ser Deus

Outra passagem que nos ajuda a compreender que Jesus é Deus, está no Evangelho de João 14. Tomé indagou a Cristo para onde Ele iria e que caminho tomar (João 14:5). Jesus respondeu a Tomé dizendo: "Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto" (João 14:6-7). Além de afirmar que era o único caminho que levava à Salvação, Ele revelou que era Deus e que estava na frente de todos eles!

Filipe, ainda sem compreender disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (João 14:8). Jesus reafirma quem era de maneira categórica: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: Mostra-nos o Pai?
Jesus provou ser Deus quando ressuscitou! Todos os outros casos de ressurreição na Bíblia foram graças às orações de homens de Deus. Jesus ressuscitou sem ninguém ter intercedido por Ele (Atos dos Apóstolos 2:24 e Romanos 6:9). A morte não podia retê-lo porque era perfeito e era Deus.

O que é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é a terceira “pessoa” da Trindade, ou seja, Ele é Deus. O Espírito Santo é a parte de Deus que age diretamente no mundo e na vida do crente. É Ele que permite o contato direto com Deus.

O Espírito Santo é uma pessoa?

Sim, o Espírito Santo é uma pessoa, não apenas uma força ou um poder. Jesus disse que Ele é uma pessoa quando O chamou de nosso Conselheiro, algo que só uma pessoa pode ser (João 14:16-17). A Bíblia fala que Ele tem todas as características de uma pessoa:

Ele fala – a Bíblia conta que o próprio Espírito Santo falou com os discípulos como uma pessoa, não como uma força usada por alguém (Atos dos Apóstolos 13:2).
Ele pensa – o Espírito Santo sonda e compreende as coisas de Deus, tem capacidade intelectual (1 Coríntios 2:10-11).
Ele sente – se nós podemos entristecer o Espírito Santo, isso significa que Ele tem capacidade para sentir emoções (Efésios 4:30).
Ele tem vontade – o Espírito Santo toma decisões, dando a conhecer a Sua vontade (Atos dos Apóstolos 16:7).

A Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. Ele é igual a Deus e é parte de Deus. Ele é enviado tanto da parte de Deus Pai e de Jesus, o Filho, e é uma parte integral da Trindade.

O que o Espírito Santo faz?

Ele fala de Jesus – o Espírito Santo glorifica a Jesus e O torna conhecido a nós. É só por Ele que podemos conhecer Jesus (João 16:13-15). 


Ele convence o pecador – quando alguém é convencido do seu pecado e da justiça de Deus, isso é por ação do Espírito Santo, também conhecido como Espírito da Verdade (João 16:7-8).


Ele transforma o crente – quando uma pessoa aceita Jesus como seu salvador, recebe o Espírito Santo, que atua na sua vida para a salvação. Por isso, o Espírito Santo é chamado Espírito de Vida (Romanos 8:2).


Ele guia – o Espírito Santo nos ensina como viver como Deus quer. Ele mora dentro do crente e ajuda-o a encontrar o caminho que deve seguir. É Ele que nos ajuda a interpretar a Bíblia corretamente e a aplicá-la nas nossas vidas (Gálatas 5:16).


Ele capacita – através da ação do Espírito Santo, podemos vencer o pecado e viver de maneira digna. As novas atitudes do cristão são conhecidas como “frutos do Espírito”, porque são o resultado de Seu trabalho (Gálatas 5:22-24). É também o Espírito que nos dá capacidade para testemunhar de Cristo, ensinar e fazer boas obras. Até no Antigo Testamento, quem dava o ministério era o Espírito Santo de Deus.

Quem pode receber o Espírito Santo? 


Se você aceitou Jesus como seu senhor e salvador, então o Espírito Santo já mora dentro de você. É Ele quem dá a vontade de ser mais como Jesus e de ficar mais próximo de Deus; é Ele quem tira a culpa do pecado. O Espírito Santo não habita em quem não acredita mas Ele atua no coração de quem O deixa, para convencer e dar o dom da fé. Se você precisa de fé, basta pedir a Deus; o Espírito Santo virá e te ajudará.

 

 EXPLICANDO A SANTÍSSIMA TRINDADE

 A Santíssima Trindade é um dogma da Igreja Católica, uma proposição teológica de crença obrigatória; definitiva e imutável. Assim sendo, é absolutamente verdadeiro, para todo o cristão, a existência de um único e mesmo Deus; criador do céu e da Terra e de tudo que nela há. Criador das coisas visíveis e invisíveis.

