quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Mulher e o Dragão no Apocalipse

O capítulo 12 do livro do Apocalipse onde é narrado o relato sobre a mulher e o dragão, é um dos mais conhecidos e debatidos desse livro. A figura do dragão como símbolo de Satanás, e a figura do filho da mulher como sendo Jesus, é praticamente um consenso. Porém, todo esse debate fica por conta da seguinte pergunta: Quem é a mulher em Apocalipse 12?
 

Existem diversas interpretações que se propõem a responder esta pergunta. A seguir, conheceremos algumas destas interpretações, e qual delas é a que se apresenta mais coerente com as Escrituras.

 

Quem é a mulher em Apocalipse 12?

 

  • A mulher é Maria: essa é a interpretação defendida pela Igreja Católica, que entende que a mulher é um símbolo de Maria. Essa é uma das passagens mais utilizadas pelo catolicismo para defender uma ascensão de Maria ao céu.
  • A mulher é a Nação de Israel: essa é a interpretação preferida por quem defende o Pré-Milenismo Dispensacionalista, mas também existem estudiosos de outras linhas escatológicas que defendem essa posição. Nessa interpretação, os 1260 dias em que a mulher foge para o deserto, representam o período de Grande Tribulação.
  • A mulher é a Igreja: essa interpretação entende que tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, a Igreja é uma só, logo, a mulher é um símbolo da Igreja.

 

A Mulher e o Dragão: Qual a melhor é a melhor interpretação?

 

Primeiramente, é importante entender a estrutura de organização do conteúdo do Apocalipse, bem como seu estilo literário. Sabemos que basicamente existem duas maneiras de organizar o livro, sendo: em ordem sucessiva e cronológica; e em ordem paralela progressiva.


Após entender que a Leitura de Recapitulação, ou Paralelismo Progressivo, é a que melhor se encaixa ao conteúdo do livro, é possível identificar as sete seções as quais o livro está internamente dividido, ou seja, no Apocalipse a mesma história que compreende desde a primeira até a segunda vinda de Cristo é contada várias vezes, porém com ângulos ou focos diferentes.

 

As sete seções também podem ser organizadas em duas grandes seções, sendo a primeira entre os capítulos 1 ao 11 (agrupando três seções menores), e a segunda entre os capítulos 12 ao 22 (agrupando quatro seções menores, e totalizando as sete seções).

 

O tema de ambas as divisões maiores do livro é o mesmo, isto é, a vitória de Cristo e de sua Igreja. Mas, enquanto a primeira grande seção nos mostra a luta externa entre a Igreja e o mundo, a segunda grande seção nos mostra a profundidade por trás das cenas, ou seja, nos mostra uma guerra que os olhos carnais não podem ver. Então, enquanto na primeira seção vemos o conflito entre a Igreja e o mundo iníquo, na segunda seção vemos porque existe esse conflito, quando João nos informa de outro conflito, o conflito entre Cristo e Satanás (o dragão).

 

Voltando às sete seções menores, na primeira seção (Os Sete Candeeiro caps. 1-3) vemos como Cristo se revela através de sua Igreja, e como Ele a conhece profundamente. Na segunda seção (Os Sete Selos caps. 4-7) vemos a perseguição clara do mundo contra essa Igreja. Na terceira seção (As Sete Trombetas caps. 8-11) temos o juízo parcial de Deus, também como resposta às orações da Igreja perseguida, sendo derramado em forma de aviso contra o mundo perseguidor. E, finalmente, na quarta seção em questão (caps. 12-14) temos o dragão e seus aliados atacando a Igreja como reflexo da luta que os olhos não veem, como já foi citado.

 

No capítulo 12 vemos que o propósito principal do dragão é destruir o filho da mulher (Cristo). Por conta disso, a mulher é perseguida por ele, a fim de que o nascimento do menino fosse evitado. Esse conflito é anunciado ainda no livro de Gênesis 3:15:

 

  • E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. (Gn 3,15)

 

A “semente” da mulher em Gênesis 3 é o “filho varão” em Apocalipse 12, bem como a “serpente” é o “dragão” (Ap 12:9). Podemos ver a realidade desse conflito anunciado no primeiro livro da Bíblia e por todo o Antigo Testamento, com a tentativa de Satanás em frustrar a promessa inicial de Gênesis.

