terça-feira, 2 de outubro de 2012

40 ANOS NO DESERTO



As peregrinações que os filhos de Israel realizaram, marchando desde o Egito até à terra de Canaã, foram uma escola importante para sua instrução.

Foi em Ramessés que principiou a marcha dos israelitas. O caminho direto deste lugar para Canaã teria sido pela terra dos filisteus, ao norte dos lagos Amargo, e ao longo da orla setentrional do deserto de Sur. Todavia, essa direção foi-lhes proibida (“Tendo o faraó deixado partir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, que é, no entanto, o mais curto, pois disse: “Talvez o povo possa arrepender-se, no momento em que tiver de enfrentar um combate e voltar para o Egito”. Por isso, Deus fez com que o povo desse uma volta pelo deserto, para o lado do mar Vermelho. Os israelitas partiram do Egito em boa ordem.” Ex 13,17-18); e por isso, depois de por certo tempo tomarem o rumo oriental, prosseguiram para o sul, exultando certamente com isso o Faraó, porque julgava assim em seu poder.

Acamparam a primeira noite em Sucote, que não devia ter sido longe de Ramessés. Pela segunda tarde chegaram à orla do deserto, em Etã. Provavelmente agora deviam ter seguido para o Oriente, mas foi-lhes ordenado que "retrocedam e que acampem defronte de Fiairot, entre Magdaluml e o mar, diante de Beelsefon" (“Dize aos israelitas que mudem de direção e venham acampar diante de Fiairot, entre Magdalum e o mar, defronte de Beelsefon: acampareis defronte desse lugar, perto do mar.” Ex 14,2); era um estreito desfiladeiro, perto da costa ocidental do Golfo, entre os montes que guarnecem o mar e uma pequena baia ao sul. Ficavam deste modo "desorientados na terra".

Esse movimento teve o efeito  de atrair o Faraó, para junto deles; e o desígnio de alterar desta forma a linha da sua marcha foi revelada a Moisés (“Vou endurecer o coração dos egípcios, para que se ponham ao teu encalço, e triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, seus carros e seus cavaleiros.” Ex 14,17). Os egípcios aproximaram-se dos israelitas quando estes estavam acampados diante do braço ocidental do mar Vermelho. Como, quer na extensão, quer na profundidade do golfo de Suez, se operou uma notável mudança  no decorrer destes últimos trezentos anos, em virtude duma grande acumulação de areia, é por esta razão impossível determinar o lugar onde os israelitas atravessaram. Eles passaram pelo mar  em seco para o lado oriental, perto do sítio agora chamado Ayun Musa (poços de Moisés), principiando aqui o deserto de Sur (“Moisés fez partir os israelitas do mar Vermelho e os dirigiu para o deserto de Sur. Caminharam três dias no deserto, sem encontrar água.” Ex 15,22), ou o deserto de Etão (“Deixando Fi-Hairot, passaram pelo meio do mar para o deserto. Após três dias de marcha na solidão de Etão, detiveram-se em Mara.” Nm 33,8). Estas duas expressões de aplicam à parte superior do deserto; este deserto estende-se desde o Egito até à praia oriental do mar Vermelho, e alarga-se para o Norte até à Palestina.

O caminho que os israelitas tomaram é uma larga vereda pedregosa, entre as montanhas e a costa, na qual correm no inverno vários ribeiros, que nascem nos montes. Nesta ocasião tudo devia estar seco. O lugar onde primeiramente estacionaram foi Mara (amargo), onde foi operado o  milagre de se tornar doce a água amarga (“Chegaram a Mara, onde não puderam beber de sua água, porque era amarga, de onde o nome de Mara que deram a esse lugar. Então o povo murmurou contra Moisés: “Que havemos de beber?” Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor indicou-lhe um madeiro que ele jogou na água. E esta tornou-se doce. Foi nesse lugar que o Senhor deu ao povo preceitos e leis, e ali o provou.” Ex 15,23-25). O sítio onde isto aconteceu é, provavelmente, Ain Hawara, perto do riacho, chamado Wady Amarah, que tem a mesma significação de Mara.

A seguinte estação foi Elim, "onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras" (“E chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali acamparam junto das águas.” Ex 15,27); este sítio fixado por Niebhr e Burckhardt no vale onde corre  Ghurundel, que é a maior de todas as correntes, no lado ocidental da península. Este vale contém agora tamareiras, tamargueiras, e acácias de diferentes espécies. Obtém-se aqui água em abundância, cavando poços; há, também, uma copiosa nascente, com um pequeno regato.