Sobre a Santíssima Trindade, o Concílio de Latrão (1215) assim manifestou-se:

“Firmemente cremos e simplesmente confessamos que apenas um é o Deus Eterno, Verdadeiro, Imenso, Imutável, Incompreensível, Onipotente e Inefável; Pai, Filho e Espírito Santo; três pessoas certamente, mas uma só essência, substância ou natureza absolutamente simples. O Pai não vem de ninguém, O Filho apenas do Pai, e o Espírito Santo de Um e de Outro, sem começo, sempre, e sem fim” (Dz.428).

Esse Deus, que é eternamente um único e mesmo Deus, possui três Pessoas, eternamente, unidas na Sua constituição.

As três Pessoas da Santíssima Trindade correspondem às procissões divinas iminentes ou ” ad intra”. O Verbo de Deus é o modo como Deus conhece e ama a Si mesmo. O Verbo de Deus é o princípio da sabedoria eterna presente na criação do mundo. O Verbo divino é o principio através do qual tudo foi feito, princípio que sustenta toda a realidade criada e sem ele, nada foi feito. O Verbo é – assim – a palavra de Deus um engedramento eterno do entendimento divino.

O Deus Pai, o Deus Filho e o Espírito Santo formam – portanto – uma unidade eterna, como revelada pelos evangelhos. São João evangelista, observa “‘E estes três são um” (lJo 5,7)

As Três Pessoas encontram-se unidas em substância.Cada uma das três Pessoas da Santíssima Trindade é plenamente Deus.Sobre essa proposição manifestou-se o Concílio de Florença:”(…)o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho .O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho, é o mesmo Deus único” (ver Catecismo da Igreja Católica (c.245)).

Essa última definição do credo católico: a afirmação teológica segundo a qual “o Espírito Santo procede do Deus-Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho, é o mesmo Deus único, constitui o principal ponto de divergência com a chamada Igreja ortodoxa. Trata-se da controvertida questão do “Filioque”. Para a Igreja oriental, o Espírito Santo provém unicamente do Deus-Pai, “através” do Deus Filho, e não “do” Deus Filho; sendo “com” Ele igualmente cultuado. Apenas o Deus-Pai não procede de ninguém.

O Concilio de Toledo assim pronunciou -se sobre a questão:

“O Espírito Santo, que é a terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho, da mesma substância e também da mesma natureza. Contudo, não se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas, ao mesmo tempo, o Espírito do Pai e do Filho”.

Não há nenhum rebaixamento no grau de adoração da Terceira Pessoa da Trindade nessa definição católica, como alegam os ortodoxos; isto porque, quando a doutrina católica afirma ser o Espírito-Santo também originário do Deus Filho, ela obedece aos dizeres do próprio evangelho, quando o evangelista João 1 diz que ” No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”

Se o Verbo “é” Deus – uma processão intelectiva e volitiva de Deus – o Espírito Santo necessariamente deve provir Dele. Além disso, a Santíssima -Trindade foi uma verdade teológica revelada pelo Deus-Filho, pelo Cristo.

Antes da vinda do Cristo, não se cultuava a Deus na forma trinitária, portanto foi com Nosso Senhor Jesus Cristo que a Trindade nos foi revelada. São Paulo observa na Epístola aos Romanos:

“a revelação do mistério que foi ocultado durante muitas gerações, mas está agora revelado e, por meio dos escritos proféticos, tornou-se conhecido a todas as nações” (Romanos 16:25-26).

A complexa idéia do Deus triúno é objeto de muita controvérsia, e motivo para o surgimento de várias heresias. A compatibilização de distinções na unidade divina, parece ser o centro das dificuldades geradas na doutrina cristã.

O que diferencia as três Pessoas da Santíssima Trindade são apenas as relações estabelecidas entre elas, como afirma o catecismo católico. O que distingue as três Pessoas da Santíssima Trindade é, portanto, o relacionamento existente entre elas jamais a substância. As três Pessoas compartilham eternamente a mesma substância divina. Nenhuma das Pessoas é maior em poder, glória e eternidade.