 

Ainda no Antigo Testamento temos várias referências que comprovam que a o simbolismo da mulher no Apocalipse é uma referência a Igreja (cf. Is 50:1; 54:1; Os 2:1;), e essa Igreja forma um só povo escolhido em Cristo, um só rebanho, um só corpo, uma só esposa, uma única nação santa, um povo de propriedade exclusiva de Deus (Is 54; Am 9:11; Mt 21:33; Rm 11:15-24; Gl 3:9-16,29; Ef 2:11; Ef 5:32; 1Pe 2:9; Ap 4:4; 21:12-14). O Apóstolo Paulo afirma que Abraão é pai de todos os crentes, circuncidados ou não.

 

Com base nisso tudo, creio que já começa ficar claro qual é a posição mais coerente sobre a identidade da mulher, não é mesmo? O tema principal do livro do Apocalipse é a vitória de Cristo e de sua Igreja. Portanto, não faria qualquer sentido uma citação repentina sobre Maria ou sobre o Israel étnico. Isso quebraria o estilo, a organização e o raciocínio do conteúdo do livro do Apocalipse.

 

Além do mais, qual seria a importância prática para os irmãos das sete igrejas da Ásia menor, que estavam vivendo uma intensa perseguição pelo Império Romano, uma descrição de Israel ou de Maria como sendo a mulher perseguida no capítulo 12?

 

Considerando o contexto histórico, não faria muito mais sentido aqueles irmãos entenderem que a mulher é um símbolo da Igreja? Certamente essa foi a interpretação daqueles irmãos, que puderam ver a guerra que existe por trás da perseguição a Igreja de Cristo sofre.

 

É claro que Maria está incluída como membro que desempenhou um papel fundamental nesse grupo simbolizado pela mulher, bem como o próprio Israel, a qual tivera a revelação especial de Deus (Rm 2; 3) e formava a Igreja do Antigo Testamento, embora claramente não devemos entender que todos os judeus do Antigo Testamento fizeram parte da Igreja, portanto há uma diferença entre o Israel étnico e o Israel como Igreja do Antigo Testamento.

 

Logo, a mulher é um símbolo da única Igreja de Cristo em todos os tempos. Para uma melhor compreensão, devemos perceber que o capítulo 12 primeiramente enfatiza a Igreja do Antigo Testamento, e após o versículo 13 a descrição passa a incluir os santos da nova dispensação, enfatizando a Igreja do Novo Testamento. O versículo 17 deixa isto muito claro ao dizer que o dragão “foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus“.

 

A descrição da mulher

 

O capítulo 12 faz uma descrição da mulher. Ela está vestida de sol (vers. 1), o que significa que ela é gloriosa e exaltada, e reflete o brilho da glória de Deus. Ela tem a lua debaixo de seus pés (vers. 1), isto é, ela exerce domínio pela autoridade outorgada pelo próprio Cordeiro. Ela tem em sua cabeça uma coroa de doze estrelas (vers. 1), ou seja, ela é vitoriosa, ela é vencedora.

 

A mulher está grávida (vers. 2), o que significa que ela tem uma grande missão: dar a luz a Cristo segundo a carne (Rm 9:5). Aqui é mais uma clara referência a Igreja do Antigo Testamento, através de um povo especialmente escolhido por Deus pela qual o Messias viria ao mundo. Esse processo não foi nada fácil. O dragão perseguiu ferozmente esse povo, essa igreja, essa mulher, mas Deus a guardou, e na plenitude dos tempos Jesus nasceu.

 

Por fim, vemos também que a mulher é protegida por Deus (vers. 6, 14). O livro do Apocalipse mostra essa proteção de forma maravilhosa. Nele, sabemos que a Igreja é selada (Ap 7:3; 9:4), é medida e separada (Ap 11:1), e no capítulo 12 vemos que ela recebe asas (vers. 14).