Chegaram depois os israelitas ao deserto de Sim, "entre Elim e Sinai" (“Toda a assembléia dos israelitas partiu de Elim e foi para o deserto de Sin, situado entre Elim e o Sinai. Era o décimo quinto dia do segundo mês após sua saída do Egito.” Ex 16,1), no sopé da escarpada cumeeira de et-Tih,  um nome que significa "divagação"; é "um deserto medonho, quase inteiramente destituído de vegetação". Foi logo depois de terem entrado neste deserto que os israelitas obtiveram miraculosa provisão de codornizes e de maná. Os estudiosos supõe que eles tomaram em seguida a direção do sueste, marchando para a cordilheira do Sinai. Neste caso, a sua passagem teria sido pelo extenso vale, a que os árabes chamam Wady Feiran. Passaram depois por Dofca e Alus. O vale Feiran é o sítio mais fértil de toda a região; e é aqui que devemos procurar Refidim, onde pela primeira vez foram atacados (“Amalec veio atacar Israel em Rafidim. Moisés disse a Josué: “Escolhe-nos homens e vai combater Amalec. Amanhã estarei no alto da colina com a vara de Deus na mão.” Josué obedeceu Moisés e foi combater Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiam ao alto da colina. E, quando Moisés tinha a mão levantada, Israel vencia, mas logo que a abaixava, Amalec triunfava. Mas como se fatigassem os braços de Moisés, puseram-lhe uma pedra por baixo e ele assentou-se nela, enquanto Aarão e Hur lhe sustentavam as mãos de cada lado: suas mãos puderam assim conservar-se levantadas até o pôr-do-sol, e Josué derrotou Amalec e seu povo ao fio da espada.” Ex 17,8-13). Jetro, sogro de Moisés, também o visitou em Refidim; e pelo seu conselho foram nomeados juízes para ajudar o chefe israelita na ação judicial (Ex 18). E aqui, entre elevados picos, estava a rocha que, por mandado de Deus, foi ferida por Moisés, saindo dela depois abundância de água.

Em seguida fizeram seu acampamento no ermo do Sinai, onde o Todo-Poderoso revelou à multidão a Sua vontade por meio de Moisés; foi dado o Decálogo (dez mandamentos) ao homem, e foi estabelecido o Pacto (Ex 20,1-17; 24,7-8). Neste deserto também se deu o caso do culto prestado ao bezerro de ouro, e a enumeração do povo, e a construção do Tabernáculo; além disso, Arão e seus filhos foram consagrados, celebrou-se a segunda Páscoa, e morreram Nadabe e Abiú por terem oferecido fogo estranho ao Senhor.

O monte, onde a Lei foi dada, chama-se Horebe no Deuteronômio, e Sinai nos outros livros do Pentateuco (5 livros: Gn, Ex, Lv, Nm e Dt). Provavelmente o primeiro nome designa todo o território, e o outro simplesmente a montanha, onde foi revelada a Lei.

Permaneceram os israelitas no deserto do Sinai um ano  aproximadamente, aparecendo de novo o sinal para a partida. Desde então as suas marchas e acampamentos foram sempre dirigidos pelo Senhor. Uma nuvem, que manifestava a Sua presença, cobria o tabernáculo de dia, e à tarde estava sobre o tabernáculo uma aparência de fogo até à manhã" (“No dia em que o tabernáculo foi levantado, a nuvem o cobriu. E sobre o tabernáculo, isto é, na tenda do testemunho, desde a tarde até pela manhã, apareceu como uma espécie de fogo.” Nm 9,15). O levantar da nuvem era sinal de avançar, caminhando eles após ela; e, quando parava a nuvem sobre o tabernáculo, queria isso dizer que deviam acampar de novo. As suposições, são que eles passaram para o norte, ao longo do Wady esh-Sheikh, entrando numa grande planície chamada el-Hadharah, na qual estava Taberá, nome que significa "incêndio", e que lhe foi dado em virtude de ser ali destruído pelo fogo, que caiu do céu, num certo número de israelitas insurgentes (“O povo pôs-se a murmurar amargamente aos ouvidos do Senhor. O Senhor, ouvindo isso, irou-se: o fogo do Senhor acendeu-se entre eles e devorou a extremidade do acampamento. O povo clamou a Moisés; Moisés orou ao Senhor e o fogo extinguiu-se. Deu-se àquele lugar o nome de Tabeera, porque o fogo do Senhor se tinha acendido no meio deles.” Nm 11.1-3).

A estação seguinte foi Quibrote-Taavá, ou os "sepulcros da concupiscência" (“Chamou-se àquele lugar Quibrot-Hataava, porque ali sepultou-se o povo que se deixara dominar pelo desordenado.” Nm 11,34; “Saindo do deserto do Sinai, foram acampar em Kibrot-Hataava,” 33.16). De Quibrote marcharam para Hazerote onde ocorreu a sedição de Miriã e Arão (Nm 12). As estações nesta parte do deserto foram Ritmá, Rimom-Perez, Libna e Cades-Barneia, sendo alcançado provavelmente este último lugar pelo mês de junho mais ou menos.