Exemplos neotestamentários desse relacionamento entre as Pessoas da Santíssima Trindade, encontramos em algumas passagens como em João :

"NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. 3 E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. 4 Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho. 5 Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? 6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. 7 Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. 8 Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. 9 Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10 Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. 11 Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras. 12 Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. 13 E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. 15 Se me amais, guardai os meus mandamentos. 16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; 17 O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. 18 Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. 19 Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. 20 Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. 21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. ” Jo 14; 2 — 21:

A segunda Pessoa da Trindade, o Deus-Filho, foi definida pelo I Concílio de Nicéia(325 d.C.) como possuidor de duas naturezas e duas vontades, unidas; mas imiscíveis.

O Filho de Deus é, plenamente, homem, e plenamente Deus; consubstancial ao Pai. (“homousia”);participe, portanto, da mesma substância do pai.

Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo as definições do Concílio de Nicéia – em resposta à heresia de Ário – é definido como “Deus de Deus”,”Luz da Luz”,”Deus verdadeiro do Deus verdadeiro”.

O Cristo é as primícias dos que dormem; ele é – assim – a imagem do homem futuro.

O Jesus Cristo é, portanto, verdadeiramente, homem e verdadeiramente Deus; gerado porém jamais criado. O Deus Filho é um engendramento de Deus. Ele é o Verbo, incriado, através do qual tudo foi feito. O Cristo é o Único Filho de um único Deus que de uma única vez redime toda a humanidade.

Diz o Novo Testamento:”O qual, sendo de condição divina, não reteve avidamente o fato de ser igual a Deus, mas se despojou de si mesmo, tomando a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens e aparecendo em seu porte como homem…” (Fil 2,6-7). Diz também São João, evangelista logo ao iniciar seu evangelho “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós…” (Jo 1,14).

Cada uma das três pessoas da Santíssima Trindade deve ser cultuada igualmente, objeto da mesma adoração.

Todas as três pessoas possuem igual divindade. Não há hierarquia na Santíssima Trindade. O próprio Cristo afirmou inquestionavelmente: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30); além de ordenar aos apóstolos que levassem seus ensinamentos bem como a ministração do batismo em nome das três pessoas (Mt 28, 19).

A doutrina católica da Santíssima Trindade pode assim ser entendida:

“A fé católica é esta: que veneremos o único Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a majestade” (ver-Catecismo da Igreja Católica, no 266).

O III Concílio de Constantinopla (680-681), dirimiu as dúvidas existentes sobre as duas vontades do Cristo questão relacionada a duas proposições heréticas – o monofisismo de Eutiques e, posteriormente, monotelismo de Sérgio, patriarca de Constantinopla – “Proclamamos igualmente, conforme os ensinamentos dos Santos Padres, que não existem também duas vontades físicas e duas operações físicas de modo indivisível, de modo que não seja conversível, de modo inseparável e de modo não confuso. E estas duas vontades físicas não se opõe uma a outra como afirmam os ímpios hereges…” (Dz. 291 e Dz. 263-288).

Quando Deus atua, são sempre as Três Pessoas que atuam; contudo, cada uma realiza uma obra específica conforme suas propriedades. O Cristo salva e julga, o Espírito Santo anima a vida e conduz a Igreja transmitindo as graças de Deus nos sacramentos e as demais graças solicitadas pelos fieis. Diz assim o catecismo da Igreja Católica: “Pois da mesma forma que a Trindade não tem senão uma única e mesma natureza, assim também não tem senão uma única e mesma operação (…) Contudo, cada pessoa divina opera a obra comum segundo a sua propriedade pessoal” (ver Catecismo da Igreja Católica, no 258).

O Deus Pai é o criador do mundo; o Deus Filho é a salvação ofertada por Deus aos homens, através da segunda Pessoa da Trindade que há de vir no Fim dos Tempos para julgar os vivos e os mortos. O Cristo é a Nova e eterna aliança de Deus para com os homens celebrada nele mesmo. O Filho de Deus é o modo como Deus revela-Se aos homens na plenitude dos tempos.

O Espírito Santo anima a vida, conduz a Igreja, e unge seus filhos com Seus dons de cura, sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade, e temor de Deus.

A Santíssima Trindade é uma verdade de fé, um mistério – objeto de crença e não de entendimento pleno. Mais importante que destrinchar o mistério da Santíssima Trindade é praticar a caridade e o amor ao próximo. Assim diz oficialmente a Igreja de Roma.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Jesus Cristo - O que a Bíblia Diz?