 

Tudo isto significa que Deus protege pessoalmente o seu povo do poder perseguidor do dragão e de seus aliados. Durante 1260 dias, que simboliza o período da Igreja e da pregação do Evangelho, a Igreja estará protegida. Isso não significa ausência de problemas, ao contrário, significa que nada pode parar o avanço da pregação da Palavra, de modo que, se for preciso, Deus concede poder aos seus eleitos para que sejam mortos por amor ao seu nome (Ap 6:9,11; 14:13).

 

A descrição do Filho da mulher

 

Aqui não há qualquer dúvida de que o Filho da mulher é o Messias. No versículo 5 mostra esse “Filho homem” como alguém muito poderoso “que há de reger as nações com cetro de ferro“. Essa é uma citação do Salmo 2:9, que é um salmo messiânico, inclusive aplicado pelo próprio Cristo em Apocalipse 2:27.

 

O versículo 5 mostra que esse Filho subiu ao céu para assentar-se no trono. Aqui está englobado todo o processo de exaltação de Cristo, desde sua humilhação, morte, ressurreição até sua ascensão ao céu. Finalmente o versículo 10 deixa explicito de que o Filho da mulher se trata de Jesus, ao dizer que “agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo“.


A descrição do dragão

 

O dragão simboliza Satanás (Ap 20:2), um ser pessoal que possui uma grande obsessão em atacar o Filho da mulher. Ele possui sete cabeças coroadas, que simbolizam seu domínio mundial (cf. Lc 11:20-22; At 26:18; Ef 2:2; 6:12; Cl 1:13). Essas coroas não são coroas de glória e de vitória, mas coroas de pretensa autoridade, pois ele tenta ser um imitador do Cordeiro. Os dez chifres simbolizam o seu poder destrutivo. O próprio Jesus disse que o dragão “veio para matar, roubar e destruir” (Jo 10:10).

 

Porém algo importante é descrito: Satanás cai. O capítulo 12 mostra que Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão e seus anjos, e o dragão e seus anjos não foram apenas derrotados, mas também foram expulsos do céu e lançados à terra (vers. 9).

 

Aqui sabemos que, ao contrário do que muita gente pensa, a morada de Satanás é a terra. Essa expulsão não se refere a uma queda inicial de Satanás, mas de sua derrota no tempo da crucificação e ressurreição de Cristo (Jo 12:31; Cl 2:15; Ap 12:12)

 

No versículo 10 se escuta uma grande voz no céu dizendo que “o acusador de nossos irmãos é derrubado“. O significado dessa expressão fica claro em Jó 1:9-10. Com a morte, ressurreição e ascensão de Cristo ao céu, Satanás sofre uma derrota esmagadora, anulando qualquer acusação contra aqueles que estão em Cristo Jesus. O capítulo 12 revela Satanás sendo lançado na terra, já o capítulo 20 revela Satanás sendo lançado definitivamente no Lago de Fogo.

 

Como ele falhou em destruir o Filho da mulher, agora ele volta sua atenção para a mulher. Ele tenta afogar a Igreja com um rio de mentiras, desilusões e falsas teorias filosóficas, e, com toda sua cólera ele pelejará contra os fiéis (vers. 17), porém Deus os protege.

 

Por fim, nos capítulos seguintes do Apocalipse, vemos que conforme o dragão vai sendo frustrado em seus planos, e vê suas mentiras e fraudes não surtirem efeito diante da Igreja verdadeira, ele recruta alguns aliados para lhe servirem nessa missão: a besta que sobre do mar, a besta que sobe da terra e a grande Babilonia. Mas o dragão, e todos os seus aliados serão derrotados (caps. 17-20).

 

Para concluir, reconheço que todas as correntes escatológicas possuem suas dificuldades, isso pelo simples fato de que a segunda vinda de Cristo e a consumação da presente era ainda não ocorreram. Portanto, embora pessoalmente eu não concorde com algumas interpretações por não encontrar fundamentação bíblica suficiente, respeito meus irmãos em Cristo que adotam uma posição diferente da minha. O melhor de tudo é que juntos temos a esperança de que um dia iremos compreender todas essas coisas definitivamente ao lado do nosso Senhor.