Quando se aproximava da Terra Prometida, foram mandados alguns espias (espiões) para a examinarem; mas, quando voltaram, as suas informações foram de tal modo aterrorizadores que o povo se revoltou; e por esta razão os hebreus tiveram de errar no deserto pelo espaço de quarenta anos. Saindo os israelitas de Cades-Barneia, depois da sua segunda visita, em que houve a provocação ao Senhor nas águas de Meribá, vieram eles até ao monte de Hor, perto de Petra, onde morreu Arão.

Esse monte, verdadeiro trono de desolação, consta de quebradas, de ruínas e de escuras profundidades. Os árabes chamam-lhe Jebel Neby Hayran, que quer dizer: o "monte do profeta Arão"; e ainda hoje, quando uma caravana oriental avista seu cume, sacrifica um cordeiro em memória daquele grande sacerdote. Passando pelo Wadi Arabah (provavelmente o "deserto de Zin") para Eziom-Geber (da segunda vez) e Elate, o povo chegou ao golfo oriental do mar Vermelho, e voltou para o norte pelo deserto oriental da Arábia. Neste lugar existe um grande desfiladeiro, vindo do nordeste através das montanhas, constituindo a principal passagem no Wadi Arabá para o deserto. A ascensão dos israelitas foi, sem dúvida por esta estreita passagem, quando de desviaram do mar Vermelho, e voltaram aos territórios de Edom. Nesta ocasião o povo estava muito desanimado por causa do caminho, e murmurou conta Deus e contra Moisés. As suas murmurações foram castigadas, aparecendo entre eles umas serpentes ardentes, cujas mordeduras produziam a morte; mas, por mandado do Senhor, foi levantada uma serpente de bronze, sendo curados os que para ela olhavam com fé. Prosseguiram  depois a sua viagem pelas faldas orientais das montanhas de Seir.

Os edomitas que primeiramente lhes haviam recusado a passagem pela sua terra, agora consentiam, fornecendo-lhes também alimentos para o seu caminho (Dt 2,3-6). Nada se sabe  das suas passagens até que chegaram a Zerede, um pequeno ribeiro que corre pelas montanhas até à extremidade ocidental do mar Morto. E partindo daquele Sítio "acamparam-se na outra margem de Arnom, que... é o termo de Moabe, entre Moabre e os Amorreus" (Nm 21,13). E dali se dirigiram para Beer, ou Beer-Elim, o poço dos nobres do povo, onde vendo que estavam quase chegados ao fim do deserto, e na perspectiva duma rápida entrada na Terra Prometida, entoaram o "cântico do poço" (Nm 21,17-18).

Os israelitas, após este acontecimento, desbarataram o seu terrível inimigo Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e cujos territórios se estendiam ao longo das praias do mar Morto, e pelo vale oriental do Jordão até ao rio Jaboque. Saindo vitoriosos na guerra contra Ogue, que ganhara os territórios ao oriente do mar da Galiléia, os israelitas apoderaram-se da parte oriental do vale do Jordão. Estas terras conquistadas, sendo boas para pastagens, foram cedidas às tribos de rúben e Gade, e à meia tribo de Manassés, que tinha muito gado; mas foi com a condição de auxiliarem as outras tribos na sua conquista de Canaã, ao ocidente do Jordão (Nm 32; Dt 3,8-20; Js 1,12-18). E por este motivo a seguinte estação foi chamada Dibom-gade, para distinguir de outra Dibom pertencente aos rubenitas (Js 13,17). As ruínas desta povoação, com o nome de Dibom, vêem-se cerca de seis quilômetros ao norte do rio Arnom. Deste lugar caminharam para Almom-Diblatain ou Diblataim, de onde seguiram para as serras de Abarim, em frente do monte Nebo. Finalmente acamparam perto do Jordão, desde Bete-Jesimote até Bete-Sitim, em frente de Jericó (Nm 33,49).

E assim terminou uma jornada de quarenta anos, atravessando principalmente lugares desertos, viagem que podia ter-s efetuado em apenas 30 dias.

domingo, 30 de setembro de 2012

ANDANDO NO ESPÍRITO


Como fazer para não deixar de andar no Espírito - “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde”... Mt.11,29-30

VIDA NO ESPÍRITO É ALGO QUE SE RENOVA A CADA MANHÃ. INFELIZMENTE, HOJE EXISTEM PESSOAS SOBRECARREGADAS E ATÉ MESMO DENTRO DA IGREJA. SOBRECARREGADAS POR: CIRCUNSTÂNCIAS, PROBLEMAS E ETC... DEUS QUER NOS LIBERAR DE TODA CARGA ATRAVÉS DESTA VIDA NO ESPÍRITO. (Gl.5,25-26)

COMO FAZER PARA NÃO DEIXAR DE ANDAR NO ESPÍRITO?