1. Jesus Cristo – Quem é Ele? 

A Bíblia diz que Jesus é Deus e Homem (Jo 1.1,14). Nasceu sem pecado da virgem Maria, por obra do Espírito Santo (Lc 1.26-35). Filho de Deus e Filho do Homem. É o Cristo, O Messias, Ungido para ser nosso Profeta, Sacerdote e Rei (Jo 4.25,26). Tipificado, bem como prometido nas profecias do Antigo Testamento (Gn 49.9,10; SL 2; IS 53; Dn 9.20-27 etc.). O Cordeiro de Deus (Jo 1.29). Nosso Salvador (Jo 4.42). Morreu por amor (Jo 3.16; 15.13). O Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6). O único mediador entre nós e Deus Pai (1Tm 2.5). Senhor Nosso (Jd 4). Ressuscitou dentre os mortos, subiu aos Céus, e voltará para a glória de Deus, Ele nos ressuscitará e nos dará o reino e a vida eterna (At 1.6-11; Ap 21.1–22.1-5). Crer em Jesus Cristo significa nos submeter e nos entregar totalmente à Sua vontade, à Sua pessoa e confiar em Seus méritos em nosso lugar. Ele nos ama e nos amará eternamente!


2. Jesus Cristo – Se alguém não crer nele será salvo? 

A Bíblia diz que nenhum outro nome foi dado por Deus pelo qual se concluirá a salvação (At 4.12). Jesus mesmo disse que fora dele não há caminho para a salvação (Jo 14.6). O que nos cabe é falar dele para todas as pessoas, essa deve ser nossa preocupação como discípulos de Jesus (Mc 16.16). Apenas Jesus, e tão somente Jesus Cristo, é o meio pelo qual os pecadores poderão ser salvos (1Jo 2.1,2).


3. Jesus Cristo – Como ter uma verdadeira comunhão com Jesus Cristo? 

A Bíblia diz que devemos conhecer a Cristo (Fl 3.10). Os cristãos devem ler os quatro evangelhos mais constantemente em oração, meditação e estudo. Se os evangelhos constituem a biografia de Cristo, inspirada pelo Espírito Santo, como poderemos conhecer a Cristo e ter comunhão com Ele se não conhecermos tais escritos? O crente em Jesus deve ler atenciosamente cada palavra de Cristo, observar cada ação e obras dele, depois orar a respeito, analisando a própria vida em comparação com a de Cristo, à medida que o Espírito Santo por meio da fé descortina as verdades preciosas do caráter de Jesus à alma, e impressões profundas da beleza do Senhor Jesus modelem sua vida. Assim teremos intimidade com Ele a partir de Sua vida revelada na Palavra e poderemos nos tornar como Ele (1Jo 2.5,6).


4. Jesus Cristo – Como amar ao Senhor Jesus? 

A Bíblia dá a resposta a essa pergunta, exatamente nas palavras de Jesus: “Se vocês me amam, guardarão os meus mandamentos” (Jo 14.15). O amor a Cristo não é manifestado (apenas) em expressões musicais, ou atitudes religiosas, mas em obedecer Sua Palavra. Chamá-lo de Senhor e não fazer o que Ele manda é uma contradição (Lc 6.46). A Bíblia diz que quem não ama o Senhor é maldito (1Co 16.22). Amar a Jesus é fazer aquilo que o agrada. Falar dele para outras pessoas. 

 

Fonte - O que a Bíblia diz

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BATALHA ESPIRITUAL

 

 

Como combater, o que a Bíblia Diz?

O que é e como travá-la?

A Bíblia diz que nossa luta não é contra pessoas, mas contra os inimigos espirituais que governam esse mundo ímpio (EF 6.12; 1JO 5.19) e nossas armas não são físicas (2CO 10.4-6).

A Batalha Espiritual deve ser travada com as armas espirituais indicadas na Bíblia. Confira os 7 passos:

1. O Nome de Jesus

E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. - Marcos 16:17,18

2. A Justiça de Cristo em nós

Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; - Efésios 6:14

3. A Palavra

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; -  Efésios 6:17

Confira também o texto bíblico: Lucas 4:1-13

4. A Oração e Jejum

Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, - Efésios 6:18

Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum. - Mateus 17:21

5. Evangelização

E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; - Efésios 6:15

Mas digo: Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois Por toda a terra saiu a voz deles,E as suas palavras até aos confins do mundo. - Romanos 10:18

6. A Fé

Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. - Efésios 6:16

Confira também o texto bíblico: Hebreus 11.1-3, 33-35

7. A esperança da salvação

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; - Efésios 6:17

A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. - Hebreus 6:19,20

A Bíblia nos revela tais informações sobre batalha espiritual, e tais informações são as autorizadas por Deus para o Seu povo. 