Por Marco Antonio Lana

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

JUDÁ



Judá (louvor) era o quarto filho de Jacó através de Leia. Foi Judá que convenceu seus irmãos a venderem José como escravo, para não serem culpados de sua morte (capítulo 37,26-27). Ele se tornou poderoso entre seus irmãos (1 Crônicas 5,2). Logo depois da venda de José aos ismaelitas, Judá (tendo cerca de 25 anos) saiu da casa paterna e foi residir em Adulam, uma das cidades reais dos cananeus, no vale de Elá (onde séculos mais tarde Davi derrotou o gigante Golias).

Ali hospedou-se na casa de um adulamita, chamado Hira, e ficou conhecendo a filha de um cananeu chamado Sué (Riqueza), com quem ele logo se casou e teve dela três filhos: Er, Onã (Forte) e Selá (Petição). Quando este nasceu, ela estava na cidade de Quezibe (Enganosa).

Seguindo os costumes da época, Judá escolheu a esposa do seu primogênito, uma mulher chamada Tamar (Palmeira). Er era provavelmente muito jovem, pois toda a história narrada neste capítulo ocorreu dentro de pouco mais de vinte anos. Tudo indica que Judá estava ansioso para ter logo uma grande descendência, o que seria motivo de honra para si.

Er, porém, morreu logo depois: o SENHOR o fez morrer, porque era perverso perante Ele.

Naquele tempo prevalecia um costume, segundo o qual o irmão de um homem que morresse sem deixar filhos deveria se casar com a viuva, a fim de gerar um filho que seria o herdeiro de seu finado irmão. Este costume foi incorporado à lei de Moisés (Deuteronômio 25:5-10), ficando conhecido como a lei do levirato.

Judá então disse ao seu segundo filho Onã que se casasse com Tamar para suscitar descendência ao falecido Er.

Sendo o segundo filho, na morte do primeiro e não deixando ele descendência, Onã passaria a ser herdeiro do pai. Logo se compreende a razão por que ele não queria gerar um filho de Tamar para seu irmão, que seria herdeiro em lugar dele próprio. Ele obedeceu seu pai até o ponto de se casar com ela, mas evitou ter filhos usando de um método primitivo de controle de natalidade.

Por causa disto, as promessas de Deus a Abraão e seus filhos estavam impedidas de continuar através da descendência de Judá. Isto era mau perante o SENHOR, consequentemente fez Onã também morrer.

Judá ficou com um só filho, ainda muito novo. Temendo que ele fosse morto, como seus irmãos, pediu que Tamar voltasse à casa de seus pais e mantivesse seu estado de viuvez, até que Selá viesse a ser homem.

Algum tempo depois morreu a mulher de Judá. Tamar continuava à espera do casamento com Selá, que já se tornara adulto, mas parecia que Judá havia se esquecido dela. Mais que tudo, ela queria um filho que fosse herdeiro de Judá. Surgiu-lhe então a idéia de ter um filho diretamente dele, sem esperar mais por Selá.

Ela trocou suas vestes de viuvez por um véu, disfarçou-se como se fosse uma mulher consagrada à prostituição no culto abominável de Astarte, deusa cananéia, e se assentou no caminho que, sabia, Judá estava por passar.

Como ela havia calculado, Judá a cobiçou, propôs e ofereceu um cabrito em troca pelos seus serviços. Ela exigiu o penhor do selo, cordão e cajado dele até que ele pudesse entregar o cabrito. Completado o negócio, ela não esperou pelo cabrito mas voltou para casa e trocou de roupa outra vez. Judá mandou seu amigo com o cabrito, para reaver o penhor da mulher, mas ela não estava mais lá.

Ela concebeu nessa ocasião, conforme seu desejo. Três meses depois, a notícia foi dada a Judá que ela estava grávida - logo tinha adulterado. Imediatamente ele ordenou que ela fosse tirada e queimada.

Naquele tempo a função considerada mais importante da mulher era produzir filhos que perpetuassem a linhagem de seu marido. Para ter certeza absoluta que os filhos pertenciam ao marido, a noiva precisava ser virgem e a esposa ser fiel a ele. A esposa que adulterasse podia ser executada a mando do marido.