1) SENDO FERVOROSO NO ESPÍRITO – Rm 12:11 – SERVINDO AO SENHOR.
Ser fervoroso no Espírito é ser apaixonado pelo Senhor e o seu propósito.
• Infelizmente, hoje a Igreja tem perdido esta paixão.

2)  COMO A IGREJA TEM PERDIDO ESTA PAIXÃO?

A) Quando nós deixamos as coisas preciosas se tornarem coisas comuns.
·         Hoje em dia o diabo tem tirado o valor de tudo o que tem valor para Deus – Jo.10,10
·         O povo de Deus sempre foi conhecido pela sua alegria em toda história.
·         A igreja perdeu o fervor na humanização

B) Quando começamos a depender das coisas externas, de fora, e não do fluir verdadeiro de Deus – Jo.4,23-24
·         Para os filhos de Deus a base  de tudo tem que vir de DEUS, Ele é a única fonte dentro de nós
·         Somos o seu templo, e temos que viver como tal
·         A cada manhã temos que acordar cheios do Espírito

3) VIVEMOS EM UM MUNDO APÁTICO  Rm 12,1-2
·         A apatia vem sobre nós quando nós nos conformamos com a situação.
·         Temos que tomar muito cuidado com os nossos filhos

4) A IGREJA TEM PERDIDO A VISÃO DO PROPÓSITO DE DEUS, ELA PERDEU O ALVO.
·         Uma Igreja que vê o propósito de Deus com clareza é uma Igreja fervorosa – (Num.13 - 14)
·         Os que perdem o alvo morrem no deserto.
·         O alvo de Deus deve estar estampado em nós.
·         Hoje em dia a Igreja tem se voltado mais para a estrutura do que para as vidas.

5) PORQUE O FERVOR É TÃO IMPORTANTE?

Líderes, pastores, músicos, cada serviço deve ser  realizado com paixão a  Deus. Amor e paixão pelos irmãos – (Jo.13,34-35)
·         Não podemos fazer a obra de Deus sem paixão!
·         Deve ser uma  prioridade na minha vida o que eu amo. Temos que observar na vida dos discípulos o que é prioridade.
·         O que queima por dentro deve fazer diferença por fora
·         O que queima por dentro você sente o cheiro por fora, e o cheiro deve ser o cheiro de Cristo.
·         Eu sei o quanto custou o preço da minha vida para Jesus.
·         Eu não devo ficar preocupado em ser o melhor, mas em dar o melhor para Deus, o melhor para o Senhor da minha vida.
·         Ser apaixonado por tudo aquilo que Deus ama.

COMO RESTAURAR A PAIXÃO PELO MOVER?

1) OLHANDO PARA JESUS – É IMPOSSÍVEL ALGUÉM OLHAR  PARA JESUS E NÃO FICAR APAIXONADO POR ELE . – Ef 5,14/ Hb 12,2/ 2Cor 3,18
·         Nós contemplamos o Senhor Jesus, contemplando o verbo = a palavra.
·         Contemplar Jesus é contemplar a palavra de Deus.
·         Podemos contemplar Jesus olhando para os nosso irmãos – Mt 18,20

2) PODEMOS RESTAURAR A PAIXÃO RETORNANDO AO PRIMEIRO AMOR.
·         Deve ser uma prioridade – Ap. 2,4
·         Voltar ao primeiro amor fala de valores que se perderam
·         Temos que resgatar os valores perdidos
·         Primeiro amor é comunhão com Deus

3) DEIXE O ESPÍRITO SANTO ATIVAR OS SEUS DONS.
·         Muitos não aprendem a desenvolver os seus dons – Ef 4,8
·         Muitos enterraram os seus dons
·         Temos que ajudar cada discípulo a desenvolver os dons
·         Cada um tem um dom pelo menos – 1Pd 4,10
·         A partir do natural Deus dá o sobrenatural

4)  FAÇA TUDO, AINDA QUE SEJA POUCO, FAÇA TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS
·         Identifique os dons
·         Santifique
·         Deus unge tudo isso
·         Submeta os seus dons ao corpo
·         Submeta os seus dons aos líderes
·         Submeta os seus dons a palavra de Deus

- Não agrada a Deus o enterrar os talentos – Mt 25,14-30
- A Igreja deve ser um lugar onde os dons precisam ser despertados

5) VIVA E ANDE PERTO DE GENTE APAIXONADA POR DEUS.
·         Jovens, olhem para pessoas apaixonadas por Deus
·         No trabalho, seja sócio de pessoas apaixonadas por Deus

6) NUNCA SE ESQUEÇA DE TUDO O QUE DEUS FEZ POR VOCÊ  

Porque ele é primordial na vida da Igreja, é uma prioridade.   
·         Um exemplo negativo – o povo de Israel – Nm 12 e 14
·         Sl 103 – Seja sempre grato ao Senhor por tudo, e nunca se esqueça do que Ele  já fez por você.