 

Fonte - Bíblia Diz

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

"O que é o selo de Deus?"

Qual é o selo de Deus? O Sábado ou o Espírito Santo? - YouTube



Há cinco versículos na Bíblia que se referem a um "selo de Deus" ou a um objeto ou pessoa sendo selado por Deus (João 6:27; 2 Timóteo 2:19; Apocalipse 6:9; 7:2 e 9:4). A palavra selado no Novo Testamento vem de uma palavra grega que significa "carimbar com uma marca particular" no interesse de manter algo secreto ou proteger ou preservar o objeto selado. Os selos eram usados para negócios oficiais: um centurião romano, por exemplo, pode ter selado um documento que era destinado apenas aos olhos de seu superior. Se o selo fosse quebrado, aquele recebendo o documento saberia que a carta havia sido adulterada ou lida por alguém além do selador.


Apocalipse 7:3-4 e 9:4 referem-se ao grupo de pessoas que têm o selo de Deus e, portanto, Sua proteção, durante a tribulação. Durante o julgamento da quinta trombeta, os gafanhotos do Abismo atacam os povos da terra com "poder como o que têm os escorpiões da terra" (Apocalipse 9:3). No entanto, esses gafanhotos demoníacos são limitados naquilo que podem causar dano: "e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte" (Apocalipse 9:4). Os indivíduos marcados por Deus são preservados. O selo de Deus durante a tribulação é o oposto direto da marca da besta, a qual identifica as pessoas como seguidores de Satanás (Apocalipse 13:16-18).


Paulo fala do selo de Deus no contexto da verdade fundacional. Ele diz a Timóteo que falsas doutrinas estavam circulando e algumas pessoas estavam tentando destruir a fé dos crentes. Então ele oferece este encorajamento: "Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor" (2 Timóteo 2:19). O retrato aqui é da fundação de um edifício inscrita com duas declarações que dão o propósito do edifício. O fundamento da igreja foi estabelecido (Efésios 2:20), e o eterno "selo" ou inscrição resume os dois aspectos da fé — confiança em Deus e abandonar o pecado (veja Marcos 1:15). A passagem segue adiante descrevendo o conteúdo da grande casa assim inscrita: vasos para uso honroso e alguns para uso desonroso. "Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra" (2 Timóteo 2:21).


Jesus Cristo tinha sobre Si o selo de Deus: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo" (João 6:27). Aqueles que confiam em Jesus também possuem o selo de Deus, que é o Espírito Santo: "em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória" (Efésios 1:13-14). É bom saber que os filhos de Deus são selados, seguros e sustentados em meio à iniquidade desse mundo transitório.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

O PEDIDO DE DAVI - SALMO 51

 SALMO 51

 

Quem foi Davi? Quando pensamos em Davi, logo nos vem a mente que ele era pastor de ovelhas, poeta, matador de gigante, rei e antepassado de Jesus ? em resumo, um dos maiores homens que a bíblia relata.   Mas,  existe uma outra relação junto a esta: Davi era um traidor, mentiroso, adúltero e assassino.

A primeira lista fornece as qualidades que todos nós gostaríamos de ter; a segunda, as que poderiam ser reais a nosso respeito.  A Bíblia não faz nenhum esforço para esconder os fracassos de Davi. Ele, apesar disso,  ainda é lembrado e respeitado por seu coração voltado para Deus. Quando aprendemos que compartilhamos mais dos fracassos de Davi do que de suas vitórias e proezas, deveríamos ficar curiosos para descobrir o motivo pelo qual o Senhor se refere a ele como “o homem segundo o meu coração”

“E, quando este foi retirado, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.” Atos 13.22

Davi escreveu este Salmo num dos momentos mais difíceis de sua vida! Estas palavras lhe vieram a mente logo após o profeta Natã o confrontar por causa de seu pecado com Bate-Seba, Davi manteve este “segredo” por um ano, inclusive tentou escondê-lo de Deus sem confessar seu pecado, e este ano foi o pior de sua vida, onde ele define como:

“Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.)” Salmo 32. 3-4.

Muitas vezes tentamos esconder o que passa dentro de nossos corações e pensamentos, mas Deus sabe de tudo! Davi imaginava que seu pecado poderia ser escondido e o tempo o ajudariam a esquecê-lo, mas nada disso aconteceu, pelo contrário ele sofria a cada dia, imagino que suas noites eram repletas de pensamentos e porque não dizer pesadelos angustiantes.