Já as prostitutas não pertenciam a famílias: ou eram prostitutas cultuais, sustentadas por ofertas, ou prostitutas comuns, sustentadas por seus clientes. Seus filhos não eram herdeiros de qualquer família, e os homens que as alugavam não ofendiam a linhagem de ninguém.

Judá não via qualquer mal em alugar os serviços de uma prostituta, mas estava disposto a executar Tamar porque, se ela estava engravidada devido a prostituição, sua criança não podia ter herança na família. A questão da moralidade sexual não o influía: sua preocupação era pureza de linhagem. Notamos o baixo nível moral deste homem, que contrasta fortemente com a pureza moral do seu irmão José, como veremos no próximo capítulo.

Tamar havia agido com prudência ao tomar como penhor objetos muito pessoais de Judá: o selo, por exemplo, era uma forma de identificação usada para autenticar documentos legais; geralmente consistia em um desenho especial gravado em pedra, montado num anel ou colar, usado sempre pelo seu dono. Quando ele a condenou à morte por suposta prostituição, ela conseguiu provar sem qualquer dúvida que os objetos eram dele, fazendo-o admitir o seu encontro.

Ele imediatamente reconheceu ser o pai da criança resultante, e que ela era mais justa do que ele: foi Tamar, e não Judá, que havia tomado providências para lhe dar um herdeiro legítimo. Com a sua artimanha, ela agiu mais no espírito da lei do que ele, que não lhe dera seu terceiro filho Selá para casar-se com ela.

Na hora do parto, descobriram que iam nascer gêmeos. A parteira atou um fio encarnado na primeira mão que apareceu, mas ela foi recolhida, e o gêmeo a quem a mão pertencia nasceu em segundo lugar. 0 primeiro a nascer recebeu o nome de Perez (brecha, rompimento), e o segundo Zerá (nascer do sol).

Os dois são mencionados na genealogia de Jesus Cristo (Mateus 1:3), sendo Ele descendente de Perez. Desta forma os filhos da filha de Sua foram eliminados da linhagem do Senhor Jesus.




SIGNIFICADO


  • Significado: DEUS E GLORIFICADO; LOUVOR
  • Origem: Bíblico




PONTOS FORTES E EXITOS

·         Foi um líder natural, franco e decidido
·         Pensou com clareza e agiu em meio a situações de grande pressão;
·         Mantinha a palavra e permanecia firme;
·         Era o quarto de doze filhos;
·         Através dele Deus traria Davi e Jesus – o Messias.




FRAQUESAS E ERROS


  • Sugeriu a seus irmãos que vendesse José como escavo;
  • Não manteve sua promessa para com a nora, Tamar.




LIÇOES DE VIDA

  • Deus está no controle, muito além da situação imediata;
  • A procrastinação costuma agravar os problemas;
  • A atitude de Judá de oferecer a sua vida  em troca de Benjamim é um exemplo do que seu descendente, Jesus, faria por todas as pessoas .






INFORMAÇOES ESSENCIAIS

  • Local: Canaã e Egito;
  • Ocupação: pastor de ovelhas;
  • Familiares:
v  Pais; Jacó e Léia;
v  Esposa: a filha de Sué (1Cr 2,3);
v  Filhos: Her, Onã e Sela (com a filha de Sué 1Cr 2,3); Farés e Zara (com Tamar sua nora - 1Cr 2,4)
v  Nora: Tamar
v  Irmãos: Rúben, Simeão, Levi, Issacar, Zebulom, Diná (única irmã), José, Benjamim, Gade, Aser, Dã, Naftali.






VERSICULOS - CHAVE

  • “Judá, teus irmãos te louvarão. Pegarás pela nuca os inimigos; os filhos de teu pai se prostrarão em tua presença. Filhote de leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho. Dobra-se, deita-se como um leão; como uma leoa: quem o despertará? Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem devem obediência os povos.” Gn 49,8-10.