Marco Antonio Lana

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

DOUTRINA DA IGREJA - LIÇAO 04 – AS FIGURAS BIBLICAS DA IGREJA – 1



“... para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” – Jo 17,21

        I.    INTRODUÇAO.

É interessante estudar as varias figuras que descreve a Igreja de Cristo no Novo Testamento. “A Bíblia refere-se aos primeiros cristãos como família e templo de Deus, como rebanho e noiva de Cristo, como sal, como fermento, como pescadores, como um baluarte sustentador da verdade de Deus, e de muitas outras maneias”. (O Mundo do Novo Testamento).

Estudaremos nesta lição duas metáforas usadas para descrever a Igreja – a Igreja como Corpo de Cristo e a Igreja como noiva de Cristo.

      II.    A IGREJA COMO O CORPO DE CRISTO.

A metáfora mais comum no Novo Testamento para descrever a Igreja é o “corpo” é Paulo, nas cartas paulinas às igrejas de Roma, Corinto, Éfeso e Colossos, usa esta terminologia. Diferente das demais figuras para descrever a Igreja, esta, a do “corpo”, não tem base no Antigo Testamento.

1.    A unidade do Corpo de Cristo.

A Bíblia declara em Efésios 1,22-23 – “... e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à igreja, que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todas as coisas.” – que Cristo é a cabeça da Igreja e a Igreja é o seu corpo. Isso significa a união de Cristo com seu povo e a unidade, um com os outros – “Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros.” (1Cor 12,27).

“A relação entre a Igreja e Cristo é de fato muito intima; trata-se de uma espécie de união orgânica, pelo qual nos unimos a Ele completamente, no ser e no agir – “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.” (Cl 3,4). O fato dEle ser a cabeça implica que toda a nossa vida e nutrição emanam dEle. Nós vivemos dEle, por Ele, através dElee para Ele – “todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.” (1Cor 8,6) (Bruce Milene).

1Cor 12,12-13 – “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” – mostra que “o corpo é um”, porque o Espírito é um e é Ele quem faz a união, que batiza num só corpo. O apóstolo Paulo estava preocupado com as divisões e partidos na Igreja em Corinto, com ciúmes e contendas e alguns irmãos dizendo: “... Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo.” (1Cor 1,12). Por isso ele escreveu: “e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer.” (1Cor 1,10b). Não pode haver divisão no corpo de Cristo.

Paulo também faz uma pergunta absurda aos cristãos em Corinto – “... será que Cristo está dividido?” (1Cor 1,13ª). Tem que haver união na Igreja! É imprescindível que todos os cristãos “... procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.” (Ef 4,3).


2.    A diversidade dos membros.

O corpo humano está composto de muitos membros, cada um com uma função bem distinta e peculiar – “Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função.” (Rm 12,4). Na Igreja, também, “... há muitos membros, mas um só corpo.”  (1Cor 12,20), e todos possuem “...diferentes dons segundo a graça que nos foi dada,...” (Rm 12,6). Precisamos usar os dons que Deus nos tem dado para o bem do corpo de Cristo, a Igreja!

Deus, o criador do ser humano, formou o corpo como Ele quis, colocando cada membro onde achou melhor (“... colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.” 1Cor 12,18). Nenhum Membro é inferior ao outro – cada membro é importante para o bom para o funcionamento do corpo. É a mesma coisa com o “Corpo de Cristo”. Deus tem distribuído dons aos cristãos, não conforme nosso desejo, mas conforme sua vontade para o bem da Igreja, “...tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.” (Ef 4,12).

No corpo humano cada membro precisa dos outros membros para que funcionem bem. Um não pode dizer a outro “Não tenho necessidade de ti” (1Cor 12,21).

É mesma coisa na Igreja. Todos os membros são necessários e devem contribuir para o crescimento do corpo. Deve haver uma interdependência entre eles, embora haja dons diferentes, “Deus assim formou o corpo... para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros.” (1Cor 12,24-25).

Os dons não são dados  aos cristão para seu proveito próprio, particular, e ninguém consegue crescer e chegar à maturidade isoladamente” (Bíblia de Estudo de Genebra). Quando “toda junta” e “cada parte” do corpo estão funcionando e cooperando bem, o corpo de Cristo vai ser edificado em amor (“o qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor.” – (Ef 4,16)).