1. A confissão de Davi (v. 1 ao 6)


A. Davi apela a Deus. Davi pede por misericórdia e não por justiça, baseou seu pedido na bondade e na benignidade do Senhor.


B. Davi reconhece seu pecado. Depois de ser confrontado não tinha como se esconder… Deus espera encontrar em nós este tipo de atitude, retidão e sinceridade. De nada nos adiantará esconder pecados e atitudes erradas das pessoas se Deus que é o nosso Pai celestial sabe de tudo o que se passa. Sem contar que para tentarmos nos esconder de Deus vamos ficando cada vez mais longe dele e nos tornamos frios espiritualmente, amargos e tristes.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.”  I João 1. 9

2. A purificação de Davi (v. 7 ao 10)


Davi faz três pedidos ao Senhor, com o intuito de ser purificado e de se reconciliar com o Seu Criador e Senhor 


a.  Remoção do pecado; v. 7 Hissopo ver Levíticos 14. 1-7


b. Restauração da Alegria v. 8 e 9
Quando passamos do estado de tristeza para a alegria, parece que o sol, o céu e as pessoas passam a ter uma nova cor, um brilho que nos enche os olhos e o coração. Quando nos reconciliamos com alguém é inundado nosso coração coma a alegria da amizade da proximidade do poder estar perto sem ter que esconder ou ser alguém que não somos. 


c. Renovação do seu espírito v. 10
Davi que um coração limpo e reto, sem ter que se justificar, sem ter que usar de outros recursos para se esquivar. Davi pedia por um coração que não viesse a ceder as tentações e as pressões do mundo! Salmo 19.7

3. As preocupações de Davi (v. 11 e 12)


Davi implora que o Espírito Santo não seja retirado dele e que Deus o torne disposto a obedecer-lhe. Davi desejava a purificação, precisava da sua alegria de volta e para tanto um coração novo se fazia necessário. O pecado é uma doença mortal e terrível que carece de todos estes remédios.

 “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” Mateus 11.28

4. Davi assume um compromisso (v. 13 ao 15) 


Davi se compromete diante de Deus em fazer três coisas, se Deus atender seu clamor… 


a. Ensinar os caminhos de Deus aos demais pecadores, ser testemunha do que Deus pode fazer (v. 13) 


b. Cantar a cerda do perdão de Deus (v. 14) 


c. Louvar a Deus (v. 15)

Tal compromisso é visível, pois Deus lhe ouviu a oração e o sarou de seu pecado que corroía seus ossos. Somente depois da purificação é que Davi pode voltar a ser uma testemunha fiel das coisas de Deus.
 

Querido, muitas vezes não ligamos para pecados que carregamos, mas isso impede nosso fluir na presença de Deus, bem como em darmos nosso testemunho do que Deus fez e pode fazer em nossas vidas e através delas.
 

“Ah, mas foi algo muito sério que eu fiz!” ou “Eu fui muito ofendido e não posso perdoar!”…
 

Nós não temos o direito em nenhum dos exemplos de deixar de nos aproximar de Deus por causa de nossos sentimentos. Deus nos amou e deu seu filho Jesus para termos liberdade de acesso a Sua presença sempre e independentemente da situação ou do problema que enfrentarmos

5. A confiança de Davi (v. 16 ao 19) 


a. Davi sabia que Deus poderia perdoar seus pecados (v. 16 e 17). Davi reconheceu que Deus queria dele um espírito quebrantado e um coração humilde;
 

b. Davi sabia que Deus poderia fortificar sua cidade (v. 18 e 19). Davi clama a Deus para que o Senhor reconstrua os muros da cidade, de modo que somente depois do Rei ter sua comunhão com Deus restaurada o culto no templo passou a ter valor.

Este Salmo pode nos ajudar muito em nossa caminhada de crescimento na Palavra, pois precisamos rever nossos pensamentos e atitudes todos os dias, pois se houver algum caminho mal em nosso coração Deus precisa reparar! E somente poderá ser reparado este caminho a medida que deixarmos o Senhor reinar em nós e ser o que comanda nossas vidas.

Davi precisou ser confrontado para aceitar o comando do Senhor. E nós? Lembrando que os pedidos de Davi foram simples em relação a Deus e seu pecado: Purificação;    Alegria; Espírito inabalável.