SUA HISTORIA É EMCONTRADA EM:



  • Gn 29,35-50,26;
  • 1Cr 2-4

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

TIAGO, A FÉ EM AÇÃO - LIÇÃO 10 – A VERDADEIRA SABEDORIA



“Depois disse ao homem: O temor do Senhor, eis a sabedoria; fugir do mal, eis a inteligência.” Jó 28,28.

  1. INTRODUÇAO.
Gastamos a maior parte do nosso tempo em coisas tolas! Somos advertidos a não levar a vida na insensatez (Ef 5,14-17), mas resgatar o tempo precioso que o Criador nos concede generosamente (Sl 90,12).

O autor marxista Milan Machovec diz que a maioria dos homens sofre do vazio da vida e procura compensá-lo indo de um divertimento a outro, de uma atividade a outra, e ainda assim não cessam de lamuriar porque não se livram do vazio e do tédio. Essas pessoas vivem sem o dialogo interior, forma que o referido autor encontrou para falar da ausência da oração e da fé (o que produziu “homens sem si mesmo”), coisas que o materialismo tirou das pessoas ao tirar-lhes a idéia de Deus e a possibilidade de contatá-lo pela oração.

Paulo diz que o cristão acha na oração um caminho da sabedoria ao receber o auxilio do Espírito Santo em suas intercessões e pode chegar a Deus pelo dialogo interior. Desta forma entendemos a vontade de Deus para a nossa vida (Rm 8,26-27; Tg 1,5).

  1. CARACTERISTICAS GERAIS DA SABEDORIA.
Vista a sabedoria como uma forma de conhecimento da realidade, podemos afirmar de conhecimento da realidade, podemos afirmar que só Deus tem a totalidade e a plenitude da sabedoria. O primeiro homem, Adão, deveria contentar-se em ter um conhecimento parcial de Deus e não tocar na árvore da ciência do bem e do mal.

A visão pessimista realçada no livro de Eclesiastes está fundada na limitação humana para compreender os caminhos de Deus e entender o sentido da vida. Fazê-lo é achar a sabedoria. Em Jó, o entendimento, isto é, a sabedoria está em discernir e fugir do mal, através da submissão a Deus. O mal é visto como um elemento que turba a sabedoria. Os sábios recebem o carisma que garante a atuação dos mortais e desta forma se habitam a serem conselheiros respeitados, inclusive nas cortes. O sábio é alguém bem sucedido.

Segundo J.J. Allmen, que decidiu ouvir a voz da sabedoria deve lembrar três coisas:

                      I.    A sabedoria é a prudência, isto é, a procura do equilíbrio, da moderação, o horror a excessos, conforme ensinam os provérbios. Ao mesmo tempo, ser sábio é dar mostras de discernimento nas escolhas das relações e guardar reservas em todas elas, incluindo as matrimoniais (Pv 10,19; 11,13; 17,27).

                     II.    O sucesso na vida não pode ser alcançada de qualquer jeito, portanto, não há sabedoria fora do respeito ao outro e aos bens alheios (Pv 1,13; Jó 24,2). O adultério não é condenado pelos dissabores que o acompanham, mas pela violação de um vinculo estabelecido por Deus. Desprezar o pobre é também um insulto a Deus (Pv 14,31).

                    III.    A sabedoria possui um fundamento religioso (Sl 11,10; Jó 28,28; Pv 9,10). A religião não gravita propriamente na missa ou culto, mas nas atividades amadurecidas, no temor devido a Deus e na manutenção de uma atitude obediente e humildade diante do Criador. O sábio é o homem piedoso por excelência (Jó 42,8).

  1. A SABEDORIA TERRENA SEGUNDO TIAGO.
As coisas descritas na Bíblia como de origem terrena estão ligadas ao primeiro homem que intenta apossar-se do conhecimento divino pela sugestão do maligno (1Cor 15,47-48) e acaba por prejudicar a compreensão das coisas espirituais (Jô 3,12.31) e leva os homens ao apego às coisas terrestres (Fp 3,19).