Na sua igreja, todos os membros estão usando teus dons dados por Deus, para o seu crescimento? Veja a ordem de Pedro – “... servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” – 1Pd 4,10.

    III.    A IGREJA COMO NOIVA DE CRISTO.

A palavra usada no Antigo Testamento para “noiva” significa “a mulher perfeita e completa”, uma mulher que chega à plena perfeição de maturidade e beleza no dia do seu casamento. Esta metáfora ou figura é bem conhecida no AT quando Deus fala de Israel como sua noiva (“Pois como o mancebo se casa com a donzela, assim teus filhos se casarão contigo; e, como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus” Is 62,5). Ezequiel descreve, numa linguagem muito vivida, Jerusalém como uma esposa infiel (“Então, passando eu por ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a minha aba, e cobri a tua nudez; e dei-te juramento, e entrei num pacto contigo, diz o Senhor Deus, e tu ficaste sendo minha.”) em contraste com a fidelidade de Deus.

No Novo Testamento João Batista declara que Jesus é o “noivo” e ele apenas o amigo do noivo (“Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo. Jo 3,19). No livro do Apocalipse a Igreja é descrita como “a noiva, esposa do Cordeiro” (“Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou.” Ap 19,7; “E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.” Ap 21,2).
1.    A pureza moral da noiva.

Paulo, escrevendo para a igreja de Corinto, uma igreja cheia de imoralidade e impureza, afirma “... Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a ele como virgem pura. 2Cor 11,2.

Em Ef 5,23-29, Paulo, usando a analogia de casamento, descreve a relação entre Cristo e sua noiva, a Igreja. A Bíblia sugere que o propósito da morte de Cristo com respeito a sua noiva è:

  1. Santificação – separação completa para Ele.
  2. Purificação – lavagem do pecado no seu sangue.
  3. Apresentação a Si mesmo na sua vida – (cf Mt 22,1-14). O desejo de Cristo é que sua noiva seja “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porem santa e sem defeito – (Ef 5,27)”.

Paulo declara que “a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus (1Ts 4,3-5)”. Parece que hoje dia há pouquíssima diferença entre o comportamento de muitos crentes e dos incrédulos. Há jovens que praticam sexo antes do casamento, há cristãos que tem relações extraconjugais, cristãos que moram juntos sem se casar, exatamente como as pessoas que não conhecem a Cristo tem que ser “santa e sem defeito”.

Como “noiva” de Cristo, é preciso que os cristãos “vivam de maneira digna da vocação que receberam (Ef 4,1)e a Bíblia explica de maneira bem prática como devemos viver (Ef 4,25-5,4; Cl 3,5-17).

O desejo do Noivo é que sua noiva seja “sal da terra” e “luz do mundo”, vivendo de acordo com os princípios do Sermão da Montanha.

2.    A pureza doutrinaria da noiva.

A igreja, noiva de Cristo, tem que zelar pela sua pureza doutrinaria. Em 2Cor 11,3 – “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo.”, Paulo expressa sua preocupação a respeito disso e, escrevendo ao jovem discípulo Timóteo, ele alerta que o “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada, (1Tm 4,1-2)”. Parece que hoje estamos vivendo dias assim – tantas heresias são preparadas e aceitas pelas igrejas; tantos “tele-evangelistas” pregando suas próprias “teologias” em vez de proclamar a Palavra de Deus; a ênfase na Teologia da Prosperidade, etc. Parece que chegamos aos dias dos quais Paulo falou a Timóteo na ultima carta antes de seu martírio: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade. (2Tm 4,3-4ª)”.

Satanás, o pai das mentiras, está muito ativo, semeando muitas mentiras através de falsos profetas no seio da igreja.

Como “noiva de Cristo”, a Igreja tem que “crescer na graça e no conhecimento do Senhor (2Pd 3,18)”. Precisamos ler a Bíblia diariamente, estudá-la bem para que “não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro. (Ef 4,14)”. .

     IV.    CONCLUSAO.

Estas duas figuras da Igreja trazem grandes desafios. Primeiramente, a viver, como “corpo de Cristo”, de modo digno do Senhor que é a cabeça do corpo, submisso a Ele e em união uns com os ouros. Sempre devemos lembrar que todos os membros são importantes, não existe “membro” ou “dom” inferior ou superior e os dons foram dados por Deus, conforme Ele achou melhor para o crescimento da igreja. Então ninguém pode se vangloriar do seu dom de um irmão, mas deve haver uma interdependência entre todos na igreja.

Como “noiva de Cristo” somos desafiados a viver uma vida de pureza interior e exterior, produzindo o fruto do Espírito. Também devemos estudar a Palavra de Deus diariamente para que conheçamos bem as doutrinas bíblicas e zelar para que a nossa igreja pregue somente a sã doutrina.