Todas as vezes que somos perdoados, um sentimento de alegria e alívio inunda nosso coração e nos dá a percepção de que estamos limpos, puros diante de Deus e dos homens, prontos para louvar ao Senhor com o coração puro e as mãos limpas.

“Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro, que não recorre aos ídolos nem jura por deuses falsos. ”  Salmo 24.4

 

Por Marco Antonio Lana

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ORAÇÃO DE JABEZ - 4 APRENDIZADO COM A ORAÇÃO DE JABEZ

Pr. Marcelo Toschi - A oração de Jabez - YouTube



Jabez, um homem que conseguiu através de uma oração mudar toda a sua história. Contudo, quem era Jabez na Bíblia Sagrada?

Inegavelmente, Jabez nasceu de baixo de um preconceito, recebeu um nome ao qual ninguém quer receber. Porém, mesmo assim não deixou isso molda sua história.

Com isso, podemos ver que sem dúvidas essa história tem muito a nos ensinar. Apesar de ser uma das mais curtas biografias, o autor fez questão de mencionar esse homem.

'Jabez foi o homem mais respeitado de sua família. Sua mãe lhe deu o nome de Jabez, dizendo: “Com muitas dores o dei à luz”. Jabez orou ao Deus de Israel: “Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores”. E Deus atendeu ao seu pedido'. (1 Crônicas 4.9-10 NVI)


Quem era Jabez e qual o significado do seu nome?

Jabez era um homem da tribo de Judá, a Bíblia não chega a mencionar muito sobre a sua vida, as informações que temos estão contidas somente em dois versículos (1 Crônicas 4.9-10).

Por isso, qualquer informação além desses dois versículos são extra bíblica.

O que mais nos chama a atenção na história de Jabez, é que apesar de ter nascido pela tribo de Judá (que significa louvado, glorificado ou exaltado), uma tribo que tem um nome de alegria, o seu nome não condizia com o do seu próprio povo.

A saber, o significado do nome Jabez é “o que causa sofrimentos”. Esse nome foi atribuído a ele por causa de seu nascimento, pois com muitas dores sua mãe o teve (1 Crônicas 4.9).

Imagine a história desse homem, por exemplo, aonde ele passava carregava esse fardo de ser alguém que produz sofrimento, certamente esse era um peso difícil de carregar em sua vida. Ele era carimbado por causa desse sofrimento.

Porém, a oração de Jabez mencionada nos versículos 9 e 10 é uma verdadeira pérola enterrada em uma longa série de genealogia, ele é mencionado não pelo mal, mas sim por sua vida de oração e fé no Deus de Israel.

Ele não deixou seu nome definir seu destino, mas sim, rogou ao Senhor e recebeu o que tinha pedido.

Ele foi mais ilustre que seus irmãos

Encontramos o seguinte versículo: “E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe deu-lhe o nome de Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz.” (1 Crônicas 4:9 ACF).

Na versão NVI está que Jabez foi o homem mais respeitado de sua família.

Não sabemos ao certo porque esse título de homem ilustre é atribuído a Jabez, contudo, muitos acreditam que é por causa da sua inconformidade com a decretação de derrota em sua vida.

Porque muitos quando estão frente a frente com o fracasso, acabam desistindo naquele momento, porém Jabez não agiu dessa forma.

Eu gosto da frase que diz que o oposto de sucesso não é o fracasso e sim a desistência, Jabez entendeu isso e não desistiu de ser uma pessoa abençoada por Deus, mesmo que seu nome apontasse ao contrário.

Muito embora Jabez tivesse seu passado complicado, ele reagiu a essa situação e superou esses traumas.

Decerto, que o fato de Jabez ser mais ilustre do que seus irmãos, também é atribuído a oração que ele fez. Podemos perceber o quanto ele conseguiu o favor de Deus por intermédio da oração.

Essa oração que vamos aprender nos próximos pontos.

1. Ele pediu a bênção de Deus

Podemos retirar 4 aprendizados na oração de Jabez, sendo a primeira delas o fato de Jabez pedir a bênção de Deus.

O Deus que Jabez está pedindo é vivo, é o mesmo Deus que eu e você servimos. Quando aquele homem entende isso, a primeira coisa que pede é a bênção de Deus.

Somente através das bênçãos de Deus que conseguimos vencer o fardo que carregamos. Em Mateus 11.28 está escrito: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”

Jabez estava cansado de ser reconhecido por aquele que oferece dor, estava cansado de carregar esse fardo, então Ele vai atrás daquele que pode resolver qualquer situação.