 A sabedoria terrena é descrita como animal ou natural, isto é, pertencente à vida que homens e animais compartilham indistintamente. Não é sabedoria para o ser humano racional descer ao nível do animal. Se o homem fosse apenas animal, Deus o teria prendido no jardim do Éden com uma cerca de arame farpado, em vez de dar-lhe uma ordem por palavras. Deus deu uma ordem e esperava uma contrapartida (Gn 2,15-17). Paulo diz que o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus (1Cor 2,14), por isso o corpo natural precisa ser resgatado no dia da ressurreição  final (1Cor 15,44-46) e liberto da força dos sentidos (Jd 22-23).

Finalmente, a sabedoria terrestre é descrita como demoníaca. Assim como p espírito Santo convence para o bem e a santidade, o diabo procura convencer o homem a praticar o mal e justificar as suas ações erradas. “A voz do inimigo pode ser violenta e ameaçadora, mas pode também ser doce s sedutora. É algumas vezes persistente e grosseira, mas pode também ser angelical. Sabe adaptar-se a cada caso e a cada situação, pode variar o tom e os matizes”.  (Alexander). Ver Pv 16,23-25; Gl 5,8-9. Manifesta-se também em forma de indução persuasiva ao erro e ao pecado (Mt 3,7; Lc 3,7; 1Cor 10,19-22).

  1. A SABEDORIA DO ALTO SEGUNDO TIAGO.
A sabedoria do alto tem as seguintes características: é pura, tratável, pacífica, indulgente, plena de misericórdia, imparcial, sem fingimento e cheia de bons frutos. Paulo diz aos Coríntios que há impureza da carne e do espírito (2Cor 7,1). É fácil entender o conceito de impureza da carne, mas o que é impureza do espírito? Não é o espírito uma substancia pura, imune ao mal? A impureza do espírito consiste na falta de integridade moral e espiritual. Segundo Paulo, é fácil contaminar o espírito com doutrinas do mundo espiritual caído, pois esse é o assunto do contexto da passagem (2Cor 6,14-18). Não é sabedoria misturar a justiça com a iniqüidade, a luz com as trevas, Cristo com o maligno, Deus com os ídolos, etc. Eis as impurezas do espírito! As contaminações!

As demais qualidades da sabedoria assim são postas: promove a paz em lugar do conflito, dá capacidade ao cristão para submeter-se aos maus tratos, sem ódio ou malicia, aguardando na justiça de Deus, e produz frutos de justiça.

  1. CONCLUSAO.
Pelas características gerais descritas e os aspectos particulares da sabedoria, podemos concluir que a verdadeira sabedoria é antes de tudo um conceito prático, é um conhecimento que não nasce da especulação, mas da experiência. Geralmente, os idosos a possuem porque já passaram pelo curso da existência, por isso podem oferecer bons conselhos.

Dessa forma a ministração da justiça no antigo Israel era feita por um grupo de anciãos, pessoas experientes que ocasionalmente se transformavam em juízes e julgavam em lugar público, à porta da entrada da cidade (Rt 4,1-2).

A sabedoria em sua essência é o respeito ao Senhor e o levar Deus a sério, obedecê-lo aqui na terra, pois do contrário teremos de nos defrontar com Ele no dia do juízo (Hb 4,13; 11,6).  

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

REIS MAGOS



Os Três Reis Magos, ou simplesmente Reis Magos ou Magos (em grego: μάγοι, transl. magoi), na tradição cristã, são personagens que teriam visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. Foram mencionados apenas no Evangelho segundo Mateus, onde se afirma que teriam vindo "do leste" para venerar o Cristo, "nascido Rei dos Judeus". Como três presentes foram registrados, diz-se tradicionalmente que tenham sido três, embora Mateus não tenha especificado seu número. São figuras constantes em relatos da natividade e nas comemorações do Natal.

Belchior (também Melchior ou Melquior), Baltasar e Gaspar, não seriam reis nem necessariamente três mas sim, talvez, sacerdotes da religião zoroastica da Persia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.

Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de janeiro.

A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. 

"E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2,10). 

"Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. 

  • O ouro pode representa a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). 
  • O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141,2). 
  • A mirra, resina antisséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19,39-40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.


"Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11).

"Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). 

Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.

Devemos aos Magos a tradição de trocar presentes no Natal Dos seus presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países, como por exemplo os de língua espanhola, a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de janeiro, e os pais muitas vezes se fantasiam de reis magos.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beba o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: 


  • “Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. 
  • Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Gaspeio. 
  • E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

Quanto a seus nomes: 

  • Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, 
  • Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, 
  • e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Melquior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade.

A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 72, 11): 

“Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo” 

e do profeta Isaías 60,1-6 - 

"1. Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. 2. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. 3. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora. 4. Levanta os olhos e olha à tua volta: todos se reúnem para vir a ti; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são transportadas à garupa. 5. Essa visão tornar-te-á radiante; teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações. 6. Serás invadida por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor".

Na antiguidade, o ouro era um presente para um rei, o olimbano (incenso) para um sacerdote, representando a espiritualidade e a mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).

Durante a Idade Média começa a devoção dos Reis Magos (e que são "batizados"), tendo as suas relíquias sido transladadas no séc. VI desde Constantinopla (Istambul) até Milão. Em 1164, com os três já a serem venerados como santos, estas foram colocadas na catedral de Colônia, em Colônia (Alemanha), onde ainda se encontram.

Em várias partes do mundo, há festas e celebrações em honra aos Magos. Com o nome de Festa dos Santos Reis há importantes manifestações culturais e folclóricas no Brasil.

Diferentes opiniões quanto a quando o menino Jesus foi visitado

A tradicional crença de que Jesus foi visitado aquando do seu nascimento não é consensual entre todas as pessoas.

Há pessoas que acreditam que Jesus já possuía uma certa idade. Segundo seus defensores há quatro linhas de evidência para acreditar que Jesus já não era mais um bebé quando recebeu a visita: 


  • a tradução para o texto de Mat. 2,11 usa a expressão "uma criancinha", "um menino", e não um bebê em diversas traduções de respeito, como a Almeida; 
  • Mt 2,11 também cita que quando Jesus foi encontrado estava em uma casa e não em uma manjedoura; 
  • o fato de Herodes mandar matar as crianças de até dois anos 
  • e, por último, o fato de Maria ter dado apenas dois pássaros no templo como contribuição pelo nascimento do menino, o que a identificava como muito pobre, e não parte dos presentes que supostamente já teria ganho, já que na visita ela, através de seu filho, ganhou ouro e outros itens valiosos.

Por Marco Antônio Lana (Teólogo)

domingo, 1 de janeiro de 2012

CONVERSA COM JESUS CRISTO

 

Sempre que VOCÊ SE SENTIR SÓ e IMPOTENTE para RESOLVER determinada SITUAÇÃO ou PROBLEMA, seja de qual ordem for, NÃO SE DESESPERE. Converse com Jesus Cristo, orando:

"Meu querido Jesus Cristo, em vós deposito toda a minha confiança. Vós sabeis de tudo, ó Pai e Senhor do Universo. Vós sois o Rei dos Reis. Vós que fizestes o paralítico andar, o morto voltar a viver e o leproso sarar. Vós que vedes minhas angústias, minhas lágrimas, bem sabes, Divino Amigo, como preciso alcançar de vós esta graça que espero, com muita fé e confiança. Fazei, Divino Jesus Cristo, que eu a alcance, pois, necessito muito, por isso lhe peço com muita fé (fazer o pedido com bastante fé e firmeza). A conversa convosco, meu grande mestre, me dá ânimo e alegria para viver”.

“Como gratidão enviarei esta oração a outros que precisam de vós, para que aprendam a ter fé e confiança em Vossa Misericórdia. Ilumina meus passos, assim como o sol ilumina todos os dias o amanhecer. Jesus Cristo, tendo total confiança em vós e cada dia que passa aumenta a minha fé e meu amor!"

Ler os Salmos 23 e 51

Obs.: Não usar a Biblia Ave Maria pois ela é uma linguagem dificil e a colocaçao dos capitulos e versiculos no AT é diferente das outras Biblias. Ex: Salmo 23 na Biblia Ave Maria é 22 e o Salmo 51 è 50.