O desejo duma noiva é que chegue logo o dia do casamento. Ela se prepara bem para aquele dia, a fim de que esteja bem bonita e sem defeito. O nosso desejo deve ser que o Noivo venha logo, mas, enquanto esperamos, temos que nos preparar para participar das “Bodas do Cordeiro”.

Marco Antonio Lana

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

DOUTRINA DA IGREJA - LIÇÃO 03 – A NATUREZA DA IGREJA

 

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado.” 1Pd 2,9-10.

            I.      INTRODUÇÃO.

Em 1Pedro 2,9-10 o apóstolo vê a Igreja como grupo, como comunidade, dando uma descrição da “identidade corporativa” dos cristãos. Ele vê a Igreja como um corpo. As palavras usadas para descrever essa identidade foram usadas no AT para o povo de Israel (“Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra; e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.” Ex 19,5-6). Pedro mostra que a nação escolhida não mais será limitada aos descendentes físicos de Abraão. Judeus e gentios compartilham, por igual, da mesma família da fé, quando crêem em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Esta lição nos ensina a cerca da natureza e privilegio da Igreja.

         II.      O QUE É IGREJA – 1Pd 2,9-10.

Vós, porém...” Nos versículos 1 a 8 Pedro estabelece um contraste entre aqueles que obedecem a Palavra e os que não a obedecem; entre os que aceitam e os que rejeitam a Cristo (1Pd 1,22; 2,8). Daí o motivo de ele começar o versículo 9 com uma conjunção adversativa – “porem”.

Cada descrição feita pelo autor revela uma face da natureza da igreja, respondendo a pergunta: O QUE É A IGREJA.

1.      Raça eleita (1Pd 2,9ª).

No grego é genos eklekton – “Povo escolhido”. A humanidade está dividida em varias raças, e muitas sentem orgulho pelos seus ancestrais e os feitos no presente. A Igreja deve sua existência ao fato de Deus a ter escolhido. Isso nos remete a Deuteronômio 7,7-8 – “O Senhor não tomou prazer em vós nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que todos os outros povos, pois éreis menos em número do que qualquer povo; mas, porque o Senhor vos amou, e porque quis guardar o juramento que fizera a vossos pais, foi que vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito” – Todos os méritos da existência da Igreja devem ser dados ao Senhor que a elegeu.
2.      Sacerdócio real (1Pd 9b).

O sacerdote era alguém que ocupava uma posição honrosa e de responsabilidade, e que estava revestido de autoridade sobre outros. O sacerdote era representante do homem perante Deus. Tinha o especial privilégio e responsabilidade de aproximar-se de Deus, e de falar e agir em favor do povo.

Aqui ainda é acrescentado algo novo a este sacerdócio: é um sacerdócio real. É real porque serve ao Rei, e assim participa da sua natureza real. É real porque é serviço em prol do Reino de Deus. No livro do Apocalipse, os cristãos são apresentados como participantes da realeza de Cristo (Ap 1,6; 5,10; 20,4.6; 22,5; cf. 2Tm 2,12).

“Esses filhos do Rei não devem viver ocasionalmente nem exultar com a glória da sua honra. Antes, são vocacionados para o ministério pontificial (do latim, ponte “mediador”). A missão sacerdotal de Israel na velha aliança que Deus constituiu como nação foi a de servir de ponte entre o Todo-Poderoso e as nações do mundo – (“... e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa...” Ex 19,6). Hoje, todo os que participam do sacerdócio em virtude de sua adoção na família real de Deus devem servir mediante a intercessão (a ponte da oração), mediante a evangelização (a ponte da comunicação), mediante o serviço (a ponte da realização) e mediante a demonstração do amor de Deus na pratica” (Russell Shedd – Nos Passos de Jesus, Edições Vida Nova, pg 45-46.

3.      Nação santa (1Pd 2,9c).

A palavra nação refere-se a um grupo de pessoas, isto é, um conjunto de pessoas que pertencem a uma comunidade humana por falarem a mesma língua e compartilharem uma cultura e uma história comum. Aos Efésios, o apóstolo declarou que a Igreja tem “um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.” – Ef 4,5-6. Sendo assim, a Igreja compartilha de muitas coisas em comum e, por isso, pode ser chamada de nação.

Essa nação é “santa” porque o Deus que a escolheu é Santo. A idéia bíblica de santidade de Deus é dupla. Primeiro, Ele é absolutamente distinto de todas as Suas criaturas e exaltado sobre elas em infinita majestade (“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma na presença de Deus; porque Deus está no céu, e tu estás sobre a terra; portanto sejam poucas as tuas palavras.” Ecl 5,2); segundo, Ele não tem comunhão com o pecado (Jó 34,10; Hc 1,13; 1Jo 1,5).