Ele percebeu que sua vida não precisava ser marcada pela dor, mas sim uma caminhada de bênção de Deus.

Igualmente é na nossa vida, as vezes você está preso a dores e sofrimento, contudo, assim como Jabez podemos orar e pedir a bênção de Deus.

Pois, nunca se sinta desqualificado para servir a Deus, ele olha seu coração e não o seu passado.

2. Rogou o alargamento de suas fronteiras

Em outras palavras, Jabez pediu para que Deus aumentasse as suas terras, ou seja, que a prosperidade estivesse sobre a sua vida.

Ele não era uma pessoa qualquer, tinha desejo e vontade de conquistar mais. A prosperidade segundo Deus, sempre é uma dádiva em nossa vida.

Posto isso, Jabez não queria apenas que seu passado não o condenasse, mas sim que o seu futuro fosse abundante diante da graça de Deus.

Semelhantemente, essa é uma atitude que devemos ter também. Por exemplo, existem pessoas que estão acomodadas com a situação, e ainda reclamam:

 

  • Não consigo conquista nada. 
  • Não tenho um futuro. 
  • Sou uma pessoa que nada dá certo.


Decerto, essa não deve ser a sua postura. Nós somos filhos de Deus, aquele que nos ajuda a conquistar mais, porém, precisamos ter a disposição de ir atrás, começando com a oração.

Jabez quer mais terras, mais influência e oportunidade para ser uma bênção nas mãos de Deus.

3. Suplicou a presença de Deus

O terceiro pedido que aquele home faz é: “Que a tua mão esteja comigo.”

Ele clama por proteção, não adianta ter fronteiras alargadas se não tivesse junto com ele a presença e a mão de Deus o guiando em todos os passos.

Inegavelmente, quando leio essa parte me lembro de Davi, quando em meio ao seu pecado, faz a seguinte oração: “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.” (Salmos 51,11)

Davi, um rei rico, não pede para que Deus não retire sua riqueza, mulheres ou influência, antes, ele roga para que jamais o Espírito Santo seja afastado da sua vida.

O Deus das bênçãos é mais importante do que as bênçãos de Deus.

Essa é uma fonte que tem que estar em nossa vida, uma sede insaciável da presença de Deus. Embora, atualmente muitos se preocupam mais com o que Deus pode dar do que realmente quem ele é.

Para superamos as dores, precisamos da presença de Deus. Você e eu não podemos vencer nada se Deus não for conosco.

4. Jabez clamou pela proteção de Deus

Como quarto e último pedido, ele diz: “guardando-me de males e livrando-me de dores”.

Jabez entende que seus passos, por mais que sejam prósperos e abundantes, jamais seriam uma tarefa fácil, existe males e dores.

Em Salmos 46.1 encontramos: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”

Decerto que não vamos encontrar refúgio e fortaleza, muito menos socorro fora da presença de Deus, pois é somente a presença de Deus que traz a ausência do inimigo.

Por exemplo, para clarear seu entendimento, imagine o seguinte, Deus é como se você estiver se olhando no espelho, quanto mais se afasta mais pequeno fica e quanto mais chega perto maior fica.

Quando estamos pertos de Deus ele protege a nossa vida e guarda os nossos passos.

Até porque, nós não temos forças ou ferramentas para lidar com o inimigo a não ser que Deus esteja conosco e o seu Espírito Santo nos capacite para vencer.

Concluindo

Deus atendeu o seu pedido

A Bíblia encerra dizendo que Deus atendeu o seu pedido, assim como ele também faz em nossas vidas.

Muitas vezes podemos ser “tímidos” em pedir algo para Deus, contudo, você precisa entender que ele sempre vai escutar as suas orações.

Como resultado, quando você tiver a mesma ousadia que Jabez teve, vai ter contigo as bênçãos de Deus, prosperidade, proteção e presença.

A Palavra nos diz o seguinte: “E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.” (Mateus 21.22)

O segredo de pedir a Deus é fazer isso com fé, crendo que vai receber.

Em conclusão, cada um de nós tem algo que precisa ser tocado por Deus, e é nesse momento que o Espírito Santo te mostra o poder que existe na oração. 

 

Por Marco Antonio Lana


Postado por Marco Antônio Lana às 21:53 Nenhum comentário:
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