Desde a muito o Senhor vem dizendo ao Seu povo que Sua vontade é que ele seja santo – separado (Lv 19,1-2; 2Cor 6,17-7,1; 1Ts 4,3; 1Pd 1,13-16).

4.      O povo de propriedade exclusiva de Deus (1Pd 2,9d).

Quando é que algo nos pertence? Quando ganhamos, herdamos ou compramos este “algo”. Certo? Seguindo essa idéia, a Igreja é propriedade do Senhor  porque Ele a comprou; não com ouro ou prata, mas com seu precioso sangue (1Pd 1,18-19; 1Cor 6,19-20; 7,23; Gl 3,13; 4,5; Cl 1,13-14; Ap 5,9). “... aqueles que foram comprados da terra. - Ap 14,3, de maneira que eles se tornam propriedade de Deus, livres da escravidão do pecado e da morte, do mal e do sofrimento que importunou a sua existência terrena. O preço da compra é o sangue de Cristo” (George Ladd, Apocalipse, Introdução e Comentário, p.70).

O Senhor Jesus Cristo disse: “Pois também eu te digo que tu és Pedro (pedra), e sobre esta pedra edificarei a minha igreja...” – Mt 16,18). Portanto não pertencemos a nós mesmos.

5.      Povo de Deus pela misericórdia de Deus (1Pd 2,10)

Russell Shedd escreveu: “Nenhum pecador perdoado pode absolutamente imaginar que alguma virtude em si mesmo ou boas ações de sua parte poderiam explicar por que Deus o levantou do poço da iniqüidade para ser lavado e vestido como príncipe. De fato, a iniciativa de nossa salvação pertence inteiramente a Deus”. “No principio Deus...” – Gn 1,1; “Mas Deus...” – Ef 2,4. Toda a obra de salvação é sempre uma iniciativa de Deus.

“...Misericórdia” – “Receber” misericórdia é tradução melhor d que “alcançar” misericórdia. Os poetas de Israel não se cansavam de repetir que a misericórdia do Senhor dura para sempre (cf. Sl 136). O profeta Jeremias declarou que as misericórdias são a “causa de não sermos consumidos” – Lm 3,22-23. De Fato, é a misericórdia divina que confere aos homens amplas participação na salvação. Calvino escreveu: “Não há qualquer outra razão pela qual o Senhor conta o seu povo, exceto que Ele, tendo tido misericórdia d nós, nos adotou por sua graça”.

     III.      A MISSAO DA IGREJA – 1Pd 2,9b.

Outras lições deste estudo vão tratar especificamente sobre este assunto. Todavia, quero apenas confirmar a famosa expressão: “Todo grande privilegio é seguido por uma enorme responsabilidade”. Ou nas palavras de Jesus: “... há quem muito se deu, muito se exigirá” – Lc 12,48. Então, na visão de Pedro, qual é a principal tarefa da Igreja?

“... a fim de proclamardes as virtudes...” – Proclamar é propagar, anunciar. A palavra tem a força adicional de declarar coisas desconhecidas (Chave Lingüística, p.557). Virtudes, no grego, é arete, que significa “excelência moral”, “os feitos maravilhosos de Deus”. “Seus atos poderosos”.

“...maravilhosa luz” – a palavra significa admirável, notável, aquilo que causa admiração e respeito, devido à sua grandiosidade, poder ou raridade , Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo” – Jo,812. E Ele mesmo disse a seus discípulos: “vós sois a luz do mundo”  - Mt 5,14. Portanto, não podemos ser negligentes, preguiçosos ou relutantes em proclamar atributos tão louváveis. O Apóstolo Paulo não se envergonhou de anunciar o evangelho em Roma porque afirmou que ele é o poder, a salvação e a justiça de Deus para todo aquele crê (“Com efeito, não me envergonho do Evangelho, pois ele é uma força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, ao judeu em primeiro lugar e depois ao grego. Porque nele se revela a justiça de Deus, que se obtém pela fé e conduz à fé, como está escrito: O justo viverá pela fé (Hab 2,4).” -  Rm 1,16-17).

       IV.      CONCLUSÃO.

A Igreja do Senhor Jesus Cristo precisa conhecer melhor a sua verdadeira identidade. Uma das coisas belíssimas que nos acontecem por pertencermos a Igreja é o reconhecimento de que somos escolhidos. Você não é deixado de fora, está dentro. O Senhor escolheu você também. Quando o anjo contou a Jose que o Espírito Santo era o responsável  pela gravidez de Maria, ele ordenou que fosse dado a criança o nome de Jesus  - versão grega de Josué no AT que significa “O SENHOR  é Salvador”. Esse nome tinha um significado especial, explicou o anjo porque Jesus “salvará seu povo dos pecados deles” Mt 1,21.

Marco Antonio L